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domingo, 12 de janeiro de 2020

NASA descobre eclipse nunca visto antes em antiga Estrela Polar



Um grupo de astrônomos descobriu que a estrela Thuban, que desempenhava o papel de Estrela Polar quando as pirâmides do Egito foram construídas, e sua companheira possuem entre si eclipses curtos de seis horas.

A estrela Alpha Draconis ou Thuban e sua estrela companheira formam um sistema binário, ou seja, composto por dois corpos celestes orbitando em torno de um centro de massa comum. Os eclipses mútuos foram uma grande surpresa para os astrônomos.
"Os eclipses são curtos e duram apenas seis horas. Por isso, as observações terrestres podem não tê-los captados [...] Além disso, devido à estrela ser tão brilhante, rapidamente saturaria os detectores do Kepler da NASA, o que ocultaria os eclipses", explicou a pesquisadora da Universidade Villanova, Angela Kochoska.
A descoberta contou com ajuda dos dados captados pelo satélite da TESS, que é um satélite para levantamento de exoplanetas em trânsito, da NASA.
O sistema é um dos mais brilhantes descobertos até hoje. Além disso, as duas estrelas são separadas e desanexadas, interagindo apenas de forma gravitacional. Esses sistemas são importantes, pois permitem medir as massas e os tamanhos de ambas as estrelas com precisão.
Localizado na constelação Dragão, a Thuban está a aproximadamente 270 anos-luz da Terra e é a quarta estrela mais brilhante de sua constelação, ficando famosa pelo seu papel há 4.700 anos, quando as pirâmides mais antigas do Egito foram construídas.
A Estrela Polar é um sistema triplo de estrelas, sendo a estrela polar, a Polaris B e a Polaris Ab.

Estranhos zumbidos ouvidos no mundo inteiro têm mistério revelado



Em 2018 uma grande quantidade de sinais sísmicos foi detectada por agências de monitoramento em todo o mundo entre maio e junho. Eles criaram um peculiar zumbido e alguns dos sinais detectados em novembro desse mesmo ano tiveram uma duração de até vinte minutos.
Os sinais despertaram a curiosidade da comunidade científica, de acordo com uma nova pesquisa que explica o que ocorreu: a formação de um novo vulcão submarino.
A quantidade incomum de terremotos tem origem na ilha de Mayotte, no oceano Índico, uma das várias no arquipélago de Comores, localizado entre o continente africano e Madagascar, relata o jornal Washington Post.
Cientistas detectaram sete mil terremotos tectônicos no escopo da pesquisa. Este tipo de terremoto ocorre quando as placas tectônicas se movem uma ao longo da outra. A pressão criada por essas movimentações faz com que ocorram os terremotos.
Em um estudo publicado nesta semana na revista Nature Geoscience, pesquisadores desvendaram as atividades sísmicas que levaram ao surgimento do vulcão na ilha Mayotte, seguindo a drenagem do "excepcionalmente profundo" reservatório de magma até ao fundo oceânico, além de descobrir a causa do misterioso zumbido.
Os terremotos e leituras vinham de aproximadamente 35 quilômetros de distância da costa leste da ilha. Pesquisadores não conseguiram observar nenhuma atividade vulcânica na área, mas suspeitam que os processos magmáticos estejam formando um vulcão.
Simone Cesca, sismólogo no GFZ – Centro de Pesquisa Alemão para Geociências, suspeita que o vulcão já interrompeu sua fase de crescimento, uma vez que a maior parte do magma que formou o vulcão provavelmente já foi drenado para a superfície. Porém, a cavidade é tão profunda dentro do interior da Terra, que ele comenta que "nunca sabemos".

sábado, 11 de janeiro de 2020

Saiba por que cientistas esperam a explosão desta estrela



Um cientista da Universidade Estadual de Louisiana propôs que antes teria havido uma estrela companheira ao lado da estrela Betelgeuse.
Betelgeuse é uma estrela invulgar. Um novo modelo sugere que o corpo celeste esteve outrora dividido em duas estrelas, até que a estrela maior engoliu a menor, causando mudanças nas suas propriedades que continuam levantando dúvidas até hoje.
Sua localização, a uma distância suficientemente próxima da Terra para se poder apreciar sua superfície com telescópios, permitiu aos cientistas determinar sua velocidade de rotação entre 17.700 e 53.000 km/h, um valor muito alto. Isto foi explicado por Manos Chatzopoulos, astrônomo da Universidade Estadual de Louisiana (EUA).
Betelgeuse tem a peculiaridade de, embora já tenha entrado na sua fase de gigante vermelha, não ter reduzido a sua velocidade de rotação, ao contrário do que normalmente acontece nesta fase, e além disso é uma estrela fugitiva, que se desloca pelo espaço com uma velocidade invulgarmente elevada em comparação com outras estrelas à sua volta.
"Ninguém tentou explicar a combinação destes dois fatores. Como estariam interligados?", refletiu o cientista.

Teorias

Há duas considerações que devem ser levadas em conta a este respeito.
Em primeiro lugar, se acredita que Betelgeuse teve origem em uma região de alta densidade estelar conhecida como a associação estelar OB1a de Órion, onde a interação com suas muitas estrelas teria feito com que Betelgeuse voasse para longe, e esta seria a razão de sua hipervelocidade.
Por outro lado, as evidências observadas por Chatzopoulos e sua equipe parecem sugerir que a estrela pode ter tido uma companheira de tamanho menor que Betelgeuse engoliu, e isso teria causado uma agitação em suas camadas externas, levando a um aumento na sua velocidade de rotação.
A quantidade anormalmente grande de nitrogênio observada na atmosfera de Betelgeuse é outro fator que só corroboraria estas conclusões: a presença de uma estrela companheira teria causado o deslocamento do nitrogênio presente no centro de Betelgeuse para o seu exterior.
Não é a primeira vez que se estuda a possibilidade de Betelgeuse ser uma fusão de duas estrelas: outros cientistas, como o próprio diretor de tese de Chatzapoulos, já investigaram essa possibilidade no passado, e esta última pesquisa foi recebida como um passo positivo para uma melhor compreensão do fenômeno de Betelgeuse.
Quanto à possibilidade recentemente especulada de Betelgeuse explodir e se tornar uma supernova, Chatzoupulos apontou que, se sua teoria se confirmar, isso poderia significar que a estrela se rejuvenesceu ao fundir-se com o material da estrela companheira que engoliu, o que atrasaria sua explosão. Em qualquer caso, o cientista comentou com algum desapontamento que "todos os que estudamos as supernovas queremos que isso aconteça antes de morrermos".
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