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Os Orixás regentes de 2027

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Lei de Pemba: Magia não pode ser acessada por qualquer um


A pemba é um elemento muito poderoso, por isso, devemos ter muito cuidado com ela. Em primeiro lugar, tem que ter axé, outorga e conhecimento. Segundo, tem que ter finalidades, respeito e está dentro da Lei Maior - a Sagrada Lei de Pemba. Além de ter a liberação do orixá dono desse importante elemento. Muita gente vai a uma casa de Umbanda, achando que chegando lá, poderá comprar tudo, fazer o uso de tudo e sair por ai fazendo mal as pessoas, dominando ou tendo poder! É um engano. Tudo depende de uma ordem maior. Da mesma forma que pra muita gente os elementos mágicos são inúteis, os feitiços também, mesmo pagando pra algum sacerdote, mago ou pai de santo. Porque não depende de quem lhe vende a magia, mas, dos Senhores do Destino. Não cabe a magos ou bruxos, liberar a magia. Eles podem até acessar, mas, sem os enquadramentos, alinhamentos e vibrações astrológicas ideais, nada vai funcionar.

A maior parte dos pais de santo, magos e bruxos, ignoram a importância dos ciclos, dos elementos e dos astros, por isso, mais de 90% de seus rituais são inuteis. Perceba que mesmo o povo judeu, prestava plenamente atenção as luas. Entre os judeus, cada lua nova marcava a ocasião para o toque de trombetas e a oferta de sacrifícios segundo o pacto da Lei. (Núm 10:10; 2Cr 2:4; Sal 81:3; compare isso com Is 1:13, 14.) As ofertas prescritas, na realidade, eram ainda maiores do que as normalmente oferecidas nos sábados regulares. (Núm 28:9-15) Embora não se declare especificamente que a lua nova assinalasse um dia de descanso, o texto em Amós 8:5 indica a cessação de trabalho. Pelo visto, era uma ocasião de banquete (1Sa 20:5), bem como uma oportunidade de se obter instrução na lei de Deus. — Ez 46:1-3; 2Rs 4:22, 23; Is 66:23.

Postavam-se vigias em pontos elevados em torno de Jerusalém, e depois de observar a lua nova, eles levavam imediatamente a notícia à corte judaica. Após ter recebido testemunho suficiente, a corte anunciava: ‘É consagrado’, marcando oficialmente o início dum novo mês. Quando o céu nublado ou neblina causavam pouca visibilidade, então o mês precedente era declarado ter tido 30 dias, e o novo mês começava no dia depois da reunião da corte. Diz-se também que se fazia um anúncio adicional pelo sinal de um fogo no monte das Oliveiras, fogo que então era repetido em outros pontos elevados, em todo o país.

Visto que a lunação média, de lua nova a lua nova, é de cerca de 29 dias, 12 horas, 44 minutos, os antigos meses lunares tinham ou 29 ou 30 dias. Originalmente, isto talvez tivesse sido determinado pela simples observância do aparecimento do crescente da lua nova; mas, no tempo de Davi, encontramos evidência de cálculo antecipado. (1Sa 20:5, 18, 24-29) Não obstante, em tempos pós-exílicos, a Míxena (Rosh Ha-Shanah 1:3-2:7) declara que o Sinédrio judaico se reunia de manhã cedo no dia 30 de cada um de sete meses no ano para determinar a lua nova.

Visto que o mês lunar sempre começava com o aparecimento da lua nova (hebr.: hhó·dhesh), o termo “lua nova” passou a significar também “mês”. (Gên 7:11; Êx 12:2; Is 66:23) A palavra grega se·lé·ne é traduzida “lua”, ao passo que a palavra grega men contém a idéia de período lunar. — Lu 1:24; Gál 4:10; também Col 2:16, onde ocorre ne·o·me·ní·a (lua nova). “O luzeiro menor para dominar a noite”, providenciado por Deus como meio de marcar “tempos designados”. (Gên 1:16; Sal 104:19; Je 31:35; 1Co 15:41) A palavra hebraica para “lua” (ya·ré·ahh) é intimamente aparentada com a palavra hebraica yé·rahh, que significa “mês lunar”. A palavra leva·náh, que significa “branco”, ocorre três vezes no texto hebraico, descrevendo poeticamente o brilho branco da lua cheia, especialmente evidente em terras bíblicas. (Cân 6:10; Is 24:23; 30:26) A palavra ké·seʼ (ou ké·seh), que significa “lua cheia”, também ocorre duas vezes. — Sal 81:3; Pr 7:20, ALA.

Os israelitas, embora orientados pela lua como indicador do tempo para determinar seus meses e suas épocas festivas, deviam permanecer afastados da prática da adoração da lua prevalecente nas nações ao redor deles. O deus-lua Sin era o deus da cidade de Ur, capital da Suméria, lugar de onde Abraão e sua família partiram para a Terra da Promessa. Embora os habitantes de Ur fossem politeístas, o deus-lua Sin, deidade masculina, era o deus supremo, a quem devotavam primariamente seu templo e seus altares. Abraão e seu grupo viajaram de Ur para Harã, que era outro grande centro da adoração da lua.

No Egito, onde tanto Abraão como o povo de Israel moravam mais tarde, praticava-se com destaque a adoração da lua em honra do deus-lua Tot, o deus egípcio das medidas. Em toda lua cheia, os egípcios lhe sacrificavam um porco. Ele passou a ser adorado na Grécia sob o título de Hermes Trismegisto (Hermes Três Vezes Grande). Na realidade, a adoração da lua se estendeu até o Hemisfério Ocidental, onde se encontraram, no México e na América Central, antigos templos zigurates dedicados à lua. Em inglês, a segunda-feira ainda deriva seu nome a adoração anglo-saxônica da lua, pois o nome deste dia, “Monday”, originalmente significava “moon-day”, ou dia da lua.

Jó também viveu no meio de adoradores da lua, mas e ele fielmente rejeitou a prática deles, de beijar a mão visando a lua. (Jó 31:26-28) Os midianitas vizinhos usavam ornamentos em forma de lua, pondo-os até mesmo em seus camelos. (Jz 8:21, 26) O pai de Abraão, Tera, que faleceu em Harã, parece ter praticado tal adoração idólatra. (Gên 11:31, 32) De qualquer modo, estas circunstâncias dão mais peso ao significado do aviso de Josué a Israel, antes da sua entrada na Terra da Promessa, conforme registrada em Josué 24:2, 14: “Assim disse Jeová, o Deus de Israel: ‘Foi no outro lado do Rio [Eufrates] que os vossos antepassados moravam há muito tempo, Tera, pai de Abraão e pai de Naor, e eles costumavam servir a outros deuses.’ E agora, temei a Jeová e servi-o sem defeito e em verdade, e removei os deuses a que vossos antepassados serviram do outro lado do Rio e no Egito, e servi a Jeová.”

As esposas estrangeiras do Rei Salomão introduziram em Judá a contaminação da adoração da lua. Sacerdotes de deuses estrangeiros mandavam o povo de Judá e de Jerusalém fazer fumaça sacrificial ao sol, à lua e às estrelas, prática que continuou até o tempo do Rei Josias. (1Rs 11:3-5, 33; 2Rs 23:5, 13, 14) Quando Jezabel, filha do rei pagão Etbaal, que governava os sidônios, se casou com o Rei Acabe, de Israel, ela também trouxe consigo a adoração de Baal, e, aparentemente, da deusa-lua Astorete. (1Rs 16:31) Os israelitas encontraram novamente a adoração da lua durante seu exílio em Babilônia, onde as ocasiões da lua nova eram consideradas propícias pelos astrólogos babilônios para prognosticar o futuro. — Is 47:12, 13.

Em Canaã, onde os israelitas finalmente se estabeleceram, a adoração da lua era realizada pelas tribos cananéias com o acompanhamento de ritos e cerimônias imorais. Às vezes adorava-se ali a lua sob o símbolo da deusa Astorete (Astarte, Astartéia). Astorete era supostamente a consorte do deus Baal, e a adoração destes dois freqüentemente enlaçava os israelitas durante o período dos juízes. (Jz 2:13; 10:6) Os adoradores da lua atribuíam poderes de fertilidade à lua e esperavam que ela fizesse suas plantações e até seus animais crescer.

Enfim, os magos, sacerdotes e espiritualistas de todos os povos, sempre captaram que a magia e os astros estão amplamente ligados. Por isso a astrologia e os oráculos, foram colocados junto com a magia nas descrições adulteradas de trechos bíblicos, certamente colocadas nas escrituras por monges copistas, instruídos pelos reformadores da Igreja. E por isso temos hoje, falsos profetas, usando uma Bíblia que tem com raiz todo um caráter iniciático, mágico e cheio de mitos, milagres, magia e mediunismo, pra atacar esses mesmos princípios, sem autoridade nenhuma e com tamanha demagogia! O pensamento mágico e a mediunidade são as principais vertentes de todas as religiões existentes na Terra. Até mesmo o Islamismo, segundo os próprios livros e o Alcorão nos contam, surgiu de um contato de Maomé com o Arcanjo Gabriel! E como se daria o contato de um mortal com um anjo sem a mediunidade?

Pessoas hoje em dia e ao longo de todas as perseguições, ignorando ou passando por cima de toda ritualística contidas no Templo do Senhor, citado na Bíblia, tentam atacar a magia, sem nenhuma autoridade! Alguém já tentou entender o por quê dos chifres com incenso no altar e toda a estrutura magística usada por Aarão e Moisés? Todos os meses hebraicos tem seu "mazal" (constelação ou signo do Zodíaco). A constelação é chamada "mazal" em hebraico (ligada à palavra "nazal"que significa "fluir") porque através dela D’us faz fluir de Si uma corrente constante de vida para a Terra, dando existência para tudo que Ele criou. Em outras palavras, não é o signo que influencia a todos, mas o Verbo de D’us, que age por meio deste signo. Quando D’us criou o Sol, a Lua, as estrelas e os planetas, Ele os arrumou em suas órbitas e constelações num total de doze. Assim, o povo judeu observa doze luas novas, cada uma ligada ao começo de um novo mês, base do calendário judaico.

Portanto, o "mazal" de cada mês está associado a acontecimentos da História Judaica. Por exemplo, o do mês de Nissan (Áries), relaciona-se com o cordeiro pascal ofertado na época de Pêssach; o de Sivan (Gêmeos) relaciona-se com as duas Tábuas dos Dez Mandamentos, outorgadas no Sinai, em Shavuot; o de Tishrei (Balança) representa o Dia do Julgamento (Rosh Hashaná); e assim todos os outros meses. O mês de Kislêv, tem o mazal "kêshet" (Sagitário), pois durante o domínio do rei Antioco, sírios e gregos apontaram seus arcos e flechas contra o povo judeu (e muitos outros povos fizeram o mesmo ao longo da História). Os Macabeus lutaram e milagrosamente venceram o inimigo, em número superior, libertaram Jerusalém e reconsagraram o Templo Sagrado em 25 de Kislêv, quando comemora-se Chanucá.

Mas, não é apenas o povo judeu quem observa os astros, através de sua história, nem somente quem é cabalista e sim quem sabe que a magia faz parte deste mundo, da vida, do universo e da própria alma. A magia está presente em tudo e não devemos alterá-la sem um propósito sábio, sem permissão dos Senhores do Destino e do Tempo. Tem que ter outorga, conhecimento e axé. Tem que ter um propósito onde a intenção seja corrigir, ajudar ou criar energias produtivas e benéficas. Pois a partir do momento que a magia é acessada pra destruir, os efeitos dessas causas, serão catastroficas.

 Os magos Claviciularius praticam a Goécia, a arte de conjurar demônios a partir dos próprios impulsos pecaminosos e falhas morais. A maioria dos artífices da vontade condena esta arte sinistra e perigosa. Mas, a magia é tentadora e a sede por poder, cega muitos. E nesse mundo onde o ter passou a ser visto como sendo mais importante que o ser, as pessoas se jogam sem ter medo dos perigos. E além desses, muitas outras pessoas, que se identificam e praticam as artes das trevas, não apenas em jogos ou grupinhos de amigos, mas, tem os que realmente buscam as práticas negras de magia, sem saber em que terreno estão se metendo.

E no meio dos cultos afrobrasileiros, tá cheio de idiotas, pessoas que conjuram demônios tentando acessar poderes, que jamais terão ou serão capazes de dominar. E utilizam o nome dos orixás e exus, que maculam de toda sorte o nome dos ancestrais e das correntes espirituais. São idiotas que serão no momento oportuno punidos pelos Senhores do Destino, com o rigor das Sagrada Lei de Pemba. Porém essa insanidade, não é apenas dos dias de hoje não, muito pelo contrário, a verdade é que ambiciosos sempre buscaram as trevas, na tentativa de realizar seus intentos nefastos. E não só aqui no Brasil, mas, entre os ancestrais africanos, orientais, astecas, maias, hindus, egipcios e todo povo que mexeu com magia ao longo da história. Como também os hebreus. Vimos que a Bíblia tá recheada de citações do uso de magia para fins obscuros.

Os orixás são deuses africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá os aproximam dos seres humanos, pois eles se manifestam através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúmes, amam em excesso, são passionais. Esses são na verdade os orixás ancestrais. Mas, como signos os orixás atuam por vibração cósmica, tem o tom mais elevado, não incorporam e agem com a mesma força dos signos zodiacais, aliás, o sagrado Ifá é a coroa astrológica de Orumilá. Ele tá ligado a lendas, mitos e mistérios, mas, não só a personificações humanas, mas, ao Cosmo como um todo. Cada odu está ligado a uma grafia sagrada, tanto do alfabeto adâmico, quanto a todos os alfabetos sagrados de povos antigos. Da mesma forma que estão ligados ao Zodíaco. O primeiro Odu por exemplo, está relacionado ao primeiro signo, que na ordem natural zodiacal é Áries, mas, numa carta natal, pode ser o primeiro signo ascendente.

E a Pemba, como elemento e importante ferramenta ritualística de magia, para evocação, invocação e representação de cada uma dessas forças, que somente magos bem iniciados e com outorga poderá ou saberá usar! Lembre-se, que só pode usar a “pemba”, quem têm àse (axé) e, conhecimento para usa-la. A “pemba” é uma espada de dois gumes, - tanto pode cortar para “ o “Bem”como para o “Mal”. O mago é "livre", pois têm o livre arbítrio!!! Mas, veja bem, assim como um cidadão livre precisa cumprir as normas e regras ou leis de um Estado, um mago ou alma, precisa cumprir as leis do Astral Superior, de Deus e da Sabedoria. Assim quem comete erros, abuso e crimes, serão penalizados de acordo com a lei. Dessa forma saiba que o livre-arbítrio é pra decidir sobre aquilo que nos é dado e não da forma que queremos desenhar a nossa realidade.

A força que recebeu no àse (axé) é sua, mas, não pra ser usada desordenadamente. O axé se extingue! Como disse Jesus, "...até o pouco lhe será tirado", ou seja, se for usado de forma improdutiva os dons e graças. Assim o Orixá (Ori), o Anjo Tutor (Anjo de Guarda), os Ancestrais e os Senhores do Destino, tiram poderes e dons daqueles que tentam ir contras Leis de Pemba - que é na verdade a Leia da Vida, do Amor, da Sabedoria e de Deus. Por isso muitos pais e mães de santo, com o passar do tempo, perdem a força, a vidência e ficam desnorteados, pois são punidos pelo Astral, ai começam a trabalhar com charlatanismo, enganando e mentindo o tempo todo. 

Faça, conscientemente, o uso que melhor lhe aprouver!!! E sabendo sempre que será cobrado por todas as ações, tanto agraciado com poderes ou punido com dores. “Não semeie ventos para não colher tempestade”. “Que a força de Tupã, esteja contigo, Irmão de luz e buscador de sabedoria” !!! Como dono da pemba temos como Orixá Regente o Okê – Senhor dos montes -, e como Orixá Coadjuvante a Oxum – Senhora do rio e do lago. A Entidade Egum protetora, denomina-se “Mepemba”, a própria lenda nos dá esse conhecimento. 

Toda lenda encerra uma verdade esotérica, portanto, habitue-se a ler, não com olhos da carne, e sim, com os do espírito e, descobrirá verdades profundas, que são veladas ao profano, então procure por si, desvendar os Olhos de Ísis. Axé a todos!

Carlinhos Lima

terça-feira, 24 de junho de 2014

A importância e poder da Pemba

 

 

A Lei de Pemba

A Pemba, como já escrevi em outros textos, é um elemento sagrado, importantíssimo, que quem estuda magia, Umbanda e diversos cultos afrobrasileiros, sabem como ela surgiu, o que é, de onde vem e pra que serve. Mas, ela não é usada apenas ritualisticamente pra evocação ou invocação, na verdade, tribos africanas, da região onde ela foi inventada ou é fabricada, também pintam o corpo em danças, festividades e como forma de embelezamento, tanto homens, quanto mulheres. Na verdade, povos africanos, gostam muito de pintar o corpo.

E a Pemba, gera muita confusão, especialmente em nosso país, desde os que se deixam levar pelos estigmas, quanto pelos que se deixam levar pelo poder das superstições. Ou seja, há os que acham que a Pemba é um pó que é basicamente usado para o mal, pra magia negra e pra obter poderes. Enquanto outros, tem a sensação de que poderão usá-la pra conseguir o que querem. Tudo é fruto na verdade da desinformação. O certo mesmo é que ela deve ser usada por quem sabe, por quem tem a outorga e só se for necessária e quando for necessária.

E como eu disse, ela não só deve ser usada pra invocação ou evocação dos orixás e da magia, mas, também como proteção. Pessoas que pintam símbolos no corpo e que tem força e defesa contra espíritos ruins. Ao passo em que se pintarem símbolos ruins podem atrair coisas ruins pra perto de si. Da mesma forma com as tatuagens, há quem pinte coisas boas, simbolos sagrados e quem pinta evocações a demônios. Ai vai da consciência de cada um!

Uma coisa importante é que devemos lembrar sobre Sagrada Lei de Pemba, que não quer dizer propriamente um conteúdo ligado a Pemba, propriamente o giz ou o pó, mas, a Lei Divina, as normas ancestrais, aos códigos de ética dos magos e as tradições cósmicas. E que o uso desse elemento magístico, deve se ater as leis sagradas da Lei Maior. 

Com a pemba tudo se pode fazer em Umbanda, bem como, em todos os Rituais Africanistas e, no entanto, é o objeto sagrado mais profanado. Mas, entenda, esse "pode-se fazer", como eu mencionei, se atém a Lei Maior, ou seja, tem que ter outorga, tem que ter poder e tem que ter acima de tudo necessidade. A grafia sagrada dos orixás, que não é apenas o conhecimento da Raiz de Guiné, mas, muitas ou todas as outras raizes, e o simbolismo do Oponifá é uma delas, assim como o Alfabeto Adâmico, também carrega chaves importantes, na verdade, não basta conhecer e sim ter permissão.

Muitos magos caem em desgraça, por que ao conseguirem certo conhecimento pensam que podem abusar da sorte e da vida. Não é bem assim, quanto mais ganha-se poder, mas, terá responsabilidades e deveres permanentes, entre eles o de respeitar a magia, os mais fracos e os que não tem defesa. Tenho observado, que qualquer pessoa usa sem saber, e sem o preparo devido, para o que está fazendo . Mas isso, não é o pior ! Há Entidades Espirituais que a empregam sem o conhecimento de causa, o que se pode verificar com facilidade. Pois como eu já afirmei aqui, não são todas as entidades que tem o poder ou conhecimento da magia, mas, as vezes usam. Assim também como sabemos que tem entidades iniciantes, que muitas vezes até instigadas por seus médiuns se metem a fazer o que não poderiam tentar.

Também tem muitos pais e mães de santo que abusam muito de seus guias, colocando-os em "saias justissimas", por isso prudência é algo que todos deveriam ter! Quando incorporam em um médium, solicitam a pemba e saem riscando por aí a fora . Estas Entidades são iguais aos Umbandistas inexperientes, que tudo quer resolver, sem nada saber. Conceda a pemba às Entidades, com parcimônia, observando o que estão fazendo. Na maioria das vezes, não estão fazendo nada mesmo e são como crianças que imitam os adultos. E, outras vezes, são iguais aquelas pessoas que sabem escrever em línguas estrangeiras que não conhecemos, e se divertem a escrever barbaridades, pois estão conscientes de que não entendemos o que estão fazendo. E, assim, temos vários Terreiros de Umbandas, com falsas Entidades. Por isso, quando entregar a pemba para as Entidades desconhecidas, ou para a que não tenha confiança, use outra pemba e vá desmanchando aquilo que a Entidade, de má fé, está atraindo para o ambiente de seu trabalho.

O uso da pemba é abusivo e, na quase totalidade dos Terreiros de Umbanda. Muitas pessoas pensam que só porque é um espírito que lhe fala que pode confiar em tudo ou que ele não erra, por isso muitos tem danos irreversíveis. Também vemos que as pessoas costumam adotar viver no mundo do extasi do inconsciente. Não fiquem colocando suas responsabilidades nas entidades! Tem pessoas que vão corriqueiramente aos pés das entidades pedirem que elas tomem decisões que na verdade seria do próprio indivíduo. Algumas chegam e falam: "posso ou devo me separar?" ou dezenas de outros tipos de interrogação, que não cabe a entidade decidir por você. Ele pode apenas aconselhar e tentar esclarecer pra que a própria pessoa chegue a uma decisão, mas, querer colocar sua vida nas mãos de qualquer guia espiritual é um erro e covardia. Assim como fazem os cristãos da moda, que acham que por comprar uma Bíblia e pagar dízimo que tudo na vida passa a ser gerido por Deus e que assim tudo dará certo. Isso é até uma ofensa ao Senhor, pois colocar tudo na conta de Deus é abdicar do seu livre-arbítrio e querer dar o "migué" no Criador. Ele até nos ajuda, nos ilumina e nos direciona, mas, a decisão será sempre nossa. Mas, muitos se consideram santos e salvos, justamente por isso, ao afirmar que "coloquei minha vida nas mãos de Deus" e assim claro, fica fácil achar que dai em diante, nem peca, nem erra e nem tem mais dissabores - o que é um mero engano.

É engraçado como religiosos quando se fanatisam, passam a pensar imprudentemente, confundindo sectarismo com fé! E acham que só porque se acham "convertidos" que dai em diante tudo cairá do céu. Não lembram que grandes escolhidos, como Moisés, Davi e outros, que eram iniciados e de espírito elevado, tinham que continuar tomando suas decisões, inclusive eram punidos por seus erros, pois Deus, escolhe, mas, não escravida. As decisões continuam conosco. Prova disso, foi que muitos patriarcas, foram punidos por seus erros. E por falar em erros, muitos também pensam que só porque compraram uma Bíblia e pagam dízimos, ou rezam aos sábados, que o pastor tem o poder de perdoar seus pecados, sem cumprir sua missão e carma - engano total. Percebam que Moisés morreu sem poder entrar na terra prometida, porque pegou contra o Senhor ao duvidar de suas promessas. Então não fique no salto alto, só porque marcha pra Jesus ou porque paga dízimos, que mesmo assim terá que prestar conta de todos seus pecados. Não basta se dizer convertido, tem que cumprir seu destino!

Carlinhos Lima.

Amor, saúde, riqueza e sucesso: como atuam os Senhores do Destino na nossa vida

Amor, saúde, riqueza e sucesso: como atuam os Senhores do Destino na nossa vida
Amor, saúde, riqueza e sucesso: como atuam os Senhores do Destino na nossa vida

 Os Senhores do Destino e sua ação na vida do homem

Quando eu falo em "SENHORES DO DESTINO", como coloquei em meu primeiro livro de UMBANDA ASTROLÓGICA, ao tratar da busca do homem por si mesmo, por todos os mistérios que envolvem a vida e que estão ao seu redor, eu quis na verdade, colocar em discussão o que já existe desde sempre no meio filosófico, espiritualista, esotérico e religioso, que é o debate sobre até que ponto o homem é livre ou comandado por forças superiores.

E nesse debate, as religiões se debruçaram séculos em busca de uma conclusão. O aplicado Santo Agostinho, foi um dos grandes homens a se inclinar aos estudos dessas questões, como por exemplo, sobre a Astrologia, se os astros influenciavam ou não nossa vida. No entanto, sabemos bem, que a maioria das pessoas, que se prestaram a estudar tanto os prós, quanto os contras, sabemos bem a que na maior parte, tinha uma agenda oculta por trás deles, ou seja, no caso de Santo Agostinho, por exemplo, sabemos que ele tinha a pressão da Igreja, da sua fé e dos medos, desenvolvidos como estudante da teologia cristã. Dai se cria limites, preconceitos e nem sempre se vai a fundo nas questões, pois esbarra-se nos limites da religião. E geralmente isso ocorre em todas as vertentes, da mesma forma como temos livros do meio esotérico, que sabemos que as crenças dos autores, acabam influenciando. Por isso tentei o máximo ficar longe dos cultos, das religiões e desenvolver minha tese, o mais inspirado possível em meus próprios conhecimentos.

Estudos forjados com material de diversas vertentes, até mesmo as não religiosas, as materialistas e mesmo as da ciência. Mas, sabemos que quem escreve sobre conceitos como estes, não escreve pra cientistas, ateus ou materialistas, e sim pra quem se identifica com o assunto e busca o algo mais naquilo que lhe é latente na alma. Portanto escrevi pra espiritualistas, estudantes de magia, de Wicca, de Umbanda, de astrologia, de Candomblé, de Ifá, de Espiritismo e de um modo geral, de quem tenta entender sua ancestralidade. Porém, deixo, claro, meus conceitos a disposição de qualquer um que quiser debater, como por exemplo, sobre a tese de três forças atuantes sobre a vida, quando em nossa era por exemplo, há quem aceite apenas duas ou apenas uma. 

As forças que estou falando são o destino, o livre-arbítrio e o acaso. Que são as três forças que aceito como atuantes na vida dos seres vivos, gerenciadas por Deus e seus ministros. Porém tá cheio de filosofias, publicações e defensores de apenas duas, o destino e o livre-arbítrio. Como tem também os que acreditam apenas numa dessas duas, ou seja, tem os que acreditam no destino e os que acreditam apenas no poder da vontade ou do livre-arbítrio. 

Na filosofia de Umbanda Astrológica, após anos de estudos, a minha conclusão é que as 3 forças operam, ora juntas, ora contrapostas e ora uma dá espaço pra outra. Ou seja, há diversas ocasiões na existência e assim em certos momentos o livre-arbítrio prospera ou comanda, da mesma forma que em outros, o destino comanda, já em outros o acaso entra pra corrigir as coisas. Assim sabemos que tem partes da nossa existência que o destino impera, que não podem ser mudadas e que temos que simplesmente vivê-las e aceitá-las. Não escolhemos por exemplo, onde nascer, como nascer, qual será nosso DNA e mesmo ao longo da vida, não podemos decidir sobre o que acontece com o nosso organismo, apenas cuidar dele pra que certas coisas não aconteça com excesso.

Da mesma forma em muitos momentos o destino deixa que possamos decidir, ele sai pra que a nossa vontade apareça. E quando nem o destino impera e nem a nossa vontade foi capaz de cumprir o projeto, ai entra o acaso pra corrigir ou reformular as questões. Porém muitas pessoas, costumam escolher acreditar em apenas um ou outro. Nas redes sociais por exemplo, tá cheio de frases do tipo que diz "você consegue tudo o que quiser, basta querer..." e assim por diante. O que é um incentivo ao otimismo da pessoa, mas, ao mesmo tempo não condiz com a realidade. Na verdade cria ilusões. Tem pessoas que teimam a vida toda buscando um objetivo que tá na cara, mesmo pra quem não é místico, que jamais ela conseguirá, mas, com essa ilusão que todo mundo "consegue qualquer coisa", ela perde anos e anos da vida sem se mancar! Nós não nascemos pra ser tudo, pra ter tudo e com força pra conquistar tudo. 

Não é todo mundo que pode por exemplo, ser um campeão de MMA, mesmo que ela tome bomba, treine a vida toda, busque todo tipo de arte marcial. E assim em todo seguimento. Porém tem pessoas que por ver outra fazendo algo ela se ilude achando que poderá fazer o mesmo! E não é bem assim. E por isso temos profissionais ruins em todos os seguimentos, porque tá cheio de gente que tenta aquilo que é incapaz de desempenhar direito. Ou seja, as pessoas não se dão conta que há vocação e dom. Tem muita gente que se mente em ser algo e fazer algo, por vocação, mas, nem sempre isso basta. Da mesma forma que tem pessoas que tem dons e ignora-os, abdicando-se deles. Os profissionais de sucesso ou pessoas que tem uma vida de sucesso, são aquelas que fazem com vocação aliada aos dons. 

No entanto, acontece que muitos tem dons e teima em ignorá-los, gente que por exemplo, tem dom musical, artístico ou pra fazer coisas importantes, mas, que renega, busca fazer algo diferente, por preguiça ou por que não quer pagar o preço. Pois tudo tem um preço. E é por isso que tá cheio de pessoas insatisfeitas na vida, fazendo coisas que não gosta. Ao ponto que tá cheio de outras que acha que tá fazendo o que gosta, mas, também tá insatisfeita, porque não tem o dom pra desempenhar bem! As pessoas tem como maior problema a falta de semancol ou seja, seguem mais os instintos e não a consciência. Tem pessoas que até percebem que não tem futuro promissor numa area, mas, por teimosia, bate de frente e continua dando "murro em ponta de faca".

E isso acontece também no amor. Tá cheio de gente que passa a vida toda, lutando por um suposto amor, que não existe, em casamentos ou relacionamentos horóscopos que só trazem lágrimas, vergonha e dor, mas, ficam repetindo pra si mesmos "não vivo sem ele...". Ou seja, a falta de autoestima, de força e a grande teimosia, faz com que muitas pessoas passem a vida insistindo na espera de uma mudança que jamais acontecerá. E não acontecerá por dois motivos: primeiro porque ela escolheu errado, tá ali e com aquela pessoa, pelo mau uso do livre-arbítrio e contra o destino; E segundo, porque ela não tenta recomeçar.

Tem também as pessoas que caem em armadilhas, se deixam usar e se envolver por pessoas manipuladoras, são usadas e se acostumam por isso. Tá cheio por exemplo, de cunhadas, que ficam anos, transando com o cunhado, servindo de objeto sexual, mesmo sabendo que nunca vai dar em nada. Existem amantes que ficam uma vida inteira, esperando que a outra pessoa largue seu conjugue e venha em definitivo, o que quase sempre acontece o ontrário. Tem ainda os que colocam como meta conquistar alguém que não é pra ser seu e por essa cruzada pessoal insana, perdem uma vida inteira.

E assim sabemos que é a falta de ouvir seu Eu Interior, seus ancestrais, buscar entender seu destino e de que forma deve usar seu livre-arbítrio. Mas, isso é impossível não? Não, justamente por isso surgiram os magos, os mestres, os monges e tudo ligado a busca espiritual. Que muitos confundem com busca de poder, de manipulação de riqueza. Mas, que a principal busca é compreender a si mesmo, entender sua missão e achar seu caminho neste mundo. Se e quantos conseguem? Isso é difícil determinar, apenas digo que este é o caminho. A busca começa por ai, por tentar primeiro entender quem somos e depois pra onde devemos seguir. É uma busca longa e não como todos pensam que pagam por um mapa astrológico e vão ter a receita de sua vida. Tem gente que vai a uma consultoria achando que pagando cem reais, terão todo passado presente e futuro nas mãos, pra depois virar as costas e não voltar jamais! É um grave engano. As pessoas precisam de iniciação, de vigília constante e de focar a luz, usando a fé, a ritualística e o compromisso o tempo todo.

Quando falo em "Senhores do Destino", me refiro as forças Supremas que controlam o sistema, o Cosmos, partido da maior delas, que considero o Criador da vida e de tudo - Deus! E seus ministros, anjos, orixás, guias de luz e toda força ancestral de nosso planeta. E como eu disse, eles servem de juizes, avaliando a partir do livro da vida de cada um, da soma do consciente e inconsciente, pra ver onde atuam, se precisam atuar e de que forma o carma se desenrola.

A visão da Umbanda Astrológica é diferente em alguns aspectos da Umbanda Tradicional e do Candomblé. Por exemplo, os orixás não vistos como na maioria dos seguimentos afrobrasileiros, como simples espíritos, ancestrais ou forças que representam elementos e a natureza. Na Umbanda Astrológica, os orixás, também são vistos como forças de egrégoras e signos. Assim como os odús do Ifá. Ao mesmo tempo em que signos astrológicos ou do Ifá, não vistos apenas como casas e símbolos, mas, como tendo senhores responsáveis por aqueles portais e casas. Ou seja, há um mistério muito mais complexo do que as formas simplistas que muitos divulgam e confundem. Só que o ser humano tende a ter dois comportamentos radicais: ou são tradicionalistas e creem apenas naquilo que está pré-estabelicido por tradições que ele conhece e que por isso teima em não mudá-las ou contestá-las, e/ou, é anarquista, tentando mudar tudo radicalmente e descartar o que já está em vigência. Quando na verdade, temos que aceitar, acatar ou buscar reformular, com prudência, apenas aparando arestas, tentando entender e corrigir sem uma agressiva reformulação insensata.

Mas, os cultos afrobrasileiros causam tantos debates e  estigmas, pelo fato que ele é divulgado. Muita gente não pisa os pés num terreiro por exemplo, nem vai num jogo de Tarô ou de búzios, achando que indo lá tá indo falar com mortos, tá indo na macumba ou tá indo a um pacto! O que não tem nada a ver. Nem sempre ao falarmos de orixás, estaremos falando de espíritos, mas, de signo. Dizer por exemplo que uma pessoa é de Oxóssi, não quer dizer que ela vai incorporar um índio ou que tem caboclos na sua cola o tempo todo. Apenas quer dizer que ela tem a força dessa vibração que tem o signo ligado a terra, as florestas, a vida no meio ambiente e que é uma pessoa com características desse orixá. Temos que compreender que orixá, nem sempre é espírito ou entidade literal, mas, símbolo, signo e força ancestral.

Da mesma forma que, signos, não podem ser vistos apenas como símbolos pra serem lidos. Na visão de Umbanda Astrológica, e por isso a fusão empregada, vemos a força atuante de senhores de cada portal zodiacal, representantes dessa força e por isso a comparação ou cruzamento com os orixás. Assim como cruzamos cabalísticamente com anjos ou qualquer outras forças espirituais. Então quando falamos de Senhores do Destino, falamos por exemplo de Orumila, a Testemunha da Criação, que através dos signos de Ifá, a sua Coroa Astrológica, revela os segredos divinos ao homem. Pois o homem ao se ver em dúvida e sozinho, busca sempre o sagrado em busca de respostas.

Axé a todos e Shalom!

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