Total de visualizações de página

Os Orixás regentes de 2026

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Entidade misteriosa mas, atraente



O nome “Pombagira” ou “pombogira” usados atualmente na Umbanda e nos demais cultos afro-brasileiros; é uma corruptela de Pambú Njila, o Guardião dos Caminhos e das Encruzilhadas no culto de nação Bantu, da língua Kimbundu. Também é conhecida por alguns estudiosos como “Pombagira” derivava de Bombogira, entidade do culto angola que é muito oferendada nos caminhos e nas encruzilhadas, mui­to temida e respeitada na região africana onde é cultuada.

Muitos autores umbandistas atribuí­ram-lhe o grau de Exu feminino em razão da falta de informações sobre essa entidade e do fato de manifestar-se nas linhas da esquerda, ocupadas por Exu e por Exu Mirim. Inclusive, alguns a descreveram como esposa de Exu e mãe de Exu Mirim. Há outras informações que nos revelam que Pombogira ou Pombagira ou Bombogira é derivada das “yamins” cultuadas na sociedade matriarcal secreta conhecida como “gelede”.

Portanto, Pambu Njila para o guar­dião Bantu semelhante ao Exu Nagô e Pombagira para a guardiã umbandista, Rainha das Encruzilhadas da Vida e Senhora dos Caminhos à esquerda dos Orixás. O Mistério Pombagira abriu-se por inteiro na Um­banda e tanto pode ser esse quanto outro nome para identificá-lo porque, enquanto Orixá, seu ver­da­deiro nome nunca foi revelado na Teo­gonia Nagô; ele se encontra oculto entre os 200 Orixás desconhecidos, porque a Pom­bagira não foi humanizada no tempo como foram Exu, Oxalá, Iemanjá e todos os outros Orixás do panteão yorubano, muitos deles des­conhecidos pelos um­bandistas e por boa parte dos segui­dores de outros cultos afros.

Pomba­gi­ra significa mensageira dos caminhos à esquerda, tri­lhados por todos os que se desviaram dos seus originais ca­minhos evolutivos e que se perderam nos desvios e des­vãos da vida. o entanto, é notório a miscigenação nos candomblés em geral, onde entidades da Umbanda, conhecidas em tempos remotos por ‘povo da rua’ se intitularam erroneamente na atualidade como deidade africana, rei e rainha do candomblé, Pombagira, Legba e entidades exercendo funções masculinas de guardião. Nos Candomblés de Angola e Kongo, também são denominados Njila/Nzila ou Pambú Njila, o ‘Senhor Guardião do Caminho’, proveniente do idioma kimbundu; pambu (fronteira, encruzilhada, njila (rua, caminho...), ‘o que caminha nas ruas, estradas, fronteiras, encruzilhadas.

Um mistério que dá medo em uns, mas, atrai muita gente! É a Senhora Pombagira



Pombagira construiu o arquétipo da mulher livre das convenções sociais, liberal e liberada, exibicionista e provocante, insinuante e desbocada, sensual e libidinosa, quebrando todas as convenções que ensinavam que todos os espíritos tinham que ser certinhos e incorporarem de forma sisuda, respeitável e aceitável pelas pessoas e por membros de uma sociedade repressora da feminilidade.

Na verdade, num tempo em que as mulheres eram tratadas como inferiores aos homens e eram vítimas de maus tratos por parte dos seus companheiros, que só as queriam para lavar, passar, cozinhar e cuidar dos filhos, eis que uma entidade feminina baixava e extravasava o ‘eu interior’ feminino reprimido à força e dava vazão à sensualidade e à feminilidade subjugadoras do machismo, até dos mais inveterados machistas. Na Umbanda, a entidade espiritual que se manifesta incorporada em suas médiuns está fundamentada num arquétipo desenvolvido à partir da entidade Bombogira, originária do culto Angola. Nos cultos tradicionais oriundos da Nigéria não havia a entidade Pombagira ou um Orixá que a fundamentasse.

Escrachada e provocativa, ela mexeu com o imaginário popular e muitos a associaram à mulher da rua, à rameira oferecida , e ela não só não foi contra essa associação como até confirmou: “É isso mesmo”! Pombagira foi logo no início de sua incorporação dizendo ao que viera e construiu um arquétipo forte, poderoso e subjugador do machismo ostentado por Exu e por todos os homens, vaidosos de sua força e poder sobre as mulheres. Ela foi logo se apresentando como a “moça” da rua, apreciadora de um bom champagne e de uma saborosa cigarrilha, de batom e de lenços vermelhos provocantes.

Surgiu da vinda dos nigerianos para o Brasil (isto por volta de 1800), estes aqui encontram-se com outros povos e culturas religiosas e assimilam a poderosa Bombogira angolana que, muito rapidamente, conquistou o respeito dos adoradores dos Orixás. Aí punham para fora seus recalques, suas frustrações, suas mágoas, tristezas e ressentimentos com os do sexo oposto. Sua desenvoltura e seu poder fascinam até os mais introvertidos que, diante dela, se abrem e confessam suas necessidades. Pombagira é isto. É um dos mistérios do nosso divino criador que rege sobre a sexualidade feminina. Critiquem-na os que se sentirem ofendidos com seu poderoso charme e poder de fascinação.

Esse arquétipo forte e poderoso já pôs por terra muito falso moralismo, libertando muitas pessoas que, se Freud tivesse conhecido, não teria sido tão atormentado com suas descobertas sobre a personalidade oculta dos seres humanos. Aos hipócritas e aos falsos puritanos, pombagira mostra-lhes que, no íntimo, ela é a mulher de seus sonhos... ou pesadelos, provocando-o e desmascarando seu falso moralismo, seu pudor e seu constrangimento diante de algo que o assusta e o ameaça em sua posição de dominador. As Pombagiras, são ótimas psicólogas que, logo de cara, vão dando o diagnóstico e receitando os procedimentos para a cura das repressões e depressões íntimas.

A magia natural é força criadora



Magia Natural é, um conhecimento abrangente de toda a Natureza, por que nós procuramos o seu segredo e operações ocultas ao longo de sua ampla e espaçosa elaboração, pela qual chegamos ao conhecimento das partes componentes, as qualidades, virtudes e segredos de metais, pedras, plantas e animais, mas vendo, na ordem regular da criação, o homem foi a obra do sexto dia, cada coisa que está sendo preparado para sua vice-gerência aqui na terra, e que aprouve a Deus onipotente, após ele tinha formado o grande mundo, ou macrocosmo, e disse que era bom, então ele criou o homem a expressa imagem de si mesmo, e no homem, da mesma forma, um modelo exato do grande mundo.

As propriedades maravilhosas do homem, em que podemos rastrear em semelhança a miniatura ou cópia exata do universo, por que significa que deve vir para a compreensão mais fácil do que quer que nós podemos ter a declarar sobre o conhecimento da natureza inferior , tais como animais, plantas, metais e pedras, pois, as qualidades ocultas e as propriedades que estão escondidos no pequeno mundo, que irá servir como uma chave para a abertura de todos os tesouros e segredos do macrocosmo, ou grande mundo: portanto, vamos acelerar a falar da criação do homem, e a sua imagem divina, o mesmo de sua queda, em conseqüência de sua desobediência, pela qual toda a série de males, pragas, doenças e misérias, se impôs sobre sua posteridade, através da maldição do nosso Criador, mas preterido pela mediação de nosso bendito Senhor, Cristo.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

magia (365) astrologia (331) signos (242) espiritualidade (201) Umbanda (170) amor (168) umbanda astrológica (145) orixá (142) UMBANDA ASTROLOGICA (133) mulher (128) CONCEITOS (119) religião (95) signo (94) anjos (74) comportamento (66) candomblé (65) mediunidade (50) 2016 (46) horóscopo (44) espaço (43) esoterismo (41) anjo (37) arcanos (37) magia sexual (35) oxum (35) Ogum (33) sexualidade (32) ancestrais (30) 2017 (28) oxumaré (28) estudos (27) fé religião (27) iemanjá (25) Yorimá (12)