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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Astrônomos registraram mais de mil objetos redondos estranhos no espaço (FOTO)

 


Cientistas descobriram no espaço círculos estranhos de emissão de rádio, possuindo características únicas que não cabem em nenhuma categoria de objetos conhecidos.

O radiotelescópio australiano ASKAP descobriu no final de 2019 estranhos objetos redondos quando recolhia dados para o Mapa Evolucionário do Universo (EMU, na sigla em inglês).

Os círculos de emissão de rádio estavam suspensos no céu como se fossem círculos cósmicos de fumaça. Foram chamados de "círculos de rádio estranhos" (ORC, na sigla em inglês).

No início, os cientistas pensaram que os círculos seriam erros de processamento de software, mas a existência de ORC foi confirmada por outros radiotelescópios.

Os objetos são vistos apenas em ondas de rádio, e não é possível detectá-los em frequências ópticas, de raios X ou infravermelhas.

Pesquisadores do projeto EMU analisaram todos os dados do telescópio ASKAP e encontraram cerca de mil ORC, de acordo com resultados do estudo.

Atualmente, os cientistas estão criando apenas hipóteses sobre a origem dos círculos. Não se sabe qual é a distância entre a Terra e esses objetos e se estão dentro de nossa galáxia. Seu tamanho também é um enigma.


 
Círculos de rádio estranhos (ORC, na sigla em inglês)

Os cientistas têm certeza de que os círculos estranhos não são restos de uma supernova, dado que estão longe da maioria de estrelas da Via Láctea e são numerosos demais.

Também não devem ser "pétalas" de radiogaláxias, criadas por fluxos de elétrons provenientes dos arredores de um buraco negro supermassivo. Os ORC são redondos, ao contrário das nuvens de radiogaláxias.

Os cientistas estão procurando radiotelescópios capazes de continuar a observar os ORC para entender sua origem.

"Não é um trabalho fácil, porque os sinais dos ORC são muito fracos e são difíceis de encontrar", comentou ao site The Conversation o professor Ray Norris, da Universidade do Oeste de Sydney, Austrália. "A maioria das pesquisas astronômicas têm como objetivo a clarificação de nossos conhecimentos sobre o Universo ou verificação de teorias. Muito raramente podemos encontrar um novo tipo de objeto, que ninguém viu antes, e tentar perceber o que é isso."

Os cientistas sugerem como versão de trabalho que os círculos de rádio estranhos são ondas de choque depois de explosões em galáxias distantes, rajadas rápidas de rádio ou de colisão de uma estrela de nêutrons com um buraco negro.

 

 

Mistério de galáxia desprovida de matéria escura é revelado

 


As observações astronômicas apontam para forças de "maré" e comportamento "canibal" de uma galáxia vizinha, que explicariam a escassez deste componente invisível.

Se alguma galáxia é pobre em matéria escura, pode ser devido a uma interação com outra galáxia vizinha e de maiores dimensões, provocando um fenômeno chamado de "perturbação por maré". Trata-se de um processo que priva a galáxia de grande parte de sua massa "antes de afetar as estrelas", segundo estudo publicado na The Astrophysical Journal.

A matéria escura segue sendo um mistério para os astrônomos, embora estes estejam seguros de que é imprescindível para que as galáxias se formem no universo.

Em 2018, um grupo de astrônomos descobriu em nossa vizinhança espacial uma galáxia praticamente desprovida de matéria escura, designada NGC 1052-DF2, localizada a 42 milhões de anos-luz, na constelação da Baleia.

Posteriormente, uma segunda galáxia, denominada NGC 1052-DF4, foi encontrada a 45 milhões de anos-luz da Terra.

O novo estudo explica a interação da NGC 1052-DF4 com outra galáxia descoberta anteriormente, que é maior e mais elíptica, designada NGC 1035.


 
 © NASA . ESA/Hubble & NASA/ Judy Schmidt
Imagem de galáxias tirada pela sonda (imagem referencial)

Ao observar a luz procedente da galáxia NGC 1052-DF4, os astrônomos encontraram evidências de algumas caudas de maré, formadas por um material visível se afastando da galáxia.

Também foi estudado o alinhamento do material galáctico e ambas as observações confirmaram a ideia de uma "perturbação por maré".

Uma análise adicional concluiu que as partes centrais da galáxia permanecem intactas, porém cerca de 7% de sua massa estelar são "arrastados" nesta cauda de maré.

A matéria escura é menos densa que as estrelas e foi a primeira a "ser arrancada" da galáxia. Agora, o componente estelar externo está mais conturbado pois parece estar sendo sugado.

O astrofísico Ignacio Trujillo, que faz parte da equipe de pesquisadores, comparou o comportamento com o canibalismo e, em um comentário à NASA, afirmou que, com o tempo, a galáxia NGC 1052-DF4 "será canibalizada pelo grande sistema ao redor da NGC 1035", deixando algumas de suas estrelas "flutuando livremente no espaço profundo".

A descoberta da perturbação que priva uma galáxia de sua matéria escura resolve o enigma astrofísico e alivia os cientistas, que não precisarão revisar a compreensão da origem das galáxias e das leis da gravidade.

 

 

Mistério sobre formação da Lua pode ter sido desvendado por supercomputador (VÍDEO)



 

Astrônomos deram um passo importante para entender como o satélite natural da Terra pode ter se formado a partir de uma colisão entre a Terra primitiva e outro objeto massivo há 4,5 bilhões de anos.

Cientistas da Universidade Durham, no Reino Unido, utilizaram um supercomputador para realizar simulações de um planeta do tamanho de Marte, chamado Theia, colidindo com a Terra primitiva. Os resultados mostram que tal colisão poderia suceder um corpo orbital que potencialmente evoluiria para um objeto semelhante à Lua. A descoberta foi publicada nesta sexta-feira (4) na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

 

 

As simulações rastrearam o material da Terra primitiva e de Theia por quatro dias após a colisão e, em seguida, executaram outras simulações depois de girar Theia como uma bola de sinuca. O supercomputador produziu resultados diferentes dependendo do tamanho e da direção do giro inicial de Theia.

Em um extremo, a colisão fundiu os dois objetos, enquanto no outro extremo houve um impacto de vai-e-volta. Mas entre esses resultados houve vários em que um aglomerado é criado e se estabelece em uma órbita ao redor da Terra após o impacto. Essa aglomeração simulada também tem um pequeno núcleo de ferro, semelhante ao da Lua, com uma camada externa de materiais composta da Terra primitiva e de Theia.

"É emocionante que algumas de nossas simulações tenham produzido esse aglomerado orbital de material que não é muito menor do que a Lua, com um disco de material adicional ao redor da Terra pós-impacto que ajudaria o aglomerado a crescer em massa com o tempo. Eu não diria que esta é a Lua, mas certamente é um lugar muito interessante para continuar procurando", afirmou Sergio Ruiz-Bonilla, autor principal do estudo, citado pelo portal Phys.org.

A equipe de cientistas agora planeja realizar mais simulações alterando a massa, velocidade e taxa de rotação da Theia e da Terra primitiva para observar o efeito que isso tem na formação de uma potencial Lua.


 
 © Foto / astrogalaxy1.narod.ru
Lua e Terra
"Pode haver uma série de possíveis colisões que ainda precisam ser investigadas que podem nos levar ainda mais perto de entender como a Lua se formou em primeiro lugar", explica Vincent Eke, couator do estudo.

Acredita-se que a nossa Lua se formou há cerca de 4,5 bilhões de anos após uma colisão que envolveu a Terra primitiva e um planeta antigo de nosso Sistema Solar, mas até agora não existiam muitos dados para corroborar essa tese. Embora os pesquisadores tenham o cuidado de dizer que esta não é uma prova definitiva da origem da Lua, eles acrescentam que pode ser um estágio promissor para entender como nosso satélite natural pode ter se formado.

 

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