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Os Orixás regentes de 2027

domingo, 23 de agosto de 2020

Método novo, hipótese antiga: anãs brancas provam teoria da relatividade de Einstein, aponta estudo



Os cientistas conseguiram pela primeira vez processar um vasto conjunto de dados de cerca de 3.000 estrelas anãs brancas, encontrando uma correlação inversa entre a massa e o tamanho.

Os cientistas conseguiram conduzir uma análise profunda da relação massa-raio das estrelas anãs brancas, reforçando efetivamente a icônica teoria da relatividade geral de Albert Einstein, sugere um estudo aceito para publicação na revista The Astrophysical Journal e publicado no portal de pré-impressão arXiv.
Os pesquisadores envolvidos no projeto fizeram uso de um novo método, que colheu dados sobre miríades de anãs brancas, do Sloan Digital Sky Survey, que agrega imagens multiespectrais do espaço, bem como do observatório espacial Gaia.
O objetivo era analisar o fenômeno das mudanças físicas que os corpos celestes experimentam com o passar do tempo, bem como colocar à prova teorias científicas já conhecidas.

Mudança nas estrelas

Quando estrelas semelhantes ao nosso Sol ficam sem combustível, elas perdem suas camadas externas e se reduzem a seus núcleos, que são aproximadamente do tamanho da Terra.
Um núcleo em si, ou melhor, os restos estelares, leva o nome de uma anã branca, que ao longo de sua evolução aumenta em massa, mas encolhe em tamanho. Mais tarde, ela se torna uma estrela de nêutrons, um corpo estelar superdenso com um raio que normalmente não se estende além de 30 quilômetros.
Esta relação entre massa e tamanho tem despertado curiosidade desde os anos 1930, com os cientistas chegando à conclusão de que a referida diminuição e aumento de massa são provavelmente causados pelo estado dos elétrons: à medida que um corpo é comprimido, o número de seus elétrons sobe.


Anã branca
O processo é tradicionalmente descrito do ponto de vista da mecânica quântica, que estuda a interação das partículas subatômicas, juntamente com a teoria da relatividade geral de Albert Einstein, que se concentra em torno dos efeitos gravitacionais.
"A relação massa-raio é uma combinação espetacular de mecânica quântica e gravidade, mas é contraintuitiva para nós", disse Nadia Zakamska, professora associada do Departamento de Física e Astronomia da Universidade Johns Hopkins, EUA, supervisora do novo estudo.
"Pensamos que à medida que um objeto ganha massa, ele deveria se tornar maior", teoriza.
A equipe mediu o chamado efeito do desvio para o vermelho gravitacional, que é o efeito da gravidade sobre a luz e sobre as estrelas. À medida que a luz se afasta de um objeto, o comprimento de onda da luz proveniente dele cresce, fazendo com que ele fique mais avermelhado.

Velocidade radial como ferramenta

Após analisar o efeito do desvio para o vermelho gravitacional em 3.000 estrelas anãs brancas, os pesquisadores conseguiram determinar a velocidade radial das estrelas com um raio semelhante, ou seja, a distância do Sol a uma estrela observada que indica seu movimento, nomeadamente, se ela está se movendo em direção ao Sol ou se está se afastando dele.
A velocidade radial das estrelas poderia apontar para mudanças em sua massa, se puder ser determinada.
"A teoria existe há muito tempo, mas o que é notável é que o conjunto de dados que usamos é de tamanho sem precedentes e precisão sem precedentes", observou Zakamska, elogiando o avanço do estudo:
"Estes métodos de medição, que em alguns casos foram desenvolvidos anos atrás, de repente funcionam muito melhor e estas velhas teorias podem finalmente ser sondadas."

domingo, 16 de agosto de 2020

Os orixás e o mapa do Descobrimento do Brasil



Marte revelou Ogum, Iemanjá, Oxum e Oxalá no descobrimento.

A carta do Descobrimento, que corresponde ao momento em que as caravelas portuguesas fez o primeiro avistamento da terra, ao largo da costa baiana, nas imediações do Monte Pascoal. Em qualquer versão aproximada das 16 horas, para se levantar essa carta poderemos encontrar a casa 9 (crenças, religiões, ética) apresentando como único ocupante o planeta Marte, nos primeiros graus do feminino e lunar signo de Câncer. Marte está em trígono exatamente com a Lua em Peixes, regente de Câncer, e com Urano no último grau de Aquário, posição muito próxima do Ascendente da carta da Independência, da qual este Urano é regente. Essa configuração astrológica pode ter influenciado as tradições referentes a São Jorge e a Ogum, e que começaram a firmar-se no Brasil possivelmente ainda no período colonial. E a configuração também coloca a importância de Iemanjá, que tem um grande número de fiéis no Brasil, em especial na Bahia, onde no dia 2 de fevereiro, fazem uma grande comemoração magnífica. Além disso, a Lua junto com Urano na casa 5 e Câncer no meio do Céu, mostra Maria ou Nossa Senhora, como a grande padroeira do Brasil no futuro, a grande Rainha do Céu!

A posição de Marte no signo de Câncer que é a casa das crenças e religiões já indica que, desde o alvorecer da formação do país, haveria de impor-se o culto a um princípio marciano - um "deus-guerreiro" - temperado pela natureza maternal da Lua. São Jorge e sua concepção de "vencedor de demandas" sob a proteção do estandarte da Virgem Maria (o trígono com a Lua em Peixes) é o Santo Católico que melhor traduz essa imagem e simbologia. Esta Lua identifica-se também com Iemanjá, a divindade do estuário dos rios da Nigéria, que no Brasil transformou-se em Rainha do Mar (Peixes, signo da vastidão oceânica). A participação de Urano na configuração mostra que tais cultos, aos orixás e aos santos católicos, tendiam a gerar uma síntese criativa, apta a afastar-se cada vez mais dos modelos originais. Permitindo assim a formulação de uma expressão religiosa própria, tipicamente nativa, mediante o livre aproveitamento de elementos das raízes européia, africana e indígena. Já em nossa época onde Urano transita o signo de Peixes e ainda se referindo a religiosidade e cultos nos mostram uma nova tendência de culto mais fanatizado. Por isso esse grande afloramento e manifestação dos chamados “evangélicos”, isso se dá pela troca de domicilio de Urano com Netuno. A religiosidade brasileira está vocacionada para um desprendimento das amarras institucionais, ganhando uma dimensão intimista, libertária e afetiva. Aliás, cabe observar também que o Meio-Céu do mesmo mapa está em Câncer e que seu regente, a Lua, encontra-se em Peixes. Sendo dois signos aquáticos e femininos, não é de estranhar que o país tenha como padroeira (um sentido de casa 10) Nossa Senhora Aparecida, uma virgem negra.

Como toda configuração astrológica comporta expressões positivas e negativas, Marte em Câncer na 9 também fala de combate por questões religiosas e da agressividade. Por isso tantos combates foram enfrentados pelos nativos tanto africanos quanto brasileiros aos seus cultos e ritos. O poder dos administradores portugueses (trígono com a Lua, regente do Meio-Céu, ponto que simboliza a autoridade do governante). As conversões forçadas, as manifestações de intolerância religiosa e a violência contra índios e escravos em nome da fé também estão contidos nessa importante configuração.

No entanto, sabemos que a Igreja Católica teve no período colonial, muitos representantes de elevada estatura moral e profundo amor pela terra e sua gente. O exemplo mais evidente foi o do jesuíta José de Anchieta, um grande homem que colocou sua fé em harmonia com a moral e a ética. Por isso foi lhe atribuído o título de Apóstolo do Brasil.

Na verdade a simbologia astrológica fala de necessidades e de princípios universais, mas cada cultura cria suas próprias formas de manifestar o significado de signos, planetas e casas. Como as culturas são como organismos vivos, onde cada elemento ajusta-se aos demais e responde às necessidades de adaptação ao meio ambiente, às particularidades da formação cultural geram traduções de conteúdos astrológicos que não são absolutamente intercambiáveis, mesmo guardando analogias entre si. Então nesse contexto da Nação Brasil que sempre teve variadas culturas mescladas em sua composição. Mas que de certo modo se complementam e se harmonizam, trouxe uma forma esplendida de culto que ao mesmo tempo em que nascia da tradição anunciava um jeito moderno de cultos futuros. Muitos desses cultos às vezes enxergados como estranhos, mas todos no geral aglomerando um grande número de adeptos. Isso advindo da influencia de Urano sobre o descobrimento do Brasil, ou seja, a ação de um Urano socializador sobre as massas (Lua/Urano). Assim, não há como tomar o panteão dos deuses da mitologia greco-romana e encontrar, para cada um, uma correspondência exata nas lendas da Europa cristã, ou na mitologia afro-ameríndia. A lenda de São Jorge, por exemplo, guarda ecos dos mitos relacionados ao Ares grego e ao Marte Romano, assim como os mitos de Ogum encontram ressonância na história do santo cristão. Todos expressam valores de Marte, mas sempre com nuances locais, que respondem às necessidades específicas da comunidade que os cultua. Ou seja, uma influencia do ambiente local ao vermos a ação do Guerreiro nas bases de um Templo que também é lar ao mesmo tempo (Marte sobre a força lunar de Câncer).

O nosso Brasil, em seus 5 séculos de história, já elaborou suas próprias sínteses, que são tão ricas do ponto de vista simbólico quanto aquelas originárias da velha civilização grega. Neste sentido, entender o significado de São Jorge e de Ogum para o povo brasileiro é entender também como o princípio simbolizado por Marte é vivenciado nestas paragens tropicais. Assim ao entendermos isso podemos ver que aqui o Guerreiro pode ser também uma Guerreira, ou ainda que uma das armas usadas por Ele não é só arma de guerra, mas por muitas vezes utiliza-se das armas afetivas.

Aqui todas as religiões se dão bem por que a harmonia já começa no interior tanto das entidades quanto do ser humano. Até mesmo quando se aceita que um orixá se manifesta tanto de forma masculina, quanto feminina já se esta aceitando as diferenças do próximo. E ao observar o mapa do descobrimento podemos ver claramente que até mesmo Ogum, como qualquer outro orixá sempre visto como guerreiro pode se manifestar passivamente mostrando seu lado totalmente feminino e sem perder seus poderes nem valor.

Podemos notar isso através da observação do trigono formado entre Marte e a Lua sendo que ela se encontra dentro da casa 5 signo do prazer e do poder. Isso mostra que mesmo de forma meiga e sensível o poder poderá ser intenso e o comando atendido. Participando desse aspecto através da conjunção com a Lua e do trigono com Marte podemos perceber que Urano já nos revela aqui um prenuncio de movimentos futuros em prol da sexualidade livre e do respeito ao que a sociedade conservadora considera como inaceitável e estranho. Um exemplo a Parada Gay que vem crescendo a cada dia. Júpiter como dispositor de Marte na casa 9 e Vênus na casa 8 mostra que o sexo e o prazer também seriam buscado mesmo que entrando em contradição com os conceitos limitadores das tradições religiões e preconceitos da sociedade brasileira (Saturno em oposição a Plutão na casa 7).

O importante é que aceitemos que a dualidade existe em tudo o que foi criado. Até mesmo nos orixás. Se a força feminina não se manifesta em forma física no masculino, o que alias não é necessário, pois basta que isso se dê num nível mental e espiritual no ser podemos compreender que a totalidade não se manifestou por inteiro.

E observando os trânsitos astrológicos sobre este mapa, vemos a grande conjunção de Júpiter, Saturno e Plutão, agindo no fundo do céu, já há um bom tempo e ainda coninuará agindo por muito tempo. Aqui está Netuno, mostrando o quanto o povo brrasileiro se apaixona por falsos Messias e Salvadores da Patría. Também estamos vendo Urano agindo na casa 7 e ainda agirá por um bom tempo. E mesmo quando passar para a casa 8, continuará trazendo coisas estranhas a diplomacia do país e os confrontos, que geram divisão em nosso povo, com desequilibrio na política.  E por este mapa, fica claro que 2021 ainda será pior que 2020 em muitos aspectos.

Libra no Ascendente em Vênus na casa 8, junto com a Cabeça do Dragão, também nos mostra quanta sensualidade, molejo e beleza teriam as mulheres brasileiras, vindas dessa mistura de raças incríveis. Porém o aspecto ruim de Vênus com Lua, Ascendente com Netuno e Saturno na casa 8 desafiando Plutão, revela-nos que esta terra teria e talvez senha tenha, muita violência contra a mulher. Além disso, muitos tabus sexuais e perseguições as diferenças. No entanto, como a Roda da Fortuna está em LEÃO na casa 11 do social, rezemos a OXALÁ, o grande Senhor do Bonfim, que um dia traga a paz que precisamos e o respeito que necessitamos para viver com amor. Além disso, Mercúrio o Dispositor do Dharma, atuando junto ao Sol na casa 7, mostra que educação é a saída, além disso, a arte e a liberdade.

Com essa forte conjução atuando no fundo do céu do descobrimento por um bom tempo, mostra mudanças internas, mas, também revela rancores e o lado mais sombrio do povo, que pensa muito mais  em seus interesses individuais do que no próximo e no coletivo. Mas, mudanças estão por vir, especialmente pós pandemia, onde teremos mudanças na política e na sociedade.


Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador. 


A Origem dos Orixás



Estudos afro-brasileiro


Olorum, também conhecido como Olodumaré, criou o universo infinito, as estrelas, os planetas e toda a vida. Desta forma, ele separou o que era imaterial do que é material. Alguns pesquisadores dizem que o imaterial é o infinito, o òrun, um local habitado pelos seres sobrenaturais, pelas entidades, conhecidas como araòruns. Aí residiriam os antepassados e os orixás. Outros dizem que, para manter o controle sobre os seres habitam os mundos que criou, Olorum criou os orixás, cada um deles sendo assim representado, de forma material pelos elementos.

Não existe um culto dirigido especificamente a Olorum de modo que toda a comunicação entre os dois mundos é feita através dos orixás. Alguns historiadores acreditam que talvez originalmente Olorum não existisse, tendo surgido devido à influencia dos cultos maometanos e ocidentais na África, com suas noções de um deus único que centralizasse todo o poder.

O historiador Joseph Kizerbo confirma a dificuldade em definir a verdade a partir da mitologia dos iorubas. Segundo ele, o grande antepassado dos príncipes iorubas é Odudua, ou Oduduwa, ele próprio filho de Olodumaré. Segundo informa, pela tradição islâmica, ele seria Lamurudu, rei de Meca. Seu filho, Okanbi, teve sete filhos que vieram a reinar em Owu, Sabé, Popo, Benim, Olé, Ketu e Oyo. O historiador acredita que, quase certamente, os iorubas vieram do Alto Nilo para estabelecer-se na região, hoje Nigéria, sendo que Ilé Ifé foi o centro de dispersão local, passou a ser reconhecido como a “fonte mística do poder e da legitimidade”. De lá partia a consagração espiritual, e para lá retornavam os restos mortais de todos os reis, da mesma forma que ocorria com as cidades santas para os faraós.

A relação entre os seres humanos e os orixás é mais complexa do que se pode pensar a principio. Alguns historiadores nos mostraram que os Iorubas acreditam na existência de varias almas. A primeira seria o “émi”, a respiração, o principio da existência fornecido aos homens por Olorum. Outra alma seria a “ojiji”, a sombra, que o segue o homem aonde ele vá. A mais importante seria a “eledá”, ou “ipòri”, a alma ancestral que está ligada ao destino dos homens e à reencarnação, e associada à cabeça do individuo, chamada “ori”. Assim, diz-se que orí é ainda mais importante que o próprio orixá da pessoa. E é justamente essa alma ancestral que deverá comparecer diante de Olorum antes de renascer, para que receba um novo corpo, uma nova respiração e um novo destino.

Uma das concepções sobre esse processo explica que cada cabeça – ori – é modelada no orún pelo orixá Ájala, ajudado por Oxalá e pelos Odús, as entidades ligadas ao destino e que são: Ejiobe, Oyédu-méji, Òdfi-méji, Irósun-méji, Òwórín-méji, Òbára-méji, Òkanràn-meji, Osá-méji, Òturúpòn-méji, Òtùá-meji, Irètè-meji, Ofun-méji, e Òsetùá. Então, cada cabeça é modelada utilizando-se uma matéria especifica, formando o ìpòri de cada individuo. Dessa forma, se Àjàlà usar uma pedra para criar a pessoa, ele deverá cultuar Ogum, quando vier para a Terra; se for a água, Oxum, Yemanjá, Erinlé, Yewá, e Olokun. E assim por diante, referindo-se ao elemento primordial que representa cada um dos orixás.

O mestre Jesus reconhecido o elemento do qual o Apostolo Pedro tinha sido criado disse: “Tu és Pedra”. Lembre-se que os místicos sempre associaram esse apostolo ao signo de Áries o qual é regido por Ogum. “Quem tem ouvidos ouça”.

Uma das propostas sobre a origem dos orixás entende que um orixá é basicamente, um ancestral elevado à categoria divina devido ao controle que obteve sobre certas forças da natureza, como o trovão, o vento e as águas, doces ou salgadas. Esses são os orixás que se referem os mitos e lendas. Já os orixás criadores nunca encarnaram e faz parte da hierarquia que governa o sistema.
Esse controle dos orixás evoluídos, também poderia ser visto como uma serie de conhecimentos: sobre a caca, a propriedade dos metais e como utilizá-los, o conhecimento sobre as plantas e como utilizá-las. Após sua morte, esse ancestral teria o poder ou capacidade de encarnar momentaneamente em algum de seus descendentes, através do fenômeno de possessão que ele mesmo provocaria.

Sabe-se que cada cidade ioruba da África tinha seu rei, que era descendente de um herói divinizado ou então a reencarnação do orixá, de modo que alguns orixás cultuados numa determinada região não eram conhecidos em outras regiões. Quando de sua vinda para o Brasil, o culto modificou-se, uma vez que os diferentes grupos de iorubas entrarem em contato uns com os outros, reagrupando-se em torno dos terreiros – os centros de devoção da religião – então formados no Brasil. Foi assim que a religião ganhou o nome de candomblé (cujo significado original, segundo os estudiosos, é “rezar”, ou “orar”), e reuniu sacerdotes e fieis que estavam ligados por parentesco através dos orixás (daí os nomes “filhos de Oxalá e Iemanjá”, e outros mais).

Os orixás representam, portanto, forças elementais, um aspecto da natureza, e também estão associados aos antepassados, aos heróis míticos. E, mais ainda, fazem parte do ser humano, uma vez que cada ser possui seu orixá. Este é, ao mesmo tempo, seu pai espiritual e parte de seu próprio ser. Segundo as crenças do candomblé, cada pessoa apresenta as mesmas características psicológicas, de personalidade, que o orixá a que pertence. Segundo alguns estudiosos, não apenas características de personalidade, mas todos aqueles que pertençam a determinado orixá apresentarão as mesmas características e traços do rosto, composição do corpo etc. Completando suas características, a pessoa ainda reuniria traços de seu segundo orixá, que poderia alterar sua personalidade, da mesma forma que o signo ascendente, na astrologia, modifica as características do signo solar. Por isso á Umbanda Astrológica é mais uma importante ferramenta pra trazer mais luz aos estudos esotéricos referentes aos orixás.

Essa qualidade abre o conceito das relações entre os orixás e seus filhos, não permitindo que ocorra uma espécie de massificação. E, para completar, cada orixá possui, alem de suas características próprias, varias outras manifestações ou qualidades, de forma que um mesmo orixá é geralmente apresentado como mais jovem ou mais velho, inclusive cada um recebendo nomes específicos.

Trago a todos vocês minhas pesquisas e fatos a mim revelados a fim de lançar luz a uma filosofia tão bela que vem sendo tão deturpada. Uma coisa que muito me irrita é ver afro-descendentes “convertidos” a seitas protestantes as quais renegam suas tradições e ancestrais e criticam o que nem sabem direito o que é. Outra coisa que me indigna é alguns “mestres” que se acham donos da verdade e que não repartem seu conhecimento com ninguém só visando confundir as pessoas e tirar proveito disso. O que eu acho ruim também é a briga dá Umbanda e do Candomblé. Eu respeito ambas com a mesma admiração e acho que todos os movimentos afros têm que se unir e trabalharem juntos. Eu acredito pelo que a mim foi revelado que a Umbanda é mais antiga que o CANDOMBLÉ, mas ambas vem da mesma fonte. Já aqui no Brasil o Candomblé é mais antigo que a Umbanda, no entanto ambas tem a mesma importância. Axé pra todos e amor nos corações.

Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
 

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