Pesquisadores
indianos detectaram uma supernova extremamente brilhante, deficiente em
hidrogênio e de rápida evolução, que brilha com a energia retirada de um
peculiar tipo de estrela de nêutrons com um campo magnético ultraforte.
Este
tipo de supernova, denominada supernova superluminosa (SLSNe), é
considerado raro no mundo da ciência e geralmente é originado a partir
de estrelas massivas, com uma massa de mais de 25 vezes a do Sol, segundo o portal Hindustan Times.
Conforme o estudo, estes objetos estão entre os menos compreendidos,
pois suas fontes primárias não estão claras e seu brilho extremamente
alto é inexplicável.
O novo tipo é a chamada "supernova de captura de elétrons", um corpo celeste que teria como progenitoras as estrelas maciças de ramos gigantes superassintóticos
A equipe observou que a aparência da supernova era semelhante a
outros objetos no campo, contudo, a estimativa do brilho fez com que
parecesse um objeto de intensa cor azul, refletindo seu caráter muito brilhante.
De acordo com o Departamento de Ciência e Tecnologia da Índia, um
estudo aprofundado destes objetos espaciais poderia ajudar a compreender
os mistérios do Universo primitivo.
O telescópio espacial Kepler, da NASA, captou um fenômeno extremamente raro. Trata-se de uma superexplosão de uma nova estrela anã.
Trata-se de um sistema estelar binário, onde a primeiro componente é uma anã branca e a outro é uma anã marrom, aproximadamente 10 vezes maior, que "absorve a essência como um vampiro", explica a NASA.
As duas estrelas se encontram muito perto uma da outra, tanto que a forte gravidade da anã branca, que é o núcleo restante de uma estrela como o Sol, remove o material (como gás e poeira) da marrom, que, por sua vez, não se tornam estrelas por falta de massa e são consideradas corpos subestelares.
A perda de energia rotacional, à medida que se aproxima da anã branca, cria uma espiral que se assemelha a um disco, dando origem ao disco de acreção.
Ilustração mostra sistema estelar binário de estrelas anãs, onde uma anã branca absorve o seu satélite maior, uma anã marrom
O Kepler registrou o evento, observando um lento aumento no brilho, seguido por um rápido aumento. O brilho continua sendo um grande mistério. Contudo, as teorias da física do disco de acreção não preveem esse fenômeno, que já foi avistado em outras duas explosões de "novas anãs".
As novas anãs são eventos raros, já que até o momento foram encontradas aproximadamente 100 delas, tanto que esta última foi detectada por acidente, pois, no momento da explosão, o Kepler estava orientado na direção correta.
De acordo com Ridden-Harper, cientista do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScI) e da Universidade Nacional da Austrália, o recente encontro "aumenta as esperanças de detectar eventos ainda mais raros, ocultos nos dados do Kepler".
Astrônomos encontraram uma característica presente no nosso Sistema Solar em outro sistema localizado a 320 anos-luz, no cinturão de Kuiper.
Trata-se da primeira detecção polarimétrica do anel interno que circula a estrela, conhecida como HD 141569A, que estaria revelando detalhes de um importante período no desenvolvimento planetário.
Vale ressaltar que essa não é a primeira vez que os astrônomos analisam a estrela, que frequentemente é observada devido às suas duas anãs vermelhas que orbitam ao seu redor. Além disso, a HD 141569A tem apenas cinco milhões de anos e uma massa três vezes maior que a do Sol, apresentando um espectro azul e brilhante.
Entre os dois anéis da estrela, há um espaço onde todos os materiais orbitam gravitacionalmente, assim como ocorre em nosso Sistema Solar, que possui restos de materiais desde sua formação, ou seja, o cinturão de Kuiper, que é formado por detritos gélidos além da órbita de Netuno.
CC BY 2.0 / HUBBLE ESA / ARTIST’S IMPRESSION OF A KUIPER BELT OBJECT
Cinturão de Kuiper (ilustração artística)
No final do processo resta o disco de detritos, que pode se estender por diversas unidades astronômicas. O disco em torno da HD 141569A é híbrido, que pode revelar detalhes da formação dos gigantes gasosos, bem como o crescimento da interação dos planetesimal com o gás e a poeira no disco.
Agora, os especialistas estão estudando a radiação eletromagnética da região em torno da estrela. Juan Sebastian Bruzzone, que lidera a equipe de pesquisa da Universidade de Ontário, teria observado um anel semelhante em torno da HD 141569A, que deverá se encontrar a aproximadamente 44 unidades astronômicas da estrela.
"Considerando os dados das imagens de alto contraste, o disco de detritos HD 1415169Aé formado por pelo menos quatro anéis encaixados, com estruturas em espiral", relata a equipe em estudo publicado pela The Astronomical Journal.
Grandiosa explosão misteriosa de ondas de rádio foi localizada com precisão em uma grande galáxia a uma distância de 3,6 bilhões de anos-luz.
"Este é o grande avanço que esperamos desde que os astrônomos descobriram rápidas explosões de rádio em 2007", afirma Keith Bannister, que lidera o estudo, da agência nacional de ciência da Austrália.
A localização foi tão precisa que o autor do estudo afirma que, se o local estivesse na Terra, poderia dizer não apenas a cidade onde a explosão surgiu como também o código postal e o quarteirão.
A equipe liderada por australianos realizou a descoberta utilizando um novo radiotelescópio da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO), a agência científica australiana.
Agora, os astrônomos esperam descobrir as causas das explosões rápidas de rádio, que continuam desconhecidas.
A descoberta foi publicada pela revista Science e está entre as mais significativas desde a descoberta de FRB em 2007, conforme o jornal Daily Mail.
Desde 2007, foram detectadas apenas 85 explosões cósmicas de ondas de rádio, sendo que a maioria delas é "one-off", enquanto que uma pequena parte são "repetidores" que se repetem no mesmo lugar.
Esta é a primeira vez que os astrônomos conseguem obter a localização exata de uma ondulação "única", segundo o portal Socientífica.
A tecnologia utilizada pela equipe foi o radiotelescópio australiano Square Kilometre Array Pathfinder (ASKAP), que possui 36 antenas parabólicas, com a explosão chegando a cada uma em um tempo ligeiramente diferente, permitindo o cálculo de sua origem.
"A explosão que localizamos e sua galáxia hospedeira não se parecem em nada com um 'repetidor' e seu hospedeiro. Ela vem de uma enorme galáxia que está formando relativamente poucas estrelas", afirmou o Dr. Adam Deller, da Universidade de Tecnologia de Swinburne.
O fato sugere que as rajadas de rádio podem ser produzidas em uma variedade de ambientes, ou que as explosões sejam geradas por um mecanismo diferente para o repetidor.
Após a descoberta, a equipe analisou a distância e outras características utilizando o telescópio Gemini South, em conjunto com o Observatório W.M. Keck e o Very Large Telescope (VLT).
Impressão artística de uma explosão rápida de rádio
Os dados obtidos durante o estudo, confirmaram que a luz havia deixado a galáxia há aproximadamente 4 bilhões de anos, disse Nicolas Tejos, da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso.
A partir das minúsculas diferenças de tempo foi possível identificar a galáxia inicial da explosão, além do ponto de partida a 13.000 anos-luz do centro da galáxia, ressalta Deller.
O atual objetivo da equipe é utilizar as explosões rápidas de rádio como sondas cosmológicas, tal como fazemos com os raios gama, quasares e supernovas.
Segundo
pesquisadores, o brilho observável por um telescópio comum é resultado
da explosão liberada por gases de estrela ao serem sugados pelo buraco
negro V404 Cygni
massa deste buraco negro é de 9 massas solares
"É
interessante notar que a massa deste buraco negro é de 9 massas
solares, o que o torna bem diferente dos buracos supermassivos que
existem no centro das galáxias", explicou o físico Gustavo Rojas, da
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)(VEJA/Divulgação)
Durante
anos se pensou que os buracos negros pudessem ser observados apenas com
telescópios sensíveis a raio-x e raios gama. No entanto, uma recente
descoberta mostrou, pela primeira vez, que telescópios comuns, como
aqueles que entusiastas da astronomia costumam ter em casa, podem
detectar um buraco negro quando a matéria ao seu redor emite flashes de
luz ao ser sugada.
O fenômeno foi detectado por pesquisadores japoneses que observavam o
buraco negro V404 Cygni, localizado a 7.800 anos-luz da Terra. O V404
Cygni possui uma estrela vizinha menor que o nosso Sol e ambos se
rodeiam em um movimento que se completa a cada seis dias e meio. Essa
trajetória circular da estrela deixa um "rastro" de gás.
Em artigo publicado na revista Nature, Mariko Kimura, da
Universidade de Kyoto, explicou que a gravidade causada pelo buraco
negro foi tão grande que parte do material deixado pela estrela foi
sugado, liberando uma explosão radioativa que produziu luz visível - que
pôde ser capturada pelos telescópios comuns na Terra.
"É interessante notar que a massa deste buraco negro é de 9 massas
solares, o que o torna bem diferente dos buracos supermassivos que
existem no centro das galáxias, que possuem massas milhões de vezes
maiores que o Sol", explicou o físico Gustavo Rojas, da Universidade
Federal de São Carlos (UFSCar).
Devoradores? - A descoberta veio quando astrônomos
discutem a reputação dos buracos negros diante de novas observações.
Recentemente, os cientistas detectaram um buraco negro localizado no
coração da galáxia NGC 5195 expelindo duas grandes nuvens de gás - em
uma curiosa inversão da natureza "devoradora" dos buracos negros.
De acordo com os astrônomos, as grandes nuvens foram resultado de uma
súbita ingestão do material que estava ao redor do buraco negro, em uma
galáxia vizinha, muito maior que a NGC 5195. "Aparentemente, buracos
negros podem 'arrotar' após suas refeições", explicou o astrônomo que
liderou as pesquisas, Eric Schlegel, da Universidade do Texas, à NASA
(agência espacial americana). Segundo os pesquisadores, a explosão gerou
material suficiente para a formação de novas estrelas.
"É comum aos grandes buracos negros expelirem gases, mas é raro ter
uma visão tão próxima destes acontecimentos", afirmou Schlegel.
Utilizando imagens de raio-x do Observatório Chandra, da NASA, e imagens
óticas do Observatório Nacional Litt Peak, o astrônomo e sua equipe
conseguiram ver os dois arcos de gás, seguido de uma fina camada de um
frio gás de hidrogênio. Segundo eles, isto sugere que um gás mais quente
tenha varrido o hidrogênio mais frio de dentro da galáxia.
O fenômeno parece indicar que, ao contrário de sua fama, o buraco
negro também é capaz de criar estrelas, ao invés de apenas destruí-las