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quinta-feira, 4 de julho de 2013

O uso de colares na Umbanda - proteção e magia


O uso de colares era tão comum na Antiguidade que originou a ourivesaria e a joalheria como indústrias manufaturadoras de colares, pulseiras, braceletes, talismãs, tiaras, etc., para atender aos sacerdotes e aos fiéis mais abastados que preferiam ter objetos de proteção confeccionados com pedras e metais preciosos e de difícil aquisição pelo resto dos membros dos clãs ou tribos do passado. Reis, rainhas, príncipes, imperadores, ministros, etc., que formam a elite dos povos antigos, não usavam colares comuns ou de fácil confecção, mas recorriam a artesãos especializados para confecciona-los, tomando a precaução de terem colares únicos e de mais ninguém.

Cadáveres eram enterrados com colares, talismãs, etc., pois precisavam proteger seus espíritos no mundo dos “mortos”, assim como haviam precisado deles aqui no mundo dos “vivos”, e isso acontece até os dias de hoje na cultura ocidental cristã, na qual o uso de antigos colares mágicos e protetores perdeu seus fundamentos, sendo substituídos por gravatas, lenços, cachecóis, fitas, etc., que envolvem o pescoço dos vivos e dos cadáveres, certo? Portanto, irmãos(ãs) umbandistas, não se sintam constrangidos(as) por usar em público colares ou “guias”, pois não é em nada diferente do que todo mundo faz.

Os padres da Igreja Católica usam rosários, crucifixos pendurados no pescoço (um colar, certo?), escapulários, etc., assim como todos os sacerdotes da maioria das religiões atuais o fazem com seus colares consagrados. Enfim, não há nada de excepcional, incomum ou fetichista no fato de os médiuns umbandistas usarem colares de proteção ou de trabalhos espirituais quando incorporados pelos seus guias.

O uso de colares, pulseiras e talismãs é tão antigo quanto a própria humanidade Todos os povos antigos pesquisados adotavam o uso de colares confeccionados com pedras roladas, seixos, dentes de animais, pérolas, penas, sementes, pedaços de ossos ou de madeiras esculpidas, conchas, unhas de certos animais, cabelos humanos ou crinas de animais trançados, etc. São tantas as coisas usadas na confecção de colares que não nos é possível listar todas. O uso com respeito de colares confeccionados de forma rudimentar se perde no tempo, tendo começado em eras remotas, quando ainda vivíamos em cavernas ou éramos nômades, mas precisávamos de protetores contra o mundo sobrenatural ou contra o perigo de animais e insetos venenosos ou os malefícios feitos por outras pessoas, etc. Então, que fique claro aos umbandistas que o uso de colares ou “guias de proteção” não é uma coisa só da Umbanda ou dos cultos afro aqui estabelecidos. Inclusive, os índios americanos também usavam e ainda usam colares, braceletes, pulseiras e talismãs, tal como fazia e faz o resto da humanidade.

Não confundam Umbanda com ficção e romance...


FAZENDO UM GIRO PELAS CAPITAIS, CHEGA A SER ENGRAÇADO O QUE ENCONTRAMOS BRASIL Á FORA, EM MATÉRIA DE UMBANDA, CANDOMBLÉ, TARÔ E MAGIA... O QUE TEM DE "MESTRE DOS MAGOS POR AI  NÃO TÁ NO GIBI! CARAS QUE APRENDEM CONCEITOS DA RELIGIÃO OU DE ESOTERISMO E COMEÇAM A VENDER CURSOS COMO SE FOSSEM ALEISTER CROWLEY, EM SALVADOR, TEM CERTOS POPULISTAS DA FÉ, QUE TOMAM CARRO, MOTO, CASA E TODA GRANA DOS SUPERSTICIOSOS DESAVISADOS! TEM UM CARA FAMOSO, VENDER DE CURSOS DE UMBANDA (COMO SE A Umbanda EXISTISSE PRA SER USADA DESSA FORMA...) QUE SOLTA UMA PEROLA ATRAS DA OUTRA! E OLHA QUE O CARA TEM MUITOS LIVROS NA PRAÇA! PEROLAS COMO ESTA: "EXU TIRIRI, TRABALHA PELA LEI TAMBÉM PELA VIBRAÇÃO DE OGUM E PELOS TRONOS DOS 7 REINOS..." 

TIRIRI NÃO TEM LIGAÇÃO DIRETA COM OGUM (apenas a afinidade entre essas duas linhas é que os dois são senhores dos caminhos, são de abertura e iniciam tudo), NÃO É DA MESMA VIBRAÇÃO E FALANGE DE 7 CATACUMBAS OU 7 ENCRUZILHADAS... SÃO VIBRAÇÕES DISTINTAS, CORRENTES DISTINTAS... ESSES LIVROS DE FICÇÃO DE GUERREIRO FULANO DA MEIA NOITE, MAGO DA CHAMA DOURADA, DA ESPADA DOURADA OU FICAR USANDO NOMES YORUBÁS QUE NINGUÉM CONHECE SÓ PRA IMPRESSIONAR, JÁ VIROU CAFONICE... SE LIGA!

E ESSA ESTRATÉGIA DE DIZER QUE É DESCENDENTE DE ÍNDIO, DE AFRICANO, DE CIGANO, SEJA LÁ O QUE FOR, NÃO É A DESCENDÊNCIA QUE FAZ O MAGO DE VERDADE E SIM UMA SERIE DE COISAS! FICAR DIZENDO QUE É REPRESENTANDO DE EDITORA GRINGA, QUE FAZ FÓRUM, PALESTRA O DIABO A QUATRO PRA IMPRESSIONAR OU ARREBANHAR UM MONTE DE ESTUDANTE DE ESOTERISMO E TARÔ APENAS PRA FAZER NUMERO E MANIPULAR! ISSO JÁ DEU, NEM O INSTITUTO O... C... DEU GRANDE COISA! O TARÔ NÃO É SENSACIONALISMO E MANIPULAÇÃO... CLARO QUE PODEMOS SIM FAZER FÓRUNS, CURSOS, PALESTRAS, MAS, SEM TODO ESSE AR DE DEMAGOGIA E EXCENTRICIDADE, USANDO OS TAROLOGOS DE BOA FÉ E BUSCADORES QUE NÃO ENXERGAM UM PALMO DIANTE DO NARIZ...

Harmonia no médium e poder do mago, por meio do ponto cantado


">Procura-se através dos PONTOS CANTADOS, obter-se harmonia para a aproximação dos Guias Espirituais, manter concentrados os componentes do terreiro, integrando-os num ambiente de misticismo puro. Em um terreiro de Umbanda é de muita valia e necessário se faz a presença de um elemento homem ou mulher para auxiliar a cantar e dar início aos pontos, devendo o mesmo estar perfeitamente ambientado e ser conhecedor do ritual, concorrendo para o ritmo e cadência dos cânticos. Denominado SAMBA, cuja palavra provêm de um dos verbos da língua Quimbundo: KÚSAM­BA ou KUSÁMBA, que quer dizer, orar, rogar, saltitar, rejubilar, a ele está afeto a incumbência dos PONTOS CANTADOS, quando solicitados pelo Ogam, pelo Guia em trabalho ou ainda quando houver necessidade para tal fim.

É por intermédio do PONTO CANTADO, que o Umbandista complementa a invocação de determinados Guias das Linhas de Umbanda, os quais certamente cumprem o chamamento em obediência ao ponto. Ele é o lenitivo que nos desliga por momentos das atribuições cotidianas, acercando-nos dos Guias e Protetores. Assim sendo, podemos afirmar que os PONTOS CANTADOS, movimentam poderosas forças, pela magia do som, harmonioso e invocativo, que de certa forma condiciona o médium a promover os fenômenos mediúnicos. Temos constatado que determinados pontos coordenados com frases religiosas na sua extraordinária inflexão e expressão empolgante, despertam sentimentos místicos e psíquicos, naqueles que procuram comunicação com o astral, fazendo-os entrar num campo vibratório peculiar.

Os povos em suas liturgias religiosas, desde os tempos imemoriais, invocam suas divindades, não só pelo vocábulo, como também, pela palavra cantada, através de hinos, ladainhas, mantras, cânticos, salmos e pontos cantados. Inúmeras são as finalidades dos PONTOS CANTADOS nos terreiros de Umbanda. Servem entre outras, para DEFUMAÇÃO, PEDIDO DE FORÇAS, para SUBIDA ou DESCIDA DOS GUIAS, HOMENAGENS, PEDIDOS DE GRAÇA, AGRADECIMENTOS, etc. Devemos considerar ainda, que todo espírito tem seu PONTO CANTADO individual e de linha, pelo qual é invocado, individualizado e que por intermédio dos mesmos, possamos ter a garantia de uma comunicação precisa, reconhecendo no espírito manifestante, a sua classificação na linha de origem e seu grau evolutivo, causando uma diferenciação distinta entre os espíritos, mormente de um Caboclo para um Preto Velho.
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