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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A indecisão

A indecisão só existe para as coisas que você não tem certeza de que são boas. Aquilo que é ruim, e que você tem certeza de que é, você simplesmente diz não. Um não bem literal. A indecisão é amiga íntima da subjetividade. Como você pode saber de algo que só é relativo ao sujeito, de algo que só está dentro dele? A gente não tem tradutor pra isso. E todo mundo é assim, até mesmo eu.
E mesmo que o mundo fique completamente literal, a esperança de que as coisas possam mudar embaralha tudo dentro de você. É chato e complicado. Como será que a gente muda isso? Sem dicas, sem esperanças, nem planos, eu espero que possamos entender a maioria das coisas da maneira correta.

É difícil saber lidar com o que falam. Apesar de ser um amontoado de palavras, você tem que processar tudo de uma maneira bem literal, mas então a interpretação tem que ser subjetiva. E todo esse subjetivismo não tem nada a ver com você. Tem a ver com o subjetivo da outra pessoa. Ou seja, não é o que você tem que entender pelo simples jeito de como as coisas são, é o que a pessoa quer te falar (de maneira maquiada) pra você entender da maneira dela, excluindo o fato de que você pode interpretar tudo da sua forma. Excluindo o teu subjetivismo. Não sei que nome se dá pra isso. Mas é chato não conseguir entender o que a outra pessoa realmente quer com você.

Nós poderíamos guardar o que as pessoas falam numa caixa. Ficaria fácil revirar todas as frases e entender o que querem realmente dizer. Se bem que é tudo questão de entrelinhas. Ninguém é tão claro a ponto de falar o que realmente quer. Queremos sempre ter tudo com textos subjetivos. E nunca está nos planos magoar os outros.
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