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Os Orixás regentes de 2026

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Em defesa da astrologia: Filosofia e astrologia - o conceito ou escolha de cada um


A astrologia sempre resistirá ao tempo e aos ataques


Crenças, dogmas, fé, espiritualidade, magia, ciência, Deus e tudo que Deus respeito ao que não podemos provar com profunidade ou tocar, sempre vai gerar divisões, discussões e cada um seguirá aquilo, com o que mais se identificar. Sempre foi assim desde o início dos tempos e será até o final de tudo que existe. Enquanto exister homens com pensamento e livre-arbítrio, sempre haverá multiplas escolhas sobre o oculto. E nesse contexto todo, sempre haverá aqueles que acham que encontraram as respostas e certezas, ao mesmo tempo que haverá os que farão oposição, apontando pra outros caminhos e conclusões. Enfim, que cada um siga o caminho que sua alma escolher. O que precisa ser evitado sempre é o extremismo, a violência e a ditadura.

A astrologia é um desses caminhos que sempre gerou debates, mesmo dentro de entidades poderosas, como foi o caso da igreja católica, que chegou a criar grupos de estudo pra desqualificá-la. E assim, sempre irá existir pessoas que vão simpatizar e ser adepto dos conceitos astrológicos, como haverá ao mesmo tempo, os que se irritam só de ouvir falar, mesmo sem saber o que é. Sobre Deus, os debates também sempre serão intensos, pois mesmo entre os que dizem acreditar em Deus, há diversidades nesses grupos de pessoas, como por exemplo, os que acreditam ou dizem acreditar, porque seus pais ensinaram assim, também aqueles que acreditam num Deus, apenas dentro dos conhecimentos bíblios ou do Alcorão... e assim por diante. Ou seja, muitas pessoas dizem acreditar, não no que seu coração encontrou, mas, no que lhe fizeram acreditar. Claro que muitos desses que se dizem "convertidos", vão dizer que alguém lhe ensinou ou lhe catequizou, mas, que ele acabou encontrando dentro e si mesmo, sua verdadeira fé. Mas, quase dois terços das pessoas, creem em conceitos e dogmas, que sequer sabem direito de onde veio, como é o caso do rebanho católico. Aliás, por falar nisso, vi um bispo afirmar há algum tempo, que só no fato de alguém questionar qualquer coisa da igreja, já deixa de ser católico, ou seja, tem que confiar cegamente e sem questiona. Asim, a vontade da igreja, é que seus fiéis sejam um rebanho, subserviente, obediente e sem pensar, apenas obedecer. 

Vi num dos vídeos debates do historiador Leandro Karnal, uma definição dele, sobre esse mesmo conceito. Ou seja, se alguém questionar a Bíblia ou a Igreja, não é um fiel católico ou cristão, pois assim, "não crê nem na Bíblia, nem na Igreja e sim em si mesmo". Pode até ser isso mesmo. Mas, ao meu ver, o correto. Esse é o novo conceito que realmente a nova era trouxe a sociedade moderna, o direito de pensar, pesar e escolher. Rebanhos que seguiam líderes cegamente, sem questionar e com total obediência ao longo da história, não ajudou muito a esclarecer a espiritualidade, como é o caso do cristianismo, por exemplo, que cria dogmas e conceitos da cúpula da igreja, sem esclarecer nada, apenas mandar que se obedeça. Sempre usando o mesmo conceito de que "Deus é a cabeça e a igreja o corpo", por isso o que ela fala seria "iquestionável". Bem, este é um debate teológico, longo e pra outra ocasião. Mas, citei aqui o historiador Leandro Karnal, por um motivo, ligado a este poste que já explicarei abaixo.

A meu ver, Leandro Karnal, é um dos maiores oradores e pensadores de nosso tempo, sou fã de seu trabalho, assim como admiro muito as palestras dos professores Cortella e do Pondé ou Cloves, porém, mesmo concordando comuitas das filosofias de todos eles e sabendo que eles são dez vezes mais sabidso que eu, tem mais conhcimentos que eu e que sabem muito de filosofia, entre outras coisas, me reservo ao direito de discordar de muito do que eles falam também! Aliás, assim como eles discordam de outros pensadores e assim por diante... Afinal, somos livres pra escolher e pensar. Até porque, tem bons pensadores que defendem coisas diversas. 

Bem, não sei ao certo a opinião desses outros professores, sobre a astrologia, mas, imagino que eles também tenham um argumento um pouco parecido ou talvez bem alinhado ao do professor Leandro Karnal, porém, sabemos que diversos filósosos também já defenderam a astrologia ao longo dos tempos. Da mesma forma que outros bem famosos atacaram e tentaram desmoralizar. Um dos argumentos da maioria das pessoas que atacam a astrologia é sempre o de não poder provar a influência astral sobre as pessoas. Porém, nunca vi também uma prova acadêmica, filosófica ou científica que prove a influência de Deus sobre homens ou sobre o mundo, mas, nem por issso, podemos dizer que ele não existe. 

Num dos vídeos que vi numa palestra de Leandro Karnal, onde ele citava que hoje em dia, ninguém escuta ninguém (o que concordo plenamente), ele dizia que se alguém diz "eu sou de Escorpião, logo ouve e eu sou de Libra...", e seguindo ele no seu raciocinio, no final, acabou chamando de bobagem, acreditar que astros, de um conceito inventando a milhares de anos no passado, influencie a vida de uma pessoa. Enfim, eu comungo plenamente com ele, pois nunca acreditei que planetas influenciem ninguém, ao menos dessa forma física, em forma de energia ou raio. O que sempre buquei na astrologia, foi um conhecimento simbólico, códigos que mostram energias em ação no universo, interligado a realidades que nos enquadram e podem servir de revelação pra nossas dúvidas. Ou seja, ao levantar a carta de uma pessoa, não quer dizer que tais planetas dentro do mapa astrológico dominem ou influênciem aquele ser vivente que veio ao mundo, mas, que revelem por meio de seus códigos e simbologias a natureza que aquele indivíduo tem, como tabém, mostra as "senhas" ou rumos nos quais aquela alma poderá se dar melhor ou pior durante sua existência.

Esse debate sobre o proveito e aplicação da astrologia, é um debate sem fim, da mesma forma como o debate sobre Deus, sobre a Bíblia ou sobre qualquer assunto que está além da nossa compreensão consciente. E só pra finalizar sobre o professor Leandro Karnal, fica evidente que nada de ateu há nem em seus conceitos e nem em seus ensinos, fica claro que a sua aversão a astrologia ou crenças místicas, como ele não cansa de repetir, que "detesta a palavra energia", vem de toda sua base de estudo dentro da teologia cristã e acima de tudo católica. Apesar de ele repetir o tempo todo que é ateu, fica claro (a menos ao meu ver), que de ateu ele não tem nada. Acho (se for achismo meu, me perdõe, pois é o que percebi), que falar que é ateu, é apenas um artificio (não apenas dele), mas, da maioria dos filósofos, especialmente os de nossa era, pois, é um marketing muito bom, pra empenhar debates e palestras, do que se declarar como seguidor de uma religião convencional ou tradicional.

Pode também ser inconsciente, pois a pessoa que lê muito sobre um assunto e consome muito de uma fonte, acaba perdendo muito da insensão e passa a seguir pensadores de uma determinada linha, mesmo sem perceber. Ainda mais que se diz admirador de uma infinidade de pensadores católicos e intolerantes com outras crenças. Que veem a Bíblia como uma documento "inquestionável" e que descarta o saber místico de qualquer outras fontes. Mas, temos que lembrar, que a Bíblia não caiu zipada do céu. Também que ela foi escrita por autores diversos, em situações tensas, em momentos de debates e embates com povos perigosos e que or isso se atacou muitas coisas, apenas pra reprimir desobediência do povo. A astrologia, está inserida na Bíblia em diversos códigos, que creio ter sido bem mais claros antes de monges copistas da igreja colocar a mão nos livros e selecionr os trechos que queriam deixar.

Enfim, esse é um debate de um "Davi, contra Golias", só pra citar a Bíblia. Ou seja, um simples e humilde estudioso, contra um grande estudioso e do meio acadêmico. Mas, claro que sem a analogia ampla, pois o Davi da Bíblia venceu o combate, já no meu caso, eu jamais teria uma "funda" de conhecimento pra derrubar a gigantesca bagagens de argumentos do professor. Porém, mesmo assim, reservo-me a seguir acreditando no pouco de conhecimento que me faz gostar muito de astrologia e ciências místicas.

E por falar em astrologia, defesa e busca de conhecimento, só pra finalizar este artigo, gostaria de citar, o quanto fico feliz por existirem no Brasil, pessoas e entidades, que defendem e propagam esses saberes fantásticos. Eles servem como porto, pra quem quer buscar conhecimento sobre esses e outros assuntos. No campo da astrologia, sou muito fã do trabalho da Gaia Astrologia, que há muito tempo vem trazendo conhecimento e saber astrológico, tanto aos paulistanos, como aos astrólogos do país! Eu espero um dia poder conhecer aquele lindo espaço pessoalmente. Um outro lugar fantástico, que me iniciei no campo do saber astrológico, é a Regulus Astrologia, uma escola fanátisca, que recomendo a todos conhecerem e estudarem lá. Também tem a Escola Santista de astrologia, que dizem ser fantástica, que espero também um dia conhecer, assim como tantos lugares fantásticos, país a fora, que levam o saber astrológico. 

E só pra finalizar, quero citar aqui um canal de astrologia fantástico. Um canal chamado Estrelando, conduzido pelo astrologo George Jorge, que além de astrologia, traz diversos assuntos ligados a espiritualidade, esoterismo e ocultismo. Recomento a todos a se inscreverem e curtirem, pois os vídeos são fantásticos, com entrevistas inteligentes.

Um abraço a todos e Shalom

domingo, 3 de setembro de 2017

A Nova Era de Aquario tempos de turbulência



Nos passamos do seculo XX para o XXI, com uma afirmação astrológica e esoterica sobre a mudança das Eras. A mudanças que se dá pela precessão dos equinócios da Era de Peixes para a de Aquario, sempre foi vista como altamente positiva por quase 100% dos astrologos e esotericos, segundo todos, essa Nova Era traria mais harmonia social, novos conceitos etc, a meu vêr não será bem assim um mar de rosas, pela época que estamos vivendo de transição turbulenta já estamos detectando que não será tão fácil não... Na verdade essa nova era será de reajustes sim, como supunha os Mais, que previram um "suposto" alinhamento cósmico de nossa galaxía e nosso planeta. Não quer dizer o fim, ou um mergulho numa era de cáos, na verdade até que muitas coisas vem se ajustando pra melhor. Mas, não esperemos que aquela "agua" que o Aquadeiro guarda no Aquario, seja só aguas de vida e amor! Vemos que esse pode ser na verdade um "presente de Grego", este Aguadeiro pode ter guardado pra nós a verdadeira "Caixa de Pandora", onde muitas coisas veladas podem ser reveladas, muitos conceitos jogados a nossa revelia, pra que a humanidade passe por uma grande era de provação. Nem tudo que parece liberdade, igualdade e renovação é propriamente positivo. Quase sempre sabemos e temos consciência, que a Ordem, a Hierarquia, a manutenção do equilibrio e as vontades seladas nem sempre podem mudar. Ser moderno, ou confundir excessos com liberdade nem sempre vai trazer bons resultados. Já vemos que mudanças importantes acontecem desde já, com quedas de ditadores, reorganização da Economia Mundial, mas, não tenha duvidas, há algo de podre, de maléfico e de muito sombrio por traz de toda essa ilusoria "reorganização"!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Comida dos orixás! Cozinheira faz acarajé na França: 'Se Iansã não quisesse, já teria dado errado'

Mariele Góes segunrando um acarajé | Foto: Reprodução / Facebook


A culinária francesa, considerada uma das mais famosas do mundo, é conhecida por suas massas de pães, brioches e croissants. Em Paris, uma cozinheira dedica seu tempo a outro tipo de massa. Uma feita de feijão fradinho descascado, velha conhecida dos baianos. A baiana Mariele Góes tem feito na cozinha da sua casa o acarajé como conhecemos na Bahia. Os clientes, em sua maioria, são estrangeiros curiosos em provar a iguaria e brasileiros com saudade de casa. “Quando a gente mora fora sozinho nós percebemos como sentimos falta de certas coisas, como a comida”, diz a cozinheira, que produz cerca de 70 acarajés por vez, para venda direta, encomenda ou para degustação na sua residência. Conta a lenda africana que o acarajé foi um presente de Iansã para as mulheres que precisavam prover o próprio sustento. Mariele começou a cozinhar a iguaria sem acreditar muito que seria capaz de faze-la. “Eu achava que acarajé era impossível de se fazer em casa”. A baiana descobriu que estava equivocada, fez um restaurante improvisado em casa e hoje explica o que é alimento e a lenda que o envolve para quem prova. “Se Iansã não quisesse que eu vendesse acarajé, já teria dado errado. Já que estou fazendo, eu faço certo”, conta a baiana que respeita todos os rituais e a receita que envolvem a massa. “Uma vez me perguntaram o motivo de eu não botar coentro na massa do acarajé. ‘Rapaz, aí você se entende com Iansã’, foi o que respondi”, completa Mariele, que se preocupa em fazer até o famoso molhinho de pimenta que acompanha a comida exatamente igual ao dos tabuleiros. Para produzir acarajés na França, a cozinheira precisa de pelo menos 3 dias. O primeiro deles é apenas para a compra dos ingredientes nos bairros da capital francesa. De um lado para outro em Paris com as sacolas na mão, a baiana vai até lojas chinesas atrás da pimenta e do camarão. Vai a lojas africanas para comprar o dendê e ao bairro indiano para achar o feijão fradinho. “Dei uma sorte danada que encontrei uma loja que vende o feijão sem casca”, revela a cozinheira que já teve de descascar o feijão fradinho grão por grão para fazer a receita. Com um ingrediente vindo de cada lugar do mundo, a massa do acarajé francês fica miscigenado que nem nossa gente. Talvez essa semelhança é o que garante que a execução de Mariele seja bem avaliada. “Já me falaram que o acarajé que faço aqui é melhor que os que têm no Rio de Janeiro. Não sou baiana [de acarajé], mas nasci em Salvador. Não podia ser diferente”, conta a cozinheira rindo. Mariele nem sempre foi cozinheira. Antes de ir para a França estudar alta culinária, a baiana era jornalista e trabalhava na revista Veja - antes, ela também foi repórter do Bahia Notícias. “No final das contas as profissões são parecidas com o ritmo corrido, com a pressão e a adrenalina”, conta Góes, que está no país estrangeiro há 1 ano e fazendo acarajés há 4 meses. O custo grande dos cursos e algumas decepções fizeram ela desistir da alta culinária e ressignificar a gastronomia trabalhando em casa. O plano da cozinheira é de expandir a produção de acarajés, porém, hoje, a cozinha do apartamento comporta uma produção de 70 unidades por vez. Cada bolinho é vendido por Mariele por 8 euros. “O preço é menor que um lanche no MCDonald's e vem com bastante camarão e vatapá”. Além do acarajé, a cozinheira também prepara opções de sobremesa como um pudim de Tapioca vendido a 10 euros. Quem procura o acarajé na França precisa correr. Facilmente o quitute se esgota. “As pessoas já se articulam e encomendam o acarajé com antecedência”. 

O acarajé francês | Foto: Reprodução / Facebook
 por Lucas Arraz
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