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Os Orixás regentes de 2027

domingo, 12 de julho de 2020

O cérebro zen: o que acontece na massa cinzenta de quem medita



Nas últimas décadas, pesquisadores submeteram monges e meditadores a baterias de exames para descobrir, afinal, o que se passa no cérebro dos praticantes. Os cientistas descobriram que a meditação provoca um efeito físico na nossa massa cinzenta, o que ajuda a combater a degeneração cognitiva. Áreas ligadas à memória, ao foco e à empatia são estimuladas pelo o hábito da meditação.

O francês Matthieu Ricard estudava biologia molecular quando viajou para a Índia, em 1967. Por lá, tomou contato com os ensinamentos de líderes espirituais tibetanos, e algo despertou no seu cérebro. Ricard voltou para a França e concluiu os estudos.
Chegou a tirar Ph.D. em genética celular e tinha uma carreira promissora na ciência. Mas, em 1972, aos 26 anos, decidiu voar de novo para a região do Himalaia para aprofundar o aprendizado nas filosofias orientais. E vive lá até hoje. O cientista francês se tornou um monge budista famoso e hoje transita em eventos como o Fórum Econômico de Davos, dá palestras no TED e lança best-sellers traduzidos ao redor do mundo – ele seria, inclusive, um dos confidentes do Dalai Lama. A fama ganhou um empurrão na década de 2000, quando pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos EUA, convidaram Ricard para participar uma série de pesquisas sobre seu próprio cérebro.
A equipe liderada pelo neurocientista Richard Davidson colocou 256 sensores na cabeça do monge para medir sua atividade neural com um aparelho de ressonância magnética. Durante o exame, o monge fazia sessões de meditação de compaixão, na qual o praticante deseja o bem a outras pessoas, que duravam três horas. Comparado a voluntários que não tinham a mesma experiência no método, o cérebro de Ricard produziu uma quantidade anormal de ondas gama, oscilações eletromagnéticas produzidas quando neurônios trabalham em sincronia. Cientistas acreditam que essas ondas estão ligadas à percepção de consciência, atenção, aprendizado e memória. As medições do cérebro de Ricard foram recordistas: nunca haviam sido registradas ondas gama tão fortes na literatura neurocientífica.
Davidson e seus colegas também detectaram uma forte atividade no lobo frontal esquerdo. A agitação neural nesse determinado ponto do cérebro do monge, de acordo com os pesquisadores, permitiria a Ricard uma condição privilegiada de vida: ele se sente mais feliz do que a média da humanidade e pensa menos em desgraças. Pelo conjunto da obra, o monge começou a ser perfilado na imprensa internacional nos idos de 2007, com a alcunha de O Homem Mais Feliz da Terra.
A imprensa adora rótulos e não há como atestar, de fato, o título de Ricard. Mas, seja como for, o monge passou anos estudando as raízes da felicidade e conquistou espaço como um dos mais respeitados porta-vozes do tema no mundo. Para ele, a meditação é uma ferramenta útil para a conquista do contentamento individual. A pessoa fica tão de bem consigo mesma que emana alegria e compaixão.
Em 2013, a pesquisadora Gaëlle Desbordes, de Harvard, em parceria com cientistas da Universidade de Northeastern, divulgou o primeiro estudo a constatar isso na prática. No experimento, os voluntários meditaram por oito semanas. Gaëlle estava interessada em descobrir se eles haviam se tornado pessoas melhores depois do período. Para avaliar isso de forma isenta, ela contratou pesquisadores disfarçados para seguir os participantes em vários momentos do dia.
Exames de neuroimagem mostram que áreas cerebrais que se deterioram com a idade ficam mais protegidas com a meditação. coddy/iStock
A ideia era flagrar alguns episódios nos quais fosse possível constatar se houve mesmo uma mudança de hábitos espontânea. Comparado a um grupo que não meditou, a turma da meditação passou a praticar mais atos de bondade. Como? No ônibus, cediam o lugar aos mais velhos e ofereciam ajuda a estranhos para atravessar a rua ou segurar compras.
Para Ricard, a meditação é um treino, e a felicidade, o resultado sistemático de bons pensamentos, princípios e desejos. Só é possível atingir a excelência com muito exercício, paciência e perseverança. Como o monge vem praticando há muitas décadas, os exercícios mudaram a sua mente. Essa transformação está no alcance de todos, segundo pesquisas científicas – mas no médio e longo prazo. Uma delas foi realizada aqui no Brasil, no Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Os cientistas fizeram exames de neuroimagem em 39 voluntários.
Aqueles que eram meditadores com pelo menos três anos de experiência eram também donos de um cérebro mais eficiente em tarefas que exigem atenção. Durante testes cognitivos, os meditadores acessam um número menor de áreas cerebrais para fazer a mesma atividade dos que nunca entoaram um “ohm” na vida, o que indica que eles eram melhores em se concentrar. A pesquisa também mostrou que existe uma diferença física na cabeça dos meditadores experientes: havia mais massa cinzenta em áreas corticais, relacionadas à atenção e ao raciocínio.
Essa eficiência é semelhante às habilidades cerebrais dos músicos, que precisam sincronizar a mente, a voz e os dedos para cantar e tocar violão, por exemplo. Músicos profissionais automatizam uma tarefa altamente complexa e parecem nem pensar mais na performance, uma perícia que fascina multidões. Nos meditadores, acontece algo equivalente na busca pelo foco.
QUANTO MAIS, MELHOR
Mas o benefício da meditação vai muito além da agilidade mental. Com o avançar da idade, a camada mais superficial do nosso cérebro, o córtex pré-frontal, responsável pelo raciocínio, atenção e lógica, começa a diminuir. Outras áreas como a ínsula, o núcleo duro das emoções, e o famoso hipocampo, guardião da memória, também. Continuar ativo intelectualmente pode até atenuar esse impacto da velhice, mas até pouco tempo atrás os cientistas desconheciam remédios ou exercícios que realmente reduzissem o efeito do tempo na mente. Até que um experimento feito na Universidade Harvard trouxe a meditação de volta aos holofotes.
Divulgada em 2014, a pesquisa, capitaneada pela neurocientista Sara Lazar, mostrou que o mindfulness funciona como um antídoto contra o envelhecimento cognitivo. A equipe de Sara fez exames de neuroimagem em meditadores adultos de meia-idade e verificou que eles tinham uma capacidade cognitiva igual à de jovens de 25 anos. Os praticantes tinham mais neurônios. É um achado exuberante. Isso porque o encolhimento do hipocampo, por exemplo, está associado a várias doenças, desde a depressão até demências.
Um dos primeiros cientistas a se interessar pelos efeitos da meditação na saúde, o norte-americano Andrew Newberg começou a investigar a prática justamente atrás de um método contra a deterioração mental. Para testar o efeito das técnicas, o pesquisador recomendou a meditação de Kirtan Kriya a um de seus pacientes que chegou ao seu consultório reclamando que a cabeça havia começado a falhar. Na Kirtan Kriya, o indivíduo tem de repetir o mantra saa, taa, naa, maa, que pode ser pronunciado em voz alta, em silêncio ou incorporado a uma música.
As sílabas se referem aos sons considerados primordiais para os hindus. Saa é infinito; taa, vida; naa, morte; e maa, renascimento, em sânscrito. Ao mesmo tempo que entoa o mantra, é preciso fazer movimentos ritmados com os dedos. Na sílaba saa, deve-se tocar o dedo indicador no polegar; em ta, o dedo do meio; em naa, o dedo anelar; e em maa, o dedo mínimo no polegar, e repetir a operação por até 12 minutos, todos os dias, se possível. O praticante deve pressionar as pontas dos dedos umas contra as outras ao ponto de deixá-las levemente esbranquiçadas. Esse tipo de gesto é chamado de mudras na tradição asiática.
O monge francês Matthieu Ricard foi considerado o homem mais feliz do mundo depois que cientistas descobriram que seu cérebro, moldado pela meditação, tem atividade neuronal recordista. FactoryTh/iStock
Durante dois meses, o paciente de Newberg repetiu diariamente, durante 12 minutos, o mantra saa, taa, naa, maa. Depois desse período, voltou ao consultório do médico sentindo-se “outro homem”, conforme seu relato pessoal. É claro que a percepção do próprio paciente é importante, mas Newberg o submeteu a uma nova ressonância para ver se havia uma mudança cerebral que justificasse a euforia toda. O exame comprovou que houve de fato uma alteração detectável. As imagens mostraram que o córtex pré-frontal estava bem mais ativo do que antes.
Mas outras áreas também tinham ganhado mais massa cinzenta. O córtex cingulado anterior, envolvido na regulação emocional, no aprendizado e na memória, estava mais alerta. Segundo Newberg, essa área é particularmente vulnerável ao envelhecimento. Pacientes com Parkinson e Alzheimer, por exemplo, apresentam uma atividade metabólica menor nessa região. Além disso, o cingulado anterior tem um papel preponderante na redução da ansiedade e da irritabilidade e no aumento da empatia. Em um teste, que consistia em um jogo para ligar os pontos, a melhora da sua performance comparada ao início do tratamento foi de 50%.
BARATO CARETA
Newberg sabia o que estava fazendo quando prescreveu meditação a seu paciente. Em 1999, o pesquisador havia feito um experimento inovador para a época. Submeteu monges e freiras a um exame chamado de tomografia computadorizada por emissão de fóton único, ou SPECT. Nesse tipo de teste, o voluntário recebe a injeção de uma substância radioativa que colore as áreas cerebrais conforme a intensidade do fluxo sanguíneo. Mais sangue circulando em determinada região significa uma atividade mais intensa.
Quando estavam entrando em estado contemplativo, os monges tinham de puxar uma cordinha. Esse era o aviso para que o cientista injetasse a substância. Um minuto depois, as imagens cerebrais apareciam coloridas no monitor. O lobo frontal, ligado à concentração, ficou vermelho brilhante, o que indicava uma intensa atividade. A meditação requer foco e concentração – ao contrário do que muitos pensam, é uma atividade mental intensa e não um relaxamento.
Por outro lado, o lobo parietal ficou azul, com a atividade reduzida. Essa área do cérebro é o nosso GPS pessoal, ou seja, localiza nosso corpo no espaço. Sem essa percepção, perdemos as coordenadas básicas de onde estamos. Na leitura de Newberg, a redução de atividade nessa área indicava que meditadores experientes perdem a noção de individualidade, do espaço e do tempo. “Você se torna um único ser com Deus ou com o Universo”, disse Newberg.
Trata-se, na visão do cientista, um estado puro de autotranscendência. Essa pode ser uma das explicações para a fama de Matthieu Ricard como O Homem Mais Feliz do Mundo – a meditação é, essencialmente, um barato sem drogas ou efeitos colaterais.
 
 

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Poder ancestral: A magia de Umbanda Astrologica




PESQUISAS ASTROLÓGICAS E DE MAGIAS


Ser um mago de magia astrológica é algo de uma combinação não muito fácil, além de estudo e disciplina é preciso dom e escolhas. "Um pouco de conhecimento é uma coisa perigosa" é, naturalmente, um problema perene e quem de nós não tenha caído na armadilha de ter opiniões fortes sobre um assunto que a nossa profundidade ou superficialidade e do conhecimento torna-se prudente? Mágicos que é absolutamente normal no entanto, estão representando a ideia de que eles não podem simplesmente fazer magia astrológica sempre que desejar. 


Magica, é apesar de tudo, sobre a vontade e sobre o exercício do poder e influência. O mago vê a interligação de todas as coisas no cosmos através de laços espirituais da simpatia e diz: "Ei, o que posso fazer com com isso?" O mago precisa exercer a sua vontade, precisa de sentir que são o fulcro da operação mágica.

A vontade é, portanto, uma exigência profissional, por assim dizer. É também a razão que os magos tendem a ser auto-absorvedores, argumentativos, auto-centrados, ego-maníacos. Um mágico, dizendo: "Eu não gosto de calendário astrológico, porque eu quero fazer mágica quando eu quero" é tão individualista como um garoto de fraternidade que diz: "Eu não gosto de beber antes da idade 21 anos". Um deles no entanto, pode ser ser um mágico que não se importa com a restrição externa como um garoto de fraternidade que não é um bebedor compulsivo, isso na verdade depende do dom e equilíbrio de cada um.


Ainda assim, é realmente mais fácil para ensinar astrologia para um mago que a magia para um astrólogo. Mas, cada caso é um caso, existem exceções, missões e escolhas. Claro que um astrólogo moderno vai estar assustado com a ideia da magia porque sua astrologia é "científica" gravidade ou magnetismo ou algo assim. A associação de magia e astrologia é apenas um anacronismo constrangedor astrologia e logo estará tomando seu lugar, juntamente com a química e biologia.

O que é tanto mais estranho é a rejeição bastante difundida de magia pelos astrólogos tradicionais. Eles geralmente reconhecem a base espiritual da astrologia compartilhado por magia, mas não têm nenhum desejo de fazer magia e freqüentemente têm uma aversão quase instintiva a ela. E no fundo é melhor assim, porque magia além de Sagrada, séria é ao mesmo tempo perigosa, foi pelo uso e abuso de rituais banais, simpatias populares ou feitiços baixos que muita gente se perdeu nos caminhos da espiritualidade.



Parte deste, é claro, é profundamente judaico-cristã que a programação é inconscientemente hardware na sociedade moderna, mesmo para os pagãos, conscientemente, que olha para a magia com grande suspeita. Ainda assim as perspectivas de base astrológica é a força fundamental.

Novamente, se considerarmos que o cosmos é um grande ser espiritual, ligados por simpatia espiritual e correspondência, em seguida, o astrólogo olha para esse padrão de forma passiva, ao contrário do método ativo do mágico, e vê os ciclos do céu refletindo os ciclos da Terra .

Estes realmente não estão configurados para fazer muita coisa, embora! Usando vezes o conhecimento eletivo e escolhendo a forma de agir é quase tão longe como um astrólogo compreenderá as formas de se fazer magia de maneira confortável indo com uma segurança maior nas suas buscas. Ou seja, prudencia, conhecimento e prudencia são necessários ao aliar-se magia e astrologia.

Novamente, é engraçado ver os astrólogos insistindo que eles têm sólidas, individualista razões para não fazer mágica quando, na verdade, na maioria das vezes eles estão simplesmente fazendo o que os astrólogos fazem. Na verdade temos mesmo é que estarmos abertos as novas ideias, novos conhecimentos e revelações. É assim que surgem as novas técnicas, muitas vezes conhecimentos fantásticos. Foi misturando Astrologia com espiritualidade, Cabala, Tarô, Xamanismo, Magia e agora com Umbanda que surgiram técnicas fantásticas para ajudar em nossa busca espiritual.

Isso faz com que o mago pelos caminhos da sabedoria astrológica uma vez que combinam as duas abordagens um pouco diferentes da astrologia e magia, desenvolvem novos conceitos, formas e revelações importantes. Na verdade, um pato é uma excelente metáfora sendo aquáticos e aéreos e terrestres, para analisarmos toda essa analogia magistica e astrológica. O mágico mundo da Umbanda com termos de magia astrológica precisa usar vontade, mas depois precisa ser paciente e aplicar e que no momento astrologicamente adequado é que as coisas vão funcionar.

Esta combinação de opostos é muito hermético, na verdade. Hermes é um deus liminar, literalmente um deus das portas, que não são nem de fora do edifício, cruzamentos, nem de uma estrada, nem a outras zonas fronteiriças e outros lugares. Pessoalmente, eu sempre amei ter as duas coisas e ser exatamente nem peixe nem carne, que é, eu acho um excelente exemplo de minha admiração ao grande Hermes Trismegistos.

No final, eu também, deveria perceber que os meus impulsos, desejos e talentos não são minhas criações únicas, ou especial, mas uma expressão de que as forças combinadas em mim revelam. Isto resulta da meditação e contemplação de si mesmo e de uma carta natal.

Ainda assim, para aqueles que desejam seguir um caminho verdadeiro hermética, na tradição do Corpus Hermeticum, que magia astrológica tem seus atrativos. Isso não quer dizer que não há abundância de outros caminhos a seguir, a chave é encontrar um caminho com o coração que é adequada para você.




A magia de Umbanda-Astrológica, baseada nos conceitos do Grandes Mestres, como W.W da Mata e Itaoman, são muito importantes, através dos pontos riscados em Pemba, pela configuração do nome iniciativo e esotérico. Além do mais o conhecimento hierárquico que poderá nos ser revelados através do mapa astrológico e em somas, analises ou profundas combinações oraculares.

Climazzen Astrologia e Umbanda-Astrológica  
Magos e Sacerdotes nos tempos antigos



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Pesquisando o Sagrado: A Origem dos Orixás



Estudos afro-brasileiro


Olorum, também conhecido como Olodumaré, criou o universo infinito, as estrelas, os planetas e toda a vida. Desta forma, ele separou o que era imaterial do que é material. Alguns pesquisadores dizem que o imaterial é o infinito, o òrun, um local habitado pelos seres sobrenaturais, pelas entidades, conhecidas como araòruns. Aí residiriam os antepassados e os orixás. Outros dizem que, para manter o controle sobre os seres habitam os mundos que criou, Olorum criou os orixás, cada um deles sendo assim representado, de forma material pelos elementos.

Não existe um culto dirigido especificamente a Olorum de modo que toda a comunicação entre os dois mundos é feita através dos orixás. Alguns historiadores acreditam que talvez originalmente Olorum não existisse, tendo surgido devido à influencia dos cultos maometanos e ocidentais na África, com suas noções de um deus único que centralizasse todo o poder.

O historiador Joseph Kizerbo confirma a dificuldade em definir a verdade a partir da mitologia dos iorubas. Segundo ele, o grande antepassado dos príncipes iorubas é Odudua, ou Oduduwa, ele próprio filho de Olodumaré. Segundo informa, pela tradição islâmica, ele seria Lamurudu, rei de Meca. Seu filho, Okanbi, teve sete filhos que vieram a reinar em Owu, Sabé, Popo, Benim, Olé, Ketu e Oyo. O historiador acredita que, quase certamente, os iorubas vieram do Alto Nilo para estabelecer-se na região, hoje Nigéria, sendo que Ilé Ifé foi o centro de dispersão local, passou a ser reconhecido como a “fonte mística do poder e da legitimidade”. De lá partia a consagração espiritual, e para lá retornavam os restos mortais de todos os reis, da mesma forma que ocorria com as cidades santas para os faraós.

A relação entre os seres humanos e os orixás é mais complexa do que se pode pensar a principio. Alguns historiadores nos mostraram que os Iorubas acreditam na existência de varias almas. A primeira seria o “émi”, a respiração, o principio da existência fornecido aos homens por Olorum. Outra alma seria a “ojiji”, a sombra, que o segue o homem aonde ele vá. A mais importante seria a “eledá”, ou “ipòri”, a alma ancestral que está ligada ao destino dos homens e à reencarnação, e associada à cabeça do individuo, chamada “ori”. Assim, diz-se que orí é ainda mais importante que o próprio orixá da pessoa. E é justamente essa alma ancestral que deverá comparecer diante de Olorum antes de renascer, para que receba um novo corpo, uma nova respiração e um novo destino.

Uma das concepções sobre esse processo explica que cada cabeça – ori – é modelada no orún pelo orixá Ájala, ajudado por Oxalá e pelos Odús, as entidades ligadas ao destino e que são: Ejiobe, Oyédu-méji, Òdfi-méji, Irósun-méji, Òwórín-méji, Òbára-méji, Òkanràn-meji, Osá-méji, Òturúpòn-méji, Òtùá-meji, Irètè-meji, Ofun-méji, e Òsetùá. Então, cada cabeça é modelada utilizando-se uma matéria especifica, formando o ìpòri de cada individuo. Dessa forma, se Àjàlà usar uma pedra para criar a pessoa, ele deverá cultuar Ogum, quando vier para a Terra; se for a água, Oxum, Yemanjá, Erinlé, Yewá, e Olokun. E assim por diante, referindo-se ao elemento primordial que representa cada um dos orixás.

O mestre Jesus reconhecido o elemento do qual o Apostolo Pedro tinha sido criado disse: “Tu és Pedra”. Lembre-se que os místicos sempre associaram esse apostolo ao signo de Áries o qual é regido por Ogum. “Quem tem ouvidos ouça”.

Uma das propostas sobre a origem dos orixás entende que um orixá é basicamente, um ancestral elevado à categoria divina devido ao controle que obteve sobre certas forças da natureza, como o trovão, o vento e as águas, doces ou salgadas. Esses são os orixás que se referem os mitos e lendas. Já os orixás criadores nunca encarnaram e faz parte da hierarquia que governa o sistema.
Esse controle dos orixás evoluídos, também poderia ser visto como uma serie de conhecimentos: sobre a caca, a propriedade dos metais e como utilizá-los, o conhecimento sobre as plantas e como utilizá-las. Após sua morte, esse ancestral teria o poder ou capacidade de encarnar momentaneamente em algum de seus descendentes, através do fenômeno de possessão que ele mesmo provocaria.

Sabe-se que cada cidade ioruba da África tinha seu rei, que era descendente de um herói divinizado ou então a reencarnação do orixá, de modo que alguns orixás cultuados numa determinada região não eram conhecidos em outras regiões. Quando de sua vinda para o Brasil, o culto modificou-se, uma vez que os diferentes grupos de iorubas entrarem em contato uns com os outros, reagrupando-se em torno dos terreiros – os centros de devoção da religião – então formados no Brasil. Foi assim que a religião ganhou o nome de candomblé (cujo significado original, segundo os estudiosos, é “rezar”, ou “orar”), e reuniu sacerdotes e fieis que estavam ligados por parentesco através dos orixás (daí os nomes “filhos de Oxalá e Iemanjá”, e outros mais).

Os orixás representam, portanto, forças elementais, um aspecto da natureza, e também estão associados aos antepassados, aos heróis míticos. E, mais ainda, fazem parte do ser humano, uma vez que cada ser possui seu orixá. Este é, ao mesmo tempo, seu pai espiritual e parte de seu próprio ser. Segundo as crenças do candomblé, cada pessoa apresenta as mesmas características psicológicas, de personalidade, que o orixá a que pertence. Segundo alguns estudiosos, não apenas características de personalidade, mas todos aqueles que pertençam a determinado orixá apresentarão as mesmas características e traços do rosto, composição do corpo etc. Completando suas características, a pessoa ainda reuniria traços de seu segundo orixá, que poderia alterar sua personalidade, da mesma forma que o signo ascendente, na astrologia, modifica as características do signo solar. Por isso á Umbanda Astrológica é mais uma importante ferramenta pra trazer mais luz aos estudos esotéricos referentes aos orixás.

Essa qualidade abre o conceito das relações entre os orixás e seus filhos, não permitindo que ocorra uma espécie de massificação. E, para completar, cada orixá possui, alem de suas características próprias, varias outras manifestações ou qualidades, de forma que um mesmo orixá é geralmente apresentado como mais jovem ou mais velho, inclusive cada um recebendo nomes específicos.

Trago a todos vocês minhas pesquisas e fatos a mim revelados a fim de lançar luz a uma filosofia tão bela que vem sendo tão deturpada. Uma coisa que muito me irrita é ver afro-descendentes “convertidos” a seitas protestantes as quais renegam suas tradições e ancestrais e criticam o que nem sabem direito o que é. Outra coisa que me indigna é alguns “mestres” que se acham donos da verdade e que não repartem seu conhecimento com ninguém só visando confundir as pessoas e tirar proveito disso. O que eu acho ruim também é a briga dá Umbanda e do Candomblé. Eu respeito ambas com a mesma admiração e acho que todos os movimentos afros têm que se unir e trabalharem juntos. Eu acredito pelo que a mim foi revelado que a Umbanda é mais antiga que o CANDOMBLÉ, mas ambas vem da mesma fonte. Já aqui no Brasil o Candomblé é mais antigo que a Umbanda, no entanto ambas tem a mesma importância. Axé pra todos e amor nos corações.

Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
 

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