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A pombagira

domingo, 28 de novembro de 2010

O poder da Cabala

Em sua jornada evolutiva, a humanidade sempre recebe mensageiros, que, através de um contato mais íntimo e profundo com a Verdade, assim como o mitológico Prometeu, trazem para os homens a luz do Conhecimento. Por trás das diferenças, que ao longo dos séculos têm sido usadas como pretexto para as chamadas “guerras santas”, a base, a essência de cada religião é uma só: a sabedoria imutável do Eterno, da Verdade Absoluta. Chamemos de Allah, Jeová, Brahmam, Deus, ou simplesmente de Pai, não importa, Deus é Um só.

A Cabala oferece o entendimento das leis espirituais que governam nosso mundo e das energias que estão disponíveis para nós no cosmos, ensinando-nos como agir dentro dessas leis no sentido de podermos viver nossa vida com maior plenitude, alegria e felicidade, livres da dor, do sofrimento e do caos.

Conforme antigos sábios, em nossa geração, esses ensinamentos deverão estar disponíveis inclusive para crianças de seis anos de idade. O que poderia parecer místico e incompreensível antigamente, hoje se torna cada vez mais claro para aqueles que estão em busca da verdade. Através do Zohar, o Rabi estabeleceu todo um arranjo de letras que conecta com a força de nossa alma, proporcionando a mais poderosa ferramenta para nossa elevação espiritual e auxílio na superação dos problemas que enfrentamos no dia-a-dia.

Durante séculos, a sabedoria da Cabala ficou restrita a um exclusivo grupo de sábios, que mantinha esses ensinamentos seguramente guardados. Com os avanços da ciência, da física quântica, além da compreensão de que o universo inteiro está inter-relacionado, o conhecimento da Cabala ficou acessível até para os leigos. O Zohar é o texto básico da Cabala, a pedra fundamental de todos os ensinamentos cabalísticos. Ele foi escrito por Rabi Shimon Bar Yohai há cerca de 2 mil anos, na época da destruição do Segundo Templo. O Zohar apresenta um código cósmico, um mapa que ensina como funciona o universo, abrindo o acesso para toda a energia que se encontra disponível a cada um de nós.

Cabala é o antigo conhecimento espiritual do judaísmo recebido por Moisés no Monte Sinai, junto com os dez mandamentos, sendo ensinado oralmente para os grandes sábios, de geração em geração. Assim como a Umbanda, a Cabala tenta conhecer as origens, conservar as raizes e o respeito aos ancestrais. Estuda o poder dos simbolos, das esferas e das forças cosmicas.

O primeiro portal, o Mago

O nome da primeira lâmina é Mago, o que significa: Iniciado na sabedoria oculta. Dessa palavra antiga derivam outras como, Magister, Meister, Mestre etc. O hieróglifo do Arcano é o Ponto e o Homem.

A lâmina1 expressa três conceitos unificados:
1. O Arquetipo
2. O princípio positivo e ativo
3. A Natureza enquanto princípio negativo e passivo

A disposição dos braços do Mago visível na imágem do primeiro Arcano indica a polarização do Uno que inclui o princípio dinâmico e estático. O bastão (varinha) simboliza o ativo, a taça (cálice) é sinónimo do passivo. A espada (ponta de ferro) indica igualmente o ativo, mas num segundo plano, nascido dos dois princípios precedentes.

A moeda (talismã), passiva, é consequência dos três anteriores, unindo os em um só cíclo. Encontramos no Arcano1 pela primeira vez o elemento cúbico. O cubo expressa a ideia da realização, da forma, isto é afirmação do princípio estático.

Pelo seu simbolismo numérico, o cubo inclui em si todo o sistema dos Arcanos Maiores, isto quer dizer, três dimensões iguais entre si que expressam uma forma espacial acabada; seis planos ou superfícies que limitam um espaço e o próprio espaço limitado, daí sete elementos. As intersecções dos planos formam doze linhas de referência. Na verdade só existe o Uno.

O portal do Sol, arcano 19

O título erudito da lâmina é "Lux Resplendes", o nome comum é o Sol. Os três títulos que pertencem ao Arcano são os seguintes:
- Veritas fecunda
- Virtus humana
- Aurum philosophale

O Arcano19 fala da experiência humana de encontrar a verdade e de a estabelecer dentro de si. Trata-se de um processo pessoal conseguido pelo esforço próprio e que não pode ser nem transmitido nem ensinado. O estágio do Arcano é a alquimia da alma, a transmutação do metal vil em ouro (espiritual).

A Maçonaria fala em "Templo Espiritual", na alquimia é designado por "Florescimento do Pau". O Sol interior é um tesouro cujo crescimento é ilimitado, é uma fonte de sabedoria, de força e felizidade. Alcançar as verdades frutíferas corresponde a Obra Magna ou Grande Obra (Arte Real) no campo das ideias.

A chave das verdades frutíferas dada pelos três graus da Iniciação Templária - 1º grau: Cíclo Cabalistico que revela o mistério do relacionamento mútuo entre Arquetipo e o Ser Humano Iniciado (Salomão).

- 2º grau: Cíclo Mágico que revela o mistério da acção do ativo sobre o passivo. - 3º grau: Cíclo Hermético que revela o mistério do Solvente Universal (Azoth) e do Renovador Universal (INRI). é descrito por Eliphas Levi no capítulo 19 do seu lívro "Dogmas da Alta Magia".

Segundo Levi a Pedra Filosofal no plano da Metafísica tem forma cúbica. As 6 faces dividem-se em três pares. Nas primeiras duas faces opostas encontramos a inscrição do nome de Salomão (em hebraico) e de um nome Divino. O segundo par contém os nomes de Adão e Eva (em hebraico) e o terceiro par tem como inscrição Omega/Thau e a palavra INRI

P.S. INRI (Roda de Ezequiel) : Igne Natura Renovatur Integra
: Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum
: In Nobis Regnat Iesus

Codigos do Tarô e o arcano 8

A letra correspondente ao 8º Arcano é Cheth ou Heth, cujo valor numérico é 8. A referência astrológica do Arcano é o sígno de e seu hieróglifo é o campo que pode ser submetido ao cultivo. Trata-se de uma região passiva onde o vencedor do Arcano 7 deve atuar.

A tradição vincula o 8º Arcano aos três nomes Divinos: IHVH, EMESH e AGLA. A figura que se apresenta sentada sobre a pedra cúbica é Thémis. Numa das mãos ela segura uma espada e na outra uma balança. A personagem (Thémis) é de sexo feminino o que simboliza algo já existente ou materializado.

Encontramos por três vezes o binário equilibrado na apresentação do Arcano. As colunas Jaquim e Boaz equilibrados pela figura central, a própria Thémis, os pratos da balança equilibrados pelo ponteiro e a espada que nos explica o campo humano do ternário teosófico e que nos faz lembrar a existência da lei, dando ao Arcano seu primeiro título "Lex". No plano do Arquetípo o título é "Liberatio" ou lei do equilíbrio. No plano humano o reestabelecimento do equilíbrio acontece através das successivas encarnações e fornece o terceiro título "Karma".

Tarô e o portal da Morte

O Arcano 13 (Mem) lida com a morte e o renascimento. Seu valor numérico é 40. Mem é uma das três letras mãe do alfabeto hebraico (aleph, mem, shin) e por isso não tem nenhuma correspondência astrológica por sígno ou planeta.

Na lâmina, a foice é de ouro e o cabo é de prata. Trata-se de uma apresentação particular do lingam, símbolo da fecundação. No caso do Arcano 13, a fecundação é feita pela morte e o renascimento toma lugar num plano superior.

O iniciado sacrifica-se voluntariamente no plano físico para nascer para uma vida imortal. Uma decomposição arigmética do Arcano pode ser feita de seguinte forma:
13= 1+12 : O sacrifício voluntário para um ideal.
13= 2+11 : Uma morte infligida
13= 3+10 : Morte natural
13= 4+9 : Morte do adepto pelo rompimento do cordão de prata durante uma exteriorização.
13= 5+8 : Morte pela força da lei (execução).
13= 6+7 : Morte em combate pela vitória de um ideal.
13= 7+6 : Morte numa luta desigual.
13= 8+5 : Morte por vontade própria (suicídio).
13= 9+4 : Morte prematuro devido as condições inadequadas de vida.
13= 10+3 : Morte durante o parto.
13= 11+2 : Morte inflingida pela tomada de consciência de uma trágica situação dupla.
13= 12+1 : A passagem do adepto para um plano superior.
Já uma antiga axioma alquímica nos diz que morremos e nascemos todos os dias.

Aprofundando mais no portal 9

O número 9 resume e figura toda a sabedoria dos Arcanos do Tarô representado por um ancião e onde se apresenta na sua fronte o sígno sagrado Iod num duplo círculo. Numa mão ele segura uma lanterna que simboliza a luz preservada e oculta.

Na outra mão ele tem um bastão que por sua vez é sinal de apoio na descoberta de terra firme. O manto que envolve o sábio representa a descrição e a prudência. Toda a apresentação da lâmina 9 contrasta com a lâmina 21/0 (Mate) e de certa forma opõe-se a ela. O número 9 é Yesod, fundamento e princípio da existência.

Netzah e Hod neutralizam-se por baixo, na sefira Yesod. A coluna Adâmica transmite a Yesod, através de Netzah, a lei da hierarquia (18). A coluna Angélica transmite a Yesod, através de Hod, a permanência da essência (20), independentemente das mutações do tempo e da forma. Yesod recebe o influxo de três canais: (18-15-20).

A soma dos seus números produz 8, o que significa que a forma ideal deve ser equilibrada de acordo com a lei. Encontramos no Arcano de Hermes o ternário em toda a sua extensão. Yesod tb é fundamento ou base da verdade, pois trata-se de um triplo silogismo em três termos equilibrados e equilibrantes uns nos outros. É deste modo que a segunda proposição do silogismo e a conclusão estão contidos na primeira proposição e assim os outros termos.

Encontramos igualmente o acordo da razão e da autoridade do pentagrama na expressão do número 9. Tudo emerge dessa raíz fecunda, a natureza ordenada pelos números dá aínda três para representar o ser humano, a materia por ele dominada, cujas modificações e produções estão contidas nos três reinos. A luz assim é três vezes triplo, nomeadamente luz de Gloria em Atziluth, em Briah e Yetsirah; luz de vida universal, astral e magnética; luz visível celeste, terreste e ígnea. São esses os mistérios de Yesod e que podemos achar em tudo aquilo que possui em si a lei do ternário.

O portal da Temperanaça

A estrutura cromática desta lâmina (a parte de baixo do vestido, dividido por uma linha vertical, é metade azul e metade vermelha, enquanto a parte de cima contém as mesmas cores desencontradas) faz lembrar o taiji chinês (o círculo do yin-yang), símbolo de união e complementaridade das duas forças constitutivas do universo, yin a força obscura e passiva, yang a força luminosa e activa.

Daí que a Temperança simbolize o ideal de equilíbrio associado ao taoísmo. No processo alquímico representa o período da «destilação», que se segue à putrefacção ou fermentação figurada pelo Arcano anterior (a Morte), pelo que a Temperança é a lâmina da Purificação.

É também associada aos valores da razão, inteligência e bondade e, como é a imagem de um processo de destilação e refinamento, inclui o tempo como meio de acção e envolve a ideia de duração, de espera ou até de atraso. Evoca a fé e os anjos da guarda e os conceitos-chave que lhe estão associados são enriquecimento interior, inteligência, paciência, pausa, prudência, ajuda, comunicação e avaliação.

O Papa, grande sacerdote e o portal 5

O Papa simboliza a intuição filosófica, o conhecimento, a sabedoria, o Homem como intermediário entre a divindade e o plano das coisas criadas, além de transmitir a ideia de protecção divina. Esta lâmina representa o mediador por excelência, o pacifista, o que encontra soluções para situações aparentemente insolúveis mediante a intuição, sendo também visto como representante da lei moral, não escrita, que domina a consciência.

É o arcano da filosofia, da lei, da moral, do ensino, iniciação e bênção. No plano humano revela sentimentos poderosos, afectos consolidados, paternalismo, verdade e clareza interiores, protecção, equilíbrio, generosidade, bondade, benevolência, amabilidade, humildade, aliança e perdão.

O Arcano5 - "Magnetismus Universalis" corresponde a letra He e tem o valor numérico 5. O seu hieróglifo é a respiração e sua correspondencia astrológica é o . O elemento Vontade iluminado pelo conhecimento é a caracteristica principal do 5º Arcano. Seu símbolo gráfico é o Pentagrama.
O Arcano 2 - Beth (a boca), representa o He do primeiro Quaternário e simboliza a sabedoria através do conhecimento por meio da dedução lógica.

O Arcano 5 é o He do segundo Quaternário e inclui tb a ideia do conhecimento, mas do autoconhecimento. O autoconhecimento sendo propriedade exclusiva do ser humano desenvolve-se graças ao princípio divino e é por influencia do 5º elemento, que o ser humano procura a essência de tudo que é manifeste.

Essa forma de conhecimento é consequência da experiência supra racional, dando ao Arcano o título de Quintaessência. No plano do Arquetípo, o Arcano representa a Árvore do Conhecimento, do Bem e do Mal. O ser humano consciente e ativo (1) domina e controla os elementos (seus impulsos) (4) = Pentagrama Interior 5. O Pentagrama (5) é composto pelo princípio do ternário Metafísico (Gnose) (3) e pelo binário astral (2).


No nível divinatório, Quíron, o Hierofante, ao surgir num jogo, indica que o indivíduo está começando a buscar algumas respostas de ordem filosófica. esse questionamento pode se traduzir no estudo aprofundado de alguma filosofia, ou de um sistema religioso, ou crença, ou mesmo na forma de um profundo comprometimento com relação ao sentido da vida. O hierofante pode surgir na figura de um analista, um psicoterapeuta,um padre ou mentor espiritual, a quem buscamos ajuda ou consolação.

Nesse momento, o LOUCO emerge de sua viagem ao mundo das trevas e da força oculta do inconsciente para procurar as respostas do enigma da própria existência e da vida. Ao se deparar com o Hierofante, encontra-se com uma parte de si mesmo que pode formular e expressar uma filosofia própria, sua visão espiritual , sua doutrina, aquela que o guiará pela vida a partir do momento em que abandona a infância e mergulha nos desafios da vida.

O LOUCO de facto assume um papel importante. O número 4 nem sempre é sinónimo de material. No grande cliché astral redentor Iod-He-Shin-Vau-He (Jehohua ou Jeshua) as letras Jod-He-Vau-He representam a vontade divina, verbo, logos como orgão dessa vontade. O símbolo Shin (LOUCO) é símbolo do mecanismo de involução, materialisação, cristalização ou encarnação do verbo.

Mediuns e buscadores, tenham firmeza!


Nosso corpo e nossa mente são algo muito importante e diria até de personalidade muito forte ao qual os Yorùbá chamam de ORI e os Bantu de Mutue. Podemos fortalecer a cabeça de diversas formas. Alguns apenas deixam que fluam na mente imagens naturais, lembranças boas ou mesmo se desfazem do máximo que podem das coisas do dia a dia.O mais importante é não "incucar", preparar o corpo com um banho leve de ervas, e trabalhar a respiração. Trazer para seu intimo pensamentos positivos e no caso se já sabe quem é o guia, invocá-lo internamente para que esteja a vontade para juntar-se a seu aparelho e realizar sua tarefa.Na espiritualidade em si, também existem alem dos exercícios para deixar fluir bem naturalmente, os rituais propícios para essa finalidade.

A troca de energia se faz sempre entre o consulente e o consultor, pois ambos devem estar alinhados na energia para que haja o desenvolvimento da "cura" ( orientação ). Por ser a mente a engrenagem que faz fuir o verbo ( a palavra ) damos a ele o direito de comando, mas não se engane, cabeça sem coração é como semente dentro de vidro, não brota, não vinga e nem cresce. Se não abrimos os sentidos para captar, não conseguiremos nada além da manifestação, porem se trabalharmos nosso corpo como antena, nada se perde e tudo se percebe.

Algumas pessoas pensam que a incorporação (mediunidade de psicofonia) é o ato de o espírito sair do nosso corpo e dar passagem ao espírito da entidade. A Umbanda tem a prática gratuita da caridade através de várias manifestações mediúnicas mas a mais comum nos terreiros é a incorporação. Na incorporação, dois espíritos não podem “ocupar” o mesmo corpo. Como vivemos num mundo material e condensado (aquilo que podemos tocar), esse fato, não é diferente nos fenômenos mediúnicos.

A incorporação, é uma condição que engloba a parte mental, física e de efeitos físicos. Sendo assim, entidades e guias que trabalham para e na Umbanda, manifestam-se via fenômeno mediúnico. São sete, os chakras principais. Esses pontos receptores de energia do corpo humano estarão diretamente ligados as entidades (espíritos).

O cérebro é o órgão mais importante de seu corpo. Ele controla tudo o que você faz, seus movimentos, seus pensamentos e sua memória. Embora pareça muito simples, o cérebro é imensamente complicado. Fica posicionado no alto da cabeça, acima dos olhos e dos ouvidos, estendendo para trás e para a parte inferior da cabeça.

Os nervos transportam mensagens dos órgãos dos sentidos para o cérebro, e também instruções do cérebro para outras partes do corpo. Quase tão importante quanto o cérebro é o restante do sistema nervoso. A medula espinhal estende-se do cérebro para baixo, ao longo da coluna, O cérebro e a medula espinhal formam o sistema nervoso central. Ao longo do comprimento da medula espinhal saem nervos semelhantes a fios que se dividem e se ligam com quase todas as partes do corpo.

A entidade se aproxima do médium. Coloca suas mãos no Chakra principal. O Coronário ou podendo ser chamado da corôa do médium. Com isso a entidade emana suas energias e manipula no cérebro as informações que serão passadas para o corpo físico do médium. Essas informações serão manipuladas diretamente ao sistema nervoso central. Ali nessa região, a entidade passará todos os efeitos físicos que provém dela, para o médium, efetuando a comunicação direta, inclusive sua forma de falar, de andar, seus trejeitos, desejos e sentimentos.

Cada entidade tem sua própria caracterização para ser conhecida como tal.
- Um caboclo com suas mãos cruzadas .
- Um preto velho (a) curvado.
- Um Ogum com seu brado forte!

Devido aos espíritos utilizarem o ectoplasma humano em algumas tarefas onde há a necessidade deste fluido vital, muitos médiuns, ao término de uma sessão ou gira, sentem-se fatigados, cansados, exauridos de energia, e com apetite aguçado. Esta situação ocorre em grande parte, e em vários graus, conforme a quantidade sorvida, em razão da retirada de parte do ectoplasma do médium por parte dos espíritos trabalhadores. É um acontecimento natural, facilmente dirimido pela ingestão de líquidos como água pura, sucos, refrigerantes, comestíveis, e, se possível, um ligeiro repouso. Após um curto espaço de tempo o ectoplasma volta a seu nível normal.

Ao se deparar com o 15º portal

O 15º Arcano lida com o turbilhão geral da substância astral que envolve o nosso planeta. Esse turbilhão é criado pela totalidade das emanações humanas, pelas vibrações causadas por pensamentos e emoções. Seu símbolo é a personificação do estado espiritual da humanidade: Baphomet. O Arcano 15 apresenta a imágem da degradação e da escravidão sexual. O ser humano que potencialmente é um Mago Branco, torna-se vítima da Magia Negra. Falamos aqui do mundo do fenómeno e da Paixão.


O nono portal, egrégoras e iniciação

Hermes e sua correspondência ao número 9 representa a verdade completa, a iniciação a perfeição. É por isso que é emprego como signo hieroglífico da alta potencia intelectual e moral no fim do lituus(bastão) pontifical e do cajado dos bispos.

Nove representa, tambem, aquilo que a igreja cristã chama a circuminsessão de pessoas divinas, ou seja "circum in sessio", propriedade de residir em volta umas das outras e umas nas outras, sem confusão de noções. O nono Arcano diz respeito ao processo da Iniciação (baptismo pelo fogo), isto é, a expansão das forças internas do ser humano através da aceleração do processo evolutivo.

A ceremônia da Iniciação Esotérica corresponde à tradição da Egrégora da corrente na qual o Iniciado é recebido. Seu ritmo é harmonizado com o da corrente, ou melhor, é incluido nele. Nas correntes em contacto estreito com suas Egrégoras no plano superior, a Iniciação é a transmissão, em nome da hierarquia egregórica, de um determinado grau de força espiritual e mágico ao Iniciado.

Nessas condições, pela lei oculta, os símbolos adequados e seu uso correcto poem em actividade as forças reais que esses simbolos representam. A força recebida pelo Iniciado provém, por via de transmissão directa, dos criadores de determinada Egrégora. A Iniciação é real somente quando a Egrégora continua a possuir seu poder espiritual e mágico, patente nos 3 planos de manifestação.


O setenário segundo Alphonse Louis Constant. " O selo de Hermes reune as principais propriedades do setenário; ele indica sua composição, exprime hieroglificamente a essência e as transformações da substância universal. Tudo é quatro de três na luz e na vida. O cíclo do movimento perfeito é três de quatro ou quatro de três; aí está a quadratura do círculo; aí está também a pedra dos filósofos, figurada nos símbolos maçônicos pela pedra cúbica, composta por seis quadrados e quatro triângulos.

É o que dá a cruz do templo e a cruz latina. A cruz do templo dobra-se em pirâmide e coroa por esta imágem do princípio divino e do fogo, as seis faces do cubo como o tetragrama unido aos seis dias de Bereschith dá dez e não significa senão sete.

Pode-se sobre essas duas cruzes escrever os nomes dos Sefiras. Assim estabelece incisivamente o setenário, que é o número do repouso, isto é, da estabelidade. Quando se diz que Deus repousa é para exprimir a perfeição do trabalho da natureza que, uma vez constituida sobre o setenário, parece não deixar a seu autor nada por fazer". Lembrem-se que o setenário fala das causas secundárias isto é dos astros.

Tarô, o oitavo portal e a Justiça

Representação abstrata – A capacidade de julgar, comparar, pesar, medir e examinar os atos humanos. Está associado à idéia de “justiça imanente”, ou seja, à idéia de que toda culpa desencadeia automaticamente as forças de autodestruição, pondo em movimento para isso todo um mecanismo psíquico ou psicossomático.

Sentido positivo: justiça, determinação pensada e sem excessos, potência conservadora das coisas, retidão, honestidade, integridade, disciplina, respeito, independência de espírito, clareza de juízo, justa valorização das coisas, reta conduta, firme propósito, graça-doçura-rigor ao mesmo tempo, resolução. Sentido negativo: perdas, injustiça, parcialidade, prejuízos, decisões errôneas, incapacidade de iniciativa, argúcias, manobras, castigos, punições, rendição, submissão, ilusões, aplicação excessivamente rígida da lei.

Descrição da simbologia – A oitava lâmina simboliza a imparcialidade que caracteriza a conduta humana, quando é guiada pelo equilíbrio entre forças opostas em movimento. Essa idéia é personificada por uma mulher em atitude frontal – como a Imperatriz – e simétrica, representando o exato equilíbrio bilateral. Seu trono é estável e maciço, como o do Imperador. A fronte é cingida por uma coroa, a mão direita empunha uma espada com a ponta para cima e a esquerda segura uma balança. Com a espada (símbolo da palavra e da decisão psíquica) contrapesa a balança (peso do bem e do mal).

É o antigo símbolo da Justiça, associado ao signo zodiacal de Libra. Representa muito mais a função interior justiceira do que a justiça exterior ou a legalidade social. Numa atividade equilibrada, a balança pesa os atos, enquanto a espada separa a matéria, discernindo. Seus olhos estão bem abertos, mostrando que ela penetra mais longe que as razões parciais dos que se acham sob sua guarda. As lendas que se conhece sobre este arcano referem-se às deusas relacionadas à sabedoria de Júpiter ou Zeus: Têmis – “lei natural”; Astrea – que viveu na Idade do Ouro; Atenas – deusa da sabedoria.

Interpretações divinatórias – É uma carta de austeridade, pois está associada à lei de causa e efeito, colocando-se fora de qualquer sentimento. O consultante deve esperar os efeitos que seus atos presentes e passados suscitarão no futuro. Execução e veredito. Seu princípio de severidade não pode ser vergado. Expressão de rigor e justa restrição em vista de um novo equilíbrio.

No plano físico, pode significar um contato com a justiça e processos legais. No terreno afetivo, é dura, pois, dependendo das outras cartas, impõe o fim a uma ilusão e, às vezes, um divórcio. É uma carta de apelo à clareza de juízo, ao equilíbrio e à eqüidade de juízo, em suma, ao bom senso. O consultante é chamado a prever o choque das forças contrárias para anulá-lo.

No campo da filosofia, a verdade é alcançada pela grande objectividade e a compreensão simultânea de todos os factores e de suas mútuas influencias. Na Arte, a verdade é obtida pela união harmónica da ideia com a forma que a envolve. A vida social aproxima-se da verdade pela manifestação do justo equilíbrio entre os princípios da liberdade e da ordem. Saber adaptar o princípio do equilíbrio a cada campo de vida corresponde a iniciação ao 8º Arcano.

No plano divino, o conceito liberatio corresponde à contínua e absoluta "equilibração"com base do Universo em todos os planos. Esse permanente retorno ao equilíbrio pode ser comparado ao estado de uma solução saturada, imediatamente antes da cristalização. Qualquer perturbação no equilíbrio traz uma consequencia inevitável.

Quando a perturbação abarca um campo mais extenso (national, racial etc.), as consequencias podem ser devastadoras. Podem manifestar-se rápida ou mais lentamente, como cataclismo ou degeneração e resultar no desaparecimento de culturas, de raças e de civilisações, mas o restabelecimento virá inevitávelmente.

Tarô: Enforcado pelo marasmo e falta de entusiamo

O Enforcado é a imagem do sacrificio voluntário em beneficio de um bem maior. O sacrifico pode ser visivel como uma atitude interior, porém é feito conscientemente e com total aceitação do sacrificio que pode ser requerido. Na carta da Roda da Fortuna, o Louco se defronta com as subitasmudanças de sorte. E nós, assim como o Louco, podemos reagir a tais mudanças de varias formas. Algumas pessoas não conseguem se adaptar e se agarram ao passado perdido. Outras tornam-se amargas, desiludidas e culpam a vida, a sociedade e at~e mesmo Deus por seus fracassos. Prometeu é o simbolo daquilo que dentro de nós consegue antever e compreender que tais mudanças talvez sejam necessarias para o desenvolvimento de algum designo superior que ainda não se manifestou. Assim, o Titã representa uma atitude de submissão voluntária ao eixo misterioso por trás do qual se realizam as voltas da Roda.

No nivel divinatório, o Enforcado, indica a necessidade do sacrificio voluntario com o proposito de atingir algo mais valioso. Pode ser o sacrificio de algo material que nos traga segurança em beneficio do potencial que pode ser desenvolvido. Ou então o sacrificio de uma postura de superioridade intelectual, ou de ódio incontido, ou de teimosia em perseguir uma fantasia inatingivel.
E assim o Louco responde ao desafio da virada da Roda aceitando sem resistencia e com confiança as tramas invisiveis do inconsciente, e fica - quase sempre com ansiedade e medo -na esperança de uma vida nova, bem melhor.

Essa carta tem a ligação com o signo de Peixes, no significado de "vitima", já o Sol na 12 com significado de estar ocupado em entender o significado mais profundo da vida. Direcionemos melhor as energias, e busquemos ação pra não cair no marasmo desse arcano.

Segundo a Mitologia, o fígado de Prometeu, ao ser comido pela águia de Zeus, estava associado ai espirito e a esperança. Dessa forma, o tormento é a imagem da perda da fé, que nos ensinamentos místicos tem o nome de "noite escura da alma". Nesse momento, o individuo não pode fazer nada mais a não ser esperar e confiar que tudo termine bem.
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