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sábado, 26 de março de 2016

Astrofísica: Existência de nono planeta no Sistema Solar ganha mais evidências

O nono planeta

As suspeitas de que nosso Sistema Solar possui um nono planeta, que fica ainda mais distante do Sol do que Plutão, acabam de ganhar mais força. O astrônomo Michael Brown, um dos autores do estudo que levantava essa hipótese, anunciou ontem pelo Twitter mais um fato que aponta para essa conclusão.

Brown diz ter encontrado mais um objeto do Cinturão de Kuiper excêntrico: que se movimenta de maneira inusitada. A suspeita sobre a existência do nono planeta teve origem por conta de seis objetos desse tipo - seus movimentos estranhos poderiam ser explicados pela presença de um nono planeta. Com essa nova descoberta, a suspeita se torna ainda mais forte.
O novo objeto excênctrico foi descoberto pelo Canada France Hawaii Telescope, que está realizando a pesquisa Outer Solar System Origins Survey (OSSOS). AS informações sobre seu movimento excêntrico foram apresentadas pela astrônoma Michele Bannister, do SETI Institute. A apresentação pode ser vista abaixo:


Fonte: Olhar Digital

sexta-feira, 25 de março de 2016

Astrofísica: Atividade vulcânica mudou o eixo da Lua há 3 bilhões de anos

Segundo estudo publicado na Nature, o eixo do astro mudou em 6 graus, modificando a localização dos polos norte e sul

Os cientistas calcularam a distância entre os pontos e os polos norte e sul atuais e descobriram que as distâncias entre eles são as mesmas, só que em sentidos opostos
Os cientistas calcularam a distância entre os pontos e os polos norte e sul atuais e descobriram que as distâncias entre eles são as mesmas, só que em sentidos opostos

Os cientistas calcularam a distância entre os pontos e os polos norte e sul atuais e descobriram que as distâncias entre eles são as mesmas, só que em sentidos opostos(NPG/Reprodução)
O eixo da Lua pode ter sido modificado em 6 graus após grande atividade vulcânica há 3 bilhões de anos. De acordo com um estudo, publicado na última quarta-feira na revista Nature, os vulcões esquentaram apenas um dos lados do astro, alterando massa e estrutura internas. Isso fez com que a Lua "tombasse" e passasse a girar em um eixo diferente.
A equipe de pesquisadores, liderada por Matthew Siegler, do Instituto de Ciências Planetárias no Arizona, analisou imagens da Lua e, com medições de hidrogênio, identificou a existência de gelo em crateras lunares vizinhas aos polos (locais em constante sombra).


Novo eixo - Com esses dados em mãos, os especialistas identificaram que esses pontos de gelo se encontram em posições opostas no astro - ou seja, é possível traçar uma linha reta entre um ponto gelado e outro, cruzando o centro da Lua. Para confirmar as expectativas dos cientistas, eles calcularam a distância entre os pontos e os polos norte e sul atuais e descobriram que as distâncias entre eles são as mesmas, só que em sentidos opostos. "Seria como se o eixo da Terra passasse da Antártida para a Austrália", explicou Siegler.
A causa do movimento observado pelos pesquisadores foi uma intensa atividade vulcânica em um dos lados da Lua (de face para a Terra). Os vulcões em atividade teriam modificado o equilíbrio que forma o eixo planetário ao esquentar o manto da Lua, causando um distúrbio no giro da Lua.
O estudo do gelo ancestral na Lua pode abrir portas para compreender o mistério da existência de água no astro e na própria Terra, que Siegler acredita ter vindo de um sistema fora da Via Láctea, dada a proximidade do planeta com o Sol. "O gelo da Lua pode ser uma cápsula do tempo da mesma fonte que originalmente forneceu água para a Terra. Esse é um registo que não temos aqui graças às diversas modificações da Terra. Esse gelo tão antigo pode nos dar pistas e resposta a esse grande mistério", disse especialista.

terça-feira, 22 de março de 2016

Infelicidade: Pessoas inteligentes tendem a ter menos amigos

Segundo um novo estudo, o cérebro de um gênio funciona de forma diferente. No caso deles, ao contrário do que ocorre com a maioria da população, a socialização pode levar à infelicidade

Enquanto a maioria das pessoas relata uma maior satisfação ao interagir mais com amigos, pessoas com QI mais alto preferem a solidão
Enquanto a maioria das pessoas relata uma maior satisfação ao interagir mais com amigos, pessoas com QI mais alto preferem a solidão
Enquanto a maioria das pessoas relata uma maior satisfação ao interagir mais com amigos, pessoas com QI mais alto preferem a solidão(Thinkstock/VEJA)
Um novo estudo descobriu por que gênios tendem a ser solitários. De acordo com uma pesquisa publicada recentemente na revista científica British Journal of Psychology, quanto mais as pessoas muito inteligentes precisarem socializar, menos satisfeitas elas estarão com a vida.
Para chegar aos resultados, os psicólogos evolucionistas Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, na Grã-Bretanha, e Norman Li, da Universidade de Administração de Singapura, em Singapura, questionaram 15.000 pessoas, com idade entre 18 e 28 anos, sobre a felicidade. Foram analisados também dados como a densidade populacional do local onde os voluntários viviam e a frequência de interação com os amigos.
O estudo se baseou na teoria da savana, proposta em 2004 por Kanazawa. Segundo a tese, ancestrais que viviam na savana Africana precisavam ser sociáveis para sobreviver a um ambiente hostil. Naquele tempo, a população era escassa, com cerca de 150 integrantes por grupo. Os pesquisadores acreditam então que, por causa da herança ancestral, a maioria das pessoas atualmente relata sentir-se mais feliz quando vive em lugares com menor densidade demográfica e quanto mais convive com amigos e familiares.
O que o novo levantamento mostrou, contudo, é que isso não se aplica para aqueles que são muito inteligentes. No caso de pessoas com QI muito alto, a densidade demográfica baixa não aumenta a sensação de felicidade. Além disso, quanto mais elas precisam socializar com outras pessoas, a satisfação delas com a vida tende a ser menor. "O efeito da densidade populacional na satisfação com a vida era mais de duas vezes maior para os indivíduos de baixo QI do que para os indivíduos com QI mais alto. E indivíduos mais inteligentes eram, na verdade, menos satisfeitos com a vida se socializavam com seus amigos com mais frequência", escreveram os autores.

Os autores acreditam que os indivíduos considerados gênios possuem cérebros mais evoluídos, o que os tornaria mais adaptados aos desafios da vida moderna. O problema é que essas pessoas estão sujeitas a viver em constante conflito entre aspirar objetivos maiores e estar vinculado às raízes do passado evolutivo.
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