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Os Orixás regentes de 2027

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domingo, 30 de agosto de 2026

Umbanda: Sem axé, sem orixá e sem magia? O poder ancestral se esvaindo pelo ralo do puritanismo


Estamos numa Era complicada, nos portais de Aquário, onde religiões tentam ser o que não são, por sensacionalismo de seus líderes e proclamadores. Geram divisão, e certos espertos, tentam se mostrar puritanos, reformadores e seguir a maioria. Tentam aqui no Brasil seguir a porta mais larga, pois é mais fácil se dizer cristão, num país de predominância cristã, onde até os feriados são cristãos. Por isso, muitos querem se passar por bonzinhos e alvos, se dizendo seguidores de Cristo. Mas, pra dizer que a Umbanda segue o Evangelho, tem que abrir mão de toda prática espírita, pois a Bíblia, em especial o Evangelho é terminantemente contra, mesmo com as adaptações que Kardec tentou fazer! Isso porque a Bíblia é um documento escrito por muitas mãos, foi formulada, copiada e recopiada e não é a verdade absoluta. Mas, as pessoas preferem se dobrar a ditadura cristã, renegam os orixás, a tradição ancestral e espiritual, pra seguir no marketing da fé. Pois é mais fácil conseguir adeptos com o fetichismo, com o puritanismo, com o branco, como se renegar os pilares que são a magia e a ritualística, fizesse bem a Umbanda.

A Umbanda não surgiu no Brasil, apenas resurgiu. Foi revelado, retrazida a era por revelações a médiuns importantes. Fatos históricos, citam eventos bem antes de Zélio! Será que o Caboclo das 7 Encruzilhadas pairava no espaço? Será que não tinha falange? Claro que tinha! O termo Umbanda, não surgiu do nada. Mas, todos que renegam seu caráter iniciático, fazem como os falsos cristãos do marketing da fé, preferem passar pela porta mais larg.

Por isso, preferem professar o evangelho e não cumprir sua missão. E a missão de um médium, não é apenas incorporar e dar sopa em abrigos ou falar de caridade o tempo todo. Mas, muito mais que isso. Existe o carma familiar, pessoal, social, além de ter compromissos, sacerdócios, comprometimento com a magia sagrada, com a cura e com as iniciações. Naquela época, estabelecido pelo Caboclo, foi dito o seguinte: As sete linhas que foram ditadas para a formação da Umbanda são: Oxalá, Iemanjá, Ogum, Iansã, Xangô, Oxóssi e Exu. Ou seja, o Caboclo jamais renegaria os orixás. E orixá na Umbanda, pela ancestralidade africana, como o próprio caboclo citou, é o mesmo que atua no Candomblé. Orixá é senhor da luz em qualquer espaço!

O Caboclo das 7 Encruzilhadas era apenas um mensageiro, não era um orixá criador, não tem poder pra formar uma religião do nada. A Umbanda apenas ressurgiu numa era de readaptação. Mas, confundiram as palavras do Caboclo, até porque seu médium era simpatizante do espiritismo, e sabemos bem que a fé do médium influi na ação do seu guia, pois nem sempre ele quer entrar em choque apenas se adapta a fé do seu guiado. Devemos lembrar que essa refundação ou ressurgimento da Umbanda, se deu após Zélio não ser bem aceito e ter sido vitima de intolerância dos espíritas, mas, ele mesclou o espiritismo com os conceitos africanos, indígenas e cristãos. Porque sua fé era toda influenciada pelo catolicismo. Por isso as mensagens, sempre de caráter e inclinação cristã e bíblicas. E a partir dai tantos terreiros como nomes de santos e tanto sincretismo, até mesmo pra se defender dos ataques. Mas, Pai Matta e Silva, foi quem melhor captou as mensagens do Caboclo das 7 Encruzilhadas e viu que não podia jamais renegar o Axé e poder ancestral africano.

E basta ler com cuidado as revelações do Caboclo que toda sua trajetória e reencarnações estão ligadas a inquisição da igreja, sendo seu espírito muito influenciado por suas existências, todas ligadas ao cristianismo e aos ancestres brasileiros. Mas, mesmo assim ele não renegou os orixás, como certos puritanos desinformados, querem fazer hoje em dia! Ele mesmo afirmou: "Eu, porém, sou da falange de Oxóssi, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão". Ou seja, ele pertencia a uma falange, tenha regência de um orixá maior, de um raio, não estava no vazio e sabia bem a importância da hierarquia astral e ancestral. 

Mas, hoje em dia, a fim de impressionar os adeptos e não chocar com os ritos necessários da magia ancestral, só querem incensar imagens, tocar e dançar, sem iniciação e sem os ritos que a ancestralidade requer. Ignoram, mesmo que lendo a Bíblia a trajetória dos sacerdotes, escolhidos como Moisés, que foi iniciado ao longo dos tempos pra cumprir uma missão. Pois suprimiram da Bíblia todo o caráter iniciático que só a cabala judaica ainda enxerga. E assim muitos se dizem "brancos", com traços educados, renegando o lado primitivo, puro e original do ser. São adeptos modernos da nova era que renegam o orixá. Evitam falar da Esquerda e da sua importância e associam exu ao mal!


Mas, a cabal sábia e profunda nos ensina muito bem - “E o Eterno, Deus, disse: ‘Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal, e eis que agora ele pode estender sua mão e tomar do fruto’” (Gênesis 3:22). Ou seja, como a Torah e Pentateuco de Moisés reconhece, o homem só será como o ser Supremo e seus ancestres divinos, se conhecer o bem e o mal. Por isso, não adianta, casas excêntricas, com pessoas excêntricas que apenas se vestem de branco e se dizem apenas "brancos", se eles não conhecerem o mal que há dentro de si e o que tem que ser feito como iniciação.

Antes do pecado, Adão e Eva não conheciam o mal, mas tudo mudou quando ambos comeram da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Nesse momento, costuma-se falar que houve uma queda, mas lendo o versículo mencionado acima, vemos claramente que nesse momento o homem é comparado a Deus e aos anjos: ‘o homem se tornou como um de nós’. Como pode ser? O que realmente houve nesse momento? Uma queda ou uma elevação espiritual? O segredo jaz na natureza do bem e do mal. Então queridos irmãos que querem buscar uma Umbanda profunda e original de verdade, que se interliga a todos os pontos ancestrais e raios cósmicos, e não apenas a elementos brasileiros adaptados pra impressionar. Saibam que só se eleva ao nível do orixá, o orí de cada um, quando se conhece o bem e o mal dentro de cada um. Dentro de si e dos outros. Conhecendo sua missão, suas provas e seus dons. Não é fugindo das trevas que garantimos a luz. Na verdade, é vencendo as trevas que merecemos a Luz!

O processo de criação do mundo é, essencialmente, um processo de separação (Deus separa a luz da escuridão, a água superior da água inferior, a noite do dia etc.). Por outro lado, o trabalho de retorno e correção do mundo é um de integração e de unidade. Do ponto de vista cabalístico, mais do que considerar um estado como ótimo e outro como indesejado, o mais correto é perceber que ambos os estados de existência possuem suas vantagens e desvantagens. Assim, em um estado paradoxal que pervade a natureza, chamado pelo Zôhar de mati ve lo mati (tocando e não tocando), podemos dizer que Deus ao mesmo tempo queria que Adão tivesse o conhecimento do bem e do mal (e por isso plantou a árvore bem no meio do jardim) e não queria (e por isso proibiu a ingestão do fruto).

O processo de birur que promove a integração de bem e do mal consiste, portanto, em olhar o mal, reconhecê-lo, enxergá-lo (não ignorá-lo) e ver o que há nele de bom e necessário para a criação do mundo, apreciando seu valor e importância na estrutura do universo. Esse é o significado de ver e extrair a centelha de luz do meio da sombra. Nesse momento, o mal deixa de ser mal, pois é possível. O bem e o mal devem ser reconhecidos como entidades existentes e ambas necessárias em igual medida. É por isso que a Cabala ensina que essa integração é feita pela Será de Chochmá (Sabedoria) que, por sinal, é a fonte de Chéssed, o amor e a união . No estado perfeito, o mundo e o homem devem promover um casamento do bem e do mal. Segundo a Cabala, o homem e o mundo hoje vivem em um estado em que há centelhas de luz (bem) imersas e presas nas Klipot e no Outro Lado (o mal). Assim, bem e mal não estão integrados, mas em estado caótico e de batalha. O processo de birur consiste em extrair essas centelhas de luz do meio sombrio em que elas se encontram.

Esse estado é simbolizado, dentre outras coisas, por Tiféret, a Sefirá equilíbrio entre Chéssed (bem) e Guevurá (mal). Jacó, como arquétipo máximo de Tiféret, representa a coexistência do bem e do mal, como é bem fácil ver ao ler a sua história. Nele, o bem não é considerado o oposto do mal, mas, pelo contrário, bem e mal estão em uma integração dialética que pervade todo seu ser. Nesse momento, chega-se a um estado de não dualidade, em que bem e mal não são duas categorias de valor, mas duas existências que podem, cada uma, ser boas ou más, ou, melhor, ambas não são nem uma nem outra, apenas são. E é por isso, que o segredo de Exu, é um dos fundamentos mais importantes do culto ao orixá, pois sem entender o lado oculto do homem e da alma, o inconsciente e o carma, o homem jamais evolui. Assim, não podemos perder o tempo apenas em faz de contas, lendo pregações bíblicas e mensagens de desencarnados, pois Moisés, Abraão ou mesmo um médico alemão que morreu na segunda guerra mundial, já cumpriram seu papel e cada um de nós temos nosso papel em particular. Não devemos passar a vida todo pautados pelo que disse Moisés ou qualquer outro patriarca e renegar nossa ancestralidade, missão e dons. Temos nosso carma a cumprir. E só aceitando e buscando compreender nosso lado escuro é que vamos liberar a luz que há dentro de nós! E como uma mulher vai se iniciar na Umbanda, buscando apenas seu orixá, sua caboclos e sem entender sua Pombagira, seu Exú, seu lado sombrio? Como ela vai superar seu carma, admitir seus erros, superar seus traumas, apenas com cantigas e dancinhas ou leituras bíblicas? Evidentemente nada contra a Bíblia, mas, cada missão tem seu preço, cada religião tem seus ritos, não devemos nos curvar a ditaduras da fé, só porque parece maioria ou mais aceitável. Temos que buscar as tradições ancestrais e não agir por sensacionalismo e por querer seguir no caminho da maioria. Por isso o próprio Cristo Planetário disse: "muitos são chamados, mas, poucos os escolhidos", ou seja, seguir a maioria, parece o mais fácil, mas, quase sempre está errado!

Esse é o segredo do ensinamento do Zôhar de que todo ser humano deve “ofertar um presente ao Outro Lado” (147b a 148b). Esse é o segredo do bode de Azazel ofertado pelo Sumo Sacerdote, da ida de Israel ao Egito e da descida dos patriarcas para as terras fora de Israel (Egito, Gerar, Haran etc).O próprio ato de ir até o mal, para reconhecer sua importância e, mais do que isso, sua existência divina, é considerado dar um presente para o Outro Lado. A pessoa que se separa do mal e o repele como se ele não existisse está justamente colocando o mal em uma posição especial, ajudando-o; fazendo com que ele se fortaleça e, posteriormente, retorne com mais força e poder. É por isso,  que tem as oferendas, os ritos, assim como tinham as oferendas dos hebreus, que entendiam muito mais da ritualística que os cristãos confusos e quase sempre perseguidos pelos poderosos e que tiveram que adaptar e esconder seus dons espirituais.

Uma grande lição sobre isso se encontra na história de Jó. Cabalisticamente, o grande erro de Jó foi oferecer sacrifícios de elevação apenas (Jó 1:5), indicando, portanto, seu desejo mais interno de se conectar apenas com o lado da santidade. Com sua recusa em dar uma porção para o mal, de reconhecer sua existência interna, e de acalmá-lo e subjugá-lo, Jó conseguiu irritar esse seu lado: assim, o Diabo aparece e toma conta da vida de Jó, fazendo com ele tudo o que o texto descreve.

Da mesma forma tem hoje em dia "muitos Jó" que se acham puritanos, superiores, brancos e melhores, mas, que nunca descobrem o próprio mal interior. Desfazem das tradições, dividem as nações, as crenças, a magia sagrada é descartada e insultam Exu e outras forças divinas. Mas, seu carma lhe será cobrado e toda confusão seja feita por quem for, será acrisolada, como ouro no fogo.  Todo ser humano precisa acalmar e pacificar o seu lado mal, o que acaba sendo um modo de subjugá-lo. Ao dar um presente ao mal, o homem atrapalha seus planos e enfraquece sua capacidade de causar problemas. O mal que convive pacificamente com o bem não é mais mal. Por isso, não devemos apenas ficar inebriados pelo belo, achando que aquilo que definimos como "feio" seja ruim! Como diz o ditado sábio e popular, "nem tudo que reluz é ouro". Sabemos que Satanás, tentou Jesus, em forma de anjo de luz. Enquanto que profetas viam seres de várias cabeças, estranhos e medonhos e eram querubins. Então, não julgue apenas pela aparência. Não é só porque um lugar é todo branquinho e apenas lê-se a Bíblia que é o "paraíso". As vezes um terreiro normal ou simplesinho, pode está cumprindo sua missão muito mais. 

Hoje em dia os terreiros preferem se identificar como "tenta espírita, fulano de tal...", ou seja, a Umbanda, tá sufocada pelo espiritismo, pelo cristianismo e tá morrendo. Renegando os orixás e abandonando as tradições magisticas e ritualísticas. Apenas vejo o Mestre Rivas, um passo ou mais, à frente. Ele sim tá estudando e decifrando a magia e buscando aprimorar a verdadeira síntese como fez Matta e Silva!

Mas, mesmo as editoras, agem nesse comportamento populista. Por isso, não entramos numa livraria em nenhum lugar do país, pra encontrar livros de Umbanda de verdade, que fale da verdadeira magia, dos pontos traçados, das raízes e das cerimônias. Apenas vemos livros e mais livros que falam de uma suposta "umbanda cristã/kardecista", com mensagens repetitivas, puritanas e que não soma nada a quem vai buscar conhecimento ancestral e ritualístico.

Eu mesmo estou jogando a toalha, mesmo sonhando escrever tantas coisas sobre Umbanda, vejo como que falar no deserto. Num país ditado pelo cristianismo, é inútil. Apenas veremos a Umbanda morrer, ou sobreviver numa falsa imagem, sendo pregada por pessoas com uma Bíblia numa mão e livros de Kardec na outra. Como se o primitivo dos orixás fosse ruim e o bíblico fosse vip e culto! Mas, estarei aqui sempre escrevendo sobre esoterismo. E a Umbanda vou preferir deixar nas mãos dos puritanos, que teimam em dizer que ela é cristã. Só falta alguém dizer que a Umbanda foi fundada pelos "Apóstolos de Cristo" ou que o Caboclo das 7 Encruzilhadas é a reencarnação de algum "santo católico"! Enfim, quem  tem ouvidos ouça. Busque,  tente estudar, sem apenas ficar preso a falsas pregações. Sem renegar a sagrada astrologia, que nem mesmo o Cristo e sua história ficou longe. Pois quem primeiro visitou foram os magos astrólogos. Além disso a estrela de Davi, de Salomão ou do Salvador, são os símbolos mais sagrados da espiritualidade, junto com a cruz que representa também saber astrológico e espiritual.


Como bem resume o Zôhar (34a): “Assim como Jó se separou do mal e não integrou bem e mal, assim Deus o julgou com a mesma medida: Ele primeiro lhe deu o bem, depois o mal, e depois o retornou para o bem. Por isso é propício que uma pessoa conheça o bem e o mal e se dirija ao bem – esse é o segredo da fé”. Que sabe bem o que é orixá, sabe também da importância da iniciação, assim como os magos sabiam e como os escolhidos sabiam. E quem sabe sobre iniciação sabe bem que é importante a magia, os ciclos astrológicos, o axé, Exu, a Pombagira e a hierarquia ancestral dos orixás. E não apenas guias de segundo escalão. 


O que a discussão feita acima mostra é que devemos nos aproximar do mal, reconhecer sua existência, sentir a força de sua vontade e desejo. Precisamos entrar em contato com ele. É esse o significado de dar uma porção para o Outro Lado. Isso é feito, como dito anteriormente, justamente para pacificar e, assim, subjugar o mal. Na discussão até aqui, vemos, portanto, três níveis de vivência humana: 1) Nível de Jó (e Adão antes de comer do fruto) – onde só o bem é visto e o mal é ignorado 2) Nível de Adão (após comer o fruto) – bem e mal são conhecidos mas não estão integrados 3) Nível de Jacó – bem e mal são conhecidos e vivem em integração. 

Aqui vemos claramente o contraste espiritual entre Jacó e Jó. Jacó se tornou símbolo da coluna do meio porque conseguiu integrar bem e mal. Foi nesse quesito que Jó errou, trazendo, portanto, um grande mal para si e para o cosmos (o mesmo ocorre com Adão antes de comer do fruto). Falando em termos práticos, o que esses ensinamentos significam no que diz respeito aos comportamentos que uma pessoa deve manifestar? Cabalisticamente, diríamos que parte do trabalho de elevação de uma pessoa é entrar no jardim de impureza. Assim, ao se falar em jardim, lembremos de Ossaím que cuida dos segredos do Jardim Sagrado, que revela toda essência da árvore da vida e da cura de si mesmo e das almas. Como também Oxóssi, o grande Caçador de Almas, o guerreiro e mensageiro, que diz que o homem jamais deve temer os perigos da floresta interna ou externa. Como também da serpente, Dã ou Oxumaré, com o poder de transformar a si mesmo, a conhecer o bem e o mal dentro e fora de si e transformar-se apenas e luz e reviver.

Também nesse jardim os mistérios de Exu, que mostram nosso inconsciente, desejos e todo veneno do fruto do conhecimento, mas, que é necessário pra que possamos evoluir. E tem ainda os demais orixás, os arquétipos, os fenômenos regidos por eles, como também os elementos que criam a vida. Apenas com dança e seguindo religiões que se impõe, o homem não se descobre, não revela seu carma pessoal e jamais vai se integrar ao carma coletivo e apenas vai seguir como ovelhinhas, seguindo a maioria dominante.


Ao se recusar a dar uma porção para o mal, Jó e Adão negavam (ou desconheciam) totalmente sua exis-tência e buscaram focar apenas no bem. Ao fazer isso, ambos separaram o bem do mal, ao invés de integrá-los em uma totalidade dialética. Cabalisticamente, podemos dizer que é justamente a pessoa que foge do mal aquela que faz com que o mal a visite. Entrar nesse jardim e conhecer o mal, no entanto, não signica fazer o mal, ou, na linguagem bíblica, cometer o pecado. Como a própria sabedoria do português nos mostra, quem “faz” o mal está realmente criando o mal, fortalecendo-o e ajudando-o, mas não integrando-o. Ao entrar em contato com o mal e reconhecer sua força e vontade a pessoa consegue domesticá-lo e fazer com que ele viva em harmonia com o bem. Nesse momento o homem chega ao estado que a Cabala chama de santidade, que nada mais é do que um estado de união, de não dualidade, de integração dos opostos. Ao aprender a fazer isso, o ser humano passa a conhecer o bem e o mal não como Adão no Paraíso, mas entendendo sua base comum e unitária. 

Muitas pessoas perseguem o lado primitivo do culto ao orixá, como se o ato de crucificação citado na Bíblia fosse a coisa mais natural do mundo. Como se os ritos ou fé hebraica, jamais tivessem existido. Como se os hebreus, em especial Davi e Salomão nunca tivessem feito sacrifício no templo. Como se os levitas não usassem oráculos pra analisar os acontecimentos da coisa e como se não houvesse iniciação. Enfim, se prendem a Bíblia, como se ela não derivasse de outras culturas, como a cananeia, babilônica e mesmo a egípcia. Como se não tivesse conhecimentos ocultos, como dos essênios e outras triplos de Israel, como por exemplo os nazarenos. Enfim preferem uma Umbanda de faz de conta. Que vende mais e que arrasta mais adeptos...

Axé a todos!

Carlinhos Lima e que Oxalá e todos os orixás abençoe aos verdadeiros buscadores!


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sábado, 29 de agosto de 2026

Os ritos no Candomblé

 
Os ritos no Candomblé
Os ritos no Candomblé


O termo "candomblé" era usado inicialmente para designar apenas certo tipo de dança, mas passou a significar também o próprio ritual religioso dos negros africanos. A principal diferença entre os vários tipos de candomblé existentes no Brasil é a origem étnica. Existem, entretanto, quatro características comuns e importantes para caracterizá-lo como de origem africana: a possessão pela divindade, o caráter pessoal da divindade, o oráculo e o despacho de Exu. Há quem faça distinção entre o candomblé e a umbanda enquanto rituais. Ambos são religiões afro-brasileiras, mas a umbanda se caracteriza pela mistura do candomblé e do espiritismo, estando, dessa forma, voltada para os feitiços. 




O termo Quimbanda, é usado para definir a parte da umbanda que é voltada para magia negra, conhecida como: macumba. Mas a verdade não se traduz apenas nisso. Na verdade a Quimbanda é responsável pelo equilíbrio ritualístico, tanto quanto a Umbanda e tão necessária quanto. Pois sem a Umbanda não se conhece certos conceitos e do mesmo jeito também a Quimbanda, apresenta a nós todo o trabalho necessário das Linhas de Esquerda, como as de Exu, por exemplo. No candomblé utilizam-se mais as danças e os trabalhos com forças advindas da natureza, como as do mar, do fogo, do ar, dos rios e florestas, representadas pelos orixás.

O candomblé praticado atualmente se encontra modificado, marcado por forte sincretismo religioso, decorrente das influências culturais dos brancos e indígenas. Essa foi uma alternativa de sobrevivência da religião. Entretanto, nos dias de hoje, observa-se a tentativa de retomar as tradições africanas, afastando os elementos católicos de seus rituais. O candomblé distingue-se dos outros cultos por não ser praticado diante do altar, mas dançado de forma primitiva nos terreiros, com cantos envolventes ao som do agogô e do atabaque, considerado instrumento sagrado por transmitir a mensagem dos deuses.

Acredita-se que durante o ritual os orixás descem do mundo desconhecido e incorporam-se em seus filhos, chamados cavalos, concedendo-lhes poderes de atuação para o bem e para o mal. Os filhos-de-santo, na maioria do sexo feminino, são os sacerdotes dos orixás, assim como os padres são os representantes de Deus na Igreja Católica. Nem todo, porém, são preparados para "receber" os santos. Existem os que cuidam dos cavalos quando os orixás "baixam", os que sacrificam os animais, os que tocam os atabaques e os que preparam a comida. Os búzios, usados como instrumento de adivinhação, é que vão dizer qual a função de cada um.



Para cada orixá há um canto, dança e indumentária especiais. As cerimônias acontecem de preferência em locais afastados, à noite, e em contato com a terra, que transmite as forças da natureza. Sua estrutura, chamada "ordem de xirê" (brincadeira, na língua iorubá). divide a festa em três partes. A primeira acontece à tarde, com sacrifícios e oferendas. A segunda é a festa em si, à noite, na presença do público, quando os filhos-de-santo "incorporam" os orixás. E a terceira fase, o encerramento, com a roda de Oxalá, o deus criador do homem.

A entrada para essa hierarquia é a indicação do orixá. É o que se chama bolar no santo. A partir daí, o abiã (noviço) tem de se submeter aos rituais de iniciação cerimônias do bori, orô e saídas de iaô.

Um recém-iniciado passa de um a seis meses vivendo dentro de severas restrições. É o tempo de quelê o período em que o abiã usa um colar de contas justo ao pescoço. Enquanto usar o quelê, ele deve vestir branco, comer com as mãos e sentar-se só no chão. Estão proibidas as relações sexuais e os pratos que não sejam os de seu orixá. As obrigações não terminam por aí: o iniciado terá de cumprir ainda três rituais depois de um ano, três anos e sete anos , com sacrifícios, toques e oferendas. Só depois ele pode se candidatar a ebômi, o degrau seguinte da hierarquia.

As danças do candomblé são executadas com movimentos exóticos de braços e pernas, conforme cada orixá, com os olhos fechados ou arregalados, e chegam a causar alterações fisionômicas em quem as pratica.
Através desse ritual, o candomblé perpetua-se e sua prática se espalha por todo o Brasil. Encontra-se também associado aos cortejos do ciclo carnavalesco, como afoxés,e maracatus, enriquecendo e fortalecendo, dessa forma, as festas afro-brasileiras e o folclore nacional.
TIPO DE CANDOMBLÉS
Há quatro tipos de candomblé:
O Queto, da Bahia, o Xangô, de Pernambuco, o Batuque, do Rio Grande do Sul, e o Angola, da Bahia e São Paulo. O Queto chegou com os povos nagôs, que falam a língua iorubá . Saídos das regiões que hoje correspondem ao Sudão, Nigéria e Benin, eles vieram para o Nordeste. Os bantos saíram das regiões de Moçambique, Angola e Congo para Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Criaram o culto ao caboclo, representante das entidades da mata.
A mistura com o catolicismo foi uma questão de sobrevivência. Para os colonizadores portugueses, as danças e os ri- tuais africanos eram pura feitiçaria e deviam ser reprimidos. A saída, para os escravos, era rezar para um santo e acender a vela para um orixá. Foi assim que os santos católicos pegaram carona com os deuses africanos e passaram a ser associados a eles. A partir da década de 20, o espiritismo também entrou nos terreiros, criando a umbanda, com características bem diferentes.
Assim, o candomblé já se incorporou à alma brasileira. Tanto é que o país inteiro conhece o grito de felicidade a saudação mágica que significa, em iorubá, energia vital e sagrada: Axé!

TERREIROS

Os terreiros são comunidades de vida em que a visão de mundo africana se mantém presente e viva; em que a reconstrução familiar- clãs continua subsistindo e em que a vida comunitária revela os traços culturais dos africanos.

Todos os membros se encontram unidos na mesma fé, protegidos pelos orixás, submissos a uma autoridade religiosa e espiritual, na qual uma solidariedade econômica religiosa, fundamenta a corresponsabilidade do trabalho.

Os membros estão unidos como uma parte num todo por laços consanguíneos de iniciação e por referências a um mundo acompanhado pelos ancestrais.

A autoridade espiritual e moral é concentrada nas mãos dos “pais” ou “mães de santo”, chamados também de “babalorixás” ou “ialorixás”. O nome “mãe” e “pai” significa que os adeptos aceitam uma segunda educação pelas mãos de pessoas significativas em suas vidas.

Cabe aos chefes do terreiro presidir as cerimônias religiosas, receber os convidados, raspar a cabeça dos iniciados, supervisionar os ritos e apontar os novos iniciados.

domingo, 12 de julho de 2020

Poder ancestral: A magia de Umbanda Astrologica




PESQUISAS ASTROLÓGICAS E DE MAGIAS


Ser um mago de magia astrológica é algo de uma combinação não muito fácil, além de estudo e disciplina é preciso dom e escolhas. "Um pouco de conhecimento é uma coisa perigosa" é, naturalmente, um problema perene e quem de nós não tenha caído na armadilha de ter opiniões fortes sobre um assunto que a nossa profundidade ou superficialidade e do conhecimento torna-se prudente? Mágicos que é absolutamente normal no entanto, estão representando a ideia de que eles não podem simplesmente fazer magia astrológica sempre que desejar. 


Magica, é apesar de tudo, sobre a vontade e sobre o exercício do poder e influência. O mago vê a interligação de todas as coisas no cosmos através de laços espirituais da simpatia e diz: "Ei, o que posso fazer com com isso?" O mago precisa exercer a sua vontade, precisa de sentir que são o fulcro da operação mágica.

A vontade é, portanto, uma exigência profissional, por assim dizer. É também a razão que os magos tendem a ser auto-absorvedores, argumentativos, auto-centrados, ego-maníacos. Um mágico, dizendo: "Eu não gosto de calendário astrológico, porque eu quero fazer mágica quando eu quero" é tão individualista como um garoto de fraternidade que diz: "Eu não gosto de beber antes da idade 21 anos". Um deles no entanto, pode ser ser um mágico que não se importa com a restrição externa como um garoto de fraternidade que não é um bebedor compulsivo, isso na verdade depende do dom e equilíbrio de cada um.


Ainda assim, é realmente mais fácil para ensinar astrologia para um mago que a magia para um astrólogo. Mas, cada caso é um caso, existem exceções, missões e escolhas. Claro que um astrólogo moderno vai estar assustado com a ideia da magia porque sua astrologia é "científica" gravidade ou magnetismo ou algo assim. A associação de magia e astrologia é apenas um anacronismo constrangedor astrologia e logo estará tomando seu lugar, juntamente com a química e biologia.

O que é tanto mais estranho é a rejeição bastante difundida de magia pelos astrólogos tradicionais. Eles geralmente reconhecem a base espiritual da astrologia compartilhado por magia, mas não têm nenhum desejo de fazer magia e freqüentemente têm uma aversão quase instintiva a ela. E no fundo é melhor assim, porque magia além de Sagrada, séria é ao mesmo tempo perigosa, foi pelo uso e abuso de rituais banais, simpatias populares ou feitiços baixos que muita gente se perdeu nos caminhos da espiritualidade.



Parte deste, é claro, é profundamente judaico-cristã que a programação é inconscientemente hardware na sociedade moderna, mesmo para os pagãos, conscientemente, que olha para a magia com grande suspeita. Ainda assim as perspectivas de base astrológica é a força fundamental.

Novamente, se considerarmos que o cosmos é um grande ser espiritual, ligados por simpatia espiritual e correspondência, em seguida, o astrólogo olha para esse padrão de forma passiva, ao contrário do método ativo do mágico, e vê os ciclos do céu refletindo os ciclos da Terra .

Estes realmente não estão configurados para fazer muita coisa, embora! Usando vezes o conhecimento eletivo e escolhendo a forma de agir é quase tão longe como um astrólogo compreenderá as formas de se fazer magia de maneira confortável indo com uma segurança maior nas suas buscas. Ou seja, prudencia, conhecimento e prudencia são necessários ao aliar-se magia e astrologia.

Novamente, é engraçado ver os astrólogos insistindo que eles têm sólidas, individualista razões para não fazer mágica quando, na verdade, na maioria das vezes eles estão simplesmente fazendo o que os astrólogos fazem. Na verdade temos mesmo é que estarmos abertos as novas ideias, novos conhecimentos e revelações. É assim que surgem as novas técnicas, muitas vezes conhecimentos fantásticos. Foi misturando Astrologia com espiritualidade, Cabala, Tarô, Xamanismo, Magia e agora com Umbanda que surgiram técnicas fantásticas para ajudar em nossa busca espiritual.

Isso faz com que o mago pelos caminhos da sabedoria astrológica uma vez que combinam as duas abordagens um pouco diferentes da astrologia e magia, desenvolvem novos conceitos, formas e revelações importantes. Na verdade, um pato é uma excelente metáfora sendo aquáticos e aéreos e terrestres, para analisarmos toda essa analogia magistica e astrológica. O mágico mundo da Umbanda com termos de magia astrológica precisa usar vontade, mas depois precisa ser paciente e aplicar e que no momento astrologicamente adequado é que as coisas vão funcionar.

Esta combinação de opostos é muito hermético, na verdade. Hermes é um deus liminar, literalmente um deus das portas, que não são nem de fora do edifício, cruzamentos, nem de uma estrada, nem a outras zonas fronteiriças e outros lugares. Pessoalmente, eu sempre amei ter as duas coisas e ser exatamente nem peixe nem carne, que é, eu acho um excelente exemplo de minha admiração ao grande Hermes Trismegistos.

No final, eu também, deveria perceber que os meus impulsos, desejos e talentos não são minhas criações únicas, ou especial, mas uma expressão de que as forças combinadas em mim revelam. Isto resulta da meditação e contemplação de si mesmo e de uma carta natal.

Ainda assim, para aqueles que desejam seguir um caminho verdadeiro hermética, na tradição do Corpus Hermeticum, que magia astrológica tem seus atrativos. Isso não quer dizer que não há abundância de outros caminhos a seguir, a chave é encontrar um caminho com o coração que é adequada para você.




A magia de Umbanda-Astrológica, baseada nos conceitos do Grandes Mestres, como W.W da Mata e Itaoman, são muito importantes, através dos pontos riscados em Pemba, pela configuração do nome iniciativo e esotérico. Além do mais o conhecimento hierárquico que poderá nos ser revelados através do mapa astrológico e em somas, analises ou profundas combinações oraculares.

Climazzen Astrologia e Umbanda-Astrológica  
Magos e Sacerdotes nos tempos antigos



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Pesquisando o Sagrado: A Origem dos Orixás



Estudos afro-brasileiro


Olorum, também conhecido como Olodumaré, criou o universo infinito, as estrelas, os planetas e toda a vida. Desta forma, ele separou o que era imaterial do que é material. Alguns pesquisadores dizem que o imaterial é o infinito, o òrun, um local habitado pelos seres sobrenaturais, pelas entidades, conhecidas como araòruns. Aí residiriam os antepassados e os orixás. Outros dizem que, para manter o controle sobre os seres habitam os mundos que criou, Olorum criou os orixás, cada um deles sendo assim representado, de forma material pelos elementos.

Não existe um culto dirigido especificamente a Olorum de modo que toda a comunicação entre os dois mundos é feita através dos orixás. Alguns historiadores acreditam que talvez originalmente Olorum não existisse, tendo surgido devido à influencia dos cultos maometanos e ocidentais na África, com suas noções de um deus único que centralizasse todo o poder.

O historiador Joseph Kizerbo confirma a dificuldade em definir a verdade a partir da mitologia dos iorubas. Segundo ele, o grande antepassado dos príncipes iorubas é Odudua, ou Oduduwa, ele próprio filho de Olodumaré. Segundo informa, pela tradição islâmica, ele seria Lamurudu, rei de Meca. Seu filho, Okanbi, teve sete filhos que vieram a reinar em Owu, Sabé, Popo, Benim, Olé, Ketu e Oyo. O historiador acredita que, quase certamente, os iorubas vieram do Alto Nilo para estabelecer-se na região, hoje Nigéria, sendo que Ilé Ifé foi o centro de dispersão local, passou a ser reconhecido como a “fonte mística do poder e da legitimidade”. De lá partia a consagração espiritual, e para lá retornavam os restos mortais de todos os reis, da mesma forma que ocorria com as cidades santas para os faraós.

A relação entre os seres humanos e os orixás é mais complexa do que se pode pensar a principio. Alguns historiadores nos mostraram que os Iorubas acreditam na existência de varias almas. A primeira seria o “émi”, a respiração, o principio da existência fornecido aos homens por Olorum. Outra alma seria a “ojiji”, a sombra, que o segue o homem aonde ele vá. A mais importante seria a “eledá”, ou “ipòri”, a alma ancestral que está ligada ao destino dos homens e à reencarnação, e associada à cabeça do individuo, chamada “ori”. Assim, diz-se que orí é ainda mais importante que o próprio orixá da pessoa. E é justamente essa alma ancestral que deverá comparecer diante de Olorum antes de renascer, para que receba um novo corpo, uma nova respiração e um novo destino.

Uma das concepções sobre esse processo explica que cada cabeça – ori – é modelada no orún pelo orixá Ájala, ajudado por Oxalá e pelos Odús, as entidades ligadas ao destino e que são: Ejiobe, Oyédu-méji, Òdfi-méji, Irósun-méji, Òwórín-méji, Òbára-méji, Òkanràn-meji, Osá-méji, Òturúpòn-méji, Òtùá-meji, Irètè-meji, Ofun-méji, e Òsetùá. Então, cada cabeça é modelada utilizando-se uma matéria especifica, formando o ìpòri de cada individuo. Dessa forma, se Àjàlà usar uma pedra para criar a pessoa, ele deverá cultuar Ogum, quando vier para a Terra; se for a água, Oxum, Yemanjá, Erinlé, Yewá, e Olokun. E assim por diante, referindo-se ao elemento primordial que representa cada um dos orixás.

O mestre Jesus reconhecido o elemento do qual o Apostolo Pedro tinha sido criado disse: “Tu és Pedra”. Lembre-se que os místicos sempre associaram esse apostolo ao signo de Áries o qual é regido por Ogum. “Quem tem ouvidos ouça”.

Uma das propostas sobre a origem dos orixás entende que um orixá é basicamente, um ancestral elevado à categoria divina devido ao controle que obteve sobre certas forças da natureza, como o trovão, o vento e as águas, doces ou salgadas. Esses são os orixás que se referem os mitos e lendas. Já os orixás criadores nunca encarnaram e faz parte da hierarquia que governa o sistema.
Esse controle dos orixás evoluídos, também poderia ser visto como uma serie de conhecimentos: sobre a caca, a propriedade dos metais e como utilizá-los, o conhecimento sobre as plantas e como utilizá-las. Após sua morte, esse ancestral teria o poder ou capacidade de encarnar momentaneamente em algum de seus descendentes, através do fenômeno de possessão que ele mesmo provocaria.

Sabe-se que cada cidade ioruba da África tinha seu rei, que era descendente de um herói divinizado ou então a reencarnação do orixá, de modo que alguns orixás cultuados numa determinada região não eram conhecidos em outras regiões. Quando de sua vinda para o Brasil, o culto modificou-se, uma vez que os diferentes grupos de iorubas entrarem em contato uns com os outros, reagrupando-se em torno dos terreiros – os centros de devoção da religião – então formados no Brasil. Foi assim que a religião ganhou o nome de candomblé (cujo significado original, segundo os estudiosos, é “rezar”, ou “orar”), e reuniu sacerdotes e fieis que estavam ligados por parentesco através dos orixás (daí os nomes “filhos de Oxalá e Iemanjá”, e outros mais).

Os orixás representam, portanto, forças elementais, um aspecto da natureza, e também estão associados aos antepassados, aos heróis míticos. E, mais ainda, fazem parte do ser humano, uma vez que cada ser possui seu orixá. Este é, ao mesmo tempo, seu pai espiritual e parte de seu próprio ser. Segundo as crenças do candomblé, cada pessoa apresenta as mesmas características psicológicas, de personalidade, que o orixá a que pertence. Segundo alguns estudiosos, não apenas características de personalidade, mas todos aqueles que pertençam a determinado orixá apresentarão as mesmas características e traços do rosto, composição do corpo etc. Completando suas características, a pessoa ainda reuniria traços de seu segundo orixá, que poderia alterar sua personalidade, da mesma forma que o signo ascendente, na astrologia, modifica as características do signo solar. Por isso á Umbanda Astrológica é mais uma importante ferramenta pra trazer mais luz aos estudos esotéricos referentes aos orixás.

Essa qualidade abre o conceito das relações entre os orixás e seus filhos, não permitindo que ocorra uma espécie de massificação. E, para completar, cada orixá possui, alem de suas características próprias, varias outras manifestações ou qualidades, de forma que um mesmo orixá é geralmente apresentado como mais jovem ou mais velho, inclusive cada um recebendo nomes específicos.

Trago a todos vocês minhas pesquisas e fatos a mim revelados a fim de lançar luz a uma filosofia tão bela que vem sendo tão deturpada. Uma coisa que muito me irrita é ver afro-descendentes “convertidos” a seitas protestantes as quais renegam suas tradições e ancestrais e criticam o que nem sabem direito o que é. Outra coisa que me indigna é alguns “mestres” que se acham donos da verdade e que não repartem seu conhecimento com ninguém só visando confundir as pessoas e tirar proveito disso. O que eu acho ruim também é a briga dá Umbanda e do Candomblé. Eu respeito ambas com a mesma admiração e acho que todos os movimentos afros têm que se unir e trabalharem juntos. Eu acredito pelo que a mim foi revelado que a Umbanda é mais antiga que o CANDOMBLÉ, mas ambas vem da mesma fonte. Já aqui no Brasil o Candomblé é mais antigo que a Umbanda, no entanto ambas tem a mesma importância. Axé pra todos e amor nos corações.

Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
 

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

2018 ano difícil! O ciclo de ajustes e reajustes continuam


A configuração astrológica e ancestral continua difícil


Nós ocidentais, especialmente por influência da Igreja, que queria tirar o foco das festas pagãs, como por exemplo dos solstícios, lunações e por ai vai, aprendemos a dar muita importância a entrada do ano de primeiro de janeiro. Quando na verdade, astrológicamente, sabemos que o mês 1 é o mês do carneiro, que se inicia por volta de 20 de março. Então, fazemos rituais, pedidos, orações e esperamos mudanças, logo na entrada no ano civil, só que astrológicamente, as regências do ano, só mudam mesmo, após a entrada do Sol em Áries. E por toda essa confusão, distorções e tudo mais, é que aposto ainda mais nas tabelas dos caldeus para regências do ano. Assim, como já firmei aqui, Xangô é o regente de 2018, com auxílio de outros orixás, como por exemplo, Iansã, que forma o par vibracional com ele. 

É ano de Júpiter, com o ano astrológico entrando numa terça-feira, o que reforça o apoio de Iansã, mas também nos dá o auxílio providencial de Exu. A astrologia ocidental e os astrólogos brasileiros, costumam ser bem positivistas e cheios de esperanças de que tudo muda para melhor, porém sabemos bem que a vida é bem mais voltada para dar errado do que o contrário. Não se trata de pessimismo não, é realidade, físico e ainda postarei um artigo sobre isso aqui numa outra ocasião. Enfim, eu gosto muito de aplicar a chamada "astrologia pessimista", como por exemplo aplicando sobre o mapa do Brasil, especialmente o da Independência. O Brasil, que sempre foi chamado de "país do futuro", na verdade não leva em conta o quão ruim é o mapa dessa nação. Porém, observado que não somos um país governado por imperadores, creio que é melhor utilizar o mapa da proclamação da república, pois somos sim uma nação governada por presidente e congresso. Ou seja, somos uma república e não uma monarquia.

Bem, num ano de Xangô, Júpiter e com ação de Exu, podemos esperara um foco ainda maior no judiciário. Isso vai puxar ainda toda atenção para as decisões envolvendo os candidatos com pendências na justiça, como é o caso de Lula, Bolsonaro e outros. Se a justiça liberar um terá que liberar todos. Caso libere, perderá ainda mais a confiança do povo brasileiro e isso terá graves consequências cármicas para o país. Além disso, muitos no judiciário sofrerão punições vindas de uma energia poderosa chamada "Inconsciente Coletivo". Ministros, juízes, advogados, promotores ou políticos que afrontarem a justiça e as leis ou a vontade do povo nesse ano 2018, poderá sofrer terríveis punições cármicas. Saturno em Capricórnio, não perdoará, que pessoas em cargos importantes na república, use seu prestígio e poder pra fazer mal ao país ou pra encobrir maus feitos.

No próximo poste, trago mais dados e mais previsões...

Axé

sábado, 14 de maio de 2016

Disputa nas eleições americanas: Donald Trump e Hillary Clinton - o poder astral e ancestral de cada um deles

Disputa nas eleições americanas: Donald Trump e Hillary Clinton
Disputa nas eleições americanas: Donald Trump e Hillary Clinton

US Presidential election: Trump and Clinton


A corrida presidencial 2016 do EUA, tem sido tudo menos previsível. A partir de candidatos de fora, como o polêmico Donald Trump que com seu jeito todo fora do normal, conseguiu uma subida ao topo do Partido Republicano para candidatos legados como o ex-secretária de Estado Hillary Clinton  é um desafio grande derrotá-lo para garantir a nomeação democrata já tem sido um grande sacrifício para ela. Se especialistas e pesquisadores não foram capazes de ver um caminho claro para a Casa Branca, poderia o universo conter as respostas para a liderança o futuro do país? Como por exemplo, os oráculos, a astrologia ou outro método de análise esotérica? E com no ciclo eleitoral deste ano através da análise planetas e vibrações, as energias são mesmo revolucionárias, anarquicas e surpreendentes. O impeachment da Dilma no Brasil, faz parte desse grande "balé cósmico dos astros no céu" e também da medida de forças das vibrações cósmicas, as quais podemos inserir os orixás, anjos e devas.

A coisa mágica sobre a astrologia é que você é completamente único nenhum gráfico nunca vai ser replicado de novo, assim, cada indivíduo é único no universo. E assim o empresário bilionário, polêmico e surpreendente, pode ser definido como "o candidato do caos ou do desarranjo" com sua imprevisibilidade na campanha eleitoral e nos meios de comunicação. Donald Trump nasceu em uma lua cheia e isso pode nos esclarecer como ele consegue chamar atenção diante das massas. Ele tem dois planetas muito importantes na casa de honras, prêmios, realização e fama (X). Ele tem o sol, que é muito importante porque é aí que você brilhará para que ele brilhe em sua profissão, além disso o planeta que move seus objetivos é o mesmo que direciona a fortuna, explicando-nos assim, como conseguiu seus bilhões.

A coroa astrologica do magnata imobiliário mostra Urano, o planeta de eventos imprevisíveis e gênio, uma combinação que melhor exemplifica Trump. Urano, a oitava superior de seu astro de fortuna e conquistas, se coloca ao lado do eixo do dragão, mostrando seu enorme potencial pra política e pra conseguir juntar as massas em torno de suas ideias. Esse mesmo Urano, se posiciona em oposição a Lua e rege sua casa 6, onde se encontra a Roda da Fortuna, assim, riqueza por meio do trabalho. E se podemos inserir orixás nessa análise, mesmo ele não tendo sangue negro e sendo de raça branca, não podemos descartar os orixás tanto como raios cósmicos e signos, também não podemos esquecer que o Continente Africano é a origem de toda ancestralidade humana. Assim temos um candidato polêmico, regido por Omulú como Pai de Cabeça, Iansã como Mãe de Cabeça, Ibêjis de Frente, com Ogum no comando se sobrepondo (por isso atitudes impensadas e até ingênuas) e com Exú na cabeça com Oxum de adjuntó, por isso tamanha fortuna.

Para se ter gênio que você precisa para quebrar as coisas e se assemelha-los em uma nova síntese. Donald Trump é bom em estratégias, tanto que ele sempre vai seguir um caminho não-tradicional. "Ele pensa em formas não tradicionais, ele pensa com ideias revolucionárias, ele é uma ideia em pessoa que você sempre sabe o que ele está pensando, porque ele vai dizê-lo e ele tem muita energia, mas, o que surpreende é que ele é capaz de se adaptar as maiores adversidades e capaz de encarar qualquer oposição. Marte é o guerreiro que ele não tem medo de batalha, agindo sobre seu Ascendente e revelando a energia de Ogum com forte impulso de uma criança traquina. Ao longo de sua campanha Trump não se afastou da controvérsia ou uma batalha com um rival, sugerindo que ele só ataca quando alguém ataca-lo primeiro. Olhando para a corrida de 2016, vemos que ele está preparado para uma série de críticas.

O que você tem agora não é nem de longe tão ruim quanto o que está por vir. Em termos de Trump. E recorrendo a pátina 191 do meu livro OS SENHORES DO DESTINO - UMBANDA ASTROLÓGICA, podemos observar a coroa ancestral de Trump. Então vemos Odi-Irosun, regendo a coroa ancestral e astrológica de Donald. Isso nos remete a página 168, com o odu 101 - E este odú, nos fala de que Oxum, se mal cuidada é um risco, a pessoa pode subir e ser derrubada por Oxum, caso ela não esteja de acordo. E essa luta política atual de Trump contra uma mulher, é muito simbólica. No entanto, vendo que Donald é um vencedor e que é muito rico, o que é uma das grandes bênçãos da deusa do ouro Oxum, podemos deduzir que a sua Oxum é completamente favorável e isso é um péssimo sinal pra Hillary Clinton.

Então pra constatar que essa Oxum, funcionou muito bem pra Donald, verificamos a bênção de um outro orixá, que dá sorte nos jogos, estratégias e política que é o grande Orunmilá. Orumilá, pode ser constatado no mapa de Trump, unido com Xangô, voltados a conquistas, fama e fortuna. E por isso o cara é um grande bilionário. E neste odú, portal sagrado de Orumilá, vemos que aqui se aprende que, enquanto todo o corpo adormece, o nariz continua acordado e trabalhando. Neste Odu nasceram os hemisférios cerebrais. A pessoa se desequilibra a partir da infância por assistir certas coisas que lhe traumatizam para sempre. Os filhos deste Odu não podem cuidar de loucos para não ficarem abalados mentalmente. Existe um Egun que os acompanha durante a noite. São assim, pessoas, como Trump autossuficientes e ninguém é capaz de exercer poder ou domínio sobre eles. São pessoas altamente espiritualizadas, mas, podem distorcer os conceitos e virar intolerantes. Não encontram segurança e nem se prendem a nada, mas, tem poder pra passar por cima de todo adversário.

Já recorrendo a soma dos odus, pela data de nascimento, como demonstrada na página 217 do livro de Umbanda Astrológica,  vemos que Ogbedi, que é um odú bem dinâmico, é que impulsiona as atividades materiais de Trump. Com Okarnsode, regendo seus trabalhos e profissão, já suas emoções, espiritualidade e força oculta, está no odu Ogunda'Yeku, um portal sombrio e que gera todo esse caos e polêmica representada na imagem de Trump. Mas, o centro de sua coroa é bem mais harmônica e que gerou toda sua boa sorte pra riqueza, pois temos o portal Obara-Irosu. E assim vemos que espiritualmente, Trump tem a energia da riqueza e sucesso. No lado material tem o impulso de Ogum-Exu e no portal onde Omulú vem pra guerrear, mexer nas tradições e tocar em feridas abertas pelo preconceito ou intolerâncias. É o odú, onde Omulú foi tomado por Egún e vem guerrear com os homens.

Assim essa coroa de Trump é poderosa. E apesar de Oxumaré está gerando muitos bloqueios, ele é um poderoso concorrente que pode chegar a Casa Branca. Até porque a força de Plutão, lhe impele a superar e se adaptar-se nas novas metas finais da campanha. A tendência é que não faça um bom governo, caso chegue lá, além de poder gerar muitos conflitos diplomáticos, inflamar ódio e gerar distúrbios. Mas, como eu disse, ele tem um grande poder de transformação e adaptação, o que pode surpreender a todos até mesmo dentro do governo.

No lado democrata, nosr diz gráfico de Clinton mostra muitos planetas em Escorpião que significa a sua força na liderança. E Escorpianos tem talento é 'eu te dou isso, você me dá aquilo.' Ou seja, é boa negociadora. E muito boa em poder de manipulação,  gosta de ter controle. E a subida de Clinton ao topo na arena política continuará a ser atendidas com desafios no entanto suas palavras mais prudentes que as do adversário são pontos a seu favor. Hillary Clinton é muito discreta. Ela não vai divulgar quaisquer segredos, ela tem Marte, o planeta guerreiro no topo na casa de fama e honras, sendo assim também é muito obstinada. Assim, se Trump tem Ogum de frente ela tem este orixá sobre sua coroa, impulsionando as metas e alcançar é objetivo quase uma teimosia.

Ela tem conseguido tanto até agora em sua vida, mas não foi fácil, porque Saturno e Plutão estão certos em sua cauda, como depuradores. As pessoas que a apoiam são como cola, então eu diria a ela se o seu trabalho for a contento, terá sempre apoio, mas, pequenos deslizes, gera logo ataques inesperados.  Hillary é forte e articulista para ampliar o círculo e assistir apenas constantemente sua volta todos a sua volta. Com o dia da eleição próximo, vemos que os planetas estão preparados para um resultado caótico nas urnas. Netuno está em conjunção com a lua, pode até ser que não vamos saber quem ganhou. Eles vão estar a contar os votos para um ou dois dias. Vai ser tão perto que é por isso que é tão importante para votar, que os americanos avaliem bem a escolha, muito mais que em eleições anteriores.

E recorrendo novamente ao livro de Umbanda Astrológica, analisamos também a coroa ancestral de Hillary Clinton, onde vemos o portal Osa-Irete, vemos assim no portal 221, que a concorrente, também tem habilidade política e muito potencial. Já na soma temos na página 217 do livro Os Senhores do Destino, a regência espiritual do odu, Ogundar-Rosu e o material regido por Obarabogbe. Assim, ela também não desiste de seus ideais, tem muita habilidade política e muito entusiasmo. Mas, nessa disputa acirrada, qualquer errinho ou coisas do passado poderá servir de atrapalhação Essa eleição será decidida em mínimos detalhes e será acirrada até o último momento. Que Deus e seus ministros decidam o que for melhor para os americanos e para o mundo. Porém avaliando o poder ancestral de ambos, estratégia e astral, aposto um pouquinho mais na vitória de Trump...

Axé a todos

Carlinhos Lima


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