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Os Orixás regentes de 2027

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O sagrado que há na mulher e o poder dual que rege o universo


Na astrologia temos as deidades femininas mitológicas: a Lua, Vênus , essas deusas são remanescentes das trindade mitológica feminina. Em certas sociedades antigas e também indígenas, a Lua era considerada o Esposo e a mulher sua esposa, em outras sociedades a Lua era a própria Esposa e as mulheres suas filhas. Na Umbanda que conhecemos aqui no Brasil, temos em Iemanjá e toda sua linha, incluindo Iansã, Obá, Nanã, Oxum, Ewá e até Pombagira a representação da força feminina no universo.

O primeiro mito sobre o bebe humano fala de como o ser foi criado em sua extrema fragilidade e dependência de sua mãe, Umul, filho de Enki e Nimah - A mulher por semanas sozinha esperando o retorno dos homens que saíram caçar, e que contaria apenas consigo mesma e nada mais natural que aprendesse a se defender, a princípio uma faca, depois um arco e flecha, depois uma espada e logo estaria domesticando cavalos e animais para garantir sua subsistência e a de seus filhos, principalmente na ocorrência de seu companheiro ter morrido nas garras de alguma fera.

O homem também sempre se mostrou surpreso com o poder de adaptação do corpo da mulher ao longo dos tempos. Exemplos como o parto, pois expelir de si um ser de até 4 kilos ou mais até devia parecer no mínimo obra divina, e também sempre causou surpresa o sangue menstrual expelido todos os meses em sincronia com as fases da lua, sem dor ou cortes também deveria mesmo parecer algo sobrenatural aos  homens em todos os tempos.

Mais tarde na Babilônia o rei era considerado o representante divino na terra e as sacerdotisas seus veículos de informação, porquê sendo as matrizes da humanidade estavam a meio caminho entre o humano e o divino. O uso do termo “prostituição sagrada”, termo cunhado sob as idéias modernas de nossa sociedade (paternalista/patriarcal) deveria ser substituído por outro termo talvez “sexo sagrado”. Esse termo era usado por muitos maldosose preconceituosos para sacerdotizas que serviam aos templos sagrados e que invejosos ficavam tecendo definições erradas e malignas.

É possível que poseidon tenha sido herdado pelos gregos dos minoanos. Ele era a principal divindade dos iônios, que mais do que os outros gregos conservavam o sangue antigo. Réia era a divindade mais festejada na sua trindade- mãe-filha-velha ou jovem virgem- mãe e velha . Mas virgem aqui tem a conotação de não casada .Virgem como aspecto físico é algo recente.

Interessante em uma história de poder e conquista é que Sargon conta que era filho de uma sacerdotisa (elas eram proibidas de terem filhos e costumavam ser filhas de famílias abastadas e importantes.

Enheduanna, a filha do rei Sargon da Acádia (também chamado de rei Ágade) era uma sacerdotisa do deus lua (Sin) assim como tinha sido a mãe dele. Depois da morte de seu pai, um outro regente de Ur removeu-a do seu cargo de alta sacerdotisa e ela se expressa assim:

-“Minha ”bela boca” conhece só confusão”. Esta afirmação expressa que ela já não podia pronunciar o oráculo com perfeição por ter perdido o poder e a inspiração para fazê-lo.

A ciência da “adivinhação” ocupava um lugar privilegiado no universo intelectual dos mesopotâmios e paralelamente com esta “ciência” havia realizações importantes na matemática, como o de um símbolo para o zero. O acadiano é uma língua falada semelhante ao árabe moderno e ao hebraico, aqui se encontra a resposta porque a mitologia deles se mescla á dos hebreus. Combinava esta visão mágica e profunda e abrangente do mundo com um sólido senso comum. A arte e a ciência mesopotâmicas refletem perspectivas dualistas mágico-pragmáticas. Sua ciência combinava conhecimentos objetivos com rituais mágicos como no caso típico da astrologia, que associava observações astronômicas exatas com o calendário lunar de 12 meses e 30 dias e um mês intercalado a intervalos regulares com o pensamento mágico.

E assim admite-se com freqüência que as deidades femininas são mias antigas que as masculinas na mesopotâmia. Prega-se nas pesquisas misticas que o culto feminino como força criadora aquática, com ligações fortes com o mundo subterrâneo pode antedatar o de Ea -Enki. A água também é relacionada á sabedoria e á magia.

Ishtar – deusa irmã do deus lua Sin - (cidade Uruk) -é estrela Vênus, /amor e guerra, tem arma e leão. Innanna - (Uruk) um conto afirma que Enki guarda o “me” consigo. Innanna deseja tomar o me para si e foi até Enki. Ao recebê-la num banquete enbebeda-se com cerveja e a deusa parte com os atributos. “me” é um termo para designar as formas de comportamento social, leis, instituições, realeza, funções sacerdotais, ofícios , a música, relações sexuais, a prostituição,a velhice, a justiça, a paz, a calúnia, o perjúrio, as artes dos escribas, a inteligência e todo tipo de emoções e símbolos de carga emocional que serviam para regular o funcionamento do mundo.

Gula – deusa da cura e patrona dos doutores – representada como uma mulher sentada (ou de pé) com seu cão e estrelas atrás dela. Ninhursag – deusa sumeriana chamada de mãe dos deuses – é importante, mas já não aparece nas mitologias posteriores. Representada com um touro. Nisaba – a deusa conectada com grãos e a escrita

Nabu – deus escriba e patrono da escrita, seu animal é o dragão. Nanna – deus lua (Eridu). Lama – deusa invocada para proteção, veste roupa longa, está como em oração (e aparenta ser uma velha). Shamash – (cidade Sippar), deus do sol e justiça, seu animal é o cavalo e aparece atravessando o céu. Ea - (cidade de Eridu), deus da sabedoria, seu símbolo é o peixe-cabra. Sin - (cidade Ur), deus da lua crescente e representado nas costas de um touro á noite.

Com o advento de Marduk percebo o primeiro, ou mais forte sinal de resistência á divisão de tarefas divinas. Marduk é um mito recente, assim como a sociedade-estado/ ou cidade-estado. também os deuses ficavam á disposição dos governantes, caíssem nas suas graças ou nas suas necessidades era o tal deus /deusa que teria as honras da casa real.

Estes deuses dividem funções iguais para feminino–masculino da época primeva até uma certa data das dinastias, depois tantos os egípcios, quanto os mitos sumerianos principiam uma geração masculina com Marduk, assim como nos mitos gregos Saturnos e Júpiter o fazem e no mito Hebreu o faz Jeovah e no mito egípcio Hórus (...) E reis e faraós seriam sucessores/ representantes na terra do deus. Eridu estava estritamente ligada á Ur. Algumas cidades funcionavam como cidades gêmeas, uma como o centro simbólico e religioso, a outra como os bairros administrativos e residenciais. Percebemos uma dualidade: assim como na mitologia egípcia também ocorrem os deuses aos pares , mas muito mais harmônicos do que nos mitos gregos.

E assim em qualquer cultura, crença, mito ou região, a dualidade é interessante, importante e verdadeira. Engana-se aquele que se diz filho de um  unico orixá. Na verdade todos temos pai e mãe de cabeça. E ainda mais, temos a regencia de varios outros orixás, cada um como ministro de odús que controlam nossa vida, carma e destino, com finalidades e funções especificas. 

Viva importancia, forma sagrada e abençoada da mulher! Parabens a todas as mamães do mundo todo!

Carlinhos Lima

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O poder do Axé aumenta ou diminui depende da pratica

0 AXÉ como força pode diminuir ou aumentar dependendo da prática iItúrgica e rigorosa observância dos deveres e obrigações. A força do AXÉ é contida e transmítída através de elementos representativos do reino vegetal, animal e mineral (oferendas) e podem ser agrupados em três categorias: (a) sangue vermelho do reino animal (sangue), vegetal (azeite de dendâ) e mineral (cobre); (,b) sangue branco do reino animal (sêmem, a saliva), vegetal (seiva), mineral (giz); (c) sangue preto do reino animal (cinzas de animais), vegetal (sumo escuro de certos vegetais) e mineral (carvão, ferro). Estes trás tipos de sangue, por onde veicula o AXÉ, com sua coloração, vai determinar a fundamental importância da cor no culto. Resumindo: o AXÉ é, portanto, um poder que se recebe, partílha-se e distribuí-se através da prática ritual, da experiência mística e iníciátIca, conceitos e elementos simbólicos servindo de veículo. É a força do AXÉ que permite que o ORIXÁ venha e realize-se.

Não confunda demônios com pombagiras


EXÚ POMBA-GIRA, pólo feminino equilibrante de todo fundamento, de todo ERÓ (segredo, mistério, fundamento iniciático) da Kimbanda e da Umbanda. O vocábulo gira, é devido às suas incansáveis andanças planetárias, durante várias reencarnações, sendo estas sinônimos semânticos de gira ou vive-versa. Então Pomba-Gira não é uma mulher decaída, prostituída; ao contrário, é uma guerreira, no combate destas mazelas que levam homens e mulheres a despenhadeiros mais profundos, com objeção profunda da consciência. Eu não consigo me conformar com muitos imbecís continuam insistindo em ensinar que Pombagira é uma prostituta desencarnada! Quanta imbecilidade! Até tem boa parte militando, para evoluir e cumprir sua missão, mas, que fique claro que as pomba-giras chefes de legião, nunca nem encarnaram. Na verdade são ancestrais, praticamente orixás cosmicos, que administram a sexualidade do planeta, tudo que fecunda, tem o raio dessa vibração.

Não é pois Exú Pomba-Gira um pobre demônio que única função tem de incrementar a ostentação da forma (física) em detrimento da essência (consciência), fazendo de homens e mulheres objetos de sensualismo grosseiro e de eberrações comportamentais. Não negamos a atuação desse poderoso Exú Pomba-Gira no equlilíbrio, nas cobranças e nos ajustes dos desmandos emotivos, passionais, afetivos com toda sua gama de desvios do sensório, do juízo, que invariavelmente faz as pessoas descambarem para o sexo, como se fosse lazer ou ativador de euforia.

Em certos casos pode até ser motivo de euforia, mas que, se não vier acompanhado do verdadeiro amor, torna-se depressivo, frustrante, fazendo a pessoa desconexa de si mesma e do contexto coletivo.
Exú não é contra a permuta sexual, pois sabemos do poderoso manancial de forças criativas que dela provém, o que frenamos são as forças criativas negativas.

Sim, sendo o sexo força criativa, pode-se “criar” verdadeiras ações geniais, isto quando bem equilibrada, quando bem estruturada e sem aberrações sexuais várias.  Ao contrário, pode-se criar verdadeiras ações bestiais ou criminosas. A criminologia terráquia dá essas informações aos interessados, pois que vários crimes são apenas pano de fundo, pois a origem são os desvios do sentimento que se enredaram nos escaninhos do sexo.

Sexo é algo seríssimo e profundo. Altera o campo mental, a vontade, as disposições e as ações do indivíduo.
Pode-se encontrar no sexo poderoso medicamento ou fulminante veneno. Como se pode observar, sexo equilibrado, pessoa equilibrada.  Sexo desequilibrado, pessoa desiquilibrada.

Assim como há iludidos, e também quem iluda, o mesmo acontece com o outro lado do oceano da vida.
A morte do corpo físico quando muito pode-nos identificar os meios para corrigir-se os erros, as formulas para deslindar-se do ódio, da ilusão. Disse os meios pois a concretização dessa realização é na reencarnação. 

Queremos demonstrar que não é a verdadeira Pomba-Gira que desce toda faceira, toda sensual, bem cheirosa e abrasadora. Pois, se assim fosse, justificaria o adágio que diz ser Pomba-Gira mulher de 7 Exus, e suas médiuns ter vida desregrada, descambando para o sensualismo nu e cru. Que acautelem-se todos, pois estas não são, nunca foram o valoroso Exú Pomba-Gira. O Exú Pomba-Gira não é mulher de 7 Exús, mas sim... dos 7 Exús Cabeças de Legião é a única Mulher! Ou seja, como em tudo que é ligado ao mundo da fé, da religião e da espiritualidade há confusão, distorção e exageiro.

Senhoras, donzelas e senhoritas que estão por ai nesses terreiros “incorporando” alguém que se passe por Pomba-Gira, se apresentando como prostituta, querendo despir-se, fazendo abusivo uso de álcool, e outras coisas mais. Cuidado! Muitos magos negros e demônios se fazem passar por guias, exus e pombagiras, tanto pra desviar as pessoas, ensinar coisas distorcidas, como para pegar almas. Onde notarem a ambição desenfreada, exageiro e odio, como por exemplo, sempre encomendas de trabalhos de magias negras pra atingir terceiros, podem desconfiar. Estou aqui repisando, batendo na mesma tecla, sempre alertando para os perigos!

Continue lendo pesquisas interessantes aqui:  Climazzen
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