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A pombagira

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domingo, 18 de maio de 2014

Astrologia sexual: A Vênus mostrando a natureza da mulher

Astrologia sexual: A Vênus mostrando a natureza da mulher

Astrologia sexual: A Vênus mostrando a natureza da mulher

 
 
Vênus nos Signos mostra a natureza das mulheres. Pesquisa desenvolvida por: Carlinhos Lima – Astrólogo e Pesquisador.

Aqui venho falar de influencia de Vênus sobre as mulheres como você nunca viu antes. Trago aqui um estudo inédito desenvolvido por mim durante muitos anos de pesquisa. Nesse estudo levo em conta principalmente os dados e conceitos astrológicos do mais primitivo ao mais atual e dados da analise real de minhas observações de mulheres que tive o prazer e o privilégio de conhecer.

 Muitos me criticaram, pois vivemos numa sociedade hipócrita e influenciada pela religião distorcida, mas não me incomodo, pois mesmo aqueles que pregam a descencia, sabem que o sexo é o assunto mais importante pra raça humana, pois sem ele nenhum de nós estaria aqui. E se o Grande Criador colocou o sexo como porta pra nossa encarnação é por que ele sabe o que faz.
 Vênus, segundo a astrologia, rege o sistema da sensualidade e da atração feminina, e, no corpo físico da mulher, é responsável pelos ovários (juntamente com a Lua), o útero e pelos seios. Ele rege também o sentido do tato, a circulação venosa, a garganta, os cabelos, a boca e a pele do rosto.
 Para melhor compreender como você expressa o amor e que tipo de prazer você busca, e veja onde se encontra o Símbolo de Vênus no seu Mapa Astral . Continue lendo e veja todas as descrições por signo aqui...

Pombagiras - Magia sexual - Guardiões: As Marginalizadas

Se os Guardiões Exus são marginalizados, mais ainda são as senhoras Guardiãs Pomba Giras.
 Há muitas pessoas que as associam com prostitutas, ou simplesmente, mulheres que gostam de se expor aos homens e sedentas por sexo.. Continue lendo aqui e saiba mais sobre esses mistérios de magia sexual...

Dominação: MAGIA NEGRA E SEUS MECANISMOS 2 - magia sexual

MAGIA NEGRA E SEUS MECANISMOS 2.

OS MECANISMOS DA MAGIA NEGRA

Os mecanismos da Magia Negra são os mesmos utilizados nos trabalhos sob a orientação do Espírito de Verdade. E, não poderia ser diferente, pois no mundo invisível, tudo está sujeito a uma só Lei. Vejamos um dos seus mecanismos, na palavra do Codificador: "O fluido perispiritual do encarnado é, pois, acionado pelo Espírito. Se, por sua vontade, o Espírito, por assim dizer, dardeja raios sobre outro indivíduo, os raios o penetram. 

 

 

Daí a ação magnética mais ou menos poderosa, conforme a vontade, mais ou menos benfazeja, conforme sejam os raios de natureza melhor ou pior, mais ou menos vivificantes. Porque podem, por sua ação, penetrar os órgãos e, em certos casos, restabelecer o estado normal. Sabe-se da importância da influência das qualidades morais do magnetizador. Aquilo que pode fazer um espírito encarnado, dardejando seu próprio fluido sobre uma pessoa, pode, igualmente, fazê-lo um desencarnado, desde que tenha o mesmo fluido. Deste modo pode magnetizar e, sendo bom ou mau, sua ação será benéfica ou malfazeja" - (Allan Kardec, na Revista Espírita, número de 1826, Estudo sobre os possessos de Morzine). Continue lendo aqui...

Sexo e magia: A magia sexual e domínio das pessoas

 Vemos pessoas com conceitos variados, em todos os sentidos. Na arte, na religião, na espiritualidade e nos esportes e por ai vai... Somos seres únicos, cada um pensa e sente a vida de uma forma. Por isso nada e nem ninguém é unanimidade. Assim cada um tem uma crença, preferência sexual, gosta de um esporte, torce por um time, um partido ou frequenta uma religião. 
E se tratando de espiritualidade, magia, astrologia e vida, também vemos as mais variadas opiniões. Enfim! Uma pergunta frequente que chega até mim é sobre magia, especialmente a magia interferir na vida sexual ou amorosa de uma pessoa. Temos pessoas que são altamente supersticiosas, que tem as mais ridículas superstições, mas, temos também as que se dizem totalmente incrédula, só acreditam no que estão vendo. Claro que há exageros nos dois tipos! Tanto quem acredita demais em tudo, quanto quem não acredita em nada, acabam cometendo o erro do exagero e da não avaliação sensata.
 

Magia sexual



A autêntica Magia, a metafísica prática de Bacon, é a ciência misteriosa que nos permite controlar as forças sutis da Natureza.
A magia prática é, segundo Novalis, a arte prodigiosa que nos permite influir, conscientemente, sobre os aspectos interiores do homem e da Natureza.
O amor é o ingrediente íntimo da magia, a substância maravilhosa do amor obra magicamente.
Também Goethe, o grande iniciado alemão, declarava-se pela existência mágica do ser criador; por uma magia anímica que atua sobre os corpos. A lei fundamental de todos os influxos mágicos baseia-se na polaridade. Todos os seres humanos, sem exceção, têm algo de forças elétricas e magnéticas e exercem, qual um magneto, uma força atrativa e outra repulsiva.

Entre os homens e mulheres que se adoram é especialmente poderosa essa força magnética, e sua ação atinge longa distância.
A palavra magia deriva-se da raiz sânscrita Mahas; em latim, Magis; em persa, Maga; em ariano, Mab; em alemão, Mebr, ou seja, Mas, significado do próprio sentido de saber e conhecer além da medida comum.
Em nome da verdade devemos dizer-lhes que não são hormônios ou vitaminas patenteadas o que necessita a humanidade para viver e sim do completo conhecimento do Tu e Eu e do intercâmbio inteligente de mais seletas faculdades afetivas entre o homem e a mulher.
A Magia Sexual, o Maithuna, fundamenta-se nas propriedades polarizadoras do homem e da mulher porque eles têm o seu elemento potencial no phalo e no útero. A função sexual desprovida de toda espiritualidade e de todo amor é unicamente um polo da vida.
Ânsia sexual e anelo espiritual em completa fusão mística constituem, em si mesmos, os dois polos radicais de todo erotismo saudável e criador. Para os gnósticos o corpo físico é algo assim como alma materializada, condensada e não um elemento impuro, pecaminoso, como supõem os tratadistas da ascese absoluta de tipo medieval.
Em oposição, a ascética absoluta com seu caráter negativista da vida surge, como por encanto, a ascética revolucionária da nova Era de Aquário: mescla inteligente do sexual e do espiritual.
A Magia Sexual, o Sexo-Yoga, conduz inteligentemente a unidade mística da alma e da sensualidade, ou seja, a sexualidade vivificada. O sexual deixa de ser motivo de vergonha, dissimulação ou tabu e torna-se profundamente religioso.
Da completa fusão do entusiasmo espiritual com a ânsia sexual advém a Consciência Mágica.
É urgente nos emanciparmos do círculo vicioso do acoplamento vulgar e penetrarmos conscientemente na esfera gloriosa do equilíbrio magnético. Devemos nos redescobrir no ser amado, encontrar nele a Senda do Fio da Navalha.
A Magia sexual prepara, ordena, enlaça, ata e desata, também, novamente em ritmo harmônico, esses milhares de milhões de dispositivos físicos e psíquicos que constituem nosso próprio universo particular interior.
Reconhecemos dificuldades, o duplo problema que apresentam as correntes nervosas e as sutis influências que, consciente ou inconscientemente, atuam sobre a vontade. Samael Aun Weor (O Parsifal Desvelado)

Intercâmbio Magnético

Em cópula química, no coito metafísico, durante o Sahaja Maithuna, experimenta-se a máxima sensação erótica aos cinco minutos.
Flamas dinâmicas, magnéticas, como ondeante mar de gás vermelho purpúreo, terrivelmente divino, rodeiam o casal durante o transe sexual.
Tremendo instante é esse em que as correntes masculinas intentam unir-se com as femininas.
Com a pausa magnética criadora, estabelecem-se ritmos sexuais harmônicos e cordenados entre o homem e a mulher.
Tal pausa contém, em si mesma, dois fatores básicos:
a) Determinado período de tempo inteligente e voluntariamente estabelecido entre cópula e cópula.
b) Desfrute prolongado do coito metafísico sem orgasmo, espasmo e sem perda do licor seminal.
Para que o intercâmbio das forças magnéticas seja profundo, edificante e essencialmente dignificante, é urgente que os mais importantes centros do corpo façam contato de forma harmônica e tranquila.
O clitóris que se acha encaixado entre ambos os lábios pequenos da vulva, representa o ponto mais sensível do organismo feminino.
Qualquer clarividente iluminado poderá perceber as forças centrífugas magnéticas que iniciam sua marcha desde o clitóris.
É, pois, o clitóris o ponto centrífugo magnético que provê a aura da mulher de convenientes correntes de energia.
Entretanto, nós devemos estudar tudo isto não de forma parcial, senão total; seria absurdo supor que o clitóris que se encontra ante a saída vaginal, separado desta pelo canal condutor da uretra, seja o único portador e gerador da superior sensação para o sexo feminino.
Devemos pensar e compreender que também o útero e partes isoladas do interior da vagina podem ser portadoras e geradoras da máxima sensação sexual.
É inquestionável que o tecido cavernoso e os corpúsculos terminais se encontram no clitóris.
Sem tais tecidos e corpúsculos, a idoneidade fisiológica feminina e a possibilidade de alcançar a máxima sensação sexual ficariam excluídas.
Depois do contato com o varão, o clitóris, provido de corpos cavernosos, entra em ereção, como o falo masculino, inflamando-se ao par.
No instante extraordinário em que também incham os corpos cavernosos na região dos lábios da vulva, a entrada da vagina se reveste de uma espécie de acolchoado esponjoso que envolve, maravilhosamente, o falo masculino.
Quanto mais se umedece, agora, a entrada da vagina pela secreção glandular, tanto maior é a possibilidade de levar os finos condensadores magnéticos que ali se encontram situados, a uma afinidade elétrica com o falo que, na organização da tensão do corpo humano, representa, por assim dizer, o emissor primário de energia, para intercambiar uma corrente alternada físico-psíquica.
O sábio Waldemar diz: “Não o olvidemos; nosso corpo será invariavelmente tanto mais completo quanto mais desenvolvido e sob controle consciente se ache o sistema nervoso simpático”.
“Quando o homem e a mulher, com o mínimo possível de movimentos, isto é, só com os que são necessários para a manutenção e prolongamento do contato, fazem da união sexual, também, uma união psíquica, só então se procurará a oportunidade de que sejam carregados de eletricidade os gânglios cérebro-espinhais que se acham ligados à glândula pineal, a soberana do corpo, e, ademais, também ao plexo solar (plexus coeliacus) com os numerosos plexos radiadores para fígado, intestino, rins e baço.”
O abominável espasmo sexual é, certamente, um curto-circuito que nos descarrega espantosamente; por isso devemos evitá-lo sempre.
A força maravilhosa de Od se acha especificada nos diversos órgãos em qualidade diversa; assim, o melhor e mais fecundo intercâmbio magnético criador se fundamenta no seguinte procedimento revolucionário: o lado do coração do varão repousa ao lado direito da fêmea, unindo-se sua mão esquerda com a direita dela e estabelecendo contato de seu pé direito com o esquerdo da mulher.
Os órgãos sexuais podem, então, dedicar-se a uma tarefa da qual, com grande frequência, são subtraídos, ou seja, a de servir ao princípio físico da assimilação e depuração da matéria, primariamente, mediante a atuação sobre o plexo situado embaixo do diafragma (parte ventral do sistema nervoso simpático), o que é imprescindivelmente necessário, como base para o desenvolvimento da sensação mais refinada.
A cópula metafísica, com todo seu refinamento erótico, nos coloca em uma posição privilegiada, mediante a qual dispomos de forças maravilhosas que nos permitem reduzir a poeira cósmica cada uma dessas entidades tenebrosas que personificam nossos defeitos psicológicos.  (SAW, O Mistério do Áureo Florescer)
Fonte: gnosisonline.org/

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No ano do Orixá da Justiça, a "Justiça" ofende o Orixá! - Umbanda e Candomblé, são religião sim!

Umbanda e Candomblé são religião Afrobrasileira

As pessoas costumam criticar muito o código penal brasileiro, como se fosse apenas exclusivamente ele ou o código civil, os responsáveis pela impunidade no nosso país. Eu já ouvi várias vezes os apresentadores Datena, César Filho e Marcelo Rezende, dizendo que "a culpa não é dos juízes e sim das nossas leis ultrapassadas...", inclusive o César Filho, falou no SBT manhã que recebeu uma mensagem de uma juíza, corrigindo-o, sobre ele ter dito que os juízes seriam culpados pela impunidade, e que segundo essa juíza, a culpa não seria dos magistrados e sim das leis. Eu discordo completamente dessa juíza, mesmo sabendo que o nosso código civil e penal são ultrapassados, sabemos bem que as leis também mandam punir e que quando o juiz quer condenar ele condena sim. Afinal de contas o juiz tá lá pra julgar e não apenas pra obedecer o que os advogados e réus querem! Se fosse apenas o dever dos juízes conceder recursos, colocariam lá um programa de computador com a programação automática e não precisaríamos de magistrados só pra livrar os criminosos da cadeia. Outra coisa que estamos cansados de ver é que casos semelhantes são julgados de forma diferente, como por exemplo, quando envolvem poderosos, políticos e ricos, as decisões são mais rápidas e diferentes. Habeas corpus concedidos velozmente, liminares até em feriados e dias santos, enquanto pobres tem que esperar meses ou anos por uma solução. Até mesmo dentro do Supremo vemos divergências sobre os mesmos casos e leis, o que quer dizer que se o juiz quiser condenar e mandar prender, manda sim, os que não mandam é porque não querem. A meu ver, 70% da impunidade no nosso país é culpa do poder judiciário e apenas 30% das leis velhas e atrasadas. No STF por exemplo, se o presidente da corte fosse o Ricardo Lewandowski e não o Joaquim Barbosa, poderíamos ver que o desfecho de alguns processos, como o do Mensalão por exemplo, seria totalmente diferente! Então consta muito a firmeza de um juiz e a sua vontade de fazer justiça, enquanto outros apenas fazem corpo mole.

Até porque no Brasil, criou-se uma cultura do "coitadismo" sempre se acha uma desculpa e um bode expiatório pra livrar a cara dos criminosos. Aqui o criminoso tem sempre uma desculpa, como por exemplo, a tal exclusão social. O que é uma mentira! Os caras são violentos por natureza e não porque são pobres. Se fosse a pobreza a responsável pela violência, não teríamos figurões envolvidos em crimes, juízes vendendo sentenças e políticos fazendo falcatruas. A questão é que criou-se no país a cultura da impunidade. Há uma legião de defensores daqueles que infringem a lei, querendo fazer com que nunca se preste conta a justiça. E o poder judiciário tá cheio de juiz de pouca firmeza e pouco preparo. Há um grande número de juízes que pouco se importam com a verdadeira justiça, apenas vão empurrando com a barriga, enquanto levam sua vida com filosofias ultrapassadas, poucos tem a coragem de condenar ou punir. Existe sempre a desculpa de uma tal "pena alternativa" ou interpretações que visam mais os direitos do criminoso do que da vitima. Uma prova disso, foi o caso do médico Faráh que esquartejou a namorada e pegou apenas 16 anos e ainda está em liberdade, sendo que se for preso ainda, ficará no máximo um ano preso. Então vão gritar: "é a nossa legislação"! Pode até ser, mais se os juízes se empenhassem mais, não demoraria tanto tempo. Vemos isso em outros casos,  como por exemplo o dos Nardoni ou da Mercia Nakashima, onde os réus foram condenados praticamente sem provas, foram negados todos os recursos e pegaram penas grandes. Enquanto outros cometem crimes que a mídia não dá tanta visibilidade e que são muito piores e que até riem da sentença.

Outro caso de falta de vontade e de desrespeito a Constituição, me deixou chocado nessa semana, quando a justiça federal, por meio de um juíz, chegou a afirmar que Umbanda e Candomblé não são religiões! Será que é possível a justiça brasileira conceder tal sentença? E ai, foi a lei que gerou essa sentença, quando a Constituição, diz totalmente o contrário disso? A Justiça Federal no Rio de Janeiro emitiu uma sentença na qual considera que os “cultos afro-brasileiros não constituem religião” e que “manifestações religiosas não contêm traços necessários de uma religião”. Eu não entendi o que ele falou!!! O que são "traços de religião?" 

O juiz responsável entendeu que, para uma crença ser considerada religião, é preciso seguir um texto base – como a Bíblia Sagrada, Torá, ou o Alcorão, por exemplo – e ter uma estrutura hierárquica, além de um deus a ser venerado. Eu dúvido que esse juíz saiba mesmo o que é Umbanda e Candomblé! Pois a Umbanda original tem sim um Deus Criador, e mesmo a Umbanda de hoje que é muito mais cristã e kardecista que propriamente africanista, creem num Deus Criador, até mesmo o Deus Cristão. 

E a Umbanda que eu considero Umbanda ou o Candomblé, não só tem um Deus como vários, mas, não só isso, além dos diversos orixás que possuem, até mesmo os Yorubás, creem em Olorun, o Deus Criador que tá acima de todos os demais que na verdade não passariam de ministros! Quando a Bíblia e o Alcorão, são livros escritos por seres humanos, assim como nos cultos afro-brasileiros tem várias publicações que poderiam ser juntadas e formarem uma espécie de Bíblia também. Afinal a Bíblia não passa de uma catalogação de antigos livros diversos, que nem eram livros e sim papiros ou pergaminhos e que os primeiros cristãos juntaram. Não há prova material alguma da veracidade do que está nos livros dessas religiões monoteístas, na verdade é tudo dogma de fé, da mesma forma que os cultos africanos!

Ainda falando de um Deus, temos nos cultos além de Olorun, o Deus Criador, também Olodumaré e Zambi uma divindade suprema. Quanto a hierarquia, sabemos bem que há sim dentro do culto vários graus de sacerdócio. Quanto a essa história de um texto básico, como a Bíblia ou Alcorão, no Brasil se defende muito a Tradição Oral, que se for catalogada, também se transformará num livro da mesma forma que a Bíblia se tornou, afinal sabemos bem que muito do que tá nas Escrituras, é também tradição oral, mitos, lendas e imaginação de seus autores. Mas, mesmo no Brasil não se seguindo muito, tenho plena consciência que o Ifá é o livro da vida, que todo pai de santo deveria conhecer e a "Bíblia" real os orixás. Afinal os mitos e orikis que sustentam a tradição oral dos cultos afrobrasileiras, são apenas conhecimentos soltos de um grande livro do conhecimento ancestral que não se deram o trabalho de catalogar com deveria em nosso país, mas, em outros países seguem a risca sim.

“A decisão causa perplexidade, pois ao invés de conceder a tutela jurisdicional pretendida, optou-se pela definição do que seria religião, negando os diversos diplomas internacionais que tratam da matéria (Pacto Internacional Sobre os Direitos Civis e Políticos, Pacto de São José da Costa Rica, etc.), a Constituição Federal, bem como a Lei 12.288/10. Além disso, o ato nega a história e os fatos sociais acerca da existência das religiões e das perseguições que elas sofreram ao longo da história, desconsiderando por completo a noção de que as religiões de matizes africanas estão ancoradas nos princípios da oralidade, temporalidade, senioridade, na ancestralidade, não necessitando de um texto básico para defini-las”, argumentou Mitropoulos.

Quanto a decisão em prol de uma suposta "liberdade de expressão", eu até concordo se essa fosse a decisão do juiz e não o ataque aos cultos, pois eu acho bobagem ir a justiça recorrer pra tirar vídeos de pregações idiotas. A meu ver cada quem fale a seu público e ouça quem quiser, afinal sabemos que aqueles que perdem o tempo em atacar a crença dos demais é porque não tem muito a apresentar dentro de sua própria fé! Porém, nessa decisão de "direito de expressão", sem tentar coibir os abusos, torna-se muito perigoso, pois abre o leque também pra que os outros cultos que não gostam os evangélicos, atacarem duramente e de forma brutal as práticas deles em nosso tempo. E ai o tal "direito de expressão" vai se tornar no "direito de atacar" e tudo pode ficar muito perigoso. O juíz confundiu "liberdade de expressão" com "abuso de expressão" e tudo isso é muito perigoso.

Um evangélico não precisa falar da crença dos outros pra fazer sua pregações! Pois se isso se tornar prática, tudo vai virar guerra e política, e não religião. Ninguém tem testamento de Deus, o endereço do Céu e a tábua da verdade, pra dizer que sua fé é verdadeira e a dos outros não. Querer usar a fé dos outros pra tirar proveito e vantagens financeiras é muito mais satânico do que formas primitivas de culto. Querer colocar culpa no Diabo pela pobreza e pelas doenças, ou porque que alguém cultuava o orixá, é querer tapar o sol com a peneira e não declarar quem são realmente os responsáveis pelas mazelas humanas. Todos sabemos bem que o capitalismo, as mentiras e a manipulação das riquezas é que formam alguns espertalhões muito ricos e grandes massas cada vez mais pobres. Sabemos bem que essa tal "Teologia da Prosperidade" não tem nada haver com a Bíblia, afinal se considerar evangélico, é se considerar seguidor de Cristo! Ou não? Ou seria seguidor do dinheiro e das riquezas? Bem se for a primeira opção, como sabemos que tem que ser, sabemos que a trajetória e a missão do Cristo foi justamente em caminho da caridade, verdade, justiça, misericórdia, humildade, mansidão e que o tesouro buscado por ele e seus seguidores sempre foi o tesouro no céu. O tesouro da Terra é buscado pelos homens de negócio, engravatados e donos de grandes empresas. Isso nada tem haver com o Evangelho de Jesus. 

A Umbanda e Candomblé, originais e não as patacoadas que vemos Brasil a fora se passando por cultos afrobrasileiros, pregam o culto aos ancestrais, pois como Deus revela-nos na Bíblia, ele é um "Deus dos vivos e não dos mortos...". A Umbanda prega também, o respeito a natureza, ao ecossistema e a vida. Assim como nos revelaram os anjos e os orixás ao longo dos tempos. E não se alguém tenha como dever, conquistar um carrão novo, uma mansão num bairro chique ou ter muito dinheiro, como tem esses líderes midiáticos e perseguidores que não saem da TV!

A decisão judicial fere claramente dispositivos constitucionais e legais, além de violar tratados internacionais como a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, conhecida como Pacto de San Jose da Costa Rica, ratificada pelo Brasil em 1992 e que dispõe sobre a garantia de não discriminação por motivo de raça, cor, sexo, idioma, religião, opiniões, políticas ou de qualquer outra natureza, origem nacional ou social, posição econômica, nascimento ou qualquer outra condição social. Esse pacto diz ainda que o direito à liberdade de consciência e de religião implica na garantia de que todos são livres para conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças, bem como na liberdade de professar e divulgar sua religião ou suas crenças, individual ou coletivamente, tanto em público como em privado. A Convenção Americana sobre Direitos Humanos afirma que ninguém pode ser objeto de medidas restritivas que possam limitar sua liberdade de conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crenças. A liberdade de manifestar a própria religião e as próprias crenças está sujeita unicamente às limitações existentes em leis e que se mostrem necessárias à proteção da segurança, da ordem, da saúde ou da liberdade.  Ou seja, se há uma liberdade religiosa a ser limitada é a daquelas religiões que usam dos meios de massa para difamar e promover a intolerância contra outras religiões e divulgam práticas que põem em risco a saúde coletiva, como pedir que pessoas abandonem tratamento de câncer ou aids em nome de orações!

Ao ratificar esse Pacto, o Brasil assumiu desde 1992 o papel de um país que tem a obrigação de respeitar direitos. Infelizmente, o Poder Judiciário, que tem a função de "dizer o direito", de aplicar as leis, assim não o fez, simplesmente negando a interpretação dos ditames constitucionais e disposições supranacionais de direitos humanos.

Já foi noticiado que o Ministério Público Federal recorreu dessa decisão, mas precisamos ficar atentos a essas manobras que perseguem, acuam e tentam destruir o que não está de acordo com o que o fundamentalismo religioso determina como correto. E não resta dúvida de que essa decisão judicial é fruto do fundamentalismo religioso que avança sobre os poderes da República. Não podemos nos esquecer de que todos estamos sob a garantia de que podemos promover reuniões livremente para realizar cultos de qualquer denominação - um direito individual e coletivo previsto na Constituição Federal, artigo 5º, inciso VI.

O ataque à umbanda e ao candomblé é também um ataque de viés racista por se tratar de religiões praticadas sobretudo por pobres e negros. Mas é, antes, uma disputa de mercado. O que os fundamentalistas pretendem com os ataques à Umbanda e ao Candomblé é atrair os adeptos - e, logo, o dinheiro deles - para suas igrejas. E como vivemos sob uma cultura cristã hegemônica, que se fez na derrisão e repressão das religiões indígenas e africanas, é óbvio que as igrejas fundamentalistas levam a melhor nessa disputa de mercado e em suas estratégias de difamação.O que esperamos do Judiciário é o mínimo de justiça que possa colocar freios à intolerância e à ganância dessas igrejas e seus pastores; e possa assegurar a pluralidade religiosa pautada no respeito e sem hierarquias entre as religiões.

Deus está acima credos e textos ditos sagrados. A própria Bíblia é um livro suspeito, foram homens, no Concílio de Nicéia, que arbitraram quais livros do NT seriam "inspirados" por Deus.Existem erros de interpretação, falta de contextualização por parte se quem venera esse livro etc.O próprio apóstolo Paulo, tão estimado pelos evangélicos, jamais condenou em seus textos a prática abominável da escravidão; ao contrária, incentiva escravos a serem obedientes aos cruéis senhores.É de Deus isso? reflitam.Quanto à poligamia, prática cultural de época, ele repete a mesma condescendência, afirmando que os "homens" de Deus deveriam ter apenas uma esposa( corroborando tal prática entre quem não tivesse cargo na Igreja).Urge que a Bíblia seja reconsiderada, vista através de outro viés, atitude impossível entre os fundamentalistas cristãos, os que constituem maioria.

O interessante é que muitos querem argumentar com esperteza, até criticam a decisão do juiz, mas, vem sempre com uma ferroada, do tipo "são religiões idolatras e como tal devem ser respeitadas...", qual é a religião na face da Terra que não tem seus ídolos? As pessoas vivem o tempo todo repetindo "o que a Bíblia diz..." como se a verdade de cada um dos autores dos livros das Escrituras, fossem verdade absoluta, adorando assim e idolatrando todos os profetas e patriarcas! E na verdade o que vemos hoje é apenas "bibliolatria". Ninguém deve ser escravo de um livro, não pecando só por ter medo de ser castigado ou porque a Bíblia diz. Tem que praticar o amor, o respeito ao próximo e a verdade, porque o coração pede e não porque tá num livro religioso! Por acaso quem é evangélico não tá adorando a Jesus? Seria ele mesmo o "Filho de Deus"? Alguém tem prova disso? Pode sequer provar o que está nos Evangelhos? Como? Porque ficam repetindo supostos "milagres" nos cultos? Quem garante se são mesmo milagres ou apenas superação humana? Quem garante de onde viriam esses supostos milagres? Deus supre mais quem paga dízimo do que quem não paga? Porque? Deus é ganancioso? De que Deus os Cristãos falam, já que nos evangelhos não tá claro quem é esse Deus? A sim é o Pai de Jesus! Mas, quem é ele? É o Aláh dos mulçumanos ou o Javé dos judeus? Você tem plena convicção de quem é ele? 

Na verdade ninguém pode se dizer dono da verdade pra atacar o seu próximo, todos creem por dogma de fé, crendo em ensinamentos que não podem atestar, provar e atingir. Ninguém pode voltar no tempo e ver se seus textos estão realmente corretos. Cristina Wissenbach, historiadora da USP, acredita que o não reconhecimento da umbanda e do candomblé “reflete forças obscuras e ultra conservadoras da sociedade brasileira”

Xangô que é o orixá da justiça, o que estará pensando de uma decisão judicial dessas? É um choque num ano do orixá da justiça ver esse tipo de decisão. Para Cristina Wissenbach, professora de História da África na Universidade de São Paulo, discorda da avaliação do magistrado. “São religiões porque são conjuntos de crenças, rituais e divindades em torno das quais se congregam devotos”, afirma. “A umbanda e o candomblé são constituídas no processo de diáspora dos africanos escravizados trazidos ao Brasil e congregados em torno de crenças e divindades de matrizes africana.” Para a professora, os preconceitos por trás da decisão são históricos. “Fazem parte de uma tentativa de silenciar e obliterar o universo religioso e a cosmogonia de grande parcelas da população, sobretudo dos egressos da escravidão e dos afrodescendentes. Fazem parte do racismo que existe na sociedade”, analisa. “A resolução reflete forças obscuras e ultra conservadoras da sociedade brasileira. É inadmissível nos sujeitarmos às campanhas de setores evangélicos obscurantistas”.

No recurso, o MPF afirma que a “referida decisão causa perplexidade. Não apenas porque negou a liminar, mas também porque o juiz da causa arvorou-se a dizer o que é e o que não pode ser considerado religião”. Portanto, mesmo deixando claro que “não caberá ao Ministério Público Federal, doravante, esforçar-se para dizer o que é e o que não pode ser considerado sagrado”, são citados aspectos que caracterizam crenças afro-brasileiras como religiões. “[As crenças] possuem liturgias, corpos com alguma estrutura sacerdotal organizada hierarquicamente, cerimônias, altares, fiéis, ritos, templos (embora via de regra sem suntuosidade, muitos sobre o chão de terra batida, o que em hipótese alguma lhes retira o caráter sagrado) e, essencialmente, a fé em divindades que são cultuadas (adoradas e veneradas, como queira), não obstante possam destoar do padrão hegemônico das religiões majoritárias que a decisão pretende usar como paradigma para restringir o seu alcance”, contesta o MPF.

O deputado Edson Santos (PT-RJ), ex-ministro da Igualdade Racial, acusou o juiz de estimular o preconceito contra os cultos afro-brasileiros e defendeu que ele seja alvo de representação no CNJ. "A decisão foi absurda e lamentável, porque fere a Constituição. Na prática, o juiz pode dificultar que as religiões de origem africana tenham acesso aos mesmos direitos das outras, como o cristianismo e o judaísmo", disse.
 
O petista também quer que a Comissão de Direitos Humanos da Câmara convide o juiz a se explicar. No Rio, entidades do movimento negro organizam um protesto contra a decisão judicial para a próxima quarta (21), em local a definir. O babalaô Ivanir dos Santos, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, também afirmou que o juiz incentivou o preconceito. "Ele usou a opinião pessoal, que não é esclarecida, e fez uso de um argumento preconceituoso na negativa do nosso pedido, que era justamente combater esse crime." Segundo Santos, o juiz federal não agiu conforme a legislação determina. "A lei visa a combater o preconceito. Ele, na decisão, fez exatamente o contrário: fomentou o preconceito", disse. Nos vídeos publicados no YouTube, pastores evangélicos associam praticantes da umbanda a uma legião de demônios. Também fazem comparação semelhante com o culto aos orixás característico do candomblé. "Se o juiz tivesse simplesmente negado que havia ofensa nos vídeos, já seria lamentável, mas ele foi além. Resolveu ditar o que seria ou não uma religião, o que nos pareceu um absurdo", afirmou o procurador Jaime Mitropoulos.

Astrofísica: Astrônomos descobrem planeta cor-de-rosa

 

Denominado GJ 504b, o novo planeta é o de menor massa já descoberto com o uso de imagens, e orbita uma estrela parecida com o Sol


Concepção artística do planeta GJ 504b que, segundo pesquisadores, tem cor de flores de cerejeira e magenta (NASA's Goddard Space Flight Center/S. Wiessinger)
Um planeta cor-de-rosa, que orbita uma estrela parecida com o Sol, foi descoberto por uma equipe internacional de astrônomos. Denominado GJ 504b, o corpo celeste tem quatro vezes a massa e aproximadamente o mesmo tamanho de Júpiter, e é o planeta de menor massa já descoberto com o uso de imagens — foi utilizado o Telescópio Subaru, localizado no Havaí.
“Se pudéssemos viajar para esse planeta, veríamos um mundo ainda brilhando com o calor de sua formação, com uma cor que lembra flores de cerejeira, um magenta escuro”, afirma Michael McElwain, pesquisador do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa, em Maryland, Estados Unidos, que participou da descoberta.
A estrela ao redor da qual o planeta orbita, denominada GJ 504, é um pouco mais quente do que o Sol, e pode ser vista a olho nu, na constelação de Virgem.  Os pesquisadores estimam que esse sistema (estrela e planeta) tenha 160 milhões de anos de idade, o que o torna jovem — estima-se que o nosso sistema solar tenha se formando há 4,5 bilhões de anos.
Sistemas solares jovens são alvos interessantes para estudos de imagem, porque seus planetas ainda não perderam muito do calor de sua formação, o que melhora a visibilidade. “O Sol está por volta da metade de sua vida de produção de energia. Estudar esses sistemas é como ver o nosso próprio sistema solar quando jovem”, diz McElwain.

Problema teórico — O fato do planeta estar muito distante da estrela em que orbita desafia algumas teorias atualmente aceitas sobre a formação de planetas gigantes.
Segundo o modelo aceito, planetas como Júpiter e o GJ 504b se formam no disco de gás que cerca estrelas jovens. Colisões entre asteroides e cometas produzem um núcleo que, ao atingir massa suficiente, passa a atrair para si o gás desse disco, formando o planeta. Porém, para essa teoria funcionar, o planeta deve estar distante de sua estrela no máximo até a distância que Netuno está do Sol, cerca de 30 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Já o novo planeta apresenta uma distância em relação a sua estrela que é mais de 43 vezes a distância entre a Terra e o Sol.
“Este é um dos planetas mais difíceis de explicar segundo a teoria tradicional. Sua descoberta implica a necessidade de considerar seriamente teorias alternativas de formação, ou talvez rever alguns conceitos básicos na teoria atual”, afirma Markus Janson, integrante da equipe de pesquisadores. Um artigo descrevendo a descoberta foi aceito para publicação pelo periódico The Astrophysical Journal.

Astrofísica: Astrônomos medem pela primeira vez a velocidade de rotação de um exoplaneta

Um dia no exoplaneta Beta Pictoris b dura oito horas, e sua velocidade de rotação é superior à de qualquer outro planeta do Sistema Solar

Estrela Beta Pictoris
Estrela Beta Pictoris, ao redor da qual orbita o planeta ( ESO/ L. Calcada/AFP)
Uma equipe de astrônomos conseguiu medir pela primeira vez a velocidade de rotação de um exoplaneta (planeta que se encontra fora do Sistema Solar), anunciou nesta quarta-feira o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). Segundo o ESO, os pesquisadores comprovaram que o exoplaneta Beta Pictoris b demora oito horas para completar o ciclo de um dia, girando a 100.000 quilômetros por hora, uma velocidade maior que a da Terra, que é de 1.700 quilômetros por hora, e superior à de qualquer outro planeta do Sistema Solar.
O Beta Pictoris b, que orbita ao redor da estrela Beta Pictoris, é dezesseis vezes maior, tem 3 000 vezes mais massa e está a 63 anos-luz de distância, na constelação austral de Pictor. Trata-se também de um planeta que conta com apenas 20 milhões de anos — a Terra tem aproximadamente 4,5 bilhões. A equipe de astrônomos holandeses da Universidade de Leiden e do Instituto para a Pesquisa Espacial dos Países Baixos utilizou em seu estudo o instrumento Crires, instalado no Very Large Telescope (Telescópio Muito Grande), situado no norte do Chile.

"Não se sabe por que alguns planetas giram rápido e outros mais devagar, mas esta primeira medida da rotação de um exoplaneta mostra que a tendência vista no Sistema Solar, no qual os planetas mais maciços giram mais depressa, pode aplicar-se aos exoplanetas", explica o coautor do estudo, Remco de Kok. Os astrônomos também apontaram que o exoplaneta deve esfriar e encolher, o que faz com que gire ainda mais rápido.
"Descobrimos que diferentes partes da superfície do planeta se aproximam ou se afastam de nós a diferentes velocidades, o que só pode significar que o planeta gira ao redor de seu eixo", afirmou o pesquisador Ignas Snellen. Este novo resultado estende aos exoplanetas a relação entre massa e rotação existente no Sistema Solar, e os cientistas preveem que no futuro o uso do European Extremely Large Telescope (Telescópio Europeu Extremamente Grande) permitirá aos astrônomos fazer mapas detalhados destes corpos celestes.

Astrofísica: Asteroides causam explosões em escala nuclear na atmosfera terrestre

Entre os anos 2000 e 2013, 26 asteroides colidiram com a Terra

De acordo com a Fundação B612, a Terra é atingida por um asteroide grande o bastante para destruir uma cidade a cada 100 anos
De acordo com a Fundação B612, a Terra é atingida por um asteroide grande o bastante para destruir uma cidade a cada 100 anos (Thinkstock)
Impactos de asteroides na Terra são mais frequentes do que pensamos. Entre os anos 2000 e 2013, 26 deles causaram explosões em escala nuclear na atmosfera terrestre. Para efeito de comparação, alguns foram até mais fortes do que a bomba que atingiu a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, com energia equivalente a 16 mil toneladas de explosivos.

Na maior parte das vezes, esses impactos ocorrem em partes mais elevadas da atmosfera, não causando nenhum dano. E, quando chegam à superfície, muitos acabam caindo em oceanos ou regiões desabitadas e não são percebidos por nós. Um exemplo que fugiu a essa regra foi o meteorito que caiu na Rússia, em 2013.
A Fundação B612, que pesquisa esses fenômenos, criou um vídeo que ilustra esses impactos, com base em informações coletadas pela Comprehensive Nuclear-Test-Ban Treaty Organization (CTBTO), instituição que monitora explosões nucleares ao redor do mundo. A CTBTO conta com uma rede de sensores que buscam identificar explosões clandestinas de bombas caseiras, mas todas as 26 ocorrências captadas nos últimos anos estavam relacionadas aos asteroides. A energia desses impactos variou de 1 a 600 kilotons (medida que corresponde a 1.000 toneladas de explosivos).
De acordo com a B612, a Terra é atingida por um asteroide grande o bastante para destruir uma cidade a cada 100 anos. "É parecido com os terremotos. Em cidades que têm risco elevado, como Tóquio, Los Angeles e São Francisco, eles sabem as chances de um terremoto grande acontecer por meio da observação dos mais fracos, porque conhecem a distribuição desses fenômenos. Assim, se você consegue medir os pequenos, você sabe quantos grandes vão acontecer. É possível fazer o mesmo com asteroides", disse Ed Lu, CEO da Fundação B612, à rede britânica BBC.
Dos 26 eventos registrados, apenas um deles foi detectado com antecedência, e de apenas algumas horas. Com base nessa dificuldade, a fundação projetou o telescópio Sentinela para melhorar a observação dos asteroides e, assim, reduzir os riscos. Com o lançamento previsto para 2018, ele apresenta um custo de 250 milhões de dólares, que está sendo financiado por meio de doações. O telescópio orbitaria a Terra, ajudando a detectar também asteroides que não são vistos da Terra por estarem em oposição à luz do Sol.
Fonte/Veja.com

Astrofísica: zona habitável de uma estrela anã

Kepler-186f

A 500 anos-luz da nossa galáxia (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros) e orbitando a zona habitável de uma estrela anã, esse é o único planeta a ter o mesmo tamanho da Terra. Com isso, os cientistas estimam que ele seja composto de rochas, ferro, água e gelo e tenha uma atmosfera parecida com a do mundo onde vivemos. Além disso, ele tem um movimento de rotação semelhante ao nosso, o que garante uma temperatura bem distribuída em todas as suas faces. Essa soma de características indica que ele pode ter água na forma líquida, um dos fatores fundamentais para a existência de vida sobre sua crosta.

Astrofísica: Uma galáxia com 40 bilhões de Terras

Para cientistas, o Kepler-186f foi apenas o primeiro planeta parecido com a Terra a ser descoberto na Via Láctea. O avanço da ciência espacial sugere que a pergunta que há milênios nos intriga — estamos sozinhos no universo? — tem resposta: Não

Rita Loiola
Concepção artística de como seria a Via Láctea vista de cima, há milhões de anos luz da Terra
A Via Láctea, vista de cima: muitos outros planetas, além da Terra, podem abrigar vida (Nasa)
Na Via Láctea não há apenas uma Terra. Há 40 bilhões delas. O Kepler-186f, planeta fora do Sistema Solar muito semelhante ao nosso, descoberto no último dia 17, provavelmente será conhecido como o primeiro dessa espécie. Em um futuro próximo, contudo, muitos planetas assim, parecidos com a Terra, serão revelados pelos astrônomos.
Com dimensões muito próximas às do mundo onde vivemos, o Kepler-186f deve ser rochoso e composto também de ferro, água e gelo, segundo cientistas. Isso significa que sua atmosfera também deve ser parecida com a nossa. Ele orbita a zona habitável de uma estrela anã — ou seja, uma faixa nem muito próxima e nem muito distante de sua fonte de calor e luminosidade, o que faz com que suas temperaturas não sejam extremas. Essa é uma das características que mais empolgou a comunidade científica: o planeta tem grandes chances de ter água na forma líquida, uma das condições fundamentais para a existência de vida sobre sua crosta.
"Essa descoberta mostra que realmente existem planetas do tamanho do nosso em zonas habitáveis", afirma a astrofísica Elisa Quintana, principal pesquisadora da Nasa responsável pela revelação do Kepler-186f. "Estamos percebendo que há muitos como ele e, por isso, as chances de existir vida em outros planetas é muito alta."
Até 2010 ainda não havia confirmações de que outros lugares no espaço poderiam reunir as mínimas condições propícias à vida – água na forma líquida, energia e algum dos seis elementos fundamentais para a existência (carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre). No entanto, com o lançamento de missões como a Kepler, há cinco anos, e o avanço de telescópios capazes de visualizar e enxergar não só partes longínquas do cosmo, mas também pequenos planetas (do tamanho da Terra ou menores que ela), os cientistas estão percebendo que, sim, há bilhões de planetas que exibem as mesmas características do nosso. E deles, o Kepler-186f é o mais semelhante à Terra até agora. Então por que, entre inúmeras possibilidades, seríamos os únicos privilegiados com a vida?
Para a Nasa, vida é oficialmente definida como "um sistema químico auto-sustentado, capaz de sofrer evolução Darwiniana". Não significa dizer que há animais ou civilizações como as criadas pelo homem em planetas afastados. Mesmo organismos muito simples, como vírus ou colônias de bactérias, significam vida para a Nasa e para as quase 150 missões em todo o mundo que buscam planetas fora do Sistema Solar. Em conjunto, eles tentam responder à questão que inquieta astrônomos desde a Antiguidade: estamos sozinhos no universo? Ainda não chegou a confirmação categórica de que existe vida fora da Terra. Mas o conjunto de evidências, que agora ganhou reforço com a existência do Kepler-186f, indica que a resposta está cada vez mais próxima. E talvez a pergunta a ser respondida nos próximos anos seja outra: que tipo de vida nos cerca?

A descoberta de mundos — A divulgação do novo planeta mereceu a atenção de todo o mundo porque era aguardada desde a metade do século XX pelos cientistas. Foi nessa época, com o lançamento de telescópios como o Hubble, que os cientistas puderam, finalmente, ter imagens nítidas do cosmo. Com elas, perceberam que vivemos em um universo muito mais rico e cheio de planetas do que antes se imaginava. As novas informações indicaram a possibilidade da existência de diversos sistemas estelares, ou seja, que outras estrelas, além do Sol, têm planetas orbitando ao seu redor. A confirmação dessa hipótese, entretanto, só veio em 1995, quando astrônomos da Universidade de Genebra, na Suíça, identificaram um planeta feito de gás, como Júpiter, em volta de uma estrela, a 51 Pegasi. Assim, faz menos de 20 anos que sabemos que outros sistemas solares, como o nosso, podem povoar o universo.
"Nossa galáxia tem cerca de 300 bilhões de estrelas e estamos rapidamente confirmando a noção de que todas têm planetas rochosos ao seu redor", afirma o astrofísico Stephen Kane, da Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, coautor da pesquisa que descreveu o Kepler-186f. "Resultados da missão Kepler têm nos mostrado que, quanto menor o planeta, mais comum é sua existência. Assim, parece-nos que planetas rochosos são muito frequentes. Ainda precisamos saber quantos deles estão em zonas habitáveis, mas as primeiras estimativas já mostram que o número também deve ser incrivelmente alto."
A última conta feita pelos cientistas, publicada em novembro de 2013 na revista Pnas, mostra que uma em cada cinco estrelas como o Sol tem pelo menos um planeta do tamanho da Terra em sua zona habitável. Isso significa que só na Via Láctea podem existir 11 bilhões de planetas como o nosso. Se na conta entrarem os planetas ao redor de estrelas anãs, o número sobre para 40 bilhões. De acordo com os autores do estudo – entre eles Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, um dos “caçadores de planetas” mais bem-sucedidos da astronomia moderna – o mais próximo pode estar a 12 anos-luz de distância (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros).
Ou seja, os astrônomos imaginavam que planetas como o Kepler-186f existiam aos bilhões, mas ainda não tinham visto nenhum. A cerca de 500 anos-luz do Sol, o novo planeta orbita uma estrela anã, o tipo mais comum em nossa galáxia — elas são mais de 70% das centenas de bilhões de estrelas. 
"Há pelo menos um século tínhamos ideias sobre os planetas fora do sistema solar e há mais de cinquenta anos desenvolvemos o conceito de zona habitável. Ainda não contávamos, no entanto, com telescópios potentes para fazer os experimentos e ter as confirmações que precisávamos sobre eles. Agora finalmente possuímos essa tecnologia", afirma Kane. "Nos próximos anos, muitas descobertas devem ser feitas. Só nos dados da missão Kepler há várias, aguardando para serem reveladas."
Missões do futuro — A sonda Kepler, que forneceu os dados para a revelação do novo planeta, foi a grande alavanca para a explosão de novos planetas encontrados pelos cientistas nos últimos anos. Lançada em março 2009 pela agência espacial americana, ela tinha o objetivo principal de procurar planetas parecidos com o nosso, durante quatro anos. Seu telescópio e um sistema de imagens em alta definição são capazes de identificar mesmo planetas considerados pequenos, como a Terra. Em relação ao Hubble, a Kepler tem duas vantagens: capta mais estrelas em detalhes e faz imagens mais nítidas por possuir um filtro que diminui as interferências luminosas e detecta diferentes cores.


Até agora, a maior parte dos planetas revelados por ela tem um tamanho intermediário entre a Terra e Netuno, quatro vezes maior que a Terra. A análise das informações dos três primeiros anos da missão já identificou 3 845 possíveis candidatos a planetas. Desses, 962 foram confirmados.
Como outras missões de busca, a Kepler tem mais facilidade em identificar grandes planetas. Eles são mais visíveis e facilmente monitorados pelos telescópios em regiões longínquas do cosmo. Por isso, grande parte das descobertas são de super-Terras, planetas mais pesados e maiores que Terra, ou gigantes gasosos, bolas de gás como Júpiter, planeta de hidrogênio com massa equivalente à de 317 terras. Lugares assim, no entanto, exibem condições menos propícias à vida — os gigantes gasosos costumam ter uma atmosfera maciça, causando uma grande pressão que praticamente inviabiliza a existência de seres complexos, enquanto as super-Terras têm menor probabilidade de reunir as condições atmosféricas necessárias para garantir a presença de vida. 
Por isso, programas espaciais em todo o mundo investem maciçamente em telescópios potentes, capazes de captar planetas menores. Dados e imagens ainda mais precisos que os da missão Kepler — que encerrou a primeira fase de seu programa em 2013 e, no início da segunda fase, chamada K2, teve um problema com o sistema que “mira” o telescópio, mas continua em atividade — virão de programas como aquele que será lançado pela Nasa em 2017, com uma nova geração de telescópios. Nessa data, irá para o espaço o Transiting Exoplanet Survey Satellite (Tess) e o telescópio James Webb, substituto do Hubble. O Tess vai monitorar planetas ao redor de estrelas anãs, enquanto o James Webb pretende examinar a atmosfera desses planetas e procurar substâncias que só poderiam ser geradas por organismos vivos, como os seis elementos essenciais à vida (carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre).
Possibilidade de vida — Quanto mais planetas são descobertos, maior é a probabilidade de achar planetas semelhantes ao nosso e, assim, os astrônomos acreditam que aumente também as chances de encontrar vida em outros lugares do universo. A definição de vida, porém, é algo complexo, que está longe de ser consenso entre os cientistas. O estudo da vida terráquea — o único tipo conhecido até hoje — mostrou que, apesar da grande biodiversidade terrestre, todos os seres são similares: são feitos de células ou, como os vírus, dependem delas; usam ácidos nucleicos como o DNA para armazenar e transmitir informação genética; e possuem um metabolismo similar.
Mas não é impossível a existência de outros tipos de vida espalhados pelo universo. Afinal, mesmo a Terra guarda muitos organismos que ainda são enigmas para os cientistas. Em 2010, pesquisadores da Nasa encontraram uma bactéria em um lago da Califórnia, nos Estados Unidos, que se comporta como um ser extraterrestre: não usava nenhum dos seis elementos fundamentais à existência, mas sobrevivia a partir de arsênio, um elemento altamente tóxico.
"Sabemos que para surgir vida é necessária uma complexidade química mínima, ou seja, moléculas orgânicas e razoavelmente complexas, formadas a partir de elementos básicos. Mas sua origem pode exigir algumas condições especiais. Ainda estamos aprendendo como todos esses elementos se juntam para formar um sistema químico autossustentado, capaz de se reproduzir e evoluir", explica Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo (USP).
Por isso, os cientistas ainda procuram corpos vivos no espaço de uma maneira “Terrocêntrica”, buscando as condições que proporcionaram o surgimento dos seres por aqui: presença de água líquida ou moléculas orgânicas complexas.
"Mesmo a vida que conhecemos tem uma flexibilidade imensa a diferentes situações. Não é impossível imaginar um universo com muitos planetas, alguns mais quentes, outros frios, porém todos com organismos capazes de lidar com essas condições. Talvez em muitos desses planetas que estamos descobrindo as condições sejam extremas demais para atingir a multicelularidade, ou chegar a uma civilização tecnológica como a nossa. Mas, ainda assim, isso mostraria que a Terra não é privilegiada em ter vida", afirma o cientista.
Um cosmo próspero? — Quando se fala da existência de seres animados no espaço, normalmente os cientistas imaginam formas microscópicas, como as primeiras que provavelmente habitaram a Terra em sua origem.
"Se houver vida, como ela funciona? Podemos estar próximo a um momento de descobrir sistemas vivos completamente novos, novas biosferas para conhecer e explorar. É quase como se estivéssemos no papel do naturalista inglês Charles Darwin, em 1800, a bordo do navio Beagle explorando novas terras e toda a sua riqueza", diz Galante.
Para a maior parte dos astrônomos envolvidos com a busca de planetas fora do Sistema Solar, é muito improvável que, em um universo tão cheio de constelações, planetas e sistemas estelares com condições próximas a nossa, a Terra seja o único lugar a ter desenvolvido organismos vivos. "Sabemos agora que planetas semelhantes à Terra são comuns na Via Láctea. Para nosso planeta ser o único com vida na galáxia, isso significa que a vida é algo incrivelmente raro — uma ocorrência em 40 bilhões. Mas, mesmo que a probabilidade seja apenas de 1 em 1 milhão de possibilidades, isso já significaria muita vida só nessa galáxia”, afirma o astrofísico Erik Petigura, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
Se essas hipóteses forem confirmadas nos próximos anos pelos cientistas, esses alienígenas, que podem estar na iminência de serem encontrados, causariam uma grande revolução científica, semelhante à provocada pelo astrônomo Nicolau Copérnico, quando ele formulou, no século XVI, a teoria de que o Sol é o centro do Sistema Solar. Teríamos de aprender que somos apenas mais um planeta — e minúsculo — cercado de bilhões de outros com seres diferentes.
"Uma descoberta como essa teria impactos profundos. Até o momento, o conhecimento que temos parte da hipótese de que a Terra é o único lugar do cosmo onde a vida apareceu e evoluiu. Se for provado que a vida é uma consequência natural da formação de planetas nas zonas habitáveis, assim como foi provado que a formação de planetas é uma consequência natural da formação de estrelas, então isso significa que o universo é, literalmente, fértil em vida", diz o astrofísico Stephen Kane. "O único desafio que permanecerá depois disso será descobrir como atravessar as vastas distância que nos separam desses outros seres."

Fonte/Veja.abril.com.br
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