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Os Orixás regentes de 2027

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

A integração cultural, por meio da fé e ciências sagradas!


 
 
 
O foi o fotógrafo e etnógrafo francês Pierre Verger cruzou o mundo atrás de terreiros. Enquanto outros tantos, aqui, que tem a possibilidade todos os dias de entrar em contato com o Sagrado, não faz, por serem incredilos ou por serem orgulhosos. Mas, na verdade, cada um têm uma missão e não podemos enfiar goela a baixo nossa fé, crenças ou conceitos. Cada um terá que trilhar seu proprio caminho e terá que fazer as escolhas sozinho. A menos que tenha uma missão especial, as divindades e o sagrado não irá se impor, deixando que ele viva em seu livre arbítrio, mesmo que siga num caminho errado.

Verger, foi iniciado no candomblé. Gostou tanto que viajou à África para conhecer os orixás na origem. Lá se tornou babalaô, um sacerdote adivinho do Ifá. O Ifá é um oráculo que originou o jogo de búzios brasileiro, recentemente integrado aos centros de umbanda. Isso no Brasil e na Umbanda que conhecemos aqui, porque os conceitos de Ifá e todos os oráculos sagrados revelados pelo Sagrado, sempre foram conhecidos pelos umbandistas, magistas, nosso Antigos Ancestres.

O detalhe: hoje interpretamos búzios no Brasil com as regras que Pierre Verger trouxe da África. Mas, têm também os conhecimentos próprios revelados pelos Sagrados Orixás aos médiuns evoluídos, poderosos magistas e interpretes do Astral.

Essas misturas e integrações não acontece a toa, são vontade dos Ancestrais, Divindades e as poderosas Vibrações Cósmicas, se revelam como dádivas divinas, pelo Conhecimento. Essa mistura acontece em todos os países, tudo para adaptação que sirva para cada povo sem gerar conflitos e sim evolução.

Uma das coisas importantes que estamos vendo hoje é a sincronização entre varias ciências sagradas, como Astrologia, Tarô, Runas e muitas outras, usadas pelos buscadores de conhecimentos.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
 
 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

A Umbanda de cara nova

Quando surgiu no Rio ao final do século 19, "a religião brasileira" já misturava teologias. Do candomblé (versão brasileira de crenças africanas) ela manteve o sincretismo religioso, os paralelos entre deuses africanos e santos católicos. Para completar, adotou rituais indígenas já presentes em muitos terreiros e explicou tudo com o espiritismo de Allan Kardec, recém-importado da França. Dessa junção afro-católico-tupi-espírita nasceu a umbanda. Para muitos, a data de nascimento é 15 de novembro de 1908, quando o médium Zélio Fernandino de Morais teria incorporado o Caboclo Sete Encruzilhadas pela primeira vez. Rejeitado pelos espíritas, que o viram como hospedeiro de uma entidade inferior, Zélio fundou a primeira casa de umbanda.

A capacidade de absorver elementos como um mata-borrão resulta em um panteão que parece, sem a menor sombra de brincadeira, o bar do primeiro filme "Guerra nas Estrelas": seres de toda a galáxia religiosa em singular comunhão espiritual. É óbvio que um credo de tamanha expansão não prescinde de Jesus. Cristo é Oxalá, filho de Obatalá, o criador, e se destaca nos altares. Junto dele estão os orixás, quase sempre na imagem de santos católicos, e as entidades, espíritos que se manifestam nas giras (principal diferença para o candomblé, no qual quem desce à Terra são os orixás).

Hoje começamos a notar que a Umbanda não se liga apenas ao religioso, mas, têm sua essência no esotérico, no astral e não apenas no conceito espiritual, como muitos sempre achavam que as divindades atuantes nos terreiros, eram apenas habitantes das matas, rios, cachoeiras e mar. Na verdade, nossos Ancestres, têm ligação mais antiga, profunda e é por isso que nos ligamos num conceito mais cósmico e menos terreno. É por isso que o verdadeiro magista, admira e contempla as estrelas, tentando enxergar ou ter um insight que mostre sua verdadeira origem no Universo.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador. 

 

 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

A Umbanda da Nova Era é uma Religião bipolar. Já a Umbanda Astrológica, não é religião e sim busca do conhecimento sagrado

 
A umbanda divide suas entidades em dois campos energéticos, direita e esquerda. Na direita estão os espíritos de luz, evoluídos, que pregam e realizam o bem. Os mais tradicionais são os caboclos, pretos-velhos e crianças, e recentemente passaram a ser incorporados baianos, boiadeiros e marinheiros. Na esquerda estão os espíritos de má biografia, que operam o "mal necessário". São os exus, pombagiras, ciganas e malandros (cujo representante mais famoso é o Zé Pilintra). O culto dos espíritos de esquerda já foi tratado como religião separada, a quimbanda, mas hoje é abertamente parte da umbanda. De qualquer forma, exus e pombagiras, confundidos com demônios, são os principais alvos dos evangélicos.

Entidades de ambos os lados pedem oferendas (nunca diga "macumba") para realizar seus serviços mágicos. Não há bem e mal nessa hora, e sim crédito com os orixás. Como resume o Pai Raimundo Medeiros: "Meu filho, você merece? Toma. Você deve? Paga".

A umbanda é a crença mais dinâmica, está sempre incorporando novidades. Essas novidades, vêm em algumas ocasiões, por sensacionalistas e aproveitadores, mas, em outras, são revelações, por médiuns escolhidos, que são totalmente inspirados pelas Divindades, para causar reformas, mudanças e adaptações importantes.

Note-se que a umbanda não tem livro sagrado nem autoridades eclesiásticas. Se um padre seguir o Alcorão, vai se ver com o bispo, mas cada pai-de-santo manda em seu terreiro. Outro traço fundamental é a tolerância. O homossexualismo, por exemplo, não é problema em terreiro algum.

Essa liberdade, no entanto, não pode ser vista como totalmente benéfica se as mudanças implantadas, beiram o exagero, imoralidade ou esquisitices, que desarmonizam as revelações sagradas. Mas, quando vêm pela revelação divina, com intuito de trazer melhor compreensão, ajustes e aprimoramentos, ai sim se tornam benéficas e dignificantes.

Assim mestres e pessoas de boa fé, trabalham pela busca, crescimento espiritual e iluminação. Ai se usam outros conceitos, ritos e tudo visando o melhor. E assim temos na Umbanda, espaço para o uso de oráculos, que não é somente os tradicionalmente usados na trajetória de Umbanda. Na verdade bom buscador, não confia apenas nas revelações mediúnicas, pois, sabemos das investidas de espíritos enganadores. É por isso que o mago, magista busca nos oráculos um apoio para decifrar códigos e mistérios necessários. Então temos espaço para o Tarô, Astrologia, Runas e outras técnicas, para desvendar o Sagrado por prismas que ajudem a compreender o que se busca saber.

A Umbanda Astrológica por sua vez, usa conceitos do conhecimento sagrado africano, ameríndio, brasileiro, cabalístico, hebraico, da magia oriental, da magia europeia, dos ancestrais mais antigos e busca cruzar tudo isso, para extrair o melhor que puder disso tudo. Ainda cruza o conhecimento zodiacal, com as forças e saberes dos orixás, não somente da UMBANDA ou do Candomblé, mas, também da Tradição Africana, venha o conhecimento de onde vier. Em especial do Ifá, das lendas iorubás e também de toda espiritualidade de muitos povos daquele fantástico continente. Mas, a Umbanda Astrológica, não é religião, é símbolo de liberdade e acima de tudo, de busca incansável de conhecimento que não fica preso no tempo ou em tradições puritanas ou limitadoras, mas, que se renova o tempo inteiro. Muda, se transforma e se corrige, quando tem que corrigir. É o caminho em especial do Buscador Solitário, mas, que se agrupa ou se enturma, quando for necessário e os Senhores do Tempo e do Carma requerer de nós.

Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador. 

 

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