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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Em cena capturada pela NASA, raro 'cometa de Natal' explode próximo à Terra (FOTO, VÍDEO)



Wirtanen é um pequeno cometa de curta duração que foi apelidado de “cometa natalino” em 2018, enquanto se tornou brilhante o bastante para ser observado no céu escuro a olho nu quando passava por algumas das mais destacadas constelações da temporada.
Astrônomos da Universidade de Maryland (UMD), usando dados do Satélite de Pesquisa de Exoplanetas Transitórios da NASA (TESS, na sigla em inglês) capturaram com detalhes a explosão espontânea de um cometa.
Boom: the most detailed observation of the formation & dissipation of a naturally-occurring comet outburst. @UofMaryland astronomers used @NASA_TESS data to capture a clear start-to-finish image sequence of the explosive emission of dust, ice & gases. https://go.nasa.gov/2RoOb95 

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​Boom: a mais detalhada observação da formação e dissipação da explosão ocorrida naturalmente de um cometa. Astrônomos da @UofMaryland usaram dados do @NASA_TESS, para capturar uma clara sequência de imagens do começo ao fim da emissão explosiva de poeira, gelo e gases.
A equipe de pesquisadores divulgou seus resultados em um relatório publicado, em 22 de novembro, na renomada publicação científica The Astrophysical Journal Letters.
O TESS registrou o momento da explosão do gelo e poeira do cometa em 2018, uma vez que esteve em seu ponto mais próximo da Terra.
Uma série de imagens foi usada pela NASA para criar um vídeo do raro evento. Tony Farnham, pesquisador no departamento de Astronomia da UMD e principal autor da pesquisa, afirma:
"Com 20 dias de captura de imagens muito frequentes, pudemos avaliar as mudanças de brilho com muita facilidade. O TESS foi projetado precisamente para isso, para fazer seu trabalho principal de monitorar exoplanetas."
O cientista compartilhou seu entusiasmo pela sorte de sua equipe em ter presenciado este evento: "Não podemos prever quando a explosão de um cometa ocorrerá. Porém, mesmo que de alguma forma tivéssemos a oportunidade de programar estas observações, não as conseguiríamos realizar em um momento melhor. A explosão ocorreu poucos dias após o início das observações."
Farnham também explicou por que esse cometa em particular foi escolhido para a pesquisa:
"Wirtanen possuía alta prioridade para nós devido a sua proximidade no fim de 2018, portanto, decidimos usar seu surgimento nas imagens do TESS como teste para avaliarmos o que poderíamos averiguar. Fizemos isso e ficamos muito surpresos!", divulgou Farnham.
A explosão ocorreu em 26 de setembro em 2018 em duas fases.
A atividade mais comum dos cometas ocorre quando a luz solar vaporiza o gelo próximo da superfície do núcleo. No entanto, muitos cometas, por motivos ainda desconhecidos, experimentam explosões espontâneas e ocasionais, que podem aumentar significativa, mas temporariamente a atividade do cometa.
"Existem ao menos quatro outros cometas na mesma área do céu onde o TESS realizou estas observações, com um total de cerca de cinquenta cometas esperados nos primeiros dois anos de coleta de dados pelo TESS. Muita coisa pode surgir destes dados."
Wirtanen foi avistado pela primeira vez orbitando o Sol pelo astrônomo Carl Wirtanen em 1948, mas desta vez se tornou brilhante o bastante para ser observado por binóculos e, no céu noturno, a olhos nus, sendo apelidado de "cometa de Natal".
Como todos os cometas, Wirtanen é uma relíquia congelada de quatro bilhões de anos da formação do Sistema Solar. Sua maior aproximação da Terra se deu em 16 de dezembro de 2018, quando o cometa esteve somente a 11,5 milhões de quilômetros de distância, ou seja, trinta vezes a distância que separa a Terra da Lua.
De fato, Wirtanen foi o alvo original das pesquisas da sonda Rosetta, desenvolvida pela Agência Espacial Europeia, mas a impossibilidade de ser lançada de acordo com a data prevista fez com que a sonda fosse enviada para o estudo de outro alvo.

Saiba por que Bennu é apelidado de 'asteroide do apocalipse'



A equipe da OSIRIS-REx observou pela primeira vez a emissão de partículas em imagens capturadas pelas câmeras de navegação da espaçonave há quase um ano.

À primeira vista, as partículas pareciam ser estrelas atrás do asteroide, mas após examinar detalhadamente, a equipe percebeu que o asteroide estava ejetando material de sua superfície. Os astrônomos publicaram os resultados da pesquisa em um artigo na revista Science.
"Entre as muitas surpresas de Bennu, as expulsões de partículas despertaram nossa curiosidade. Passamos os últimos meses investigando esse mistério", disse Dante Lauretta, pesquisador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, EUA.
A equipe observou três emissões de partículas e determinou que elas vinham de diferentes locais na superfície do asteroide "apocalíptico".
As partículas orbitaram brevemente Bennu e caíram de volta na superfície ou escaparam para o espaço, disseram os cientistas. Então atingiram uma velocidade de até três metros por segundo, e seu tamanho variou entre um e 10 centímetros. Foram observadas aproximadamente 200 partículas.

Por que o asteroide Bennu emite partículas?

A equipe propôs três hipóteses que poderiam explicar a expulsão de partículas pelo asteroide.
  • Impactos de meteoroides
Os meteoroides são asteroides menores. Seus impactos são comuns no espaço em volta de Bennu. É possível que esses pequenos fragmentos de rocha espacial estejam atingindo o asteroide e causando a emissão de partículas, teorizou a equipe.
  • Fratura por estresse térmico
A fratura térmica é outra explicação razoável. As temperaturas da superfície de Bennu variam drasticamente durante seu período de rotação de 4,3 horas. Após as horas frias da noite, a superfície do asteroide aquece significativamente no meio da tarde, precisamente quando as emissões ocorreram. Como resultado desta mudança de temperatura, as rochas podem começar a rachar e quebrar, e eventualmente as partículas podem ser ejetadas da superfície.
  • Libertação de vapor de água
A libertação de água também pode explicar a atividade dos asteroides, ponderam os astrônomos. Quando as argilas que contêm água aquecem, o líquido pode começar a libertar e criar pressão. Devido a esta pressão, a superfície pode ser destruída, causando a erupção de partículas.
No entanto, os cientistas admitiram que a emissão de partículas pudesse ser causada por várias razões ao mesmo tempo.
"Pode ser que mais de um desses mecanismos esteja em jogo", disse Steve Chesley, autor do artigo e principal pesquisador da NASA.
"Por exemplo, a fratura térmica poderia estar cortando o material da superfície em pequenos pedaços, tornando muito mais fácil para os impactos meteoroides jogar pedras no espaço", acrescentou.
Entre as tarefas da missão da nave espacial OSIRIS-REx está o recolhimento de amostras do asteroide para estudo sobre nosso planeta. A tarefa está prevista para 2020, e a amostra chegará à Terra em setembro de 2023. Os astrônomos esperam que o material obtido aumente a compreensão dos asteroides.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Nasa estuda fenômeno que prejudica eletrônicos nos polos da Terra



Serão ao todo nove missões, realizadas por cinco países, para investigar a 'cúspide polar norte'

Um fenômeno atrapalha o funcionamento de aparelhos eletrônicos próximo aos polos da Terra, e a Nasa quer saber mais sobre ele. A agência irá lançar um conjunto de missões para investigar a cúspide polar norte, um “funil” no espaço que permite que os ventos solares, normalmente defletidos pelo campo magnético da Terra, cheguem à atmosfera.
Uma delas é a Cusp Region Experiment-2 (CREX-2), que irá investigar porque a atmosfera é mais densa na região, a cerca de 320 quilômetros de altura. Esse aumento na densidade pode alterar a órbita de espaçonaves e interfere com comunicações via satélite, como os sinais de GPS.
Outra missão é a Cusp Irregularities-5 (ICI-5), que investigará a turbulência atmosférica causada por este aumento na densidade e tentará distinguí-la de ondas elétricas que também podem prejudicar as comunicações. Já a Cusp Heating Investigation (CHI) irá medir o fluxo de gases e plasma na cúspide, incluindo como se aquecem, como aceleram e como interagem uns com os outros.



Mapa das missões da Grand Challenge Initiative.
As missões são parte da Grand Challenge Initiative - CUSP, um esforço conjunto dos EUA, Reino Unido, Dinamarca, Canadá e Japão com 9 missões, lançadas em 12 foguetes, para estudar as cúspides polares norte e sul. A primeira missão foi a VISIONS-2, lançada em Dezembro de 2018. Além dela fazem parte da iniciativa a CREX-2, ICI-5, CHI, JAXA SS-520-3, CAPER-2, TRICE 2, G-CHASER e Azure.
Fonte: Science Alert
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