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domingo, 10 de janeiro de 2021

Cientistas criam modelo perfeito de supernovas-chave para estudar matéria escura

 


Pesquisadores analisaram uma supernova Ia próxima, composta por explosões termonucleares de estrelas anãs brancas em órbita mútua com outra estrela, e que potencia estudos posteriores de supernovas.

Uma equipe de cientistas revelou em um estudo publicado na revista The Astrophysical Journal o modelo de curva de luz e modelo espectral de uma supernova Ia (SNla), segundo o portal Phys.org.

As SN Ia são cruciais para descobrir o que é conhecido como energia escura, nome dado à energia desconhecida que causa a atual expansão acelerada do Universo. Apesar disso, os astrônomos sabem pouco sobre as origens dessas supernovas, exceto que elas são as explosões termonucleares de estrelas anãs brancas em orbita mútua com outra estrela.

Os pesquisadores investigaram para o caso a bastante próxima supernova SN 2017cbv, obtendo "o mais completo modelo de curva de luz e modelo espectral de uma única supernova", relata a mídia.

"É um dos tipos de supernovas com a mais completa cobertura temporal através das bandas de filtros ópticos e infravermelhos próximos e espectroscopia, o que torna o alvo um padrão ideal para investigações comparativas da SNeIa [supernova tipo Ia]", de acordo com o dr. Wang Lingzhi, que coordenou o estudo.

O conjunto de dados fornecido pelo estudo é "único", disse.

"Estimativas confiáveis da extinção e avermelhamento causado pela poeira nas galáxias hospedeiras das supernovas Tipo Ia é a questão mais importante na aplicação cosmológica da supernova Tipo Ia que lançou as bases para estudos da energia negra do Universo", comentou o professor Wang Lifan, coautor do estudo.

"Com este conjunto único de dados, somos capazes de estabelecer restrições à massa de níquel sintetizada durante a explosão, construir o modelo de explosão SN que melhor se ajuste aos dados, bem como obter um limite superior de 0,1 massa solar para a massa de hidrogênio", apontou.

 

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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Fragmentos de 'duelo' de estrelas criam arte cósmica impressionante (FOTO)



Uma equipe de astrônomos utilizando o ALMA, telescópio único de design revolucionário e composto inicialmente por 66 antenas de alta precisão, observou uma nuvem de gás muito peculiar ocasionada por um "confronto" entre duas estrelas.

Uma das estrelas cresceu tanto que envolveu a outra que, por sua vez, foi ao encontro da maior em espiral e fez com que a "rival" perdesse suas camadas externas.
As estrelas são iguais aos humanos, pois mudam com o passar dos anos e acabam morrendo. Para o Sol e estrelas semelhantes, a mudança é sentida com a queima de todo o hidrogênio do núcleo, o que ocasiona o aumento do astro, que se transforma em uma gigante e brilhante estrela vermelha.
Finalmente, a estrela moribunda passa a perder suas camadas externas, sobrando o núcleo: uma estrela quente e densa, chamada anã branca.
"O sistema estelar HD101584 é especial no sentido de que este 'processo de morte' terminou prematura e dramaticamente quando uma estrela próxima de pouca massa foi engolida pela gigante", explicou Hans Olofsson, da Universidade Técnica Chalmers, Suécia. Olofsson é o líder do estudo publicado em Astronomy & Astrophysics.

© FOTO / ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), OLOFSSON ET AL. ACKNOWLEDGEMENT: ROBERT CUMMING
Telescópio de micro-ondas ALMA mostra o resultado de uma luta estelar
Durante a transformação em uma gigante vermelha, a estrela maior cresceu tanto que absorveu a estrela menor. Como resposta, a estrela menor seguiu em direção ao núcleo da maior em espiral, sem conseguir se chocar. A manobra em espiral fez com que a estrela maior explodisse, dispersando suas camadas de gás e deixando o núcleo exposto.
Pesquisadores afirmam que a complexa estrutura de gás da nebulosa HD101584 apareceu devido à trajetória em espiral da estrela menor quando se aproximava da gigante, assim como os jatos de gás que se formam neste processo.
Como uma pancada mortal nas camadas de gás aniquiladas, os jatos voaram através do material previamente expelido, formando anéis de gás e brilhantes manchas azuladas e avermelhadas que podem ser vistas na nebulosa.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Cientistas criam neurônios capazes de reparar danos do Alzheimer



Células eletrônicas respondem da mesma forma que neurônios biológicos quando acionadas pelo sistema nervoso

Cientistas criaram neurônios artificiais capazes de reparar danos causados pelo Alzheimer e outras doenças degenerativas quando implantados no cérebro. O estudo, desenvolvido na Universidade de Bath, no Reino Unido, foi publicado nesta semana na revista Nature Communications

Os pesquisadores configuraram um chip de silício para responder da mesma forma que um neurônio biológico quando acionado pelo sistema nervoso. O teste, feito em ratos, mostrou que os cientistas conseguiram, com sucesso, copiar as respostas naturais dos neurônios respiratórios e do hipocampo. O estudo ainda não foi feito em humanos. Menor que a ponta de um dedo, o chip pode ajudar no tratamento de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, além de insuficiência cardíaca.



De acordo com os cientistas, essa abordagem oferece uma rota para reparar circuitos biológicos doentes e emular sua função com implantes biomédicos que se adaptam ao organismo. Os neurônios são células altamente especializadas que transmitem impulsos nervosos, permitindo a comunicação entre as partes do corpo. São o principal componente do cérebro, medula espinhal e sistema nervoso, além de estarem presentes também ao redor do coração.

O uso de microcircuitos se torna comum e necessário com a evolução da medicina bioeletrônica. Sua capacidade de imitar as respostas naturais do corpo humano é algo muito buscado na ciência. Contudo, programá-los para que ajam corretamente é o maior desafio. Isso mostra como o estudo da Universidade de Bath pode ajudar no desenvolvimento de novas técnicas medicinais.
"Nosso trabalho está mudando paradigmas porque fornece um método robusto para reproduzir as propriedades elétricas de neurônios reais em mínimos detalhes", disse o professor Alain Nogaret, um dos autores da pesquisa, em entrevista coletiva. "Criamos modelos físicos do hardware e demonstramos sua capacidade de imitar com êxito o comportamento de neurônios vivos reais. Nossa terceira inovação é a versatilidade do nosso modelo, que permite a inclusão de diferentes tipos e funções de uma variedade de neurônios de mamíferos complexos".

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Dog: Cientistas criam nova fórmula para calcular a 'idade humana' dos cães



Método leva em conta mudanças no DNA acumuladas ao longo do tempo, e é mais preciso do que a velha regra dos "sete anos"

Na hora de calcular o “equivalente humano“ da idade de seu cãozinho, muita gente usa a velha fórmula que diz que 1 ano “de cão“ equivale a 7 anos humanos. Mas esta fórmula não é precisa, já que o ritmo de desenvolvimento dos cães é muito diferente dos humanos, e não leva em conta fatores como a raça ou tamanho do animal.

Com isso, uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, liderada pelos geneticistas Tina Wang e Trey Ideker, decidiu criar uma nova fórmula que leva em conta as mudanças no DNA dos animais ao longo do tempo.

estudo levou em conta um processo natural chamado de metilação. À medida em que envelhecemos, grupos de metila são adicionados às nossas moléculas de DNA, podendo alterar sua função sem alterar o DNA em si. A metilação do DNA pode ser usada para estimar a idade de um humano, no que é chamado de “relógio epigenético“.
O mesmo processo acontece nos cães, porém em ritmo diferente. Os cientistas analisaram a metilação do DNA de 104 Labradores, com idades entre zero e 16 anos, e a compararam com amostras de 320 humanos, com idades entre zero e 103 anos. E conseguiram estabelecer um parâmetro que levou à seguinte fórmula:
Idade “humana“ = 16xLn(idade do cão em anos) + 31

Onde Ln é o Logaritmo Natural (ou Neperiano), que pode ser obtido nesta calculadora online.
Segundo os cientistas, os resultados se alinham com o esperado ao observar o desenvolvimento dos animais. Dentes de leite surgem em 7 semanas nos labradores, e em 9 meses nos humanos. A expectativa de vida total também é similar: 12 anos para os labradores e 71 anos para os humanos.
Infelizmente a fórmula não é universal, já que raças diferentes se desenvolvem em ritmos diferentes. Ainda assim, é a mais precisa que temos no momento.
Fonte: Gizmodo
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