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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Novo tipo de explosões eletrônicas no Sol é descoberto pela Voyager da NASA



 

Cientistas norte-americanos anunciaram a primeira descoberta de surtos de raios cósmicos eletrônicos, detectados pelos aparelhos a bordo das sondas Voyager 1 e Voyager 2. O artigo foi publicado na revista Astronomical Journal.

As sondas Voyager foram lançadas em 1977. Em agosto 2017, elas ultrapassaram o limite da heliosfera, saindo do Sistema Solar. Estes foram os primeiros aparelhos a obter a possibilidade de observarem o Sol do espaço interestelar. Hoje em dia, 43 anos após o lançamento, eles continuam trabalhando e fazendo novas descobertas.

Recentemente, os aparelhos de ambas as Voyager registraram explosões no Sol de um tipo ainda desconhecido, isto é, surtos de elétrons dos raios cósmicos acelerados pelas ondas de choque que surgem em consequência das grandes erupções na estrela.

Alguns dias depois de um destes surtos, as sondas Voyager foram atingidos pelas vibrações da onda de plasma provocada pelos elétrons de energia menor, um mês depois chegou a própria onda de choque.

"Determinamos com os equipamentos que estes são elétrons que foram refletidos e acelerados pelos impulsos interstelares que se propagam para fora dos eventos energéticos solares. É um mecanismo ainda desconhecido", revelou o chefe do estudo, o professor emérito da Física e Astronomia Don Gurnett, citado pelo comunicado da Universidade de Iowa.

Os físicos consideram que estes elétrons se deslocam no meio interstelar à velocidade da luz, sendo cerca de 670 vezes mais rápidos do que as ondas de choque que lhes deram o impulso. Refletindo do campo magnético amplificado no limite da onda de choque, os elétrons se enrolam em espiral ao longo das linhas de força do campo magnético interstelar, acelerando-se à medida que aumenta a distância entre eles e a onda de choque.


 
 © AP Photo / Handout
Sonda Espacial Voyager 1 da NASA

As ondas de choque se espalharam das ejeções de massa coronal, gás quente e energia, que se afastam do Sol à velocidade de mais de 1,5 milhão de quilômetros por hora.

Mesmo a estas velocidades, as ondas precisam de mais de um ano para atingir a espaçonave Voyager, a qual neste momento se localiza à distância de mais de 22 bilhões de quilômetros do Sol.

"O conceito de que as ondas de choque aceleram as partículas não é novo", notou o professor. "Mas nós detectamos que este mecanismo funciona em um meio interstelar que se diferencia muito do vento solar onde anteriormente se observaram processos semelhantes."

Segundo a opinião dos cientistas, a física de tais processos deve ser tida em conta na hora de enviar astronautas em viagens interplanetárias duradouras, durante as quais eles serão submetidos à influência de raios cósmicos em concentração maior do que os seres humanos experienciam na Terra.

 

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Novo tipo de carbono é descoberto no meteorito de Chelyabinsk



Cientistas detectam presença de carbono desconhecido na Terra em detrito oriundo do meteorito que caiu na região russa de Chelyabinsk em 2013. 

A detecção foi feita em resultado de um trabalho conjunto de cientistas russos, alemães e sul-coreanos.
Segundo Sergei Zamozdra, docente da Faculdade de Física Teórica da Universidade de Chelyabinsk, o achado teve início quando Sergei Taskaev, reitor da referida universidade, enxergou algo brilhante nos detritos do meteorito.
"A princípio ele [Sergei Taskaev] pensou que era um diamante, porque tinha seis facetas. Depois, na Alemanha, esse cristal foi removido com ajuda de micropinças, ao passo que o irradiaram com raios-X. Em resultado foi descoberto um cristal carbônico. Mediram a posição dos átomos e os planos entre eles, e depois os cientistas coreanos calcularam em computador que tal distribuição dos átomos era possível", afirmou Sergei Zamozdra à Sputnik.
O acadêmico também afirmou que o carbono pode ter diversas modificações, incluindo a achada.

Origem do carbono

Quanto às origens do achado, o cientista acredita que elas podem ser duas: mudanças que ocorreram durante bilhões de anos no espaço, ou um processo que se deu ao entrar na atmosfera da Terra.
Ainda segundo Zamozdra, Taskaev inclina-se mais à segunda hipótese.

Meteorito

Em 15 de fevereiro de 2013, a região russa de Chelyabinsk foi palco da queda de um meteorito que causou a surpresa de milhares de testemunhas.

sábado, 7 de dezembro de 2019

Misterioso sinal de rádio poderia ser novo tipo de sistema estelar



Astrônomos detectaram uma emissão de rádio cuja procedência é desconhecida. Há a hipótese de que o sinal tenha sido emitido por um novo tipo de sistema estelar.

Uma equipe internacional de pesquisadores detectou uma emissão de rádio de um objeto localizado a aproximadamente 1.800 anos-luz da Terra, nas proximidades da Constelação do Sul de Altar.
Para essa observação, pesquisadores contaram com a ajuda do radiotelescópio MeerKAT, no deserto de Karoo, na África do Sul. A explosão incomum surgia de um sistema estelar binário, ou seja, duas estrelas orbitando entre elas, dificultando a explicação da emissão.
Apesar das dificuldades, a equipe acredita que a emissão coincida com a posição de uma das estrelas, chamada TYC 8332-2529-1, que seria relativamente brilhante.

© NASA . NASA, ESA
Aglomerado estelar aberto NGC 3603 situado no braço espiral de Carina-Sagitário, na Via Látea, a cerca de 20 mil anos-luz de distância do Sistema Solar
A equipe utilizou dados de mais de 18 anos de observações da estrela fornecidas por outros telescópios, o que contribuiu para determinar uma estrela gigante de massa aproximadamente duas vezes e meia maior que a do Sol. Além disso, o brilho da estrela muda em um período de 21 dias, provavelmente originando as grandes manchas, semelhantes às solares.
A análise também revelou que a estrela possui um campo magnético, que orbita outra estrela a cada 21 dias. Tudo indica que essa outra estrela pode ser mais fraca do que a grande estrela, entretanto, teria 1,5 vez a massa do Sol.
A explosão de rádio também poderia ter sido causada pela atividade magnética da grande estrela, assim como ocorre nas explosões solares, porém são mais brilhantes e energéticas, afirmam os especialistas.
Não é descartada a hipótese de um sistema estelar formado a partir de uma estrela gigante e uma estrela similar ao Sol onde a atividade magnética cede lugar às explosões.
"Devido ao fato de que as propriedades do sistema não se encaixam facilmente em nosso conhecimento atual das estrelas binárias, pode representar uma classe completamente nova", afirmou Ben Stappers, um dos autores do estudo, sugerindo um novo tipo de sistemas binários.
A equipe informou que continuarão observando a fonte de emissões e a estrela gigante durante os próximos quatro anos para solucionar o caso.
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