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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Buraco negro supermassivo pode 'engolir' todo o Universo, alerta astrônomo


A recente descoberta de um buraco negro supermassivo deu aos astrônomos uma nova perspectiva quanto à força potencial destes objetos celestes.

O astrônomo David Whitehouse afirma que nosso Universo poderia ser engolido por um gigante buraco negro. Em uma entrevista, ele explicou que um buraco negro supermassivo recentemente descoberto pelos astrônomos na América do Sul forneceu novas perspectivas sobre o quão grandes estes objetos podem ser.
"Começamos a nos dar conta daquilo que achávamos antes que havia um limite quanto ao tamanho dos buracos negros no centro da galáxia, porque eles conseguem engolir muitas estrelas. Os buracos negros aumentam em tamanho tragando a matéria, gás, estrelas e pó", Este [buraco negro recém-descoberto] é enorme, então talvez possam existir buracos negros ainda maiores, disse o astrônomo.
Segundo ele, várias teorias físicas especulam que, a um determinado momento no futuro, um buraco negro pode se tornar suficientemente grande para absorver cada vez mais estrelas e eventualmente engolir o Universo.

© FOTO: ROBIN DIENEL / INSTITUTO CARNEGIE
O PSO J352-15 - buraco negro (quasar) anormalmente brilhante
"Existem teorias que nos indicam que, possivelmente, em um futuro muito remoto, tudo irá acabar em um buraco negro, todo o Universo", opinou Whitehouse.
O cientista afirma que é importante investigar os buracos negros, porque suas propriedades físicas únicas proporcionam aos cientistas uma "perspectiva diferente sobre o funcionamento do Universo e aquilo que ele é capaz de criar".
"Os buracos negros têm diferentes tipos de formas e tamanhos. Existem buracos negros do tamanho de um átomo, por outro lado, no centro de galáxias, há buracos negros gigantescos que excedem o tamanho do Sol em bilhões de vezes, são objetos fascinantes", salientou o Dr. Whitehouse.
Os buracos negros são tão densos que criam uma força gravitacional capaz de capturar a luz. Nada lhes pode escapar. No entanto, essa incrível massa também deforma o tempo e o espaço nas suas imediações, fazendo com que o tempo decorra de forma totalmente diferente do que decorre para um observador que esteja de fora.
De acordo com equações teoréticas, somente as estrelas muito maiores que o nosso Sol podem formar um buraco negro.
No início deste mês, a NASA informou que, durante uma pesquisa do quasar PSO167-13 e de nove outros quasares com a ajuda do telescópio Chandra, os astrônomos poderiam ter detectado um buraco negro gigantesco e muito distante.

Júpiter teria 'engolido' outro planeta grande, alegam cientistas


Astrônomos estão sugerindo que, há cerca de 4,5 bilhões de anos, Júpiter absorveu outro protoplaneta durante uma colisão, anos antes da formação do nosso Sistema Solar, escreve Science News.

De acordo com a publicação, a hipótese de absorção de outro protoplaneta por Júpiter poderia finalmente explicar por que o núcleo do planeta é tão difuso e fragmentado e, obviamente, jogar luz sobre juventude do nosso Sistema Solar.
Astrônomos do Japão, China, Suíça e EUA usaram dados da sonda Juno da NASA para investigar a estrutura e composição de Júpiter, e decidiram testar outras possíveis explicações de como o núcleo de Júpiter se tornou tão difuso, observando as possibilidades da erosão gradual causada por ventos de alta velocidade ou pela presença de gás dentro do núcleo desde o início.

Características únicas

No entanto, as profundezas de Júpiter não correspondem ao quadro apresentado. Os pesquisadores analisaram os dados obtidos pela sonda espacial Juno, que estudou o campo gravitacional do planeta para obter informações sobre a estrutura interna e a composição do gigante gasoso.
Segundo estudo, a "desfocagem" do núcleo pode ser melhor explicada pela colisão de Júpiter com outro grande corpo celeste nos estágios iniciais de formação do Sistema Solar.
Um impacto frente a frente poderia ter destruído o núcleo originalmente compacto e misturado elementos pesados com gases.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Espaço: NASA planeja afastar asteroides gigantescos que podem ameaçar a Terra


Embora sejam muitas as rochas espaciais maciças passando apenas a alguns milhões de quilômetros de distância do nosso planeta o tempo todo, há alguns asteroides que podem atingir a Terra diretamente, representando uma ameaça real.

Mesmo que as probabilidades de um asteroide gigantesco colidir com a Terra sejam aparentemente reduzidas, relegando essa ameaça particular para o domínio da ficção científica e dos filmes de desastres, os investigadores continuam trabalhando no desenvolvimento de meios para mudar a trajetória destas rochas espaciais massivas, só por precaução.
De acordo com o ABC News, em 2021, o projeto Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo (DART, Double Asteroid Redirection Test) da NASA deverá "demostrar a técnica de impacto cinético em um asteroide duplo, causando uma colisão contra o asteroide menor, para ver o quanto ele poderá ser movido".
"A questão é, se você afastar algo com anos de antecedência, não é necessário afastá-lo muito. É uma rocha do tamanho de um arranha-céus. A ideia é atingi-la com uma nave espacial do tamanho de um carro pequeno, e ao fazê-lo, a energia e o impulso do impacto iriam afastá-la ligeiramente da sua órbita", disse Pete Worden, conselheiro do Luxemburgo no campo de recursos espaciais.
Existem outras técnicas que estão sendo desenvolvidas pelos cientistas, inclusive um "enorme laser", uma "nave espacial de pequenas dimensões", que usaria a força de repulsão elétrica solar para mudar a trajetória do asteroide sem sequer tocar no corpo rochoso. É um método que envolve "essencialmente a aspersão de tinta de um lado do asteroide, o que faria com que ele fosse aquecido pelo Sol de forma diferente", levando-o a alterar a sua trajetória ao longo do tempo.
Lindley Johnson, responsável pela área de Defesa Planetária da NASA, disse à mídia que, embora haja muitos asteróides passando nas proximidades do nosso planeta, são os que estão em rota de colisão direta com a Terra que representam maior ameaça, e que a humanidade deve se preparar para essa eventualidade.
"Algum dia a Terra será atingida novamente. A questão é saber quando, e nós queremos estar preparados para isso", disse Johnson.
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