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Os Orixás regentes de 2026

domingo, 29 de maio de 2022

Egun, uma força perigosa!


Mistérios do Candomblé e da Umbanda

Todos sabemos bem que a Umbanda cultua eguns, mas sabemos que ha grande diferença entre um caboclo, e um ser desencarnado que se encontra perdido, com maus sentimentos, ou apenas querendo ajudar mas sem saber como e acaba atrapalhando. E antes de mais nada entender que pode se tratar de um Egum ou de um Kiumba, aí sim em cada caso o guia chefe deveria definir o que deva ser feito.

A diferença entre este egun e o kiumba que seria o espirito zombeteiro, aquele com mais conhecimento espiritual porem na maioria das vezes muito mau intencionado e até mandado! Cada casa tem sua estrutura, sua forma de culto e de liturgia e emcimadas em suas origens tratará de forma particular esta situação.

A diferenças entre as àguas usadas encaminhar Egun, ÁGUA DOCE(TORNEIRA) OU SALGADA(DO MAR) e suas funcionalidades, na verdade não cabe ao homem doutrinar o espirito mas ao espirito ser doutrinado por outros espiritos. Podemos ser meros auxiliares na materialidade dos fatos, mas é do lado de lá que as coisas efetivamente acontecem! No entanto, sabemos do poder de muitos magos ao longo da historia sobre os espiritos, o proprio Cristo deu exemplos disso!

Para espantar "egun", "recém-morto", caso detecte alguma influência na residência por exemplo, a erva de santa barbara é uma boa. Mas, quero aqui tocar num assunto que considero importante, sou contra evocação e evocação dos mortos, pois, são pessoas que gostam de usar tais procedimentos que mais tem problemas com espiritos ruins. O certo é que o Astral Superior é que tem que vir até nós, e não nós que temos que ficar tentando controlar os espiritos.

É comum vermos pessoas nas encruzilhadas, rogando pragas, fazendo feitiços e tentando dominar forças que estão além de suas capacidades, isso é um grande erro. Assim tambem como pessoas que vão a centros pra tentar com o parente querido que acabou de partir! Necromancia não é uma coisa legal! Não devemos mexer com os mortos.

Peso nas costas, tropeções um atrás do outro na rua, olhar diferente, angústia, agressiva, vontade de vomitar, às vezes, uma vontade louca de encher a cara, entre outras coisas, podem ser sinal de tá com um Egun bem pertinho, sugando energias.

A verdade é que cada caso é um caso, porque temos o caso de estarmos acompanhados de um irmão desencarnado porque fomos invigilantes e demos brecha para a energia dele se afinar com a nossa, pode ser também porque o seu guia puxou para que se leve para o terreiro para ele ser tratado,pode ser um ente desencarnado que quer se manter por perto achando que ainda pode ajudar a pessoa amada que ainda está viva, tem os zombeteiros que querem simplesmente tocar o terror, atrapalhar o andamento do terreiro etc. De qualquer forma, o bom é não mexer com magias sem saber com que tá mexendo.

Sabemos bem, que espiritos de podem ser bons ou ruins, mesmo desencarnados. Mas, sabemos que se um espirito está errante, frequentando nosso plano, mesmo desencarnado, estará sujeito a ser acompanhado por demonios ou outras forças que queiram dominá-los. É por isso que o melhor é orarmos por eles e não invocá-los, ou evocá-los.

Ha os sofredores em busca de ajuda, mas ha os que se negam a receber ajuda, ha os que pretendem descansar, e os que não se permitem, temos os que aceitam a morte, mas temos os que nem sabem que estão mortos, e cada um com sua individualidade.

A coisa pode ser muito séria se mal resolvida, ainda bem que na maioria dos casos não estamos tratando de nos livrar do Egum, mas sim de sua carga energética, aí é bem mais fácil, e por vezes estamos dentro de um terreiro bem guardados e nos mantemos policiados em nossas atitudes, mas nem sempre é assim. Há também por ai, muitos casos que não passam de desequilibrios emocionais, eu diria que 90% deles.

Egun na língua yorubá significa 'alma' ou 'espírito' de uma pessoa falecida. Egun tanto pode ser uma entidade de luz quanto um kiumba. Acontece que aqui no Brasil as pessoas acabaram utilizando essa palavra, especialmente no Candomblé e na Umbanda, para designar 'almas penadas', ou seja, espíritos desencarnados presos ao plano físico ou 'Ego' (personalidade transitória assumida na última reencarnação).

Na África, e em alguns pouquíssimos terreiros de Candomblé no Brasil (realizados em espaço separado daquele onde se cultuam os Orixás), existe o Culto aos Egungun, um culto prestado em homenagem aos ancestrais do povo e que geralmente foram iniciados nas religiões africanas. É um culto envolto em mistérios, pois muitos afirmam que esses espíritos se materializam diante dos fiéis, que podem apenas ser pessoas iniciadas no culto. Só que a entidade Egun, já é diferente de um desencarnado comum. Egun, já tem uma certa outorga no mundo espiritual, trata-se de um grau já em evolução. Quase um estágio.


 
O CULTO DOS EGUNS NO CANDOMBLÉ, que retrata o culto e fala sobre as Sociedades Gëlèdé e Egungun sendo a primeira o culto aos espiritos feminios e o segundo aos espiritos masculinos quando encarnados.
29/11/2010
 
 
 

sábado, 28 de maio de 2022

Astrologia: O que é a Era de Aquário?

ILUSTRA Laz Muniz

Segundo a astrologia, é a atual "era cósmica", regida por esse signo - que favorece a comunicação rápida, a busca pelo futuro e a oposição ao autoritarismo

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É uma das chamadas “eras cósmicas”, um conceito astronômico e astrológico. Elas são definidas principalmente a partir da relação de dois movimentos da Terra (a precessão dos equinócios e a variação da obliquidade do eixo terrestre) com as constelações zodiacais. Nos anos 60, se popularizou a crença de que essa “nova era” traria uma nova fase para a humanidade.

PAPO DE LOUCO
A precessão dos equinócios é um movimento que causa a mudança da orientação do eixo da Terra. Confira-o no vídeo acima. Graças a ele e à variação na obliquidade desse eixo, o ponto em que o Equador celeste toca a linha da eclíptica (chamado de Ponto Vernal) percorre todas as constelações zodiacais em 25 mil anos. Como são 12 constelações, fica cerca de 2 mil anos em cada uma.

NOVO MILÊNIO, NOVA ERA
Apesar de esses cálculos matemáticos fundamentarem as eras, não há precisão em relação ao início e ao fim delas. Astrônomos acreditam que a Era de Aquário, cuja constelação está sendo indicada pelo ponto hoje, começará só no ano de 2600. Já os astrólogos acham que ela teve início em janeiro de 2001, quando começou o terceiro milênio.

AQUARIANOS NO COMANDO
Para os que acreditam na influência zodiacal na vida humana, a Era deAquário já começou. Basta notar como esta época está marcada por aspectos próprios desse signo, como a comunicação rápida (via web e satélites), a busca pelo futuro (que causou o avanço da tecnologia) e a oposição ao autoritarismo (defesa da liberdade individual).

O PRÓXIMO REGENTE
Como o movimento do Ponto Vernal é inverso ao deslocamento da Terra em relação às constelações, a ordem das eras cósmicas é oposta à dos signos. Ou seja, daqui a 2 mil anos, estaremos sob a influência de Capricórnio: será um período de olhares voltados à nossa origem e à base da humanidade, um traço típico dos capricornianos.


AS ERAS CÓSMICAS ATÉ AGORA

Leão: de 10001 a 8000 a.C.
Câncer: de 8001 a 6000 a.C.
Gêmeos: de 6001 a 4000 a.C.
Touro: de 4001 a 2000 a.C.
Áries: de 2001 a.C. a 0
Peixes: de 1 a 2000 d.C.
Aquário: de 2001 a 4000 d.C. (ESTAMOS NESTA AQUI)
Capricórnio: de 4001 a 6000 d.C.

CONSULTORIA Regina Braga, astróloga e escritora, autora do livro A EraCósmica: Aquário
Por Lucas Ebbesen/Munto Estranho
 
 

domingo, 22 de maio de 2022

Mulher: poder, liberdade e sexo



A menina que cresce hoje não deixa de ser delicada e romântica, apenas detesta limitações. A velha versão do conto de fadas jogava com a contradição entre a boa mãe, encarnada pela finada e a fada (versões da mãe da primeira infância) e a madrasta-bruxa ( representante da mãe da adolescente), que deixa de cuidá-la para disputar no mesmo território, invejosa e envelhecida. A versão que tenta resgatar Cinderela, encontramos uma mãe mais do que má, retrógrada, incapaz de entender a vastidão dos destinos de uma mulher, só pode oferecer velhas fórmulas. A outra mãe era ótima, mas morreu. Trata-se de uma ou várias gerações de mulheres órfãs de mãe, não que não as tenham, mas estas tampouco tem respostas, apenas questões, dúvidas, culpas, problemas de agenda, dificuldades para encaixar seus múltiplos papéis. Já não mais modelo, agora parceira de aventuras, descortina-se um espaço interessante de convívio, falta porém a figura da guia.

As novas meninas precisam encontrar desde cedo os modelos em que pautar esse jeito nada apagado de ser, o conto de fada contemporâneo, ou seja, o cinema, é um lugar privilegiado aos modelos que vieram em substituição da velha e submissa Cinderela, da desfalecente Bela Adormecida ou da ingênua Branca de Neve.




A liberdade das novas mulheres traz a dolorosa consciência da condição pantanosa do chão que pisamos: os patriarcas fraquejam, envelhecem, vacilam, os amados já não são também futuros respeitaveis senhores de bigode. À mulher independente corresponde um homem sensível, cujo melhor modelo é o rapazola romântico de Titanic. Perdida a ilusão da fortaleza masculina a mulher encontra novo tipo de fragilidade, frente a esta está só, como Lara Croft, sobrevivente, dependente apenas de suas habilidades para seguir adiante.




É preciso preparar as mulheres para a complexidade de seu novo papel, aí mais uma vez o cinema faz sua parte. Às mulheres principiantes este último ano foram oferecidos dois filmes: Mulan (estúdios Disney) e o menos comentado A Espada Mágica (estúdios Warner). Trazem trama similar: duas jovens são forçadas a percorrer um destino de guerreiras e o fazem com mestria. Mulan salva toda a China da dominação Mongol e a outra salva um rei que não é outro senão Arthur. Ambas passaram por revezes no começo, pois revelavam-se inadequadas para o casamento e as tarefas do obscuro papel destinado às mulheres. Antes de demonstrar seu surprendente desempenho na terra dos homens, afinal não há espaço mais masculino do que a guerra, passaram por um estado extremamente incômodo no qual não eram aceitas em nenhum dos mundos. Mulan é uma lenda chinesa da qual não conhecemos muitos paralelos no ocidente, apenas para situar em termos de literatura brasileira, temos nossa Diadorim passeando os impasses da nova mulher pelo Grande Sertão Veredas.
A mulher tem seu próprio método para ir à guerra, não canta para espantar o medo, ela se apavora, desce ao abismo e sobe com consciência de seus limites. Curiosamente, sua recompensa para além da pompa e da glória, provém acima de tudo do amor. Assistimos pasmados à jovem Mulan sobrepor em importância o amor de um jovem guerreiro e o perdão de seu pai pela travessura, à própria consagração de sua coragem na Praça Imperial. A glória por ela conquistada seria suficiente para inebriar qualquer homem, mas para a mulher nada significa sem o amor. Toda ovação popular só é audível quando o guerreiro que conquistou seu coração atravessa o portão da casa paterna para pedir sua mão.É digno de nota que este amor é o por ela escolhido, não o designado pela rigidez da tradição.




Não faltaram em tempos anteriores mulheres diferentes, aquelas que dedicaram vidas a causas humanitárias, científicas, religiosas ou políticas. Estas aventureiras do destino feminino, outrora exceções, tornaram-se hoje a regra. Hoje os caminhos para a mulher são menos marcados, a reivindicação já não é tanto de novos espaços, mas que mais e mais mulheres possam ter liberdade de escolher a causa em nome da qual dedicar sua vida, seja ela social ou doméstica, pública ou privada, amorosa ou celibatária.
 
Os contos de fada, que tantas gerações escutaram antes de dormir, precisam ser incluídos na bagagem da nova mulher, mas não mais daquele jeito. Já não são mais só contados, agora necessáriamente possuem imagens, o cinema faz parte desta transmissão de histórias.
Existe um filme recente que tenta uma saída para Cinderela, chama-se: “Para sempre Cinderela”. No filme descobrimos que ela não era boba e submissa como pensávamos e sim inteligentíssima e letrada. A jovem orfã teve tempo de ser introduzida não só ao gosto pela leitura por seu pai, mas também ao uso das espadas, o resultado é uma moça muito moderna, cujo único problema é que talvez não possamos chamar de Cinderela tão simpática personagem.


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