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A pombagira

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pelo segundo portal do Tarô - a Papisa

O segundo Arcano associa-se ao signo Beth e tem como hieróglifo a boca do homem. O nome erudito é Gnosis ou porta do santuário, entrada sagrada ao conhecimento ou seja entrada para a série dos Arcanos seguintes. A lâmina apresenta num segundo plano duas colunas.

Uma coluna é preta ou azul, a outra é branca ou vermelha. A coluna branca é solar (conhecimento direto através do estudo dos fenómenos) e designada por Jaquim. A coluna preta titula-se Boaz e está sob domínio da Lua (conhecimento indireto ou intuitivo). A representação da meia lua que se encontra entre as colunas simboliza o Espaço Médio da linguagem maçônica.

Na lâmina da Papisa esse espaço está oculto por uma cortina. Os chifres da Isis e as colunas indicam o princípio binário. A Isis sentada em cima da pedra cúbica é sinónimo de passividade, sua postura demonstra um estado de expectativa, de meditação e de receptividade. Os chifres aqui substituiram o sinal do infinito patente no primeiro Arcano, dando um elemento mais tangível ao 2º Arcano.

O passivo é sempre mais concretizado que o ativo. O símbolo astrológica do Arcano é a Lua, revelando o conceito da maternidade, mãe universal ou divina substância e expressa claramente o princípio da fecundidade. Desde dos tempos primórdios a água e a lua simbolizam o Astral. A lua ou espelho por cima da cabeça da Isis indica a conexão do Arcano com o Mundo Astral. O plano astral por definição é adjacente aos planos mental e físico e deve possuir marcas ou reflexos dos elementos das regiões que lhe são próximos.

As colectividades de ideias já condensadas e agrupadas possuem um reflexo no plano astral. São as chamadas Astro-Ideias, isto é ideias que já estão a assumir uma forma e podem ser captadas por diversas mentes em simultâneo resultando em sistemas paralelos ou análogos, como aconteceu no caso do aparecimento do cálculo diferencial de Newton e do cálculo infinitesimal de Leibnitz (algo semelhante aconteceu com a descoberta da reação nuclear).

Concebendo através do desejo e esboçando um quadro astral, o indivíduo constroi um Ente segundo a lei de individualização das coagulações. O Ente criado é um astrosoma tipicamente formado, carece de corpo físico mas em vez disso possui algo semelhante a uma mônada mental (ideia do desejo concebido) e atua somente na esfera da ideia que o criou, estendendo a sua influencia sobre o seu criador.

O Ente, designado pelos Ocultistas como Larva Astral incentiva o seu criador para a renovação contínua do impulso que o criou e fortaleceu (encontramos aqui tambem o mistério do turbilhão astral).
No caso de um Ente criado por um grupo de pessoas, ou sociedades, falamos de uma Egrégora colectiva.

Tarô: analisando o terceiro portal

A Imperatriz sendo 3 Arcano tem sua correspondencia na letra hebraica Ghuimel. Ela é representada por uma taça que verte ou uma cápsula vegetal que se abrindo deixa cair seu grão.Na letra do antigo Caldaico ou Estrangelo representa um hieróglifo simples do mistério do parto.

Na escrita síriaca encontramos já a letra G do latim, representativa pela serpente que morde a sua própria cauda, emblema da geração eterna. Na verdade o 3 é o número da geração. A unidade é o pai, o binário é a mãe e o ternário é o filho.

Osíris, Ísis e Hórus.
1= ser
2= movimento
3= vida
Um é o Espírito, 2 é o pensamento e 3 é o verbo.
Um = Pedra cúbica
Dois = Colunas sagradas
Três = Frontão que une as 2 colunas e temos o templo primitivo

O nome de Deus está em 3 letras, pois que a 4ª repete a 2ª. Aleph, Mem, Thau compõe uma palavra que se lê Ameth o que significa Paz e Verdade. O ternário produz o número 5, quando juntarmos um binário.

A reciprocidade da ação no binário dá 4, princípio alternativamente passivo ou ativo. A análise das forças dá 4. A síntese equilibrante dá 2 e o ponto central desse equilíbrio dá 3. Compreendemos com isto o hieróglifo do animal sagrado que pela manhã tem 4 pés, ao meio dia 2 e a noite 3 pés.

Adicionando os "pés" de todas as horas temos o número 9, que é o ternário multiplicado por ele mesmo. Os 4 elementos são senão 3 (fixo, fluído e volátil). Os 3 são senão 2 (estável e móvel), os 2 são senão 1 (a substância). Deixo aqui o aviso do nosso amigo abade Louis Constant. Compreendeis enfim a Esfinge e não a matarais, como fez Édipo, reduzindo-a ao homem.
Então, não sereis forçado a cegar-vos como o infeliz rei simbólico de Tebas.

Pontos Riscados e o significado dos simbolos

 
magia de pemba - poder dos ancestrais
A magia riscada - com pemba, energia ou elementos sagrados


É a força, na Umbanda, da Escrita Astral. O Ponto Riscado tem o poder de fechar de abrir os trabalhos de magia. É feito de diversos modos com a Pemba (giz branco, sagrado e poderoso da magia na Umbanda). É através do Ponto que o guia faz sua identificação e mostra toda sua força, poder e responsabilidade que a ele é dado. As pembas são de diversas cores, mas a branca é a mais usada por ser da irradiação universal de Oxalá.



Significado dos símbolos:
Um Ponto – o Ser Supremo, a origem.
Um Ponto – o Ser Supremo, a origem.
Uma Linha Reta – o Mundo Material.
Duas Linhas Retas – o Princípio, o Masculino e o Feminino.
Uma Linha Curva – a Polaridade.
Dois Traços Curvos – as duas polaridades – positiva e negativa.
Um Triângulo de Lados Iguais - a Força Divina – Pai, Filho e Espírito Santo – Santíssima Trindade.
Dois Triângulos (Hexagrama) – Estrela de seis pontas – todas as Forças do Espaço.
Um Quadrado – os 4 elementos (Água, Terra, Fogo e Ar).
Um Pentagrama – a Estrela de Davi e o Signo de Salomão – a Linha do Oriente, Oxalá, a Luz de Deus. Três estrelas também representam os Velhos e Almas.
Círculo – o Universo, a Perfeição.
Um Círculo com Dois Diâmetros Entre Si – o Plano Divino, o Quaternário Espiritual.
Círculos Menores e Semicírculos – as fases da lua (símbolo de Iemanjá), forças de luz, inclui Iansã.
Círculo com Estrias Externas – o sol (símbolo de Oxalá).
Espiral – para fora indica chamamento de força, retirando demanda.
Seta Reta ou Curva e Bodoque – irradiação de Oxossi (caboclo).
Balança, Machado ou Nuvem – símbolos de Xangô e do Oriente.
Raio (condições atmosféricas) – símbolo de Iansã.
Espada Curva – símbolo de Ogum.
Espada Reta – símbolo de Iansã.
Bandeira Branca com Cruz Grega Vermelha – símbolo de Ogum.
Flor ou Coração – símbolos de Oxum.
Coração com uma Cruz no Interior – símbolo de Nanã.
Traços Pequenos na Vertical (chuva) – símbolo de Nanã.
Folhas ou Plantas – símbolos de Ossanha.
Tridentes – símbolos para Exu e Pomba-gira; garfos curvos para a Calunga e retos para a Rua. (Pode haver ou não caveira)
Cruz Latina Branca – Cruz de Oxalá.
Cruz Grega Negra – com pedestal, símbolo de Omulu.
Arco-íris – símbolo de Oxumaré.
Estrela Branca (Oriente) – Luz dos espíritos.
Estrela Guia (com cauda) – símbolo da capacidade de acompanhamento (Oriente).
Um Oito Deitado (Lemniscata) – símbolo do Infinito.
Cordão com Nó ou um Pano – símbolo das crianças.
Conchas do Mar – símbolo das crianças.
Águas Embaixo do Ponto – símbolo de Iemanjá (mar).
Pequenos Traços de água – símbolo de Oxum.
Traço ou Linha Curva com Círculo nas Pontas – símbolo de força, amarração e descarregos.
Rosa dos Ventos – chamamento de força ou descarrego.
Traço com Três Semicírculos nas Pontas – descarrego e força também.
Palmeiras ou Coqueiros – força dos Velhos.
magia de pemba - poder dos ancestrais, poder dos orixás e anjos
magia de pemba - poder dos ancestrais, poder dos orixás e anjos
Existem, outros Pontos que as Entidades riscam. Em caso de dúvida pergunte ao Comandante ou mesmo o Guia.



Leia mais sobre os pontos aqui

Carlos Lima (Carlinhos Lima) - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

A cruz e o numero 4 - estudando os portais

Daleth segundo A. Louis Constant. A imágem do esquadro apresenta nos a união do Iod e do He com a fecundação deste. Daleth conserve todos os princípio geradores do triângulo primitivo. O 4 é o número da cruz que corta em 4 segmentos o círculo do movimento perpétuo.

Apresenta-se como duplo binário, equilíbrio completo, pedra cúbica, os 4 pés do trono eterno, 4 idades do homem, as 4 estações do ano, e os 4 elementos da materia universal. (azoth, carbono, oxigénio e hidrogénio). Há 4 grandes profetas, 4 evangelistas, 4 grandes doutores na Igreja grega tanto quanto na Igreja latina.

Há 4 anjos ligados nos 4 quantos do mundo, a Esfinge tem 4 formas cuja análise dá os 4 animais de Ezequiel e de São João. A revelação manifesta-se por 4 leis: A lei da Natureza, de temor, da graça e da inteligência. O progresso espiritual processa-se por 4 estações, que são: A penitência, a fé, a esperança e a caridade.

As virtudes morais são 4. Justiça, Força, Temperança e Prudência. Trata-se da cruz gloriosa stauros da qual São Paulo expõe os 4 mistérios: altitude, longitude, sublimitas e profundum. A cruz de Daleth é figurada pelos 4 rios de Éden, o antigo Tau dos hebreus e o X do nosso alfabeto, que foi adaptado na matemática pelo signo do desconhecido. O 4 deu as proporções e medidas ao grande pentáculo de Tebas.

O nome de Deus está em 4 letras.
JHVH- hebreus
ZEUS- Gregos
ALAH- Árabes
AURA- Persas
THMD- Magos
ADAD- Gimnosofistas
TARA ou TARO
GOTT...
DEUS...
Pois a cruz é representativa por Deus mesmo antes do cristianismo. A cruz ansata , no antigo Egito era signo da vida eterna.

O conceito dos pontos riscados da Umbanda



CONCEITOS DE PONTOS RISCADOS: Para o Umbandista, o ponto riscado é um instrumento para os trabalhos magísticos efetuados para entidades, afinal de contas ele possui um grande significado e valor mágico. Na verdade é o selo, o cartão de visitas, a identificação, o brasão e bandeira da entidade. É uma espécie de campo de força onde o instrumento utilizado pela entidade em seu efetivo campo de trabalho é a Pemba.

E esta maneja as forças de sorte a lhe conferir afinidade com a entidade, identificado a quem ela se subordina, nem como os seus domínios ao ser usado para riscar o ponto. Pode-se afirmar que a Pemba e um instrumento sagrado da Umbanda, pois nada pode se fazer com segurança sem os pontos riscados. A Pemba e confeccionada em calcário e modulado em formato ovóide alongado, e serve para, para ao riscar, estabelecer ritualisticamente o contato vibratório com as energias cósmicas. Os pontos riscados são verdadeiros códigos registrados e sediados ao mundo espiritual, eles identificam poderes, tipos de atividades, e os vínculos iniciáticos da falange.

Quando são traçados sem conhecimentos de causas, não projetam sua grafia luminosa e não passam de rabiscos inócuos. Como podemos ver, os pontos riscados é magia, então para se utilizar deles é necessário o devidos conhecimentos. Riscar um ponto de traz para frente é inverter ou perverter a força da magia. Então não basta ver um ponto no livro para risca-lo sem o devido conhecimento. O mau uso do ponto riscado pode levar as conseqüências imprevisíveis, comparáveis as de um leigo em assuntos de eletricidade, entrando numa casa de forças e pondo-se a manejar as chaves ou embaralhar os fios, com o que acabara de provocar curtos circuitos, incêndios e eletrocussões em si e nos outros.

Um ponto riscado pode ser usado, dependendo do trabalho ou cerimônia a ser realizada, utilizando Pemba, marrafo (pinga) Fundanga (pólvora) Azeite, com o ponteiro na areia ou ate mesmo mentalmente, o que requer muita prática. Mas lembre-se: só se utiliza a pólvora ou pinga com autorização superior. Quanto ao uso da Pemba, estudo o sentido e o valor das cores, só utilize a Pemba preta aquele que foi autorizado para tal.

Na umbanda o mais usual é o trabalho com a Pemba branca, azul, verde e amarela, também é usual a cor derivada do vermelho. Lembrem mais uma vez que todo ponto riscado é magia, com todo significado da sua grafia e ondas vibratórias. Por exemplo, a suástica como símbolo sagrado, cujas utilizações dadas há tempos imemoriais, símbolo este utilizado mesmo pelos Papas da religião católica, teve suas ondas invertidas pelo pseudo-arianos e como símbolo, acobertou e direcionou a Segunda Guerra Mundial.

Outro símbolo também muito conhecido e adotado como símbolo de alta magia é a conhecida estrela de Davi, ou a estrela de seis pontas, que hoje sabemos através do conhecimento revelados aos Umbandistas, tratar-se da estrela do equilíbrio, ou seja, estrela do trono da justiça de Deus, que o nosso divino pai Xangô-yê. É interessante também observar que, quando um filho de Umbanda se apresenta perturbado dentro de um templo, muitas vezes notamos o Babalorixá cruzar seu corpo com Pemba. Isto representa a escrita divida, através da magia para chamar a razão à entidade obsessora, a fim de que ela possa conhecer através deste traçado cabalístico, o seu erro e abandonar este filho que ate então obsidiava. Assim pode-se afirmar sem sombra de dúvida, que sem os pontos riscados nada se poderia fazer com seguranças, nem com firmeza.

Compreenda mais sobre pontos riscados aqui

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Tarô, Astrologia e a Esfinge Astral

Daleth, o seio evoca a ideia da alimentação e capazidade de agir fortalecido no meio ambiente. Cada aplicação da vontade humana deve para obter algum resultado atuar nos três planos. Essa atuação é chamada "operação mágica". Esta atuação, em sua totalidade, ou seja, o axioma metafísico, o turbilhão astral e a manifestação física constitui o Grande Arcano da Magia.

Ele divide-se em parte superior, intermédia e inferior. A realização da parte superior depende do grau da encarnação do indivíduo, da sua Mônada Espiritual. Para realizar a parte intermédia o ser humano deve para si criar astralmente o andróginato Vau. A parte inferior, a física, precisa de uma ferramenta ou instrumento para servir como apoio físico da operação. Por um método lógico é nos possível achar esse instrumento.

Tentamos fazer desaparecer mentalmente uma parte do Universo, dando ao que sobra as qualidades atribuitivas da totalidade anterior. Vamos aplicar a esse novo Universo o Grande Arcano e verificamos que o instrumento dessa aplicação não muda. Seguimos na nossa redução do Universo até que se limite ao próprio operador. (Microcosmo= Macrocosmo por analogia;)
O corpo físico do operador será assim o grande Athanor do Arcano da Magia.

O conhecimento da parte inferior no entanto não basta e temos um bom exemplo na história do Rei Édipo. No seu caminho Édipo cruza-se com a Esfinge e ela faz lhe a seguinte pergunta: "Quem caminha pela manha com 4, durante do dia com 2 e a noite com 3 pés?" O enigma simboliza o realizador do Grande Arcano.

A Esfinge representa uma síntese dos quatro animais sagrados com já foi referido anteriormente, tendo um rosto humano (Aquario), garras de um leão (Leão), quadris de touro (Touro) e asas de uma águia (segundo a tradição o signo de escorpião antes da sua queda era representada por uma águia). Essas criaturas e pelos seus atributos condicionam o acesso ao mundo astral através dos quatro elementos que representam.

A figura da Esfinge é toda Astral, ela é a sentinela das pirâmides. Ao responder de que se trata do ser humano, Édipo advinhou apenas a parte física do enigma. O futuro confirmou que ele não tinha resolvido o enigma (binário astral) na sua totalidade. A parte negativamente polarizada do turbilhão o arrastou aos horrores do parricídio e do incesto.

O domínio sobre o plano físico não foi suficiente para evitar o acontecimento. A iniciação do plano astral lhe foi dado pelo sofrimento, no plano mental alcançou a paz pelo Amor Universal, da abnegação e da dedicação de sua filha Antígona. É significativo que a iniciação astral lhe tenha chegado na idade madura e a iniciação mental na velhice.

Tarô e os portais 12 e 17 - parados ou em movimentos?



Cada realização ou trabalho, seja a transmutação dos metais comums em metais nobres, seja o esforço de ensinar a ciência abstrata a um aluno estulto e preguiçoso, pertence ao hemicilo involutivo. É uma descida, um sacrifício do sutil ao denso, afim de estabelecer neste denso o ponto de apoio para a futura subida, para o início hemiciclo evolutivo; é a base para o trabalho que irá enobrecer e sutilizar o denso.

Este é o motivo pelo qual , no simbolismo hermético, a fase final da Grande Obra é representada pelo Triángulo Descendente, que mais ainda, está oprimido pela Cruz do Quaternário. Este símbolo é a " estrela condutora" de todas as encarnações do princípio Logóico, mesmo se a manifestação nos pareça insignificante. Essa obra em nossa tragétoria é a nós revelada no 12º portal do Tarô.

Já a letra correspondente = Phe , seu hieróglifo é uma boca que fala. Astrológicamente Mercurio = Os seus títulos nos três planos: Esperânça, Intuição e Advinhação Natura. A lâmina também conhecida por Estrela dos Magos. Ao contrário do Arcano 16, aqui as forças da justiça e harmonia universal não causam estragos e destruição, pelo contrário trazem renascimento em todos os planos da vida.

No plano do ser humano é nos revelado pela profunda convicção de que tudo faz parte de uma causa maior. A caixa da Pandora não se esvaziou por completo, permanece a Esperânça. Na imágem da lâmina encontramos duas jarras, uma dourada e outra prateada. A jarra de ouro simboliza o elemento ativo de cada aspeto da Esperânça.

O elemto passivo é representado pela jarra prateada. A jarra de ouro , polo ativo faz com que readquirimos a confiânça em nós. A jarra de prata enquanto polo receptivo dá nos o ânimo de esperar o influxo superior. A estrela de oito pontas rodeado pelas estrelas de menor dimensão (as estrelas fixas na astrologia) evoca a grande lei karmica, o seu equilíbrio e condicionamento que nos liga ao plano físico do zodíaco e das causas secundárias.

Os diversos modos de advinhação estão ligados ao Arcano, como é o caso da Astrologia. A Esperânça é nos ensinada pela consciência ética e moral. A intuição pode ser desenvolvida pelo esforço pessoal, aprendemos a ler na Natureza pelos dados de carácter empírico e pelo conhecimento de dados tradicionais fornecidos. A borboleta ( ou ave ) visível no canto superior direito ilustra aquilo a que chamamos Psíque.

O portal do Mago - Aleph 1 - os arcanos do tarô



A lâmina do primeiro Arcano é designada por Mago ou Bateleur e corresponde ao elemento positivo do ser individual ativo, suas potencialidades e possibilidades de realização que aínda não se tornaram dinâmicas. O primeiro Arcano é o mais sintético e metafísico de todos os Arcanos.

O seu símbolo, o ponto geométrico expressa bem a essência deste Arcano. Os objectos que encontramos em cima da mesa na imágem do Saltimbanco representam os 4 naipes dos Arcanos Menores e do mesmo modo os 4 elementos da lei Jod-He -Vau- He, através dos quais se efectua a passagem gradual de Aleph à Thau.

A letra Aleph pela sua construção é uma alusão à trindade. Admitindo a triplicidade universal dos elementos básicos podemos estabelecer o seguinte ternário teosófico: Arquetipo, Ser Humano, Natureza. Essa divisão em três planos podemos por analogia encontrar igualmente na composição microscópica do ser humano.

O plano Mental ou plano das ideias liga-se ao plano Físico, isto é, ao plano dos objectos concretos ou matéria através do plano Astral ou Astrosoma. É por meio da condensação progressiva das ideias e seguindo a lei da Individualização dos Colectivos que a coagulação das ideias se processa. Afinal a entidade humana vive espiritualmente no plano das ideias mas expressa-se no plano Físico.

Tarô e o portal 7 - O Carro ou "Curriculum Hermetis"

O Arcano 7 corresponde a letra Zain e está ligado ao signo . A carruagem visível no Arcano é puxada por duas Esfinges, uma de cor branca e a outra de cor preta, simbolizando as duas polaridades de um turbilhão astral. As causas secundárias ou sete coagulatos (7 Astros), por além da manifestação física de cada um acrescentamos mais dois conceitos.

Um liga ao plano mental o outro ao plano astral. Contudo, para nós, a vida planetária em geral, mesmo se fosse compreensível, não poderia ser expressa por meio de esquemas terrestres usuais, por que apenas os elementos refletidos nas formas da vida terrestre nos são acessíveis. A Astrologia, Cabala, Magia etc. tratam somente o Espirito e o Génio de determinado planeta mas não penetra , nem na sua essência, nem na sua natureza.

É como se formassemos uma opinião sobre alguém conhecido. Apenas podemos avaliar a sua manifestação em relação a nós e aos outros, pois nada sabemos sobre a sua vida íntima. No mundo da filosofia a questão revela-se através do conceito Heidegeriano da coisalidade da coisa. Na literatura encontramos o problema no romance existencialista "Stiller" do escritor suisso Max Frisch e na linguagem propriamente dita evocamos Ludwig Wittgenstein, quem nos fala do mundo do Leão e dos limites da linguagem.

Pois, mesmo se soubessemos falar a lingua do leão e pudessemos entender as suas "palavras", nada nos fazia sentido por que desconhecemos na totalidade o cotidiano de um leão. Trata-se de um mundo para nós inteiramente desconhecido e estranho. Apenas podemos entender a essência de algo, sua natureza quando esse algo faz parte da nossa própria existência.

A predominância do Espirito (3) sobre a forma (4) = "Espirito dominat formam", causa secundária, os 7 astros. A vontade (1) e a provação pela escolha do caminho (6) leva à vitória 7 (ou derrota!). O predomínio da ideia do pentagrama (tradição, costumes, religião) (5) sobre substância (2) traduz-se em lei de propriedade 7 , " Jus Proprietatis", o que nos revelam os astros na esfera zodiacal.

O esposo (1) fecunda a esposa (2), determinando o nascimento do filho (3), que nutrido física e astralmente adquire uma autoridade (4) para atuar segundo a tradição e crença em nome de toda a familia no plano astral (5). Ele escolhe entre o Bem e o Mal (6) e determina assim a vitória ou derrota (7).

Seres mitológicos, magicos e encantados

"Elfo é uma criatura mítica da Mitologia Nórdica e do Paganismo Germânico, que aparece com freqüência na literatura medieval européia. Nesta mitologia os elfos chamam-se Alfs ou Alfr, também chamados de "elfos da luz" - Ljosalfr. São descritos como seres belos e luminosos, ou ainda seres semi-divinos, mágicos, semelhantes à imagem literária das fadas ou das ninfas. De fato, a palavra "Sol" na língua nórdica era Alfrothul, ou seja: o Raio Élfico; dizia-se que por isso seus raios seriam fatais a elfos e anões. Eram divindades menores da natureza e da fertilidade. Os elfos são geralmente mostrados como jovens de grande beleza vivendo em florestas, sob a terra, em fontes e outros lugares naturais. Foram retratados como tendo longa vida ou imortalidade, e com poderes mágicos".

Portais do Tarô e o moinho

O Único (1) manifesta-se por nove clichês (9) = Cabala 10. Isto é, por nove reflexos ou refrações cuja totalidade se manifesta sinteticamente numa 10ª manifestação, assim como as carataristicas de uma planta são sintetizadas em sua semente.

A Gnose, o nosso estudo do absoluto (2) influencia o lado formal e legal (8) da Cabala 10, claramente determinado no esquema geral e constructivo do Tarot. A devisa das escolas teosóficas 10 = Primeiro desenvolver a intuição mental em relação as causas primárias (3) para que isso automaticamente possa permitir a orientação dentro do campo das causas secundárias (os Astros) (7).

Na Cabala 10 O Hexagrama de Salomão (6) é superior a Rota Elementar (4), ou seja a essencia do assunto não está na realização dos símbolos, mas sim, na sua interdependencia astral. 5 e 5 expressa um certo relacionamento entre duas partes de uma totalidade 10.

Dois caminhos ou "Bifurcatio" - o portal 6 do Tarô

O Arcano 6 é constituido por dois triângulos, uma ascendente e evolutivo (triângulo de Jesus), o outro descendente e involutível (triângulo de Maria). Podemos sempre obtar pelo caminho ascendente ou descendente, a escolha é lívre e só depende de nós.

O pantáculo (Selo de Salomão) indica a lei da analogia. No plano do ser humano representa o Lívre Arbítro. " Pentagrama Libertas". No plano da Natureza designa o meio ambiente. A Gnosis (2) e a autoridade, isto é o direito da lívre escolha (4) = Os dois caminhos 6.

A Vontade (1) e a Vida (5) = Lívre Arbítro 6. É o esquema das emanações do Macroprosopo criando a Natureza. O processo da Natureza é descrito nos versos esmeraldinos....." E assim todas as coisas provieram do princípio único pelo Uno, assim tb todas as coisas nascidas provieram da adaptação (coagulação ou rarefação) da única substância."

O pantáculo em questão simboliza a substância astral, os seus recursos e áreas de aplicação possíveis. As cores usadas no pantáculo normalmente são azul para o fundo, dourado (fogo e ativo) para o triângulo ascendente e prateado (água e passivo) para o triângulo descendente.
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