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sexta-feira, 28 de junho de 2024

Mediuniade: a comunicação verdadeira com os espíritos



Orientações espirituais do Astral Superior


O trabalho dos espíritos na Umbanda, Candomblé ou qualquer outro seguimento espiritualista, provoca reações muitas vezes extremas, radicais, intolerantes ou distorcidas. Para uns, é tudo coisa do Diabo. Esse conceito ou preconceito, gerando por estigmas, lançados pelas religiões dominantes que sempre perseguiram os espiritualistas. A Igreja Católica, Judaísmo Ortodoxo ou Islamismo, sempre foram pouco tolerantes com quem busca contato com o mundo metafísico. Mesmo que suas bases venham de contatos mediúnicos. 
 
Segundo contam Maomé teve contato com o Anjo Gabriel, da mesma forma que teria sido o mesmo anjo que anunciou a vinda do Messias. Também, teria Moisés e outros patriarcas contato com anjos e orientações vindas do plano espiritual. No entanto, para os intolerantes que sempre tentaram se apossar de Deus e dos conhecimentos, só a sua religião seria verdadeira e as demais não passariam de alucinações. Para os radicais das religiões patriarcais, o contato de seus anciões e patriarcas, seria por ordem divina e com Deus, mas, a fé de outras religiões, seriam coisas malignas ou fantasia!

Essa é a forma que age as pessoas cheias de vaidade religiosa, que é uma das piores vaidades. Assim, para as pessoas radicais, só "o meu Deus existe o deles não". Para essas pessoas intolerantes tudo na religião deles é verdade irrefutável mas, a filosofia e conhecimento dos outros é apenas enganação. E assim, vão se passando as eras, com o povo dividindo. Dividir o povo do mundo inteiro é o principal plano do Mal, dividir para governar. Hoje, abre-se uma igreja em cada esquina, com cada um querendo pregar a seu jeito e sem união. Mas, desde tempos imemoriais, que o homem se desentende e se divide. Tudo por vaidade, egoísmo.


Podemos ler uma passagem interessante, mesmo nos evangelhos, quando discípulos de Jesus, discutem sobre quem seria mais importante, quando Jesus responde que os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros. Isso porque Jesus percebeu ali entre seus discípulos a vaidade tomando conta de ambos e gerando uma cisma. E isso acontece todos os dias, em todos os lugares e em todas as crenças. Sempre tem os líderes religiosos que se acham mais importantes, mais santos, mais poderosos e mais inteligentes que os demais. Vemos fiéis enchendo a boca pra dizer "o meu Deus", como se ele tivesse se apossado da Divindade e os outros fossem apenas uma "ralé pagã". Vemos fanáticos, gritando na TV e na mídia em geral, que só será salvo quem aceita Jesus e que já aceitou. Assim, já se consideram santos, salvos e melhores que os demais. Como se aceitar Jesus fosse a chave de tudo. Na verdade, mesmo para os cristãos, não basta apenas "aceitar Jesus", o mais importante é saber se Jesus aceitou o coração de quem se diz "santificado".

Vemos muita gente hoje em dia, se dizendo cristão, mas, ignorando o que o Cristo disse ao jovem rico "ide, vende tudo o que tem e dá aos pobres...". Mas, o que vemos é o contrário. São pessoas citando enriquecimento, ganância, vaidade religiosa e se julgando acima dos outros. Esquecem-se quando Jesus disse: "meu Reino não é desse mundo" ou "juntai tesouros no céu". Enfim, as pessoas tendem a interpretar as coisas de forma que fique dentro de um contexto de favorecimento e que lhe deixe confortável.

E muitos exclamam, "Jesus aceita todo mundo, nós é que temos que aceitá-lo". Sim, Jesus, Deus, os Anjos, os Orixás, qualquer divindade sagrada, está de braços abertos a receber um coração puro, bondoso e desapegado. Mas, você pode se auto julgar? Pode se autoavaliar, como sendo uma pessoa boa ou que se arrependimento é verdadeiro, pleno e seu pedido de perdão foi aceito tão fácil? Só o Criador pesa os corações e julga conforme nossos merecimentos e bondade divina! Só ele diz se aceitou nosso pedido de perdão. Não são pastores ou padres que nos santificam só porque compramos uma Bíblia, passamos a vestir roupas sociais ou gritamos de olho fechado nas igrejas. A verdade é que a espiritualidade é muito mais complexa.

Cada quem vem com um destino a cumprir. Como a Bíblia nos mostra, o Ifá nos mostra, a astrologia nos mostra! Vemos que Moisés, Sansão, Davi, Salomão ou o próprio Cristo não puderam se desviar de seu destino. Pelo contrário, tiveram que trabalhar pra cumprir sua missão até o fim. E quando fraquejaram como Sansão, Davi ou Salomão, o destino e o Criador os puniram! Não está na nossa escolha, na nossa vontade e na nossa vaidade, dizer se fomos ou não aceitos por Deus. Não é uma regra, apenas ler a Bíblia, pagar dízimos e orar nas igrejas, pra sanar nosso carma não! Cada pessoa veio fazer algo importante e que já está acordado no plano espiritual. Não pense que pastor, padre ou pai de santo pode livrá-lo de seu destino e missão não! Ele pode apenas confortá-lo, ajudá-lo, orientá-lo, enviar a você uma força espiritual, mas, não pode livrá-lo de sua missão. Não é apenas orar, orar e se dizer crente que resolve seu destino ou lhe dará o perdão não.

Tem um montão de depoimentos invocados e exaltados, contando um passado sombrio e que de repente como num passe de mágica, só porque se batizou ou comprou uma Bíblia, parece que tudo foi apagado. Mas, não é assim não. Deus é um Deus acima de tudo de justiça. O amor, não tem força sem a justiça. Por isso, lemos no livro das revelações, que "o sangue dos mártires e santos, clamam por justiça". Assim, se você é um assassino ou cometeu diversos crimes, não é só pedir perdão e começar a orar, que vai zerar todo seu passado e pecados não! Claro que Deus perdão, quer todos os filhos ao lado dele, mas, tudo há um preço. E assim é que o carma é visto pelas sociedades antigas, ou seja, tem que cumprir algo para se libertar do carma! Imagina ai se o cara é traficante, passa a vida toda, matando, roubando, sequestrando, estuprando, matando pessoas por meio das drogas... mas, de repente, compra uma Bíblia, monta uma igreja e passa a orar e professar o evangelho! Isso será grandioso, um resgate e louvável, mas, não quer dizer propriamente que ele está perdoado! Isso só Deus, vai julgar e sendo justo, alguma pena poderá ter! Encarnações deverão ser estipuladas.

Bem, mas, voltando a questão da ação dos espíritos, uma pergunta que sempre recebo por email é: os espíritos sabem de tudo e podem me responder o que eu perguntar? Infelizmente o que vemos hoje em dia em grande maioria dos terreiros, são pessoas acreditando nisso. Tem pessoas que não saem dos pés das entidades querendo respostas pra tudo. Muitas até se pautam pelo que as entidades falam pra julgar os outros, pra tentar adivinhar o que os outros estão fazendo e tiram conclusões do que os espíritos dizem, como se fossem verdade absoluta! Porém é mais um engano, que permeiam o espiritualismo.


A verdade é que os espíritos, nem mesmo os orixás ou anjos, sabem tanto assim. Eles também tem limites, respeitam a ordem divina e não podem revelar tudo. Espíritos metidos a adivinhões nos terreiros ou centros espíritas, se afastem deles. Suspeitem de espíritos falastrões e sem prudência, pois certamente podem ser espíritos enganadores. É evidente que os anjos, orixás e guias, sabem mais do que nós, pois vem de outras dimesões mais elevadas e tem sentidos mais fortes que os nossos, pois estamos limitados pela matéria. Mas, cada espírito vem de um lugar, tem uma função específica e não são bisbilhoteiros ou anarquistas do astral. Eles sabem que não podem intervir. Por isso, não arme bagunças, achando que tudo poderá ser resolvido por anjos ancorados ou orixás, só porque você levou um prato de farofa numa encruzilhada ou cachoeira.

Nós evocamos ou invocamos um anjo, orixá ou espírito, mas, não quer dizer que nossos pedidos e orações serão atendidas não. Tudo será julgado conforme as leis, o carma e merecimentos. Não é só porque você faz uma novena que será atendido não. Como vimos, Jesus pediu se seria possível afastar o cálice do sofrimento, mas, teve que cumprir sua missão. Ou seja, temos coisas a cumprir que os espíritos não podem revogar! Por isso, pessoas inescrupulosas e gananciosas que vivem de amarrações e feitiços que mexem com o destino dos outros, em algum momento pagarão um preço caro.

É evidente que tem espíritos que sabem mais que outros, que são mais fortes que outros, assim como tem orixás mais potentes que outros. Mas, todos respeitam as leis da vida e do astral. Não são fantoches pra obedecer a nossos desejos ou propinas em forma de oferendas! Tem que haver uma conexão e não um suborno ou escravidão, nem de lá pra cá, nem daqui pra lá! Além disso, anjos, orixás ou guias de luz, não vem pra falar de coisas mesquinhas, contar sobre chifres, a vida do vizinho, do chefe ou como agarrar a pessoa amada. Esses espíritos elevados, vem pra revelar doutrinas, profetizar, orientar a raça humana para viver com mais luz a era atual. Eles não vem a terra pra vender consultas e sim pra orientar.

Mas, e quanto a questão dos guias de oraculistas que fazem consultas. Bem, ai, o astral fala de forma inconsciente, de forma astral ou mediúnica, mas, indiretamente, dando força, amplificando os dons e trazendo revelações, por meio dos códigos que podem orientar direções a alma, mas, não, pra responder o que queremos e sim o que precisamos. Todo médium tem cobertura astral, mas, não pra obedecer a desejos mesquinhos e sim pra tentar resgatar e doutrinar as almas de volta a luz. Por isso, um bom astrólogo, tarólogo, babalaô ou oraculista de qualquer tipo, tem o dever de sempre falar a verdade.

Se os búzios não abre, se não consegue identificar a leitura do signo ou qualquer outra análise, não custa nada dizer a verdade e dispensar o cliente. Jamais mentir! Mande voltar outra hora ou dispense de vez se perceber que os intentos são egoístas e mesquinhos.   Eu mesmo deixo de ganhar muito dinheiro, pois dispenso a maioria dos clientes que me procuram, pois se percebo que é apenas curiosidade, deboche o ambição por conhecimentos que serão usados incorretamente, eu me nego a fazer o mapa. Também quando percebo que a pessoa questiona demais, é incrédula demais e quer apenas testar ou quer advinhar algo que não está no alcance do que ela deveria saber, também eu dispenso. É de fundamental importância que nós filtremos e nos desviemos de pessoas que querem adentrar um mundo apenas por curiosidade.


Também essa história de que todo mundo pode aprender astrologia, tarô, búzios, numerologia, runas ou magia, é balela. Quem não tem dom, jamais poderá trilhar esses caminhos. Pode até fazer cursinhos, comprar livros, desenvolver um método, mas, estará trilhando um caminho perigoso. Cada pessoa que tem esse dom, já vem escolhido pelo astral, jamais vai fazer por hobby ou só pra faturar, como muitos fazem. Outra coisa inconsequente é ver alguém numa mesa, jogando diversos tipos de oráculos. Outro dia, vi um consultor, jogando baralho cigano, tarô e búzios, tudo em sequência. E ainda falando de astrologia. É um desrespeito aos sistemas oraculares, a espiritualidade e ao Astral. Cada oráculo requer um tempo, requer respeito, requer uma aplicação separada e apropriada.

O consultor pode até usar diversos oráculos numa análise, eu mesmo o faço, quando faço um mapa completo de uma pessoa, mas, faço sozinho e não na presença do cliente, que está ali emanando medos, energia e desconfianças. Fazemos, com calma, sozinhos e com respeito. Quem mistura muitas energias, não tem energia certa e bagunça todo sistema. Devemos evitar banalizar as artes divinatórias, pois são coisas profundas e sérias.

É claro que os vendedores de cursos, vão sempre defender que qualquer um pode estudar isso ou aquilo, mas, não é verdade. Depende sim de vocação, não apenas de decorar simbologia ou interpretações. Por isso, muitos se ferram, ao adentrar um mundo tão oculto e complexo como o da divinação, sem iniciação e sem pratica ritualística. A pessoa não pode por exemplo, chegar numa casa de Umbanda e comprar um punhado de búzio e achar que pode jogar, como se fosse um babalaô! Sem saber qual é seu orixá, o que seus guias acham disso ou o que poderá atrair pra si. Por isso, muitos enlouquecem ou caem em crises graves. Vemos que na Cabala há essa mesma advertência. Prudência é tudo! Lidar com o inconsciente e com pessoas não é fácil.

Como ocorre a comunicação entre encarnados e desencarnados, como identificar uma comunicação verdadeira de uma falsa e quais os problemas que podem surgir nessas ocasiões de contato são apenas algumas das perguntas importantes a serem consideradas quando se fala de comunicação com o mundo dos espíritos. Bem, quando indaga-se isso, adeptos do espiritismo ou cultos afrobrasileiros, dificilmente algum vai admitir que não tem certeza. A grande maioria vai dizer que tem axé, que seu guia é fulano de tal e que tem certeza, pois o que a entidade falou bateu com os acontecimentos de sua vida ou com suas características. No entanto, é apenas um engano. Uma entidade não é identificada como sincera ou verdadeira só por que define bem nossa vida ou características. Assim como vimos no ato dos apóstolos um espírito que adivinhava tudo e que foi expulso pelos apóstolos, muitos espíritos, sabem muito bem o que pensamos, alguns até conseguem ler nosso subconsciente, pois eles tem contato maior também com o inconsciente coletivo. Então muitas entidades estão apenas interpretando nossos desejos, falando aquilo que queremos ouvir pra nos cativar. E assim muitos caem nessas armadilhas.

Como eu já afirmei em outros posts anteriores, entidades evoluídas, não ficam interferindo na vida das pessoas, nem revelando coisas veladas, como se fossem uma coluna de fofocas. Uma entidade séria, não fica falando da vida dessa ou daquela pessoa, em primeiro lugar, porque a lei da privacidade é uma das leis mais poderosas do universo, por isso, a privacidade e mistérios de Deus, são impenetráveis. Não vá questionar uma entidade, como fez o Rei Saul, pra saber de coisas mesquinhas, perguntar sobre namorado e querer descobrir a vida privada das pessoas. As entidades que se prestam a este papel, geralmente não são evoluídas e nem iluminadas. É por existir regras, que os oráculos surgiram. Pois eles penetram os mistérios, por meio do poder do acaso e dos elementos sagrados. Não são as entidades autorizadas a desvelar mistérios selados. Mesmo anjos e orixás, precisam obedecer as regras.

Perceba que mesmo os grandes babalaôs precisam dos oráculos. Eles não ficam o tempo todo abusando as entidades. E mesmo os oráculos, tem que ter regras de uso. Nenhum sacerdote fica repetindo perguntas, fazendo consultoria gananciosa ou usando diariamente. Todos obedecem a ética e regras rígidas. Para Kardec, Deus deu a mediunidade aos seres humanos para que eles penetrassem no mundo invisível estabelecendo, dessa forma, o contato com os espíritos. Isso, no entanto, só pode ser realizado por aqueles médiuns com capacidades acentuadas, sendo eles os responsáveis pelo contato entre o mundo dos encarnados e o dos desencarnados.


E, apesar de existirem várias formas de se estabelecer esse contato, também é preciso tomar alguns cuidados, uma vez que podem surgir problemas. O que, hoje em dia, pode parecer uma afirmação óbvia para qualquer um que estude parapsicologia, foi comprovado apenas cerca de 70 anos depois com as pesquisas do cientista norte-americano, J.B. Rhine, da Universidade de Duke, provando estatisticamente que as capacidades mentais, chamadas mediúnicas, estão presentes em larga escala da população, em maior ou menor grau.Em O Livro dos Médiuns (1861), Allan Kardec diz que toda pessoa que sente a influência dos espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Trata-se de uma faculdade inerente ao ser humano e, por isso mesmo, não é um privilégio. “Pode se dizer”, ele explica, “que todos são mais ou menos médiuns”.

Os fenômenos estão ligados ao tipo de efeito que também varia de um médium para outro. Kardec ofereceu uma classificação que inclui médiuns de efeitos físicos; médiuns sensitivos; auditivos; falantes; videntes; sonâmbulos; curadores; pneumatógrafos (ou voz direta); psicógrafos. A comunicação com os espíritos pode ocorrer de várias formas. As mais conhecidas são a psicografia, a psicofonia, a intuição, a inspiração, a premonição e a audiência, entre outras. No entanto, como explica Aluney Elferr, todas as comunicações se realizam por meio do perispírito. “Ele é o agente intermediador de todas as manifestações mediúnicas, posto que o espírito não pode agir sozinho sobre a matéria”.

“Kardec disse que o espírito, por mais inteligente que seja e esteja tentando enganar uma pessoa, em algum momento acabará se traindo e demonstrando que aquela não é uma comunicação verdadeira. Porém, há apenas duas pessoas que têm condições de identificar uma comunicação: o médium e o público que está ouvindo”. Porém sabemos bem que espíritos enganadores, arteiros e que não liga muito pra cumprir as regras, também dão uma sensação maior de poder ou respostas a alguns médiuns que estejam dominados por desejos mundanos. Por isso, muitas vezes, fingem, ajudam a entidade a enganar e abusam desses espíritos ou se deixam abusar, pra conseguirem coisas que outros espíritos mais iluminados não lhes dariam. E isso ocorre muito nos cultos afrobrasileiros, em especial, do lado da Esquerda.

Para Aluney, “o reconhecimento se dá através de constantes verificações e vigília”. Ele explica que, depois de um tempo, o médium treinado ou educado passa a ter segurança e começa a se conhecer melhor a conhecer as comunicações. “Mas não pensemos que isso ocorre de um dia para outro”, ele prossegue. “Sempre é possível ver médiuns com essas dúvidas, e então o melhor é recorrer à prece e ao amigo espiritual para nos ajudar. Mas somente o treino constante e a boa educação mediúnica nos farão, um dia, sermos médiuns bons, ou bons médiuns”. E alguns médiuns, mais famosos, que vendem cursos, em especial de terapias que estão na moda como apometria ou projeciologia, costumam afirmar que quanto mais preparado espiritualmente o médium estiver, maior será o seu discernimento a respeito das mensagens que recebe. Pode ser! Mas, a questão é sobre esse tal "preparo". Quem pode ser autoavaliar "preparado". Preparado em que, no que? Especialmente, alguns seguimentos espiritualistas, que não tem iniciação, não tem simbolismo, não tem rituais e apenas, "vigílias" como dizem eles ou meditações! 
 
E assistência do plano espiritual, continua sendo identificável, pois não basta os sentidos mediúnicos, ver, ouvir ou sentir os espíritos, jamais, vai poder identificar profundamente aquela entidade! Mesmo Kardec,que foi o maior pesquisador e que escreveu como se tudo que lhe passaram fosse verdade absoluta, teve que recorrer a terceiros, outras médiuns que tinha a sensibilidade de se comunicar, ou seja, ele não pode garantir nada, apenas acreditar. Por isso que os grandes sacerdotes do culto ao orixá, como por exemplo os babalaôs iorubás, é precisa consultar o sagrado Ifá. Até mesmo os levitas hebreus, tinha seu oráculo, que era usado no templo, pois não se pode incomodar as divindades toda hora!


Por isso é necessário o aprofundamento do médium nos estudos espirituais sérios. A medida que for progredindo em seus estudos, e baseado em sentimentos elevados, suas percepções se ampliarão, e aí a identificação da procedência espiritual será clara e precisa. E esse aprofundamento, se dá por intensos estudos, meditação e busca, mas, acima de tudo, por iniciações, cumprimento de missões espirituais, do carma e da elevação mental. O orixá vai trazendo luz, o Orí vai se revelando, o axé vai firmando e não fica-se apenas no campo das energias imagináveis ou flutuantes. Com os anjos da mesma forma, a Cabala nos ensina e nos ajuda a sincronizar com as energias divinas criadoras. No Budismo também vamos tornando mais adaptados ao carma, aos elementos sagrados e e florescendo signos dentro de nós. Uma pessoa do elemento terra por exemplo e de signo chinês mais materialista, jamais será um canal sensível de contato com o sagrado, como por exemplo, um de elemento fogo e de animal mais místico, como por exemplo o Dragão, o Carneiro ou o Galo.


A MELHOR COMUNICAÇÃO É aquela em que há um bom entrosamento e afinidade entre o espírito e o médium. Após o término de uma comunicação recebida por meio de um bom médium, há uma elevação do seu nível vibratório. Às vezes, não permanece por muito tempo, mas se no caso for um espírito superior que está presente, consegue elevar as vibrações a ponto de manter no médium esse equilíbrio. Porém, essas entidades bem alinhadas, não vem pra falar da vida de ninguém, apenas pra orientar por um crescimento espiritual. Essa história de ficar também de cada em casa, querendo falar com um ente querido que se foi, é algo perigoso e muitas vezes enganador, por isso cuidado sempre! Eu não duvido que os espíritos voltem pra se comunicar, caso seu carma exija isso. Mas, tudo tem regras, excepcionalidades e não acontece de forma banal. Tudo tem um por quê e pra quê, não depende apenas da vontade do vivo.

Quando o médium vai incorporar, para que o Orixá/Entidade se aproxime, o anjo de guarda permite a passagem para ocorrer a incorporação. Quando o Orixá/Entidade está incorporado no médium, o anjo da guarda permanece ao lado, pois o médium está protegido por energias do Orixá ou Entidade que está ali. Quando há o processo de desincorporação, o Anjo da Guarda se aproxima mais, para manter o equilíbrio do médium. O seu anjo da guarda, sempre anda com você em qualquer lugar que você esteja, pronto a lhe proteger; embora você não o veja. Portanto, os médiuns devem ficar atentos para não oferecer resistência na hora da desincorporação desse Orixá/Entidade, pois existe uma hora certa em que o Orixá deve deixar a matéria e o anjo da guarda se aproximar, não deixando a matéria desprotegida.

Axé a todos e Shalom

Carlinhos Lima 
 
 
 

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Sol impediria comunicação entre terrestres e alienígenas, segundo cientista



Em entrevista à Sputnik Mundo, o físico nuclear da Universidade de Moscou Aleksandr Panov explicou as dificuldades de comunicação entre homens e supostos seres alienígenas.

Enquanto a existência de alienígenas é especulada por alguns, o físico nuclear da Universidade de Moscou Aleksandr Panov acredita que a principal barreira entre os humanos e os extraterrestres seriam as fortes emissões de rádio geradas pelo Sol.
A razão disso seria a sua forte potência, o que tornaria impossível discernir um sinal enviado pelos humanos.
Em entrevista à Sputnik Mundo, Panov afirmou que, além de abafar as emissões de rádio oriundas da Terra, o Sol também é um obstáculo para a recepção de sinais semelhantes enviados por alienígenas, além da forte concentração de sinais de rádio presentes no nosso planeta.
"Para poder receber sinais semelhantes teria que se ter receptores [de sinais de rádio] de escala astronômica, o que a humanidade não tem agora", afirmou.
Além disso, os sinais alienígenas teriam também que ser decifrados, tarefa considerada difícil por Panov.
"Mas nenhum instrumento terrestre poderia decifrar este ruído [extraterrestre] de forma que se pareça com uma informação sensata", acrescentou.

Galáxia muito grande

Atualmente as ondas de rádio são o principal meio utilizado na busca de vida extraterrestre pelos cientistas.
Assim, as primeiras transmissões de rádio começaram em 1909, e a televisão pública nasceu na década de 1930.
Desta forma, as primeiras ondas de rádio que conseguiram penetrar a ionosfera estão a uma distância máxima de 100 anos-luz da Terra, ao passo que a Via Láctea supera os 100.000 anos-luz em tamanho.

sábado, 9 de julho de 2011

Espiritualidade e mediunidade: IGREJA CATÓLICA RECONHECE COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS



Recentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico trazendo as reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito Dom Helder Camara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1999, em Recife (PE).
O livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita Ermance Dufaux, de Belo Horizonte, causou muita surpresa no meio espírita e grande polêmica entre os católicos. O que causou mais espanto entre todos foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que durante nove anos foi secretário de Dom Helder Câmara, para a relação ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões.
Marcelo Barros secretariou Dom Helder Câmara no período de 1966 a 1975 e tem 30 livros publicados. Ao prefaciar o livro Novas Utopias, do espírito Dom Helder, reconhecendo a autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas idéias e, também, pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a veracidade do fenômeno da comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a fé necessária como o Imprimátur do Vaticano.
É importante destacar, ainda, que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade Espírita Ermance Dufaux e ao Instituto Dom Helder Câmara, de Recife, o que, aliás, foi aceito pela instituição católica, sem qualquer constrangimento.

No prefácio do livro aparece também o aval do filósofo e teólogo Inácio Strieder e a opinião favorável da historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados à Igreja Católica. Conforme eles mesmos disseram, essa obra talvez não seja uma produção direcionada aos espíritas, que já convivem com o fenômeno da comunicação, desde a codificação do Espiritismo; mas, para uma grandiosa parcela da população dentro da militância católica, que é chamada a conhecer a verdade espiritual, porque "os tempos são chegados", estes ensinamentos pertencem à natureza e, conseqüentemente, a todos os filhos de Deus.

A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas ou de outros que professam estes ensinamentos e, talvez, porque, tenha chegado o momento da Igreja Católica admitir, publicamente, a existência espiritual, a vida depois da morte e a comunicação entre os dois mundos.

Na entrevista com Dom Helder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida espiritual:

Dom Helder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre?
Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre. Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível, para o bem da humanidade.

Do outro lado da vida o senhor tem alguma facilidade a mais para realizar seu trabalho e exprimir seu pensamento, ou ainda encontra muitas barreiras com o preconceito religioso?
Encontramos muitas barreiras. As pessoas que estão do lado de cá reproduzem o que existe na Terra. Os mesmos agrupamentos que se formam aqui se reproduzem na Terra. Nós temos as mesmas dificuldades de relacionamento, porque os pensamentos continuam firmados, cristalizados em crenças em determinados pontos que não levam a nada. Resistem a ideia de evolução dos conceitos. Mas, a grande diferença é que por estarmos com a vestimenta do espírito, tendo uma consciência mais ampliada das coisas podemos dirigir os nossos pensamentos de outra maneira e assim influenciar aqueles que estão na Terra e que vibram na mesma sintonia.

Como o senhor está auxiliando nossa sociedade na condição de desencarnado?
Do mesmo jeito. Nós temos as mesmas preocupações com aqueles que passam fome, que estão nos hospitais, que são injustiçados pelo sistema que subtrai liberdades, enriquece a poucos e colocam na pobreza e na miséria muitos; todos aqueles desvalidos pela sorte. Nós juntamos a todos que pensam semelhantemente a nós, em tarefas enobrecedoras, tentando colaborar para o melhoramento da humanidade.

Como é sua rotina de trabalho?
A minha rotina de trabalho é, mais ou menos, a mesma.. Levanto-me, porque aqui também se descansa um pouco, e vamos desenvolver atividades para as quais nos colocamos à disposição. Há grupos que trabalham e que são organizados para o meio católico, para aqueles que precisam de alguma colaboração. Dividimo-nos em grupos e me enquadro em algumas atividades que faço com muito prazer.

Qual foi a sua maior tristeza depois de desencarnado? E qual foi a sua maior alegria?
Eu já tinha a convicção de que estaria no seio do Senhor e que não deixaria de existir.
Poder reencontrar os amigos, os parentes, aqueles aos quais devotamos o máximo de nosso apreço e consideração e continuar a trabalhar, é uma grande alegria. A alegria do trabalho para o Nosso Senhor Jesus Cristo.

O senhor, depois de desencarnado, tem estado com freqüência nos Centros Espíritas?
Não. Os lugares mais comuns que visito no plano físico são os hospitais; as casas de saúde; são lugares onde o sofrimento humano se faz presente. Naturalmente vou à igreja, a conventos, a seminários, reencontro com amigos, principalmente em sonhos, mas minha permanência mais freqüente não é na casa espírita.

O senhor já era reencarnacionista antes de morrer?
Nunca fui reencarnacionista, diga-se de passagem. Não tenho sobre este ponto um trabalho mais desenvolvido porque esse é um assunto delicado, tanto é que o pontuei bem pouco no livro. O que posso dizer é que Deus age conforme a sua sabedoria sobre as nossas vidas e que o nosso grande objetivo é buscarmos a felicidade mediante a prática do amor. Se for preciso voltar a ter novas experiências, isso será um processo natural.

Qual é o seu objetivo em escrever mediunicamente?
Mudar, ou pelo menos contribuir para mudar, a visão que as pessoas têm da vida, para que elas percebam que continuamos a existir e que essa nova visão possa mudar profundamente a nossa maneira de viver.

Qual foi a sensação com a experiência da escrita mediúnica?
Minha tentativa de adaptação a essa nova forma de escrever foi muito interessante, porque, de início, não sabia exatamente como me adaptar ao médium para poder escrever. É necessário que haja uma aproximação muito grande entre o pensamento que nós temos com o pensamento do médium. É esse o grande de todos nós porque o médium precisa expressar aquilo que estamos intuindo a ele. No início foi difícil, mas aos poucos começamos a criar uma mesma forma de expressão e de pensamento, aí as coisas melhoraram. Outros (médiuns) pelos quais tento me comunicar enfrentam problemas semelhantes.

Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita mediúnica?
Não. Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso para depois, quando houvesse tempo e oportunidade.

Imaginamos que haja outros padres que também queiram escrever mediunicamente, relatarem suas impressões da vida espiritual. Por que Dom Helder é quem está escrevendo?
Porque eu pedi. Via-me com a necessidade de expressar aos meus irmãos da Terra que a vida continua e que não paramos simplesmente quando nos colocam dentro de um caixão e nos dizem "acabou-se". Eu já pensava que continuaria a existir, sabia que haveria algo depois da vida física. Falei isso muitas vezes. Então, senti a necessidade de me expressar por um médium quando estivesse em condições e me fossem dadas as possibilidades. É isto que eu estou fazendo.

Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso País?
Sim. E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de desconforto. Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram nas suas atividades..

Como o senhor se sentiu em interação com o médium Carlos Pereira?
Muito à vontade, pois havia afinidade, e porque ele se colocou à disposição para o trabalho. No princípio foi difícil juntar-me a ele por conta de seus interesses e de seu trabalho. Quando
acertamos a forma de atuar, foi muito fácil, até porque, num outro momento, ele começou a pesquisar sobre a minha última vida física. Então ficou mais fácil transmitir-lhe as informações que fizeram o livro.

O senhor acredita que a Igreja Católica irá aceitar suas palavras pela mediunidade?
Não tenho esta pretensão. Sabemos que tudo vai evoluir e que um dia, inevitavelmente, todos aceitarão a imortalidade com naturalidade, mas é demais imaginar que um livro possa revolucionar o pensamento da nossa Igreja. Acho que teremos críticas, veementes até, mas outros mais sensíveis admitirão as comunicações. Este é o nosso propósito.

É verdade que o senhor já tinha alguns pensamentos espíritas quando na vida física?
Eu não diria espírita; diria espiritualista, pois a nossa Igreja, por si só, já prega a sobrevivência após a morte. Logo, fazermos contato com o plano físico depois da morte seria uma conseqüência natural. Pensamentos espíritas não eram, porque não sou espírita. Sem nenhum tipo de constrangimento em ter negado alguns pensamentos espíritas, digo que cheguei a ter, de vez em quando, experiências íntimas espirituais.

Igreja - Há as mesmas hierarquias no mundo espiritual?
Não exatamente, mas nós reconhecemos os nossos irmãos que tiveram responsabilidades maiores e que notoriamente tem um grau evolutivo moral muito grande. Seres do lado de cá se reconhecem rapidamente pela sua hombridade, pela sua lucidez, pela sua moralidade. Não quero dizer que na Terra isto não ocorra, mas do lado de cá da vida isto é tudo mais transparente; nós captamos a realidade com mais intensidade. Autoridade aqui não se faz somente com um cargo transitório que se teve na vida terrena, mas, sobretudo, pelo avanço moral.

Qual seu pensamento sobre o papado na atualidade?
Muito controverso esse assunto. Estar na cadeira de Pedro, representando o pensamento maior de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma responsabilidade enorme para qualquer ser humano. Então fica muito fácil, para nós que estamos de fora, atribuirmos para quem está ali sentado, algum tipo de consideração. Não é fácil. Quem está ali tem inúmeras responsabilidades, não apenas materiais, mas descobri que as espirituais ainda em maior grau. Eu posso ter uma visão ideológica de como poderia ser a organização da Igreja; defendi isso durante minha vida. Mas tenho que admitir, embora acredite nesta visão ideal da Santa Igreja, que as transformações pelas quais devemos passar merecem cuidado, porque não podemos dar sobressaltos na evolução. Queira Deus que o atual Papa Ratzinger (Bento XVI) possa ter a lucidez necessária para poder conduzir a Igreja ao destino que ela merece.

O senhor teria alguma sugestão a fazer para que a Igreja cumpra seu papel?
Não preciso dizer mais nada. O que disse em vida física, reforço. Quero apenas dizer que quando estamos do lado de cá da vida, possuímos uma visão mais ampliada das coisas.
Determinados posicionamentos que tomamos, podem não estar em seu melhor momento de implantação, principalmente por uma conjuntura de fatores que daqui percebemos. Isto não quer dizer que não devamos ter como referência os nossos principais ideais e, sempre que possível, colocá-los em prática.

Espíritas no futuro?
Não tenho a menor dúvida. Não pertencem estes ensinamentos a nossa Igreja, ou de outros que professam estes ensinamentos espirituais. Portanto, mais cedo ou mais tarde, a nossa Igreja terá que admitir a existência espiritual, a vida depois da morte, a comunicação entre os dois mundos e todos os outros princípios que naturalmente decorrem da vida espiritual.

Quais são os nomes mais conhecidos da Igreja que estão cooperando com o progresso do Brasil no mundo espiritual?
Enumerá-los seria uma injustiça, pois há base em todas as localidades. Então, dizer um nome ou outro seria uma referência pontual porque há muitos, que são poucos conhecidos, mas que desenvolvem do lado de cá da vida um trabalho fenomenal e nós nos engajamos nestas iniciativas de amor ao próximo.

Amor - Que mensagem o senhor daria especificamente aos católicos agora, depois da morte?
Que amem, amem muito, porque somente através do amor vai ser possível trazer um pouco mais de tranqüilidade à alma. Se nós não tentarmos amar do fundo dos nossos corações, tudo se transformará numa angústia profunda. O amor, conforme nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande mola salvadora da humanidade.

Que mensagem o senhor deixaria para nós, espíritas?
Que amem também, porque não há divisão entre espíritas e católicos ou qualquer outra crença no seio do Senhor. Não há. Essa divisão é feita por nós, não pelo Criador. São aceitáveis porque demonstram diferenças de pontos de vista, no entanto, a convergência é única, aqui simbolizada pela prática do amor, pois devemos unir os nossos esforços.

Que mensagem o senhor deixaria para os religiosos de uma maneira geral?
Que amem. Não há outra mensagem senão a mensagem do amor. Ela é a única e principal mensagem que se pode deixar?

Livro: Novas Utopias
Autor: Dom Helder Câmara (espírito)
Médium: Carlos Pereira
Editora: Dufaux
Site: wwe.editoradufaux.com.br



sábado, 7 de maio de 2011

Esfera : Comunicação - Casa 3, orixá dos caminhos!


Palavra-Chave : Comunicação, irmãos, viagens curtas, aprendizado, ambiente imediato, vizinhos, maneira de falar.

A 3ª Casa abrange o começo da auto-expressão. Os signos e os planetas ai localizados podem facilitar ou restringir o fluxo, enquanto o signo da cúspide indica se a comunicação será clara ou confusa. Ou se o aprendizado será fácil ou custoso. Ligado ao lado racional do cérebro, o esquerdo (a nona é do pensamento abstrato), a terceira casa define também a função concreta dos processos intelectuais da pessoa.

É a partir desse setor que avalia-se juntamente com a Trindade e demais aspectos, se a pessoa será um bom aprendiz, se será bom em comunicação, se vai se movimentar pra ter sucessou ou ser feliz... Essa casa é ligada ao orixá das comunicações e de forma natural, é de regencia de Yori, Erês ou Ibejis. Mas, é a casa por onde mais vemos Exu atuar. Atua aqui como mensageiro dos homens para os deuses, já que na casa 9 atua como mensageiro dos deuses para os homens. Enfim esse é o eixo da comunicação com o sagrado.
É aquai que identificamos o bom profissional na area da educação, da comunicação do marketing e dos trasnportes.   Quem tem o orixá que rege esse setor mais fraco nunca terá sucesso nessas areas, ou em tudo que envolva negocios, comercios, compra e vendas ou ensino. Claro que como eu disse anteriormente, somar todos os fatores, como inclusive observando as PARTES ARABICAS, em especial a Roda da Fortuna é sempre importante, mas, por exemplo, um filho de Yori, mesmo já sendo um privilegiado nesses setores, tendo uma casa 3 ruim e regentes mau configurados, terá maior dificuldade de sucesso, mesmo sendo abençoado pelo Raio Cosmico de Mercurio e Yori.

Carlinhos Lima
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