Total de visualizações de página

Os Orixás regentes de 2026

sábado, 27 de novembro de 2021

Exu e sua parte feminina.

 [16154797.jpg]
 
Para entendermos a forma como se processam as relações entre o masculino e feminino no Brasil, é fundamental que consideremos a tradição patriarcal historicamente dominante nos sistemas social, econômico e cultural. Segundo Parker (1991), a diferenciação entre homens e mulheres poderia, sob determinado aspecto, ser considerada, na sociedade brasileira, como formada por pólos atividade-passividade, dominância-submissão, força-fragilidade. Essa polarização não se dá, entretanto, de forma absoluta, devendo ser consideradas posições intermediárias marcadas pela presença de papéis como o da prostituta. Contudo, esses papéis, valorizados negativamente, funcionam mais como um fator de referência a ser considerado para ser evitado, do que como um lugar com importância estrutural para o funcionamento do próprio sistema. 
[7.png]
 
 
Os valores sociais relacionados ao feminino referem-se tradicionalmente à virgindade, submissão e procriação, enquanto os masculinos relacionam-se à força, autoridade e realização sexual. Ao se pesquisar dados sobre o tema nota-se a presença desses valores. Exu é caracterizado principalmente pelas suas funções. Fundem-se na sua caracterização o homem da noite e o trabalhador, papéis historicamente associados ao masculino. O trabalho de Exu, entretanto, é o que podemos designar como braçal; aqui se apresenta a primeira característica de classe. A sua identificação com a noite apresenta aspectos que também podem ser considerados indicadores de classe. 
 
Os lugares que freqüenta comumente não são os destinados às camadas mais privilegiadas; seu local é a rua, onde acontecem tradicionalmente as manifestações do povo. Também é o lugar atribuído às desordens, ao permissível e ao potencialmente perigoso (DaMatta, 1991). Há vários Exus para diversas funções/interesses. Sua atuação se refere às esferas da saúde, financeira, afetiva (motivos pelos quais mais são procurados) e sexual. Os Exus e Pombas-Giras são definidos principalmente pelo seu caráter sexual, relacionado à sua amoralidade, e, podemos dizer, provavelmente, aos lugares que freqüentam. Mas, nunca devemos nos esquecer que essas entidades mais presentes dos centros e mediuns, são os de grau mais baixos sendo que acima deles tem outros muito mais evoluidos. Tem os Exus Ancestrais e Cosmicos que não militam no plano fisico e muito mais no plano Astral. 
 
Os Exus Cosmicos, por exemplo nunca encarnaram e vivem num plano mais evoluido que os mensageiros que militam nas encruzilhadas. Pomba-Gira desempenha, por sua vez, funções, segundo os dados, muito semelhantes às dos Exus. Também é uma mulher da rua e do trabalho. Entretanto, o lugar da rua não é aquele esperado socialmente para a mulher, segundo a tradição patriarcal, podendo promover a sua identificação com as características atribuídas à prostituta. Montero (1985) também identificou semelhanças entre as características atribuídas à Pomba-Gira e o estereótipo da prostituta, em oposição aos estereótipos da jovem virgem associado às caboclas, da mãe a Iemanjá e da mãe preta às pretas-velhas. 
 
Apesar das semelhanças porventura encontradas, não constatamos referências explícitas à Pomba-Gira como prostituta nos pontos analisados. Sua identificação com essa figura, como dito, está baseada sobretudo nos lugares que freqüenta. Aqui, deve-se recordar que a categoria por nós definida como Morada não inclui os lugares onde as entidades transitam. Associação de Exus e Pombas-Giras com ruas e cemitérios são quase uma constante nos pontos analisados, o que não quer dizer que habitem nesses locais, e sim que mais provavelmente nele permaneçam por afinidade ou pelas características dos trabalhos que realizam ali. Ex: Existe um Exu mulher/ Que não trabalha à toa/ Quando passa pela encruza/ Maria Padilha não vacila/ Ela não faz coisa boa. Sobre a relação entre as Pombas-Giras e a prostituição, Como é mulher, sua associação ao Mal, sua demonização passa pela imemorial marca infamante da feminilidade: a luxúria. Encarnada noutro antigo estereótipo: a prostituta. 
 
Uma 'mulher da vida, com 'sete maridos', bem marcada, me parece, pelo tempo em que se constituía a Umbanda no espaço urbano: vários dos seus pontos cantados que ouvi, remetem a um espaço escuso da cidade, que já foi sinônimo de devassidão e 'mulher perdida': a Pomba-Gira é de cabaré .Segundo Prandi (1996), a Pomba-Gira "trata dos casos de amor, protege as mulheres que a procuram, é capaz de propiciar qualquer tipo de união amorosa e sexual" (p. 148). Eu em particular vejo a pombagira, não só como um Egun, como se prega em todos os tempos, o que existe na verdade, são eguns que militam nessa falange pra poder evoluir e se libertar da luxuria. Porque na Hierarquia mais elevada, a Senhora Bombogirá, é chefe de um raio muito importante e militam junto com Exu no trabalho através da Quimbada auxiliando os orixas. A ela estão associados os trabalhos de feitiçaria, principalmente amorosa, o que nos permite fazer um paralelo com o espaço tradicionalmente relacionado à mulher, ou seja, o quintal, lugar das ervas e dos segredos mágicos e terapêuticos (Del Priore, 1993). Suas atividades situam-se nos espaços exteriores à casa (a rua e o quintal), o que pode indicar a sua não-pertença ao núcleo familiar, uma vez que não se ajusta aos papéis tradicionais de esposa, mãe ou filha. 
 
Os dados revelam a entidade como dotada de uma beleza "física" e uma vaidade, que bem correspondem à expectativa em relação ao papel feminino, no qual a mulher deve se conservar sempre bonita, pois esse é o seu maior bem, a fim de satisfazer o homem. Conforme nos mostram os pontos de relação, esse é o papel da Pomba-Gira, em presença dos Exus. Se considerarmos também as marcas de raça e classe que estão a eles relacionadas na literatura, seu papel se torna duplamente estereotipado, uma vez que mulher e negra (Montero, 1985; Ortiz, 1991). Como pode ser visto, a identificação tradicional de Exu com o diabo cristão não está relacionada somente a sua aparência original, africana. Componentes outros se somam a essa aparência e remetem a uma caracterização de ações também próxima. 
 
Talvez o principal desses componentes seja a sexualidade exacerbada. Mas, um segredo importante que nem mesmo muitos sacerdotes notam é que Pombagira não milita apenas na area sexual, ela milita na area financeira, de saude e até politica. E assim, pode ter por certo que nem toda Pombagira em especial as mais evoluidas, terá aparencia vulgar. As mais exageradas são as que militam exclusivamente na area da evolução sexual. Saiba que tudo depende das necessidades carmicas e das Linhas Vibracionais que cada uma milita. Historicamente, o diabo no ocidente utiliza o sexo dos humanos para tentá-los (Nogueira, 2000). 
 
Há referências diversas na história do Brasil sobre a proximidade entre o diabo e a luxúria, as práticas mágicas, a busca da resolução de problemas cotidianos, por fim, sua proximidade com o próprio homem (Souza, 1989). Até mesmo o caráter ambíguo da sexualidade esteve a ele relacionado, na figura de íncubos e súcubos (Mott, 1988). Nesse ponto, há um aspecto particularmente importante: o diabo formou, desde o nosso período colonial, uma tríade bastante constante com a prostituição e a magia sexual. Note no entanto, que na Wica e em religiões primitivas o sexo não era visto tão fortemente como demoniaco. Mas, na verdade nós não podemos negar realmente que sexo degenere a alma, quando usado de forma desordenada. Na verdade tudo depende de como e quando se ultrapassa os limites do bom senso e da prudencia. 
 
No Brasil colonial, dentre os que se ocuparam da magia, talvez a categoria mais estigmatizada com a prostituição tenha sido a das mulheres que vendiam filtros de amor, ensinavam orações para prender homens, receitavam beberagens e lavatórios de ervas. Magia sexual e prostituição pareciam andar sempre juntas (1989, p. 241). Companheiro da prostituta, o malandro é figura recorrente no imaginário brasileiro. Sua avaliação, entretanto, tende a ser menos negativa do que a dela. Segundo DaMatta (1997), sua caracterização está relacionada à sua aversão pelo trabalho e à individualização da sua figura e de seus costumes. Contudo, é inegável em nosso meio social a valorização da sua desenvoltura para resolver problemas e quase sempre levar vantagem, inclusive nas situações francamente adversas. Uma estrutura marcada pela hierarquia, como é o caso da Umbanda, certamente deve refletir em si aspectos da ordem social que a comporta. A relação de dominação-subordinação encontrada no Candomblé entre os orixás e Exu (Trindade, 1982) também pode ser percebida na Umbanda. 
 
Outro fator relevante na identificação do lugar ocupado por Pomba-Gira e Exu na prática umbandista é a consideração das delimitações provenientes dos conceitos de linha e falange que "... Constituem divisões que agrupam as entidades de acordo com afinidades intelectuais e morais, origem étnica e, principalmente, segundo o estágio de evolução espiritual em que se apresentam, no astral" (Magnani, 1986, p. 33). Essas divisões implicam uma hierarquia que indica, mais do que uma simples divisão entre o bem e o mal, esse caracterizado como inferior àquele, a necessidade de que "... o simbolismo dos ritos exprima a subordinação do princípio espiritual inferior ao princípio superior" (Ortiz, 1991, p. 141). Essa hierarquia está presente de forma significativa nos dados apresentados acima, nos quais o reconhecimento de diferentes poderes se constitui em um princípio organizador que impede o caos. Na hierarquia identificada pode-se notar claramente a superioridade dos Exus. A eles estão subordinadas as Pombas-Giras, menos numerosas, fato que se refletiu inclusive na quantidade geral de pontos coletados. 
 
 O caráter moralmente ambíguo das entidades, evidenciado pela costumeira associação entre os Exus e a figura do trickster (Augras, 1983; Queiroz, 1991), sugere ser este um aspecto relacionado ao lugar que lhe é designado na hierarquia da umbanda. As categorias denominadas "personalidade", "proteção" e "advertência" referem-se a essa ambiguidade. Aqui encontramos Exu e Pomba-Gira como seres capazes de fazer tanto o bem quanto o mal, e por isso merecedores dos maiores cuidados e respeito. A moralidade das ações da entidade vai ser, entretanto, determinada pelo pedido do "consulente", pois é esse quem vai fazer a sua oferenda, o seu pagamento. Em última instância a responsabilidade moral é daquele que faz o pedido. 
 
A labilidade dessas entidades possibilita a solicitação de determinados favores somente a elas, não a outras consideradas mais evoluídas, pois poderia causar negativas ou repreensões. Além desse fato, a percepção de Exu como alguém que já passou por condições adversas, em vida, pode caracterizá-lo como um interlocutor capaz de melhor entender os motivos daquele que pede, sendo, em determinado sentido, um igual. Dois eixos de submissão podem ser então considerados como centrais na análise. O primeiro se relaciona à posição da figura feminina, localizada à margem pelo sexo e pela condição social. Seus atributos concedem-lhe a aparência desejada pelo masculino ao mesmo tempo em que sua caracterização como ser com sexualidade extremada a relega a uma situação em que sua inserção na rede social não pode se dar através do papel de mãe/esposa, sendo associada à prostituta na trama dos personagens cotidianos. Suas funções estarão relacionadas aos pedidos de caráter sexual e afetivo, localizando-a então, conforme a moral cristã, no campo do pecado, ou seja, das trevas. 
 
O segundo eixo diz respeito à condição de Exu. Dado como amoral, só pode ser admitido para ele o local das trevas, a noite. É ali que pode expressar seu caráter sinuoso, escondido do convívio dos que trabalham normalmente. Aqui também podemos considerar a sua inaptidão para o papel de pai/esposo, sendo considerado inadequado para as funções reprodutivas. Deve-se observar que não são encontradas referências familiares para os Exus e Pombas-Giras, o que é comum para os Pretos e Pretas-Velhas, geralmente chamados de tio/tia, avô/avó ou pai/mãe. 
 
 A relação que se estabelece com Exu é muitas vezes a de compadrio (Verger, 1999), reforçando a possibilidade de sua identificação, por parte de quem o consulta, como um igual. À medida que admitimos a entidade como um molde a ser preenchido pelo médium, podemos também admitir que os estereótipos a ela historicamente relacionados encontram nele possibilidade de se atualizarem e por isso sobreviverem. 
 
Não nos estamos referindo a uma simples incorporação do papel, mas sim a um mecanismo que permite a construção de um campo de significados que estão de acordo com a própria percepção do mundo pelo médium e pelos fiéis. Pombas-Giras e Exus são representações de personagens presentes na vida cotidiana, que apresentam tanto características individuais distintivas quanto traços coletivos de classe, o que proporciona a manutenção do estereótipo. 
 
Vistas como a própria ambivalência, as caracterizações não poderiam ser diferentes: as entidades que possuem como função primeira o trabalho, são percebidas como malandro e prostituta. Como perigosas, necessitam de outras entidades mais elevadas para que sejam controladas e exerçam de forma adequada suas funções. Segundo a descrição das moradas, são imigrantes que aportam num contexto que os considera inaptos para o desenvolvimento de funções que não estejam relacionadas ao trabalho braçal. 
 
Exu e Pomba-Gira podem ser, em última instância, alguns dos personagens pertencentes às camadas empobrecidas da sociedade, submetidas a toda sorte de preconceitos raciais, sociais, econômicos e culturais, que acabam por ser assumidos e propagados pela própria classe. Máscaras que permanecem como modelo e reflexo das próprias contradições do sistema social do nosso país. E na verdade, a maioria das buscas nos terreiros, tem sempre haver com a atuação dos Compadres, ou disturbios sexuais, vicios ou porque se está passando por confusões mentais e num estado de carencia onde a pessoa deixa um vazio dentro da alma deixando a natureza oculta dominar a personalidade. Nestes casos Exu e Pombagira são os melhores psicologos do Terreiro, pois, conhecem a personalidade oculta do ser humano como nenhum outro orixa.

CARLINHOS LIMA PESQUISAS Dados EXTRAÍDO DO ARTIGO DE: Adriano R. Afonso do N.I; Lídio de SouzaII; Zeidi A.TrindadeII - IDoutorando no Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo - Professor doutor do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo - Professorara doutora do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo
11/8/2010
 
 
 
 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Hipocrisia Religiosa

[O]
 
A Umbanda é uma religião tipicamente brasileira. Mas, ao contrario do que muitos pensam, suas origens são muito remotas. Além do sincretismo clássico entre a herança religiosa africana e o Catolicismo, a Umbanda absorveu elementos do Espiritismo kardecista, de modo que, no decorrer dos rituais, o fiel se comunica com espíritos desencarnados. Isso tudo, só prejudicou a Umbanda, pois o kardecismo imprimiu na alma do umbandista muito sectarismo e preconceitos descabidos. 
 
O Catolicismo também prejudicou muito, principalmente a parte ritualística da Umbanda. Esse negocio de umbandista ter preconceito do Candomblé além de ridículo é absurdo! Os umbandista que tem muitos pais de santo homossexuais, (nada contra), quero lembrar que a sexualidade está presente em qualquer grau que ele ocupe, são cheios de preconceitos. Dizem que fotos de mulher nua, é sombrio! Não me façam rir! 
 
As capelas do Vaticano estão cheias de imagens de pessoas nuas, mas, só porque são artes sacras, tudo mundo engole goela a baixo, com a maior facilidade. TambÉm pode se usar imagens de orixás nuas, mas, de pessoas comuns não! Até que ponto vai a hipocrisia das pessoas. Nunca o ser humano conseguirá evoluir sem trabalhar seu lado esquerdo que nunca conseguira nega-lo. As pessoas mais criticas de sexualidade, sõ as que mais se envolvem em casos secretos e traições, e são as que mais gostam de praticar o sexo. 
 
Ridículo tanta hipocrisia. Recebi um comentário de uma mulher que dizia que o blog que tenho não fica bom com fotos de mulher nua. No entanto, queria saber como fazia pra tomar o marido da irmã! Vê se pode! Bem eu nem vou relatar o tanto de baboseira hipócrita que ja conheci nesse últimos meses, pois, no fundo todo mundo sabe. Mas, hipócrita ou não a mulher fruta, seja que nome tiver, não pode mostrar o rabo que todo mundo quer ver! E a Play Boy, cada vez vende mais! Além do mais, o Brasil vive com fama, por causa do carnaval e das bundas das brasileiras. 
 
[20070219-oti.JPG]
 
Ai alguém vem me falar que religião é diferente. Bem a origem da Umbanda e Candomblé vem de nativos, que dançavam nus, e faziam muito sexo, admitam vocês ou não! É só ir ver o costume de varias tribos. Bem, mas, cada um é cada um. E pra finalizar a questão é só darem uma olhadinha em todas as lendas dos orixás, quanta traição, troca de parceiros etc. Chega de hipocrisia! Acorda pra vida. Muitos desses hipócritas se fosse em Roma tirariam logo uma foto ao lado de um estátua nua, achando que ta abafando. 
 
 As práticas existentes dentro dos terreiros de Umbanda variam muito. Alguns demonstram uma ligação mais forte com o Espiritismo, outros se aproximam mais do Candomblé. Em comum, têm a força dos rituais, denominados giras, em que os filhos e filhas-de-santo entoam cânticos e dançam ao som dos atabaques. As cerimônias geralmente acontecem à noite e se estendem madrugada adentro. Os espíritos que "descem" incorporam-se nos fiéis que estão participando da gira. Aqueles que "recebem" os espíritos são chamados de cavalos. 
 
Durante a incorporação, o "cavalo" permanece inconsciente, e quem fala através dele é seu "guia", ou seja, a entidade espiritual a ele associada. Para auxiliar os cavalos, existem os cambonos, que ocupam papel relevante na hierarquia do terreiro. Mas a posição mais elevada cabe à mãe ou ao pai-de-santo, que é a pessoa responsável pelos trabalhos espirituais. Nos terreiros umbandistas, o ponto focal é o congá, altar profusamente enfeitado com flores, velas acesas e colares de contas coloridas, que simbolizam os diferentes santos e orixás. No congá, imagens de Jesus, 
 
Nossa Senhora e santos católicos dividem espaço com estatuetas de pretos-velhos, caboclos, ciganos, marinheiros e outras entidades espirituais. Essa historia de querer sincronizar os santos católicos com orixas além de ser uma imposição da Igreja é muito ultrapassado. E desafio a qualquer pessoa que possa evoluir sem equilibrar sua esquerda. Até mesmo os grandes mestres tiveram que enfrentar seus medos, e o Diabo no deserto pra poder evoluir. Não se vence o pecado fugindo dele, mas, conhecendo e evitando que ele se concretize. 
 
 A HIERARQUIA DO TERREIRO Babalorixás (Babalaô, quando homem, e Ialorixá, quando mulher) - São os dirigentes. Zeladores (jibonã e sidagã) - Auxiliam os dirigentes. Ogã e Sambas - Tocam os atabaques e observam a disciplina. Pais e Mães-Pequenas (Baba Mindim) - Assistentes do dirigente. Em geral, ajudam no trabalho de desenvolvimento da mediunidade dos filhos de fé. Cambonos e coroados (feitos e / ou confirmados) - Prestam assistência aos cavalos, durante a gira. Filhos de fé (aceitos) - São aqueles que se preparam para entrar em desenvolvimento. Filhos de fé (em observação) - Frequentam os trabalhos para o desenvolvimento de seus dons mediúnicos. 
 
 Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador. 
17/10/2010
 
 
 

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Mediunidade tem que ser trabalhada

[pineal.png]
 
 
Não é fácil ser médium e mais difícil ainda é ser médium de Umbanda. A mediunidade é o elo de ligação, o caminho e a meta das pessoas possuidoras desse dom. E longe de ser um instrumento passivo, o médium, como mediador que é, tem o dever de buscar o auto-aprimoramento e a reta conduta pois, esses são os sintonizadores maiores da mediunidade. É como disse o mestre: "Uma árvore má não pode dar bons frutos"… e é plantando que se colhe, ou seja, nossas afinidades refletem o nível e o tipo de espíritos que atraímos para nosso campo mediúnico. Sabemos o quanto é penoso o caminho da matéria, quantos pseudo-atalhos existem no caminho da evolução, incontáveis atalhos que não levam a lugar nenhum e, para conseguirmos uma sintonia fina com "canais" superiores precisamos de três coisas básicas: humildade, simplicidade, e pureza de pensamentos, sentimentos e ações. A primeira vista parece simples, mas quando pisamos no chão, nos damos conta de nossa fraqueza que, nos atira a caminhos escuros e incertos. Então, só apelando para o Astral superior é que conseguiremos trilhar o verdadeiro caminho da espiritualidade pois, se estamos fracos, nossa fé verdadeira pautada pela razão nos libertará. E gradativamente conquistaremos e domaremos o nosso pior inimigo que, está em nosso íntimo. Ainda, em termos científicos podemos definir a mediunidade como um aumento variável da percepção extra-física ( PES ), causada por modificações e acréscimos energéticos nos chacras de determinadas pessoas, e ressaltamos que esse processo ocorre antes de encarne ou seja, a nível Astral. Essas pessoas, os médiuns, possuem o dom mediúnico por terem missões kármicas dentro do movimento espiritualista. A palavra mediunidade significa modo, meio de manifestação, ou intermediação. E partindo do fato de que a mediunidade está vinculada a missões definidas, não é correto afirmarmos que todas as pessoas são médiuns; Podemos dizer que todos são suceptiveis à influências espirituais mas, isso não é mediunidade. Saibam também que existem diversas formas de mediunidade, tais como: a clarividência, a clariaudiência, vidência etc. E existe uma forma de mediunidade mais acentuda, a mais utilizada na Umbanda, que é a mediunidade de incorporação. O médium de incorporação é aquele que além da ligação e proteção da corrente espiritual de sua vibração original ( Orixá ), possui uma forte ligação com determinadas entidades espirituais. Essa ligação vem de ligações kármicas e do acordo firmado no plano Astral, pelo próprio médium antes de seu reencarne, onde o mesmo se compromete a trabalhar pela causa espiritualista em determinado movimento ou culto. Por essa razão que ouvimos pessoas dizerem que foram falar com a entidade tal, e ela lhe aconselhou para que vestisse a roupa branca, ou seja, que assumisse sua missão mediúnica. Vocês que passaram por isso, se conversaram com "entidades de fato" e foram chamados para o trabalho, não percam tempo. Procurem um templo que mais se afinize com suas idéias e assumam seu compromisso que, certamente serão mais felizes e realizados. Dentro da mediúnidade de incorporação existem três tipos básicos de atuação que carcterizam graus kármicos e de consciência, expressos nos médiuns de karma: probatório, evolutivo, ou missionário. 
 
Os médiuns de karma probatória se afinizam e trabalham com entidades no grau de protetores. A maioria de nós está nessa condição e utiliza o caminho da mediunidade como apaziguador para débitos kármicos antigos. Há também, os médiuns de karma evolutivo se afinizam e trabalham com entidades no grau guia, eles possuem um mediunismo mais apurado com possibilidades de desenvolver a clarividência e a clariaudiência, na depêndencia da função desenpenhada, a qual lhe foi confiada no astral. Por fim, existem raros médiuns no grau de missionários, eles são mestres com grandes missões junto a coletividade a qual pertencem, e se mediunizados podem contactar e manifestar entidades no grau de Orixás Menores; Eles possuem vários dons mediúnicos, associados a um grande conhecimento, adquirido em encarnações pretéritas, e alicerciados pela luz do amor e da sabedoria que só raras pessoas possuem. Enfim, independente do grau ou atividade mediúnica, todas as entidades espirituais trabalham e todos os médiuns estão aptos a desenvolver também, importantes trabalhos que contribuirão para evolução mundial. 
 
Se cada um fizer sua pequena parte, por amor, teremos um mundo bem melhor porque o futuro realmente depende de nós ! O IMPORTANTE É SABER QUE SÃO MUITOS OS TIPOS DE MEDIUNIDADE É QUE NEM TODOS DEVEM INCORPORAR. 
 
 Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
17/8/2010
 
 
 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

magia (365) astrologia (331) signos (242) espiritualidade (201) Umbanda (170) amor (168) umbanda astrológica (145) orixá (142) UMBANDA ASTROLOGICA (133) mulher (128) CONCEITOS (119) religião (95) signo (94) anjos (74) comportamento (66) candomblé (65) mediunidade (50) 2016 (46) horóscopo (44) espaço (43) esoterismo (41) anjo (37) arcanos (37) magia sexual (35) oxum (35) Ogum (33) sexualidade (32) ancestrais (30) 2017 (28) oxumaré (28) estudos (27) fé religião (27) iemanjá (26) Yorimá (12)