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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Sangue seco de santo italiano não se liquefaz e vira presságio de desastre iminente (VÍDEO)

 


O sangue seco de São Januário, exposto publicamente em um frasco três vezes por ano em Nápoles, não se liquefez na quarta-feira (16), apesar das orações dos fiéis, fazendo com que muito considerassem isso sinal de desastre iminente.

Três vezes ao ano, no sábado que precede o primeiro domingo de maio, no dia 19 de setembro e 16 de dezembro, o frasco com o sangue seco do santo, que viveu no século IV e é o padroeiro da cidade de Nápoles, é exposto publicamente e os moradores rezam para que ocorra o "Milagre de São Januário", que consiste em sua liquefação.

Contudo, nesta quarta-feira (16), o sangue não se liquefez e, segundo a crença, isto é um sinal de desgraça.

 

 


Em diversas ocasiões, diversos acontecimentos trágicos ocorreram, de fato, pouco depois de a liquefação não ocorrer. Assim aconteceu no início da Segunda Guerra Mundial em 1939 e a entrada da Itália no conflito em 1940, a ocupação de Nápoles pelas tropas nazistas em 1943 e antes do terremoto de Avellino em 1980, que custou a vida de mais de 3.000 pessoas. 

Por sua vez, o cardeal da cidade, Crescenzio Sepe, tratou de convencer os napolitanos de que o episódio não é um "presságio de desastres, nem epidemias ou guerras", recordando que "somos homens e mulheres de fé [...] Se algo precisa derreter, é o nosso coração", adicionou.

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sábado, 19 de dezembro de 2020

Astrônomos detectam possível sinal de rádio de 'mundos alienígenas'

 


Astrônomos detectaram pela primeira vez possível sinal de rádio de um exoplaneta distante, chamando a descoberta de "nova maneira de examinar mundos alienígenas".

Pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, examinaram o céu noturno com o radiotelescópio de baixa frequência Low-Frequency Array (LOFAR) na Holanda, e descobriram uma explosão radioativa ao norte da constelação de Boieiro.

Os dados preliminares mostram que o sinal se origina de um planeta solitário orbitando o sistema estelar binário de Tau Bootis.

Se a descoberta for confirmada, será a primeira explosão de rádio emitida por um planeta fora do nosso Sistema Solar.

"Apresentamos um dos primeiros sinais de detecção de exoplaneta no domínio de rádio. O sinal é do sistema Tau Bootis, que contém uma estrela binária e um exoplaneta. Defendemos uma emissão proveniente do próprio planeta. Pela força e polarização do sinal de rádio e do campo magnético, é compatível com previsões teóricas", comentou pesquisador de pós-doutorado da Universidade Cornell, Jake D. Turner.

Os astrônomos também estudaram candidatos para emissões de rádio adicionais nos sistemas 55 Cancri e Upsilon Andromedae.

"Se isso for confirmado por observações de acompanhamento, essas detecções de rádio abrem uma nova janela para os exoplanetas, dando-nos uma nova maneira de examinar mundos alienígenas, localizados a dezenas de anos-luz de distância", afirmou consultor de pós-doutorado e professor da astronomia da Universidade Cornell, Ray Jayawardhana.

O sistema Tau Bootis é se encontra a cerca de 51 anos-luz ou 482 trilhões de quilômetros de distância do nosso planeta.

O sistema hospeda o chamado planeta Júpiter quente, que é um gigante gasoso parecido com o nosso Júpiter do Sistema Solar. As emissões de rádio explicam o campo magnético único desse planeta.

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A primeira emissão de rádio detectada do exoplaneta

De acordo com a NASA, corpos astronômicos com campos magnéticos variados podem produzir ondas de rádio. Estudando o campo magnético, os astrônomos podem examinar a potencial habitabilidade existente.

"O campo magnético de exoplanetas semelhantes à Terra pode contribuir para sua possível habitabilidade, protegendo suas próprias atmosferas dos ventos solares e dos raios cósmicos, e assim, protegendo o planeta de perdas atmosféricas", afirmou Turner.

No entanto, o cientista observou que o sinal é fraco e ainda há incerteza em torno de sua origem. Os astrônomos seguem fazendo observações usando vários radiotelescópios.

 

Novo estudo desafia regras clássicas da gravidade e coloca em xeque teoria da matéria escura



 

Grupo de cientistas analisou a curva de rotação de 153 galáxias e os resultados favorecem a teoria dinâmica newtoniana modificada em detrimento da teoria da matéria escura.

Um grupo internacional de cientistas afirma que uma ideia rival da popular hipótese da matéria escura prevê com mais precisão um fenômeno galáctico que parece desafiar as regras clássicas da gravidade. Esses resultados foram publicados na revista científica The Astrophysical Journal.

"Tenho trabalhado com a hipótese de que a matéria escura existe, então esse resultado realmente me surpreendeu […]. Inicialmente, eu estava relutante em interpretar nossos próprios resultados em favor do MOND. Mas agora não posso negar o fato de que os resultados, como estão, apoiam claramente o MOND em vez da hipótese da matéria escura", diz Kyu-Hyun Chae, principal autor do estudo, citado pelo portal Phys.org.

MOND vs. matéria escura

MOND é a sigla em inglês para Dinâmica Newtoniana Modificada, uma teoria que propõe que a gravidade em baixas acelerações é mais forte do que seria previsto por um entendimento newtoniano puro. Além disso, os movimentos internos de um objeto no cosmos não deveriam depender apenas da massa do próprio objeto, mas também da atração gravitacional de todas as outras massas no Universo, chamada de Efeito de Campo Externo, (EFE, na sigla em inglês).


 
Caldwell 45 (ou NGC 5248) é uma galáxia espiral localizada na constelação de Bootes, sendo notável pela estrutura anelar em torno de seu núcleo. Estes anéis nucleares caracterizam-se por "pontos quentes" de formação de estrelas, onde as estrelas se formam mais frequentemente do que o normal

 

O MOND surgiu como uma alternativa à teoria da matéria escura para solucionar o problema da curva de velocidade de rotação de galáxias espirais. Por décadas, medimos mais atração gravitacional no espaço do que pensamos que deveríamos, ou seja, não há matéria visível ou conhecida suficiente para explicar tudo.

A hipótese da matéria escura teoriza que a maior parte do Universo conhecido é na verdade feita de material que não interage com a luz, tornando-o invisível e indetectável, mas que esse material é responsável por grande parte da atração gravitacional entre as galáxias. Essa tem sido a teoria predominante por quase 50 anos.

Testes com 150 galáxias

Os cientistas analisaram 153 curvas de rotação de galáxias espirais e afirmam que detectaram o EFE em pelo menos 150 galáxias estudadas.

"O efeito de campo externo é uma assinatura única de MOND que não ocorre na gravidade de Newton-Einstein […]. Isso não tem analogia na teoria convencional com a matéria escura. A detecção desse efeito é um verdadeiro mistério", confessa Stacy McGaugh, coautora do estudo.

McGaugh explica que o ceticismo faz parte do processo científico e entende a relutância de muitos cientistas em considerar o MOND como uma possibilidade.

"Eu vim do mesmo lugar que os da comunidade de matéria escura […]. Dói pensar que poderíamos estar tão errados", comenta a pesquisadora que conclui que, todavia, "nenhuma outra teoria antecipou o comportamento observado", apenas o MOND.

 

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