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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Cultos afrobrasileiros: INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO: LIMITES DE UM E OUTRO

 “Certamente, há mais de dois mil anos as religiões de matriz africana já precediam o próprio Cristianismo”, afirma o antropólogo Raul Lody, autor de mais de 20 livros sobre o tema. O desenho do artista Carybé mostra a festa do pilão de Oxalá.

“Certamente, há mais de dois mil anos as religiões de matriz africana já precediam o próprio Cristianismo”, afirma o antropólogo Raul Lody, autor de livros sobre o tema. O desenho é do argentino-baiano Carybé e nos mostra a Festa do Pilão de Oxalá.
O juiz Eugênio Rosa de Araújo, da 17º Vara Federal do Rio, voltou atrás apenas em sua enviesada definição sobre religiões, mas manteve a decisão: quem prega a intolerância contra as minorias religiosas afro-brasileiras, pode pregá-la livremente, em nome da liberdade de expressão. Pode? Como representante do Estado, que garante a ordem e a igualdade de todos perante a lei, o juiz deveria proteger os que mais precisam (e não há nenhum “coitadismo” aqui). Quando ele se atém, estritamente, ao viés jurídico, torna-se precário o julgamento de situações subjetivas, como no caso. A legalidade da liberdade de expressão  – nosso bem tão precioso! — também tem um limite: é quando deixa de ser expressão para se transformar em propaganda, visando destruir ou capturar o outro. Senão, vejamos: a  propaganda nazista não respeitava direito algum, já que, à época e dentro do território germânico, o nazismo era considerado uma… legalidade. Era?
Quem lembra esta realidade é o filósofo inglês George Steiner em seu livro Nenhuma Paixão Desperdiçada: “O Estado-nação ergue-se sobre mitos de instauração e de glória militante. Perpetua-se por meio de mentiras e meias-mentiras.(…) A única cidadania que o intelectual reconhece é a do humanismo crítico. Ele sabe que o nacionalismo é uma espécie de loucura, uma infecção virulenta que leva a espécie humana ao massacre mútuo”.

O nacionalismo é aqui tomado como a exclusão do outro, seja por razões de busca de uma ”raça pura”, seja por razões de imposição de uma religiosidade única. A decisão do juiz mantém  o direito de alguém “falar mal” do outro. Como posso dizer que o ideal do outro – representado pela religião – não presta só porque tenho uma visão diferente da vida ou da divindade que venero? Em política, podemos falar de um embate entre visões diferentes, porque é legítimo que um partido brigue para alcançar o poder; no entanto, é ilegítimo que alguém brigue para impor sua visão religiosa.  É o que nos assevera o professor de História das Religiões, Giuseppe Bertazzo:
“A história, a antropologia e a genética ensinam que não existe “raça pura”. Querer encontrar uma religião “pura” é também algo não aconselhável. A não ser que você queira considerar a religião etnocêntrica, a de um povo que se coloca em contraposição aos “inimigos”. Até a religião hebraica, em seu início, considerava Jahvé (ou Jeová) seu deus exclusivo, em contraposição aos outros. Felizmente, aos poucos abriu-se para um monoteísmo que caminhou, pelo que conhecemos pelas palavras do profeta Isaias, uns 500 anos antes de Cristo, para a concepção de um deus preocupado com os mais fracos. Ao enunciar o projeto de sua missão, Jesus Cristo serviu-se da palavra de Isaias. Sem esquecer que a mesma Bíblia contém elementos, visões e narrações anteriores que encontramos no Egito e na Mesopotâmia antigos; o cristianismo e o islamismo beberam nessa fonte de deversidades culturais. Em determinados momentos históricos também as religiões as religiões se mesclaram diretamente ao Poder,  servindo como justificativa para ditaduras e proteção dos poderosos. Eu admiro demais Jesus Cristo que falava que a Justiça não podia ser apenas a dos fariseus, que só impunham obrigações, mas deveria ir além: olhar diretamente para as necessidades das pessoas. O mesmo Estado,hoje, deve se voltar para quem mais precisa;  no caso, as religiões afro-brasileiras, que não querem dominar a sociedade.”
Assim, devermos ir além da literalidade da lei para olharmos as singularidades da herança histórica brasileira: uma radiosa mistura. Raul Lody, que dedicou sua vida ao estudo das religiões africanas, pode nos iluminar:
“Na formação de povo brasileiro, os Yorubá, os Fon, os Ewe;  as civilizações dos povos Bantu e da África oriental abastecem de histórias religiosas o nosso entendimento de fé, de sagrado, de memórias míticas; e de inúmeros conhecimentos culturais agregados à música, à dança, à comida, e ao idioma, entre outros. Organizadas, hierarquizadas, sistematizadas em rígidos preceitos litúrgicos; detentoras de calendários religiosos; também mantenedoras de amplo e  rico acervo cultural de povos africanos no Brasil, são o Candomblé nas suas Nações Ketu, Nagô, Jeje, Angola, Angola-congo, Gexá, Moxicongo em todo o Brasil; O Xangô, no Nordeste; o Mina-jeje e o Mina-nagô no Maranhão e na Amazônia; o Batuque, e as suas muitas Nações no Rio Grande do Sul; e a Umbanda. Essas religiões têm o reconhecimento do Estado nacional por meio do “tombamento” como Patrimônio Nacional (IPHAN), que assim demonstrou a importância dessas religiões tão organizadas quanto as demais que convivem no nosso Estado democrático.”
Há um ponto em comum que une Steiner, pensador da origem das linguagens, a Lody e Bertazzo: o da aceitação das diferenças, o da não-exclusão, o do convívio dos contrários. A ideia é a de que você faz parte de um mundo maior de culturas distintas, que se entrecruzam e se ampliam, abrindo horizontes, sempre enriquecedoras. Ou, como na visão do poeta Drummond: “Amor é o que se aprende no limite”. Aprender a amar a si mesmo, de pronto, é conhecer seus próprios limites.

Fonte/http://veja.abril.com.br/blog/leonel-kaz/

terça-feira, 27 de maio de 2014

CONHEÇA OS ORIXÁ DA APRESENTADORA: Luciana Gimenez desmaia no palco do ‘Superpop’

Segundo a consultora de moda Ana Paula Lima, responsável pelas roupas da apresentadora, ela teve uma queda de pressão. Fã gravou a cena; confira

 SERÁ QUE LUCIANA GIMENEZ TEM MEDIUNIDADE?

A apresentadora Luciana Gimenez na coletiva de imprensa do programa 'Luciana By Night', na sede da RedeTV!, em Osasco - Francisco Cepada/AgNews
A apresentadora Luciana Gimenez passou mal e desmaiou no palco do programa SuperPop, da RedeTV!, na noite desta segunda-feira. Segundo a consultora de moda Ana Paula Lima, responsável pelas roupas de Luciana durante a apresentação do programa, ela teve uma queda de pressão.
“Queda de pressão, desmaiou e caiu. Ela já esta bem”, escreveu Ana em seu perfil no Instagram, em resposta a uma pessoa que perguntava sobre o que havia acontecido durante a atração. Luciana comandava um debate sobre a umbanda e o candomblé quando o programa saiu do ar e o intervalo comercial foi chamado.
Reprodução/Instagram

A consultora de moda Ana Paula Lima explica o desmaio de Luciana Gimenez no palco do 'Superpop'
Depois do programa, a apresentadora postou uma mensagem em sua página no Twitter, mas não falou sobre o ocorrido, “#Gripebrava”, escreveu, apenas.
Depois do incidente, o nome de Luciana Gimenez entrou para os trending topics do Twitter, a lista de assuntos mais comentados da rede social.

Comentário: pode ter sido apenas coincidência, gripe como como ela mesma mencionou ou alguma outra coisa física sim. Porém, basta olhar nos olhos dela, no signo dela e na energia que ela emana pra saber facilmente que ela tem mediunidade, um carma muito inclinado a magia e sexo, como também reencarnações ligadas ao contato com o Sobrenatural.

Luciana não tem uma mediunidade de trabalho, como por exemplo, pra incorporar ou ter algum tipo de vidência, mas, tem alta intuição e muita energia, especialmente sexual. Em vidas passadas, ela viveu ligada a magia e ao sexo. Certamente vinda de uma encarnação em terras áridas, ou seja, na região do Oriente Médio, podendo ter terminado a sua vida no Sul da Europa. Pode ter nascido entre Argélia, Marrocos, Líbia ou Tunísia e pode ter ido morar a ultima parte de sua vida na Espanha, Itália, Grécia ou França. Onde ela sabia magia e praticava muito sexo - não é a toa que ela veio como escorpiana, filha de Oxumaré e Oxum - com Ogum de Frente e Iansã como Guia.

Sendo que Oxum foi a responsável por sua enorme beleza, sucesso, prosperidade e brilho, pois Oxum é mais forte em sua coroa que Oxumaré. Mas, Oxumaré é o responsável por sua vez, pela alta sexualidade dela, que gosta de inovar, sendo uma mulher altamente faceira e fetichista. Além de ser determinada na cama, com muito vigor e ação.

Ao tá num momento onde o tema debatido era Umbanda e Candomblé, ela pode ter despertado parte de seu inconsciente, pois, vive neste momento, um trígono de Mercúrio com o Mercúrio Natal, sendo que o mesmo também tocava a Lua e Júpiter. Inclusive a Pombagira dela, está bem mais próxima dela nessa fase de vida. A Cruz Cardinal em ação no horóscopo de Luciana, vai incrementar muitas mudanças estruturais na vida dessa bela mulher. Tanto no plano emocional, quanto no plano sexual e espiritual. Portais se abrem ligando forças ancestrais e forças cósmicas. Ela tende a focar um pouco mais no plano espiritual não apenas como mera espectadora, mas, de forma mais participativa, aliás, ela precisa de um contato maior, inclusive com a magia. Mudanças serão necessárias, pode também haver alguma perda importante em sua vida e lições de vida importante.

Sem dúvida ela é uma grande mulher, mas, tem na alma alguns resquícios de vidas passadas, algumas síndromes que se manifestam e podem ainda surgir com mais força em momentos futuros. Seu anjo da guarda é forte, mas, ela não dá a atenção que deveria dar. Por isso é bom prestar atenção de ora em diante.

Eu desejo a bela Luciana, muita luz, sabedoria e paz!

sábado, 24 de maio de 2014

Como é possível que um juiz de Direito determine que as religiões afro-brasileiras não são religiões?

UMBANDA E CANDOMBLÉ SEMPRE FORAM RELIGIÃO


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“Atrás de toda manifestação religiosa há visões de mundo e cultura que são seculares. Combatê-las, sem nem esforçar-se em conhecê-las, é um sinal de pobreza humana”, diz o professor de História de Religiões, Giuseppe Bertazzo. Mãe Menininha do Gantois concordaria (Foto: Arquivo Correio)
JUIZ PODE DETERMINAR O QUE É RELIGIÃO?
Deus, deuses, algum de vocês, ouça: o Juiz Eugenio Rosa de Araújo, da 17º Vara Federal do Rio, impediu que fossem retirados do YouTube vídeos ofensivos à umbanda e candomblé, porque “as manifestações afro-brasileiras não se constituem religião”.
Ele, o juiz sentenciou que a umbanda e candomblé “não contém traços necessários de uma religião, a saber, um texto base (Corão, Bíblia), ausência de estrutura hierárquica e ausência de um Deus a ser venerado”.
Com isto o Meritíssimo excluiu todas as outras formas de religião – que não os cristãos, judeus e muçulmanos – do direito de terem sua fé tolerada e respeitada.
Aliás, excluiu até uma das mais antigas, o judaísmo, já que esta não tem “estrutura hierárquica”.
Ora,  recorro ao grande “babalorixá” da história brasileira, Gilberto Freyre, que já havia jogado por terra, desde 1933, com seu Casa Grande e Senzala, esta pregação anacrônica em torno de definições precisas sobre etnias e religiões (tão ao gosto das teses nazi-fascistas de arianismo e “raça pura” vigentes na Europa, à época), provando ser o Brasil o grande território da mestiçagem e sincretismo:
“A mediação africana no Brasil aproximou os extremos, que sem ela dificilmente se teriam entendido tão bem, da cultura europeia e da cultura ameríndia, estranhas e antagônicas em muitas das suas tendências. Considerada de modo geral, a formação brasileira tem sido um processo de equilíbrio de antagonismos. Antagonismos de economia e de cultura. A cultura europeia e a indígena. A europeia e a africana. A africana e a indígena (…) Mas predominando sobre todos os antagonismos, o mais geral e o mais profundo: o senhor e o escravo.
O senhor e o escravo continuam pairando nas sentenças (proferidas pelo senhor juiz), definitivas, excludentes, permitindo a profanação das crenças religiosas que não, Deus meu!, definidas em tais ou quais critérios. É o mesmo fundamentalismo que continua rondando, não apenas na Nigéria ou no Irã distantes, mas cada vez próximos a nós.Um vídeo da BBC, desta semana, mostra a entrevista de uma jornalista mulata com um grupo neonazista que se manifestava na Alemanha:
- O que vocês planejam para pessoas como eu que não tem a mesma cor de pele?
- O prognóstico é que quando o país se renacionalizar (…) você será deportada.
A decisão do Meritíssimo vai no mesmo caminho: ou se tem um Deus pré-determinado ou se condena a serem enxovalhados e não-protegidos os que, segundo os critérios dele, não tem este Deus (budistas de todo o mundo, socorro!).
O Brasil vem correndo o risco de estar se transformando numa república teocrática, como definiu o deputado Jean Wyllys à revista CULT:
“(As igrejas pentecostais) se fortaleceram política e economicamente, já que igrejas não são tributadas, tampouco fiscalizadas. Inclusive, os recursos podem ser distribuídos para outros investimentos, como em postos de gasolina, ou na televisão, onde são empregadas apenas pessoas convertidas que veem nisso milagres divinos, sentindo-se em débito permanente com os intermediários dessa relação.
“Isso é perigoso, pois pode resultar em perseguição àquilo e àqueles que, de alguma forma, representam ameaça a interesses, como já se dá regularmente contra religiões de matrizes africanas, e o pior : sem que o Estado tome providências contra isto.
“No Rio de Janeiro, há comunidades em que o tráfico se associou a alguns representantes de religiões pentecostais e uma das coisas que fizeram foi expulsar as pessoas dos terreiros dessas comunidades. Ora, esses terreiros formam as matrizes dessas comunidades, social e culturalmente – o samba nasceu onde?
“O ataque à umbanda e ao candomblé é também um ataque de viés racista por se tratar de religiões praticadas sobretudo por pobres e negros. Mas é, antes, uma disputa de mercado. O que os fundamentalistas pretendem com os ataques à Umbanda e ao Candomblé é atrair os adeptos – e, logo, o dinheiro deles – para suas igrejas.
“E como vivemos sob uma cultura cristã hegemônica, que se fez na derrisão e repressão das religiões indígenas e africanas, é óbvio que as igrejas fundamentalistas levam a melhor nessa disputa de mercado e em suas estratégias de difamação.”

Coincidentemente, o meu primeiro livro OS SENHORES DO DESTINO E A COROA ASTROLÓGICA DE ORUMILÁ, foi lançado justamente nesse período que este tema sobre os cultos afrobrasileiros ganharam foco na mídia brasileira, por causa dessa tal decisão equivocada de um juiz. Sendo que o livro fala justamente do destino do homem, das divindades, das interferências e das decisões do homem (livre-arbítrio) e de como decisões equivocadas, interferem em  nosso destino. Afinal de contas há uma conexão ou interação entre destino, livre-arbítrio e um terceiro elemento que chamamos de "acaso" ou o inesperado. Esse inesperado é uma espécie de "correção" daquilo que não saiu muito bem entre destino e decisão do homem. E fico feliz (não pela decisão do juiz) por ele ter vindo justamente nessa fase, onde a mídia se voltou ao tema, pois, no livro fui fundo nas origens dos cultos, há milênios atrás, onde podemos perceber que todas as religiões do mundo, tem origens parecidas, além de ter os pés fincados nas tradições ancestrais, na busca por conhecimentos ocultos e um olhar direcionado para o céu ou o Cosmos. Compre o livro, em uma das livrarias CULTURA OU SARAIVA, e obtenha diversas informações, sobre orixás, exus, pombagiras, oráculos e outros temas que envolvem a filosofia de UMBANDA ASTROLÓGICA.

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