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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A Umbanda, Astrologia e Candomblé, são conhecimentos ancestrais sagrados

É muito interessante, que muita gente pensa que a Umbanda, é apenas a parte da macumba! Na verdade muitos abrem terreiros nos grandes centros, justamente pensando em lucrar! Também imaginam que apenas incorporar entidades, que muitos nem sabe de onde vem e nem o que realmente são, apenas por ter lido alguns livros, de certos autores de Umbanda, se acham com o poder de trabalhar com magia! Tiveram sim autores de Umbanda no Brasil que afirmaram equivocadamente, que os iorubas, ou africanos como um todo, apenas viam a questão do culto aos ancestrais via fenômenos da natureza e não observavam os astros, o que é de fato uma mentira, pois o homem sempre observou e contemplou o céu, como deixarei claro no meu livro! A magia não pode ser observada sem se verificar a fase lunar, o movimento do sol que vai nos revelando as estações e também as conexões planetárias e astrológicas, com formação de signos. Tudo isso é astrologia, uma ciência sagrada, transmitida por arcanos aos antigos ancestres e magos. Estes não conhecidos com os nomes hebreus, mas, o brilhante Lenain, deixou claro as variações de nomes em diversas culturas. A magia tem que observar elementos e também os astros, sem a escrita celeste o mago ou bruxo estará sempre muito mais sujeito ao erro... Devemos ter respeito pelos nossos parentes enquanto vivos, mas não há possibilidade de que eles nos ajudem ou prejudiquem depois da morte. É certo que a Bíblia recomenda aos filhos que durante sua vida prestem obediência e dediquem amor aos seus pais. (Ef 6.2-3; Pv 23.22; 1 Tm 5.4

As seitas orientais oriundas de países como o Japão, China, Coréia trouxeram para o Brasil um tipo de culto até a alguns anos desconhecido por nós. É certo que nós – brasileiros – não estranhamos o que já se tornou habitual para os católicos. Cultuam, de certo modo os mortos, quando oferecem missas em sufrágio das almas dos falecidos, pensando com isso beneficiá-los. A Seicho No Ie, Igreja Messiânica Mundial, Arte Mahikari, encontrasse no país uma oportunidade de crescer, praticando como força de atração, o Culto aos Antepassados. Quando se trata de crianças recém nascidas então culto toma outro titulo e é conhecido como Culto aos Anjinhos. 

Os povos africanos se apóiam integralmente no poder da oralidade, a qual, no caso das tradições iorubás, se mantém ao longo dos séculos no interior dos Poemas Sagrados de Ifá, de onde este povo extrai a base fundamental para preservar seu legado, mesmo distante do lar, nas Américas, especialmente no Brasil e em Cuba. Afirmam os historiadores que os domínios iorubás se desenvolveram ao longo da margem sul do rio Níger. 

Vários estudiosos crêem que o povo iorubá tem prováveis laços com a cultura do Egito, enquanto outros defendem que ele está mais intimamente ligado ao legado da Núbia; estes pesquisadores também investigam a possibilidade das crenças iorubás serem herdeiras das concepções helenistas. Até hoje nenhuma especulação foi comprovada. Este povo encontra sua procedência primitiva em um núcleo aborígene ancestral, posicionado em torno da cidade de Ifé, antes de ser subjugado pelo guerreiro Oduduwa, considerado o criador desta civilização, e por seus seguidores. Seus descendentes estruturaram as distintas dinastias que se fixaram neste espaço geográfico entre os anos 600 e 900; supõe-se que eles eram originários do Alto Nilo. 

Os Versos Sagrados de Ifá constituem o meio essencial para se entender o Cosmos, a cultura, a religiosidade, a educação, a poética, a dança, o legado musical, a estrutura político-social, as interações sociais, a configuração do perímetro urbano, o meio-ambiente, a relação com os ancestrais e a ciência praticada pelos iorubás. A palavra oral tem um peso sagrado, pois traz em si o mistério do culto àquilo que se encontra em uma dimensão invisível ao olhar humano. Mais que isso, ela é o tecido estrutural que molda cada esfera da vivência dos povos africanos, particularmente a dos iorubás. É ela que permite a uma geração transmitir sua herança ancestral à que lhe sucede, preservando assim sua cultura original. 

O cosmo iorubá é arquitetado em uma estrutura quádrupla, daí os sacerdotes serem também enquadrados em categorias que correspondem a esta visão de mundo. Os babalaôs dirigem o culto a Ifá, na dimensão da interação humana; os babalorixás e ialorixás – pais e mães que presidem as iniciações no orixá – lideram a adoração a estas divindades; os babalossaim – símbolos da paternidade – são os responsáveis pelo culto a Ossaim, a esfera das folhas, representantes da Natureza; e os babalojés/ babaojés – que protagonizam os pais na veneração aos ancestrais da linhagem masculina – comandam a adoração aos mortos. O caráter consagrado da palavra lhe confere o dom de criar cenários, pois ela abriga um universo mítico. Seus mestres têm a responsabilidade de estabelecer vínculos de conexão entre as entidades divinas, os ancestrais e os futuros iorubás, disponibilizando o legado cultural desta civilização. 

Nas terras americanas os iorubás procuram reproduzir esta representação espacial geográfica e cosmológica. Cada esfera do recinto sagrado na América reflete a mesma teia sagrada que marca o universo iorubá no continente africano. O Ifá atua como o protetor do saber sagrado, um depósito palpitante das memórias desta civilização. Dentre os elementos presentes nesta obra-prima da oralidade iorubá estão os Oriki – evocações; os Orin – cantos; os Orin-Esa – cantigas em louvor aos ancestrais masculinas; os Orin-Efe – canções dirigidas às ancestrais femininas; as Aduras – orações; os Ibás – saudações. Nos poemas maiores, os Iremoje e os Ijala, estão preservados os elementos mais significativos da trajetória mitológica deste povo. 

Para o Candomblé, um dos mais importantes pilares para essa tradição religiosa, é o oráculo que, no Brasil, é conhecido como Jogo de Búzios e que se baseia nos odus, ou seja, o conhecimento sobre o destino. Mas este conhecimento é muito mais complexo do que a ideia simplista de conhecer o futuro a partir da consulta a uma sacerdotisa ou sacerdote. Também não significa que conhecer o destino é poder evitar qualquer tipo de problema como os céticos gostam de dizer para diminuir a sabedoria sobre oráculos. 


No universo afro religioso, ter informações sobre o “destino” é, antes de tudo, conquistar o auto conhecimento que abre os caminhos para uma vida de paz acima de tudo. São explicações como essa que devemos ter sempre em mente. “Ofún Méjì" no Mirindilogun, um odu de extrema complexidade, que como símbolo da síntese universal, carrega em Si a responsabilidade pela “Criação” e por todo tipo de criação, que acontece por oposição ou complementação dos opostos, enfim, através de permanente movimento”, assim ele é um dos portais mais importantes do saber orácular no Candomblé. Esses temas e portais, tão complexos e ao mesmo tempo tão caro ao candomblé servem sempre para suprir a necessidade de mostrar mais as faces da riqueza que a filsofia iorubá, a qual os terreiros, comunidades e espiritualistas estão vinculados. O conhecimento que transmite condiz com o respeito que sempre precisamos ter e demonstrar em diante das outras tradições religiosas de matrizes africanas, mas, acima de tudo aos orixás e ancestrais. 

Como iniciado ou buscador que buscamos ser, temos a tendência de resguardar os mistérios, evitando retirar os véus que os encobrem. Falar de espiritualidade e segredos velados é sempre uma ousadia e ao mesmo tempo uma necessidade para aqueles que tem sua missão, mas a coragem vem da permissão dos orixás e anos, como também dos ancestrais. Diante da modernidade, a ética, moral e fé são alternativas de evitarmos deturpações da essência de uma religião milenar. Quero deixar claro que o que aqui transmito tem como base o conhecimento ancestral e a busca constante. 

Axé a todos - Carlinhos Lima
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