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Os Orixás regentes de 2026

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domingo, 30 de agosto de 2020

Arqueólogos acham no Egito 11 crocodilos de 2.000 anos que seriam oferenda a divindade (FOTO)




Os arqueólogos responsáveis pela descoberta acreditam que o destinatário da oferenda era Sobek – uma divindade do Antigo Egito.

Uma equipe de arqueólogos da Universidade de Jaén, Espanha, descobriu em Qubbet el Hawa – uma necrópole egípcia reservada para nobres e governantes nas margens do Nilo – uma oferenda de mais de 2.000 anos, composta por 11 crocodilos, um deles mumificado, disse ao jornal El Mundo Alejandro Jiménez, chefe da equipe de escavação.
Ele afirmou que ninguém esperava encontrar nada, mas, para sua surpresa, descobriram a entrada para duas câmaras que tinham permanecido intactas até agora, precisamente o local onde foi feita a descoberta.
Dos 11 corpos de crocodilos escavados, dez estavam envoltos "sem respeitar sua forma original". Todavia, um dos crocodilos estava embalsamado e coberto com ataduras de linho que haviam sido consumidas pelas térmitas, ficando apenas alguns pedaços colados à pele do réptil, explicou o arqueólogo.

Asombroso. Hallados 11 cocodrilos momificados de hace 2.000 años en el Valle de los Príncipes de Egipto
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​Surpreendente. Encontrados 11 crocodilos mumificados de 2.000 anos no Vale dos Reis, no Egito.
Os pesquisadores pensam que as oferendas foram feitas por devotos da região em honra a Sobek, a divindade em forma de crocodilo a quem os antigos egípcios atribuíam a criação do rio Nilo.
Os restos dos animais estavam a cerca de cinco metros do túmulo de Shemai, irmão de um dos mais notáveis governadores da ilha Elefantina, na XII dinastia.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Intolerância religiosa injustificável: Homem invade culto de umbanda em RO, chuta oferenda e coloca fogo

Local onde fiéis colocaram oferendas foi incendiado por morador (Foto: Marcelo Nery/Arquivo pessoal)
Local onde fiéis colocaram oferendas foi incendiado por morador (Foto: Marcelo Nery/Arquivo pessoal)

Caso aconteceu durante cerimônia em uma mata, em Cacoal.
Testemunhas dizem que homem ainda ameaçou as vítimas com madeira.


Um homem de 35 anos foi conduzido até a delegacia de Cacoal (RO) após interromper um culto de umbanda e chutar a vasilha de pipoca que estava sendo entregue como oferenda em uma mata. O caso aconteceu no domingo (10). Segundo a Polícia Militar (PM), a oferenda estava na mão de um adolescente, que acabou ficando com hematomas por causa do chute. Após invadir o local, o suspeito também ameaçou os fiéis com um pedaço de madeira e colocou fogo na vegetação para queimar a oferenda. De acordo com Cesar Torres, responsável pelo terreiro, a confusão teve início quando ele pediu para que um grupo fosse até a mata entregar as oferendas como agradecimento. Na ocasião, um morador do bairro resolveu interferir na cerimônia, iniciando uma discussão com os membros. "Quando o pessoal foi fazer a entrega, o homem apareceu na rua dizendo que não era para continuar com o ritual. Como eles disseram que não podia parar com a cerimônia, pois somos amparados pela lei, ele se revoltou e chutou as oferendas. Depois ameaçou a moça que estava no grupo com um pedaço de pau", relata. Na ocasião, o ainda colocou fogo na vegetação ao tentar queimar as oferendas. Após a ação, o grupo chamou a Polícia Militar (PM) para registrar a agressão e ameaças. Na sequência, todos os evolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil, a fim de prestar esclarecimentos. Durante confecção do boletim de ocorrência, o suspeito confessou que chutou as oferendas, pois segundo ele, o grupo estaria fazendo "macumba" na frente de sua casa e isso o teria irritado. Ele negou a ameaça e disse que apenas pegou o pedaço de madeira, mas não ameaçou ninguém com o objeto. O suspeito alega também que os rituais são realizados a qualquer hora do dia e na frente de crianças, o que lhe deixou revoltado. 
Restos da oferenda que grupo conseguiu retirar do local (Foto: Marcelo Nery/Arquivo Pessoal)
Restos da oferenda que grupo conseguiu retirar do local (Foto: Marcelo Nery/Arquivo Pessoal)

Cesar Torres nega as acusações e diz que a mata pertence a um conhecido da entidade religiosa e que eles teriam permissão para fazer as oferendas no local. "Sempre realizamos oferendas em forma de agradecimento aos Orixás. Entregamos alimentos e temos o cuidado de deixar na mata apenas o que a própria natureza poderá consumir, seja pelos pássaros ou pela própria terra. Não colocamos nada com fogo ou materiais que possam poluir o meio ambiente", explica. Cesar revela também que está movendo uma ação contra o homem por agressão, ameaça, intolerância religiosa. "Agora vou até fim com esse caso, pois as pessoas precisam aprender as respeitar o direito de culto das demais", aponta.

Fonte: g1.globo com/ro/cacoal

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Pedindo as bênçãos de Iemanjá

Pedindo as bênçãos de Iemanjá
Pedindo as bênçãos de Iemanjá

Salve a Rainha do Mar


2 de fevereiro, dia que as religiões de matriz afro comemoram o Dia de Iemanjá e para os católicos, Dia de Nossa Senhora dos Navegantes. E no calendário civil é dia do Agente Fiscal. Então esperamos que Iemanjá dê responsabilidade fiscal aos governantes, para que nossa economia não vá pro buraco negro da falta de credibilidade e rombo nas contas públicas.  A Virgem Maria e a Mãe dos Orixás, dê coerência e rumo aos nossos políticos, aos governadores e prefeitos. E que a Lei de responsabilidade fiscal, seja protegida, a segurança restabelecida e que a economia volte a crescer.

No calendário astrológico,  passamos do 12 para o 13 grau zodíaco do signo de Aquário ou 313 graus zodiacais. Esses graus nos mostram um cavaleiro que acabou de se armar e uma ponte sobre um rio. Assim, o zodíaco, nos mostra uma simbologia apropriada no dia de hoje, pra quem se arma com a fé, com a esperança e com amor ao Divino Criador, para enfrentar as adversidades da vida. E Iemanjá, como Mãe da maioria dos orixás, senhora das água sagradas, representando o ventre do mundo e o amor maternal. Que nos abençoa e nos dá luz. 

Essa simbologia dos portais sabeus é apropriada pra todos que fazem da fé sua arma contra o mal. Mas, nesse dia, há grande parte de fiéis oportunistas. Tem aqueles que só vão por brincadeira, como se tudo que se refere a aglomerado de pessoas fosse uma festa e diversão. Também tem aqueles que ignora o ano todo e tenta ganhar um bônus apenas num dia festivo, recebendo uma bênção do Sagrado. Ainda tem os que só procuram quando estão ferrados, como se jogando dados no escuro pra ver se as coisas melhoram, mesmo tendo passado o ano todo na sua mesquinhes, como por exemplo, políticos que quando veem as coisas ruírem, vão em busca de ajuda. Tem ainda os que procuram amor, dinheiro e sucesso. Porém, quando perguntam se acredita em orixás, fazem caras e bocas, como quem diz que nem acredita e nem dúvida. Mas, a maioria nega a vida toda e acha que é coisa do mal. Enfim, o sagrado abençoa apenas quem tem fé verdadeira, jamais dá vez ao oportunismo, a menos que aquilo tenha alguma lição embutida.

No senso do IBGE, os devotos dos orixás sequer aparecem, no país do cristianismo, tudo é "espiritismo", como se orixá fosse apenas baboseira de gente sem cultura. Mas, muitos aproveitam os festejos pra pegar onda na fé dos outros. Porém tem sim os que tem fé viva e que já alcançaram bênçãos e que por isso vão lá pra agradecer. No entanto, hoje na fé, que nasce do marketing religioso, com seitas oportunistas que passam o dia na TV, vendendo um Cristo que não existe, uma fé que é apenas merchan e visando lucros, lucros e poder, a fé no sagrado, na magia e no ancestral divinizado, virou coisa do mal. Mas, a verdade sempre florescerá. Dizer que a fé dos outros é tolerável mas é 'bobagem' é a tática dos que buscam supremacia religiosa. Quando diz que um profeta desceu ou subiu num cavalo de fogo, o mar foi dividido ou que o povo viu isso ou aquilo, ai os líderes manipuladores, dizem "foi história", mas, quando se trata da fé de outras culturas, ai gritam logo "coisa do Diabo" ou "lendas e mitos". Julgar-se dono de Deus, é o que todo ganancioso e obcecado pelo poder espiritual faz. Assim não há diferença entre um mago negro que suga energia das pessoas, pra líderes de menta escura, que suga a grana das pessoas. O dízimo, por exemplo, é explicitado na Escritura Sagrada, que foi criado para os levitas e não pra qualquer um que cria uma entidade religiosa. Já a oferta ao sagrado, é claro mesmo na Bíblia. Ofertar ao Criador e agradecer por tudo que recebemos de Deus. Assim, o povo de fé, contempla e agradece a Iemanjá a Rainha do Mar e símbolo da vida o ventre da Terra.

As configurações, para o dia de hoje, como mostradas no livro OS SENHORES DO DESTINO, na metodologia de Ifastrologia e odulogia ou astrodulogia, temos a energia de odus de magia para este ano. Magia e ancestralidade, com influência direta de Nanã e Oxumaré, que assessoram Iemanjá nesse dia de hoje. Numa lua minguante, junto a Marte, no signo de Escorpião, acentua ainda mais essa energia de transformação, cura e magia. e o Odu Ogunda-Yeku, dando a tonalidade desse dia de Iemanjá e anunciando as vibrações nesse ano de Oxalá. E por falar em Oxalá, o odú Osa'Meji, anunciando para a parte material a soma de energias entre Iemanjá e Oxaguiã, como bom prenúncio de um ano bom para as mulheres que buscam um amor. Assim quem fez a oferenda hoje com fé, poderá ter um ano de mais sucesso na vida sentimental. As Yabás, se revelam nesse dia de hoje, mas, não fazem um bom prenúncio para a área da saúde e também avisa para quem se envolver com drogas ou o mundo da prostituição, que será um ano turbulento e dolorido.

Mulheres que são espancadas pelos companheiros, as Yabás recomendam a se afastarem e recomeçarem uma nova vida, pois pode acabar em tragédia se insistir. E homens covardes que batem em mulher, o castigo está a caminho. É um tempo, onde o amor é o antídoto pra toda sombra que Satã lançou no mundo. Vamos buscar o perdão. Filhos perdoando os pais, pais perdoando os filhos. Evitando brigas com vizinhos, evitando a violência de toda forma. Vamos focar e mentalizar a paz e o amor, pois até as doenças, como as transmitidas pelo mosquito Aedes são geradas pelo inconsciente coletivo sobrecarregado de ódio e vícios.

Hoje também, é dia da Apresentação de Jesus. É um dia também para que apresentemos ao Criador, nossas conquistas e nossos filhos, para agradecer a Deus as bênçãos e as dádivas do alto. A configuração astral está favorável para os que nasceram nos dias: 24 de dezembro, 10 de março, 25 de janeiro, 21 de janeiro, 06 de julho e 06 de novembro. E também, 25 de maio, 28 de setembro e 21 de maio. Ou pessoas com Ascendente em Escorpião, Peixes e Capricórnio, poderá  receber bênçãos especiais de Iemanjá. Já para quem nasceu em 30 de julho, 30 de abril e 23 de setembro, poderá haver cobranças cármicas e por isso é bom observar melhor a vida espiritual. Assim como para os que tem Ascendente em Leão, Aquário e Libra, também precisam cuidar melhor do lado espiritual, em conformidade com as configurações dos odus revelados nesse dia de Iemanjá. E para os filhos de Iemanjá, como para os que tem Iemanjá de Frente, Iemanjá como Orixá de Cabeça, como adjuntó, como protetora ou mesmo como orixá como orixá de muita devoção, a odulogia de hoje, mostra que é preciso cuidar melhor da família, do casamento, tentar aparar as arestas nas relações. As Yabás estarão atentas pra abençoar a todos aqueles que lutam pela família e defendem o amor, mas, também poderão punir os mesquinhos, que fazem tramas, que traem ou que se apossarem do que não é dono.

Oração de Iemanjá pra pedir suas bênçãos:

Odoiá, Odoiá, Iemanjá. Rainha das Ondas, Sereia do Mar. Como é belo o seu canto, senhora. Quem escuta chora, mãe das águas do oceano, soberana das águas, dê-me sucesso, progresso e vitória em meus caminhos. Abre meus caminhos no amor, cuida de mim, Odoiá, Divina Rainha! Que a tristeza se afaste de mim e que as águas sagradas do Oceano lavem minha alma e meu ser. Abençoa, mãe, minha família e meus amigos e permita que o amor seja nossa maior fonte de energia. Sou suas águas, suas ondas e tu cuidas de meus caminhos Iemanjá, em ti confio. Axé.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Mãe Iemanjá: Presença, sim! Presente, não!

Maria Stella de Azevedo Santos | Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá opoafonja@gmail.com

Mãe Stella escreve semanalmente no jornal A TARDE



Estou preparada para dormir, não tão cedo como dormem os idosos. Tenho 90 anos e 7 meses, mas minha filha joga fora os 90. Ela é de Iyemanjá. Como sua essência é de mãe, ela me cobre. Agora sou um bebê de 7 meses. Para que o pacote fique completo, minha filha/mãe começa a contar uma "estorinha":
"Era uma vez uma senhora encantada e encantadora que se tornou conhecida como 'A Grande Mãe'. Em seu colo, as crianças se aconchegavam e os adultos buscavam conforto para as dores do dia a dia. De sua boca saíam conselhos que ajudavam a secar as lágrimas de homens e mulheres aflitos. Se seus conselhos não bastavam, ela dançava e com suas mãos indicava os caminhos a serem seguidos.
"As desesperadas pessoas que buscavam 'A Grande Mãe' saíam de seu lar com a esperança renovada. Sua casa era uma extensão dela própria. E, por isso, todos queriam agradá-la e a presenteavam com flores para que sua casa ficasse ainda mais aconchegante. Isso agradava a generosa senhora, mas não era capaz de impedir que quando estivesse sozinha chorasse as dores do mundo.
"De seus olhos saíam tantas lágrimas, tanta água salgada, que sua adorável casa se transformou no mar. Iyemanjá era seu nome, que significa 'mãe que é respeitada e agradada com entusiasmo'. Todos são filhos de Iyemanjá, e todos ansiavam por agradá-la com flores, perfumes, maquiagem, joias. Iyemanjá adorava receber presentes, mas sorria da ingenuidade de seus protegidos:
"- Como ela poderia ter tempo de ser vaidosa, quando precisava dedicar-se a esfriar as várias cabeças quentes que deitavam em seu colo?...
"As pessoas não sabiam, mas quem gostava daqueles lindos e ricos presentes era a jovem e vaidosa filha de Iyemanjá: Oxum. Quanto mais Iyemanjá ajudava as pessoas, mais presentes eram depositados em sua casa. Seu lar foi ficando sujo. Iyemanjá pediu, então, que as pessoas não lhe dessem presentes de plásticos nem de metal, pois estes, com o tempo, transformavam-se em lixos difíceis de serem degradados. Os mais obedientes passaram a oferendar apenas o líquido dos perfumes e flores, mas os produtos químicos dos quais eram feitos os perfumes poluíam as águas e as pétalas das flores adoeciam os peixes.
"A população tinha crescido muito e no mar não cabiam mais tantos presentes. Iyemanjá retirou-se para meditar e encontrar a forma ideal de permitir que as pessoas continuassem a praticar seus ritos de agradecimento, sem que ela, sua casa (o mar) e seus filhotes peixes sofressem.
"Muito tempo já tinha se passado até que uma bela e harmoniosa melodia pôde ser ouvida pelo povo da Bahia. Iyemanjá cantava: 'Reúnam-se, cantem e me encantem; este é o presente que quero e posso receber a partir de agora. Não quero mais presentes, quero presença'."
Acordei na manhã seguinte. Já não sabia se tinha ouvido a estória ou sonhado com ela. Era uma vez; há sempre uma vez; há sempre a primeira vez; há de ter sempre pessoas que encarem a primeira vez. "O candomblé é uma religião ecológica" - dizem. Então vivamos o que pregamos!
Encaro o desafio e digo que a partir de 2016 o "Presente de Iyemanjá" do Ilê Axé Opô Afonjá não mais poluirá o mar com presentes. Meus filhos serão orientados a oferendar Iyemanjá com harmoniosos cânticos.
Quem for consciente e corajoso entenderá que os ritos podem e devem ser adaptados às transformações do planeta e da sociedade. Os ritos se fundamentam nos mitos e nestes estão guardados ensinamentos valorosos. O rito pode ser modificado, a essência dos mitos, jamais!
Sei que Iyemanjá ficará feliz, afinal qual é a mulher, principalmente sendo mãe, que não gosta de ouvir belas melodias que confortam e dão alento a um coração permanentemente preocupado com os filhos?
 
 
 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Animais e anjos e a magia cerimonial

Tem muito canalha covarde e insano, que adora matar e maltratar animais. Felizmente tem muita gente benfeitora, que doa seu tempo e sua vida pra defender os animais, ou cria algum com amor e carinho. O que muita gente não sabe, e por isso muitos seguem apenas modismos, é que cada um tem seu próprio animal de poder. O Brasil é hoje um dos países que mais tem cães e gatos, pois a divulgação desses bichos e maior. Muitos querem um cachorro por que viu o vizinho com um... Mas, algumas pessoas, tem seu axé ligado a uma ave, a um outro animal mamífero, até mesmo selvagem. Quem tem mediunidade magisticas, de bruxa, fada ou ligada aos anjos, aves são muito forte como bom auguro. Até mesmo as aves de rapina. Os pajés andinos ou mexicanos, gostavam muito de águias e falcões, como alguns clãs ciganos, gostavam de coruja, tudo pela amplificação e simbolismo com a sensitividade e clarividência. E pesquisando a fé do povo hebreu também vemos isso claramente, estampado, o simbolismo da águia que voa no deserto ou animais em forma de querubins. E apesar de muitos pesquisadores "angelólogos", como a Monica Bonfiglio, afirmarem que as penas dos anjos, são apenas simbolismo pra demonstrar velocidade, na verdade, visões de muitos profetas atestam que os anjos, em algumas categorias tem sim asas. Outra afirmação é que anjos não seriam vistos, pois segundo ela "são bolas de fogo". Pode até ser, mas, não todas as categorias, pois os anjos de guarda aparecem em forma humana, como apareceu em diversas ocasiões aos patriarcas...

Como a natureza da consciência sobe de acordo com o nível sublime de cada mundo, as criaturas do mundo de Beriya são mais plenamente consciente da forma em que o seu mundo está constantemente a ser criado. Ao mesmo tempo, desde que o mundo de Beriya ainda é um mundo à parte, suas criaturas e almas têm os seus próprios eus individuais. Eles podem realmente perceber a luz divina, e eles podem aceitar plenamente a sua posição dominante em tudo, mas, sentindo-se separar a partir desta luz infinita, eles reconhecem a sua existência independente. Mesmo o seraf anseia poderosamente para se aproximar do Divino, apesar de ser tão acima de qualquer coisa o homem pode compreender. E apesar de ser a personificação da compreensão e inteligência superior, ele está ciente de que a sua é uma realidade ainda desconectado do Divino. 

Toda criatura do mundo da Beriya também serve como um anjo-mensageiro, recebendo a abundância dos seres angelicais e as almas do mundo de Yetzirah, e elevá-las a um nível mais elevado no mundo da Beriya e, ainda, a alturas infinitas . 
 Como os anjos do mundo de Yetzirah, os serafins são essências abstratas singulares, não dadas a mudar, mas que os anjos do mundo de Yetzirah são encarnações de pura emoção, os do mundo de Beriya são essências de inteligência pura. Os serafins são anjos que se manifestam nos níveis mais elevados da mente e também refletem as diferenças entre os vários planos de consciência e compreensão. 

Um dos outros nomes para o mundo da Beriya é "mundo do trono", tirada da visão de Ezequiel do Trono divino da Glória. Um conjunto, no entanto, esse aspecto do Divino que é revelada aos profetas é o mundo diretamente acima do mundo dos Beriya conhecido como o mundo de Atzilut. Esta é a fonte de onde D'us é dado a conhecer aos poucos, enquanto o mundo de Beriya é a sua sede ou trono, desde que, como está escrito: "a terra é o Seu escabelo". Além disso, o trono divino ou Chariot é o meio através do qual a abundância divina desce para as criaturas e as coisas do nosso mundo e faz contato com os muitos sistemas complexos de todos os mundos. 

Imediatamente acima do mundo de Yetzirah é o mundo chamado Beriya, que, como os outros, inclui muitos reinos diferentes, níveis e câmaras. E assim como o mundo de Yetzirah é composta de uma multidão de seres espirituais, cuja essência é puro sentimento e emoção, o mundo da Beriya é um mundo do intelecto puro. Esta qualidade mente do mundo da Beriya não é uma essência meramente intelectual, mas sim expressa-se como o poder ea capacidade de entender as coisas com um entendimento genuíno, interior. É, em outras palavras, a mente como criador, bem como aquele que registra e absorve conhecimento. 

No mundo da Beriya, há câmaras, por assim dizer, em que há um certo ritmo medida de tempo, em uma ou outra forma, com uma relação entre o passado, o presente eo futuro, entre causa e efeito, e no qual há almas e criaturas que pertencem especificamente a este mundo. Estas criaturas do mundo de Beriya, são os anjos mais elevados, chamados de "serafim", a partir da palavra hebraica para "queimar", "saraf". 

Merkabah / Merkavah misticismo (ou Chariot misticismo) é uma escola de início judeu misticismo , c. 100 aC - 1000 CE, centrado em visões , como os encontrados no livro de Ezequiel capítulo 1, ou no Hekhalot ("palácios") da literatura, sobre histórias de ascensões aos palácios celestiais e do Trono de Deus . O principal corpus da literatura Merkabah foi composto em Israel no período de 200-700 dC, embora referências posteriores à tradição Chariot também podem ser encontradas na literatura da Chassidei Asquenaz na Idade Média. Um grande texto nesta tradição é a Maaseh Merkabah (Obras da Chariot).

De acordo com os versos de Ezequiel e seus comentários atendente, sua visão consiste em uma carruagem feita de muitos seres celestiais impulsionados pela "semelhança de homem." A estrutura base do carro é composto por quatro seres. Esses seres são chamados de "seres vivos" (em hebraico: חיות ḥayyot ou khayyot). Os corpos das criaturas são "como a de um ser humano", mas cada um deles tem quatro faces, correspondentes às quatro direções do carro pode ir (Leste, Sul, Norte e Oeste). Os rostos são a de um homem, um leão, um boi (mais tarde alterado para um querubim em Ezequiel 10:14 ) e uma águia. Astrologicamente são Aquário (Ar), Leo (Fogo), Taurus (Terra) e Escorpião (Água). Desde há quatro anjos e cada um tem quatro faces, há um total de dezesseis rostos. Cada anjo "Hayyot" também tem quatro asas. Duas dessas asas espalhados por todo o comprimento do carro e conectado com as asas do anjo do outro lado. Isso criou uma espécie de 'caixa' de asas que formou o perímetro do carro. Com as restantes duas alas, cada anjo coberto o seu próprio corpo. Abaixo, mas não ligado aos pés dos anjos "ḥayyot" são outros anjos que são em forma de rodas. Esses anjos rodas, que são descritos como "uma roda dentro de uma roda", são chamados de " Ophanim "אופנים (rodas lit., ciclos ou formas). Estas rodas não estão diretamente sob o carro, mas nas proximidades, e ao longo de seu perímetro. O anjo com a cara do homem é sempre do lado leste e olha para a "semelhança de homem" que impulsiona o carro. A "semelhança de homem" se senta em um trono feito de safira . 

A Bíblia depois faz menção de um terceiro tipo de anjo encontrado no Merkabah chamado de " Serafim anjos "(literalmente" queima "). Esses anjos aparecem como flashes de fogo continuamente subindo e descendo. Esses anjos "Seraphim" alimentado o movimento do carro. Na hierarquia destes anjos "Serafins" são os mais elevados, isto é, mais próximo de Deus, seguido pelo "Hayyot", que são seguidos pelo "Ophanim." O carro está em um estado constante de movimento, ea energia por trás desse movimento é executado de acordo com esta hierarquia. O movimento do "Ophanim" é controlado pelos "criaturas vivas", enquanto o movimento do "Hayyot" é controlada pelo "Serafins". O movimento de todos os anjos da carruagem são controlados pela "semelhança de homem" no trono. 

Toda a História da Salvação está representada, tanto as criaturas racionais quanto as irracionais, celestes e terrestres, beneficiárias do amor infinito de Deus, manifestado na pessoa de Jesus Cristo pregado na Cruz e glorioso ao mesmo tempo. Quando o povo de Israel rompia quaisquer dos 613 artigos da Lei de Deus e os mandamentos que tinham que guardar em sua vida cotidiana, e quando eles reconheciam os seus pecados, davam a Deus suas ofertas puras de acordo com o esquema do sistema de sacrifício imposto por Ele. O lugar onde eles davam essas ofertas é o Altar de Holocausto. Em outras palavras, o povo de Israel recebia a remissão de pecado pela imposição de mãos sobre a cabeça do animal de sacrifício puro, cortando sua garganta e tirando seu sangue, colocando o este sangue nos chifres do Altar de Holocausto e vertendo o resto no chão, e queimando a carne deste sacrifício no altar. 

Como os animais puros era sacrificados com a imposição de mãos e o derramamento de seu sangue, Jesus Cristo veio a nós como o Filho de Deus e suportou a condenação de todos nossos pecados. Da mesma maneira que as ofertas de sacrifícios do Antigo Testamento tinham que aceitar todos os pecados pela imposição de mãos e o derramamento de sangue, Ele aceitou todos os pecados do mundo passados sobre Ele sendo batizado por João, e levou a condenação destes pecados através do derramamento do Seu sangue sobre a Cruz. Quando olharmos para o capítulo 4 do Livro de Levítico, nós vemos que sempre que os sacerdotes ungidos, a congregação inteira de Israel, um governador, ou quaisquer das pessoas que pecassem, eles recebiam a remissão de pecado trazendo uma a oferta de sacrifício a Deus, impondo suas mãos sobre a cabeça, matando-a, retirando seu sangue, e levando isto ao Altar de Holocausto e oferecendo a Deus. De fato, este Altar de Holocausto era onde os Israelitas davam as suas ofertas de pecado todos os dias, não passava um só dia que não estivesse ocupado lá a. Os Israelitas que queriam se libertar dos seus pecados preparavam um animal puro e o davam a Deus no Altar de Holocausto como a oferta de sacrifício. Os pecadores passavam todos seus pecados sobre o animal de sacrifício impondo as mãos sobre sua cabeça, e, como o julgamento destes pecados, extraíam seu sangue cortando sua garganta. Então os sacerdotes e colocavam este sangue da oferta de sacrifício nos chifres do Altar de Holocausto, e queimado sua carne e gordura no altar. Assim é como o povo de Israel recebia a remissão de pecado. 

Sem importar quem pecava, se era um líder do povo de Israel, o Sumo Sacerdote, sacerdotes normais, a congregação inteira, ou qualquer entre as pessoas comuns, tinham que receber sua remissão de pecado trazendo um animal de sacrifício, como um touro, cabra, ou carneiro, e dando isto a Deus como a oferta de sacrifício. Pecadores ou seus representantes tinham que impor suas mãos na cabeça do sacrifício e matá-la, colocar seu sangue nos chifres do Altar de Holocausto, verter o resto do sangue no chão, e assim queimar a gordura da oferta de sacrifício que os perdoaria dos seus pecados. Então, muitos tinham que trazer os animais de sacrifícios ao Altar de Holocausto, impor as mãos na cabeça das ofertas, retirar o sangue e dar aos sacerdotes. Quando se davam ofertas no Altar de Holocausto, estas ofertas de sacrifício tinham que ser puras. E quando os pecadores davam ofertas a Deus, eles tinham que ter certeza de trazer animais puros diante de Deus, e só impondo as mãos nas cabeças destas ofertas de sacrifícios puras seus pecados eram passados a elas era. Como tal nada poderia ser omitido ao dar a oferta de sacrifício. Normalmente, a pessoa que pecava tinha que impor as suas próprias mãos na cabeça do seu animal de sacrifício, mas quando a congregação inteira de Israel pecava, seus anciões representativos colocavam suas mãos na oferta de sacrifício (Levítico 4:15). Claro que, o animal de sacrifício sobre o qual as mãos eram impostas tinha que ser morto cortando sua garganta e retirando seu sangue. E finalmente, tinha que ser queimado no altar. 


Porém, é bom saber separar a ação de oferta a Deus, de atos insanos, barbaros e cruéis de matar ou agredir animais indefesos. No Bhagavad Gita o Senhor Krishna diz sarva kaunteya yonishu (BG , 14,4 ) : " Em todos os seres vivos existe uma alma espiritual . " Isso significa que mesmo nos animais não é uma alma , por isso não temos o direito de matar ou comer carne. Assim como existem leis do governo , por isso existem leis da natureza , ou Deus Leis . Se matarmos , então, que nos liga a Karma , e vamos começar a reação . A analogia do Karma significa " Para cada ação há uma reação oposta igual ' . Assim, ou nós fazemos bom ou mau karma , ainda estamos nos vinculativo mais a este mundo material. Além disso , apenas por ver um prato de carne no seu prato não significa que tudo está bem, tem havido tanta violência ido para ele antes de ver o produto final. O Senhor Krishna diz que ele é o pai original de todas as entidades vivas ( aham bija - pradah pita - BG, 14.4) , por isso não temos o direito de matar ninguém. Se não temos o direito de dar vida a uma criatura viva , também não tem o direito de matá-los desnecessariamente. Um devoto é cheio de compaixão , e ele não pode ver ninguém sofrer, até mesmo os animais. 

"Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Portanto quem chuta ou maltrata um animal é alguém que não aprendeu a amar" Chico Xavier

"Creio que os animais são uns anjos que podem nos ensinar o que é fidelidade". Wal Águia 

Eis O Senhor é nosso espelho; abra os olhos e vê-los nele, e aprender a forma do seu rosto. - Odes de S. Salomão , 13:01 

Quando o nível final de reacção não tiver sido atingido, consciência pode ver-se claramente como independente das qualidades fundamentais da natureza. - Patañjali, o Yoga Sutra , I.16 

Tudo tem uma superfície, formas, sons e cores .... Como podemos considerar qualquer um deles para ser o ser primitivo? -Os Escritos de Chuang Tsu , 19 


Esse chamado corpo é uma porção da Alma discernida pelos cinco sentidos. -William Blake, 

O Casamento do Céu e do Inferno A natureza é um espelho, a muito mais clara dos espelhos; analisá-la e admirar! -Feodor Dostoievsky, Crime e Castigo 

Sacríficio é uma palavra que devemos ressaltar em nosso culto, quando ofertamos qualquer elemento ao Òrìsá devemos tratá-lo também como EBÓ. Ebó é todo elemento ofertado a uma força espiritual, seja ela de que natureza for, ajogun (forças negativas), irunmolé (òrìsás que não são funfun-branco) ou òrìsá funfun. Quanto ao Ebó Ejé, oferecimento de sangue, as críticas tornaram-se cada vez mais contundentes, com apoio externo, inclusive da mídia, que não perde a oportunidade de associar qualquer fato ligado ao nosso culto com Bruxaria, Magia Negra, Vodoo (como aspecto pejorativo) e etc… É surpreendente como pessoas que são leigas nestes fundamentos e incapazes de resolver problemas gravíssimos que a religião Iorubá por inumeras vezes se defronta e resolve, vem nos atacar nos chamando de primitivos e incivilizados. 

Ebó é um termo africano, do iorubá, que tem várias acepções nos cultos africanos no Brasil, mas as acepções todas têm em comum o fato de tratar-se de uma oferenda, dedicada a algum orixá, podendo ou não envolver o sacrifício animal. Ebó nada mais é do que uma limpeza espiritual, contendo vários tipos de comida ritual. Como alguns dizem é uma limpeza da aura de uma pessoa, de uma casa, de um local de comércio. Transfere-se para os alimentos a energia maléfica que está na pessoa ou no local, com a ajuda de Exú e dos Orixás. Não adianta só oferecer as comidas, o segredo está nas cantigas, e na receita, algumas podem ser conhecidas mas a maioria faz parte do segredo do Candomblé. Pode-se fazer ebó para abrir os caminhos para emprego, ebó de saúde, ebó de prosperidade, o que varia é a receita. Existem vários tipos de ebós, mas sempre será feito de acordo com o determinação do jogo de búzios merindilogun. 

Dentro do Velho Testamento encontraremos o Levitico, o terceiro livro da Bíblia atribuído a Moisés. Os judeus chamam-no Vayikrá. Basicamente é um livro teocrático, isto é, seu caráter é legislativo; possui, ainda, em seu texto, o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade e o calendário litúrgico entre outras normas e legislações que regulariam a religião. Não somos dissimulados ao ponto de ignorar o ciclo de vida e morte, sabemos de nossas responsabilidades. A Terra (Ikole Aiye), como um grande Ile ikú, alimentada por este ciclo de morte e renascimento desde os primórdios, nos fornece o material necessário impregnado dos elementos insubstituiveis para nossa liturgia, não podemos deixar que uma visão utópica transgrida essa lei sagrada. 

No jogo de búzios define-se qual orixá será oferecido o ebó, sendo que cada um leva seus ingredientes especiais tais como: a canjica de Oxalá, a batata doce de Oxumaré ou o inhame de Ogun. Há ainda aqueles ebós para afastar espíritos desencarnados que ainda atrapalham a vida de alguns chamado de ebó de Egun, e outros para curar traumas e ajudar no esquecimento e superação de experiências ruins, o ebó de "susto" é para prevenir problemas no futuro. Não são em todos eles que ocorre a sangria de animais, pois há os chamados ebós brancos ou secos, nos quais não é permitido qualquer sacrifício e os animais utilizados, geralmente neste caso os frangos e galos, são soltos na natureza com vida. 

A maioria das pessoas que consomem carne não se preocupa com a origem deste animal, seu abate e posterior comercialização, estão desconectados da realidade. Menciono também os vegetarianos, que ao tirar da terra legumes, verduras e hortaliças, também estão tirando vidas, neste caso, eliminando a seiva, sangue verde, a respiração, a fotossíntese, deixando de ser um ser vivo para lhe dar a vida. Dentro do Culto Ioruba a imolação de animais é tratada com respeito, gbaduras e orikis, onde este sangue estará dando vida a outros e fertilizando a própria terra. Lembrando o iton onde Olodunmarè determina que a terra, Onilè, será o principal receptáculo de todo oferecimento. Dentro de Ifá, nos Odu Irete-meji e Oturupon’turá, Òrúnmìlá determina a troca dos seres humanos pelo dos animais, foi quando a cabra substituiu a filha de Òrúnmìlá no ritual de ebó ejè. 

Após o ritual do ebó as folhas sagradas são usadas de forma ordenadas nos banhos litúrgicos, podendo ser necessário o uso de água sagrada. Existe uma rígida cartilha a ser seguida para que se tenha resultados, e o sacrifício seja aceito. As proibições denominado de ewo são revelados, por exemplo: a não ingestão de qualquer tipo de carne vermelha nem tão pouco frutas vermelhas ou ácidas (incluindo seus sucos), a abstinência principalmente de práticas sexuais como também beijos e abraços, fica proibido a ida a velórios, hospitais, cemitérios ou mesmo a passagem sob arames farpados ou escadas e a bebida alcoólica é um verdadeiro tabu. 

Os sacrifícios de animais praticados pela religião iorubana, vão além do AXÉ, servem para alimentar o povo, pois a carne é consumida pelo egbè. Note-se que a vida animal oferecida através de ebó, dentro do Culto Yoruba, é rezada e seu espírito enviado com todo o respeito a terra dos ancestrais e para os nove espacos do orun. Tudo incluído na composição da Terra esta contido, também, na composição do sangue. Por exemplo, zinco, água, minerais, ferro, magnésio, etc… Note-se que todos os reinos, seja ele mineral, vegetal ou animal, está contido em nosso sangue e vice-e-versa. Sacrificar os animais não são regras e as orações específicas da ação dão graças a Deus pelo sacrifício.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Acarajé comida baiana, gostosa e sagrada!


O saber reconhecido como patrimônio cultural imaterial refere-se ao ofício da baiana em Salvador que teve início com a produção do acarajé, bolo de feijão fradinho frito no azeite de dendê. A técnica de feitura do acarajé representa um modo de fazer enraizado no cotidiano dos seus produtores, seja para uso religioso, alimento sagrado oferecido às divindades nos rituais do candomblé, seja para uso profano, comercializado nas ruas pelas baianas. Segundo pesquisadores, a partir da segunda metade do século passado, as Baianas de Acarajé passaram a ser mais reconhecidas e valorizadas nacionalmente, transformaram-se em ícones da cultura soteropolitana junto a outros aspectos da cultura imaterial, como o jogo da capoeira ou as festas de largo que complementam e vivificam a atmosfera colonial ainda possível de ser evocada em Salvador.

O ofício das baianas é um saber tradicional enraizado no cotidiano dos soteropolitanos, profundamente vinculado aos grupos afro-brasileiros. Deve ser reconhecido não só por seu significado para a manutenção da diversidade cultural brasileira, mas pela iminência de descaracterização que hoje ameaça os ofícios tradicionais das baianas de Acarajé. O registro engloba os rituais envolvidos na produção do acarajé, na arrumação do tabuleiro e na preparação do lugar onde as baianas se instalam, além dos modos de fazer as comidas de baiana, com distinções referentes à oferta religiosa ou à venda nas ruas. Estão destacados o acarajé com seus recheios habituais, o abará, o acaçã, o bolinho de estudante, as cocadas, os bolos e mingaus; o uso de tabuleiro para venda das comidas; a comercialização informal em logradouros, feiras e festas de largo; o uso de indumentária própria das baianas, como marca distintiva de sua condição social e religiosa, presente especialmente nos panos da costa, nos turbantes, nos fios de contas e outras insígnias e, por fim, o uso do tabuleiro para venda de comidas.

Acarajé, Akará ou Acarajé, é uma comida do ritual do Candomblé da orixá Iansã e uma das delícias da culinária afro-brasileira feito de massa de feijão-fradinho, cebola e sal, frito em azeite-de-dendê, podendo ser servido com pimenta, camarão seco, vatapá, caruru, salada, praticamente todas estas iguarias são pratos da cozinha baiana. Na África, é chamado de àkàrà que significa bola de fogo, enquanto je possui o significado de comer. No Brasil foram reunidas as duas palavras numa só, acara-je, ou seja, “comer bola de fogo”. Devido ao Modo de Preparo o prato recebeu esse nome.

O registro do Ofício da Baiana de Acarajé reconhece todos saberes e fazeres tradicionais aplicados na produção e comercialização das chamadas comidas de baiana, feitas com dendê, com destaque para o acarajé. Desde sua origem africana, a produção e consumo das comidas das Baianas de Acarajé, ou Baianas de Tabuleiro, constituem práticas culturais reiteradas e atualizadas com a contribuição de outros grupos étnicos-culturais e profundamente enraizadas no cotidiano da população baiana.

O acarajé, o principal atrativo no tabuleiro, é um bolinho característico do candomblé. Sua origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas, Oxum e Iansã. O bolinho se tornou, assim, uma oferenda a esses orixás. Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo. O acarajé é feito com feijão-fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal. Esse primeiro acarajé sempre é oferecido a Exu pela primazia que tem no candomblé. Os seguintes são fritos normalmente e ofertados aos orixás para os quais estão sendo feitos. O acará Oferecido ao orixá Iansã diante do seu Igba orixá é feito num tamanho de um prato de sobremesa na forma arredondada e ornado com nove ou sete camarões defumados, confirmando sua ligação com os odu odi e ossá no jogo do merindilogun, cercado de nove pequenos acarás, simbolizando “mensan orum” nove Planetas. (Orum-Aye, José Benistes).

A forma de preparo é praticamente a mesma, a diferença está no modo de ser servido: ele pode ser cortado ao meio e recheado com vatapá, caruru, camarão refogado, pimenta e salada (feita com: tomate verde e vermelho mais coentro).O acarajé tem similaridade com o abará, difere-se apenas na maneira de cozer., o acarajé é frito, ao passo que o abará é cozido no vapor.

O tamanho e o formato do acarajé têm simbolismos próprios e são endereçados a divindades específicas. O acarajé grande e redondo é de Xangô; os menores servem para as iabás, como Iansã”. Mas, o acarajé pode ser usado para outros orixás tambem porque é uma comida muito especial e aceito por quase todos os orixas, como Ogum, por exemplo.

O acarajé também é um prato típico da culinária baiana e um dos principais produtos vendidos no tabuleiro da baiana (nome dado ao recipiente usado pela baiana do acarajé para expor os alimentos), que são mais carregados no tempero e mais saborosos, diferentes de quando feitos para o orixá.


Leia mais sobre acarajé

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O QUE É OFERENDA( DESPACHO ) PARA EXU ?

É uma obrigação de magia dirigida, positiva ou negativa. É um presente para captar vibrações. Deve ser feita nas encruzilhadas das matas, dos campos ou das capoeiras, entre 21 e 24 horas.Deve ser seguida um ritual de elementos físicos(objetos, velas, flores, pano cinza, etc..) e observar sempre os elementos da natureza: terra, ar, água, fogo e éter. As oferendas encontradas nas esquinas, a maioria das vezes são feitas por quem n ão entende profundamente do fundamento, nem ter a outorga dos guardiões das encruzilhadas e por isso quase sempre nada tem a ver com o EXU, elas são destinadas a espíritos de baixa vibração, e só servem para alimentar larvas, etc. por isso antes de fazer qualquer ritual que poderá tá prejudicando a si próprio, estude um pouco mais, certifique-se e não saia por ai fazendo mandinga à torto e a direito. Tudo tem que ter fundamento!

domingo, 2 de outubro de 2011

Oferenda para Exu (despacho), e a hora grande


O QUE É OFERENDA( DESPACHO ) PARA EXU ? É uma obrigação de magia dirigida, positiva ou negativa. É um presente para captar vibrações. Deve ser feita nas encruzilhadas das matas, dos campos ou das capoeiras, entre 21 e 24 horas.Deve ser seguida um ritual de elementos físicos(objetos, velas, flores, pano cinza, etc..) e observar sempre os elementos da natureza: terra, ar, água, fogo e éter. As oferendas encontradas nas esquinas, encruzilhadas nada tem a ver com o EXU, elas são destinadas a espíritos de baixa vibração, e só servem para alimentar larvas, etc. • O QUE É HORA GRANDE? É a meia noite, o meio dia e as seis da tarde. É o momento em que são liberados todas as potências negativas do planeta. As seis horas pode ser positiva ou negativa, por isso é considerada neutra. 

NOTA: A verdadeira Umbanda, é amor puro, espiritualismo e não admite sacrifício de animais (ama teu próximo como a ti mesmo). A UMBANDA, BEM COMO TODAS AS CORRENTES RELIGIOSAS, É UM MEIO E JAMAIS UM FIM. É O MEIO USADO PELO DIRIGENTE DA RAÇA PARA FORJAR A SEMENTE DA CIVILIZAÇÃO DO TERCEIRO MILÊNIO. NÃO SE IMPORTA A FORMA COMO SE ADORA A DEUS OU COMO SE SEGUEM AS LEIS DIVINAS. DEUS TAMBÉM JÁ TEVE VÁRIOS NOMES E VÁRIAS FORMAS. IMPORTA É SEGUI-LAS ISTO SIM. E QUANDO OS HOMENS FOREM DE NOVO COMO CRIANÇAS, PUROS E SIMPLES, ENTÃO NÃO MAIS HAVERÁ ÓDIOS E DORES. AS DIFERENTES SEITAS E CORRENTES RELIGIOSAS TERÃO PASSADO E OUTRAS VIRÃO TOMAR OS SEUS LUGARES NUMA PURIFICAÇÃO PROGRESSIVA ATÉ QUE EXISTA APENAS UM SÓ REBANHO PARA UM SÓ PASTOR. 

BIBLIOGRAFIA: 1) FERAUDY, Roger Pierre. Serões do Pai Velho o Catecismo de Umbanda. Obra mediúnica ( Babajiananda). 1ª ed. Porto Alegre: FEEU, 1987. 2) NETO, F. Rivas. Umbanda A Proto-Síntese Cósmica. 4ª ed. São Paulo: Pensamento, 2002. 3) SILVA, W. W. da Mata e. Umbanda e o Poder da Mediunidade. São Paulo: Ícone, 1997. Texto

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Comida de Oxumaré


Ingredientes:

1/2 k de feijão fradinho

Uma chícara de chá de azeite de dendê

Umpouco de farinha de milho em flocos amarela

1/2 cebola ralada

Um punhado de camarão seco e defumado

Sala gosto(pouco)

Modo de preparo:

Após escolhido e lavado muito bem o feijão fradinho, cozinhar em fogo brando uma panela de pressão até ficar ao ponto de comer – igual ao feijão de casa comum nosso de cada dia.

Deixar com caldo do seu próprio cozimento.

Preparar uma panela de preferência de ferro, untar com azeite de dendê(colocar o azeite todo pra quantidade de feijão cozido, levar ao fogo, colocar a cebola ralada e o camarão, e refogar bem até o ponto de estarem dourados, depois despejar sobre essa panela o feijão fradinho cozido todo com sua água, e deixar ferver até engrossar, sem amassar o feijão, ir mexendo somente, quando estiver pronto, ir colocando a farinha de milho amarela ao ponto de ficar como um virado, logo em seguida, preparar um alguidar médio tipo No. 2, devidamente lavado, e colocar a comida dentro, pode-se enfeitar ou não com acaças (EKÓS)(feito de farinha de milho de canjica branca enrolados na folha de banana) na quantidade de cinco
ou seis. fica a critério de quem irá oferecer, e depois disso levar ao quarto de Santo onde ficar(estiver destinado ao Orixá) Oxumarê.

Fonte: olorum.org

domingo, 15 de maio de 2011

O QUE É OFERENDA( DESPACHO ) PARA EXU ?

É uma obrigação de magia dirigida, positiva ou negativa. É um presente para captar vibrações. Deve ser feita nas encruzilhadas das matas, dos campos ou das capoeiras, entre 21 e 24 horas.Deve ser seguida um ritual de elementos físicos(objetos, velas, flores, pano cinza, etc..) e observar sempre os elementos da natureza: terra, ar, água, fogo e éter. As oferendas encontradas nas esquinas, encruzilhadas nada tem a ver com o EXU, elas são destinadas a espíritos de baixa vibração, e só servem para alimentar larvas, etc.
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