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terça-feira, 8 de março de 2022

Microrganismos perigosos estariam 'comendo' a Estação Espacial Internacional (EEI) Cientista responde





Cientista deixa claro que os microrganismos existem e são conhecidos há muito tempo, e avalia o grau de perigo que eles podem representar.

De acordo com alguns relatórios, os microrganismos estão comendo a Estação Espacial Internacional (EEI): os astronautas encontraram mais de 100 pontos danificados pela corrosão. Como resultado, a despressurização pode estar ameaçando a estação.
Especialistas acreditam que é por isso que agora é necessário encontrar formas de controlar essa corrosão e arranjar os dados. Na Rússia, já estão instalando o equipamento necessário para testá-lo na EEI.



© CC BY-SA 2.0 / SAWTOOTH / EARTH FROM ISS
Terra vista da Estação Espacial Internacional (EEI)
O serviço russo da Rádio Sputnik falou com um pesquisador do Instituto de Pesquisa Espacial da Academia de Ciências da Rússia, Nathan Eismont, para saber mais sobre a origem da ameaça.
"Os microrganismos não foram detectados ontem. Sabe-se há muito tempo que estão lá, mas a questão é qual é sua natureza, e se eles são perigosos. No entanto, posso assegurar para vocês que a despressurização da EEI é muito improvável neste momento", disse Eismont.
Esses organismos são estudados através da recolha de amostras da corrosão espacial, e depois trazidos de volta à Terra para análise detalhada. Eismont não descarta que eles tenham se transformado em algo mais perigoso, o que seria "um problema de outro nível". Mas até agora não houve tais descobertas e, na sua opinião, falar sobre o perigo iminente para a estação é um exagero grosseiro.

Outros fatores

O que tem um grande impacto na estação e na sua tripulação é a radiação. A única coisa que os salva da destruição é o campo magnético da Terra. Se estivesse orbitando Marte, por exemplo, a viagem seria imensamente mais perigosa para as pessoas a bordo e para os dispositivos, diz o cientista. É por isso que a EEI voa a essa altura, e não mais alto.
Outro efeito nocivo da radiação tem a ver com os painéis solares dos dispositivos espaciais, uma vez que sua eficácia é drasticamente reduzida sob estas condições. Na verdade, pode até haver casos em que os painéis solares parem temporariamente de funcionar. Ao longo dos anos, estas peças essenciais tiveram de ser substituídas à medida que foram se desgastando por radiação.
 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Astrônomo: 21 mil objetos espaciais podem ser perigosos para Terra



Será criado na Rússia um centro de monitoramento de asteroides perigosos. O pesquisador-chefe, Natan Eismont, afirmou que o centro fará parte de uma empresa internacional, consolidada no mundo.

Na Rússia está prevista a criação de um Centro de Detecção e Rastreamento de Asteroides e Cometas Perigosos, informou Igor Bakaras, chefe do Centro Analítico-Informacional de Apoio à Segurança da Atividade Espacial do principal instituto científico da Roscosmos, o TSINIIMASH (especializado no desenvolvimento de mísseis e motores para sistemas de defesa).
"No âmbito da criação do Sistema de Monitoramento e Apoio à Informação de Segurança das Atividades Espaciais, está prevista a criação do Centro Russo de Pequenos Corpos Celestes, cuja principal tarefa será detectar e rastrear os corpos celestes de origem natural que se aproximam da Terra", disse.
A organização realizará a cooperação interinstitucional com a Corporação Estatal de Atividades Espaciais Roscosmos, Academia Russa de Ciências, Ministério de Situações de Emergência, bem como com o Ministério das Relações Exteriores. Além disso, fornecerá informações e trocará dados com outros Estados e organizações internacionais.
O conceito do programa está previsto para ser preparado e aprovado em meados de 2020, e então começará sua implementação, disse Bakaras.
O sistema será criado com base no Centro de Informação e Análise para garantir a segurança das atividades espaciais TSINIIMASH, e no Sistema de Alerta Automatizado sobre Situações Perigosas no Espaço.

© SPUTNIK / KIRILL SHIPITSIN
Radiotelescópio russo RT-32

Raízes da implementação

O pesquisador-chefe do Instituto de Pesquisa Espacial da Academia de Ciências da Rússia, Natan Eismont, notou que a Rússia começa este trabalho já com uma certa base.
"Já existe um centro pequeno assim no Instituto de Matemática Aplicada há mais de seis anos, por iniciativa deles. Eles conseguiram comprar equipamento e até mesmo colocá-lo em quase todo o mundo para observar asteroides perigosos. Evidentemente, não desenvolveram suas atividades à mesma escala que os americanos ou os europeus, mas as suas observações estão dando resultados. Durante este tempo descobriram várias dezenas de asteroides perto da Terra. Seja o que for, essas pessoas contribuíram e estão contribuindo para essa atividade muito importante", disse Natan Eismont.
Segundo ele, o trabalho do Centro de Detecção e Rastreamento de Asteroides e Cometas Perigosos fará parte de uma empresa internacional, consolidada no mundo.
"Conhecemos agora cerca de 21.000 objetos potencialmente perigosos, como aqueles que poderiam colidir com a Terra, em 1.000 anos, por exemplo. [...] Este trabalho tem sido realizado em grande escala desde cerca de 2005, após a descoberta do asteroide Apophis em 2004. Essas atividades foram consolidadas mundo afora, resultando na descoberta de aproximadamente cinco asteroides potencialmente perigosos por semana. E, até agora, pode-se supor que os grandes asteroides, com alguns quilômetros de tamanho, já são conhecidos, ou seja, suas trajetórias são previsíveis e seu tamanho foi estimado. Ou seja, essa campanha, de natureza internacional, teve resultados muito importantes, e ainda estamos recebendo-os", disse Natan Eismont.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Espaço: Asteroides perigosos para Terra estariam escondidos na sombra de Júpiter


Um grupo de asteroides e cometas na sombra de Júpiter poderia se tornar uma grande ameaça ao nosso planeta caso suas órbitas mudem, concluem cientistas.

A conclusão foi feita após análise do movimento de diferentes corpos celestes ao redor de Júpiter.
Sendo o maior planeta do Sistema Solar, Júpiter abriga em sua sombra asteroides e cometas difíceis de visualizar.
Além disso, alguns desses asteroides orbitam o Sol por um caminho semelhante ao que Júpiter percorre. Sendo assim, sua rota seria quase um círculo perfeito, com um ângulo de inclinação relativamente ao plano do Sistema Solar próximo a 40°.

Mudança de ângulo

Em um estudo feito por Kenta Oshima, pesquisador do Observatório Astronômico Nacional do Japão, uma mudança na inclinação de tais asteroides poderia ser uma ameaça real ao nosso planeta, publicou o Space.com.
No entanto, em caso de mudança de sua rota, tais asteroides poderiam se tornar visíveis aos nossos telescópios. Para tanto, não podendo se prever qualquer mudança no movimento de tais corpos celestes, astrônomos do mundo todo deverão estar em constante vigilância, segundo Oshima.
Explicando melhor o fenômeno, Carlos de la Fuente Marcos, pesquisador da Universidade Complutense de Madri, comparou o movimento feito pelos asteroides ao voo de um avião.
"É como no caso dos aviões [...] Voando alto eles só podem se chocar com alguma coisa durante a decolagem ou aterrissagem. Mas se eles voam muito baixo, aumenta significativamente a probabilidade de se chocarem com uma montanha ou até um prédio", disse Carlos de la Fuente Marcos.
Desta forma, uma mudança no grau de inclinação e da órbita do movimento de um asteroide tornaria sua rota mais próxima à da Terra, aumentando a probabilidade de choque.
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