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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Revelados dados abrangentes de possíveis sinais de civilizações extraterrestres



Foram revelados dados da pesquisa mais abrangente feita até hoje sobre emissões de rádio na Via Láctea, sendo o público convidado a analisar os dados em busca de sinais de civilizações inteligentes.

 

O projeto Breakthrough Listen, destinado à busca de comunicações extraterrestres inteligentes no Universo e baseado no centro de pesquisa SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre), observou o cometa interestelar 2I/Borisov em busca de tecnomarcadores, que apontassem para a existência de tecnologia extraterrestre avançada, mas não encontrou nenhum vestígio dos mesmos.
O cometa teve um encontro próximo com o Sol em dezembro do ano passado e agora está deixando o Sistema Solar.
Outro estudo, realizado no visitante interestelar 1I/Oumuamua, avistado pela primeira vez em 2017, também não revelou quaisquer tecnomarcadores.

Busca por sinais de civilizações inteligentes

"Se as viagens interestelares forem possíveis, o que não sabemos, e se há outras civilizações por aí, o que não sabemos, e se elas estão motivadas a construir uma sonda interestelar, então uma fração maior que zero dos objetos que estão por aí [no espaço] são dispositivos interestelares artificiais", disse o astrônomo Steve Croft, do Centro de Pesquisa Berkeley do SETI e Breakthrough Listen.
O resultado da varredura de quase 2 petabytes de dados, a mais abrangente até hoje das emissões de rádio na Via Láctea, foi liberado em 14 de fevereiro.
Cerca de metade dos dados foi obtida usando o Radiotelescópio Parkes em Nova Gales do Sul (Austrália), enquanto o resto foi captado pelo Observatório de Green Bank na Virgínia Ocidental (EUA), que é a maior antena de rádio orientável do mundo, e o telescópio Automated Planet Finder (APF), localizado no Observatório Lick nos arredores de San José (EUA).



Imagem do cometa interestelar batizado de 2I/Borisov
O projeto espera receber ajuda de entusiastas para analisar estes dados. O objetivo é encontrar sinais de civilizações inteligentes.
"Desde o lançamento inicial dos dados do Breakthrough Listen no ano passado, duplicamos o que está disponível para o público. Esperamos que estes conjuntos de dados revelem algo novo e interessante, quer seja outra vida inteligente no Universo ou um fenômeno astronômico natural ainda não descoberto", disse o principal administrador de sistemas da Breakthrough Listen, Matt Lebofsky.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Telescópio capaz de detectar sinais 'extraterrestres' está sendo desenvolvido



Cientistas russos iniciaram a construção de um telescópio que pode ser usado para procurar sinais de civilizações extraterrestres se estiverem sendo transmitidos no espectro ótico.

Aleksandr Panov, pesquisador do Instituto de Física Nuclear da Universidade Estadual de Moscou (MGU, na sigla em russo), afirmou que "o principal propósito do telescópio é monitorar raios cósmicos".
"No entanto, com essa ferramenta também é possível observar flashes óticos curtos e brilhantes de luz, chamados de transitórios óticos. O instrumento pode ser usado para procurar sinal extraterrestre artificial [...]", afirmou Panov.
O pesquisador também adicionou que nossa civilização é capaz de criar um sistema laser para transmitir mensagens espaciais no espectro ótico.
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A Rússia deve sediar uma conferência internacional à procura de civilizações extraterrestre em um futuro próximo. Um dos objetivos do evento é garantir o financiamento para os projetos baseados na Rússia relacionados à busca de inteligência extraterrestre.
"Ao invés de realizar uma 'escuta pontual' de sinais de estrelas selecionadas, precisamos criar estações de escuta em torno do mundo para detectar sinais de rádio em diversas partes do espectro vindos de todos os cantos do Universo, 24 horas por dia", completou.

sábado, 10 de agosto de 2019

Astrofísica: Será este o futuro da Terra? Planetas mortos transmitem estranhos sinais 'zumbis'



Alguns planetas mortos estão transmitindo ondas de rádio passado muito tempo após a sua morte e os cientistas querem sintonizar as frequências destes estranhos sinais "zumbis".

Os planetas que foram queimados até aos seus núcleos pelas estrelas que orbitam podem formar um circuito com as mesmas estrelas que os destruíram, criando ondas de rádio que podem ser captadas na Terra, segundo explica um novo estudo publicadona edição Notícias Mensais da Real Sociedade Astronômica.
Durante um processo extremamente violento, algumas estrelas chegam ao fim do seu ciclo de vida se expandindo e queimando todos os planetas que se encontram por perto, deixando apenas os núcleos metálicos destes planetas, antes de se desfazerem elas próprias das suas camadas exteriores, se transformando assim em anãs brancas.
Uma anã branca e os núcleos que ficaram dos planetas em torno podem formar um circuito e começar a transmitir ondas de rádio, sendo que a radiação emitida do circuito pode ser captadas por radiotelescópios na Terra.
Os investigadores planejam agora tentar encontrar estes planetas mortos comunicantes através da detecção dos seus sinais "zumbi", o que seria uma descoberta extraordinária, visto que ninguém conseguiu até agora encontrar um grande planeta ou seu núcleo apenas através do monitoramento das transmissões de assinaturas magnéticas.

© NASA .
Anã branca
"Nós pensamos que as possibilidades de descobertas impressionantes são bastante boas", disse Dimitri Veras, chefe da investigação na Universidade de Warwick.
Os cientistas precisam descobrir agora durante quando tempo os núcleos podem sobreviver após as suas camadas terem sido queimadas e removidas. Na sequência do modelamento descobriu-se que, em muitos casos, os núcleos podem sobreviver até um bilhão de anos.
O investigador explica que, para um planeta ter ficado só com o núcleo, "ele teria que ter sido despojado violentamente em algum momento da sua atmosfera e manto, sendo projetado em direção da anã branca".
A descoberta poderia, portanto, ser um prenúncio assustador do futuro fim do nosso próprio planeta, já que a Terra também poderia acabar sendo nada mais do que um núcleo morto em poucos bilhões de anos se o nosso Sistema Solar evoluir de forma semelhante.
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