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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Estudo capta ventos estelares com detalhes impressionantes (FOTOS)

 


 

Descobertas contradizem senso comum de que ventos estelares seriam esféricos, assim como as estrelas de onde vêm. Estrelas e planetas mudam a forma do vento estelar e criam padrões únicos.

Astrônomos realizam uma série de observações de ventos estelares em torno de estrelas envelhecidas e como resultado apresentaram uma explicação para as formas das nebulosas planetárias.

A equipe descobriu que os ventos estelares não são esféricos, mas têm um formato semelhante ao das nebulosas planetárias. Dessa forma, os astrônomos concluíram que a interação com uma estrela ou exoplaneta molda tanto os ventos estelares quanto as nebulosas planetárias. Os resultados foram publicados na revista científica Science.

 

Planetary nebula have complex morphologies, including rings, spirals and bipolar features, but what drives those shapes? Decin et al. show that they're produced by binary interactions with stellar winds in the previous (AGB) phase of stellar evolution. science.sciencemag.org/content/369/65
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As nebulosas planetárias têm morfologias complexas, incluindo anéis, espirais e características bipolares, mas o que impulsiona essas formas? Decin e sua equipe mostram que elas são produzidos por interações binárias com ventos estelares na fase anterior da evolução estelar.

"Percebemos que esses ventos são tudo menos simétricos ou redondos […]. Alguns deles são bastante semelhantes em forma às nebulosas planetárias", explica ao portal ZME Science Leen Decin, principal autor do estudo.

Discos, espirais e cones

A equipe de Decin observou ventos estelares ao redor de estrelas gigantes vermelhas frias com a ajuda do conjunto de 66 antenas do rádio-observatório do Atacama ALMA, no Chile. Dessa forma, os astrônomos conseguiram reunir uma coleção grande e detalhada de observações, cada uma feita usando o mesmo método. Isso foi crucial para poder comparar diretamente os dados.

Os cientistas conseguiram identificar diferentes categorias de formas. "Alguns ventos estelares eram em forma de disco, outros continham espirais e, em um terceiro grupo, identificamos cones", comenta Decin.

Até agora, os cálculos sobre a evolução das estrelas baseavam-se na suposição de que estrelas envelhecidas, como o Sol, têm ventos estelares esféricos. "Nossas descobertas mudam muito. Como a complexidade dos ventos estelares não foi considerada no passado, qualquer estimativa anterior da taxa de perda de massa de estrelas antigas pode estar errada por até um fator de dez", sublinha o astrônomo.

 A equipe está agora fazendo pesquisas adicionais para entender como isso pode impactar os cálculos de outras características cruciais da evolução estelar e galáctica.

 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

NASA capta FOTOS impressionantes de 'diabo de poeira' na superfície de Marte


Os "diabos de poeira" não são um fenômeno raro na superfície de Marte, já que no Planeta Vermelho venta muito e há muita poeira. Redemoinhos de poeira desaparecem tão rápido como aparecem, sendo difícil captar o fenômeno em Marte. 

O Orbitador de Reconhecimento de Marte (MRO, na sigla em inglês) conseguiu fotografar um massivo "diabo de poeira" graças a uma potente câmera do Experimento Científico de Imagens de Alta Resolução (HiRISE, na sigla em inglês), que registra Marte em imagens desde 2006, escreve o portal Science Alert.



O mais recente "diabo de poeira" formado na superfície de Marte
Pesquisadores da Universidade do Arizona publicaram informações mais detalhadas deste "diabo de poeira" que se originou recentemente nas planícies vulcânicas da Elysium Planitia, região de Marte localizada próximo ao equador.



Redemoinho de poeira registrado em superfície de Marte em 2012 de 20 quilômetros de altura
De acordo com a equipe da HiRISE, este fenômeno raro de 50 metros de diâmetro e 650 metros de altura não foi o maior registrado, pois em março de 2012 surgiu uma foto de um redemoinho de poeira de impressionantes 20 quilômetros de altura e apenas 70 metros de diâmetro.



sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Astrofísica: Sonda da NASA desvenda segredos impressionantes do Sol (VÍDEOS)



A agência espacial norte-americana divulgou os dados coletados pela sonda Parker durante a sua missão revolucionária na fronteira da coroa solar.

A missão, iniciada em 2018, efetuou medições a uma distância de apenas 24 milhões de quilômetros do Sol, ou seja, a metade da distância entre a estrela e Mercúrio, revelando que os buracos coronais poderiam ser a fonte de vento solar lento.
"Estas observações vão mudar fundamentalmente a nossa compreensão do Sol e do vento solar e nossa capacidade de prever eventos relacionados ao clima espacial", afirmou Justin Kasper, um dos autores do estudo, da Universidade de Michigan, em comunicado, citado pelo jornal The New York Times.
O cientista destacou que a sua equipe está "realmente surpreendida com quão diferente é a coroa quando é observada de perto em comparação como a vemos a partir da Terra".
Scientists have just announced the first discoveries from ’s daring mission to the Sun. What they’ve learned has changed our understanding of the way the Sun releases material and particles, influencing Earth and the entire solar system: https://go.nasa.gov/34Qj1LC 

2.020 pessoas estão falando sobre isso

Cientistas acabaram de anunciar as primeiras descobertas da sonda Parker em missão audaciosa rumo ao Sol. O que eles aprenderam mudou a nossa compreensão de como o Sol emite material e partículas, influenciando a Terra e todo o Sistema Solar. 
Ao analisar os dados, os cientistas da NASA chegaram à conclusão de que o próprio campo magnético do Sol poderia desempenhar um papel fundamental no aquecimento da coroa solar que, por sua vez, produz vento solar, uma corrente de partículas que é expulsa pelo Sol e chega à Terra alguns dias mais tarde.
É conhecido que o chamado vento solar rápido, dono de uma velocidade entre 500 e 1.000 quilômetros por segundo, provém das manchas solares ou buracos nos polos norte e sul da coroa solar.
No entanto, até agora era desconhecida a fonte do vento solar lento, que é composto em sua maioria por prótons e núcleos de hélio que, quando acelerados, interagem com o campo magnético da Terra e causam o aparecimento de auroras boreais e austrais. Ainda assim, este vento também pode ser perigoso para as redes elétricas e de telecomunicações e para os satélites que se encontram na órbita terrestre.
"Os primeiros três encontros da sonda até agora foram espetaculares. Podemos ver a estrutura magnética da coroa, que nos indica que o vento solar está surgindo de pequenos buracos coronais, vemos atividade impulsiva, grandes jatos ou recuos que presumimos estarem relacionados com a origem do vento solar", explicou Stuart Bale, da Universidade da Califórnia.
Todavia, aquilo que realmente surpreendeu os pesquisadores foi uma série de giros no campo magnético solar. Trata-se de inúmeros giros de 180 graus.
"Estas interrupções provavelmente estão relacionadas a alguma espécie de jatos de plasma", opinou Bale.
Os astrofísicos descobriram também que a parte externa da atmosfera do Sol é 200 vezes mais quente que a sua superfície. A sonda Parker também descobriu que há uma forte presença de pó cósmico nos arredores do Sol. Os cientistas conseguiram até obter imagens em alta resolução do fluxo do pó solar.
Nos próximos anos, a sonda da NASA vai realizar várias missões até emergir na coroa solar em 2025, ficando dessa forma a apenas seis milhões de quilômetros da superfície do Sol.
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