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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Supercomputador da NASA detecta 11 asteroides que poderiam colidir com Terra



Cientistas da NASA obtêm com ajuda de inteligência artificial informações valiosas sobre trajetória de 11 asteroides massivos, ao passo que choques devastadores com a Terra se tornaram possíveis. 

Desta forma, o uso da inteligência artificial (IA) por parte de um supercomputador da NASA permitiu traçar a trajetória de pelo menos 11 asteroides cujo comprimento supostamente passa dos 100 m.
O achado veio a público em uma publicação feita na revista Astronomy & Astrophysics neste mês.
Segundo cientistas, um dos corpos celestes poderia colidir com a Terra a partir de 2131, sendo que a força do impacto teria energia equivalente à explosão de centenas de bombas atômicas.
De acordo com declaração feita pela Universidade de Leiden, nos Países Baixos, a destruição causada pela colisão poderia ser "sem precedentes na história da humanidade", conforme publicou o tabloide Daily Star.

Trajetória imprevisível

O supercomputador da NASA foi importante para analisar as trajetórias, difíceis de serem previstas pelos astrônomos.
"O fato de tais asteroides não terem sido previamente identificados como potencialmente perigosos é por suas órbitas serem tão caóticas [...] Como resultado, eles não são percebidos pelo software atual das organizações espaciais, o qual se baseia em cálculos de probabilidades que usam simulações de força bruta muito caras", acrescentou a instituição.
Com a ajuda da inteligência artificial, os cientistas descobriram as trajetórias dos corpos no Sistema Solar nos próximos 10.000 anos.

Supernovas poderiam estar bombardeando Terra com 'balas cósmicas' a 3 mil km/s



Uma pesquisa recente sugere que a Terra esteja exposta a "balas cósmicas" que poderiam ser disparadas por supernovas próximas que as carregam a velocidades sub-relativistas.

 

De fato, nosso planeta é bombardeado diariamente por pequenos meteoros de 1 milímetro a 10 centímetros de largura, a maioria deles atingindo a atmosfera a velocidades superiores a 17 km/s.
Contudo, os físicos da Universidade de Harvard, Amir Siraj e Abraham Loeb, suspeitam que alguns meteoros possam atingir a nossa atmosfera enquanto viajam a uma fração da velocidade da luz – em alguns lugares a 3.000 km/s.
Embora a teoria já tenha sido proposta antes, a atual metodologia de busca não está configurada corretamente para encontrar essas "balas" sub-relativistas.

Meteoros minúsculos e ultrarrápidos

Para rastrear o plasma quente que é expelido por esses meteoros ultrarrápidos, enquanto eles se esmagam em nossa atmosfera, os cientistas desenvolveram um modelo que permitiu catalogar o tipo de ruído emitido.
"Descobrimos que um meteoro sub-relativista daria origem a uma onda de choque que poderia ser captada por um microfone, e também um clarão brilhante de radiação visível em comprimentos de onda óticos - ambos durando cerca de um décimo de milissegundo", disse Siraj ao Universe Today.
Os astrônomos propõem alguma combinação de microfones infrassom e instrumentos infravermelhos óticos para detectar tanto as assinaturas acústicas minúsculas - mas distintas - quanto os incrivelmente curtos flashes óticos criados por esses objetos em seus momentos de morte.



© AP Photo / Jin Ma/Planetarium de Pequim/Fundação Kavli
Imagem ilustrativa da supernova superluminosa ASASSN-15lh
Os pesquisadores estimam que cerca de 600 detectores estabelecidos em uma rede global devem servir.
Além da preocupação em relação a qualquer rocha espacial que possa representar um risco para a Terra, deve-se também levar em consideração esses meteoros minúsculos e ultrarrápidos, que poderiam vaporizar naves espaciais em questão de segundos no improvável caso de serem atingidos por um pedaço de estilhaço de supernova.

Sonda da NASA descobre quantidade surpreendente de água na atmosfera de Júpiter



A missão Juno da NASA forneceu os seus primeiros resultados científicos da quantidade de água existente na atmosfera de Júpiter. 


O estudo foi recentemente publicado na revista Nature Astronomy. De acordo com os dados obtidos pela sonda Juno, a água constitui cerca de 0,25% das moléculas na atmosfera do gigante gasoso, sendo quase o triplo das do Sol.
Estas são as primeiras descobertas sobre a abundância de água em Júpiter desde que a missão Galileo da NASA em 1995 sugeriu que o gigante gasoso poderia ser extremamente seco em comparação com o Sol (a comparação não se baseia em água líquida, mas, sim, na presença de seus componentes, oxigênio e hidrogênio, presentes no Sol).
Há décadas que os cientistas planetários almejavam obter estimativas precisas da quantidade de água na atmosfera de Júpiter. Os dados do gigante gasoso representam uma peça essencial que faltava no quebra-cabeças sobre a formação do Sistema Solar. Júpiter poderia ter sido o primeiro planeta a se forma e contém a maior parte do gás e poeira que não foi integrada pelo Sol, escreve portal Cnet.



Sul da linha do equador de Júpiter fotografado pela nave espacial Juno
As principais teorias sobre a sua formação estão na quantidade de água absorvida pelo planeta. A abundância de água também tem implicações importantes para a meteorologia do gigante gasoso (como fluem as correntes de vento em Júpiter) e sua estrutura interna.
Além disso, os raios, um fenômeno alimentado tipicamente pela humidade, detectados pela Voyager e outras naves espaciais implicavam a presença de água. No entanto, indicações precisas da quantidade de água nas profundezas da atmosfera de Júpiter continuavam sendo indefinidas.
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