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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Estudo traz novos indícios sobre origem dos diamantes em meteoritos (FOTOS)



 

Cientistas oferecem nova teoria sobre a origem dos diamantes em ureilitos, grupo de meteoritos pedregosos. Esse tópico tem implicações para os modelos de formação planetária no início do Sistema Solar.

Pesquisa conduzida por Fabrizio Nestola, da Universidade de Pádua, Itália, mostra que esses diamantes provavelmente foram formados por uma rápida transformação por choque de grafite durante um ou mais impactos importantes no asteroide ureilito-pai no início do Sistema Solar. Essa descoberta foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Nestola e sua equipe de pesquisadores analisaram diamantes em três amostras de meteoritos pedregosos. Os cientistas descobriram grãos de diamante junto com ferro metálico e grafite nas regiões ricas em carbono localizadas entre os grãos minerais de silicato nessas amostras.

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Micrometer- and nanometer-sized diamonds in ureilite meteorites suggest a small-planetesimal origin, with potentially significant implications for planetary formation models. In PNAS: ow.ly/iB0t50BEmYW
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​Diamantes de tamanho micrômetro e nanômetro em meteoritos ureilitos sugerem uma origem pequena planetesimal, com implicações potencialmente significativas para modelos de formação planetária.

"Descobrimos o maior diamante de cristal único já observado em um ureilito […] É importante ressaltar que os ureilitos que investigamos foram todos altamente chocados, com base na evidência de seus minerais de silicato, o que sugere fortemente que os diamantes grandes e pequenos nessas rochas se formaram a partir do grafite original por meio de processos de choque", afirma em comunicado Cyrena Goodrich, coautora do estudo.

Formação de planetas

A origem dos diamantes em ureilitos tem implicações importantes para entender a origem do Sistema Solar. Os asteroides atuais, dos quais se originam a maioria dos meteoritos, são muito pequenos em comparação com os planetas.

No entanto, os modelos de formação planetária preveem que os planetas se formaram como resultado do acúmulo de embriões planetários do tamanho que varia entre a Lua e Marte.

Nestola e sua equipe demonstram que a presença de diamantes em ureilitos não requer um corpo parental do tamanho de Marte.

"Nossas descobertas são importantes porque não apenas indicam uma origem de choque para os diamantes em ureilitos, como discutido por muitos pesquisadores anteriores, mas também porque refutam os argumentos que foram feitos para a hipótese do grande corpo parental. Este tipo de debate científico e teste de hipóteses são essenciais para o progresso da ciência", comenta Goodrich.

 

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Forte seca traz à tona 'Stonehenge' de 5.000 anos na Espanha


Em Peraleda de la Mata, na comunidade autônoma espanhola de Estremadura, uma estrutura muito parecida com o Stonehenge britânico emergiu da água devido à seca depois de 50 anos submerso em um reservatório.


A estrutura conta com 144 blocos de granito de dois metros de altura, posicionados verticalmente.
A datação por radiocarbono mostrou que as pedras são de um período entre 4.000 e 5.000 anos atrás, ou seja, da mesma época do Stonehenge no Reino Unido.
Descoberta em 1925 pelo padre e arqueólogo alemão Hugo Obermaier, a estrutura desapareceu debaixo d'água depois de o então líder da Espanha, general Francisco Franco, ter ordenado afundar um vale do rio Tejo.

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Uma oportunidade para salvar o cromeleque e o dólmen de Peraleda de la Mata (em Cáceres), que, literalmente, surgiu das águas.
Uma civilização que não sabe valorizar seu patrimônio arqueológico não pode se considerar avançada.
Pesquisadores acreditam que a instalação poderia ter sido construída pelos célsius que viveram na Ibéria 4.000 anos atrás. Segundo hipóteses de pesquisadores, as pedras poderiam ter sido usadas como uma câmara central para cultuar o Sol.
"Neste caso, há semelhanças com Stonehenge, mas é obviamente menor", contou Ángel Castaño, presidente da Associação Cultural de Peraleda em entrevista ao jornal britânico The Times.

Espera-se que a administração regional venha a discutir planos de preservação do local para metas turísticas e científicas.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Desvendando segredo: Análise de DNA traz luz à origem de enigmático povo bíblico



Uma equipe internacional de cientistas pode ter desvendado segredo da origem dos filisteus, povo mencionado no Antigo Testamento que viveu em território israelense desde o século XII a.C. até a nossa era.
Em comunicado de imprensa, publicado pelo site Phys.org, está escrito que uma equipe internacional, liderada por cientistas do Instituto Max Planck de Ciência da História Humana e da Expedição Leon Levy, recuperou e analisou DNA de pessoas que viveram durante as Idades do Bronze e do Ferro (há cerca de 3.600 a 2.800 anos) na antiga cidade portuária de Ascalão, uma das principais cidades filisteias durante a Idade do Ferro.
As primeiras colônias em Ascalão, que está localizada na costa do mar Mediterrâneo no sudoeste de Israel, foram fundadas há oito mil anos, e a grande cidade surgiu há cerca de quatro mil anos. Vale destacar que os habitantes de Ascalão eram intimamente ligados ao patrimônio genético levantino, ou seja, aos povos do Levante.

Traços genéticos

No entanto, mais tarde, no início da Idade do Ferro, surgiram traços genéticos de origem europeia. Segundo cientistas, trata-se de uma evidência histórica e arqueológica da chegada dos antepassados dos filisteus a Israel. Há pouca informação sobre a origem dos filisteus, exceto que seus antepassados provavelmente vieram de Creta.
Anteriormente, pesquisadores também encontraram evidências de uma mudança no modo de vida dos habitantes de Ascalão no século XII a.C., que passou a ser associada com à chegada dos filisteus. Outros, no entanto, acreditavam que a mudança poderia ser explicada com intensificação do comércio, ao invés da imigração de outros povos.
"Estes dados começam a preencher uma lacuna temporal no mapa genético do sul de Levante", explica Johannes Krause, autor sênior do estudo. "Ao mesmo tempo, pela análise comparativa ampliada da transição genético temporal de Ascalão, descobrimos que as características culturais únicas no início da Idade do Ferro são espelhadas por uma composição genética distinta das pessoas do início da Idade do Ferro", concluiu cientista.
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