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Os Orixás regentes de 2026

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domingo, 18 de agosto de 2013

Quais são os orixás que nos regem?

Orixá de Cabeça - Pai de Cabeça
O orixá de Cabeça, Pai de Cabeça e Mãe de Cabeça - Hierarquias = Regências...
É comum ouvir as pessoas dizerem que são de um certo orixá, especialmente os mais populares, muitos seguem por devoção espontânea e outros por indicações ou deduções. É comum ainda encontrar pessoas que dizem que sabe do seu orixá, por que alguém lhe falou no jogo de búzios, no tarô ou incorporado. Mas, este assunto não é tão simples assim. Na verdade somos regidos por mais orixás do que se pensa. É uma hierarquia na verdade! Começando pelos orixás do par vibracional, que são Pai e Mãe de Cabeça. Logo depois e talvez o mais importante o Orixá de Cabeça, aquele que carrega a força do nosso Orí. E temos ainda, o Orixá de Frente ou Adjuntó, o Orixá Ancestral, aquele que representa nossa linhagem e reencarnações passadas, o nosso clã e nossa origem. Tem ainda o Orixá Carmico, aquele que revela e representa as provações que passamos na vida, também temos o nosso Orixá Guia, aquele que indica os caminhos e nos ajuda nos momentos difíceis da nossa caminhada, regendo toda falange de guias. Além disso, a hierarquia segue com o orixá do amor, das finanças, dos caminhos, do trabalho, da magia e o mais importante de todos o orixá que está apenas abaixo da primeira Trindade Citada (Pai, Mãe e Orí), que é o Orixá do Destino. E uma coisa muito importante que é saber que dependendo da ancestralidade e astral de uma pessoa, ela pode ter mais ou ter menos linhas que outra pessoa. Isso ocorre, por que podem haver cruzamentos e em muitos casos, um orixá, tem mais de uma dessas funções citadas aqui. Ou seja, um orixá de frente, pode ser também seu orixá guia, orixá protetor, orixá de destino, orixá pai ou mãe, ou mesmo ser de frente ao mesmo tempo que é seu orí. Por isso em muitas pessoas um orixá se destaca tanto, enquanto em outros um orixá é tão apagado. Tudo envolve sua posição, se ele veio forte, fraco, atuante, oculto ou se ele tá bloqueado, precisando de desenvolvimento... Enfim, cada pessoa é única e tem seu caminho. Por isso não caia na bagunça dos terreiros, que se banalizaram tanto por causa da ganância e das respostas simples e fáceis! E outra coisa, saibam que em muitas pessoas os orixás todos não se apresentam no oráculo e apenas com iniciações. As vezes até se identifica o orixá de frente ou um dos pais, ou até os dois, mas, o orí na maioria das pessoas é oculto e só falará por meio de iniciações.
 Podemos encontrar, destacar e compreender mais sobre esses orixás, como atuam sobre nossa vida e identificar a hierarquia, por meio do Mapa astrológico. Assim como o Sistema Orunmila do Ifá, a mandala astrológica, atua como um oráculo e nos mostra por meio das posições dos astros, quais são as vibrações atuantes sobre nós! Além disso, podemos usar também métodos variados, que vão além das previsões, a compreensão de nós mesmos e do mundo a nossa volta. Assim como os odus, as casas astrológicas e os signos do Zodíaco, se tornam as portas sagradas por onde falam os orixás e nos revelam as vibrações cósmicas que falam da nossa ancestralidade e espiritualidade ou carma.
A coroa astrológica de Orunmila, a sincronia e as regências dos signos pelos orixás, o sistema da numerologia dos odus, com uma nova metodologia, o sistema Ifastrologia e a historia dos oráculos, a ligação com os anjos, como também a historia de Orunmila, Ossaim e diversos outros orixás, estão no livro de Umbanda Astrológico, que breve estará nas livrarias... Axé a todos!

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo, Pesquisador e Mago de Umbanda Astrológica.

sábado, 18 de maio de 2013

Os orixás e as forças, internas e externas do homem


Orí-Bará
Orixás e protetores
O Bará, em sua delicada tessitura ritualística, é de transcendência similar ao Ori; associa-se ao elo de comunicação, a fala, a reprodução, ao sexo e equilíbrio fisiológico e energético do corpo físico visível e invisível, portanto associado a Exu (equilíbrio biopsicossocial). Já o orixá BARÁ é uma divindade criada e manifesta desde os tempos primordiais, ligado a forças energéticas, e como todos os demais orixás ,tem atribuições específicas. É BARÁ quem estabelece a extensa rede de comunicação entre os seres humanos e a natureza divina que nos circunda. Está diretamente ligado e relacionado com as partículas atômicas,as cargas eletrônicas que o sangue se encarrega de distribuir.

O conceito de Ori é importantíssimo, mormente por relacionar-se com a consciência, inteligência, processos cognitivos e, principalmente espirituais como energias sutis, que só sacerdotes consumados sabem como fazer as devidas “amarrações” com as vibrações positivas do universo, com os Senhores Estruturantes do Universo – os Orixás e seus Ancestrais Ilustres. O problema é que temos muito poucos sacerdotes com estes dons e conhecimentos no Brasil e porque não dizer no mundo! Isso por que o homem e sua espiritualidade são muito complexos, a magia é dificil de se compreendar como força atuante de todas essas ligações e como é que ela pode desenrolar nós, quebrar amarras e fazer libertações ou iluminações. E pasmem, pois no plano astral também temos muitas entidades atuantes que não compreendem todo o processo! Pois assim como entre os anjos há as hierarquias, que separam os anjos mais proximos dos homens, dos que estão mais proximos de Deus, na Umbanda também temos orixas mais elevados e os mais próximos do plano terreno.

Tem muita entidade que atende nos terreiros do Brasil que não tem capacidade de fazer rituais complexos, porém ao contrário do que andaram afirmando, certos líderes confusos do Espiritismo, as entidades de Umbanda, não são retrogradas ou atrasadas, muito pelo contrário, na verdade temos magos que militam a Umbanda com o mais elevado conhecimento. O que ocorre é que eles obedecem a outorgas e leis vigentes do Astral e não saem dando de mão beijada os mistérios pra mediuns aproveitadores usarem pra enriquecer!

Mas, voltando ao Orí, podemos dizer que é ele o centro de nossa força vital, que liga-nos ao Orúm e ao nosso próprio espirito. Ele é a energia, enquanto nossa mente é o processador de todas as forças que atuam sobre nós. E ao contrário do que afirmam muitos por ai, nós temos apenas um Orí, que é o centro de todas as conexões, mas, não pertencemos apenas a filiação ou vibração de um único orixá ou mesmo dois, como sugerem muitos de Orixá e Juntó. Na verdade todas as forças ancestrais, cósmicas er espirituais, atuam sobre nós, porém temos a Trindade atuando sobre nosso ser. Assim temos o Pai de Cabeça que revela nosso caráter, revelando-nos nossa ancestralidade, heranças e formação espiritual, a nossa Mãe de Cabeça que revela-nos nosso temperamento, bases emocionais e estruturas psiquicas, como também nosso Orixá de Cabeça que revela nossa personalidade, força e forma fisica. E é o Orixá de Cabeça representado ainda por uma a força que seria o tão divulgado juntó na Umbanda Popular, que pra mim é a Entidade de Frente, representando nossa Trindade formadora, se encontra no nosso mapa natal no signo Ascendente. Já o Orixá de Cabeça que domina todo o mapa é representado pelo astro dominante ou que comanda todo horoscopo de uma pessoa.

E voltando a influencia de todas as vibrações como citei acima, reafirmo que todas assim como todos os signos zodiacais, atuam sobre o homem, mas, hierarquicamente, cada uma dessas forças, obecedendo aos seus comandos e atuando em conformidade com as necessidades fisicas, cármicas e espirituais de cada individuo. Assim teremos em todos os mapas a função e regência de Ogum por exemplo, mas, pra cada pessoa numa tonalidade ou atuação diferente. Ou seja, se pra um ele regerá a vida financeira, pra outros, poderá reger o emocional, a vida espiritual ou até mesmo sexual. Enfim, assim como os signos de Ifá, se revelam em milhares de configurações, a mandala umbandoastrológica, também! Ou seja, o ser humano é único.


A Iniciação, nas várias Religiões Afro-Brasileiras, tem em comum apresentar ao neófito os “fundamentos” ou ensinamentos basilares, esotéricos que são vivenciados por intermédio de vários ritos de fundamento. E a interface Ori-Bará, do Bará como manifestação ou emanação do Ori que versará o vídeo apresentado nesta publicação. O Bará, em sua delicada ritualística, é de transcendência similar ao Ori; associa-se a ligações, magisticas, sobrenaturais, espirituais e fisicas. É a forma e representação de comunicação, da fala, também se referindo a reprodução, ao sexo e equilíbrio fisiológico e energético do corpo físico visível e invisível, portanto associado a Exu e Pombagira (equilíbrio biopsicossocial e emocional). Um orí-bará desequilibrado, proporciona casamentos enfadonhos, desequilibrados, libido descontroladas, adultérios, abusos e muito esgotamento fisico e mental.

Ilustrando bem esta situação quanto a energia que envolve este orixá,temos uma frase muito usada no meio espiritualista, ou seja:-BARÁ está frio, ou BARÁ está quente. Por esta frase é bem simples entender como através da complexidade que é esta energia atuando de forma direta na VIDA. A dualidade é uma realidade característica do universo. O equilibrio é mantido sob dois pólos. O homem por si só caracteriza-se por ser dual:CORPO e ESPÍRITO.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador - Mago de Umbanda Astrológica.
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domingo, 23 de outubro de 2011

Saiba mais sobre a importância do Ori - nossa essência interior


Saiba mais sobre a importancia do Ori - nossa essência interior
Saiba mais sobre a importância do Ori - nossa essência interior

 A essência original do homem

Ori, a essência real do ser, é uma divindade pessoal que guia e ajuda toda pessoa antes do nascimento, durante a vida e após a morte. O sentido literal de orí é cabeça física, e esta é o símbolo de orí inú, a cabeça interior, responsável pela constituição do ser e sua trajetória existencial: quando o orí inú está bem, todo o ser do homem está em boas condições. O ori, entidade parcialmente independente, considerada uma divindade por si própria, é cultuado entre outras divindades, recebendo oferendas e orações, como o famoso ritual de borí, que significa dar de comer ao ori. Enquanto divindade pessoal, ori é o mais interessado de todos os orixás no que diz respeito ao bem-estar de seu devoto: pode-se dizer que é a mais importante das divindades dado que, seja qual for o empenho das outros em favorecer determinada pessoa, todo e qualquer progresso dependerá sempre do que for sancionado por Ori. 

Se o ori de um homem não simpatiza com sua causa, nada poderá ser feito por outra divindade. Assim, o que ori não sanciona não pode ser concedido nem por Olodumare, nem pelos orixás. Todos nós nascemos com um destino para realizar, o que não significa sermos meros joguetes nas mãos de forças inteiramente deterministas. O homem tem o poder de tomar em suas mãos as rédeas do curso da própria existência e participar de modo responsável de seu desenrolar, através da busca de ampliação da consciência e dos conhecimentos e através do desenvolvimento disciplinado da Vontade. Certamente os esforços pessoais são mais efetivos se desenvolvidos por um olórí rere (sortudo, abençoado, bendito). Mas, para um olórí bùrúkù. (azarado, condenado à vida, amaldiçoado), a exigência de esforços é bem mais pesada. Portador de um destino adverso, muito esforço deverá despender em suas realizações. 

Orí inú (cabeça interna) e Eleda (destino pessoal) inter-relacionam-se, pois, intimamente. Os seres humanos são constituídos dos seguintes princípios vitais: ará (o corpo físico); òjìji (representação visível da essência espiritual que acompanha o homem durante a vida, morrendo junto com ará, embora não sendo enterrado com ele); okàn (coração, relacionado ao sangue e sede da inteligência e do pensamento intuitivo, a alma e a fonte de toda ação); Ämí (princípio ou sopro vital, relacionado à respiração, mas não se reduzindo a ela, pois se diz por ocasião da morte que èmí foi embora; significa também espírito ou ser). 

Um dos nomes de Elédùnmarè (o Ser Supremo ou Deus) é Orísé (Fonte da qual originam-se os seres), o que mostra sua ligação profunda com cada criatura existente. Todo ori, embora criado bom, acha-se sujeito a mudanças. Feiticeiros, bruxas, homens maus e a própria conduta podem transformar negativamente um ori, sendo sinal dessa transformação uma cadeia interminável de infelicidades na vida de um homem a despeito de seus esforços para melhorar. Podemos perguntar: como saber se a escolha do próprio ori foi boa ou má? Pode um homem conhecer as potencialidades da própria cabeça ou da cabeça de outrem? Encontramos a seguinte resposta: o jogo divinatório de Ifá possibilita que a pessoa tome conhecimento dos desígnios do próprio ori, saiba a respeito do orixá ou ancestral que deve ser cultuado e conheça seus èwò (proibições quanto ao consumo de alimentos, uso de cores e condutas morais). 

Como se crê que o ori dos pais traz boa fortuna aos filhos, é comum a recomendação do oráculo no sentido de que sejam feitas ofertas sacrificiais ao ori dos pais e estes, ao orarem pelos filhos, apelam ao prório ori: Orí mi á sìn ó lo (Possa meu ori ir com você ou Possa meu ori guiá-lo e abençoá-lo). Analogamente, o ori de uma pessoa tem condições de proteger, ajudar ou, ainda, prejudicar outras pessoas.

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domingo, 7 de agosto de 2011

O Orixá mais Importante é Orí


Palavra da língua yoruba que significa literalmente cabeça, refere-se a uma intuição espiritual e destino. Ori é o Orixá pessoal, em toda a sua força e grandeza. Ori é o primeiro Orixá a ser louvado, representação particular da existência individualizada (a essência real do ser). É aquele que guia, acompanha e ajuda a pessoa desde antes do nascimento, durante toda vida e após a morte, referenciando sua caminhada e a assistindo no cumprimento de seu destino. 

Ori em yoruba tem muitos significados - o sentido literal é cabeça física, símbolo da cabeça interior (Ori Inu). Espiritualmente, a cabeça como o ponto mais alto (ou superior) do corpo humano representa o Ori, não existe um Orixá que apóie mais o homem do que o seu próprio Ori. Enquanto Orixá pessoal de cada ser humano, com certeza ele está mais interessado na realização e na felicidade de cada homem do que qualquer outro Orixá. 
 
Da mesma forma, mais do que qualquer um, ele conhece as necessidades de cada homem em sua caminhada pela vida e, nos acertos e desacertos de cada um, tem os recursos adequados e todos os indicadores que permitem a reorganização dos sistemas pessoais referentes a cada ser humano.Ijalá é responsável pela modelação da cabeça humana, e acredita-se que o Ori e o Odu - signo regente de seu destino que escolhemos, determina nossa fortuna ou atribulações na vida. 

O trabalho árduo trará, ao homem afortunado em sua escolha, excelentes resultados, já que nada é necessário dispender para reparar a própria cabeça. Assim, para usufruir o sucesso potencial que a escolha de um bom Ori acarreta, o homem deve trabalhar arduamente. Aqueles, entretanto que escolheram um mau Ori têm poucas esperanças de progresso, ainda que passem o tempo todo se esforçando. O Ori, entidade parcialmente independente, considerado uma divindade em si próprio, é cultuado entre outras divindades, recebendo oferendas Ebori, e orações, Ori é o protetor do homem antes das divindades.

“Ko sí Òòsà tí i dá´ni gbè léhìn Orí eni”
“Nenhum Orixá abençoa uma pessoa antes de seu Orí”

Este oriki (verso sagrado) não deixa dúvida sobre a suprema importância desta divindade pessoal, inclusive, acima dos outros Orixás! Orí porém, continua sendo um enigma no conhecimento popular do culto. Traduzindo da língüa Iorubana, Orí significa cabeça.

No continente africano o culto, assim como no Candomblé, é iniciático e hermético. Portanto os segredos, fundamentos e a sabedoria do culto está para apenas ser desvelado por seus iniciados ao decorrer de sua carreira religiosa e/ou sacerdotal. Desta forma, os segredos mais profundos e sérios do culto ficavam restritos aos mais altos sacerdotes. Permitindo ao público e aos mais novos iniciados apenas pequenas centelhas desta sabedoria.

Para se atingir os mais profundos conhecimentos e sabedoria eram necessários muitos anos de profunda dedicaçao e disponibilidade de transcender sempre os próprios limites. Contudo, atualmente, vive-se na cultura das árvores impacientes que se dedicam a crescer tao apressadamente em detrimento do aprofundamento de suas raízes, e assim, estes profundos conhecimentos foram ficando restritos a um número cada vez menor de sacerdotes. Isto explica o desconhecimento geral deste supremo Orixá! Que é o ponto central do culto afro e afro-brasileiro!

De Orí depende a nossa existência, nosso sucesso, fracasso, saúde, doença, riqueza, pobreza, plenitude, felicidade. Sem a aprovaçao de Orí nenhum Orixá pode fazer nada pelo seu devoto. Por isso, para nós, Orí é o Orixá mais importante! É o único que nos acompanha na viagem dos mares sem retorno, como descrito no Itan de Ògúndá Méjì.

Orí é composto da matéria divina dos Odús, misturados em quantidade e organizados segundo a sabedoria de Àjàlà a pedido de Olórúm. Do material (òkè ìpònrí) que Àjàlà utiliza para confeccionar Orí se constitui èwò (tabu) para quem possuir esse Orí. E assim se determina as interdiçoes alimentares dos indivíduos, pois, comer do próprio material de que foi constituído, caracteriza ofensa séria à matriz da qual foi criado.

No princípio dos tempos da Criaçao, Odudua havia criado a Terra, Oxalá havia criado o homem, seus braços, pernas, seu corpo, Olórúm lhe insuflou o èmí(respiraçao divina), a vida. Mas Oxalá havia se esquecido da cabeça..Oxalá não fez a cabeça do Homem… Entao Olórúm pediu à Àjàlà, o oleiro divino, para confeccioná-la. Àjàlà quando foi confeccionar Orí pediu a ajuda de Odú, e assim todos os Odús ajudaram à Àjàlà a confeccionar Orí. E assim nasceu Orí.

Todo o homem quando vai para o Aiyé, invariavelmente, deve passar na oficina de Àjàlà e escolher o seu Orí. Esta escolha se chama Kàdárà, oportunidade e circunstância, e ao fazê-la, está determinando sua natureza e destino. Este momento ocorre da seguinte forma: A alma se ajoelha(posiçao fetal) diante dos pés de Olórúm (O Criador) e entao lhe faz um pedido – Àkùnlé yàn – pedido esse que estará relacionando ao seu desejo de crescimento moral e espiritual. Entao Olórúm lhe fixa o destino – Àyàn mó Ipín - que Orí deverá seguir, em que geralmente atende aos desejos do próprio Olórúm e e às necessidades das restituiçoes que Orí deve cumprir. E entao recebe – Àkùn légbà – as circunstâncias que possibilitarão os acontecimentos, geralmente ligado às questões de tempo/espaço, meio e todo o entorno necessário ao melhor cumprimento do destino.

Neste momento a alma recebe os seus èwós (tabus), interdiçoes alimentares, de vestuário, de açao, etc. Afirma compromisso com o seu ancestral e tutor espiritual (Orixá). Afirma compromisso com o Bàbá Egún (Pai espírito) responsável pelo ìpònrí ancestral terreno que formou o seu corpo material, e que zela pelo desenvolvimento da família a que Orí fará parte. Todos os contratos são firmados e/ou reafirmados diante de Olórúm e de Orúnmilá, e à medida que o são o destino se lhe vai fixando.

Entao Orí se dirige à Àkàsò (a fronteira entre Orúm-plano espiritual, e Aiyé-plano físico) e pede passagem à Oníbodè (o porteiro), que lhe interrogará o que fará no Aiyé, Orí lhe contará e mais uma vez se fixará nele o seu destino.

ORÍ - A fisiologia divina: Orí entao descerá e ocupará o seu lugar no Orí do corpo criado, através da chamada “moleira”, abertura no crânio do bebê que irá se fechando conforme se desenvolve ao longo dos anos, onde se dá a “armadilha para Orí”, uma vez encerrado lá Orí somente voltará a se libertar do corpo na última expiraçao, pela boca. A princípio Orí assentar-se-á no cérebro (opolo) daquele corpo, onde comandará Orí Òde (cabeça externa).

ORÍ ÒDE – a cabeça externa caracteriza-se pela cabeça física (crânio, cérebro, sistema nervoso central, olhos, ouvidos, etc) e também pela personalidade e intelecto q resultará da interaçao daquele corpo com Orí Innú (cabeça interna), a cultura local onde se desenvolverá o indivíduo, e o aprendizado q receberá desde o seu nascimento. Ou seja, Orí òde é, além da cabeça física, a nossa pessoa como nós a conhecemos e como os outros a conhecem. É o mecanismo criado por Orí innú para lidar com o mundo exterior. Orí Òde é o nosso “eu exterior”.

ORÍ INNÚ - a cabeça interna, é a nossa personalidade divina, ou nosso “eu verdadeiro”, ou nosso “eu supremo ou superior”. Em resumo, nossa alma. Abaixo de Orí innú reside Elénìnìí (o opositor de Orí), no cerebelo (ipakó), responsável pelo esquecimento de Orí de sua missao, aquele que o vem atrapalhar a realizar, cumprir sua missao para com Olórúm e a Criaçao, conforme descrito no Itan do Odú Irosún Méjì. Este, constitui o último nó para a transcendência de Orí innú, e o cumprimento de sua missao original. Ainda existe Ipín jeun – o estômago, e obo ati oko – os órgaos sexuais, que são os outros nós que Orí innú deve superar: medo, desejo, ambiçao, vaidade, ciúme, ira, egoísmo, etc…

Orín innú ainda se divide em: Orí aperé: o caminho predestinado, fenômeno narrado acima. O destino do indivíduo vem escrito em sua cabeça. “sua cabeça, sua sentença!”

Aparí innú: o caráter (ìwà), a personalidade divina. Que é a essência de Orí innú, a alma, e sua missao original. É através do desenvolvimento de Ìwà Pèlé (caráter reto, honesto, puro, bom) que Orí chegará à sua transcendência última! Enfim, como descreve o Odú Ogbè-Ègùndá: “Ìwà nikàn l´ó sòro o”, “ Caráter é tudo o q se precisa”. Ìwà Pèlé (caráter reto) é o que conduzirá Orí innú até o Òrun rere (plano espiritual dos Orixás), em caráter definitivo.

Assim sabemos que nossa divindade pessoal é Orí innú (cabeça interna-alma), responsável pelo nosso destino e felicidade. Que o nosso Orixá (orí- o primeiro) é o tutor espiritual de nosso Orí innú, mas que só poderá ajudar-nos se Orí o permitir. Que em nosso Orí innú reside o nosso Odú (destino) e somente através de Orí e Odú podemos transmutar o nosso destino, e assegurar o cumprimento da missao confiada por Olodumaré. Que devemos nos resguardar de Elénìnìí, o inimigo de nossa missao e alma, aquele que pode nos trazer sofrimentos. E que nossa verdadeira essência, que devemos buscar, reside em Orí innú (cabeça interna-alma) e não em nosso Orí òde (cabeça externa-personalidade) que é tao somente o veículo de Orí innú aqui no Aiyé. E, o mais importante: a missao maior de Orí innú, à qual cabe ao nosso Orixá ajudar-nos, é o desenvolvimento de Ìwà Pèlé (caráter reto, bom), nosso passaporte para o encontro definitivo com Olórun! "Orí o! Ire o!"

Como ao morrer, a cabeça de uma pessoa não é separada para o enterro, Ori é conhecido como aquele q pode fazer a grande viagem sem retorno, pois os outros orixás, mesmo quando morrem seus filhos, são libertados da cabeça (Ori) e retornam ao Orun (céu, ou mundo exterior). Ori é o deus portador da individualidade de cada ser humano. Representa o mais íntimo de cada um, o inconsciente, o próprio sopro de vida em sua particularização para cada pessoa. Ori mora dentro das cabeças humanas, tornando cada um aquilo que é.

Durante o processo iniciático a primeira entidade a ser equilibrada é justamente o ori, a individualidade pessoal, para que a pessoa não se transforme em um mero espelho do orixá. À cerimônia de equilíbrio do Ori dá-se o nome de Bori (bo = comer, ori = cabeça => dar comida para a cabeça, fortalece-la). Esta Divindade não tem características estéticas pois não provoca transe, é o sistema oracular própriamente dito, o tradutor de Òrunmìlá. Apenas é cultuado juntamente com os orixás, é próprio do culto à Orunmilá, o vice Deus!

Um dos mitos sobre Ori diz que ele pode depois de enterrado voltar ao orum, levado por Nanã ou Ewá. Diz este mito que um dia Ori percebeu que era o momento de nascer outra vez e foi falar com Olorum, o Universo, solicitando permissão para nascer na mesma família em que havia nascido antes. Olorum permitiu, com a condição de que apenas ele, Olorum, pudesse conhecer o dia de sua morte, sem que Ori pudesse opinar sobre esta questão. E que o destino de Ori só pudesse ser mudado quando Ifá fosse consultado". Orí é cultuado como Divindade e é única e individualizada, devendo ser cultuado e tratado.
Leia também:

Cuide bem do seu Orí

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cuide bem do seu Orí



DEVIDO AS CIRCUNSTÂNCIAS DE SUA CRIAÇÃO, TODOS OS ORIXÁS TEM DE PRESTAR HOMENAGEM A ORI. TODAS AS CABEÇAS FEITAS NO CULTO OU DEVOTO TÊM DE TOCAR A TERRA COM A TESTA COMO UM ATO DE RESPEITO AO PRIMEIRO ORI. NO NASCIMENTO (PARTO), A CABEÇA FÍSICA OU ORI ODE VEM PRIMEIRO, ENQUANTO O RESTO DO CORPO A SEGUE,O QUE AUMENTA MAIS SUA RELAÇÃO COM ORI-INU,QUE TAMBÉM É O PRIMEIRO A SER CRIADO E O ÚNICO DETERMINANTE DO DESTINO DO HOMEM NA TERRA. DEVIDO A ISTO, A CABEÇA FÍSICA É TRATADA COM MUITO RESPEITO E PROPICIADA COMO ORI-INÚ, SEU CONTRAPONTO ESPIRITUAL, RESULTANDO NA PRIMEIRA SERVIR COMUMENTE COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO COM A OUTRA. 

Para os Yorubás o ser humano é descrito como constituído dos seguintes elementos: ARA, OJIJI, OKAN, EMI e ORI. ARA é o corpo físico, a casa ou templo dos demais componentes. Em Umbanda Astrologica, no mapa, faz parte da Trindade Criadora Zodiacal como o ponto Ascendente, ou seja, o signo que ascende no céu na hora do nascimento. OJIJI é o "fantasma" humano, é a representação visível da essência espiritual. Na carta esta parte é representada pela Lua. OKAN é o coração físico, sede da inteligência, do pensamento e da ação, na carta representado pelo Sol. EMI, está associado à respiração, é o sopro divino. Quando um homem morre, diz-se que seu EMI partiu, na carta é o signo solar ao qual o nativo pertence.

O PODER E AUTORIDADE QUE ORI POSSUI VEM DA CRENÇA QUE ORI-ISHESHÉ É O CRIADOR DE TODAS AS DIVINDADES, E SOB AS ORDENS DE ORI ELES FORAM MANDADOS AS VÁRIAS LOCALIDADES AONDE SE TORNARAM RESPEITADOS. NA CRENÇA YORUBÁ, ORI É A RESIDÊNCIA DE CADA ESCOLHA DE REALIZAÇÃO NA FORMA EM QUE LUTAM PARA ALCANÇAR SEU DESTINO. ALGUMAS VEZES É CHAMADA DE ORÍ-INÚ OU CABEÇA INTERNA OU DESTINO. HÁ TAMBÉM UM ORI ODE OU CABEÇA FÍSICA, AONDE ORI INÚ RESIDE. O CONTRAPONTO DE ORÍ-INÚ NO ORÚN SERIA ORI ISHESHÉ.


É importante dizer que é o ORI que nos individualiza e, por consequência, nos diferencia dos demais habitantes do mundo. Essa diferenciação é de natureza interna e nada no plano das aparências físicas nos permite qualquer referencial de identificação dessas diferenças. Sinalizando essa condição, talvez uma das maiores lições que possamos receber com respeito ao ORI;

Uma pessoa de mau ORI não nasce com a cabeça diferente das outras. E ninguém sabe como será o futuro da pessoa. Uma das principais funções do Ori é guiar o homem em sua vida terrena, auxiliando, servindo como amigo e conselheiro, desde o momento de sua concepção, acompanhando-o durante toda a sua vida, até a morte física; o Ori é o nosso Orixá individual e pessoal, devendo assim ser o primeiro a ser cultuado e louvado, antes de todos os outros Orixás e energias, pois ele é a essência real de nosso ser. Por isso ele é revelado de uma combinação geral do mapa, a qual chamamos de Assinatura Astral. Essa assinatura é encontrada tanto na quadruplicidade, quanto na triplicidade, na verdade parte da combinação das duas. E a partir deste degrau, observa-se os regentes, pontos e aspectos certos.

Quando uma pessoa passa em sua vida por uma série de dificuldades relacionadas a ações negativas ou maldade de outras pessoas, mas consegue sobreviver a tudo e ainda vencer em questões complicadas, ela se encaixa nessa frase, "ENIYAN KO FE KI ERU FI ASO, ORI ENI NI SO NI", ou seja, "as pessoas não querem que você sobreviva, mas o seu ORI trabalha para você", assim sabe-se que um ORI resistente e forte é capaz de cuidar do homem, de lhe garantir a sobrevivência social e as relações com a vida, apesar das dificuldades que ele enfrente.

Esta é a razão pela qual o BORI, forma de louvação e fortalecimento do ORI. Assim é utilizado muitas vezes, precedendo ou, até, substituindo um EBO. Isso se faz para que a pessoa encontre recursos internos adequados, esta força interior de que falamos, seja à adequação ou ajustamento de suas condições frente às situações enfrentadas, seja quanto ao fortalecimento de suas reservas de energia e consequente integração com suas fontes de vitalidade. Para saber o momento certo e se tem que fazer um ebó ou borí, as casas importantes a serem observadas no mapa do nativo são as casas seis e oito. E é importantissimo observar a relação dessas portas com o Ascendente, com o Sol, com a Lua e suas fases, e com o regente do horoscopo.

Mesmo se nosso òrìsà está bem, só ficará tudo bem se o nosso Òri estiver também". Para termos idéia quanto da importância e precedência do ORI em relação aos demais ORIXAS;

ORI é o mais velho entre os ORIXÁS e é o líder dos ORIXÁS! Mas, não é fácil identificá-lo, descobri-lo e ter certeza de sua força real operante em nós. Há muitos metodos de busca pela identificação deste orixá, somas de Odús, jogo de búzios, Ifá, entre muitas outras, mas, nem sempre se descobre de verdade o orixá real dono de nosso Odú. Isso tem dois motivos: Primeiro, não é todo mundo que precisa entrar em contato, louvar e consagrar seu orixá, aliás, nem todo mundo precisa desenvolver sua mediunidade; segundo, para descobrir seus códigos, seus protetores e seus caminhos, não basta consultar um sacerdote, quase sempre é preciso uma entrega, uma missão dolorosa e uma elevação completa. Um bom exemplo disso é a história da iluminação dos mestres como Jesus, Buda e varios outros.

Sem receio podemos dizer, “ORI mi a ba bo ki a to bo ORISA”, ou seja, “Meu ORI, que tem que ser cultuado antes que o ORIXÁ” e temos um oriki dedicado à ORI que nos fala que “ Ko si ORISA ti da nigbe leyin ORI eni”, significando, " Não existe um ORIXÁ que apoie mais o homem do que o seu próprio ORI".

A palavra yoruba Ori possui diversos significados, mas o mais utilizado é cabeça. O Ori (cabeça) é o ponto mais alto do corpo humano (Ara) e representa para a espiritualidade, principalmente para o culto do Orixá o principal pólo para o corpo humano. Assim em Umbanda Astrológica poderiamos sugerir que este orixá seria identificado com o Meio do Céu do horoscopo. Mas, não é simples assim. Na verdade, podemos contar com o Ascendente como regente da testa, o Descendente da nuca, e o eixo do MC/FC com os orixás da direita e da esquerda. Na verdade pra encontrar Orí temos que olhar e somar bem, dignidades, triplicidades, debilidades, regencias, dispositores, Nodos, Pontos e configurações como um todo. Mas, podemos afirmar que uma das chaves principais está no Dispositor do Sol.

Porém temos que lembrar que observar apenas esses pontos sabemos que não teremos o resultado completo de nossa busca se não soubermos fazer a sintése necessária. Ou seja, quando falamos do orixá da nuca, sabemos que se fala do passado, daí lembramos bem que o astro que nos revela isso é a Lua. Lembramos a Lua rege o Fundo do Céu e que Vênus é o responsavel pelo Descendente, sendo este o setor das bases e da Ancestralidade. Mas, é por esta razão, até complexa que há necessidade de olhar-se todo horoscopo, elementos, aspectos, posições dos planetas, disposições, dignidades e casas para se chegar a um Odú mais ajustavel aos conceitos com maior harmonia. Lembramos ainda que não podemos ignorar os Lotes, os Nodos e as regencias. Por isso, montar um horoscopo de Umbanda não é nada fácil, por isso o dom da intuição com sensitividade é um fator importante.

O está sempre com a atenção voltada para tornar nossos sonhos em realidade e trazer felicidade, e por estar inteiramente ligado a nós, mais do que nosso próprio Orixá, ele conhece melhor nossas necessidades, e é o que melhor nos guia na trajetória de vida terrena. O Ori nem sempre é o nosso orixá principal, na verdade ele tá ligado ao nosso destino, e assim o Sol pode nos revelar a qual das 7 vibrações pertencemos, mas, as demais configurações é que vão nos revelar qual é nosso Orí.

Orixás são elementos da natureza, cada orixá representa uma força da natureza. Quando cultuamos nossos orixás, cultuamos também as forças elementares oriundas da água, da terra, do ar, do fogo, etc. Essas forças em equilíbrio produzem uma enorme energia (asé), que nos auxilia em nosso dia a dia, ajudando para que nosso destino se torne cada vez mais favorável. Sendo assim, quando dizemos que adoramos deuses, nós nos referimos a estarmos adorando as forças da natureza, forças essas pertencentes a criação do grande Criador conhecido como o grande Deus supremo.

Quando resgatamos os ritos de civilizações antigas que visam equilibrar o individuo e sua relação com sua essência ou espírito, ( a ORI ode - cabeça física com sua ORI inu – cabeça espiritual ), da tradição oriunda da África conhecemos alguns ritos interessantes como o chamado BORI que significa alimentar a cabeça, e vem de ogbori com representação mais profunda de se venerar a essência. Muitos problemas de depressão e distúrbios de personalidade cuja raiz se encontra na perca de si mesmo, muitas vezes para se sentirem aceitas em grupos sociais, que se faz necessário e importante um processo de auto-conhecimento e por que não dizer procedimentos magísticos que auxiliam o ser a se manter integrado a sua essência ou reencontrar o equilíbrio perdido.

Para que o homem desempenhe bem seu destino individual, tem que estar bem sintonizado com seu Ori, que por ser uma energia física e espiritual, é uma divindade que não possui características estéticas, pois não provoca transe. Tem a ver com nossos acertos e erros no modo de ser e agir e é o que melhor pode nos mostrar e indicar o caminho certo a ser percorrido.
DEVEMOS NOTAR QUE A CABEÇA É EM GERAL A PRIMEIRA A ENTRAR NESTE MUNDO, E É O RECIPIENTE OU RESIDÊNCIA DE TODAS AS ESCOLHAS (OPÇÕES).

O rito africano de Bori é efetuado tanto de forma terapêutica como iniciática, o certo é que ele é um passo em seu caminho evolutivo, tanto como ação corretiva como aprimoramento, e assim visam o re-equilibrio do ser para que fique harmonizado com sua essência e possa realizar seu destino. Porem por serem práticas mais tribais alguns resistem por pura confusão em fazer uso delas, no entanto, nesses ritos de veneração do ori ou cabeça nos cultos de nação africanos, são usados em geral como suporte elementos simples e significativas – podia ser até um cristal, obi, búzios e água em uma tigela ou cabaça – e de qualquer forma não incluindo portanto animais sacrificados que é uma das coisas que mais dá medo a maioria das pessoas, e realmente assusta, afinal matar mesmo que ritualisticamente não é bom.

No aspecto ritualísticos mais esotérico apenas o sacrifício pessoal visando o auto-aperfeiçoamento importa para a maioria das pessoas, no entanto, sabemos que em alguns casos, faz-se necessária a pratica das matanças, eu mesmo passei por isso. E o que fazemos magisticamente para fortalecer o ser enquanto individuo é uma série de ritos que incluem desagregações e fixações com fumaças de ervas, ingestão de chás com propriedades especiais, assim como banhos com folhas, e oferendas de restituição para a natureza com elementos específicos básicos segundo a vibração original do individuo tendo por base os 4 elementos da natureza ( ar, fogo, água e terra ) onde relacionados com o signo solar dessa forma:

Os mantras e símbolos geométricos que citamos não foram escolhidos ao acaso, são letras atribuídas aos signos na cabala ariana dos brâhmanes indianos e podem ser usadas para invocar correntes de força que nos vitalizam. Ar se relaciona as pessoas nascidas nos signos de Libra, Aquário e Gêmeos. Mas, sabemos que nem todo sacerdote, segue o tem conhecimento dessas letras mais ancestrais totalmente inclinadas ao esoterismo mais oriental. Na verdade a maioria usa seus conhecimentos herdados de pais para filhos com um conhecimento mais tribal do proprio Continente Africano.

No ritual do Bori, também alimentamos, invocamos e pedimos ajuda dos nossos ancestrais, para nos auxiliar no presente e termos um futuro melhor, pois todo ser humano está ligado à sua ancestralidade.

O Ori Inu - cabeça interior, que nos liga aos nossos antepassados, é a própria individualidade de cada ser humano e direciona o homem ao futuro. A cerimônia específica em que se dá o equilíbrio, se fortalece o Ori, chama-se Bori (Bo=comer, Ori= cabeça= dar de comer à cabeça). Neste ritual lhe são ofertados, oferendas ritualísticas (comidas) Orikis (invocações), rezas e saudações, para que se reestabeleça uma sincronia física e espiritual do ser com sua força, para que afaste problemas, infortúnios. Aqui é necessário a observação da Lua, do regente por casa e signo de onde esta se encontra, seus aspectos e posições, como também o regente do Fundo do Céu, e ainda os Nodos. Além dos pontos citados acima para fazer o Bori, que relacionam as casas 6 e 8 com o Ascendente, pois a seis é obrigações e trabalhos, já a oito é magia e transformação.

Devemos lembrar no entanto, que não é uma coisa que seja movida por modismo, por causa de indicações, por marketing de um sacerdote ou que devemos colocar todos os nossos problemas para serem selecionados com estes rituais. Na verdade sabemos que muitos se decepcionam com a religião ritualistica justamente por buscar forças e ritos que não eram necessários ou na hora errada. Por isso é bom observar em sua carta natal, em seu jogo de búzios ou Tarô se você realmente tá precisando se inciar, se limpar ou se harmonizar. E você sacerdote, antes de passar qualquer coisa pra alguém primeiro certifique-se se os problemas vividos não são apenas frutos de uma vida material e psicologico descontrolados.

Numa carta natal de Umbanda, olhamos as casas de magia, os planetas de magia do nativo e as aflições na carta que possam indicar ou não a necessidade de ritualisticas harmonizadoras ou iniciadoras.

Ori Aiye - cabeça física, nosso presente, e está ligado a cada novo dia, a cada pensamento. É a parte do Ori que nos guia na vida terrena fazendo realizar nossos pensamentos. Aqui temos que observar o signo e regente do Meio do Céu. Esses pontos estão no lado cabeça, representa, ancestrais da Esquerda e também os da direita.

Ori Orun - parte da cabeça física desprendida que nos liga ao passado, nosso incosciente, o próprio sopro da vida, e há quem acredite ser o próprio anjo da guarda. Observa-se o Sol, seus aspectos e posições, como também o regente do signo onde se encontra. Ou seja, os raios emanadores dos raios do Sol, que revelam os oros através da porta qaue é o Ori. Assim Observando esses pontos citados acima, vamos identificar as regencais certas pra acharmos o verdadero Olorí. O orá aparece com o seu ritual de Obí. Mas, no mapa, antes de iniciações de terreiro que utilizam folhas, elementos magisticos, cantos e rituais, podemos observar o Ori Orun, através do  planeta responsavel pelo nosso destino.

ORI-ISESÉ (CABEÇA - O DESIGNANTE), TAMBÉM ORI-OORO (CABEÇA AO AMANHECER) ORI AKOKO (A PRIMEIRA CABEÇA) OU SIMPLESMENTE ORI (CABEÇA),É ESTE O PRIMEIRO E MAIS IMPORTANTE ORIXÁ NO ORUN. E POR CAUSA DE SEU LUGAR PRIMORDIAL, ORI-ISHESHÉ TEM JURISDIÇÃO SOBRE ORÍ-INÚ, QUE É A CABEÇA PESSOAL OU DIVINDADE POSSUÍDA POR CADA E TODAS AS PESSOAS E ORIXÁS, PORQUE TAMBÉM OS ORIXÁS TÊM SEU ORI INDIVIDUAL, OU ORI INÚ.


A forma de se saber em que situação energética se encontra o nosso Ori é através do jogo de Ifá, carta natal ou oraculos operados por sensitivos, pois o Ori conta com duas outras forças importantes em nosso Ara (corpo), na composição física e espiritual de um ser humano, que são Odu e Seu espirito.

O Oráculo é um instrumento catalisador, onde o operador o utiliza para estímulo de sua sensibilidade. No nosso caso, a Umbanda, encontramos mais comumente, quatro Oráculos: O Ifá, o Opele-Ifá (que na realidade é um instrumento do Ifá mais simplificado), o Búzios, Astrologia e o Tarô ( para alguns até de origem duvidosa), mas, na verdade é que em se tratando de oráculos, todos são importantes.

Há de considerar, que os seres, têm uma origem espiritual no Cosmos. Certamente, todos nós, encarnados e desencarnados, temos uma ligação com a Coroa Divina, que poderá ser traduzida por Orixalá, Ogum, Oxossi, Xangô, Yorimá, Yori e Yemanjá, que estão nos "7 Céus" da Espirittualidade: Tembetá, Humaitá, Juremá, Yacutá, Yoimá, Yoriá e Ynaiá, respectivamente.

Essa filosofia vai de encontro com as pregações da Fraternidade Branca que acredita nos 7 Raios e Mestres, mas, tambem com a filosofia da Astrologia Espiritualista, como por exemplo a de Cayce. Ele pregava que o homem vivênciava em um dos planetas necessários a nosso reajuste, aperfeiçoamento ou elevação antes de reencarnar.

O que determina o nosso Ori, são as condições físicas do Cosmos no exato momento em que você dá o primeiro hausto (respiração ao nascer). Afinal, todas as coisas no universo que "conhecemos" está em afinidade e equilíbrio. Assim, para você nascer sob uma determinada condição, tudo já fora preparado para que acontecesse àquela hora exata.

O ORI DE UMA PESSOA É TÃO IMPORTANTE QUE DEVE SER PROPICIADO FREQUENTEMENTE E SUA AJUDA É NECESSÁRIA ANTES DE INICIAR QUALQUER ATO E ISTO É FEITO ATRAVÉS DO EBORÍ (BORI). HÁ UMA OUTRA ENTIDADE QUE EXISTE COM ORI. QUANDO ORI ANDA CONOSCO PELO MUNDO, HÁ ENIKEJI, NOSSO GÊMEO ESPIRITUAL, QUE SE MANTÉM EM ESPÍRITO PARA NOS LEMBRAR DO NOSSO DESTINO ESCOLHIDO EM ILE ORUN. QUANDO FORMOS PARA CASA, POIS O MUNDO É O MERCADO, ORUN É NOSSA CASA, HAVERÁ UMA RECONEXÃO COM ENIKEJI PARA VER SE ALCANÇAMOS NOSSO DESTINO. TODOS OS ORI VEM DE ELEDÁ, OLORÚN. TUDO VEM DAQUELE QUE DÁ VIDA – OLORÚN - E SE MANIFESTA COMO VIDA - OLODUMARE.


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