Total de visualizações de página

Os Orixás regentes de 2027

sábado, 30 de julho de 2011

Orixás: ORIXÁ JAGUN - Jágun, é uma palavra Yorubá, e significa: Guerreiro, Soldado.


Jágun, é uma palavra Yorubá, e significa: Guerreiro, Soldado. Jagun Orixá Agbará Esé Egi Iroko. Pela ordem do meridilogun, Jagun responde no Odú Ejionilê (oitavo Odu) Odú regido por Oxaguiã, Odú no qual também respondem outros Guerreiros Brancos como Ogun-Já e Oxaguiã Ajagunãn. Pela ordem de chegada dos odus, o culto a Jagun nasceu no Odu Okaran.

Trata-se de um Orixá Funfun, pois o culto a Jagun nasceu no Ekiti Efon, por esse motivo Jagun é cultuado no Axé Efon como um Orixá separado de Omolú. Antes dele ter ido para as terras de Omolú já existia seu culto no Ekiti, onde era sua terra natal. Assim também conta seus itans que Jagun teve passagem não só nas terras de Omolú, mas também nas terras de Ifé (Terra de Ogun) e Elegibô (Terra de Osayan).

Os filhos de Jágun, tem aparência jovem, são autoritários, arrogantes, guerreiros, justiceiros, briguentos e agitados, fortes na adversidade, costumam fazer tudo à sua maneira, ouvem conselhos dos outros, mas costumam seguir sua própria vontade. Possuem grande proteção espiritual, boas amizades e, quase sempre, caminhos abertos. Possuem comportamento delicado, são honestas, dedicadas e atenciosas.

Segundo as lendas e itans, conta-se que Jagun, era Guerreiro dos Exércitos de Obatalá e que foi enviado às Terras de Omolú para lutar pela páz em nome de Oxalá. Por isso, ele é cultuado em algumas nações como “Qualidade de Omolú”, por ter passado vários anos em terras de Omolú.

São pessoas trabalhadoras, gostam de tudo rápido, exigem asseio, limpeza; são pessoas impulsivas; pessoas de espírito livre; enjoam de tudo facilmente; são dados a paixões violentas e passageiras, são curiosos, adoram viajar. Vivem com grandes esperanças, estão sempre apaixonadas, são sonhadoras, sofrem e se desdobram para ajudar e defender os amigos. Quando são repudiados ou sofrem algum tipo de traíção podem se tornar extremamente vingativas e amargas. Apesar de serem guerreiras e obstinadas, as pessoas de Jágun, às vezes se isolam preferindo ambientes calmos e tranquilos. A personalidade dos filhos de Jágun é um misto de caracteristicas de Ogun, Omolú e Oxaguiã.

Jágun é Orixá Jovem,quase chega ser um menino adolecente de Obatalá .. Ligado a Obatalá (Rei no pano branco ), tem caminhos com Ogun Já, Oxaguiã – Ajagunãn, e Ayrá. Jagun é um Orixá ambicioso, luta para conquistar posição alta sem ver de que maneira…Apesar de ser Orixá Funfun (branco), é considerado e cultuado como Santo de Guerra, “santo quente”, carrega uma lança prateada na mão e um facão ao adaga e muitas das vezes dependendo do caminho de Jagun ele usa até um ofá nas mãos,pois conta se um itan que Oxalá o nomeia como o guerreiro de todas as armas veste-se somente de branco.

Por ser considerado Orixá Funfun (branco) não leva azeite de dendê, e sim azeite doce , banha de ori, adin e as vezes mel e de preferencia a banha de Ori, suas comidas são todas brancas, aceita pipocas feitas na areia, bolas de inhame cozido, bolas de arroz, acaçá, obí funfun (claro), come também do Ebô (canjica) de Oxalá, assim como seus bichos também devem ser todos brancos, por ser ligado ao rei do pano branco (Obatalá ).

Usa contas brancas rajadas de preto e dependendo da qualidade, intercalada com contas brancas, gosta também de contas feitas de buzios e marfin. Jágun é Orixá Jovem,quase chega ser um menino adolecente de Obatalá .. Ligado a Obatalá (Rei no pano branco ), tem caminhos com Ogun Já, Oxaguiã – Ajagunãn, e Ayrá. Jágun dança com outros Orixás, acompanha na dança; Ogun e principalmente Oxaguiã e Oxalufã. A dança de Jágun é extremamente guerreira, começa com movimentos lentos, dança empunhando sua lança e adaga, seu momento de “êxtase” é quando salta e se sacode todo empunhando a lança de um lado para outro, tamanha é sua fúria guerreira nessa hora.

Tem caminhos também com Yemanjá e quase todas as Yabás, pois elas acalmam sua fúria.Quem traz Jágun ao barracão é Oxaguiã. Ele é considerado o “protetor” e “guardião” de Oxalufã. Carrega consigo o Odú Ejionilê. Jágun dança com outros Orixás, acompanha na dança; Ogun e principalmente Oxaguiã e Oxalufã. A dança de Jágun é extremamente guerreira, começa com movimentos lentos, dança empunhando sua lança e adaga, seu momento de “êxtase” é quando salta e se sacode todo empunhando a lança de um lado para outro, tamanha é sua fúria guerreira nessa hora.

Conta o itan de Ogi-Ogbé/Okaran que existiam três irmãos: Já, Jágun e Ajagunãn. Eram três Guerreiros que pertenciam aos exércitos de Obatalá, lutavam e venciam todas as guerras e batalhas em nome de Oxalá e eram os Guardiões deste Orixá. Eram chamados de Guerreiros Brancos, por se vestirem somente com trajes brancos em homenagem a Obatalá. Eram considerados invencíveis, por sua bravura e coragem, nunca perderam uma batalha sequer. Sempre muito unidos, nunca se separavam. Mas um belo dia, os três irmãos guerreiros, foram guerrear contra a cidade de Oxun.

Jagun, assim como Ogun, é um grande caçador, e por sinal foi ele quem ensinou seu irmão Oxóssi a caçar. Ele nao deixa também de ser um guerreiro, assim é Jagun, um grande guerreiro mas também um grande caçador. E algumas de suas cantigas relatam isso. Oxun com a grande sabedoria dos poderes de Ya mi, foi avisada que seu reino seria atacado. Oxun ficou desesperada e foi até Ifá para saber o que faria.

Orumila mandou ela fazer um ebó, sacrificar oito Igbis à Oxalá e com o casco fizesse um pó e soprasse nas terras de Osogbo. Assim Oxun fez, quando os guerreiros chegaram para invadirem as terras, eles ficaram tontos e se perderam um do outro. Aí que Jagun foi para as terras de Omolú, Já para as terras de Ifé Ogun, e Ajagunã para as terras de Oxagyan. Mas mesmo assim, os três irmãos sempre estão juntos, respondem um pelo outro, eles continuam a ser Guerreiros Brancos, ou seja, são considerados Orixás Funfun, e sempre ligados a Obatalá, seus caminhos se cruzam…os três irmãos Guerreiros continuam nas batalhas, sempre guerreando pela Páz.

Jagun teve uma trajetória muito grande e bonita nas terras de Omolú, mas depois de anos retornou as terras do Ekiti-Efon, onde Oxun era rainha e Osagyan grande gurreiro e protetor do palácio e cidade de Oxun. Conta-se também que Jagun foi às terras de Osogbo, para destruir a cidade e buscar Oxun, pois Oxun tinha sua cidade onde era rainha Ekiti Efon, entao por ordem de Olooke ele fui buscá-la.

Deram essa característica guerreira aos seus filhos. É por isso que o culto a Jagun foi assimilado ao de Omolú, sendo que depois disso conta o Itan que ele viveu alguns anos nas terras de Omolú e que lá encontrou uma linda mulher que também nao era das terras, mas estava lá por outros motivos, e se apaixonou por ela, tiveram filhos e se amam até hoje, e essa linda mulher era Yewá . Lá, ele se juntou com o Orixá Osayn e passou a ser um grande curandeiro, e em tempos de guerra ele cuidava dos guerreiros feridos com as porções e ervas mágicas que Osayn o ensinou.

Depois disso tudo ter acontecido, Jagun viveu anos nas terras de Omolu, Oxagyan trouxe Oxun de volta para Ekiti-Efon, por isso muitos acabaram se equivocando ao falar que foi Oxagyan quem deu as terras de Ekiti para Oxun, mas nao foi isso que aconteceu, ele apenas trouxe Oxun de volta a terra onde ela nasceu e era dona junto com Olooke seu pai. Orixá Olooke vendo o prejuizo que Jagun teve e o tempo que ficou em outras terras, por causa de seu pedido de buscar Oxun, intitulou Jagun Olu Efon (Guerreiro senhor de Efon), para retribuir o tempo que Jagun ficou afastado de sua terra que tanto amava (Ekiti – Efan).

Jagun possui caminhos próprios, como Jagun Odé, Arawe, Agaba e outros..Jagun um Orixá exclusivo do axé Efon, mas que foi migrado para as terras de Gege Mahí e Ketú….Jagun é um lindo Orixá de grande valor no Axé Efón, lembrando que o culto à Jagun no Efón (efan) é separado de Obaluaye. Orixá Jagun foi muito confundido com o culto à Omolu e Obaluaye, e foi por esse motivo que muitos de seus fundamentos se perderam, mas graças a Olorum e ao Axé Efón, está sendo resgatado todos os preceitos e orôs.

Jagun Arawê, ligado a Ossayn e Oxaguian; Jagun Igbonan, ligado a Ayrá,Oya e Obá; Jagun Algbá, ligado a Exú, Oxaguian, Oxalufan e Oxun Yeye Ayalá; Jagun Odé, ligado a Odé Inlé, Ogun Jáe todos os caçadores; Jagun Agbá funfun, ligado a Oxalufan, Iyemanjá e Oxun; Jagun Seji Onan ou Ajoji, ligado a Exu e Ogun; Suas folhas: Akoko, algodão, saiao fortuna. folha de obi, folhas de iroko , folhas oguegue e todos folhas de Oxalá…

Jagun Olu Efón

Jagun Olu Efón´

Jagun Efón Jagun Efón
Awure Babá Jagun

Awure Babá Ajagun o

A bela cultura yorubá é uma das principais influências e códigos que formaram os cultos afro-brasileiros


Os ritmos ea música do povo iorubá ter influenciado toda a música popular como a conhecemos hoje. Os ritmos eA música do povo iorubá ter Influenciado Toda uma música Como um popular Hoje conhecemos. A música do Ilê Aiyê é parcialmente música ritual registrado durante a filmagem das danças cerimoniais, bem como canções populares influenciados pela Candomblé e as personalidades dos Orixás e música trilha sonora original de David Byrne ligando imagens e seções.

A religião dos iorubás da África Ocidental, o candomblé foi trazido para o Novo Mundo durante as operações de escravos do século 16. A Religião dos iorubás da África Ocidental, o candomblé trazido FOI n º Durante o Novo Mundo como OPERAÇÕES de Escravos do Século 16. Embora proibido de praticar sua religião nativa pelos colonos, os iorubás foram capazes de esconder os seus rituais com ícones católicos, e, assim, preservar suas práticas. Embora proibido de praticar SUA Religião Nativa Pelos colonos, OS capazes de iorubás FORAM OS SEUS esconder Ícones com rituais católicos, e, ASSIM, Práticas Preservar SUAS.

Os ritmos dos tambores e sinos sagrados, uma dança de êxtase espiritual, oferecendo e sacrifícios, adivinhações e da visitação dos Orixás, através do transe, fazem parte da cor e da vida do candomblé. Os ritmos dos tambores e dos Sinos Sagrados, Uma dança de Êxtase Espiritual, oferecendo sacrifícios e, adivinhações e dos Orixás da Visitação, atraves do transe, da cor Fazem Parte da Vida e do candomblé.

Se o candomblé pode ser considerado um tipo de análise espiritual interior para que se possa cantar e dançar, onde um lugar entre as forças da natureza são aceitas, então pode haver algo ainda para o mundo "moderno" de aprender com os "deuses." Se o candomblé PoDE hum serviços considerado Tipo de Análise interior Espiritual Para quê SE POSSA Dançar e cantar, Entre Lugar Onde eh como Forças da Natureza São aceitas, entao PoDE Haver Algo Ainda para o Mundo "moderno" de sO com Aprender "deuses." .

No Brasil e em vários lugares do mundo existem milhares e milhares de pessoas que, maravilhadas pelo mistério dos Òrìsà. Quer sejam descendentes de africanos, europeus, asiáticos ou de qualquer outra raça do planeta, acabam transpondo as portas da iniciação, surpreendidos pelo paradoxo de defrontar-se com crenças alicerçadas em rituais de rebuscada complexidade e ao mesmo tempo simples de entendimento na sua essência.

Iniciar-se (popularmente no Brasil diz-se "fazer santo") é possibilitar através de rituais próprios que o lado divino da criatura transpareça; é libertar o Deus Interior (Ori Inu) que existe em cada ser humano, permitindo-lhe vir à tona e provocar impulso irresistível capaz de conduzir a individualidade à realização pessoal, estabelecendo dessa maneira a mais perfeita comunhão possível com o Universo, com a Natureza, com o Criador, enfim, com a própria Vida, em seu pulsar infinito.

As cerimônias são alegres, coloridas, embaladas pelo som dos tambores nos quatro cantos do mundo, agregando pessoas de todas as camadas sociais; contudo, o aprendizado ritual e filosófico requer estudos sérios e contínuos, que acompanharão o iniciado pela vida afora.

Corpo físico, mente e alma são ritualisticamente preparados para componentes da manifestação divina. Condições propícias são estabelecidas para que a memória ancestral possa florescer nos recessos do inconsciente, produzindo muitas vezes o transe, em suas mais variadas formas e também variados graus. "Fazer santo" é nascer de novo, renascer como indivíduo mais forte, completo, potencialmente seguro, com melhores condições para, ao abandonar medos, traumas ou bloqueios, lançar-se inteiro na busca da realização pessoal.

Conhecer a si mesmo: pressuposto básico para a realização pessoal em todos os níveis. Desde sua origem o ser humano anseia pelo encontro com o Infinito. Essa busca incansável frequentemente provoca verdadeiras batalhas que são travadas no interior do indivíduo, acompanhadas por sentimentos de angústia, ansiedade, inconformismo ou até mesmo desespero frente ao desconhecido ou ao irremediável: as fatalidades e incertezas do amanhã, o ciclo da vida, a morte. Todo esse processo destina-se a criação de ambiente propício ao tão sonhado encontro. A história da humanidade espelha essa incansável busca de respostas aos enigmas da vida.

Há milhares de anos, o nativo do continente africano já tinha os mesmos anseios: conhecer seu Deus, os mistérios do Universo, a origem da Vida. Olodumárè (o Criador), em sua Graça e Poder infinitos, permitiu-lhes conhecer a sabedoria do IFA (a revelação): a Criação do Universo e dos seres humanos, os princípios que regulam as relações entre Ilú Aiyé (a Terra) o Orún (mundo espiritual) e o conhecimento dos Òrìsa, divindades partícipes da Criação e intermediárias entre Deus (Olodumárè) e os homens.

A compreensão clara de que destino é possibilidade e não fatalidade é a base dessa realização. O conhecimento das forças que regem o Universo e a Vida nas suas mais variadas formas e meios de manifestação, bem como dos princípios que regulam essa interação é o caminho da Iniciação.

A felicidade é perseguida por todos, sendo muitas vezes um desejo alimentado pela incerteza: "Quero ser feliz, mas não sei bem o que é felicidade". E o ser humano continua a colocar a própria felicidade longe de si mesmo, em circunstâncias exteriores: dinheiro, posição, poder, fama, ou na dependência de outras pessoas: "Se ele - ou ela - me amar, serei feliz".

Desenvolveram-se rituais iniciáticos para os mistérios dos Òrìsà, como forma de realizar o sagrado em si mesmo, ou seja, permitir que o Deus Interior, na figura de um ancestral divino, desperte em cada indivíduo e estabeleça a ponte com o Cosmos, tão necessária à realização pessoal, tornando-o assim capaz de fazer escolhas mais acertadas e consequentes em relação à vida e aos semelhantes, na construção da própria felicidade.

Na África o culto está realmente ligado às famílias, mas no Brasil, principalmente a miscigenação, trouxe para toda a população a denominação afro-descendente. A iniciação (feitura) propriamente dita acontece num período de reclusão que varia de sete a dezessete dias. Conhecimentos acerca de seu próprio Òrìsà lhe são ministrados: a maneira adequada de cultuá-lo, suas proibições (ewò) (quando houver), as virtudes que deverão ser cultivadas e os vícios que deverão ser evitados para atrair influências benéficas e uma relação harmoniosa com a divindade pessoal.

O momento do chamado é diferente para cada pessoa. Para alguns, uma doença difícil de ser curada: outros, as dificuldades do próprio caminho; outros ainda buscam fugir às religiões tradicionais por concluírem que muitas delas estão tão voltadas para o dia a dia dos homens e seus interesses imediatos que acabam fugindo à sua real finalidade: promover o encontro do ser com a Divindade.

A iniciação (feitura) propriamente dita acontece num período de reclusão que varia de sete a dezessete dias. Esse período é comparável a gestação na barriga da mãe; nesse aspecto, o aposento sagrado representa o ventre da própria mãe natureza. O neófito aprende os mistérios básicos das divindades e da Criação; os costumes da comunidade e os princípios que regulam as relações da família religiosa (hierarquia sacerdotal); as formas adequadas de comportamento nas cerimônias públicas e restritas.

Ampará-lo em suas dificuldades espirituais e consequentemente, também as materiais. Alguns ainda são provenientes de outras religiões ou filosofias espiritualistas; finalmente, existem aqueles que simplesmente são tocados pelo Òrìsà, nos recessos da própria alma. Muitos são descendentes de africanos, mas não é regra. Ocorre muitas vezes a pessoa acabar fazendo escolhas erradas e sofrendo consequências desastrosas. Pode ser fruto de um destino ruim, que exigirá tempo e determinação para ser superado. A dor transforma-se em companheira constante.

O Destino é dado a cada ser na forma de possibilidade, nunca como fatalidade. Desse modo, quem antes de voltar ao mundo escolheu, por exemplo, ser médico, ao renascer na Terra encontrará em seu caminho situações que o direcionem para essa profissão. O Òrìsà pessoal, nesse particular, pode influenciar e muito, prevenindo ou mesmo remediando tais situações, conferindo força e equilíbrio ao seu tutelado, restaurando-lhe as energias, estendendo-lhe proteção e orientando-o quanto ao melhor caminho a seguir.

Entretanto, isto não quer dizer que necessariamente venha a exercer a medicina. Ele pode a qualquer tempo mudar os rumos da própria vida através do exercício do livre-arbítrio (o que, aliás, é um conceito universal). Cada qual constrói a própria história. O conjunto acaba provocando sentimentos de impotência frente aos obstáculos e encruzilhadas da vida, ou simplesmente solidão, carência de aconchego, de orientação, de coragem. Carência de fé.

Òrìsà não representa problema no caminho de ninguém - pode significar a solução. Através do seu apoio divino o ser humano pode criar condições para vencer as barreiras internas e externas para a construção de um futuro melhor. O ritual de iniciação não decorre de desejo próprio, mas depende de prescrição oracular e conforme o próprio termo, marca, não a concretização, mas o início de um aprendizado e desafios constantes que requerem disciplina e dedicação espiritual pelo resto da vida.

A presença do orisa na vida de uma pessoa depende do fortalecimento do ori para acoplamento do seu ase, através do ritual de iniciação. Após diversos tipos de ebo, banhos de folhas e Ebori, o iniciando está purificado e fortalecido para ter plantada no seu corpo a energia do seu orisa tutelar. Trata-se de ritual complexo e com características sob medida para a entidade única que é o iniciando em questão e o seu orisa.

O orisa não necessita infringir castigos, primeiro porque, como energia da natureza, não depende da adesão de devotos - nós é que precisamos do orisa - segundo, porque a sua simples ausência em nossas vidas, já se caracteriza por si só, como desgraça. Não implica em qualquer tipo de submissão contrariada, pois o ori é soberano no seu livre-arbítrio. No entanto, uma vez tendo vivenciado a sublime e divina presença do orisa, o afastamento deste, mesmo que voluntário, se faz sentir como um vazio sombrio que pode até ser confundido – errôneamente - com castigo.

Em religião, não se pode ter uma visão estática, como se houvesse uma crença pura e imutável no tempo. Por isso, não seria correto afirmar que o calundu é uma base, com seus ritos e valores, que seriam depois transformados em candomblé e umbanda, cada uma delas com sua ortodoxia singular. São expressões dinâmicas, que muitas convivem entre si, intercambiando valores e símbolos. Sabemos bem disso! Sabemos que tudo é mutavel, mas, assim como os códigos de programação do Windows, que vai sendo melhorado sempre, mas, que parte sempre de uma base de dados, também a religião tem seus códigos, leis e tradições imutaveis que dão sustentação a fé.

Sabemos bem que da cultura yorubá muita influencia veio para religiões no Brasil, só que seus códigos, ancestralidade não mudaram, apenas se adaptaram. Por isso sabemos bem que por traz da tradição oral, há naverdade um código ancestral que serviu para manter vivo todo conceito, conhecimento e o sagrado contidos na cultura yorubá como um todo.

Temos que reconhecer que a presença, desde os primeiros momentos, de pessoas de todas as cores e classes sociais nas religiões afro-brasileiras. No entanto, essa mescla, que poderia parecer uma abertura à tolerância, muitas vezes se mostrou um motivo a mais para a recusa dos credos. No entanto sabemos que a mediunidade não existia apenas na Africa, mas, ela é milenar, tem raizes na Africa, no Oriente e na Europa, assim também como em nossa terra Ancestral das Americas! Por isso querer formar conceito de uma Umbanda composta apenas de entidades negras, acho além de ser uma intolerancia uma distorção do preconceito para o outro lado!

Se o candomblé é uma religião africana em origem, a umbanda se constitui no Brasil uma autêntica crença da unidade nacional, reproduzindo em sua formulação as três vertentes da nacionalidade brasileira. Na umbanda se juntam os elementos das três raças, espelhando o mito da democracia racial. Assim, estão presentes nos cultos umbandistas a herança dos negros (orixás do candomblé), dos brancos (o espiritismo kardecista e o catolicismo popular) e as fontes da cultura indígena. Manifestação mais recente, a umbanda se mostra ainda interessada em codificar seus ritos e interpretações, gerando uma literatura teórica expressiva.

Na verdade o conhecimento é uma arma eficiente contra a discriminação. “No Brasil, o preconceito contra as religiões afro-brasileiras já foi do próprio Estado, da Igreja Católica e, mais recentemente, por parte dos evangélicos neopentecostais”, explica. E lembra que, mesmo os evangélicos que demonizam os cultos africanos usam de linguagem que vem de seu repertório, com pastores usando práticas como fogueira santa e descarrego, que evidenciam o trânsito com os ritos umbandistas.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo, Pesquisador e mago de Umbanda Astrologica

A macumba é mais um dos códigos de Umbanda


No passado o culto ou cultos oriundos da interação das três matrizes sofreram perseguições, principalmente pelo Santo Ofício da Inquisição, acusados de “bruxaria”. Ao contrário das religiões do livro (possuem livros sagrados) – Bíblia, Torá e Corão, as religiões Afro-brasileiras tem seu conhecimento calcado na tradição oral, sendo também preconceituadas por este motivo. E eu concordo que esse é o ponto fraco das religiões afro-brasileiras. Apesar de muitos defenderem a importância da Tradição Oral pra Umbanda, pra mim, foi justamente por essa porta, onde adentraram as enganações, as superstições e onde se macularam todo conhecimento verdadeiro. Por que deixa-se margem pra cada um fazer o que bem entende, dizer o que lhe vem a cabeça, como também não fornece-nos um código seguro pra acessarmos quando precisamos tirar uma dúvida, assim como acontece com o cristianimos que recorre a Biblia quando o cristão tem duvidas, ou no judaismo onde se consulta a Torah, no Islamismo se consulta o Alcorão e em outras religiões, até mesmo na bruxaria mundo à fora!

Na verdade se não fosse o valioso trabalho de antropologos, historiadores e mestres como o Senhor Da Matta, a Umbanda poderia até ter sumido do mapa, como varias outras religões antigas. Nos séculos mais próximos dos dias de hoje houve preconceitos e violências várias cometidas contra as religiões Afro-brasileiras, como invasão de terreiros e a prisão de seus membros acusados de praticar curandeirismo, charlatanismo, entre outros. Atualmente há também a intolerância das religiões neopentecostais (declarada) e de outras religiões (tácitas), que invadem e depredam terreiros.

Todo esse problema enfrentado pelos adeptos de cultos afro-brasileiros, tem por um lado a malignidade de muitos que se incomodam com a busca espiritual dos outros, sendo assim ferramentas do Diabo, tentando atrapalhar a busca de cada um, tanto por intolerância, quanto por ignorancia e maldade. Mas, por outro lado há também culpa por parte de muitos dos perseguidos, por que grande parte usou mal os conhecimentos, inseriu absurdamente a supertição, magia negra e manipulação que assusta muita gente até hoje. Isso sem falar nos charlatões, nos mentirosos que usam a fé pra roubar o tempo e o dinheiro dos outros, como també enormes distorções que implementaram ao longo do tempo. De um lado por falta de conhecimento e por outro por maldade e ambição pra vender aquilo que não são donos.

As religiões Afro-brasileiras se baseiam na tradição oral, no transe mediúnico ou de possessão, culto aos Orixás (Voduns, Inkices); culto aos Ancestrais Ilustres (espíritos desencarnados - denominados de eguns no Candomblé e espíritos protetores em outros cultos), o canto sacro, a música sacra, a dança sacra, podendo alguns cultos ter sacrifício animal e o uso de bebidas que propiciam “estado superior de consciência”. Até ai tudo bem! No entanto o que nos chama atenção é a limitação, ou seja, não temos como comprovar que o que uma entidade diz a um medium seja mesmo verdade; ou que a tradição oral tá correta, sem macula ou distorções! Enfim, temos que aceitar sim que tudo é mutavel, mas, que tudo também tem coisas predeterminadas, tem códigos e leis que são imutáveis. Na verdade o que é mutavel é o mundo físico, mas, o mundo espiritual tem hierarquia, parametros cosmicos e sabedoia. E até mesmo no mundo materia, vemos que algumas coisas não são mutaveis. Veja que o ser humano tem seu codigo genético, que o sistema solar tem seu ritimo e que há um ciclo existencial que nos revela o processo de nascimento, evolução e morte!

O verdadeiro mago é aquele que ao elervar-se em sabedoria sabe observar o tempo, obedecer a lei e flutuar entre o mutavel e o imutável com imensa maestria. Creio que a tradição oral tem sim sua importancia, mas, não pode ser colocada como regra principal. Por isso admiro muito o trabalho dedicado de Mestre Mata e Silva em tentar decodificar a Umbanda, tornando-a mais esoterica, mais convergente e mais organizada.

Pela riqueza de detalhes doutrinários e ritualísticos somados com a imensa diversidade, os cultos nem sempre foram bem compreendidos pelos forâneos, que estão eivados de preconceitos firmados em seus pontos de vistas, sem nenhuma isenção. Mas, não devemos culpá-los tanto, pois, a propria Umbanda e os demais cultos tem muita culpa disso, por que nunca se fizeram compreender como deveria. Felizmente, a sociologia e a antropologia de hoje afirmam que não há religiões superiores ou inferiores, certas ou erradas, de deus ou do demônio, pois quem assim julga, o faz de forma preconceituosa, principalmente por ser adepto de outras religiões, que não as Afro-brasileiras. No entanto, temos que aceitar os fatos que também mostram que se há algumas religiões que resistem ao tempo, outras decaem, deixam de existir, perde grande parte de sua importancia ou simplesmente se transformam, enquanto outras surgem, ou se fortalecem. Por isso sabemos bem que se o homem tem o poder de escolher, por outro lado há a necessidade de ajustes, ou seja, temos que seguir aquilo que mais nossa alma se adapta e se sente bem. Só que essa escolha tem que ser sábia, não manipulada ou carregada de uma fé cega.

Afirmamos que a macumba era a Umbanda, a sua primeira manifestação ou pelo menos assim foi entendida. Com isso estamos dizendo que ela deu formação as várias religiões afro-brasileiras ou também as várias Escolas, não como algo instituído, mas sua manifestação. Podemos concluir que a maioria das religiões afro-brasileiras ou Umbanda deve sua formação a maior proximidade com as religiões indígenas em conjunção com alguns grupos africanos (Angola, Congo, Cabinda). Entre esses cultos citamos a Pajelança, o Catimbó, a Umbanda Traçada, o Candomblé de Caboclo (Angola), entre muitos outros.

O riquíssimo panteão das religiões afro-brasileiras com seus Pais Divinos (Orixás) e Pais Ancestrais (entidades espirituais) e toda gama de entidades que pululam no imaginário, no simbolismo de seus prosélitos tem como concretizador aquele que é patrono do movimento, dos limites, dos caminhos, das trocas simbólicas – Exu, Sr. do Mercado das Tradições afro—brasileiras, entidade presente em todas as religiões afro-brasileiras. Outros cultos como o Tambor de Mina, o Xangô Pernambucano, o Batuque Gaucho e outros, receberam fortes influências de grupos Jejes e Nagôs.

As religiões afro-brasileiras estão em contínua mudança, transitando da primeira interação (assimétrica), no século XVI ao fenômeno da convergência (iniciado no final do século XX, sem data para o término). No entanto essa mudança não pode se dar calcada no modismo, no sectarismo, nas alucinações de sensacionalistas ou na mentira. Na verdade não podemos confundir reajuste com mudanças bruscas. O que deve ocorrer na verdade são adaptações para uma melhor compreensão, para uma melhor fluidez e aceitação. Vamos repelindo o que é simples superstição, vamos excluindo o que é apenas engodo e vamos incorporando o que traz conhecimento com evolução. Assim como fez o grande Mestre Matta e Silva, Rivas Neto e Itaoman. Mas, sem ficarmos reféns da tradição oral e sim estudando e nos aprofundando nos códigos sagrados do divinismo, pois, não tenham duvida, existe sim um!

O motivo das partes (matrizes) não representar o todo (as religiões afro-brasileiras)deve-se as mesmas não manterem sua identidade quando estão separadas de sua função e lugar no todo. Pelo texto concluímos que as religiões afro-brasileiras têm maior adesão a matriz ameríndia e a matriz africana. As religiões afro-brasileiras respeitam e conciliam os fundamentos cristãos (Kardecismo e Catolicismo) e os não cristãos (cultos africanos e indígenas), talvez por não serem maniqueístas. Só que essa adesão apenas com esses cultos, que carregam em si grande sectarismo, muitas vezes fanatismo e um alto grau de incompreensão ou primitividade, a Umbanda perdeu grande parte de seu lado mais forte que é o de decodificadora! Temos que admitir que Kardec fez um grande trabalho ao tentar decodificar a espiritualidade, pois, assim como Matta e Silva, captou que tudo no universo tem uma ordem, mas, mesmo acessando conceitos hindus e budistas, ficou amarrado no lado preconceituoso, exclusivista e limitador do cristianismo. Por isso considero que o trabalho de Matta e Silva, profundamente invejado por certos autores ficcionista foi uma grande sacada, ao imprimir cabala, astrologia e elaborar muito bem com africanismo, pajelança e magia! Salva Matta e Silva.

Um outro grande erro da Umbanda foi ignorar ou totalmente excluir a importancia dos anjos, arcanjos e do Deus Supremo. Na verdade Matta e Silva em sua grande sabedoria imprimiu o nome dos arcanjos, captando bem a grande importancia desses seres poderosos. O erro foi coloca-los a serviço dos orixás e não os orixás atuando nas vibrações deles! Orixás na verdade atuam na faixa vibratoria ancestral da humanidade, já os anjos, são seres celestiais, cosmicos e atuam na faixa da divindade mais elevada, por isso os considero mais poderosos e comandantes dos raios, como bem enxergou Blavaski e outros esotericos da Fraternidade Branca.

A História, mais especificamente a historiografia das religiões Afro-brasileiras, afirma que as mesmas surgiram da maior ou menor influência que tiveram do encontro ou interação de três matrizes: o catolicismo europeu (com um sistema de culto popular e com rico imaginário de seus fiéis); as religiões de povos indígenas brasileiros (sincretismo endógeno) e, finalmente, das religiões de povos africanos, também sincretizados, ainda em África. Mas, sabemos bem que a Ancestralidade e mediunidade são bem mais antigos, não dependem exclusivamente da cultura de qualquer continente. 

Na verdade a Macumba é um dos códigos da Umbanda, do Candomblé e dos demais cultos afro-brasileiros ou amerindios. A Macumba foi na verdade, junto com a incorporação a primeira manifestação desses cultos. Só que muita gente movida pelos desejos pessoais, pela ganancia ou pela desinformação nem notou que grande parte do conhecimento verdadeiro ou importante foi distorcido, incorporado a outros seguimentos, muitos deles mentirosos, e que muito da macumba que conhecemos hoje não passa de superstição. 
A Umbanda, a incorporação, os ritos, a tradição oral, cantos, danças,   caracterização de entidades e outras práticas na verdade são códigos. E o verdadeiro mago de Umbanda sabe bem seguir e destinguir os códigos que são realmente importantes, ao contrário dos tolos e mentirosos. e os oraculos como o maravilhoso Orumilá Ifá, Buzios,  Tarô e a belissima Astrologia, entre outros, são ferramentas importantissimas pra ajudar-nos a compreender mais facilmente esses códigos fantásticos.

Carlinhos Lima - Astrologo, Tarólogo e Pesquisador
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Marcadores

magia (374) astrologia (335) signos (245) espiritualidade (205) Umbanda (177) amor (168) umbanda astrológica (145) orixá (143) UMBANDA ASTROLOGICA (136) mulher (128) CONCEITOS (119) religião (95) signo (94) anjos (74) candomblé (69) comportamento (66) mediunidade (50) 2016 (45) horóscopo (45) espaço (43) esoterismo (41) anjo (37) arcanos (37) magia sexual (35) oxum (35) Ogum (34) sexualidade (32) ancestrais (30) 2017 (28) oxumaré (28) estudos (27) fé religião (27) iemanjá (26) Yorimá (12)