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Os Orixás regentes de 2027

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O poder Ancestral sobre nós por meio das vibrações!



Hoje em dia cientistas céticos tentam desqualificar os conceitos da fé, da espiritualidade e das ciências misticas. Mas, cada um têm o direito de acreditar no que achar melhor! Tudo depende do olhar, de quem olha e de que prisma é usado pra se enchergar as coisas.

A Astrologia por exemplo, não foi criada pra ser comprovada, mas, sim pra servir de ferramenta com a qual o ser humano pudesse fazer uso pra atingir os misterios importantes que servissem pra sua evolução. Essa evolução não se dá apenas na alma e na mente, mas, também no corpo. Isso porque quando nos encontramos com a mente são e livre de entraves, juntamente com a alma iluminada, sem duvidas o corpo se comportará com harmonia, nos deixando super equilibrados.

Todos os seguimentos de fé surgiram da observação dos fenomenos naturais que inclinaram o homem à busca do Sagrado. Foi observando os céus que o homem teve a inspiração divina da Astrologia; Foi observando os fenomenos da natureza que os homens, se inclinaram a imitar a Natureza e assim acabou entrando em contato com a magia. E assim ocorreu com o surgimento do religare, dos conceitos de fé e tudo ligado ao que está intocavel aos nossos sentidos fisicos.

Só que não creio em nenhuma dessas ciências, até mesmo os inventos da ciência convencional como criação do homem, mas, como revelações e inspirações divinas. Assim a Astrologia têm uma profundidade muito maior do que pensam os filosofos que tentam decifrar sua origem. Ela foi revelada por seres superiores. Veio como dadiva da nossa Hierarquia Ancestral, resistindo ao tempo e aos ataques até os dias de hoje!

No entanto, a ifluência direta de ambiosos, interesseiros e seres malignos, chegaram a melar muito dos conhecimentos sagrados que nos foi revelado nos templos. Tudo por causa da luxuria, vaidade, avareza e outras formas de pecados humanos. Reis inescrupulos, poderosos e mentirosos se acomodaram com o uso eficiente da magia e dos conhecimentos, usando à seu favor. Isso tudo acabou denegrindo toda luz desse conhecimentos magnificos.


O bom conhecimento astrológico foi posto a prova a serviço de reis e nobres que podiam pagar caro por esses trabalhos. Os cálculos complexos, os estudos de cada planeta nos mapas e a relação entre os planetas eram vistos pelos reis, nobres e pessoas em geral como magia. Por isso mesmo, se o astrólogo errasse suas previsões e análises, ele era executado. O interesse desses nobres era aumentar seu poder e suas riquezas, por isso era fundamental saber se conseguiriam progresso em suas empreitadas. Isso garantiu uma sobrevivência do conhecimento e prática dos astrólogos que mais acertaram, garantindo uma seleção natural e cada vez mais rica e precisa do saber astrológico.

Graças a todo esse contexto, foram feitas várias compilações de antigos livros, sempre confrontados com algumas novas descobertas. Sobreviviam sempre as técnicas mais eficazes, pois na astrologia, o que não funciona deve ser descartado. O lado negativo dessas compilações, foi que surgiram adulterações, mentiras e inclinações ao mau uso dos conhecimentos.

Na antiguidade, eram atribuídas divindades e mitos à cada planeta. Havia festas, rituais e celebração de vários acontecimentos celestes cíclicos, como a festa do Deus Sol, comemorada dia 25 de dezembro, época do solstício de inverno do hemisfério norte, quando o sol entra em capricórnio. Era nessa época que aconteciam os dias com menos tempo de luz solar e as noites mais longas. Alguns estudiosos acreditam que a data de nascimento de Cristo foi estrategicamente colocada pela Igreja Católica no dia 25 de dezembro para encobrir a tão celebrada festa pagã.

Os estudos astrológicos são os agentes responsáveis pelos eventos que percebemos nas nossas vidas. Isso nada tem a ver com espiritualidade, magia ou clarividência. É pura evolução do estudo do céu ao longo de milênios.Ao longo de muitos anos, toda essa observação se tornou um estudo importante para administrar as dificuldades sazonais. Essa ferramenta consistia no cálculo de certas posições planetárias demonstradas num gráfico. A evolução desses estudos há mais de dois mil anos atrás nos trouxe um detalhamento riquíssimo sobre os astros e da sua relação com o homem - a astrologia.

Hoje após o bom uso da mediunidade, com uma mecanica espiritualizada mais bem elaborada do mecanismo mediunico, podemos captar melhor as energias, assimilar melhor os conhecimentos, pois, hoje temos um acesso maior aos estudos de homens sabios e nobres. Como o grand Sant Yves, que muito fez pra decifrar codigos e conceitos secretos, que são hoje as bases principais da Umbanda-Astrologica.

E a Umbanda-Astrologica, mesmo tendo todo respeito e admiração pelas obras dos reformadores da Umbanda brasileira, têm em Sant Yves, o grande contribuidor, para que podessemos compreender melhor a influencia dos astros sobre nós pela visão mais espiritualizada. Essa visão mais espiritual, nos faz perceber que as energias cosmicas das vibrações se personificam tornando-se assim mais palpaveis, pelas quais tiramos um proveito maior do poder Ancestral. Assim não vemos os planetas apenas como energia, mas, com representantes, personificados que trabalham pela Hierarquia visando a evolução das almas.

Carlinhos Lima - Astrologo

domingo, 21 de junho de 2009

Ilê Axé Opô Afonjá: 1 século a serviço de Xangô

Em 1910, na Cidade da Bahia, na distante periferia de São Gonçalo do Retiro, sob os auspícios do Senhor da Justiça, o orixá Xangô, nascia o atuante terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, que em português significa: Casa da Força sustentada por Xangô. Este ano o terreiro completa 97 anos de existência, prestando um inestimável serviço a favor da preservação do culto aos orixás, dentro de uma estrutura sócio-religiosa que os mais relevantes estudiosos do candomblé baiano, como o prof. Vivaldo da Costa Lima, chamaram de modelo jeje-nagô.

Originário de uma tradição erguida pelas míticas princesas iorubanas fundadoras do antigo candomblé da Barroquinha, as Iyá Detá, Iyá Kalá, e a mais famosa entre todas, Iyá Nassô, o Afonjá foi fundado pela estimada e "imortal" iyalorixá Eugênia Anna dos Santos, conhecida como Aninha de Afonjá, e mais religiosamente, era chamada de Iyá Oba Biyi. Mãe aninha fora iniciada nos mistérios da religião iorubá, em uma casa situada à rua dos Capitães, próxima da hoje conhecida Praça Castro Alves, em Salvador, segundo nos informa Mestre Didi . Da feitura do santo de mãe Aninha, segundo o mesmo informante, participaram a Iyanassô, mãe Marcelina que era chamada de Obá Tossi e o mítico Bamboxê. Depois de anos de iniciada, com a morte de Oba Tossi, disputas internas foram geradas por questões sucessórias, a Iyá Aninha desligou-se do Ilê Axé Airá Intile (como era chamado o antigo candomblé da Barroquinha) e juntamente com Tio Joaquim, o Obá Sanyá, foi fundar o Afonjá, que ao longo da sua história, tornou-se um dos templos mais importantes das religiões de matriz africana no mundo.

Este candomblé em seu processo de consolidação religiosa, além da forte presença de sua matriarca maior, contou com a contribuição de personalidades míticas baianas, como a do Babalawô Martiniano do Bonfim, a do proeminente comerciante Miguel Santana, que ajudaram mãe Aninha a reproduzir em seu Ilê Axé uma espécie de sociedade africana, inspirada nas cidades-estados Oió e Ketu. Mãe Aninha apresentou o universo do candomblé a nomes como do etnólogo baiano Edison Carneiro, e iniciou o icônico prof. Agenor Miranda como seu filho de santo.

Nos anos 20 e 30 do século passado, a mais expressiva e atuante iyalorixá da Bahia, era Aninha de Afonjá. A sua fama repousava em seus conhecimentos sobre os fundamentos da religião dos orixás, em sua disciplina modelar, em sua inteligência, em seu interesse pela história e pela cultura iorubanas, em suas atitudes políticas e visionárias: Aninha foi a Iyá responsável pela liberação legal do culto aos orixás, depois de uma audiência no Rio de Janeiro com o então presidente Getúlio Vargas, em 1936; é dela a famosa frase: "Quero todos meus filhos aos pés de Xangô com anel de doutor". Foi a matriarca soteropolitana, filha de negros da nação grunce, que chamou Salvador de "Roma Negra".

O seu exemplo, a sua imagem histórica, o seu legado sócio-cultural, e principalmente, religioso, traduz-se na imponência litúrgica corporificada há mais de noventa anos pelo Ilê Axé Opô Afonjá, monumento de orgulho de qualquer adepto do candomblé, cônscio da historicidade desta religião entre nós na Bahia.

A saga deste templo conta a história de outras iyalorixás que contribuíram para sua evolução e consolidação como um dos mais importantes instrumentos de preservação da influência africana nas reinvenções religiosas dos negros oriundos de etnias nagô-iorubá e jeje-fon. Com a morte de Aninha Obá Biyi em 1938, chegou ao trono daquela casa uma filha de Oxalufã, a iyalorixá Bada, conhecida como Olufan Deiyi, seu nome sacerdotal, que governou o Ilê Axé de 1939 até 1941, quando veio a falecer. Para substituí-la, assumiu o matriarcado do templo Maria Bibiana do Espírito Santo, a Oxum Miwá, a veneranda Mãe Senhora de Oxum.

A "Era Senhora" perfila a grandeza dos ensinamentos deixados por Aninha, foi nesse período que o Afonjá seguiu a sua tendência de se aproximar de grandes intelectuais, que sob a constante vigilância de mãe Senhora, garantiram prestígio e mais "tolerância" ao culto dos orixás praticados em algumas casas, entre elas o Gantois e o Engenho Velho, já que as demais eram muito perseguidas pela polícia baiana na época. Senhora atraiu para si muita respeitabilidade, e em seu período como "Iyá", juntamente com mãe Menininha do gantois, era lembrada como a grande sacerdotisa naqueles anos.

Mãe senhora levou para o Afonjá, importantes celebridades do cenário político, artístico e intelectual brasileiro: Jorge Amado, Vivaldo da Costa Lima, Antonio Olinto, Rubem Valentim, Zora Seljan, Juanita Elbein e Pierre Verger; recebeu as visitas ilustres de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Mas o mais importante foi a sua fidelidade e maestria em relação à conservação dos preceitos religiosos do candomblé ensinados por sua estimada Iyá Obá Biyi.

A iyalorixá faleceu em 1967. Em seu lugar veio mãe Ondina de Oxalufã, de nome religioso Iwintonã, que reinou naquela casa de 1968 até 1975, quando veio falaceu.

Fonte/Terra Magazine/Marlon Marcos é jornalista, professor e mestrando em Estudos Étnicos e Africanos pelo Centro de Estudos Afro-Orientais (Ufba). Opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais de Terra Magazine.

Terra Magazine


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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Magia em movimento constante


MUITA GENTE PENSA QUE A MAGIA NÃO MUDA E MUITOS SE DIZEM MAGOS, SÓ PORQUE CONHECEM ALGUNS CONCEITOS ENSINADOS POR ALGUNS ESCRITORES. NO ENTANTO A MAGIA É UMA MANIFESTAÇÃO DE ENERGIAS E COMO TUDO É MUTAVEL. CADA EPOCA TEM UMA FORMA DE MAGIA DIFERENTE.

UM ENCANTAMENTO FEITO POR MOISES NO TEMPO DOS FARAÓS SENDO REPETIDA HOJE JÁ TERÁ UM EFEITO DIFERENTE. É POR ISSO QUE AS MAGIAS PREGADAS NA UMBANDA TEM AÇÕES DIFERENTES DEPENDENDO DE QUE AS EVOCA, DE ONDE SE EVOCA E QUE ELEMENTOS SÃO USADOS. OU SEJA MESMO QUE TUDO SEJA REPETIDO CORRETAMENTE, ELA NÃO FUNCIONARÁ DA MESMA FORMA. POR ISSO QUEM QUER DESMANCHAR UM FEITIÇO E DIZ QUE TRAZ ISSO OU AQUILO EM DIAS CONTADOS MENTE.

PARA SE QUEBRAR UM FEITIÇO A NECESSIDADE DE SE USAR OS ELEMENTOS COMPATIVEIS PARA TAL E NÃO SÓ FICAR ESPERANDO PELOS GUIAS PARA DESFAZE-LOS. UM FEITIÇO FEITO POR UM HUMANO SÓ PODERÁ SER QUEBRADO POR OUTRO HUMANO QUE TENHA FORÇA PARA TAL. É POR CAUSA DA DEMAGOGIA QUE A UMBANDA ESTÁ TÃO DESMORALIZADA.

OUTRA COISA IMPORTANTE É SE RESPEITAR AS FORÇAS COSMICAS, OS ELEMENTOS E AS CONFIGURAÇOES ASTROLOGICAS. POR EXEMPLO: UMA MAGIA DE AMOR NÃO PODE SER FEITA NUMA QUADRATURA DE MARTE COM SATURNO, OU NUM ASPECTO DESAFIADOR DE VENUS COM SATURNO, ETC.

A PRUDENCIA É UMA LEI FUNDAMENTAL PARA SE USAR QUALQUER TIPO DE MAGIA. OUTRA COISA FUNDAMENTAL É QUE O MAGO RESPEITE PROFUNDAMENTE A NATUREZA E A HIERARQUIA ESPIRITUAL.

CARLINHOS LIMA - ASTROLOGO, TAROLOGO E PESQUISADOR.
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