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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Alimentos ingeridos por humanos há mais de 50 mil anos são encontrados na Austrália (FOTO)



Pesquisadores identificaram restos de alimentos vegetais consumidos pelo homem no norte da Austrália há 65 mil-53 mil anos.

Os restos, que estão preservados como pedaços de carvão, foram encontrados em Madjedbebe – um abrigo rochoso em um dos mais antigos povoamentos aborígenes, revela a publicação Newsweek.
De acordo com um estudo publicado no jornal Nature Communications, os pesquisadores, com a ajuda de anciãos aborígenes locais, foram capazes de identificar dez diferentes alimentos de origem vegetal através de análises do carvão preservado.
A lista de alimentos contempla uma dieta variada com frutas, nozes, caule de palmeiras, além de "raízes e tubérculos".



Alimentos ingeridos por humanos há mais de 50 mil anos
Os autores do estudo científico afirmam que as descobertas demonstram que os primeiros habitantes conhecidos da Austrália consumiam diversos alimentos de origem vegetal, incluindo aqueles que requerem processamento.
"Os primeiros australianos tinham um vasto conhecimento botânico e isto foi um das razões pelas quais eles se adaptaram e desenvolverem neste novo ambiente", afirma Anna Florin, autora do estudo da Universidade de Queensland (Austrália). "Eles foram capazes de garantir acessos a carboidratos, gorduras e até proteínas, aplicando este conhecimento, assim como inovações tecnológicas e força de trabalho para recolher e processar vegetais australianos".
Antigos alimentos de origem vegetal são somente alguns dos achados significativos em Madjedbebe. Por exemplo, o local contém evidências da tecnologia de moagem mais antiga fora da África, assim como o primeiro uso registrado de pigmentos refletores em qualquer lugar do mundo.
"Madjebebe continua a fornecer fantásticos conhecimentos sobre o complexo e dinâmico estilo de vida dos primeiros aborígenes australianos", conclui Chris Clarkson, outro autor do estudo da Universidade de Queensland.

sábado, 7 de dezembro de 2019

Vasco da Gama 'assombrado' surge à deriva perto da costa da Austrália (FOTOS)



Um navio de cruzeiro britânico, de nome Vasco da Gama, ficou sem energia e à deriva por diversas horas perto da costa australiana.

De acordo com os passageiros, a embarcação ficou sem energia nas proximidades de Adelaide, no sul da Austrália, conforme o tabloide Daily Star.
Shot of Vasco da Gama from the news chopper. Passengers telling @9NewsAdel “Fiasco De Gama" is listing at 15 degrees & more tug boats are on their way to help
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​Foto do Vasco da Gama tirada pelo helicóptero de televisão. Passageiros afirmam que o "Fiasco da Gama" está a 15 graus & outros rebocadores estão a caminho para ajudar. 
Devido à falta de energia, os 828 passageiros que estavam a bordo do navio ficaram sem luz, banheiros, temendo que poderiam ficar sem alimentos e água, até o navio chegar à cidade australiana, onde atracou para solucionar os problemas.
Um dos passageiros teria afirmado que o momento que passou a bordo do Vasco da Gama foi aterrorizante.
900 passengers have been left stranded on cruise ship Vasco da Gama off the coast after it lost power. The ship was due to dock at 8am. More @9NewsAdel
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900 passageiros ficaram presos no navio de cruzeiro Vasco da Gama na costa, depois de ficar sem energia. O navio deveria ter atracado às 8 a.m. 
"Nós ficamos à deriva. Não tínhamos energia, água, banheiros, comida cozinhada. Nada [...] Ficamos completamente abandonados", afirmou um dos passageiros do navio.
Segundo informações, uma luz de alerta no painel da sala de controle do motor fez com que os oficiais do navio iniciassem um blecaute de emergência como forma de precaução contra danos aos sistemas a bordo.

sábado, 23 de novembro de 2019

Cratera gigante na Austrália explicaria com que frequência grandes meteoritos caem na Terra



Após analisar a cratera de Wolf Creek, no oeste da Austrália, cientistas sugerem que grandes meteoritos caem na Terra a cada 180 anos.

A sugestão se contrapõe a estudos anteriores que concluíam que meteoritos de tamanho considerável caíssem em nosso planeta a uma frequência máxima de 13 mil anos.
No entanto, cientistas de universidades americanas e australianas chegaram a uma nova conclusão, conforme estudo publicado pela revista científica Meteorics & Planetary Science.
"Levando em consideração que a porção árida da Austrália é de apenas cerca de 1% da superfície, a frequência sobe para um [meteorito grande] a cada 180 anos", relatou no estudo Tim Borrows, pesquisador da Universidade de Wollongong, Austrália.
Apesar disso, tal frequência de 180 anos não deve ser considerada como uma frequência no sentido literal, segundo cientistas.

Determinando a idade da cratera

Os estudiosos levaram em consideração tanto o tamanho da cratera de Wolf Creek, no oeste da Austrália, quanto as modificações que ela sofreu com o passar do tempo.
Para tanto os cientistas analisaram o decaimento estável do isótopo berílio-10, assim como do alumínio-26, presentes no local.
Além disso, foram analisadas as mudanças das cargas da energia retida na estrutura cristalina da areia fundida após a explosão do impacto do meteorito com a superfície terrestre no local.
Tendo isto em vista, os cientistas concluíram que a cratera surgiu há 120 mil anos, muito mais perto do tempo atual do que os 300 mil anos antes estimados.
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