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Os Orixás regentes de 2026

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quarta-feira, 9 de março de 2022

Deus Todo Poderoso e Criador - o Alfa e o Omega





Deus é o primeiro, o ultimo e o único! Mas, ele não tem apenas duas formas de atuação, na verdade Deus se derrama em graças e de muitas formas. E quando se fala de forma genérica Deus, como faziam os antigos ao se referir a Zeus, parece que temos que aceitar essa forma em todas as religiões, na verdade, o Deus dos Hebreus, tem uma ligação ancestral não podemos garantir que seja o mesmo dos celtas, dos essênios, dos incas ou de qualquer outro povo! Quando se fala "o Deus da Bíblia", mas, quem é esse Deus? Nem o bibliólatra mais fanático ou teólogo mais aplicado pode garantir quem é ele! E é o unico Deus dos hebreus, a Trindade dos católicos? O que quer dizer quando é chamado de Eloin? Deus dos Anjos! Isso sabemos, mas, é a mesma manifestação em todas as épocas da historia humana? Ai é onde os sabichões e manipuladores da fé, perdem o rumo e não compreendem o porque de na Umbanda termos tantos orixás fluindo e convergindo poder de uma unica fonte, mas, com ramificações e ações diversas! Assim o Oxalá de um individuo pode ter uma ação bem diferente de um outro ou o carma de um pode ter um sentido totalmente diferente de uma outra pessoa. Não basta apenas os princípios de fé, amor, caridade e expiações, como querem muitos espiritualistas. Porque ser generoso, bom, justo, misericordioso e buscar evoluir já é um dever de todos nós encarnados, mas, saber a forma peculiar e particular, isso teremos que descobrir. E não há um padrão plastificado pra desenvolver isso!

ALFA E ÔMEGA


Alfa. A primeira letra do alfabeto grego e a primeira letra da palavra arche = princípio; simboliza na Bíblia e na iconografia e literatura cristã os primórdios. 

Alfa e Ômega. Letras inicial e final do alfabeto grego, que "contém" todas as outras letras; por essa razão, simbolizam o abrangente, a totalidade, Deus e, sobretudo, Cristo como o primeiro e o último (motivo secundário frequente no monograma de Cristo). Teilhard de Chardin utilizou essas duas letras como ilustrações de sua teoria da evolução. 

Ômega. É a última letra do alfabeto grego; sobretudo no cristianismo, simboliza o fim e a plenitude do mundo. Teilhard chama de "ponto ômega" o objetivo último ambicionado pela evolução da humanidade.

O Tetragrama Para que compreendamos o que significa o Tetragrammaton é necessário, antes de tudo, definir acrônimo. A palavra acrônimo tem origem no grego (akron = extremidade + onymo = nome) e significa o conjunto de letras, pronunciado como uma palavra, formado a partir das letras iniciais (ou de sílabas) de palavras sucessivas que constituem uma denominação. Por exemplo, a sigla NASA (National Aeronautics and Space Administration) é um acrônimo. Dessa forma, a palavra Tetragrama tem origem no grego (tetra = quatro + gramma = letra) e significa a expressão escrita, constituída de quatro letras ou sinais gráficos, destinada a representar uma palavra, acrônimo, abreviatura, sigla ou a pauta musical de quatro linhas do canto-chão. Acredita-se que o Tetragrama hebraico designa o nome pessoal do "Deus de Israel", como foi originalmente escrito e encontrado na Torah, o primeiro livro do Pentateuco. Este tetragrama varia como YHWH, JHVH, JHWH e YHVH. Em algumas obras, especialmente no Antigo Testamento escrito em sua maioria em hebraico com partes em aramaico, o Tetragrama surge mais de 6 mil vezes (de forma isolada ou em conjunção com outro nome divino). 

O impronunciável nome de Deus A tradição esotérica dos judeus, a cabala, considera o nome de Deus sagrado e impronunciável. Possivelmente, a origem deste conceito está no terceiro Mandamento: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão". (Êxodo - Capítulo XX - Versículo VII). Assim, um grupo de sábios judeus, conhecidos como Massoretas, incorporou "acentos" que funcionavam como vogais e viabilizavam a pronúncia do tetragrama, resultando na palavra Adonai (Senhor), que passou a ser utilizada para pronunciá-lo. Os nomes Jeová, Iehovah, Javé, Iavé, ou ainda Yahweh, são adaptações para a língua portuguesa da palavra Adonai, e não do tetragrama original. Porém, há ainda uma crença entre os judeus do início do período cristão, que a própria palavra Torah seria parte do nome divino. Há outra relação interessante encontrada nos nomes originais de Adão e Eva, Yod e Chawah, respectivamente. Uma combinação entre estes dois nomes resulta numa das variações do tetragrama, YHWH, fato que sugere uma relação entre Criador e criatura. Com o decorrer do tempo, foram adotados outros termos para se referir ao Tetragrama: "O Nome", "O Bendito" ou "O Céu". O místico cristão, Jacob Boehme, utilizando-se de uma cabala gráfica (conhecida como Árvore da Vida), encontrou os 72 Nomes de Deus (publicado em 1652, no livro Oedipus Aegypticus). Sendo que todos são formados por apenas quatro letras, o que caracteriza mais uma vez o tetragrama. Seguindo este raciocínio, encontramos também Tupã (divindade dos índios brasileiros), Yang (em chinês, possui vários significados, entre eles, Deus do bem), Bara (o equivalente à Deus na seita islâmica Beahismo) e Xiva (divindade Hindu). 

Cabala retrata Deus como estando acima de toda a existência, através de uma série de dez emanações do mundo, foi criado o sistema é um pouco panteísta uma vez que tudo o que existe tem o seu lugar em Deus.. Através de boas obras um judeu piedoso supostamente afeta as emanações diferentes, afectando em última análise Deus em favor da humanidade. Cabala inclui reencarnação. A alma pura, uma vez que o corpo morre, vai estar presente entre as emanações que controlam o mundo. Uma alma impura deve renascer em outro corpo, eo processo continua até que tenha sido feito puro. O mal é apenas a negação do bem, e no mal configuração judaica é superado pelos três grandes ênfases, juntamente com a estrita observância da lei. O que é mais marcante é o princípio hermenêutico de encontrar significados ocultos nos textos das Escrituras. Linguagem humana na Escritura é examinado não apenas alegoricamente e analogicamente, mas também através da interpretação de palavras e letras de acordo com os seus equivalentes numéricos, e trocando equivalentes numéricos novas letras e palavras poderiam ser criados, permitindo assim novas interpretações. Cabala judaica influenciou movimentos messiânicos, principalmente Hasidism, que desenvolveu uma expressão alegre religiosa que evitou o legalismo estéril. 

Considerado em si mesmo, o Ser Supremo é o En-Sof (Infinito, Infinito) e, em certo sentido, o En (inexistente), pois não existe é de concepção humana uma limitação que, como tal, não deve ser baseada Dele. Podemos conceber e falar de Deus só na medida em que ele se manifesta e, por assim dizer, atualiza a Si mesmo em ou através do Sephiroth. Sua primeira manifestação foi por meio de concentração em um ponto chamado a primeira Sephira - "Coroa", como é chamado - o que dificilmente distinguível do En-Sof de quem emana, e que se expressa na Bíblia por o Ehieyeh (I am). Desde a primeira Sephira procedeu uma potência masculina ou ativo chamado de sabedoria, representada na Bíblia por Yah, e um oposto, ou seja, uma potência feminina ou passiva, chamado de inteligência, e representado pelo Senhor. Estas duas potências opostas são acopladas pela "Coroa", e, portanto, produz a primeira trindade da Sephiroth. A partir da junção das tendências anteriores opostos emanou a potência masculina chamada amor, o quarto Sephira, representada pelo El bíblica, e da justiça feminino, o quinto Sephira, representada pela Elohah nome Divino. -Los novamente emanou a potência de união, a beleza, a Sephira sexta representado na Bíblia por Elohim. E assim se constituiu a segunda trindade da Sephiroth. Por sua vez, a beleza radiante diante da sétima Sephira, a potência masculina, firmeza, correspondente ao Senhor dos exércitos, e este novamente produzido o esplendor potência feminina, representada por elohe Sabaoth. Do esplendor emanou o nono Sephira, fundação, que responde o nome Divino El-Hai e fecha a terceira trindade da Sephiroth. Por fim, o esplendor envia reino, a décima Sephira, que circunda todos os outros e é representado por Adonai. Estes dez Sephiroth são emanações do En-Soph, formando entre si e com ele uma unidade rígida, da mesma forma que os raios que procedem à luz são simplesmente manifestações de uma e a mesma luz. Eles são infinitos e perfeito quando o En-Soph dá a Sua plenitude para eles, e finito e imperfeito quando essa plenitude é retirado deles (Ginsburg). Em sua totalidade, eles representam e são chamados de o homem arquétipo, sem os quais a produção de mundos permanentes era impossível. Na verdade, eles constituem o primeiro mundo, ou o mundo das emanações, que é perfeito e imutável por causa de sua procissão direto da Divindade. 
 
 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Olódùmarè e o destino



Olódùmarè pode concordar com o que pedimos ou não, ou pode ainda definir para nós outros objetivos de vida. Essa conversa é uma das coisas mais importantes para nós e dela poderá depender por exemplo qual será o nosso odù de nascimento, porque ele faz parte do nosso Orí e vai ser definido para nos ajudar na vida que vamos ter aqui no aiye. O nosso Orixá também poderá ser definido nesse momento e também será escolhido de forma a nos ajudar com nosso objetivo de vida.

Nesse ponto cabe uma dúvida porque o odù com certeza depende de nosso destino escolhido e atribuído, mas o Orixá não tenho certeza. Eu gosto da visão de que o Orixa não tem restrições no seu poder e qualquer Orixá que tenhamos vai nos ajudar igualmente. No meu íntimo essa idéia de especialização funcional de Orixá, como as pessoas gostam e chegam a dizer que profissão uma pessoa de tal Orixá deveria ter, é uma idéia meio cartesiana muito simplificadora e racionalista. Assim não tem minha simpatia.

Uma outra opção é a que nascemos com algum Orixá de nossa família, de Pai, mãe ou avós, assim uma mesma linhagem teriam filhos com Orixá similares e claro sempre se casa com uma pessoa de fora da família e novas opções de Orixá podem ser incluídas. Mas o importante é que como eu sempre disse, nós aqui no aiyé somos a coisa mais importante de Olódùmarè. Esse mundo espiritual, os Orixá existem para nos ajudar a viver e não para nos escravizar ou atrapalhar.

Exército do Criador: Arcanjo poderoso



Arcanjo São Miguel



São Miguel Arcanjo, cujo nome significa “o que é um com Deus“, é considerado o chefe dos exércitos celestiais e o padroeiro da Igreja Católica Universal. É o anjo do arrependimento e da justiça. Seu nome é citado três vezes na Bíblia Sagrada:
- Primeiro no capítulo 12 do livro de Daniel, onde lemos: “Ao final dos tempos aparecerá Miguel, o grande Príncipe que defende os filhos do povo de Deus. E então os mortos ressuscitarão. Os que fizeram o bem, para a Vida Eterna, e os que fizeram o mal, para o horror eterno”.
- No capítulo 12 do Livro do Apocalipse encontramos o seguinte: “Houve uma grande batalha no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra Satanás e suas legiões, que foram derrotadas, e não houve lugar para eles no céu. Foi precipitada a antiga serpente, o diabo, o sedutor do mundo. Ai da terra e do mar, porque o demônio desceu a vós com grande ira, sabendo que lhe resta pouco tempo”.
- Na carta de São Judas, lê-se: “O Arcanjo Miguel, quando enfrentou o diabo, disse: “Que o Senhor o condene”. Por isso São Miguel é mostrado atacando o dragão infernal.
A Igreja Católica tem uma grande devoção por São Miguel Arcanjo, especialmente para pedir-lhe que nos livre das ciladas do demônio e dos espíritos maléficos. E quando o invocamos, ele nos defende, com o grande poder que Deus lhe concedeu, e nos protege contra os perigos, as forças do mal e os inimigos.

domingo, 8 de julho de 2018

Fé e esperança: O Criador pode concordar com o que pedimos ou não



Olódùmarè pode concordar com o que pedimos ou não, ou pode ainda definir para nós outros objetivos de vida. Essa conversa é uma das coisas mais importantes para nós e dela poderá depender por exemplo qual será o nosso odù de nascimento, porque ele faz parte do nosso Orí e vai ser definido para nos ajudar na vida que vamos ter aqui no aiye. O nosso Orixa também poderá ser definido nesse momento e também será escolhido de forma a nos ajudar com nosso objetivo de vida. Nesse ponto cabe uma dúvida porque o odù com certeza depende de nosso destino escolhido e atribuído, mas o Orixa não tenho certeza. Eu gosto da visão de que o Orixa não tem restrições no seu poder e qualquer Orixa que tenhamos vai nos ajudar igualmente. No meu íntimo essa idéia de especialização funcional de Orixa, como as pessoas gostam e chegam a dizer que profissão uma pessoa de tal Orixa deveria ter, é uma idéia meio cartesiana muito simplificadora e racionalista. Assim não tem minha simpatia. Uma outra opção é a que nascemos com algum Orixa de nossa família, de Pai, mãe ou avós, assim uma mesma linhagem teriam filhos com Orixa similares e claro sempre se casa com uma pessoa de fora da família e novas opções de Orixa podem ser incluídas. Mas o importante é que como eu sempre disse, nós aqui no aiyé somos a coisa mais importante de Olódùmarè. Esse mundo espiritual, os Orixa existem para nos ajudar a viver e não para nos escravizar ou atrapalhar.

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Olorun, criação dos orixás, os lados esquerdo e direito


"OLORUN, com seu próprio Hálito Divino, criou o Irunmole Orisa Orisanla, de Orisa (Ôrixá) + Nla (Grande), a "Grande Divindade Masculina da Qualidade do Branco". Em seguida, OLORUN criou a Igbamole Oduduwa, a Iyangba, de Iya (Mãe) + Ni Gba (que recebe), a "Grande Divindade Mãe da Qualidade do Preto". 

Ao Irunmole Orisa Orisanla e à Igbamole Oduduwa, OLORUN delegou os poderes para a geração e gestação de todas as condições para que os Seres existissem no Além e no Universo. Em terceiro lugar, com a Eerupe ou "Lama", mistura de Água e Terra, mas também vivificada por Seu Hálito e Centelha Divina (Fogo e Ar), OLORUN criou o Imole Esu Agba, o "Terceira Cabaça", ou "Terceiro Ser Criado" ou ainda, o "Esu Ancestral", o Imole da Dinamização, da Transformação e da Restituição, quer no Além ou quer na Terra-da-Vida e, portanto, portador de todas as Qualidades do Vermelho, do Preto e do Branco. 

O Imole Esu Agba é, portanto, o primeiro Ara Orun ou "Corpo do Além", ou seja, a "Primeira Individualidade Espiritual" a ser criada com o concurso da Matéria combinada: Fogo (Centelha Divina), Ar (Hálito Divino), Água e Terra (Eerupe, a Lama). Sua qualidade de "Terceiro Ser Criado" o constituiu em Osije ou "Mensageiro Divino" com permissão expressa de se apresentar perante OLORUN que somente receberá Oferendas se elas forem conduzidas por Imole Esu Osije. 

Em seguida, houve a Criação de todos os Awon Imole, os muitos "Seres Sobrenaturais de Categoria Divina", ainda criados diretamente por OLORUN, ou seja: Num primeiro momento da Criação, OLORUN criou os Awon Irunmole Orisa Funfun (os Seres Sobrenaturais Masculinos da Qualidade do Branco). Conheceram-se 50 (cinqüenta) deles que realmente portam o nominativo Orisa e que são considerados não gerados mas geradores; pertencem ao Oju Kotum (Lado Direito); ao Irinwo (Poder Gerador Masculino); à Iwa (Classe de Poder da Existência), expressado materialmente pela cor Funfun (Branca). 

O principal Irunmole Orisa Funfun é, como já vimos, Orisanla. Daí decorre seu maior título Obatala - de Oba (Senhor) + Ni (tem) + Ala ( a Veste Branca), ou seja, o "Senhor que tem a Veste Branca". Em seguida, vem o Orisa Funfun cujo título é Orunmila, porque dizem os Awon Babalawo ancestrais de Ile Ife, a Cidade Santa dos Iorubás, que este nominativo significa "Aquele que pode abrir o Além", provindo de : Orun (Além) + Emi (Eu) + Ela (Abrir). 

E é realmente Orunmila, o Orisa que responde à preces dos Humanos, através do A Da Ifa Fun ou "Criar Ifá para alguém" de sua Adivinhação Sagrada pelo Opon Ifa (Tabuleiro de Ifá) e o Opele Ifa (Corrente de Ifá). Desta forma, Orunmila-Ifa é o Arauto dos Desígnios de Deus para os Destinos Humanos e que, para isso, pode apresentar-se frente a OLORUN e suportar-lhe o magnífico esplendor. 

Num segundo momento da Criação, OLORUN criou as Awon Igbamole Iyangba Dudu (os Seres Sobrenaturais Femininos Grandes Mães da Qualidade do Preto), dentre elas a Iyangba Nanan Buruku ou a Grande Mãe Ancestral da Qualidade do Preto (dudu), ainda que por vezes se as chamem pelo termo Iya Mi ou "Senhora Minha". 

Elas pertencem ao Oju Kosi (Lado Esquerdo), à Igba (Poder Gestante Feminino), à Aba (Classe de Poder da Essência), expressado materialmente pela cor Dudu (Preta). Conheceram-se muitas delas que são consideradas as "não geradas" mas "gestantes". Entre elas podemos citar : Yemideregbe ou "Aquela que vem da Laguna" que, no Brasil, é conhecida como Iemanja ou "a Mãe dos Filhos-peixes". Do relacionamento mitológico dos Irunmole Irinwo Funfun com as Igbamole Iyangba Dudu, surgiriam outras duas classes de Seres Sobrenaturais considerados como Descendentes Masculinos e Descendentes Femininos desses relacionamentos: Os Omode Okunrin ou "Descendentes Masculinos" pertencem ao Ase (Classe de Poder da Realização), expressado materialmente pela cor Pupo (Vermelha), ou então, por múltiplas combinações das três cores-símbolos: Branco, Preto e Vermelho. Classificam-se junto ao Ojun Kotum (Lado Direito da Criação) e, apesar de não pertencerem exclusivamente ao Funfun (Qualidade da Brancura), são também denominados por Orisa Omode Okunrin ou seja "Orixá Descendente Masculino". 

As Omode Obirin ou "Descendentes Femininos" também pertencem ao Ase (Classe de Poder da Realização), expressado materialmente pela cor Pupo (Vermelha), ou então, por múltiplas combinações das três cores-símbolos: Branco, Preto e Vermelho. Classificam-se junto ao Oju Kosi (Lado Esquerdo da Criação), e, apesar de não pertencerem exclusivamente ao Dudu (Preto), são também tratadas por Ebora Iyami, porque este termo também pode traduzir-se por "Senhora" (Iya) "Minha" (mi), o que gerou muitas confusões posteriores entre os conceitos das Entidades Grandes Mães Gestantes (Iyangba Iyami = Minha Grande Mãe Ancestral) e o das Entidades Filhas Geradas (as Ebora Iyami = Entidade Feminina Senhora Minha), quando da transposição, durante o cativeiro no Brasil, da Teologia em língua Iorubá para as Lendas contadas em língua portuguesa estropiada. 

Vê-se, assim, que a classificação de Imole (Seres Sobrenaturais de Categoria Divina) abrange a todos os Ara Orun (Seres do Além) que não sejam os Onile (Senhores da Terra ou Ancestrais). Ela é uma classificação superior comum a todos os Seres Sobrenaturais de Categoria Divina. Assim, ao se dizer que tal ou qual Entidade Espiritual é, ou não, um Orisa ou uma Iyami ou uma Ebora, não se está de maneira alguma rebaixando o seu "status" espiritual e sim melhor qualificando-o quanto a sua função/atuação na Hierarquia Divina. 

Desta forma, quanto à sua atuação mais ancestral, aceita e ensinada pelos Babalawo, o Imole Esu não é um Orisa porque não pertence à Brancura. Ele pertence à uma categoria única, exclusiva e importantíssima na Classe dos Imole: a posição de Terceiro Criado diretamente por OLORUN. Imole Esu, não tendo sido gerado, também não é gerador; pertence igualmente ao Oju Kotun e ao Oju Kosi, pois como Osije ou "Mensageiro Divino" anda por todos os Nove Além. 

Por ser o Grande Dispensador do Poder do Iwa, Aba e Ase carrega em seu Ado Iran (Cabaça Mágica) as múltiplas combinações das três cores-símbolos Funfun, Dudu e Pupo. Também, por delegação unânime de todos os Orisa, das Iyami, dos Orisa Omode Okunrin e as Ebora Omode Obirin, ele é o Enugbarijo (o Boca Coletiva), capaz de falar por todos nós a OLORUN no momento que em que for cumprir sua missão de Mensageiro Divino. 

Assim sendo, toda essa classificação dos Seres Sobrenaturais de Categoria Divina, hoje conhecida como parte da "Dijina dos Ôrixás", é muito importante quando dos rituais de "feitura" dos fiéis e/ou do "Assentamento" de uma Entidade Espiritual num lugar devocional mas, no Brasil, após a perda de valores iniciatórios causada pela escravidão e a catequese católica forçada, mais a conseqüente reunião de todos os Seres Sobrenaturais em um só espaço físico - inicialmente o do Candomblé de Nação - o apelativo de "Ôrixá" firmou-se para designar a todos os Seres Sobrenaturais de Categoria Divina indiscriminadamente, quer fossem da Direita ou da Esquerda, ou, quer fossem "Pais", "Mães" ou "Filhos", quer, ainda, fossem da qualidade do Preto ou do Vermelho. 

Alguns, até chamam Esu por "Ôrixá" porque pressentem sua importância, mas desconhecem sua verdadeira essência !!! O próprio Orisanla, no Brasil, ficou mais conhecido pela contração do termo Orisa Nla em Orinxanalá, depois em Oxanlá e posteriormente criando-se a nova fonética "Oxalá", sob a qual é passou a ser muitas vezes confundido com OLORUN e, outras vezes, sincretizado com as características católicas e esotéricas do Senhor Jesus, o Cristo. 

A principal Igbamole Ebora Dudu é a grande Divindade do Preto, a Igbamole Iyangba Oduduwa que é a Parceira Gestante do Casal Divino, mas que está praticamente esquecida no Brasil. Como esquecidos estão Oranfe, Agbona, Erikiran, Erinle, Oluwa, Oke, Agbala, Ikire, Hoho, Ija, Olufon, Eteko, Oluorogbo, Oluwonfin, Oxaogiyan, etc... Desta forma, assim, mais tardiamente, a própria a Umbanda Esotérica fixou seus parâmetros sobre as características esotéricas de apenas um Orisa Funfun, cinco Irunmole e uma Iyami, mas também chamando a todos por "Ôrixá": Oxalá, Ogum, Oxosse, Xangô, Yemanjá, Yori (Ibeje), Yorimá (Obaluaiye). Mas, ainda no Brasil, o maior dos esquecidos foi o Ara Orun Imole Irunmole Orisa Funfun Oju Kotum Orunmila Ifa, o Senhor dos Destinos Humanos e, talvez, por isso, este país não encontre o rumo da felicidade e da justiça social que esperamos em OLORUN que ele mereça e, um dia, alcance. 

Saiba mais sobre os yorubás e  Orumilá no Climazen

Do Mito da Criação Universal, segundo os Iorubás.


Os milenares Ese Itan Ifa (Versos dos Contos de Ifá) em seus Odu (Fundamentos de Tradição Oral), falam com freqüência nos Awon Imole, isto é, nos "Muitos Seres Sobrenaturais de Categoria Divina": "Awon Irinwo Irunmole oju kotun, ati awon Igbamole oju kosi." 

"Muitos Irinwo Irunmole do Lado Direito e muitas Igbamole do Lado Esquerdo." Outras vezes, falam em 600 (seiscentos) Imole, classificando-os em 400 (quatrocentos) Irunmole (Divindades Masculinas) e em 200 (duzentas) Igbamole (Divindades Femininas). Mas, isto significa muito mais que os Imole eram e são considerados como divididos em Irinwo Imole ou Irunmole ou "Divindades Geradores" e Igba Imole ou Igbamole ou "Divindades Gestantes" e todos os pesquisadores eruditos e os religiosos africanos também estão de acordo em considerar lógica a tradição de que estes 600 Imole são um número místico com a função de emprestar grandeza ao conceito de Divindade, o que importa em dizer-se que eles, os Imole, já eram e ainda são uma grande quantidade desconhecida. 

Assim sendo, na Teogonia Iorubá, no mais alto dos Meesan Orun ou "Nove Além" ou "Planos da Existência", denominado Ajal'orun ou "Teto do Além", portanto, no ápice do poder espiritual, está OLORUN, justamente "Aquele que" (O) + "tem" (LI) + "o Além" (ORUN). Ele é o Ala Iwa Aba L'Ase ou "Supremo Criador dos Princípios e Poderes que tornam possíveis e regulam toda a Existência" em todos os seus Nove Planos: - o Iwa ou a "Qualidade do Branco" ou "Poder da Existência"; - o Ase ou a "Qualidade do Vermelho" ou "Poder da Realização" que dinamiza a Existência; - o Aba ou a "Qualidade do Preto" ou "Poder da Essência" que dá propósito à Realização. 

Ele não era considerado, pois, um Imole: para o Povo Iorubá OLORUN é a denominação para o conceito de Deus Uno, Todo Poderoso, Infinito e Eterno! Daí o distanciamento que todos os outros Seres Espirituais têm que Dele manter, pois nada na Criação é capaz de suportar-Lhe o magnífico esplendor, sem a sua expressa permissão! Consoante este conceito universal de Deus, Incriado e Criador, Único e Todo-Poderoso, OLORUN não tem culto específico e nem sacerdócio particularizado. Mas, apesar disso, Ele não é tão remoto ou indiferente aos assuntos humanos. Pelo contrário, Ele está sempre muito próximo aos Seres de sua Criação: as preces e os apelos sinceros do coração humano O alcançam. 

Saiba mais: Climazen Pesquisas

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A magia natural é força criadora



Magia Natural é, um conhecimento abrangente de toda a Natureza, por que nós procuramos o seu segredo e operações ocultas ao longo de sua ampla e espaçosa elaboração, pela qual chegamos ao conhecimento das partes componentes, as qualidades, virtudes e segredos de metais, pedras, plantas e animais, mas vendo, na ordem regular da criação, o homem foi a obra do sexto dia, cada coisa que está sendo preparado para sua vice-gerência aqui na terra, e que aprouve a Deus onipotente, após ele tinha formado o grande mundo, ou macrocosmo, e disse que era bom, então ele criou o homem a expressa imagem de si mesmo, e no homem, da mesma forma, um modelo exato do grande mundo.

As propriedades maravilhosas do homem, em que podemos rastrear em semelhança a miniatura ou cópia exata do universo, por que significa que deve vir para a compreensão mais fácil do que quer que nós podemos ter a declarar sobre o conhecimento da natureza inferior , tais como animais, plantas, metais e pedras, pois, as qualidades ocultas e as propriedades que estão escondidos no pequeno mundo, que irá servir como uma chave para a abertura de todos os tesouros e segredos do macrocosmo, ou grande mundo: portanto, vamos acelerar a falar da criação do homem, e a sua imagem divina, o mesmo de sua queda, em conseqüência de sua desobediência, pela qual toda a série de males, pragas, doenças e misérias, se impôs sobre sua posteridade, através da maldição do nosso Criador, mas preterido pela mediação de nosso bendito Senhor, Cristo.
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