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sexta-feira, 19 de março de 2021

Ventos na estratosfera de Júpiter são medidos pela 1ª vez e chegam a 1.450 km/h, diz estudo (VÍDEO)



 Ao analisarem o resultado da colisão com um cometa em 1994, os cientistas descobriram, pela primeira vez, ventos muito fortes na atmosfera intermédia de Júpiter.

Os astrônomos conseguiram, com a ajuda do telescópio ALMA, operado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) e localizado no deserto do Atacama, no Chile, medir pela primeira vez ventos na atmosfera de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. Os resultados foram publicados na revista científica Astronomy & Astrophysics na quinta-feira (18)

"Ao analisar as consequências de uma colisão com cometa ocorrida na década de 1990, os pesquisadores descobriram ventos incrivelmente poderosos perto dos polos de Júpiter, com velocidades de até 1.450 quilômetros por hora", lê-se no comunicado divulgado pela ALMA na quinta-feira (18).

A equipe de astrônomos rastreou uma molécula originada na colisão do cometa Shoemaker-Levy 9 com o planeta gasoso em 1994. Essa foi a primeira observação direta de uma colisão extraterrestre entre dois corpos do Sistema Solar e esse impacto produziu novas moléculas na estratosfera de Júpiter, onde elas têm se movido com os ventos desde então. A partir dos resultados, os cientistas descreveram como os ventos como uma "besta meteorológica única em nosso Sistema Solar".

"O resultado mais espetacular é a presença de jatos fortes [faixas estreitas de vento na atmosfera], com velocidades de até 400 metros por segundo, que ficam sob a aurora, perto dos polos", explica Thibault Cavalié, princial autor do estudo.

Essas velocidades do vento, equivalentes a cerca de 1.450 km/h, são mais de duas vezes as velocidades máximas de tempestade alcançadas na Grande Mancha Vermelha de Júpiter e mais de três vezes a velocidade do vento medida nos tornados mais fortes da Terra.

 

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Cavalié destaca que encontrar os ventos foi uma surpresa, pois estudos anteriores indicaram que os ventos fortes diminuíram antes de atingir a estratosfera.

Além dos ventos polares, a equipe usou o ALMA para confirmar, também pela primeira vez, a existência de fortes ventos estratosféricos ao redor do equador do planeta medindo diretamente sua velocidade, de cerca de 600 km/h.

"Esses resultados do ALMA abrem uma nova janela para o estudo das regiões de Júpiter com auroras, algo realmente inesperado há poucos meses", conclui Cavalié.

 

 

domingo, 10 de janeiro de 2021

Ventos e correntes de jatos são encontrados na anã marrom mais próxima da Terra (FOTO, VÍDEO)

 


Equipe de pesquisa liderada pela Universidade do Arizona (EUA) encontrou faixas e listras na Luhman 16B, a anã marrom mais próxima da Terra, descobrindo quais fenômenos agitam a atmosfera do corpo celeste por dentro.

Até hoje, se sabe pouco sobre as anãs marrons por serem corpos celestes que não contêm brilho suficiente para serem detectadas devido ao seu processo natural de esfriamento. Sendo assim, é mais difícil para telescópios e astrônomos as estudarem e as encontrarem no infinito do espaço.

No entanto, cientistas da Universidade do Arizona (UA), utilizando medições de brilho de alta precisão do Telescópio TESS da Nasa, descobriram que as anãs marrons se parecem muito com Júpiter e que seus padrões atmosféricos revelam ventos de alta velocidade correndo paralelamente aos equadores marrons da anã, de acordo com o portal Phys.org. Esses ventos estão se misturando na atmosfera, redistribuindo o calor que emerge do interior quente das anãs marrons. Além disso, como Júpiter, os vórtices dominam as regiões polares.

"Os padrões de vento e a circulação atmosférica em grande escala muitas vezes têm efeitos profundos nas atmosferas planetárias, desde o clima da Terra até a aparência de Júpiter, e agora sabemos que esses jatos atmosféricos de grande escala também moldam as atmosferas de anãs marrons", disse Daniel Apai, professor associado do Departamento de Astronomia do Observatório Steward dos EUA, citado pelo Phys.org.

A apenas seis anos-luz de distância Luhman 16B tem aproximadamente o mesmo tamanho de Júpiter, porém, é mais densa e, portanto, contêm mais massa.


 
Utilizando o telescópio TESS da NASA, os astrônomos descobriram que a atmosfera da anã marrom é dominada por ventos globais de alta velocidade. Essa circulação global determina como as nuvens se distribuem na atmosfera, dando a ela uma aparência listrada

"Saber como os ventos sopram e redistribuem o calor em uma das anãs marrons mais bem estudadas e mais próximas nos ajuda a entender os climas, os extremos de temperatura e a evolução das anãs marrons em geral", comenta o professor.

Os pesquisadores produziram um vídeo com as informações e publicaram na página oficial do Youtube do Observatório Steward, que é liderado pela Universidade do Arizona.

 


 

A pesquisa mostra que há muita semelhança entre a circulação atmosférica de planetas do Sistema Solar e as anãs marrons. Como resultado, as anãs marrons podem servir como análogos mais massivos de planetas gigantes existentes fora de nosso Sistema Solar em estudos futuros.

 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Estudo capta ventos estelares com detalhes impressionantes (FOTOS)

 


 

Descobertas contradizem senso comum de que ventos estelares seriam esféricos, assim como as estrelas de onde vêm. Estrelas e planetas mudam a forma do vento estelar e criam padrões únicos.

Astrônomos realizam uma série de observações de ventos estelares em torno de estrelas envelhecidas e como resultado apresentaram uma explicação para as formas das nebulosas planetárias.

A equipe descobriu que os ventos estelares não são esféricos, mas têm um formato semelhante ao das nebulosas planetárias. Dessa forma, os astrônomos concluíram que a interação com uma estrela ou exoplaneta molda tanto os ventos estelares quanto as nebulosas planetárias. Os resultados foram publicados na revista científica Science.

 

Planetary nebula have complex morphologies, including rings, spirals and bipolar features, but what drives those shapes? Decin et al. show that they're produced by binary interactions with stellar winds in the previous (AGB) phase of stellar evolution. science.sciencemag.org/content/369/65
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As nebulosas planetárias têm morfologias complexas, incluindo anéis, espirais e características bipolares, mas o que impulsiona essas formas? Decin e sua equipe mostram que elas são produzidos por interações binárias com ventos estelares na fase anterior da evolução estelar.

"Percebemos que esses ventos são tudo menos simétricos ou redondos […]. Alguns deles são bastante semelhantes em forma às nebulosas planetárias", explica ao portal ZME Science Leen Decin, principal autor do estudo.

Discos, espirais e cones

A equipe de Decin observou ventos estelares ao redor de estrelas gigantes vermelhas frias com a ajuda do conjunto de 66 antenas do rádio-observatório do Atacama ALMA, no Chile. Dessa forma, os astrônomos conseguiram reunir uma coleção grande e detalhada de observações, cada uma feita usando o mesmo método. Isso foi crucial para poder comparar diretamente os dados.

Os cientistas conseguiram identificar diferentes categorias de formas. "Alguns ventos estelares eram em forma de disco, outros continham espirais e, em um terceiro grupo, identificamos cones", comenta Decin.

Até agora, os cálculos sobre a evolução das estrelas baseavam-se na suposição de que estrelas envelhecidas, como o Sol, têm ventos estelares esféricos. "Nossas descobertas mudam muito. Como a complexidade dos ventos estelares não foi considerada no passado, qualquer estimativa anterior da taxa de perda de massa de estrelas antigas pode estar errada por até um fator de dez", sublinha o astrônomo.

 A equipe está agora fazendo pesquisas adicionais para entender como isso pode impactar os cálculos de outras características cruciais da evolução estelar e galáctica.

 

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Os ventos do espírito



Os ventos do espírito sopram por ordem do Alto e arejam as mentes e os corações. E as vozes dos iniciados viajam por entre os planos, sussurrando os ensinamentos perenes, como vento de esperança e consciência. E felizes são os que escutam os murmúrios sutis do Grande Chamado, que vêm das esferas extra-físicas, além dos ruídos do mundo. Desde as terras quentes do antigo Egito até as picos nevados da cadeia dos Himalaias; desde as montanhas da China até as margens do Rio Ganges; e desde os planos da Consciência Cósmica até o coração dos homens de boa vontade, é a mesma Luz que permeia a tudo e a todos.
Mais do que nunca, as vozes dos iniciados falam aos corações dos que estudam e trabalham por climas sadios no mundo - e também em outros planos. Os ensinamentos dos iniciados espirituais não são antigos, nem modernos, pois são atemporais. Não são orientais ou ocidentais, são de todos os povos. E não há qualquer doutrina ou grupo que possa limitá-los em seus parâmetros - nem templo algum que possa segurá-los dentro de suas paredes.
Fonte Imanente de Amor habita em cada Ser. E Ele é a Origem dos ensinamentos espirituais. E o Invisível Imanente continua tocando secretamente os pensamentos e sentimentos dos que mourejam nas lides espirituais entre os homens. Além do alarido do ego dos homens perdidos, ecoa o "Tonitruante Som do Todo" em cada dobra do universo. E quem O escuta, em seu coração, é feliz. E o Invisível Imanente continua tocando secretamente os pensamentos e sentimentos dos que mourejam nas lides espirituais entre os homens.
Desde os tempos imemoriais até a aurora da Consciência Cósmica no coração dos homens do presente, são as vozes dos iniciados espirituais que vêm sussurrando espiritualmente os grandes ideais à humanidade. Sabe que o templo real está na Luz do seu próprio espírito. E que iniciação é atitude sadia! É a consecução do Bem, sem olhar a quem. E, no silêncio por entre os planos, no cerne do Invisível Imanente, elas continuam exortando aos homens de boa vontade à consecução das boas obras e dos bons princípios. O Todo - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
E, no silêncio por entre os planos, no cerne do Invisível Imanente, elas continuam exortando aos homens de boa vontade à consecução das boas obras e dos bons princípios. Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. E que iniciação é atitude sadia! É a consecução do Bem, sem olhar a quem.

domingo, 10 de julho de 2016

O som e ventos barulhetos de Júpiter - Salve Xangô!


Imagem de Júpiter feita pela sonda Cassini
Imagem de Júpiter feita pela sonda Cassini

Juno Capta Som em Júpiter - A Missão de Juno em Júpiter

  Fonte do vídeo, Canal PoligoPocket

A missão Juno, da Nasa, está a poucas horas de entrar na órbita de Júpiter – e na história. De acordo com a agência espacial americana, após uma odisseia de cinco anos no espaço, Juno chegará ao planeta na madrugada entre esta segunda-feira (4) e terça-feira (5). Ao passo que se aproxima do gigante gasoso, a missão consegue captar dados incríveis – e inéditos – do planeta: Juno disponibilizou aos terráqueos o som captado pela sonda ao entrar no campo magnético de Júpiter, em 24 de junho 

 

 Juno – Após percorrer 2,8 bilhões de quilômetros, Juno sobrevoará Júpiter 37 vezes durante um ano terrestre, 5.000 quilômetros acima das nuvens do planeta. A sonda usará uma série de instrumentos, fornecidos por Itália, França e Bélgica, como parte de uma parceria com a Agência Espacial Europeia, para estudar o funcionamento de Júpiter e analisar sua composição. A nave orbitará os polos do gigantesco planeta, que, acredita-se, foi o primeiro a se formar, com massa duas vezes maior que a de todos os outros planetas do Sistema Solar juntos. A missão não é tripulada – mas viajou sob os “olhares cuidadosos” de bonecos de Lego de Galileu Galilei, do deus romano Júpiter e de sua mulher, Juno (que dá nome à sonda). Impulsionada por energia solar e avaliada em 1,1 bilhão de dólares, a sonda fará parte de duas experiências significativas para avaliar a quantidade de água que o planeta contém e determinar se “possui um núcleo de elementos pesados em seu centro, ou se é composto apenas de gás”, explicou Scott Bolton, principal cientista do programa Juno e membro do Southwest Research Institute em San Antonio (Texas). Outras missões – Júpiter começou a ser explorado nos anos 1970 pelas sondas Pioners e Voyagers – mas elas não orbitaram o planeta, apenas se aproximaram dele. Foi assim também com as sondas Ulysses, Cassini e, a mais recente delas, New Horizons, que passou próximo ao planeta em 2007. “A primeira a orbitar o planeta foi a sonda Galileo, que chegou lá em 1995. A Galileo tinha objetivos mais gerais, como estudo da atmosfera e magnetosfera de Júpiter, seus anéis e suas luas, principalmente as quatro maiores. Juno tem objetivos bem mais precisos e contará com tecnologia bem mais avançada”, afirmou Daniel Mello, astrônomo do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

 Comentário: os emocioantes sons de Júpiter, enviados a terra e imagens que receberemos de lá em breve, se dá quando Júpiter se alinha a Cabeça do Dragão, faz trígono com Plutão e sextil com o Sol, o qua passeia pelos portais do Carangueijo (Câncer) acompanhado de Vênus e Mercúrio. É assim os ventos do orixá da Justiça, somado ao poder de Oxumaré, Exu e Oxum. Desvendando-nos os mistérios do universo e a magia do movimento que sustenta a vida no cosmos. "Xangô Kaô Cabecilê, salve o orixá da justiça, salve a hierarquia dos deuses..." - E Salve Juno, a esposa que penetrou os mistérios de Zeus o Poderoso Júpiter...

 

Carlinhos Lima 

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