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quarta-feira, 14 de julho de 2021

Vida em outros planetas? Inclinação em relação à sua estrela pode ser determinante, dizem cientistas

 


Pesquisadores dos EUA revelam descobertas sobre como a inclinação da Terra em relação ao Sol pode ser crucial para a existência de vida. Novos resultados podem ajudar a orientar buscas por vida em outros planetas.

A maneira como um planeta é inclinado em seu eixo de rotação em relação ao seu plano orbital em torno de uma estrela, ou apenas inclinação axial, pode ser a chave para o surgimento de vida complexa. É o que diz um novo estudo, apresentado na Conferência de Geoquímica Goldschmidt 2021.

Segundo os cientistas, uma modesta inclinação axial, como a da Terra, ajuda a aumentar a produção de oxigênio, que é vital para a vida como a conhecemos - e planetas com inclinações muito pequenas ou muito grandes podem não ser capazes de produzir oxigênio suficiente para que a vida complexa prospere.

"O resultado final é que mundos modestamente inclinados em seus eixos podem ter maior probabilidade de desenvolver vida complexa", disse a cientista planetária Stephanie Olson, da Universidade Purdue, nos EUA. "Isso nos ajuda a estreitar a busca por vida complexa, talvez até inteligente, no Universo", afirma.

Ela diz ainda que é possível que a vida surja fora dos parâmetros conhecidos na Terra, mas como é o único mundo em que se tem conhecimento de abrigar vida, os cientistas consideram conveniente modelar suas pesquisas de acordo.

Ao procurar mundos habitáveis ​​em outras partes da galáxia, as primeiras coisas que os estudiosos procuram são semelhanças com a Terra. A presença de um campo magnético, por exemplo, é considerada muito importante, porque protege a atmosfera planetária dos ventos estelares. A excentricidade da órbita do planeta e que tipo de outros planetas estão presentes no sistema também podem ser fundamentais.


 
O campo magnético da Terra funciona como um escudo, protegendo o planeta da radiação cósmica e das partículas carregadas que correm na nossa direção com ventos solares

Fatores essenciais para a vida

A maioria dos organismos na Terra não vivem sem oxigênio. No entanto, a Terra primitiva estava com pouco oxigênio. Nossa atmosfera só ficou rica em oxigênio cerca de 2,4 a 2 bilhões de anos atrás, um período conhecido como o Grande Evento de Oxidação. Foi desencadeado por uma explosão de cianobactérias, que bombeou grandes quantidades de oxigênio como um produto residual metabólico, permitindo o surgimento da vida multicelular.

Olson e sua equipe procuraram entender como surgiram as condições nas quais as cianobactérias poderiam prosperar através de modelos. O experimento mostrou que vários fatores podem ter influenciado o transporte de nutrientes nos oceanos de uma forma que contribuiu para o surgimento de organismos produtores de oxigênio, como as cianobactérias.


 
Planeta Terra (imagem ilustrativa)

Com o tempo, a rotação da Terra diminuiu, seus dias se alongaram e os continentes se formaram e migraram. Cada uma dessas mudanças poderia ter ajudado a aumentar o conteúdo de oxigênio, descobriram os pesquisadores.

Em seguida, eles consideraram a inclinação axial. É por esse fator que temos estações - a inclinação para longe ou em direção ao Sol influencia a variabilidade sazonal. Portanto, talvez não seja surpreendente que a inclinação axial tenha um efeito significativo na produção de oxigênio no estudo da equipe.

"A maior inclinação aumentou a produção de oxigênio fotossintético no oceano em nosso modelo, em parte aumentando a eficiência com a qual os ingredientes biológicos são reciclados", explicou a cientista planetária Megan Barnett, da Universidade de Chicago.

'Nem oito nem 80'

Mas existe um limite. Urano, por exemplo, está inclinado a 98 graus em relação à perpendicular. Essa inclinação extrema resultaria em sazonalidade que pode ser muito extrema para a vida.


 
Urano (ilustração)

Uma inclinação pequena demais também pode não produzir sazonalidade suficiente para encorajar o nível correto de disponibilidade de nutrientes.

"Este trabalho revela como fatores chave, incluindo a sazonalidade de um planeta, podem aumentar ou diminuir a possibilidade de encontrar oxigênio derivado de vida fora do nosso Sistema Solar", disse o biogeoquímico Timothy Lyons, da Universidade de California Riverside.

 

 

Freira descobre manuscritos do poeta italiano Dante Alighieri (FOTO)

 


Uma pesquisadora florentina convertida em freira descobriu manuscritos de Dante Alighieri que datam de há 700 anos e apresentam o desenho de um quadrado imposto sobre um círculo, um conceito que depois o escritor usou para descrever sua visão de Deus.

Esta descoberta foi realizada por Julia Bolton Holloway, ex-professora de estudos medievais na Universidade de Princeton em Nova Jersey, nos EUA, que depois de se converter em freira e passar um tempo isolada em Toscana, afirma haver tropeçado nos manuscritos, segundo o jornal The Times.

A religiosa mencionou que a escrita era "como a de um estudante", mas com um excelente dialeto toscano, que "dá uma percepção de seu gênio", cobrindo as ideias que aparecem na obra-prima de Dante, "A Divina Comédia".

 

Nun discovers handwritten manuscripts by Italy's national poet Dante
 
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Freira descobre manuscritos do poeta nacional italiano Dante

Dante Alighieri, considerado o pai do italiano moderno, nasceu em 1265 em Florença e jogou um papel decisivo no estabelecimento da literatura do país, no entanto, ninguém tem visto sua escrita há séculos.

A obra-prima do poeta foi completada em 1320, um ano antes de sua morte, e é uma visão imaginária do além que foi representativa da Igreja ocidental.

Além disso, o texto explora o estado da alma depois da morte, apresentando uma imagem da justiça divina, enquanto Dante no texto viaja pelo inferno, o purgatório e o paraíso.

Os escritos encontrados datam do fim do século XIII, uma época na qual o poeta era estudante em Florença e aluno de Brunetto Latino, um filósofo, erudito, político e estadista italiano.

 

NASA publica FOTOS de helicóptero que fez com êxito seu 7º voo em Marte

 



NASA, agência espacial dos EUA, mostrou imagens gravadas pelo helicóptero Ingenuity em Marte, que captou as particularidades da cratera Jezero no Planeta Vermelho.

O helicóptero robótico Ingenuity da NASA fez na segunda-feira (5) seu sétimo voo em Marte, que correu bem, informou a agência espacial norte-americana.

 




Mars from the air is amazing. These images were taken by #Ingenuity on July 5, 2021 (sol 133), during the #MarsHelicopter's 9th flight on Mars. Check out those amazing rover tracks and rock formations!

: NASA/JPL-Caltech




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Marte do ar é incrível. Estas imagens foram tiradas pelo Ingenuity em 5 de julho de 2021 (sol 133), durante o nono voo do helicóptero de Marte em Marte. Confira essas incríveis trilhas e formações rochosas do rover!

O tweet é acompanhado por uma imagem em preto e branco capturada durante o voo.

As fotos mostram aberturas que evidenciam contatos entre as principais unidades geológicas no solo da cratera Jezero. Os cientistas acreditam que a formação é um leito seco de um antigo lago, o que a torna uma região particularmente promissora para procurar sinais de vida.

 

Another successful flight




#MarsHelicopter completed its 7th flight and second within its operations demo phase. It flew for 62.8 seconds and traveled ~106 meters south to a new landing spot. Ingenuity also took this black-and-white navigation photo during flight.

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Outro voo de sucesso

Helicóptero de Marte completou seu sétimo voo e o segundo dentro de sua fase de demonstração de operações. Ele voou por 62,8 segundos e viajou 106 metros para o sul para um novo ponto de pouso. O Ingenuity também tirou esta foto de navegação em preto-e-branco durante o voo.

Segundo uma atualização da NASA de quarta-feira (7), escrita por Havard Grip, piloto-chefe da Ingenuity, a aeronave quebrou "recordes de duração e velocidade de cruzeiro", e "quase quadruplicou a distância voada entre dois aeródromos", com uma extensão de 625 metros. Além disso, o helicóptero sobrevoou um terreno que não era na sua maioria plano pela primeira vez, o que foi um desafio para a equipe que o controlava do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

"Diferenças na altura do terreno fazem com que as figuras se movimentem através do campo de visão a diferentes velocidades, e o algoritmo de navegação da Ingenuity ainda 'assume' que o solo abaixo é plano", disse Grip, acrescentando que o algoritmo "faz o melhor para contabilizar o movimento das figuras, alterando os movimentos do helicóptero, o que pode levar a erros".

O Ingenuity, helicóptero robótico de 1,8 quilograma, chegou a Marte em fevereiro como parte do rover Perseverance da NASA.

A missão do rover é procurar evidências de vida microbiana antiga, recolher rochas para serem devolvidas à Terra em uma possível missão tripulada, e explorar a geologia e o clima do Planeta Vermelho para ajudar a trilhar o caminho para as missões humanas.

 

 

 

 

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