As suspeitas de que nosso Sistema Solar possui um nono
planeta, que fica ainda mais distante do Sol do que Plutão, acabam de
ganhar mais força. O astrônomo Michael Brown, um dos autores do estudo
que levantava essa hipótese, anunciou ontem pelo Twitter mais um fato
que aponta para essa conclusão.
Brown diz ter encontrado mais um objeto do Cinturão de
Kuiper excêntrico: que se movimenta de maneira inusitada. A suspeita
sobre a existência do nono planeta teve origem por conta de seis objetos
desse tipo - seus movimentos estranhos poderiam ser explicados pela
presença de um nono planeta. Com essa nova descoberta, a suspeita se
torna ainda mais forte.
O novo objeto excênctrico foi descoberto pelo Canada France
Hawaii Telescope, que está realizando a pesquisa Outer Solar System
Origins Survey (OSSOS). AS informações sobre seu movimento excêntrico
foram apresentadas pela astrônoma Michele Bannister, do SETI Institute. A
apresentação pode ser vista abaixo:
Segundo estudo publicado na Nature, o eixo do astro mudou em 6 graus, modificando a localização dos polos norte e sul
Os cientistas calcularam a distância entre os pontos e os polos norte e
sul atuais e descobriram que as distâncias entre eles são as mesmas, só
que em sentidos opostos
Os
cientistas calcularam a distância entre os pontos e os polos norte e
sul atuais e descobriram que as distâncias entre eles são as mesmas, só
que em sentidos opostos(NPG/Reprodução)
O eixo da Lua pode ter sido modificado em 6 graus após grande atividade
vulcânica há 3 bilhões de anos. De acordo com um estudo, publicado na
última quarta-feira na revista Nature, os vulcões esquentaram apenas um
dos lados do astro, alterando massa e estrutura internas. Isso fez com
que a Lua "tombasse" e passasse a girar em um eixo diferente.
A equipe de pesquisadores, liderada por Matthew Siegler, do Instituto
de Ciências Planetárias no Arizona, analisou imagens da Lua e, com
medições de hidrogênio, identificou a existência de gelo em crateras
lunares vizinhas aos polos (locais em constante sombra).
Novo eixo - Com esses dados em mãos, os especialistas
identificaram que esses pontos de gelo se encontram em posições opostas
no astro - ou seja, é possível traçar uma linha reta entre um ponto
gelado e outro, cruzando o centro da Lua. Para confirmar as expectativas
dos cientistas, eles calcularam a distância entre os pontos e os polos
norte e sul atuais e descobriram que as distâncias entre eles são as
mesmas, só que em sentidos opostos. "Seria como se o eixo da Terra
passasse da Antártida para a Austrália", explicou Siegler.
A causa do movimento observado pelos pesquisadores foi uma intensa
atividade vulcânica em um dos lados da Lua (de face para a Terra). Os
vulcões em atividade teriam modificado o equilíbrio que forma o eixo
planetário ao esquentar o manto da Lua, causando um distúrbio no giro da
Lua.
O estudo do gelo ancestral na Lua pode abrir portas para compreender o
mistério da existência de água no astro e na própria Terra, que Siegler
acredita ter vindo de um sistema fora da Via Láctea, dada a proximidade
do planeta com o Sol. "O gelo da Lua pode ser uma cápsula do tempo da
mesma fonte que originalmente forneceu água para a Terra. Esse é um
registo que não temos aqui graças às diversas modificações da Terra.
Esse gelo tão antigo pode nos dar pistas e resposta a esse grande
mistério", disse especialista.
Segundo
um novo estudo, o cérebro de um gênio funciona de forma diferente. No
caso deles, ao contrário do que ocorre com a maioria da população, a
socialização pode levar à infelicidade
Enquanto a maioria das pessoas relata uma maior satisfação ao interagir
mais com amigos, pessoas com QI mais alto preferem a solidão
Enquanto
a maioria das pessoas relata uma maior satisfação ao interagir mais com
amigos, pessoas com QI mais alto preferem a solidão(Thinkstock/VEJA)
Um
novo estudo descobriu por que gênios tendem a ser solitários. De acordo
com uma pesquisa publicada recentemente na revista científica British Journal of Psychology, quanto mais as pessoas muito inteligentes precisarem socializar, menos satisfeitas elas estarão com a vida.
Para chegar aos resultados, os psicólogos evolucionistas Satoshi
Kanazawa, da London School of Economics, na Grã-Bretanha, e Norman Li,
da Universidade de Administração de Singapura, em Singapura,
questionaram 15.000 pessoas, com idade entre 18 e 28 anos, sobre a
felicidade. Foram analisados também dados como a densidade populacional
do local onde os voluntários viviam e a frequência de interação com os
amigos.
O estudo se baseou na teoria da savana, proposta em 2004 por
Kanazawa. Segundo a tese, ancestrais que viviam na savana Africana
precisavam ser sociáveis para sobreviver a um ambiente hostil. Naquele
tempo, a população era escassa, com cerca de 150 integrantes por grupo.
Os pesquisadores acreditam então que, por causa da herança ancestral, a
maioria das pessoas atualmente relata sentir-se mais feliz quando vive
em lugares com menor densidade demográfica e quanto mais convive com
amigos e familiares.
O que o novo levantamento mostrou, contudo, é que isso não se aplica
para aqueles que são muito inteligentes. No caso de pessoas com QI muito
alto, a densidade demográfica baixa não aumenta a sensação de
felicidade. Além disso, quanto mais elas precisam socializar com outras
pessoas, a satisfação delas com a vida tende a ser menor. "O efeito da
densidade populacional na satisfação com a vida era mais de duas vezes
maior para os indivíduos de baixo QI do que para os indivíduos com QI
mais alto. E indivíduos mais inteligentes eram, na verdade, menos
satisfeitos com a vida se socializavam com seus amigos com mais
frequência", escreveram os autores.
Os autores acreditam que os indivíduos considerados gênios possuem
cérebros mais evoluídos, o que os tornaria mais adaptados aos desafios
da vida moderna. O problema é que essas pessoas estão sujeitas a viver
em constante conflito entre aspirar objetivos maiores e estar vinculado
às raízes do passado evolutivo.