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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Astrologia: as estrelas do firmamento



Na América pré-colombiana, na China, na África Negra, no Oriente Médio, na Índia, nas civilizações do Crescente Fértil (antiga Mesopotâmia) ou na Europa, existem registros - elaborados com maior ou menor grau de análise, complexidade ou sofisticação - sobre as estrelas do firmamento. Há registros de cerca de 15 mil anos aC. de que as fases da Lua já eram anotadas em pedaços de osso e estas parecem ser as mais antigas observações astronômicas que se conhecem.
A observação e o estudo do céu - nos mais diversos lugares da Terra e em diferentes épocas - ajudaram a estabelecer o ritmo dos afazeres sociais, em consonância com as estações do ano, pois percebeu-se que, conforme o tempo transcorria, alguns padrões celestes se repetiam. Os fenômenos celestes foram sendo observados e classificados ao longo de milhares de anos. Procurava-se uma ordem no céu, que pudesse revelar um padrão capaz de servir de guia para que os seres humanos pudessem antever os eventos terrestres. O Céu oferecia, antigamente, o mais importante sustentáculo de orientação para as atividades relativas à agricultura, aos deslocamentos terrestres ou marítimos e aos rituais de religação do homem com seu entorno. Astrólogos, estudamos o Céu para descobrir suas mensagens e como elas se relacionam conosco aqui na Terra. Para isso usamos uma linguagem, a astrologia. Por isso, não nos basta entender as características físicas de estrelas, planetas, cometas ou de certos fenômenos anuais como eclipses ou lunações.

sábado, 16 de dezembro de 2017

A observação e atribuição de significados aos fenômenos celestes, no ocidente, estão registradas desde a Mesopotâmia


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A observação e atribuição de significados aos fenômenos celestes, no ocidente, estão registradas desde a Mesopotâmia. A astrologia que se ocupa de levantar mapas para saber os melhores momentos para tomar decisões ou encaminhar ações, responder perguntas, analisar eventos do mundo social, político ou individual -e que faz tudo isso com base em uma carta celeste que tem um ponto de início e divisões que podem começar em signos ou em um grau, carta esta que coloca neste círculo o Sol, a Lua e outros corpos celestes ou a Roda da Fortuna-, esta astrologia nasceu na Mesopotâmia.
Cada civilização foi, a seu tempo e a seu modo, atribuindo significados e recheando de lendas e mitos o que viam no céu. Assim, os planetas (as "estrelas errantes"), o Sol e a Lua descreviam um padrão ordenado que servia de contraponto simbólico aos eventos da Terra. O céu passou a ocupar o lugar de uma ordem maior, em contraposição à desordem terrena. (Um exemplo disso é a palavra KOSMOS, que em grego significa ORDEM, de onde se originou palavras como cósmico, cosmos).
Uma de presságios do período acádio, veja o seguinte trecho:
"A adivinhação não provocada e observacional requeria que o adivinho permanecesse passivo; a adivinhação provocada ou operacional demandava ativa intervenção no diálogo com a divindade. Ambas as formas desenvolveram-se na astrologia grega, a primeira lidava com a doutrina das influencias planetárias, nas quais as forças celestiais eram impingidas aos negócios humanos; a Segunda apareceu ocasionalmente no que ficou conhecido na Europa medieval como "interrogações", ou perguntas feitas e respondidas de acordo com complexas regras astrológicas. O diálogo político foi então expandido a uma série potencialmente ilimitada de perguntas e respostas a que reis, sacerdotes e deuses respondiam-nas a cada uma de suas iniciativas."
"Tanto quanto sabemos dos registros disponíveis, a astrologia mesopotâmica permaneceu em sua forma mais simples até depois do século 8 a C, quando parece Ter se iniciado a condensação dos registros astronômicos e os astrólogos formaram uma classe distinta de analistas políticos, que aconselhavam os imperadores assírios nos negócios diários, muito parecido com o moderno serviço civil que aconselha os mestres políticos. Seu propósito era implementar a liberdade de ação do monarca dentro dos limites prescritos pelos deuses, pelo tempo e pelos ciclos de existência"
- Nicholas Campion - The Great Year, pag 52-53.
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