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quarta-feira, 14 de julho de 2021

Cientistas acham no Sudão milhares de tumbas medievais dispostas como estrelas em galáxia (FOTOS)

 


Estudo marca a primeira vez que uma abordagem cosmológica foi aplicada à arqueologia, destacando a importância de pesquisas interdisciplinares para revelar novas descobertas sobre as origens de sítios arqueológicos.

Arqueólogos descobriram que cemitérios islâmicos sudaneses eram distribuídos de acordo com fatores ambientais de grande escala e fatores sociais de pequena escala, criando um padrão de distribuição semelhante ao de uma galáxia. Os resultados foram publicados na revista científica PLOS ONE na quarta-feira (7).

 

A research team in the Sudan uses spatial modeling to examine "secret patterns" in the arrangement of thousands of medieval Islamic tombs. livescience.com/medieval-islam




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Equipe de pesquisa no Sudão usa modelagem espacial para examinar "padrões secretos" no arranjo de milhares de tumbas islâmicas medievais.

No Sudão, a região montanhosa de Cassala é famosa pela abundância de monumentos funerários imponentes, incluindo túmulos islâmicos conhecidos como qubbas. Arqueólogos locais realizaram trabalho de campo ao redor de Cassala por anos em colaboração com colegas estrangeiros, mas a região permaneceu relativamente inexplorada devido à sua localização remota e falta de infraestrutura.

Agora, um grupo de pesquisadores internacionais usou imagens de satélite para descobrir mais de 10.000 monumentos funerários em uma área de cerca de 2.500 quilômetros quadrados, revelando que os estudiosos subestimaram drasticamente o número de qubbas na região, relata o portal SciTechDaily.

 

Padrões espaciais

O estudo combinou trabalho de campo, ferramentas cosmológicas, tecnologias de sensoriamento remoto e utilizou o modelo Neyman-Scott Cluster, que foi originalmente desenvolvido para estudar padrões espaciais de galáxias e estrelas, e revelou que as estruturas mortuárias estão distribuídas em um padrão semelhante ao de uma galáxia, de acordo com fatores geológicos e sociais.

 

Archaeologists Find Ancient Islamic Tombs Cluster Like Entire Galaxies: For the first time, an international team of archaeologists has applied a method developed to study space clusters to study ancient Islamic tombs in Sudan.… j.mp/2TQ70Wb #history #weird #science



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Arqueólogos encontram aglomerados de túmulos islâmicos antigos como galáxias inteiras: pela primeira vez, uma equipe internacional de arqueólogos aplicou um método desenvolvido para estudar aglomerados espaciais para compreender túmulos islâmicos antigos no Sudão

Assim como as estrelas em uma galáxia tendem a se reunir em torno de centros de alta gravidade (ou seja, perto de um buraco negro), os cemitérios de Cassala se aglomeram às centenas em torno de pontos "paternais". Esses poços de gravidade mortuária provavelmente correspondem às tumbas mais antigas e importantes.

Esta distribuição galáctica surgiu principalmente como resultado das condições geológicas locais. O terreno acidentado em Kassala significa que poucos locais são favoráveis ​​para colocar tumbas ou obter os materiais de construção necessários. Como resultado, as tumbas mais jovens parecem estar se irradiando das tumbas mais antigas, assim como as estrelas em uma galáxia.

O estudo marca a primeira vez que uma abordagem cosmológica foi aplicada à arqueologia, destacando a necessidade de mais pesquisas interdisciplinares que podem revelar novas descobertas sobre as origens de sítios arqueológicos.

 

 

sábado, 19 de dezembro de 2020

Recorde: astrônomos acham filamento intergaláctico de 50 milhões de anos-luz de comprimento (FOTOS)

 


 

Fios extraordinariamente longos de gás quente conhecidos como filamentos intergalácticos conectam e circundam galáxias por todo o cosmo, e o mais longo filamento acaba de ser encontrado.

Cientistas observaram o filamento intergaláctico mais longo já encontrado. O fio do gás se estende por 50 milhões de anos-luz e sua estrutura se alinha com as previsões feitas por simulações de computador, afirma os pesquisadores em estudo publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics.

"De acordo com os cálculos, mais da metade de toda a matéria bariônica em nosso Universo está contida nesses filamentos, esta é a forma de matéria da qual estrelas e planetas são compostos, assim como nós mesmos", afirma Thomas Reiprich, autor principal do estudo, em comunicado divulgado pela Universidade de Bonn, Alemanha, na quinta-feira (17).

Teia cósmica

Cientistas acreditam que depois que o Big Bang deu início ao Universo, 13,8 bilhões de anos atrás, uma grande quantidade do gás hidrogênio, que constitui a matéria conhecida no Universo, colapsou em folhas, que se separaram ainda mais em longos filamentos serpenteantes.


 

​Uma equipe liderada pela Universidade de Bonn observou pela primeira vez um filamento de gás com um comprimento de 50 milhões de anos-luz, o filamento intergaláctico mais longo já observado

Como os filamentos se esticam muito, as partículas que os constituem estão muito espalhadas, tornando-os extremamente difíceis de detectar. No entanto, os cientistas conseguiram tornar o gás completamente visível pela primeira vez, usando o telescópio alemão eROSITA.

"A eROSITA tem detectores muito sensíveis para o tipo de radiação de raios X que emana do gás nos filamentos […]. [O telescópio] tem um grande campo de visão, como uma lente grande angular, [e] captura uma parte relativamente grande do céu em uma única medição e em uma resolução muito alta", explica Reiprich.

Esses aspectos do telescópio permitiram que os pesquisadores conseguissem imagens detalhadas de objetos enormes, como os filamentos.


 

Astrônomos encontram o filamento de gás intergaláctico mais longo do universo

A equipe estudou Abell 3391/95, um sistema de três aglomerados de galáxias a 700 milhões de anos-luz da Terra. As imagens tiradas com o eROSITA mostram os aglomerados e galáxias individuais pontuando o sistema, mas, talvez ainda mais surpreendente, eles mostram as gavinhas que conectam as galáxias e aglomerados.

"Comparamos nossas observações com os resultados de uma simulação que reconstrói a evolução do Universo […]. As imagens da eROSITA são impressionantemente semelhantes aos gráficos gerados por computador. Isso sugere que o modelo padrão amplamente aceito para a evolução do Universo está correto", comemora Reiprich.

 

domingo, 30 de agosto de 2020

Arqueólogos acham no Egito 11 crocodilos de 2.000 anos que seriam oferenda a divindade (FOTO)




Os arqueólogos responsáveis pela descoberta acreditam que o destinatário da oferenda era Sobek – uma divindade do Antigo Egito.

Uma equipe de arqueólogos da Universidade de Jaén, Espanha, descobriu em Qubbet el Hawa – uma necrópole egípcia reservada para nobres e governantes nas margens do Nilo – uma oferenda de mais de 2.000 anos, composta por 11 crocodilos, um deles mumificado, disse ao jornal El Mundo Alejandro Jiménez, chefe da equipe de escavação.
Ele afirmou que ninguém esperava encontrar nada, mas, para sua surpresa, descobriram a entrada para duas câmaras que tinham permanecido intactas até agora, precisamente o local onde foi feita a descoberta.
Dos 11 corpos de crocodilos escavados, dez estavam envoltos "sem respeitar sua forma original". Todavia, um dos crocodilos estava embalsamado e coberto com ataduras de linho que haviam sido consumidas pelas térmitas, ficando apenas alguns pedaços colados à pele do réptil, explicou o arqueólogo.

Asombroso. Hallados 11 cocodrilos momificados de hace 2.000 años en el Valle de los Príncipes de Egipto
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​Surpreendente. Encontrados 11 crocodilos mumificados de 2.000 anos no Vale dos Reis, no Egito.
Os pesquisadores pensam que as oferendas foram feitas por devotos da região em honra a Sobek, a divindade em forma de crocodilo a quem os antigos egípcios atribuíam a criação do rio Nilo.
Os restos dos animais estavam a cerca de cinco metros do túmulo de Shemai, irmão de um dos mais notáveis governadores da ilha Elefantina, na XII dinastia.

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