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segunda-feira, 19 de julho de 2021

Astrônomos capturam IMAGENS de 'fogos de artifício' de galáxias próximas

 


Cientistas estudaram 90 galáxias próximas à Via Láctea através do telescópio VLT do Observatório Europeu do Sul, no Chile, criando com isso imagens que mostram os locais de jovens estrelas e sua formação.

O telescópio VLT do Observatório Europeu do Sul, no Chile, captou e compartilhou na sexta-feira (16) imagens nítidas de galáxias próximas que se parecem com fogos de artifício coloridos e lançam luz sobre a evolução estelar.

Galáxia NGC 4303 próxima à Via Láctea. NGC 4303 é uma galáxia espiral, com uma barra de estrelas e gás em seu centro, localizada a aproximadamente 55 milhões de anos-luz da Terra, na constelação Virgo. A imagem é uma combinação de observações realizadas em diferentes comprimentos de onda de luz para mapear populações estelares e gás. As observações do telescópio ALMA são representadas em tons marrom-alaranjados e destacam as nuvens de gás molecular frio que fornecem a matéria-prima a partir da qual as estrelas se formam. Os dados do espetrógrafo MUSE aparecem principalmente em dourado e azul. Os brilhantes dourados mapeiam nuvens quentes, principalmente de hidrogênio ionizado, oxigênio e gás sulfúrico, marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas
Galáxia NGC 4303 próxima à Via Láctea. NGC 4303 é uma galáxia espiral, com uma barra de estrelas e gás em seu centro, localizada a aproximadamente 55 milhões de anos-luz da Terra, na constelação Virgo. A imagem é uma combinação de observações realizadas em diferentes comprimentos de onda de luz para mapear populações estelares e gás. As observações do telescópio ALMA são representadas em tons marrom-alaranjados e destacam as nuvens de gás molecular frio que fornecem a matéria-prima a partir da qual as estrelas se formam. Os dados do espetrógrafo MUSE aparecem principalmente em dourado e azul. Os brilhantes dourados mapeiam nuvens quentes, principalmente de hidrogênio ionizado, oxigênio e gás sulfúrico, marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas

As imagens mostram os componentes das galáxias em diferentes cores, permitindo aos astrofísicos localizar as jovens estrelas e o gás que elas estão aquecendo ao seu redor.

Galáxia NGC 1300 próxima à Via Láctea. NGC 1300 é uma galáxia espiral, com uma barra de estrelas e gás em seu centro, localizada a aproximadamente 61 milhões de anos-luz da Terra na constelação Eridanus. A imagem é uma combinação de observações realizadas em diferentes comprimentos de onda de luz para mapear populações estelares e gás quente. Os brilhos dourados correspondem principalmente a nuvens de hidrogênio ionizado, oxigênio e gás sulfúrico, marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis no fundo revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas
Galáxia NGC 1300 próxima à Via Láctea. NGC 1300 é uma galáxia espiral, com uma barra de estrelas e gás em seu centro, localizada a aproximadamente 61 milhões de anos-luz da Terra na constelação Eridanus. A imagem é uma combinação de observações realizadas em diferentes comprimentos de onda de luz para mapear populações estelares e gás quente. Os brilhos dourados correspondem principalmente a nuvens de hidrogênio ionizado, oxigênio e gás sulfúrico, marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis no fundo revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas

Durante a pesquisa os cientistas examinaram 30.000 nebulosas de gás quente em 15 milhões de espectros e 100.000 regiões de gás frio em 90 galáxias próximas à Terra. A combinação destes dados com observações do radiotelescópio chileno ALMA permite que os pesquisadores aprendam mais sobre o que desencadeia a formação de estrelas. Este telescópio "é particularmente adequado para mapear nuvens de gás frio", explica o comunicado do Observatório Europeu do Sul.

"Pela primeira vez estamos resolvendo unidades individuais de formação de estrelas em uma ampla variedade de locais e ambientes, dentro de uma amostra que representa bem os diferentes tipos de galáxias", explica o autor principal do estudo Eric Emsellem, da Universidade de Heidelberg, Alemanha.

O astrofísico sublinha que ele e sua equipe podem "observar diretamente o gás que dá origem às estrelas, ver as próprias estrelas jovens e testemunhar sua evolução através de várias fases". Estas são as nuvens de gás frio que fornecem o material a partir do qual as estrelas se formam. Os astrofísicos europeus comparam os fogos de artifício cósmicos a "viveiros estelares", onde as estrelas nascem e crescem.

Galáxia NGC 3627 próxima à Via Láctea. Os clarões avermelhados brilhantes mapeiam nuvens quentes de hidrogênio (Hα), marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis (uma combinação de filtros verdes, vermelhos e infravermelhos) revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas
Galáxia NGC 3627 próxima à Via Láctea. Os clarões avermelhados brilhantes mapeiam nuvens quentes de hidrogênio (Hα), marcando a presença de estrelas recém-nascidas, enquanto as regiões azuis (uma combinação de filtros verdes, vermelhos e infravermelhos) revelam a distribuição de estrelas ligeiramente mais velhas

Agora os autores do estudo planejam "resolver mais mistérios", em particular, descobrir se as estrelas se formam em regiões específicas do Universo e como a evolução influencia a formação de novas gerações de estrelas.

 

 

Cientistas descobrem fósseis de tsunami de asteroide que 'participou' da extinção de dinossauros

 


Pesquisadores norte-americanos encontraram no estado da Louisiana restos fossilizados do tsunami que surgiu quando um asteroide se abateu sobre a Terra há 66 milhões de anos, extinguindo os dinossauros, relata a revista Science.

Cientistas nos EUA encontraram fósseis das enormes ondas do tsunami que surgiram após o asteroide Chicxulub, que foi responsável pela extinção dos dinossauros, ter atingido nosso planeta.

Há 66 milhões de anos, uma enorme rocha espacial atingiu as águas perto da península de Yucatán, no México. O impacto do asteroide fez surgir uma densa camada de poeira que escondeu o Sol, fazendo com que as temperaturas em nosso planeta caíssem drasticamente e desaparecessem os dinossauros da face da Terra. O impacto também gerou um enorme tsunami no golfo do México. Segundo estimativas, o tsunami inicial atingiu uma altura de 1.500 metros, foi seguido por ondas menores e acabou batendo na América do Norte, escreveu na última segunda-feira (12) a revista Science.

Agora, pela primeira vez na história, os cientistas encontraram em sedimentos do estado norte-americano de Louisiana as megaondas fossilizadas do tsunami catastrófico. Há quase uma década, o geofísico Gary Kinsland da Universidade de Louisiana, em Lafayette, pediu a uma empresa de combustíveis fósseis os dados de imagens sísmicas que eles registraram no centro do estado, acreditando que, devido ao nível do mar ser mais alto na época da extinção dos dinossauros, os dados sísmicos desta região forneceriam pistas sobre o que aconteceu nos mares rasos ao largo da costa.

 

Equipe francesa analisou 1.600 fósseis para concluir que extinção de dinossauros já estava em processo e não foi somente por conta do impacto do asteroide massivo
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Durante a análise de uma camada de cerca de 1.500 metros de profundidade, associada ao período do impacto, Kinsland e sua equipe foram capazes de ver enormes ondas fossilizadas.

"Estas 'megaondulações' têm comprimentos de onda médios de 600 metros e alturas médias de 16 metros", escreve a Science.

Segundo Kinsland, os fósseis encontrados no subsolo são vestígios deixados pelas ondas do tsunami durante sua aproximação da costa em águas de cerca de 60 metros de profundidade, o que perturbou os sedimentos no fundo do mar. Sua localização era perfeita para preservar as ondas, que acabaram enterradas naqueles sedimentos, sublinha o geofísico.

"A água era tão profunda que, assim que o tsunami parou, as tempestades regulares não podiam perturbar o que estava lá embaixo", explicou a equipe no estudo publicado na revista Earth and Planetary Science Letters.

 A pesquisa também observa que a orientação das ondas também é consistente com o impacto, já que suas cristas formam uma linha direta para a cratera de Chicxulub no México.

 

 

Astrônomos descobrem maior cometa conhecido até agora, vindo dos confins do Sistema Solar (FOTO)

 


Astrônomos revelaram que o objeto recém-identificado na periferia do Sistema Solar é aparentemente o maior cometa conhecido até agora, descoberto pela rede de telescópios do Observatório de Las Cumbres (LCO).

A descoberta do objeto, denominado C/2014 UN271 ou cometa Bernardinelli-Bernstein, foi anunciada pela primeira vez em 19 de junho de 2021 através do reprocessamento de dados da Dark Energy Survey, ou Pesquisa de Energia Negra, um projeto internacional entre 2013 e 2019 que buscava mapear objetos astronômicos como galáxias e supernovas, escreve portal SciTechDaily.

Naquele momento não havia nenhuma indicação de que este era um cometa ativo. O C/2014 UN271 estava chegando dos gélidos confins exteriores do Sistema Solar e eram necessárias imagens para descobrir quando o objeto revelaria a sua cauda de cometa.

O observatório de Las Cumbres conseguiu determinar rapidamente que o objeto era um cometa ativo, três anos após ter sido visto pela primeira vez pelo Dark Energy Survey.

Cometa C/2014 UN271 (Bernardinelli-Bernstein) visto em uma imagem composta de cores sintéticas feita pelo Observatório de Las Cumbres. A nuvem difusa é o coma do cometa
© Foto / LOOK / LCO
Cometa C/2014 UN271 (Bernardinelli-Bernstein) visto em uma imagem composta de cores sintéticas feita pelo Observatório de Las Cumbres. A nuvem difusa é o coma do cometa
"Uma vez que o novo objeto estava longe no sul e bastante desfocado, sabíamos que não haveria muitos outros telescópios que pudessem observá-lo" afirma Tim Lister, cientista da equipe do LCO.

"Felizmente, o LCO tem uma rede de telescópios robóticos em todo o mundo, particularmente no Hemisfério Sul, e conseguimos obter rapidamente imagens dos telescópios LCO na África do Sul", explicou.

As imagens de um dos telescópios LCO sul-africanos chegaram na noite de segunda-feira, 22 de junho. Os astrônomos da Nova Zelândia que são membros do Projeto LCO foram os primeiros a notar o novo cometa.

"[…] A primeira imagem mostrava o cometa obscurecido por uma série de satélites. Mas outras [imagens] eram suficientemente nítidas e lá estava definitivamente um belo pontinho difuso, e não tão nítido como as estrelas vizinhas", disse Michele Bannister da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia.

A análise das imagens do LCO mostraram que havia uma atmosfera difusa ao redor do objeto. Essa atmosfera, chamada coma, são fluxos de poeira e gás liberados, causados pelos efeitos da radiação solar e ventos solares sobre o núcleo do objeto. Tal indica que é de fato um cometa, embora esteja a uma distância notável: cerca de 2.896.819.200 km, mais do que o dobro da distância do Sol até Saturno.

Estima-se que o cometa tenha mais de 100 km de diâmetro, o que é mais de três vezes o tamanho do núcleo do segundo maior cometa conhecido até hoje, o Hale-Bopp, descoberto em 1995.

 

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