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Os Orixás regentes de 2027

domingo, 24 de julho de 2011

O Catimbó da Jurema

A Jurema tem sua raiz na Pajelança, onde só os Mestres Juremeiros (Espíritos) baixam, são espíritos encantados dos Nativos (Indígenas), Caboclos descendentes de Índios com o Branco, e os Mamelucos (mistura de brancos com negros ou Nativos), todos trabalham em nome do Astral superior, trabalham para o bem, realizando benzessões e curas miraculosas.

Falar sobre a reconstrução da Jurema e Catimbó, é um pouco mais complicado. Jurema é uma coisa, e o Catimbó é outra, são coisas totalmente distintas, com o passar dos anos estas duas práticas se uniram, formando assim a Jurema Catimbó como é conhecida em todo o nosso Brasil, por que mesmo sendo diferente, elas tem linhas que se intercruzam, se afinam ou se completam, assim mestres sensiveis e decodificadores, conseguiram fazer uma boa sintese, convergência ou fusão. A Jurema Catimbó é uma religião que surgiu nas regiões das matas de Pernambuco, Recife, Olinda, Paraíba, Alagoas e Bahia, mas, o certo mesmo é que esse tipo de culto é mais forte e profundo, muito mais antigo na região da Amazonia. As crenças Indígenas se misturaram com os Kilombos e a pratica de Bruxaria Portuguesa e o Catolicismo na Jurema de Catimbó. Pesquisadores afirmam que esta tradição chega atingir 400 anos de Idade. Já na Jurema, a pratica é mais xamânica, original e tem a pureza indigena, com pitadas de cultos magisticos que se assemelham aos africanos, mas, é mais puro dos indios.

Òké Aro!!! Arolé! Salve Oxossi


Na história da humanidade, Oxóssi cumpre um papel civilizador importante, pois na condição de caçador representa as formas mais arcaicas de sobrevivência humana, a própria busca incessante do homem por mecanismos que lhe possibilitem se sobressair no espaço da natureza e impor a sua marca no mundo desconhecido.

Astúcia, inteligência e cautela são os atributos de Oxóssi, pois, como revela a sua história, esse caçador possui uma única flecha, por tanto, não pode errar a presa, e jamais erra. Oxóssi é o melhor naquilo que faz, está permanentemente em busca da perfeição. Oxóssi é o rei de Kêtu, segundo dizem, a origem da dinastia. A Oxóssi são conferidos os títulos de Alakétu, Rei, Senhor de Kêtu, e Oníìlé, o dono da Terra, pois em África cabia ao caçador descobrir o local ideal para instalar uma aldeia, tornando-se assim o primeiro ocupante do lugar, com autoridade sobre os futuros habitantes. É chamado de Olúaiyé ou Oni Aráaiyé, senhor da humanidade, que garante a fartura para os seus descendentes.

A colecta e a caça são formas primitivas de busca de alimento, são os domínios de Oxóssi, orixá que representa aquilo que há de mais antigo na existência humana: a luta pela sobrevivência. Oxóssi é o orixá da fartura e da alimentação, aquele que aprende a dominar os perigos da mata e vai em busca da caça para alimentar a tribo. Mais do que isso, Oxóssi representa o domínio da cultura (entendendo a flecha como utensílio cultural, visto que adquire significados sociais, mágicos, religiosos) sobre a natureza.

Oxóssi (Òsóòsi) é o deus caçador, senhor da floresta e de todos os seres que nela habitam, orixá da fartura e da riqueza. Actualmente, o culto a Oxóssi está praticamente esquecido em África, mas é bastante difundido no Brasil, em cuba e em outras partes da América onde a cultura iorubá prevaleceu. Isso deve-se ao facto de a cidade de Kêtu, da qual era rei, ter sido destruída quase por completo em meados do século XVIII, e os seus habitantes, muitos consagrados a Oxossi, terem sido vendidos como escravos no Brasil e nas Antilhas. Esse facto possibilitou o renascimento de Kêtu, não como estado, mas como importante nação religiosa do Candomblé.

Astúcia, inteligência e cautela são os atributos de Oxóssi, pois, como revela a sua história, esse caçador possui uma única flecha, por tanto, não pode errar a presa, e jamais erra. Oxóssi é o melhor naquilo que faz, está permanentemente em busca da perfeição. Outras histórias relacionadas com Oxóssi apontam-no como irmão de Ogum. Juntos, eles dominaram a floresta e levaram o homem à evolução. Além de irmão, Oxóssi é grande amigo de Ogum – dizem até que seria seu filho, e onde está Ogum deve estar Oxóssi, as suas forças completam-se e, unidas, são ainda mais imbatíveis.

Oxóssi mantém estreita ligação com Ossaim (Òsanyìn), com quem aprendeu o segredo das folhas e os mistérios da floresta, tornou-se um grande feiticeiro e senhor de todas as folhas, mas teve que se sujeitar aos encantamentos de Ossaim. Na África, os caçadores que geralmente são os únicos na aldeia que possuem as armas, têm a função de salvar a tribo, são chamados de Oxô, que significa guardião. Oxóssi também foi um Òsó, mas foi um guardião especial, pois salvou seu povo do terrível pássaro das Iyá-Mi.

Tal como Xangô, Oxóssi é um orixá avesso à morte, porque é expressão da vida. A Oxóssi não importa o quanto se viva, desde que se viva intensamente. O frio de Ikú (a morte) não passa perto de Oxóssi, pois ele não acredita na morte. A rebeldia de Oxóssi é algo latente na sua história. Foi desobedecendo às interdições que Oxóssi se tornou orixá. A história mostra Oxóssi como filho de Iemanjá, mas a sua verdadeira mãe, segundo o mais antigos, é Apaoká a jaqueira, que vem a ser uma das Iyá-Mi, por isso a intimidade de Oxóssi com essa árvore.

Os filhos de Oxóssi gostam de solidão, isolam-se, ficam à espreita, observam atentamente tudo que se passa à sua volta. Curiosos, percebem as coisas com rapidez, são introvertidos e discretos, vaidosos, distraídos e prestativos, comportamento típico de um caçador, provedor do seu povo.

São do tipo que ouve conselhos com atenção, respeita a opinião de todos, mas sempre faz o que quer. Com estratégia, acabam por fazer prevalecer a sua opinião e agradando a todos. Altos e magros, os filhos de Oxóssi possuem facilidade para se mover, mesmo entre obstáculos. O seu andar possui leveza e elegância. A sua presença é sempre notada, mesmo que não façam nada para isso acontecer.

São pessoas que podem parecer arrogantes e prepotentes, e às vezes são. Na realidade, os filhos de Oxóssi são desconfiados, cautelosos, inteligentes e atentos, seleccionam muito bem as amizades, pois possuem grande dificuldade em confiar nas pessoas. Apesar de não confiarem, são pessoas altamente confiáveis, das quais não se teme deslealdade; são incapazes de trair até um inimigo. Magoam-se com pequenas coisas e quando terminam uma amizade é para sempre. Os filhos de Oxóssi são pessoas de aparência calma, que podem manter a mesma expressão quando alegres ou aborrecidas, do tipo que não exterioriza as suas emoções, mas não são, de forma alguma, pessoas insensíveis, só preferem guardar os sentimentos para si.

Lembro no entanto que essas caracteristicas arquetipais mudam dependendo dos cruzamentos, quais são as mães   que formam pares com o Pai de Cabeça. Por exemplo um filho de Oxossi com Oxum, terá caracteristicas diferentes de um filho de Oxossi com Iansã. O primeiro será mais sentimental e o segundo será mais energico e cheio de iniciativa... E assim funciona com todos os orixás!
Todas as caracteristicas e cruzamentos só podem ser observados no mapa natal o qual levará em conta todos os elementos e posições astrologicas. As configurações são praticamente incalculaveis, assim como acontece no Orumilá Ifá ou qualquer outro oráculo que estuda a ancestraldade do homem.

Na Umbanda Astrologica, Oxossi atua na vibração de Vênus, Libra e Touro, mas, pode ser detectado trabalhando em muitas configurações como por exemplo na exaltação de Vênus, de Saturno e da Lua, ai verifica-se a potencia da vibração se é  par, se é primaria, secundaria ou de outros graus e ciclos.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrologica.

Influencias esotericas e magia na Umbanda


Quanto mais se investiga os cultos mediunicos como um todo, mais vemos como eles  se ligam ao mediunismo mais conhecido há milénios no Oriente! Ao observar os cultos de Catimbó da Jurema o qual a Igreja Católica proibiu por mais de 40 anos, nota-se claro uma mistura de pajelança com um jeito muito semelhante do mediunismo hindú. Os cultos amerindios tem muito mais haver com os povos milenares da Asia do que propriamente com a Africa. Assim também como a propria cultura africana tem sem sombra de duvidas ligaçãos bem antigas também com a Asia. 

Importantes arqueologos já disseram que o panteão africano em especial o Yorubá, tem muito de influencia da cultura grega, egipcia e de povos que sempre frequentaram a região da Nigeria e Benim. Essa historia de dizer que a Africa é o "berço da humanidade" pode atér ser verdade, mas, o berço da cultura humana, certamente é mesmo a Asia! Especialmente na cultura espiritualista, religiosa e magistica. E é assim com a astrologia e muitos outros sistemas que conhecemos hoje pra tentar contactar o sagrado.

O grande Mestre Pai Matta, captou muito bem por que seu Guia sábio e poderoso Pai Guiné sábia bem da mistura e origens ancestrais,  por isso ele imprimiu conceitos de cabala, de catimbó, de yorubá e até de hinduismo. Na verdade a Umbanda é brasileira, mas, ela descende de eras mais remotas, tem sem duvida raizes no  yorubá, no celta, no ínca, no maia, no hindú e no egipcio. E ainda no judaismo, no cristianismo antigo, no essênio, no Meji e em toda cultura que professa o mediunismo.

Perceba que até Kardec captou muito bem ao imprimir esses conceitos de carma vindos do hinduismo e budismo. Arqueologias e antropologias sérias sabem bem do misticismo dos nazarenos e por isso o grande preconceito dos farizeus contra os nazarenos! Por isso exclamaram: "de Nazaré vem alguma coisa que preste", ao se referirem ao Messias.

A influencia nazarena tem ligações com os essênios, estes ancestrais dos celtas antigos. Se olharmos bem todo conceito antigo yorubá, vamos vêr que toda sistematica tanto mitologica, quanto oracular, tem um sistema muito bem montado que leva em conta a magia, mas, também a ciência e a harmonia do cosmo como um todo! O yorubá só falha na medida de querer humanizar demais suas entidades, aliás, coisa que o Candomblé e Umbanda aprofundou ainda mais. Na verdade a Astrologia é um elemento que o grande Babalowô, Babalorixá e Yalorixá sensivel cheio de sabedoria não ignora, nem vai vê seus orixás apenas ligados aos ancestrais terrenos. O verdadeiro mago sabe bem que temos uma ascendencia cosmica mais profunda, mais estelar e que por isso os poderes do orixá vem de muito mais longe do que do espirito de um ancestral morto. Ao contrário do Candomblé que cultua mais a natureza, os magos antigos sabiam bem que o espaço deveria ser comtemplado muito mais do que apenas os elementos do Meio Ambiente em que vivemos.

A Umbanda imbecilmente mau divulgada por alguns reformistas despreparados, parece ser "contraria" aos ensinos de Mestre Da Matta, quando este insere varios elementos magisticos, esotericos, africanistas, catimbozeiros, juremeiros e de forma geral amerindios. Mas, é apenas  insensibilidade daqueles que estão desprerados pra captar o verdadeiro e valioso trabalho desse grande Mestre Yapanay. Da Matta captou bem ao tentar decodificar, se apoiando nos conceitos esotericos de Mestre Sant Yves e nas revelações de Pai Guiné, sendo que este poderoso guia foi o responsavel em interligar o esoterismo mais oriental aos conceitos africanistas e amerindios do Catimbó de Jurema.

Vê-se claramente nos cultos do Catimbó de Jurema que ao usarem todos aqueles alucinógenos de plantas, incluindo aqui a folha de Coca, que os mestres se deparam com visões de animais, simbolos geometricos, triangulos, imagens de animais e que prezam sempre a ligação com o sagrado por meio do meio ambiente. E por falar em meio ambiente, sabemos que assim age também o Budismo, o Hinduismo e outras culturas esotericas do Oriente. Pai Matta captou isso muito bem. Quem o critica critica erradamente, não existe essa historia de Umbanda Branca, Umbanda Kardecista, Umbanda Católica ou Umbanda de Mesa! Na verdade a Umbanda é plenamente esoterica, tem raizes no  yorubá, no banto, no Orumilá Ifá. Ela tem ligações com os cultos amerindios tão bem captado por Mestre Da Matta, tem ligação com o Candomblé; - desde que esse se adaptou as terras brasileiras, muitos pensaram que poderiam desligar este seguimento da Umbanda, mas, é tudo apenas conceito, adaptação e um como o outro tem a mesma ancestralidade.

O Orumilá Ifá  é um sistema  perfeito, os buzios são um sistema fantastico, o Oponelê é muito belo, assim como a Astrologia, a Numerologia, o Tarô, a Quiromancia e muitos outros sistemas, como a Cabala e o Iching, todos são sensacionais e só tem a contribuir em nossa busca. Aqueles que defendem uma Umbanda pura, não sabe que está amarrado a todo conceito distorcido do sincretismo, do preconceito e de muita superstição. Isso mesmo superstição! Pois, muito do que se prega  hoje em dia nos terreiros dinheiristas de todo Brasil, foi imprimido nos cultos de conceitos retirados de livros de bruxaria antiga, como os de São Cipriano e outros da Idade Média. Tem muita macumba sendo pregada porai que nada tem haver nem mesmo com Catimbó, Quimbanda ou Candomblé, na verdade muitos autores, maçons, bruxos e sensacionalistas, egocêntricos e manipuladores imprimiram muitos conceitos magisticos de bruxaria na Umbanda que conhecemos hoje. Abra sua mente, seu coração e seu espirito para evoluir e não fique preso  no sectarismo, retrogradação mental e nem no preconceito.

Axé a todos e que a luz dos Ancestrais Sagrados nos abençõe!
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