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sábado, 19 de dezembro de 2020

Cientistas atônitos trazem à tona fenômeno peculiar em Netuno nunca visto antes (FOTO)

 


Pesquisadores encontraram no planeta gasoso um tipo de tempestade de vórtice nunca visto antes, no qual ela não aparece em uma zona específica e altera de direção antes de desaparecer.

O planeta Netuno tem um vórtice que muda de direção, descobriram cientistas em estudo, cuja pesquisa foi revelada na União Geofísica Americana de outono de 2020.

A tempestade de vórtice, chamada NDS-2018, e descoberta pelo Telescópio Espacial Hubble, como o nome indica, em 2018, foi a sexta desde 1989, quando a sonda Voyager 2 detectou pela primeira vez tempestades no planeta gasoso. Na época, ela media 11.000 quilômetros.

No entanto, ao contrário das anteriores, que apareciam entre os polos e o equador e se deslocavam para o último antes de desaparecerem gradualmente, em um fenômeno chamado efeito Coriolis, esta tempestade teve um comportamento diferente.

Observações realizadas em janeiro de 2020, demonstraram o surgimento de uma nova mancha escura, chamada Dark Spot Jr., com comprimento de 6.275 quilômetros, ao mesmo tempo que a NDS-2018 agora tinha 7.400 quilômetros.


 
Foto do Telescópio Espacial Hubble do dinâmico planeta verde-azul Netuno revela uma monstruosa tempestade escura (no centro superior) e o surgimento de um ponto escuro menor nas proximidades (no canto superior direito). O vórtice gigante, que é maior do que o oceano Atlântico, estava viajando para o sul em direção a uma desgraça devido às forças atmosféricas no equador, quando subitamente virou de direção e começou a recuar para o norte

Mais tarde, em agosto de 2020, a Dark Spot Jr. tinha desaparecido, segundo novas observações. Por sua vez, a NDS-2018 voltou a se dirigir ao norte.

"Foi realmente emocionante ver esta agir como deveria, e de repente, ela simplesmente para e vira para trás", disse o cientista planetário Michael Wong, da Universidade da Califórnia, Berkeley, EUA, e autor principal do estudo.

"Isso foi surpreendente".

De acordo com as simulações feitas, embora a mecânica por trás do fenômeno não esteja clara, o evento pode estar relacionado com a presença da Dark Spot Jr. que estava perto do lado da NDS-2018, localizada próximo ao equador.

 

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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Show! O lado escuro da lua, iluminado pelo Sol, visto do Climate Observatory (DSCOVR)

This animation features actual satellite images of the far side of the moon, illuminated by the sun, as it crosses between the DSCOVR spacecraft's Earth Polychromatic Imaging Camera (EPIC) and telescope, and the Earth - one million miles away.
Credits: NASA/NOAA

Show! O lado escuro da lua, iluminado pelo Sol, visto do Climate Observatory (DSCOVR)
Pela 2ª vez na história, a Lua passou entre a Terra e o satélite DSCOVR, que observa o planeta e o clima espacial. Desta forma, pudemos enxergar o 'lado de trás' da Lua, iluminado pelo Sol.
EPIC maintains a constant view of the fully illuminated Earth as it rotates, providing scientific observations of ozone, vegetation, cloud height and aerosols in the atmosphere. Once EPIC begins regular observations next month, the camera will provide a series of Earth images allowing study of daily variations over the entire globe. About twice a year the camera will capture the moon and Earth together as the orbit of DSCOVR crosses the orbital plane of the moon.
These images were taken between 3:50 p.m. and 8:45 p.m. EDT on July 16, showing the moon moving over the Pacific Ocean near North America. The North Pole is in the upper left corner of the image, reflecting the orbital tilt of Earth from the vantage point of the spacecraft.
This image shows the far side of the moon, illuminated by the sun, as it crosses between the DSCOVR spacecraft's Earth Polychromatic Imaging Camera (EPIC) camera and telescope, and the Earth - one million miles away.
Credits: NASA/NOAA
The far side of the moon was not seen until 1959 when the Soviet Luna 3 spacecraft returned the first images. Since then, several NASA missions have imaged the lunar far side in great detail. The same side of the moon always faces an earthbound observer because the moon is tidally locked to Earth. That means its orbital period is the same as its rotation around its axis.
In May 2008 NASA’s Deep Impact spacecraft captured a similar view of Earth and the moon from a distance of 31 million miles away. The series of images showed the moon passing in front of our home planet when it was only partially illuminated by the sun.
EPIC’s “natural color” images of Earth are generated by combining three separate monochrome exposures taken by the camera in quick succession. EPIC takes a series of 10 images using different narrowband spectral filters -- from ultraviolet to near infrared -- to produce a variety of science products. The red, green and blue channel images are used in these color images.
Combining three images taken about 30 seconds apart as the moon moves produces a slight but noticeable camera artifact on the right side of the moon. Because the moon has moved in relation to the Earth between the time the first (red) and last (green) exposures were made, a thin green offset appears on the right side of the moon when the three exposures are combined. This natural lunar movement also produces a slight red and blue offset on the left side of the moon in these unaltered images.
The lunar far side lacks the large, dark, basaltic plains, or maria, that are so prominent on the Earth-facing side. The largest far side features are Mare Moscoviense in the upper left and Tsiolkovskiy crater in the lower left. A thin sliver of shadowed area of moon is visible on its right side.
“It is surprising how much brighter Earth is than the moon," said Adam Szabo, DSCOVR project scientist at NASA’s Goddard Space Flight Center in Greenbelt, Maryland. "Our planet is a truly brilliant object in dark space compared to the lunar surface.”
Once EPIC begins regular observations next month, NASA will post daily color images of Earth to a dedicated public website. These images, showing different views of the planet as it rotates through the day, will be available 12 to 36 hours after they are acquired.
DSCOVR is a partnership between NASA, NOAA and the U.S. Air Force with the primary objective of maintaining the nation’s real-time solar wind monitoring capabilities, which are critical to the accuracy and lead time of space weather alerts and forecasts from NOAA.
For more information about DSCOVR, visit:

sábado, 30 de janeiro de 2016

Cosmologia e astrofísica: Cientistas descobrem o maior sistema solar já visto no universo

Sistema é formado apenas por um planeta e uma estrela que estão localizados a um trilhão de quilômetros de distância um do outro




Os dois corpos estão separados por uma distância equivalente a 6,9 mil unidades astronômicas, ou seja, 0,1 ano luz ou um trilhão de quilômetros (VEJA/Reprodução)
Um grupo internacional de cientistas descobriu o maior sistema solar já visto no universo, formado apenas por um planeta e uma estrela. O estudo, publicado recentemente no periódico Monthly Notices of The Royal Astronomical Society, identificou que o planeta, conhecido como 2MASS J2126-8140, está separado por um trilhão de quilômetros de distância de sua estrela mãe.


De acordo com a equipe, liderada pelo astrônomo Simon Murphy, da Faculdade de Astronomia e Astrofísica, na Universidade Nacional da Austrália, os dois corpos estão separados por uma distância equivalente a 6,9 mil unidades astronômicas, ou seja, 0,1 ano luz ou um trilhão de quilômetros. "Surpreendeu-nos muito encontrar um planeta de massa baixa tão longe da sua estrela mãe", comentou o pesquisador.
O grupo descobriu uma ligação secreta entre os dois corpos após realizar ampla pesquisa sobre o planeta. O que os pesquisadores perceberam, no entanto, é que 2MASS J2126-8140 e uma estrela estavam localizados a 100 anos-luz da Terra. Ao completarem os estudos, os astrônomos notaram que os dois realmente se moviam juntos no espaço.
O planeta tem aproximadamente 12 a 15 vezes o tamanho de Júpiter e não deu dicas aos pesquisadores de como se formou. "Não tem como este sistema ter se formado como o nosso sistema solar, feito de um grande disco de poeira e gás", disse Murphy em um comunicado à imprensa. O estudo especula, no entanto, que o sistema, formado nos últimos 10 a 45 milhões de anos, possa ter surgido a partir de um filamento de gás que possivelmente "empurrou" os dois corpos para a mesma direção.
A órbita do planeta ao redor da estrela anã, chamada TYC 9486-927-1, demora cerca de 1 milhão de anos "terráqueos" para se completar. Esta distância é "aproximadamente três vezes superior" à do que era considerado, até agora, o maior sistema solar existente.
Segundo a pesquisa, a grande distância entre o planeta e a estrela e a baixa massa apresentada por eles, pode trazer um importante caso de estudo para os astrônomos sobre formações binárias distantes e o modo como evoluem.
(Da redação)
 
 
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