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sábado, 31 de julho de 2021

Descoberta erupção de raios gama mais curta já observada e vinda de fonte inesperada (FOTO)

 


Os astrônomos descobriram uma rara emissão curta de raios gama. A nova descoberta destaca a necessidade de uma nova classificação de explosões de raios gama, não baseada apenas em sua duração.

Uma equipe internacional de astrônomos descobriu uma rara emissão de raios gama curta, GRB 200826A, relacionada com uma supernova, segundo estudo publicado na revista Nature Astronomy.

Tradicionalmente, os fenômenos deste tipo se dividem em duas categorias: curtas e longas, que duram menos e mais de dois segundos. Acredita-se que as longas são geradas por supernovas e as curtas pela fusão de estrelas de nêutrons.

No entanto, a explosão detectada recentemente não se encaixa nesta divisão, conforme o cientista Tomás Ahumada.

"Esta descoberta representa a emissão de raios gama mais curta causada por uma supernova durante o colapso de uma estrela massiva. Durou apenas 0,6 segundo e está à beira de uma explosão de raios gama exitosa e falha", de acordo com o comunicado publicado.

A brevidade de erupção seria produto de jatos de raios gama que quase não são suficientemente fortes para escapar da estrela, sugerem os cientistas. Em outros casos, podem ser tão fracos que não produzem emissões de raios gama por completo.


 
 
Representação artística de uma supernova em colapso gerando emissão curta de raios gama

A hipótese poderia explicar porque são observadas mais supernovas do tipo específico relacionado a esse fenômeno que as próprias erupções longas de raios gama.

"Nossa descoberta sugere que, como observamos muito mais destas supernovas que explosões longas de raios gama, a maioria das estrelas que colapsam não produz uma erupção de raios gama que atravesse o invólucro exterior da estrela que colapsa. Acreditamos que este evento foi efetivamente um fracasso, um que esteve perto de não ocorrer de forma alguma", explicou Ahumada.

Como resultado, o cientista aponta que uma classificação de explosões de raios gama baseada apenas em sua duração não seria a melhor abordagem. Também disse que são necessários mais estudos desses eventos.

 

 

sexta-feira, 19 de março de 2021

Misteriosa 'medusa cósmica' é observada pela 1ª vez (FOTO)

 


Com ajuda do radiotelescópio MWA, os astrônomos observaram no espaço um evento cuja imagem em radiofrequência parece uma medusa.

Segundo os resultados do estudo, que foram publicados na revista The Astrophysical Journal, pesquisadores australianos e italianos utilizaram o radiotelescópio MWA do Observatório Murchison, na Austrália Ocidental, para observarem o enxame de galáxias Abell 2877.

Entretanto, a atenção deles foi atraída por uma misteriosa fonte sincrotrônica de espectro ultra-alto que parecia uma medusa com sua silhueta. Os astrônomos batizaram-na de USS Jellyfish.


 
 
 © Foto / Torrance Hodgson, ICRAR / Universidade Curtin
Imagem de misteriosa "medusa cósmica" no enxame de galáxias Abell 2877

Os cientistas observaram o fenômeno misterioso durante 12 horas em cinco frequências de 87,5 até 212,5 mega-hertz.

"Nós observávamos os dados e, reduzindo a frequência, notamos como começou a surgir uma estrutura transparente parecida com medusa. Embora em frequências comuns a imagem seja muito brilhante, em 200 mega-hertz a radiação praticamente desaparece. Nenhuma outra radiação extragaláctica observada antes desapareceu tão rapidamente", diz o principal autor do estudo, Torrance Hodgson.

Para explicar o espectro invulgar da "medusa cósmica" os autores realizaram uma espécie de investigação astronômica.

"Nossa hipótese de trabalho é que cerca de dois bilhões de anos atrás um punhado de buracos negros supermassivos de múltiplas galáxias ejetou potentes jatos de plasma. Este plasma escureceu, se apagou e ficou inativo", explicou o astrônomo. "Mas há pouco tempo, este começou a se misturar depois que ondas de choque muito suaves passaram pelo sistema. Isso acendeu o plasma de novo, iluminando por pouco tempo a medusa e seus tentáculos, que foi o que nós observamos."

Por seu tamanho no céu, USS Jellyfish estima-se ter mais de um terço do diâmetro da Lua, quando observado da Terra, e pode ser vista apenas com utilização de telescópios de baixas frequências.

 

 

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Astrofísica: Rara colisão entre 3 buracos negros é observada por astrônomos (FOTO)


Pela primeira vez, os astrônomos observam uma tripla colisão de galáxias, que enviaram seus buracos negros em rota de colisão.

Um novo estudo publicado pela The Astrophysical Journal mostra que a colisão massiva está localizada a um bilhão de anos-luz da Terra no sistema SDSS J084905,51+111447,2. Para observar o fenômeno, os astrônomos estão utilizando um telescópio no solo e outro no espaço.
As imagens do sistema foram captadas com luz ótica pelo telescópio Sloan Digital Sky Survey no Novo México, segundo a CNN.
O Observatório de raios X Chandra mostrou pontos brilhantes da luz no centro de cada galáxia provenientes da colisão. Além disso, foram detectados gás e poeira, revelando assim, os buracos negros ativos e supermassivos.
"Buscávamos apenas pares de buracos negros, contudo, através da nossa técnica de seleção, encontramos esse incrível sistema", afirmou o autor do estudo, Ryan Pfeifle.
"Essa é a evidência mais convincente já encontrada até agora de um sistema triplo de alimentação ativa de buracos negros supermassivos", completou.

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​Estes três buracos negros se chocarão.  
As imagens e os dados capturados em diferentes comprimentos de onda de luz proporcionaram finalmente todas as peças necessárias para reconstruir o quebra-cabeça galáctico.
Com a ajuda dos dados obtidos, a equipe foi capaz de descobrir uma nova forma de identificar os buracos negros supermassivos triplos.
A fusão dos três buracos negros poderia ter provocado ondas gravitacionais ou ondas no espaço e no tempo.
"Os buracos negros duplos e triplos são extremamente raros", afirmou Shobita Satyapal, coautora do estudo na Universidade George Mason.
"Porém, esses sistemas na realidade são uma consequência natural das fusões de galáxias, que acreditamos que seja a forma como as galáxias crescem e evoluem", concluiu.
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