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A pombagira

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cuide bem do seu Orí



DEVIDO AS CIRCUNSTÂNCIAS DE SUA CRIAÇÃO, TODOS OS ORIXÁS TEM DE PRESTAR HOMENAGEM A ORI. TODAS AS CABEÇAS FEITAS NO CULTO OU DEVOTO TÊM DE TOCAR A TERRA COM A TESTA COMO UM ATO DE RESPEITO AO PRIMEIRO ORI. NO NASCIMENTO (PARTO), A CABEÇA FÍSICA OU ORI ODE VEM PRIMEIRO, ENQUANTO O RESTO DO CORPO A SEGUE,O QUE AUMENTA MAIS SUA RELAÇÃO COM ORI-INU,QUE TAMBÉM É O PRIMEIRO A SER CRIADO E O ÚNICO DETERMINANTE DO DESTINO DO HOMEM NA TERRA. DEVIDO A ISTO, A CABEÇA FÍSICA É TRATADA COM MUITO RESPEITO E PROPICIADA COMO ORI-INÚ, SEU CONTRAPONTO ESPIRITUAL, RESULTANDO NA PRIMEIRA SERVIR COMUMENTE COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO COM A OUTRA. 

Para os Yorubás o ser humano é descrito como constituído dos seguintes elementos: ARA, OJIJI, OKAN, EMI e ORI. ARA é o corpo físico, a casa ou templo dos demais componentes. Em Umbanda Astrologica, no mapa, faz parte da Trindade Criadora Zodiacal como o ponto Ascendente, ou seja, o signo que ascende no céu na hora do nascimento. OJIJI é o "fantasma" humano, é a representação visível da essência espiritual. Na carta esta parte é representada pela Lua. OKAN é o coração físico, sede da inteligência, do pensamento e da ação, na carta representado pelo Sol. EMI, está associado à respiração, é o sopro divino. Quando um homem morre, diz-se que seu EMI partiu, na carta é o signo solar ao qual o nativo pertence.

O PODER E AUTORIDADE QUE ORI POSSUI VEM DA CRENÇA QUE ORI-ISHESHÉ É O CRIADOR DE TODAS AS DIVINDADES, E SOB AS ORDENS DE ORI ELES FORAM MANDADOS AS VÁRIAS LOCALIDADES AONDE SE TORNARAM RESPEITADOS. NA CRENÇA YORUBÁ, ORI É A RESIDÊNCIA DE CADA ESCOLHA DE REALIZAÇÃO NA FORMA EM QUE LUTAM PARA ALCANÇAR SEU DESTINO. ALGUMAS VEZES É CHAMADA DE ORÍ-INÚ OU CABEÇA INTERNA OU DESTINO. HÁ TAMBÉM UM ORI ODE OU CABEÇA FÍSICA, AONDE ORI INÚ RESIDE. O CONTRAPONTO DE ORÍ-INÚ NO ORÚN SERIA ORI ISHESHÉ.


É importante dizer que é o ORI que nos individualiza e, por consequência, nos diferencia dos demais habitantes do mundo. Essa diferenciação é de natureza interna e nada no plano das aparências físicas nos permite qualquer referencial de identificação dessas diferenças. Sinalizando essa condição, talvez uma das maiores lições que possamos receber com respeito ao ORI;

Uma pessoa de mau ORI não nasce com a cabeça diferente das outras. E ninguém sabe como será o futuro da pessoa. Uma das principais funções do Ori é guiar o homem em sua vida terrena, auxiliando, servindo como amigo e conselheiro, desde o momento de sua concepção, acompanhando-o durante toda a sua vida, até a morte física; o Ori é o nosso Orixá individual e pessoal, devendo assim ser o primeiro a ser cultuado e louvado, antes de todos os outros Orixás e energias, pois ele é a essência real de nosso ser. Por isso ele é revelado de uma combinação geral do mapa, a qual chamamos de Assinatura Astral. Essa assinatura é encontrada tanto na quadruplicidade, quanto na triplicidade, na verdade parte da combinação das duas. E a partir deste degrau, observa-se os regentes, pontos e aspectos certos.

Quando uma pessoa passa em sua vida por uma série de dificuldades relacionadas a ações negativas ou maldade de outras pessoas, mas consegue sobreviver a tudo e ainda vencer em questões complicadas, ela se encaixa nessa frase, "ENIYAN KO FE KI ERU FI ASO, ORI ENI NI SO NI", ou seja, "as pessoas não querem que você sobreviva, mas o seu ORI trabalha para você", assim sabe-se que um ORI resistente e forte é capaz de cuidar do homem, de lhe garantir a sobrevivência social e as relações com a vida, apesar das dificuldades que ele enfrente.

Esta é a razão pela qual o BORI, forma de louvação e fortalecimento do ORI. Assim é utilizado muitas vezes, precedendo ou, até, substituindo um EBO. Isso se faz para que a pessoa encontre recursos internos adequados, esta força interior de que falamos, seja à adequação ou ajustamento de suas condições frente às situações enfrentadas, seja quanto ao fortalecimento de suas reservas de energia e consequente integração com suas fontes de vitalidade. Para saber o momento certo e se tem que fazer um ebó ou borí, as casas importantes a serem observadas no mapa do nativo são as casas seis e oito. E é importantissimo observar a relação dessas portas com o Ascendente, com o Sol, com a Lua e suas fases, e com o regente do horoscopo.

Mesmo se nosso òrìsà está bem, só ficará tudo bem se o nosso Òri estiver também". Para termos idéia quanto da importância e precedência do ORI em relação aos demais ORIXAS;

ORI é o mais velho entre os ORIXÁS e é o líder dos ORIXÁS! Mas, não é fácil identificá-lo, descobri-lo e ter certeza de sua força real operante em nós. Há muitos metodos de busca pela identificação deste orixá, somas de Odús, jogo de búzios, Ifá, entre muitas outras, mas, nem sempre se descobre de verdade o orixá real dono de nosso Odú. Isso tem dois motivos: Primeiro, não é todo mundo que precisa entrar em contato, louvar e consagrar seu orixá, aliás, nem todo mundo precisa desenvolver sua mediunidade; segundo, para descobrir seus códigos, seus protetores e seus caminhos, não basta consultar um sacerdote, quase sempre é preciso uma entrega, uma missão dolorosa e uma elevação completa. Um bom exemplo disso é a história da iluminação dos mestres como Jesus, Buda e varios outros.

Sem receio podemos dizer, “ORI mi a ba bo ki a to bo ORISA”, ou seja, “Meu ORI, que tem que ser cultuado antes que o ORIXÁ” e temos um oriki dedicado à ORI que nos fala que “ Ko si ORISA ti da nigbe leyin ORI eni”, significando, " Não existe um ORIXÁ que apoie mais o homem do que o seu próprio ORI".

A palavra yoruba Ori possui diversos significados, mas o mais utilizado é cabeça. O Ori (cabeça) é o ponto mais alto do corpo humano (Ara) e representa para a espiritualidade, principalmente para o culto do Orixá o principal pólo para o corpo humano. Assim em Umbanda Astrológica poderiamos sugerir que este orixá seria identificado com o Meio do Céu do horoscopo. Mas, não é simples assim. Na verdade, podemos contar com o Ascendente como regente da testa, o Descendente da nuca, e o eixo do MC/FC com os orixás da direita e da esquerda. Na verdade pra encontrar Orí temos que olhar e somar bem, dignidades, triplicidades, debilidades, regencias, dispositores, Nodos, Pontos e configurações como um todo. Mas, podemos afirmar que uma das chaves principais está no Dispositor do Sol.

Porém temos que lembrar que observar apenas esses pontos sabemos que não teremos o resultado completo de nossa busca se não soubermos fazer a sintése necessária. Ou seja, quando falamos do orixá da nuca, sabemos que se fala do passado, daí lembramos bem que o astro que nos revela isso é a Lua. Lembramos a Lua rege o Fundo do Céu e que Vênus é o responsavel pelo Descendente, sendo este o setor das bases e da Ancestralidade. Mas, é por esta razão, até complexa que há necessidade de olhar-se todo horoscopo, elementos, aspectos, posições dos planetas, disposições, dignidades e casas para se chegar a um Odú mais ajustavel aos conceitos com maior harmonia. Lembramos ainda que não podemos ignorar os Lotes, os Nodos e as regencias. Por isso, montar um horoscopo de Umbanda não é nada fácil, por isso o dom da intuição com sensitividade é um fator importante.

O está sempre com a atenção voltada para tornar nossos sonhos em realidade e trazer felicidade, e por estar inteiramente ligado a nós, mais do que nosso próprio Orixá, ele conhece melhor nossas necessidades, e é o que melhor nos guia na trajetória de vida terrena. O Ori nem sempre é o nosso orixá principal, na verdade ele tá ligado ao nosso destino, e assim o Sol pode nos revelar a qual das 7 vibrações pertencemos, mas, as demais configurações é que vão nos revelar qual é nosso Orí.

Orixás são elementos da natureza, cada orixá representa uma força da natureza. Quando cultuamos nossos orixás, cultuamos também as forças elementares oriundas da água, da terra, do ar, do fogo, etc. Essas forças em equilíbrio produzem uma enorme energia (asé), que nos auxilia em nosso dia a dia, ajudando para que nosso destino se torne cada vez mais favorável. Sendo assim, quando dizemos que adoramos deuses, nós nos referimos a estarmos adorando as forças da natureza, forças essas pertencentes a criação do grande Criador conhecido como o grande Deus supremo.

Quando resgatamos os ritos de civilizações antigas que visam equilibrar o individuo e sua relação com sua essência ou espírito, ( a ORI ode - cabeça física com sua ORI inu – cabeça espiritual ), da tradição oriunda da África conhecemos alguns ritos interessantes como o chamado BORI que significa alimentar a cabeça, e vem de ogbori com representação mais profunda de se venerar a essência. Muitos problemas de depressão e distúrbios de personalidade cuja raiz se encontra na perca de si mesmo, muitas vezes para se sentirem aceitas em grupos sociais, que se faz necessário e importante um processo de auto-conhecimento e por que não dizer procedimentos magísticos que auxiliam o ser a se manter integrado a sua essência ou reencontrar o equilíbrio perdido.

Para que o homem desempenhe bem seu destino individual, tem que estar bem sintonizado com seu Ori, que por ser uma energia física e espiritual, é uma divindade que não possui características estéticas, pois não provoca transe. Tem a ver com nossos acertos e erros no modo de ser e agir e é o que melhor pode nos mostrar e indicar o caminho certo a ser percorrido.
DEVEMOS NOTAR QUE A CABEÇA É EM GERAL A PRIMEIRA A ENTRAR NESTE MUNDO, E É O RECIPIENTE OU RESIDÊNCIA DE TODAS AS ESCOLHAS (OPÇÕES).

O rito africano de Bori é efetuado tanto de forma terapêutica como iniciática, o certo é que ele é um passo em seu caminho evolutivo, tanto como ação corretiva como aprimoramento, e assim visam o re-equilibrio do ser para que fique harmonizado com sua essência e possa realizar seu destino. Porem por serem práticas mais tribais alguns resistem por pura confusão em fazer uso delas, no entanto, nesses ritos de veneração do ori ou cabeça nos cultos de nação africanos, são usados em geral como suporte elementos simples e significativas – podia ser até um cristal, obi, búzios e água em uma tigela ou cabaça – e de qualquer forma não incluindo portanto animais sacrificados que é uma das coisas que mais dá medo a maioria das pessoas, e realmente assusta, afinal matar mesmo que ritualisticamente não é bom.

No aspecto ritualísticos mais esotérico apenas o sacrifício pessoal visando o auto-aperfeiçoamento importa para a maioria das pessoas, no entanto, sabemos que em alguns casos, faz-se necessária a pratica das matanças, eu mesmo passei por isso. E o que fazemos magisticamente para fortalecer o ser enquanto individuo é uma série de ritos que incluem desagregações e fixações com fumaças de ervas, ingestão de chás com propriedades especiais, assim como banhos com folhas, e oferendas de restituição para a natureza com elementos específicos básicos segundo a vibração original do individuo tendo por base os 4 elementos da natureza ( ar, fogo, água e terra ) onde relacionados com o signo solar dessa forma:

Os mantras e símbolos geométricos que citamos não foram escolhidos ao acaso, são letras atribuídas aos signos na cabala ariana dos brâhmanes indianos e podem ser usadas para invocar correntes de força que nos vitalizam. Ar se relaciona as pessoas nascidas nos signos de Libra, Aquário e Gêmeos. Mas, sabemos que nem todo sacerdote, segue o tem conhecimento dessas letras mais ancestrais totalmente inclinadas ao esoterismo mais oriental. Na verdade a maioria usa seus conhecimentos herdados de pais para filhos com um conhecimento mais tribal do proprio Continente Africano.

No ritual do Bori, também alimentamos, invocamos e pedimos ajuda dos nossos ancestrais, para nos auxiliar no presente e termos um futuro melhor, pois todo ser humano está ligado à sua ancestralidade.

O Ori Inu - cabeça interior, que nos liga aos nossos antepassados, é a própria individualidade de cada ser humano e direciona o homem ao futuro. A cerimônia específica em que se dá o equilíbrio, se fortalece o Ori, chama-se Bori (Bo=comer, Ori= cabeça= dar de comer à cabeça). Neste ritual lhe são ofertados, oferendas ritualísticas (comidas) Orikis (invocações), rezas e saudações, para que se reestabeleça uma sincronia física e espiritual do ser com sua força, para que afaste problemas, infortúnios. Aqui é necessário a observação da Lua, do regente por casa e signo de onde esta se encontra, seus aspectos e posições, como também o regente do Fundo do Céu, e ainda os Nodos. Além dos pontos citados acima para fazer o Bori, que relacionam as casas 6 e 8 com o Ascendente, pois a seis é obrigações e trabalhos, já a oito é magia e transformação.

Devemos lembrar no entanto, que não é uma coisa que seja movida por modismo, por causa de indicações, por marketing de um sacerdote ou que devemos colocar todos os nossos problemas para serem selecionados com estes rituais. Na verdade sabemos que muitos se decepcionam com a religião ritualistica justamente por buscar forças e ritos que não eram necessários ou na hora errada. Por isso é bom observar em sua carta natal, em seu jogo de búzios ou Tarô se você realmente tá precisando se inciar, se limpar ou se harmonizar. E você sacerdote, antes de passar qualquer coisa pra alguém primeiro certifique-se se os problemas vividos não são apenas frutos de uma vida material e psicologico descontrolados.

Numa carta natal de Umbanda, olhamos as casas de magia, os planetas de magia do nativo e as aflições na carta que possam indicar ou não a necessidade de ritualisticas harmonizadoras ou iniciadoras.

Ori Aiye - cabeça física, nosso presente, e está ligado a cada novo dia, a cada pensamento. É a parte do Ori que nos guia na vida terrena fazendo realizar nossos pensamentos. Aqui temos que observar o signo e regente do Meio do Céu. Esses pontos estão no lado cabeça, representa, ancestrais da Esquerda e também os da direita.

Ori Orun - parte da cabeça física desprendida que nos liga ao passado, nosso incosciente, o próprio sopro da vida, e há quem acredite ser o próprio anjo da guarda. Observa-se o Sol, seus aspectos e posições, como também o regente do signo onde se encontra. Ou seja, os raios emanadores dos raios do Sol, que revelam os oros através da porta qaue é o Ori. Assim Observando esses pontos citados acima, vamos identificar as regencais certas pra acharmos o verdadero Olorí. O orá aparece com o seu ritual de Obí. Mas, no mapa, antes de iniciações de terreiro que utilizam folhas, elementos magisticos, cantos e rituais, podemos observar o Ori Orun, através do  planeta responsavel pelo nosso destino.

ORI-ISESÉ (CABEÇA - O DESIGNANTE), TAMBÉM ORI-OORO (CABEÇA AO AMANHECER) ORI AKOKO (A PRIMEIRA CABEÇA) OU SIMPLESMENTE ORI (CABEÇA),É ESTE O PRIMEIRO E MAIS IMPORTANTE ORIXÁ NO ORUN. E POR CAUSA DE SEU LUGAR PRIMORDIAL, ORI-ISHESHÉ TEM JURISDIÇÃO SOBRE ORÍ-INÚ, QUE É A CABEÇA PESSOAL OU DIVINDADE POSSUÍDA POR CADA E TODAS AS PESSOAS E ORIXÁS, PORQUE TAMBÉM OS ORIXÁS TÊM SEU ORI INDIVIDUAL, OU ORI INÚ.


A forma de se saber em que situação energética se encontra o nosso Ori é através do jogo de Ifá, carta natal ou oraculos operados por sensitivos, pois o Ori conta com duas outras forças importantes em nosso Ara (corpo), na composição física e espiritual de um ser humano, que são Odu e Seu espirito.

O Oráculo é um instrumento catalisador, onde o operador o utiliza para estímulo de sua sensibilidade. No nosso caso, a Umbanda, encontramos mais comumente, quatro Oráculos: O Ifá, o Opele-Ifá (que na realidade é um instrumento do Ifá mais simplificado), o Búzios, Astrologia e o Tarô ( para alguns até de origem duvidosa), mas, na verdade é que em se tratando de oráculos, todos são importantes.

Há de considerar, que os seres, têm uma origem espiritual no Cosmos. Certamente, todos nós, encarnados e desencarnados, temos uma ligação com a Coroa Divina, que poderá ser traduzida por Orixalá, Ogum, Oxossi, Xangô, Yorimá, Yori e Yemanjá, que estão nos "7 Céus" da Espirittualidade: Tembetá, Humaitá, Juremá, Yacutá, Yoimá, Yoriá e Ynaiá, respectivamente.

Essa filosofia vai de encontro com as pregações da Fraternidade Branca que acredita nos 7 Raios e Mestres, mas, tambem com a filosofia da Astrologia Espiritualista, como por exemplo a de Cayce. Ele pregava que o homem vivênciava em um dos planetas necessários a nosso reajuste, aperfeiçoamento ou elevação antes de reencarnar.

O que determina o nosso Ori, são as condições físicas do Cosmos no exato momento em que você dá o primeiro hausto (respiração ao nascer). Afinal, todas as coisas no universo que "conhecemos" está em afinidade e equilíbrio. Assim, para você nascer sob uma determinada condição, tudo já fora preparado para que acontecesse àquela hora exata.

O ORI DE UMA PESSOA É TÃO IMPORTANTE QUE DEVE SER PROPICIADO FREQUENTEMENTE E SUA AJUDA É NECESSÁRIA ANTES DE INICIAR QUALQUER ATO E ISTO É FEITO ATRAVÉS DO EBORÍ (BORI). HÁ UMA OUTRA ENTIDADE QUE EXISTE COM ORI. QUANDO ORI ANDA CONOSCO PELO MUNDO, HÁ ENIKEJI, NOSSO GÊMEO ESPIRITUAL, QUE SE MANTÉM EM ESPÍRITO PARA NOS LEMBRAR DO NOSSO DESTINO ESCOLHIDO EM ILE ORUN. QUANDO FORMOS PARA CASA, POIS O MUNDO É O MERCADO, ORUN É NOSSA CASA, HAVERÁ UMA RECONEXÃO COM ENIKEJI PARA VER SE ALCANÇAMOS NOSSO DESTINO. TODOS OS ORI VEM DE ELEDÁ, OLORÚN. TUDO VEM DAQUELE QUE DÁ VIDA – OLORÚN - E SE MANIFESTA COMO VIDA - OLODUMARE.


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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Egun, uma força perigosa!


Mistérios do Candomblé e da Umbanda

Todos sabemos bem que a Umbanda cultua eguns, mas sabemos que ha grande diferença entre um caboclo, e um ser desencarnado que se encontra perdido, com maus sentimentos, ou apenas querendo ajudar mas sem saber como e acaba atrapalhando. E antes de mais nada entender que pode se tratar de um Egum ou de um Kiumba, aí sim em cada caso o guia chefe deveria definir o que deva ser feito.

A diferença entre este egun e o kiumba que seria o espirito zombeteiro, aquele com mais conhecimento espiritual porem na maioria das vezes muito mau intencionado e até mandado! Cada casa tem sua estrutura, sua forma de culto e de liturgia e emcimadas em suas origens tratará de forma particular esta situação.

A diferenças entre as àguas usadas encaminhar Egun, ÁGUA DOCE(TORNEIRA) OU SALGADA(DO MAR) e suas funcionalidades, na verdade não cabe ao homem doutrinar o espirito mas ao espirito ser doutrinado por outros espiritos. Podemos ser meros auxiliares na materialidade dos fatos, mas é do lado de lá que as coisas efetivamente acontecem! No entanto, sabemos do poder de muitos magos ao longo da historia sobre os espiritos, o proprio Cristo deu exemplos disso!

Para espantar "egun", "recém-morto", caso detecte alguma influência na residência por exemplo, a erva de santa barbara é uma boa. Mas, quero aqui tocar num assunto que considero importante, sou contra evocação e evocação dos mortos, pois, são pessoas que gostam de usar tais procedimentos que mais tem problemas com espiritos ruins. O certo é que o Astral Superior é que tem que vir até nós, e não nós que temos que ficar tentando controlar os espiritos.

É comum vermos pessoas nas encruzilhadas, rogando pragas, fazendo feitiços e tentando dominar forças que estão além de suas capacidades, isso é um grande erro. Assim tambem como pessoas que vão a centros pra tentar com o parente querido que acabou de partir! Necromancia não é uma coisa legal! Não devemos mexer com os mortos.

Peso nas costas, tropeções um atrás do outro na rua, olhar diferente, angústia, agressiva, vontade de vomitar, às vezes, uma vontade louca de encher a cara, entre outras coisas, podem ser sinal de tá com um Egun bem pertinho, sugando energias.

A verdade é que cada caso é um caso, porque temos o caso de estarmos acompanhados de um irmão desencarnado porque fomos invigilantes e demos brecha para a energia dele se afinar com a nossa, pode ser também porque o seu guia puxou para que se leve para o terreiro para ele ser tratado,pode ser um ente desencarnado que quer se manter por perto achando que ainda pode ajudar a pessoa amada que ainda está viva, tem os zombeteiros que querem simplesmente tocar o terror, atrapalhar o andamento do terreiro etc. De qualquer forma, o bom é não mexer com magias sem saber com que tá mexendo.

Sabemos bem, que espiritos de podem ser bons ou ruins, mesmo desencarnados. Mas, sabemos que se um espirito está errante, frequentando nosso plano, mesmo desencarnado, estará sujeito a ser acompanhado por demonios ou outras forças que queiram dominá-los. É por isso que o melhor é orarmos por eles e não invocá-los, ou evocá-los.

Ha os sofredores em busca de ajuda, mas ha os que se negam a receber ajuda, ha os que pretendem descansar, e os que não se permitem, temos os que aceitam a morte, mas temos os que nem sabem que estão mortos, e cada um com sua individualidade.

A coisa pode ser muito séria se mal resolvida, ainda bem que na maioria dos casos não estamos tratando de nos livrar do Egum, mas sim de sua carga energética, aí é bem mais fácil, e por vezes estamos dentro de um terreiro bem guardados e nos mantemos policiados em nossas atitudes, mas nem sempre é assim. Há também por ai, muitos casos que não passam de desequilibrios emocionais, eu diria que 90% deles.

Egun na língua yorubá significa 'alma' ou 'espírito' de uma pessoa falecida. Egun tanto pode ser uma entidade de luz quanto um kiumba. Acontece que aqui no Brasil as pessoas acabaram utilizando essa palavra, especialmente no Candomblé e na Umbanda, para designar 'almas penadas', ou seja, espíritos desencarnados presos ao plano físico ou 'Ego' (personalidade transitória assumida na última reencarnação).

Na África, e em alguns pouquíssimos terreiros de Candomblé no Brasil (realizados em espaço separado daquele onde se cultuam os Orixás), existe o Culto aos Egungun, um culto prestado em homenagem aos ancestrais do povo e que geralmente foram iniciados nas religiões africanas. É um culto envolto em mistérios, pois muitos afirmam que esses espíritos se materializam diante dos fiéis, que podem apenas ser pessoas iniciadas no culto. Só que a entidade Egun, já é diferente de um desencarnado comum. Egun, já tem uma certa outorga no mundo espiritual, trata-se de um grau já em evolução. Quase um estágio.

O CULTO DOS EGUNS NO CANDOMBLÉ, que retrata o culto e fala sobre as Sociedades Gëlèdé e Egungun sendo a primeira o culto aos espiritos feminios e o segundo aos espiritos masculinos quando encarnados.

O Orixá e Exu de cabeça



Os ditos falangeiros, no entendimento de alguns terreiros, estão num grau ainda mais elevado que as entidades que incorporam nos médiuns para dar consulta - tanto que ficam pouco tempo em terra devido a dificuldade de "casamento" de vibrações entre o médium e o falangeiro (pode-se notar que os médiuns ficam cansadíssimos depois) - mas mesmo estes ainda estão bem abaixo do nível evolutivo dos chamados Orixás regentes do universo. Por isso torna-se impossível ter entidade, falangeiro ou não, como pai ou mãe de cabeça.

Pelo que se sabe, não podemos ter entidades como pai ou mãe de cabeça (por exemplo, ser "filho de caboclo" ou "filha de preto-velho") porque estas entidades não são as que regem a coroa ou ori do médium. Mesmo sendo entidades de luz, elas estão milhares de anos-luz de distância ainda dos Orixás, que são seres divinizados e que segundo alguns, são os que estão em maior "união com Deus", por assim dizer.

Em alguns alfarrábios, consta que todo ser humano, a partir do principio africano, tem "seu exu", o movimento contido em si mesmo.Outros conceitos falam em "orixá de cabeça", adjuntós e a cada um destes Orixás, um "exu" é mensageiro deles, ou da "cabeça" do neófito, sendo ele iniciado ou não.

Existem algumas contradições e paradoxos em relação a este tema, e não é de hoje, afinal nesta simbiose entre conceitos de culturas distintas, onde uma divindade "cruza" o mar, ganha novos aspectos a começar pelo camdomblé e depois sofre modificação conceitual quando cai nas mihares de "umbandas" vigentes brasil afora, podemos até considerar que seja natural, entre aspas.

Como a Umbanda tem uma padrão de possessão angolana, congo, é de onde veio a maior parte da influência.Mas prevaleceu a conceituação do "Exu" Yorubá, o Orixá.
haja salada conceitual, ainda mais depois com visões cristãs no conceito, mais um "cadinho" esotérico via ww matta e silva, e o coitado do "Exu de Umbanda" sempre foi o calcanhar de Aquiles da Umbanda, o prato cheio para os pentecostais, e uma incognita para os próprios umbandistas.

Nesta remodelação conceitual que a Umbanda vem sofrendo nos ultimos anos, em busca de uma identidade, os conceitos nem tem ficado tanto a "cruz" e nem tanto " a encruzilhada", porém hoje a conceituação de "exu" se aproxima muito mais dos ditos dos africanos, em especial a manifestação dos antigos "kimbandas", os "tatas de angola", que na verdade eram na época pessoas que tiveram passagem terrena, como feiticeiros, curadores, que voltavam pela figura do "ancestre", o ancestral dentro do padrão tribal.

Quando o "exu" caiu nas graças da Umbanda, e adentrou pelo prisma kardekiano de "espírito em evolução", ou rodapé do puleiro, e ainda mais com o prisma sincrético com o Diabo, certamente dentro das Umbandas, pela conceituação tosca de alguns escritores, ninguém queria ter "exu" de cabeça, quando nem na verdade se sabia o que estaria vigente sobre a cabeça, ou ainda, criando conceitos de que ter "exu" seria estar em contato com "baixo padrão de energias".

A questão então é "pode ter Exu na cabeça"? Creio que não? O problema é como conceitualmente será gerido isto, de que forma irá ser cultuado, quais os conceitos da casa , se será tratado como "Orixá" ou como "entidade/falangeiro/catiço (aliás, o termo catiço veio das cabulas do espírito santo, que quer dizer de forma sinônima, "tinhoso, feio, rústico"). Mas, a questão não é bem essa. O certo é que Exu Orixá, mesmo fazendo parte da hierarquia, não tem a função de comandar a corôa, o papel dele e trabalhar a alma pelo lado mais obscuro. Ou seja, agindo como um filtro. E quando se detecta essa entidade como "dona da cabeça" o certo é que temos que trabalhar para imprimir nessa corôa um outro orixá e Exu passa a ter o seu papel real, que é trabalhar pelo lado do inconsciente.

Hoje em dia se define muito mais como sendo uma "entidade" com padrões do Orixá, ou em algumas casas com o padrão de Aluvaiá, ou dos Ncangas, se for uma "umbanda de Angola". Salvo a perfomática dos médiuns, Exu tem a sua caracteristica própria, a de "compadre" na Umbanda, o "padrinho", de guarda, de movimento, nem santo nem diabo.Apenas Exu.

Um dos grandes paradigmas é dizer "fulano é brincalhão..é filho de Ibeji...ou tem "erê" de frente", ou a senhora com mais de 70 anos adentra no terreiro e vualá, "já vira filha de Nanã"...............se for briguenta, opa "vira filha de Iansã"...Da mesma forma se a pessoa for "sexual, beberrona, astuta", pronto, vira filha de "exu"...ou no caso das mulheres, quantas e quantas vezes já não lemos "fulana é biscate porque tem pomba gira de frente"..se for homosexual, tem que tirar a "moça" de frente!!!!..quanta asneira!!!!! a começar pela deturpação dos valores antigos e das qualidades das manifestações. Os orixás, tambem apresentam o seu lado "velho" sem ser Nanã, ou sensualizada ser ter pombagira.

O que quero dizer é , se na Umbanda que está o Axis é a entidade , então haverá por exemplo um caboclo que irá ter uma padrão maior de manifestação, que costuma-se dizer "entidade de frente", ou "entidade de trabalho"...que acaba dando o zelo maior a pessoa..é diferente de "Orixá de cabeça"...se o terreiro tem qualificações para dar trato de forma segura e ver quais são os "orixás" de cabeça, das duas , uma: ou cuida ou encaminha a quem sabe fazer e ai o neófito terá que fazer a escolha, de se iniciar no "santo", ou através da entidade que se manifesta, como é na maior parte da Umbanda, fazer uma manutenção, que quem faz na verdade e se entende com o Orixá, é a entidade, que afinal traz consigo um "direto autoral" , por exemplo "caboclo Urubatão na vibração de Oxalá"..opa, alguma coisa ele deve ter com o Oxalá...

A coisa pode ficar muito mais fácil de ser entendida a partir do momento que sabemos em que "Umbanda" estamos pisando, quais são os padrões do terreiro, o "aeroporto"...e de como é o terminal para dar suporte ao desembarque das forças espirituais que supomos conheçer.Não dá para querer aterrisar Boing em pista de ultraleve. Antes que venham de paus e pedras, o fato de uma pessoa receber "caboclo de oxossi" não significa que a cabeça dela seja de "oxossi"...

E no plano que nos encontramos, Exu pode ser a entidade de frente atuante em uma pessoa ainda que esse exu obviamente esta ligado ou subordinado a um Orixá como por exemplo no caso de Tranca Ruas que na maioria das vezes se revela como intermediario ou guardiao de Ogum.

Exu faz tudo,é pois um deus poderoso nos planos da forma... Mas alem disso, ele nao existiria , ou seja, além do plano das energias que conhecemos parcialmente, essas entidades se enquadrariam novamente as suas vibracoes ou orixas de origem, isso segundo o conceito esoterico que tem por base a existencia de 7 arquetipos de orixas, assim como temos as 7 cores, etc.. No entanto, mais uma vez é possivel que tal diversidade de orixas no dito plano original nem exista de fato sendo que prevaleceria a unidade, e somente depois teriamos na diferenciacao, a dualidade (pai e mãe) , a trindade (filho)..etc...etc.

Exu em termos simbolicos é o responsavel pela manifestação, pela materia, pelo corpo, logo ele mesmo faz parte da hierarquia do orixa. Pois bem, como estamos no plano das energias a presença desse orixá por outro lado se faz a mais abrangente estando assim ligado a todas as coisas, a criação, a destruiçao, a transformacao, a vida e a morte.

No sul nas casas de Nação ou Batuque existem muitos filhos e filhas do Orixá Bará princípio de movimento e interligação e mensageiro dos Orixás . Bará, é dono das chaves dos portais, encruzilhadas e caminhos. Suas saudações, obrigações e cortes, devem sempre ser feitos em primeiro lugar.

Os que tem Bará de frente possuem um caráter ambivalente, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. As pessoas de Bará não têm paradeiro, gostam de viagens, de andar na rua, de passear, de jogos e bebidas. Quase sempre estão envolvidas em intrigas e confusões. Guardam rancor com facilidade e não aceitam ser vencidas. Por isso para ter-se um amigo ou filho de Exú é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele.

A importância do Bará é fundamental, uma vez que ele possui o privilégio de receber todas as oferendas e obrigações em primeiro lugar, nenhuma obrigação deve ser feita sem primeiro saudar a Bará. É o dono de todas as encruzilhadas e caminhos, é o homem da rua, quem guarda a porta e o portão de nossas casas, quem tranca, destranca e movimenta os mercados, os negócios, etc.

pai ou mãe de cabeça vai sempre se referir ao Orixá primordial que rege aquela pessoa, a coroa do médium, que mora no 'Ori' do médium. Também usa-se o termo 'Orixá de frente'. Não confundir com 'Guia de frente', que no caso é o mentor (entidade) responsável pelo mediunismo do médium. A Guia de frente de sua mãe-de-santo é uma Cabocla, mas o pai ou mãe de cabeça dela será sempre o Orixá ao qual ela nasceu sob influência.

E todos nós somos regidos por energias ou vibrações divinas que entendemos como 'Orixá' (para alguns essas energias emanam dos próprios Orixás, que seriam seres divinizados que sustentam o universo). E em raros casos, pode-se ter como 'Guia de frente' a entidade Exu.

domingo, 28 de novembro de 2010

O poder da Cabala

Em sua jornada evolutiva, a humanidade sempre recebe mensageiros, que, através de um contato mais íntimo e profundo com a Verdade, assim como o mitológico Prometeu, trazem para os homens a luz do Conhecimento. Por trás das diferenças, que ao longo dos séculos têm sido usadas como pretexto para as chamadas “guerras santas”, a base, a essência de cada religião é uma só: a sabedoria imutável do Eterno, da Verdade Absoluta. Chamemos de Allah, Jeová, Brahmam, Deus, ou simplesmente de Pai, não importa, Deus é Um só.

A Cabala oferece o entendimento das leis espirituais que governam nosso mundo e das energias que estão disponíveis para nós no cosmos, ensinando-nos como agir dentro dessas leis no sentido de podermos viver nossa vida com maior plenitude, alegria e felicidade, livres da dor, do sofrimento e do caos.

Conforme antigos sábios, em nossa geração, esses ensinamentos deverão estar disponíveis inclusive para crianças de seis anos de idade. O que poderia parecer místico e incompreensível antigamente, hoje se torna cada vez mais claro para aqueles que estão em busca da verdade. Através do Zohar, o Rabi estabeleceu todo um arranjo de letras que conecta com a força de nossa alma, proporcionando a mais poderosa ferramenta para nossa elevação espiritual e auxílio na superação dos problemas que enfrentamos no dia-a-dia.

Durante séculos, a sabedoria da Cabala ficou restrita a um exclusivo grupo de sábios, que mantinha esses ensinamentos seguramente guardados. Com os avanços da ciência, da física quântica, além da compreensão de que o universo inteiro está inter-relacionado, o conhecimento da Cabala ficou acessível até para os leigos. O Zohar é o texto básico da Cabala, a pedra fundamental de todos os ensinamentos cabalísticos. Ele foi escrito por Rabi Shimon Bar Yohai há cerca de 2 mil anos, na época da destruição do Segundo Templo. O Zohar apresenta um código cósmico, um mapa que ensina como funciona o universo, abrindo o acesso para toda a energia que se encontra disponível a cada um de nós.

Cabala é o antigo conhecimento espiritual do judaísmo recebido por Moisés no Monte Sinai, junto com os dez mandamentos, sendo ensinado oralmente para os grandes sábios, de geração em geração. Assim como a Umbanda, a Cabala tenta conhecer as origens, conservar as raizes e o respeito aos ancestrais. Estuda o poder dos simbolos, das esferas e das forças cosmicas.

O primeiro portal, o Mago

O nome da primeira lâmina é Mago, o que significa: Iniciado na sabedoria oculta. Dessa palavra antiga derivam outras como, Magister, Meister, Mestre etc. O hieróglifo do Arcano é o Ponto e o Homem.

A lâmina1 expressa três conceitos unificados:
1. O Arquetipo
2. O princípio positivo e ativo
3. A Natureza enquanto princípio negativo e passivo

A disposição dos braços do Mago visível na imágem do primeiro Arcano indica a polarização do Uno que inclui o princípio dinâmico e estático. O bastão (varinha) simboliza o ativo, a taça (cálice) é sinónimo do passivo. A espada (ponta de ferro) indica igualmente o ativo, mas num segundo plano, nascido dos dois princípios precedentes.

A moeda (talismã), passiva, é consequência dos três anteriores, unindo os em um só cíclo. Encontramos no Arcano1 pela primeira vez o elemento cúbico. O cubo expressa a ideia da realização, da forma, isto é afirmação do princípio estático.

Pelo seu simbolismo numérico, o cubo inclui em si todo o sistema dos Arcanos Maiores, isto quer dizer, três dimensões iguais entre si que expressam uma forma espacial acabada; seis planos ou superfícies que limitam um espaço e o próprio espaço limitado, daí sete elementos. As intersecções dos planos formam doze linhas de referência. Na verdade só existe o Uno.

O portal do Sol, arcano 19

O título erudito da lâmina é "Lux Resplendes", o nome comum é o Sol. Os três títulos que pertencem ao Arcano são os seguintes:
- Veritas fecunda
- Virtus humana
- Aurum philosophale

O Arcano19 fala da experiência humana de encontrar a verdade e de a estabelecer dentro de si. Trata-se de um processo pessoal conseguido pelo esforço próprio e que não pode ser nem transmitido nem ensinado. O estágio do Arcano é a alquimia da alma, a transmutação do metal vil em ouro (espiritual).

A Maçonaria fala em "Templo Espiritual", na alquimia é designado por "Florescimento do Pau". O Sol interior é um tesouro cujo crescimento é ilimitado, é uma fonte de sabedoria, de força e felizidade. Alcançar as verdades frutíferas corresponde a Obra Magna ou Grande Obra (Arte Real) no campo das ideias.

A chave das verdades frutíferas dada pelos três graus da Iniciação Templária - 1º grau: Cíclo Cabalistico que revela o mistério do relacionamento mútuo entre Arquetipo e o Ser Humano Iniciado (Salomão).

- 2º grau: Cíclo Mágico que revela o mistério da acção do ativo sobre o passivo. - 3º grau: Cíclo Hermético que revela o mistério do Solvente Universal (Azoth) e do Renovador Universal (INRI). é descrito por Eliphas Levi no capítulo 19 do seu lívro "Dogmas da Alta Magia".

Segundo Levi a Pedra Filosofal no plano da Metafísica tem forma cúbica. As 6 faces dividem-se em três pares. Nas primeiras duas faces opostas encontramos a inscrição do nome de Salomão (em hebraico) e de um nome Divino. O segundo par contém os nomes de Adão e Eva (em hebraico) e o terceiro par tem como inscrição Omega/Thau e a palavra INRI

P.S. INRI (Roda de Ezequiel) : Igne Natura Renovatur Integra
: Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum
: In Nobis Regnat Iesus

Codigos do Tarô e o arcano 8

A letra correspondente ao 8º Arcano é Cheth ou Heth, cujo valor numérico é 8. A referência astrológica do Arcano é o sígno de e seu hieróglifo é o campo que pode ser submetido ao cultivo. Trata-se de uma região passiva onde o vencedor do Arcano 7 deve atuar.

A tradição vincula o 8º Arcano aos três nomes Divinos: IHVH, EMESH e AGLA. A figura que se apresenta sentada sobre a pedra cúbica é Thémis. Numa das mãos ela segura uma espada e na outra uma balança. A personagem (Thémis) é de sexo feminino o que simboliza algo já existente ou materializado.

Encontramos por três vezes o binário equilibrado na apresentação do Arcano. As colunas Jaquim e Boaz equilibrados pela figura central, a própria Thémis, os pratos da balança equilibrados pelo ponteiro e a espada que nos explica o campo humano do ternário teosófico e que nos faz lembrar a existência da lei, dando ao Arcano seu primeiro título "Lex". No plano do Arquetípo o título é "Liberatio" ou lei do equilíbrio. No plano humano o reestabelecimento do equilíbrio acontece através das successivas encarnações e fornece o terceiro título "Karma".

Tarô e o portal da Morte

O Arcano 13 (Mem) lida com a morte e o renascimento. Seu valor numérico é 40. Mem é uma das três letras mãe do alfabeto hebraico (aleph, mem, shin) e por isso não tem nenhuma correspondência astrológica por sígno ou planeta.

Na lâmina, a foice é de ouro e o cabo é de prata. Trata-se de uma apresentação particular do lingam, símbolo da fecundação. No caso do Arcano 13, a fecundação é feita pela morte e o renascimento toma lugar num plano superior.

O iniciado sacrifica-se voluntariamente no plano físico para nascer para uma vida imortal. Uma decomposição arigmética do Arcano pode ser feita de seguinte forma:
13= 1+12 : O sacrifício voluntário para um ideal.
13= 2+11 : Uma morte infligida
13= 3+10 : Morte natural
13= 4+9 : Morte do adepto pelo rompimento do cordão de prata durante uma exteriorização.
13= 5+8 : Morte pela força da lei (execução).
13= 6+7 : Morte em combate pela vitória de um ideal.
13= 7+6 : Morte numa luta desigual.
13= 8+5 : Morte por vontade própria (suicídio).
13= 9+4 : Morte prematuro devido as condições inadequadas de vida.
13= 10+3 : Morte durante o parto.
13= 11+2 : Morte inflingida pela tomada de consciência de uma trágica situação dupla.
13= 12+1 : A passagem do adepto para um plano superior.
Já uma antiga axioma alquímica nos diz que morremos e nascemos todos os dias.

Aprofundando mais no portal 9

O número 9 resume e figura toda a sabedoria dos Arcanos do Tarô representado por um ancião e onde se apresenta na sua fronte o sígno sagrado Iod num duplo círculo. Numa mão ele segura uma lanterna que simboliza a luz preservada e oculta.

Na outra mão ele tem um bastão que por sua vez é sinal de apoio na descoberta de terra firme. O manto que envolve o sábio representa a descrição e a prudência. Toda a apresentação da lâmina 9 contrasta com a lâmina 21/0 (Mate) e de certa forma opõe-se a ela. O número 9 é Yesod, fundamento e princípio da existência.

Netzah e Hod neutralizam-se por baixo, na sefira Yesod. A coluna Adâmica transmite a Yesod, através de Netzah, a lei da hierarquia (18). A coluna Angélica transmite a Yesod, através de Hod, a permanência da essência (20), independentemente das mutações do tempo e da forma. Yesod recebe o influxo de três canais: (18-15-20).

A soma dos seus números produz 8, o que significa que a forma ideal deve ser equilibrada de acordo com a lei. Encontramos no Arcano de Hermes o ternário em toda a sua extensão. Yesod tb é fundamento ou base da verdade, pois trata-se de um triplo silogismo em três termos equilibrados e equilibrantes uns nos outros. É deste modo que a segunda proposição do silogismo e a conclusão estão contidos na primeira proposição e assim os outros termos.

Encontramos igualmente o acordo da razão e da autoridade do pentagrama na expressão do número 9. Tudo emerge dessa raíz fecunda, a natureza ordenada pelos números dá aínda três para representar o ser humano, a materia por ele dominada, cujas modificações e produções estão contidas nos três reinos. A luz assim é três vezes triplo, nomeadamente luz de Gloria em Atziluth, em Briah e Yetsirah; luz de vida universal, astral e magnética; luz visível celeste, terreste e ígnea. São esses os mistérios de Yesod e que podemos achar em tudo aquilo que possui em si a lei do ternário.

O portal da Temperanaça

A estrutura cromática desta lâmina (a parte de baixo do vestido, dividido por uma linha vertical, é metade azul e metade vermelha, enquanto a parte de cima contém as mesmas cores desencontradas) faz lembrar o taiji chinês (o círculo do yin-yang), símbolo de união e complementaridade das duas forças constitutivas do universo, yin a força obscura e passiva, yang a força luminosa e activa.

Daí que a Temperança simbolize o ideal de equilíbrio associado ao taoísmo. No processo alquímico representa o período da «destilação», que se segue à putrefacção ou fermentação figurada pelo Arcano anterior (a Morte), pelo que a Temperança é a lâmina da Purificação.

É também associada aos valores da razão, inteligência e bondade e, como é a imagem de um processo de destilação e refinamento, inclui o tempo como meio de acção e envolve a ideia de duração, de espera ou até de atraso. Evoca a fé e os anjos da guarda e os conceitos-chave que lhe estão associados são enriquecimento interior, inteligência, paciência, pausa, prudência, ajuda, comunicação e avaliação.

O Papa, grande sacerdote e o portal 5

O Papa simboliza a intuição filosófica, o conhecimento, a sabedoria, o Homem como intermediário entre a divindade e o plano das coisas criadas, além de transmitir a ideia de protecção divina. Esta lâmina representa o mediador por excelência, o pacifista, o que encontra soluções para situações aparentemente insolúveis mediante a intuição, sendo também visto como representante da lei moral, não escrita, que domina a consciência.

É o arcano da filosofia, da lei, da moral, do ensino, iniciação e bênção. No plano humano revela sentimentos poderosos, afectos consolidados, paternalismo, verdade e clareza interiores, protecção, equilíbrio, generosidade, bondade, benevolência, amabilidade, humildade, aliança e perdão.

O Arcano5 - "Magnetismus Universalis" corresponde a letra He e tem o valor numérico 5. O seu hieróglifo é a respiração e sua correspondencia astrológica é o . O elemento Vontade iluminado pelo conhecimento é a caracteristica principal do 5º Arcano. Seu símbolo gráfico é o Pentagrama.
O Arcano 2 - Beth (a boca), representa o He do primeiro Quaternário e simboliza a sabedoria através do conhecimento por meio da dedução lógica.

O Arcano 5 é o He do segundo Quaternário e inclui tb a ideia do conhecimento, mas do autoconhecimento. O autoconhecimento sendo propriedade exclusiva do ser humano desenvolve-se graças ao princípio divino e é por influencia do 5º elemento, que o ser humano procura a essência de tudo que é manifeste.

Essa forma de conhecimento é consequência da experiência supra racional, dando ao Arcano o título de Quintaessência. No plano do Arquetípo, o Arcano representa a Árvore do Conhecimento, do Bem e do Mal. O ser humano consciente e ativo (1) domina e controla os elementos (seus impulsos) (4) = Pentagrama Interior 5. O Pentagrama (5) é composto pelo princípio do ternário Metafísico (Gnose) (3) e pelo binário astral (2).


No nível divinatório, Quíron, o Hierofante, ao surgir num jogo, indica que o indivíduo está começando a buscar algumas respostas de ordem filosófica. esse questionamento pode se traduzir no estudo aprofundado de alguma filosofia, ou de um sistema religioso, ou crença, ou mesmo na forma de um profundo comprometimento com relação ao sentido da vida. O hierofante pode surgir na figura de um analista, um psicoterapeuta,um padre ou mentor espiritual, a quem buscamos ajuda ou consolação.

Nesse momento, o LOUCO emerge de sua viagem ao mundo das trevas e da força oculta do inconsciente para procurar as respostas do enigma da própria existência e da vida. Ao se deparar com o Hierofante, encontra-se com uma parte de si mesmo que pode formular e expressar uma filosofia própria, sua visão espiritual , sua doutrina, aquela que o guiará pela vida a partir do momento em que abandona a infância e mergulha nos desafios da vida.

O LOUCO de facto assume um papel importante. O número 4 nem sempre é sinónimo de material. No grande cliché astral redentor Iod-He-Shin-Vau-He (Jehohua ou Jeshua) as letras Jod-He-Vau-He representam a vontade divina, verbo, logos como orgão dessa vontade. O símbolo Shin (LOUCO) é símbolo do mecanismo de involução, materialisação, cristalização ou encarnação do verbo.

Mediuns e buscadores, tenham firmeza!


Nosso corpo e nossa mente são algo muito importante e diria até de personalidade muito forte ao qual os Yorùbá chamam de ORI e os Bantu de Mutue. Podemos fortalecer a cabeça de diversas formas. Alguns apenas deixam que fluam na mente imagens naturais, lembranças boas ou mesmo se desfazem do máximo que podem das coisas do dia a dia.O mais importante é não "incucar", preparar o corpo com um banho leve de ervas, e trabalhar a respiração. Trazer para seu intimo pensamentos positivos e no caso se já sabe quem é o guia, invocá-lo internamente para que esteja a vontade para juntar-se a seu aparelho e realizar sua tarefa.Na espiritualidade em si, também existem alem dos exercícios para deixar fluir bem naturalmente, os rituais propícios para essa finalidade.

A troca de energia se faz sempre entre o consulente e o consultor, pois ambos devem estar alinhados na energia para que haja o desenvolvimento da "cura" ( orientação ). Por ser a mente a engrenagem que faz fuir o verbo ( a palavra ) damos a ele o direito de comando, mas não se engane, cabeça sem coração é como semente dentro de vidro, não brota, não vinga e nem cresce. Se não abrimos os sentidos para captar, não conseguiremos nada além da manifestação, porem se trabalharmos nosso corpo como antena, nada se perde e tudo se percebe.

Algumas pessoas pensam que a incorporação (mediunidade de psicofonia) é o ato de o espírito sair do nosso corpo e dar passagem ao espírito da entidade. A Umbanda tem a prática gratuita da caridade através de várias manifestações mediúnicas mas a mais comum nos terreiros é a incorporação. Na incorporação, dois espíritos não podem “ocupar” o mesmo corpo. Como vivemos num mundo material e condensado (aquilo que podemos tocar), esse fato, não é diferente nos fenômenos mediúnicos.

A incorporação, é uma condição que engloba a parte mental, física e de efeitos físicos. Sendo assim, entidades e guias que trabalham para e na Umbanda, manifestam-se via fenômeno mediúnico. São sete, os chakras principais. Esses pontos receptores de energia do corpo humano estarão diretamente ligados as entidades (espíritos).

O cérebro é o órgão mais importante de seu corpo. Ele controla tudo o que você faz, seus movimentos, seus pensamentos e sua memória. Embora pareça muito simples, o cérebro é imensamente complicado. Fica posicionado no alto da cabeça, acima dos olhos e dos ouvidos, estendendo para trás e para a parte inferior da cabeça.

Os nervos transportam mensagens dos órgãos dos sentidos para o cérebro, e também instruções do cérebro para outras partes do corpo. Quase tão importante quanto o cérebro é o restante do sistema nervoso. A medula espinhal estende-se do cérebro para baixo, ao longo da coluna, O cérebro e a medula espinhal formam o sistema nervoso central. Ao longo do comprimento da medula espinhal saem nervos semelhantes a fios que se dividem e se ligam com quase todas as partes do corpo.

A entidade se aproxima do médium. Coloca suas mãos no Chakra principal. O Coronário ou podendo ser chamado da corôa do médium. Com isso a entidade emana suas energias e manipula no cérebro as informações que serão passadas para o corpo físico do médium. Essas informações serão manipuladas diretamente ao sistema nervoso central. Ali nessa região, a entidade passará todos os efeitos físicos que provém dela, para o médium, efetuando a comunicação direta, inclusive sua forma de falar, de andar, seus trejeitos, desejos e sentimentos.

Cada entidade tem sua própria caracterização para ser conhecida como tal.
- Um caboclo com suas mãos cruzadas .
- Um preto velho (a) curvado.
- Um Ogum com seu brado forte!

Devido aos espíritos utilizarem o ectoplasma humano em algumas tarefas onde há a necessidade deste fluido vital, muitos médiuns, ao término de uma sessão ou gira, sentem-se fatigados, cansados, exauridos de energia, e com apetite aguçado. Esta situação ocorre em grande parte, e em vários graus, conforme a quantidade sorvida, em razão da retirada de parte do ectoplasma do médium por parte dos espíritos trabalhadores. É um acontecimento natural, facilmente dirimido pela ingestão de líquidos como água pura, sucos, refrigerantes, comestíveis, e, se possível, um ligeiro repouso. Após um curto espaço de tempo o ectoplasma volta a seu nível normal.

Ao se deparar com o 15º portal

O 15º Arcano lida com o turbilhão geral da substância astral que envolve o nosso planeta. Esse turbilhão é criado pela totalidade das emanações humanas, pelas vibrações causadas por pensamentos e emoções. Seu símbolo é a personificação do estado espiritual da humanidade: Baphomet. O Arcano 15 apresenta a imágem da degradação e da escravidão sexual. O ser humano que potencialmente é um Mago Branco, torna-se vítima da Magia Negra. Falamos aqui do mundo do fenómeno e da Paixão.


O nono portal, egrégoras e iniciação

Hermes e sua correspondência ao número 9 representa a verdade completa, a iniciação a perfeição. É por isso que é emprego como signo hieroglífico da alta potencia intelectual e moral no fim do lituus(bastão) pontifical e do cajado dos bispos.

Nove representa, tambem, aquilo que a igreja cristã chama a circuminsessão de pessoas divinas, ou seja "circum in sessio", propriedade de residir em volta umas das outras e umas nas outras, sem confusão de noções. O nono Arcano diz respeito ao processo da Iniciação (baptismo pelo fogo), isto é, a expansão das forças internas do ser humano através da aceleração do processo evolutivo.

A ceremônia da Iniciação Esotérica corresponde à tradição da Egrégora da corrente na qual o Iniciado é recebido. Seu ritmo é harmonizado com o da corrente, ou melhor, é incluido nele. Nas correntes em contacto estreito com suas Egrégoras no plano superior, a Iniciação é a transmissão, em nome da hierarquia egregórica, de um determinado grau de força espiritual e mágico ao Iniciado.

Nessas condições, pela lei oculta, os símbolos adequados e seu uso correcto poem em actividade as forças reais que esses simbolos representam. A força recebida pelo Iniciado provém, por via de transmissão directa, dos criadores de determinada Egrégora. A Iniciação é real somente quando a Egrégora continua a possuir seu poder espiritual e mágico, patente nos 3 planos de manifestação.


O setenário segundo Alphonse Louis Constant. " O selo de Hermes reune as principais propriedades do setenário; ele indica sua composição, exprime hieroglificamente a essência e as transformações da substância universal. Tudo é quatro de três na luz e na vida. O cíclo do movimento perfeito é três de quatro ou quatro de três; aí está a quadratura do círculo; aí está também a pedra dos filósofos, figurada nos símbolos maçônicos pela pedra cúbica, composta por seis quadrados e quatro triângulos.

É o que dá a cruz do templo e a cruz latina. A cruz do templo dobra-se em pirâmide e coroa por esta imágem do princípio divino e do fogo, as seis faces do cubo como o tetragrama unido aos seis dias de Bereschith dá dez e não significa senão sete.

Pode-se sobre essas duas cruzes escrever os nomes dos Sefiras. Assim estabelece incisivamente o setenário, que é o número do repouso, isto é, da estabelidade. Quando se diz que Deus repousa é para exprimir a perfeição do trabalho da natureza que, uma vez constituida sobre o setenário, parece não deixar a seu autor nada por fazer". Lembrem-se que o setenário fala das causas secundárias isto é dos astros.

Tarô, o oitavo portal e a Justiça

Representação abstrata – A capacidade de julgar, comparar, pesar, medir e examinar os atos humanos. Está associado à idéia de “justiça imanente”, ou seja, à idéia de que toda culpa desencadeia automaticamente as forças de autodestruição, pondo em movimento para isso todo um mecanismo psíquico ou psicossomático.

Sentido positivo: justiça, determinação pensada e sem excessos, potência conservadora das coisas, retidão, honestidade, integridade, disciplina, respeito, independência de espírito, clareza de juízo, justa valorização das coisas, reta conduta, firme propósito, graça-doçura-rigor ao mesmo tempo, resolução. Sentido negativo: perdas, injustiça, parcialidade, prejuízos, decisões errôneas, incapacidade de iniciativa, argúcias, manobras, castigos, punições, rendição, submissão, ilusões, aplicação excessivamente rígida da lei.

Descrição da simbologia – A oitava lâmina simboliza a imparcialidade que caracteriza a conduta humana, quando é guiada pelo equilíbrio entre forças opostas em movimento. Essa idéia é personificada por uma mulher em atitude frontal – como a Imperatriz – e simétrica, representando o exato equilíbrio bilateral. Seu trono é estável e maciço, como o do Imperador. A fronte é cingida por uma coroa, a mão direita empunha uma espada com a ponta para cima e a esquerda segura uma balança. Com a espada (símbolo da palavra e da decisão psíquica) contrapesa a balança (peso do bem e do mal).

É o antigo símbolo da Justiça, associado ao signo zodiacal de Libra. Representa muito mais a função interior justiceira do que a justiça exterior ou a legalidade social. Numa atividade equilibrada, a balança pesa os atos, enquanto a espada separa a matéria, discernindo. Seus olhos estão bem abertos, mostrando que ela penetra mais longe que as razões parciais dos que se acham sob sua guarda. As lendas que se conhece sobre este arcano referem-se às deusas relacionadas à sabedoria de Júpiter ou Zeus: Têmis – “lei natural”; Astrea – que viveu na Idade do Ouro; Atenas – deusa da sabedoria.

Interpretações divinatórias – É uma carta de austeridade, pois está associada à lei de causa e efeito, colocando-se fora de qualquer sentimento. O consultante deve esperar os efeitos que seus atos presentes e passados suscitarão no futuro. Execução e veredito. Seu princípio de severidade não pode ser vergado. Expressão de rigor e justa restrição em vista de um novo equilíbrio.

No plano físico, pode significar um contato com a justiça e processos legais. No terreno afetivo, é dura, pois, dependendo das outras cartas, impõe o fim a uma ilusão e, às vezes, um divórcio. É uma carta de apelo à clareza de juízo, ao equilíbrio e à eqüidade de juízo, em suma, ao bom senso. O consultante é chamado a prever o choque das forças contrárias para anulá-lo.

No campo da filosofia, a verdade é alcançada pela grande objectividade e a compreensão simultânea de todos os factores e de suas mútuas influencias. Na Arte, a verdade é obtida pela união harmónica da ideia com a forma que a envolve. A vida social aproxima-se da verdade pela manifestação do justo equilíbrio entre os princípios da liberdade e da ordem. Saber adaptar o princípio do equilíbrio a cada campo de vida corresponde a iniciação ao 8º Arcano.

No plano divino, o conceito liberatio corresponde à contínua e absoluta "equilibração"com base do Universo em todos os planos. Esse permanente retorno ao equilíbrio pode ser comparado ao estado de uma solução saturada, imediatamente antes da cristalização. Qualquer perturbação no equilíbrio traz uma consequencia inevitável.

Quando a perturbação abarca um campo mais extenso (national, racial etc.), as consequencias podem ser devastadoras. Podem manifestar-se rápida ou mais lentamente, como cataclismo ou degeneração e resultar no desaparecimento de culturas, de raças e de civilisações, mas o restabelecimento virá inevitávelmente.

Tarô: Enforcado pelo marasmo e falta de entusiamo

O Enforcado é a imagem do sacrificio voluntário em beneficio de um bem maior. O sacrifico pode ser visivel como uma atitude interior, porém é feito conscientemente e com total aceitação do sacrificio que pode ser requerido. Na carta da Roda da Fortuna, o Louco se defronta com as subitasmudanças de sorte. E nós, assim como o Louco, podemos reagir a tais mudanças de varias formas. Algumas pessoas não conseguem se adaptar e se agarram ao passado perdido. Outras tornam-se amargas, desiludidas e culpam a vida, a sociedade e at~e mesmo Deus por seus fracassos. Prometeu é o simbolo daquilo que dentro de nós consegue antever e compreender que tais mudanças talvez sejam necessarias para o desenvolvimento de algum designo superior que ainda não se manifestou. Assim, o Titã representa uma atitude de submissão voluntária ao eixo misterioso por trás do qual se realizam as voltas da Roda.

No nivel divinatório, o Enforcado, indica a necessidade do sacrificio voluntario com o proposito de atingir algo mais valioso. Pode ser o sacrificio de algo material que nos traga segurança em beneficio do potencial que pode ser desenvolvido. Ou então o sacrificio de uma postura de superioridade intelectual, ou de ódio incontido, ou de teimosia em perseguir uma fantasia inatingivel.
E assim o Louco responde ao desafio da virada da Roda aceitando sem resistencia e com confiança as tramas invisiveis do inconsciente, e fica - quase sempre com ansiedade e medo -na esperança de uma vida nova, bem melhor.

Essa carta tem a ligação com o signo de Peixes, no significado de "vitima", já o Sol na 12 com significado de estar ocupado em entender o significado mais profundo da vida. Direcionemos melhor as energias, e busquemos ação pra não cair no marasmo desse arcano.

Segundo a Mitologia, o fígado de Prometeu, ao ser comido pela águia de Zeus, estava associado ai espirito e a esperança. Dessa forma, o tormento é a imagem da perda da fé, que nos ensinamentos místicos tem o nome de "noite escura da alma". Nesse momento, o individuo não pode fazer nada mais a não ser esperar e confiar que tudo termine bem.

sábado, 27 de novembro de 2010

Ser livre é bom, mas, tudo tem limites e a prudência é boa



Não acredito ter uma relação direta entre os programas de TV, os outdoors, e as revistas escancaradas nas bancas de revistas mostrando a nudez total e cenas de sexo explícito com a idade cada vez mais precoce com que nossos filhos iniciam sua atividade sexual sem o devido preparo, e sem maturidade para serem pais ou mães, nem preparo para morrerem precocemente de AIDS. Nem os pais estão preparados para isso tudo.

No mundo primitivo, no qual viviam nossos irmãos neandertais, ainda não se usavam roupas, mas apenas peles de animais por cima do corpo, isso nas regiões frias. Antes disso as pessoas andavam nuas. Mas não havia o sentido de erotismo que há hoje. Um homem não ficava ansioso para ver um seio à mostra, nem uma mulher ficava eufórica quando via regiões mais íntimas dos homens. Tudo isso era comum, era cotidiano, era natural, como entre os índios.

A fêmea neandertal já era fértil aos doze ou treze anos de idade, e engravidava possivelmente uma vez por ano, sem ter muitas vezes um pai único para seu filho, pois ainda não havia o casamento como hoje conhecemos e chamamos de monogâmico. E a maioria de seus filhos não sobrevivia. Poucos, alías, chegavam aos 50 anos. E isso era excepcional, e o homem de 50 anos.

A expectativa de vida do Homem de Neandertal, por exemplo, o conhecido homem das cavernas, que surgiu por volta de 200 mil anos atrás e desapareceu por completo há mais ou menos 50 mil anos, era de cerca de 20 anos de idade. É a idade com que alguns jovens hoje entram na faculdade. Eles viviam em geral muito pouco. Morriam de várias doenças e atacados por animais ferozes. Não havia medicamentos, médicos, nem hospitais. Um ferimento não costurado era capaz de causar uma hemorragia incontida e levar à morte.

Hoje, são raras as mulheres que se casam antes dos 20 anos. E a tendência, principalmente das que fazem faculdade, é de se casarem lá pelos 30 anos ou mais.Na antiguidade, e até a Idade Média, ainda era comum as meninas se casarem com quatorze ou quinze anos. E com o passar do tempo a idade foi aumentando, à medida que a expectativa de vida também aumentava.Todavia, mesmo com o aumento da expectativa de vida do ser humano, e da elevação da idade para o casamento, no Ocidente as pessoas iniciam a vida sexual cada vez mais jovem, muitas vezes com 12, 13 ou 14 anos apenas. Alguma coisa está fora do rumo nessa estória.

Hoje, as pernas e seios estão à mostra sem limites. Os músculos dos homens são cada vez mais exibidos. As emissoras de TV competem na apresentação de novelas e filmes cada vez mais erotizados, e em horários cada vez mais cedo. E transmitem novelas cheias de erotismo e atividade sexual infanto-juvenil até no final da tarde no Brasil, sem absolutamente qualquer controle ou freio disso. Tudo parece, em princípio, bom, normal, natural. Mas não nos demos conta de que a nudez foi aumentando tanto até chegar aos biquínis minúsculos, que nada mais tapam das nádegas das mulheres, e na frente só tapam mesmo a micro região do sexo, e as sungas de algumas décadas atrás deixavam entrever o volume dos membros dos homens, tudo despertando cada vez mais o sentido erótico do corpo e despertando o desejo sexual.

Se alguém critica, dizem que é contra a democracia, contra a liberdade de expressão. E assim, sem nenhuma censura, seja prévia, seja após a realização e transmissão de material incompatível com o horário de exibição, nos tornamos reféns das emissoras de TV, que podem impor para nós e nossos filhos o que bem entenderem. Tudo o que querem é apenas a “audiência” maior, pois isso lhes dará mais e mais dinheiro. Tudo, no final, para os encarnados que dominam a mídia, se resume a dinheiro. Nós somos apenas consumidores, a lhes darem dinheiro. Nada mais do que isso.

É difícil as pessoas serem bombardeadas diariamente com propaganda erótica e não se deixarem inconscientemente levar pela onda erótica. Simplesmente entram na onda, sem perceber, e ficam presos a ela, sem conseguirem sair, e muitos se afogam em meio a tanto sexo fácil que acaba decorrendo da propaganda erótica planejada nas trevas, na calada da noite, e que envolve quase todos.

Hoje o banquete do sexo está aí para todos. Só não se deleita quem não quer. Só não se lambusa se não quiser.

Crianças usadas por pedófilos, pedofilia incontrolável na internet, gravidez precoce, desarmonia familiar, adultérios incontidos e destruidores causando tantas e tantas separações, mesmo daqueles que se amam de verdade, mas que se deixam arrastar pela onda, pelo Tsunami do sexo e do erotismo...Fazem apologia do sexo livre, antes chamado inicialmente de amor livre, na era hippie, e também da normalidade do adultério. Tudo hoje parece ser permitido e normal. Essa é a ideia que os planejadores lançaram na humanidade, e engolimos direitinho, sem reclamar, e com o maior prazer.

Com o passar do tempo, chegando o século XX, mais precisamente no meado do século, teve início a revolução sexual, a revolução feminista, e as pessoas passaram a tirar mais as roupas, as mulheres abondonaram o sultien, passaram a usar saias cada vez mais curtas, e os homens passaram a usar também calções curtos, deixando à mostra partes do corpo há tanto tempo escondidas. É claro que hoje vemos as coisas de modo um pouco diferente. O sexo também contribui para aumentar os laços afetivos, amorosos, unir os casais, fazer brotar o amor...Todavia, mesmo com o aumento da expectativa de vida do ser humano, e da elevação da idade para o casamento, no Ocidente as pessoas iniciam a vida sexual cada vez mais jovem, muitas vezes com 12, 13 ou 14 anos apenas. Alguma coisa está fora do rumo nessa estória.

As inteligências malignas do mundo espiritual vêm planejando isso há muitas e muitas décadas, pacientemente, até que conseguiram dominar o mundo Ocidental quase que inteiramente, com a propaganda erótica ostensiva.Quando vejo, hoje em dia, matérias na televisão sobre gravidez na adolescência, AIDS, abortos e separações, fico a pensar no processo de erotização que todos nós temos sofrido há muito tempo. Na Índia, e em países árabes, como o Egito, o índice de AIDS e abortos é bem menor por lá. Sem falar que não há tantas adolescentes grávidas, nem pais precoces e despreparados para educar seus filhos.

“ Em Beltane o Grande Rito é realizado e possui um significado muito mais especial nesse Sabbat, pois representa o Casamento sagrado, a União Sexual da Deusa e do Deus que sustentará a Terra, dando uma colheita farta e abundante para todos nós nos meses vindouros. O Grande Rito é ralizado simbolicamente, quando o Athame (símbolo fálico) é mergulhado no Cálice (símbolo do ventre da Deusa). Na Europa Antiga, as pessoas celebravam Beltane unindo-se sexualmente em meio aos bosques. Todas as crianças concebidas por meio dessas uniões eram consideradas “bem-aventuradas” e filhos da Deusa e do Deus. Essas uniões em meio às árvores era um ato de Magia simpática e todos acreditavam que tinha um efeito positivo nos reinos animal, vegetal e humano.”

Percebemos que a busca pelo sexo, o prazer e a magia através dele e da liberdade, já fazem parte da vida do homem há muito tempo, mas, na nossa época, a prudencia em nossos atos se faz cada vez mais necessária. O melhor filtro é o amor! Com ele atrairemos o prazer verdadeiro, que só se revela no sexo com amor!

O simbolismo do taro aliado a intuição.

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O TARO NOS TEMPLOS EGÍPCIOS Em seu "Essay upon the Astronomical Tarot" Oswald Wirth refere-se à sua origem assim: "De acordo com Christian (Histoire de la Magie) os vinte e dois arcanos maiores do Taro, representam pinturas hieroglíficas que foram encontradas nos espaços entre as colunas de uma galeria, onde os neófitos deviam passar nas iniciações egípcias. Haviam 12 colunas ao norte e 12 colunas ao sul, ou seja, onze figuras simbólicas de cada lado. Estas figuras eram explicadas ao candidato em ordem regular, e elas continham as regras e os princípios da iniciação. Esta opinião é confirmada pela correspondência que existe entre os arcanos quando eles são desta forma arranjados." Na galeria do Templo, as figuras eram arranjadas em pares, uma oposta à outra, de tal modo que a última era oposta à primeira; a penúltima à segunda, e assim por diante.

Quando as cartas são colocadas, encontramos uma significação interessante e profunda. Desta forma a mente encontra a unidade a partir da dualidade, o monismo à partir do dualismo, o que podemos chamar da unificação da dualidade. Uma carta explica a outra e cada par mostra mais do que cada uma de per si. Assim, por exemplo, os arcanos X e XIII (Vida e Morte) significam em conjunto uma certa unidade, uma condição complementar que não pode ser concebida pelo processo mental normal e imperfeito.

Pensamos em Vida e Morte como dois opostos antagônicos um ao outro, mas, se pensarmos mais longe, veremos que cada um depende do outro para existir e nenhum dos dois pode existir separadamente. Ao pensarmos nessa dualidade, aqui nos vem a cabeça a idéia de pensamento positivo que tem em contrapartida, o pensamento negativo. Então se não houvesse meios externos de combater o pensamento negativo sendo esta força de poder grandioso estaremos escravizados pra sempre. Pois se dizem por ai que o pensamento é a maior força do Universo, como poderíamos nós simples mortais controla-lo.

Na verdade o pensamento é sim uma força muito poderosa, mas, ta longe de ser a maior força do universo, pois as criaturas nunca poderão ter mais poder que seu criador. A maior força do universo é o amor. Assim temos a seguinte organização para os 22 Arcanos Maiores, de acordo com esta concepção: O CAMINHO DA INICIAÇÃO DISPOSIÇÃO DOS ARCANOS MAIORES NUM TEMPLO EGÍPCIOOS 22 CAMINHOS E OS ARCANOS MAIORES: "Eis a chave religiosa e cabalística dos Taros, expressa em versos técnicos à maneira dos antigos legisladores" - (Eliphas Levi - Dogma e Ritual da Alta Magia):
1 - Aleph - Tudo mostra uma causa inteligente, ativa.
2 - Beith - O número dá prova da unidade viva.
3 - Ghimel - Nada pode limitar aquele que tudo contem.
4 - Daleth - Só, antes de qualquer princípio, está presente em toda parte.
5 - He - Como é o único senhor, é o único adorável.
6 - Vau - Revela aos corações puros seus belos dogmas.
7 - Zain - Mas é preciso um só chefe às obras da fé.
8 - Cheth - É por isso que só temos um altar, uma lei.
9 - Teth - E nunca o Eterno mudará sua base.
10 - Iod - Dos céus e dos nossos dias regula cada fase
11 - Caph - Rico em misericórdia e enérgico no punir
12 - Lamed - Promete a seu povo um rei no porvir
13 - Mem - O túmulo é a passagem para a terra nova, só a morte acaba, a vida é eterna.
14 - Nun - O bom anjo é aquele que acalma e tempera
15 - Samech - O mau é o espírito de orgulho e cólera
16 - Ain - Deus manda no raio e governa no fogo
17 - Phe - Vésper e seu orvalho obedecem a Deus
18 - Tzadi - Coloca sobre nossas torres a lua como sentinela
19 - Quph - O seu sol é a fonte em tudo que se renova
20 Resh - O seu sopro faz germinar o pó dos túmulos0ou
21 - Shin - Aonde os mortais sem freios descem em multidão 0u
22 - Thav - Sua coroa cobriu o propiciatório A ÁRVORE DA VIDA E OS ARCANOS MENORES
1 - KETHER- Os quatro ases: A coroa de Deus tem quatro florões
2 - HOKMAH - Os quatro dois: A sua sabedoria se espalha e forma quatro rios
3 - BINAH - Os quatro três: De sua inteligência dá quatro provas
4 - CHESED - Os quatro quatro: Da sua misericórdia há quatro benefícios
5 - GVURAH - Os quatro cinco: O seu rigor quatro vezes pune quatro erros.
6 - TIPHERETH - Os quatro seis: Por quatro raios puros sua beleza se revela
7 - NETZAH- Os quatro sete: Celebremos quatro vezes a sua vitória eterna
8 - HOD - Os quatro oito: Quatro vezes triunfa na sua eternidade
9 - YESOD - Os quatro nove: Por quatro fundamentos seu trono é suportado
10 - MALKHUTH - Seu único reino é quatro vezes o mesmo. E conforme os florões do divino diadema. ... Vê-se por esse arranjo tão simples, o sentido cabalístico de cada lâmina. Assim por exemplo, o cinco de paus significa rigorosamente Gvurah de Iod, isto é Justiça do Criador ou cólera do homem; o sete de copas significa vitória da misericórdia ou vitória da mulher; oito de espadas significa conflito ou equilíbrio eterno, e assim às outras.

Assim podemos compreender como faziam os antigos pontífices para fazer este oráculo; as lâminas lançadas à sorte davam sempre um sentido cabalístico novo, mais rigorosamente verdadeiro na sua combinação, unicamente a qual era fortuita; e, como, a fé dos antigos nada dava ao acaso, eles liam as respostas da Providência nos oráculos do Taro, que eram chamados Theraph ou Theraphins entre os hebreus, como o pressentiu primeiramente o sábio cabalista Gaffarel, um dos magos habituais do cardeal Rechelieu.

No entanto, volto a dizer, que não devemos seguir os ensinamentos de mestres, pra sempre, mas, apenas toma-los como bases, e desenvolver nossos métodos pessoais. Na verdade o taro e os arcanos devem fluir em nós.

Carlos Lima – Tarólogo e Astrólogo. Hoje em dia as pessoas sentem um grande vazio na alma. A grande maioria, vive desnorteada, com a impressão de sempre estar faltando algo em suas vidas. Isso acontece, na maioria das vezes, porque a pessoa se tranca ou vivem fazendo o que os outros querem que elas façam. Dê um basta nisso tudo, busque uma atividade que lhe traga prazer.

Não é dificil encontrar pessoas que se formam, depois de passar anos estudando, mas, que ao completarem os estudos, veem logo que não é bem aquilo que queriam. Muitas pessoas, tem na alma uma inclinação para a espiritualidade, o esoterismo e a astrologia. Mas, por preconceito, má informação e influencias de pessoas mal intencionadas, acabam não buscando saciar suas necessidades. E por isso sofrem não se realizam, nem se harmonizam.

O Tarô por exemplo, é um oraculo maravilhoso, que ja mudou a vida de muitas pessoas, dando a elas mais estabilidade e compreensão de si mesmo. Se você ja identificou interesse por esse mundo maravilhoso do Tarô, faça um curso, garanto que você não vai se arrepender! Mas, deve procurar pessoas serias, competentes e habilidosas.
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Carlinhos Lima - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.

Iniciação e intuição são necessarias no Tarô.

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Tenho visto ultimamente, alguns tarologos famosos afirmarem que pra se jogar tarô não é preciso nenhum dom mediunico. Isso além de ser ridiculo é longe de ser verdade. Pessoas ceticas que não tem nenhum dom pode até não cairem em achismos e seguirem corretamente o simbolismo das cartas, mas, nunca terão sensibilidade pra decifrar os segredos ocultos das cartas. Além do mais, o tarologo e o tarô tem que se tornar um só na hora da concentração em consuta em tem que fazer parte daquela cena apresentada pelos arcanos, porque senão ele nunca vai conseguir decifrar.

O Arcano XV, por exemplo, é explicado por tarologos famosos, cheios de curriculo, fama e marketing, como um simples simbolo dos desejos humanos e que não tem nada de mistico ou externo neste naipe. Errado! Os Arcanos são sim simbolismos ocultos que represenam variaves coisas. Vejam que variadas crenças acreditam no poder das mandalas e da mesma forma o simbolismo dos naipes, captam as energias inconscientes das pessoas.

O arcano 15 não simboliza apenas os desejos em usos mais ocultos e magisticos ele representa sim uma entidade maligna literal e sobrehumana. Não é a toa que a figura nos mostra um ser horroroso prendendo pessoas por uma corda. O autor quando criou essa carta, quis sim falar dos desejos que prendem o homem na cegueira espiritual, mas, mentalizou o ser que atiça tudo isso e que foi a causa da queda e do pecado de nossos Ancestrais.

Se não tiver o dom, pode dormir e acordar com o taro na mão que nunca passara de um simples estudioso. É por isso que tem muita gente de dinheiro com vasta biblioteca, muitos cursos, nome na midia comprando espaço e escrevendo livros, mas, que não consegue levar nenhuma mensagem significativa as pessoas que querem evoluir. Dai eles partem pra essa onda da moda dizendo que o poder é mental e não espiritual; Que tudo o que se refere a mediunidade é achismo e que o estudo está acima de tudo. Errado! Todos os grandes mestres e profetas formam escolhidos e não se oferecem por vontade propria. Todo buscador na verdade, sente um chamado e quem entrar em cursinhos pra aprender o taro sem ter dom, só vai jogar o dinheiro fora e ficar mais confuso.

Se uma consulta só com intuição é precaria, só com conhecimento simbolico é ridicula. Pois só vai deixar o consulente mais confuso. Afinal o taro, com todo seu simbolismo não é pra estimular a intuição? Pois que eu saiba advinhação não existe! Então qual a utilidade dos simbolos. Vai querer convencer a gente com essa babozeira de mentalismo e misturar psicologia com Tarô!? Como poderia se ajudar uma noiva que quer casar e vem pedir orientação sobre o noivo? Dizendo que o Arcano que saiu mostra que ele é confiavel só por que sua simbologia mostra uma pessoa "positiva"? Isso nunca vai funcionar sem intuição, pois é por meio dela que se lê as cartas sim.

Essa historia de olhar o taro como um alfabeto pode dar certo se a intuição do estudioso fluir bem, pois do contrario ele ira formar palavras contraditorias. Não se sabe de nenhum tarologo que tenha se destacado sem envolvimento com o lado da espiritualidade e do esoterismo. E quem nega isso ta na verdade mentindo, só quer ludibriar as pessoas com seus cursinhos, sem deixar que elas evoluam, pra não tomar seus lugares. Ai vem com essa historia de "metodos classicos".

Essas 78 cartas não estão ali aleatoriamente. Elas têm uma estrutura simbólica que fala de todas as probabilidades da vida humana, tudo que pode ocorrer, decisões, acertos ou desacertos. A estrutura do tarô é como se fosse um diagrama da vida, um mapa. Mas, mesmo assim tendo sido esquematizado, pra que os buscadores possam aprender os metodos dos mestres, tem que ser um escolhido e se for iniciado, terá muito mais desenvolvimento como interprete dos simbolos.

Se você fizer isso, vai acontecer aquilo, se você fizer aquilo outro, acontece outra coisa. Quando você abre um tarô, vai vir uma carta dentro dessa seqüência estrutural e se tem a exata idéia de que ponto da trajetória você se encontra naquela situação. Por exemplo, se você vai comprar um carro, o tarô pode indicar se você está em um momento apenas da sua vontade, num momento de estar realmente concretizando, ou prestes a fazer uma compra errada porque está muito afoito. É claro que pra se interpretar as cartas tem sim que conhecer os metodos e não podemos negar isso, até mesmo os grandes iniciados como Moisés, tiveram seus treinamentos. Mas, sem serem escolhidos pelo Astral Superior e sem a divida proteção e cobertura, não se vai muito longe. A não sem quer sabe usar de sensacionalismo, demagogia e embrulhe.

Existem grupos de cartas que estabelecem isso. O que é mágico é a escolha das cartas. Como a pessoa escolhe uma carta, virada, sem ela ver, de acordo com o que ela deseja.Tanto faz ela escolher olhando ou não cada símbolo, o resultado vai ser o mesmo. A mágica é a pessoa inconscientemente escolher exatamente o símbolo que ela está vivendo. Pois assim que se revela o segredo, por que forças astrais guiam os buscadores neste momento, sem a intervenção do Astral não se revela nada. É por isso que tem pessoas que se torna inviavel fazer qualquer previsão.

Todo o tipo de sistema oracular funciona com ou sem as pessoas presentes. Senão, negaríamos inclusive os princípios espirituais, de você se conectar com Deus, receber uma intuição, poder se conectar com a divindade. Independente de a pessoa querer, ou sequer estar presente, a resposta sai. O tarô não lê o seu cérebro, mas, estamos todos ligados por energias cosmicas que nos conectam a todas as esferas e a todas as dimensões, quando nossa mediunidade flui.

Atraves da interpretação dos simbolos aliados a simbologia o tarlogo lê o registro espiritual, aquilo que está no seu campo áurico. O seu corpo físico é a condensação, é o resultado das suas camadas áuricas. Quando você lê o tarô, você não está lendo o corpo físico da pessoa, você está lendo o que está à volta dela, conectado com todo o universo. A pessoa se conecta com seu eu interior e solicita uma mensagem. O sistema é aleatório.

Terapia com o tarô é conversar com o cliente, saber o que está se passando, ou, a partir do jogo, escolher determinadas cartas e determinados símbolos para ele meditar e visualizar. O símbolo do tarô é usado para ver o que o paciente está precisando complementar na sua psiqué. E pra isso não é preciso só se conhecer simbolos, mas, tambem ter intuição e saber usar a metodologia certa.

Se você lê o que significa o Mago, vê que é início, vontade, desejo. A interpretação do significado da carta é o mesmo em qualquer tarô. Mas, como saber de que forma ele vibra, sem ter uma forte intuição? Eu vejo muitos tarologos se perdendo na pergunta, porque querem seguir os manuais.

Existe tambem uma corrente de tarologos almofadinhas, querendo tirar o brilho do Tarô Egipicio dizendo que o taro é um oraculo novo, que não tem nenhuma ligação com o Egito. Isso além de ridiculo é irritante. O taro não pode ser comparado com lendas, ele tem sim um passado distante, e não nasceu de simbologismos feitos por sensacionalistas. Antoine Court de Gebelin, em 1785, que criou essa história sobre a origem do tarô no Egito. Mas, na verdade ele só tava tendo um insgt, porque o que não tem fundamento logo morre no esquecimento. O grande sonho dele era descobrir os hieróglifos egípcios. Em uma visita que ele fez a uma cartomante, ao olhar as cartas ele imaginou que ali estavam os símbolos do Egito preservados. Foi ele quem traduziu a palavra tarô como “caminho da vida”. Vendeu essa idéia e todo mundo comprou, pois ele era um mitólogo e um lingüista muito renomado. Isso sim é intuição e revelação. Ao contrario de muitos escritores sensacionalistas que querem tirar o brilho do taro, pra continuarem ganhando dinheiro as custas da boa fé dos buscadores.

A tradução que ele fez do tarô pode até ser errada, porque ele falou sobre uma origem errada. É tudo errado, mas caiu na mística do povo porque no fundo ele teve a revelação de uma profunda ligação que o tarô tem com o Egito. O mais antigo e preservado que existe é de 1540, de Marcolini, que fez, na Itália, um manual de como jogar os arcanos. Quem ou como foi feita essa transição, não se sabe. Isso porque, são revelaçoes que pesquisadores ceticos nunca encontrarão a resposta, porque são conhecimentos velados.

Nos registros que se tem sobre o tarô, fica claro que começou como jogo. Aproximadamente 100, 150 anos depois, surgiram os primeiros tratados sobre cartomancia. Mas, isso não quer dizer que o verdadeiro taro, em sua origem tivesse esse formato, nem que tivesse esse nome. Na verdade eles eram grafados em pedra e não em papel.

Só a partir de Gebelin é que o tarô realmente entrou no circuito esotérico e todos os ocultistas passam a estudá-lo. Obviamente, quem desenhou o tarô conhecia as ciências ocultas, era uma pessoa iluminada, um grande espiritualista. Mas demorou mais de 500 anos para ele ser aceito e incorporado. Não porque não tivesse valor ou fundamento, mas, porque o novo ou que faz sentido para nossa evolução sempre tem barreiras e oposições pra ser aceito. Uma dessas barreiras no campo da evolução foi a Igreja que sempre quis disimar novas filosofias importantes. Chega de simplismos. O taro e muito maior do que o que se pensa e metodologia apenas não basta.
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Carlos Lima - Tarologo.
Postado por Umbanda-Astrologic

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pelo segundo portal do Tarô - a Papisa

O segundo Arcano associa-se ao signo Beth e tem como hieróglifo a boca do homem. O nome erudito é Gnosis ou porta do santuário, entrada sagrada ao conhecimento ou seja entrada para a série dos Arcanos seguintes. A lâmina apresenta num segundo plano duas colunas.

Uma coluna é preta ou azul, a outra é branca ou vermelha. A coluna branca é solar (conhecimento direto através do estudo dos fenómenos) e designada por Jaquim. A coluna preta titula-se Boaz e está sob domínio da Lua (conhecimento indireto ou intuitivo). A representação da meia lua que se encontra entre as colunas simboliza o Espaço Médio da linguagem maçônica.

Na lâmina da Papisa esse espaço está oculto por uma cortina. Os chifres da Isis e as colunas indicam o princípio binário. A Isis sentada em cima da pedra cúbica é sinónimo de passividade, sua postura demonstra um estado de expectativa, de meditação e de receptividade. Os chifres aqui substituiram o sinal do infinito patente no primeiro Arcano, dando um elemento mais tangível ao 2º Arcano.

O passivo é sempre mais concretizado que o ativo. O símbolo astrológica do Arcano é a Lua, revelando o conceito da maternidade, mãe universal ou divina substância e expressa claramente o princípio da fecundidade. Desde dos tempos primórdios a água e a lua simbolizam o Astral. A lua ou espelho por cima da cabeça da Isis indica a conexão do Arcano com o Mundo Astral. O plano astral por definição é adjacente aos planos mental e físico e deve possuir marcas ou reflexos dos elementos das regiões que lhe são próximos.

As colectividades de ideias já condensadas e agrupadas possuem um reflexo no plano astral. São as chamadas Astro-Ideias, isto é ideias que já estão a assumir uma forma e podem ser captadas por diversas mentes em simultâneo resultando em sistemas paralelos ou análogos, como aconteceu no caso do aparecimento do cálculo diferencial de Newton e do cálculo infinitesimal de Leibnitz (algo semelhante aconteceu com a descoberta da reação nuclear).

Concebendo através do desejo e esboçando um quadro astral, o indivíduo constroi um Ente segundo a lei de individualização das coagulações. O Ente criado é um astrosoma tipicamente formado, carece de corpo físico mas em vez disso possui algo semelhante a uma mônada mental (ideia do desejo concebido) e atua somente na esfera da ideia que o criou, estendendo a sua influencia sobre o seu criador.

O Ente, designado pelos Ocultistas como Larva Astral incentiva o seu criador para a renovação contínua do impulso que o criou e fortaleceu (encontramos aqui tambem o mistério do turbilhão astral).
No caso de um Ente criado por um grupo de pessoas, ou sociedades, falamos de uma Egrégora colectiva.

Tarô: analisando o terceiro portal

A Imperatriz sendo 3 Arcano tem sua correspondencia na letra hebraica Ghuimel. Ela é representada por uma taça que verte ou uma cápsula vegetal que se abrindo deixa cair seu grão.Na letra do antigo Caldaico ou Estrangelo representa um hieróglifo simples do mistério do parto.

Na escrita síriaca encontramos já a letra G do latim, representativa pela serpente que morde a sua própria cauda, emblema da geração eterna. Na verdade o 3 é o número da geração. A unidade é o pai, o binário é a mãe e o ternário é o filho.

Osíris, Ísis e Hórus.
1= ser
2= movimento
3= vida
Um é o Espírito, 2 é o pensamento e 3 é o verbo.
Um = Pedra cúbica
Dois = Colunas sagradas
Três = Frontão que une as 2 colunas e temos o templo primitivo

O nome de Deus está em 3 letras, pois que a 4ª repete a 2ª. Aleph, Mem, Thau compõe uma palavra que se lê Ameth o que significa Paz e Verdade. O ternário produz o número 5, quando juntarmos um binário.

A reciprocidade da ação no binário dá 4, princípio alternativamente passivo ou ativo. A análise das forças dá 4. A síntese equilibrante dá 2 e o ponto central desse equilíbrio dá 3. Compreendemos com isto o hieróglifo do animal sagrado que pela manhã tem 4 pés, ao meio dia 2 e a noite 3 pés.

Adicionando os "pés" de todas as horas temos o número 9, que é o ternário multiplicado por ele mesmo. Os 4 elementos são senão 3 (fixo, fluído e volátil). Os 3 são senão 2 (estável e móvel), os 2 são senão 1 (a substância). Deixo aqui o aviso do nosso amigo abade Louis Constant. Compreendeis enfim a Esfinge e não a matarais, como fez Édipo, reduzindo-a ao homem.
Então, não sereis forçado a cegar-vos como o infeliz rei simbólico de Tebas.

Pontos Riscados e o significado dos simbolos

 
magia de pemba - poder dos ancestrais
A magia riscada - com pemba, energia ou elementos sagrados


É a força, na Umbanda, da Escrita Astral. O Ponto Riscado tem o poder de fechar de abrir os trabalhos de magia. É feito de diversos modos com a Pemba (giz branco, sagrado e poderoso da magia na Umbanda). É através do Ponto que o guia faz sua identificação e mostra toda sua força, poder e responsabilidade que a ele é dado. As pembas são de diversas cores, mas a branca é a mais usada por ser da irradiação universal de Oxalá.



Significado dos símbolos:
Um Ponto – o Ser Supremo, a origem.
Um Ponto – o Ser Supremo, a origem.
Uma Linha Reta – o Mundo Material.
Duas Linhas Retas – o Princípio, o Masculino e o Feminino.
Uma Linha Curva – a Polaridade.
Dois Traços Curvos – as duas polaridades – positiva e negativa.
Um Triângulo de Lados Iguais - a Força Divina – Pai, Filho e Espírito Santo – Santíssima Trindade.
Dois Triângulos (Hexagrama) – Estrela de seis pontas – todas as Forças do Espaço.
Um Quadrado – os 4 elementos (Água, Terra, Fogo e Ar).
Um Pentagrama – a Estrela de Davi e o Signo de Salomão – a Linha do Oriente, Oxalá, a Luz de Deus. Três estrelas também representam os Velhos e Almas.
Círculo – o Universo, a Perfeição.
Um Círculo com Dois Diâmetros Entre Si – o Plano Divino, o Quaternário Espiritual.
Círculos Menores e Semicírculos – as fases da lua (símbolo de Iemanjá), forças de luz, inclui Iansã.
Círculo com Estrias Externas – o sol (símbolo de Oxalá).
Espiral – para fora indica chamamento de força, retirando demanda.
Seta Reta ou Curva e Bodoque – irradiação de Oxossi (caboclo).
Balança, Machado ou Nuvem – símbolos de Xangô e do Oriente.
Raio (condições atmosféricas) – símbolo de Iansã.
Espada Curva – símbolo de Ogum.
Espada Reta – símbolo de Iansã.
Bandeira Branca com Cruz Grega Vermelha – símbolo de Ogum.
Flor ou Coração – símbolos de Oxum.
Coração com uma Cruz no Interior – símbolo de Nanã.
Traços Pequenos na Vertical (chuva) – símbolo de Nanã.
Folhas ou Plantas – símbolos de Ossanha.
Tridentes – símbolos para Exu e Pomba-gira; garfos curvos para a Calunga e retos para a Rua. (Pode haver ou não caveira)
Cruz Latina Branca – Cruz de Oxalá.
Cruz Grega Negra – com pedestal, símbolo de Omulu.
Arco-íris – símbolo de Oxumaré.
Estrela Branca (Oriente) – Luz dos espíritos.
Estrela Guia (com cauda) – símbolo da capacidade de acompanhamento (Oriente).
Um Oito Deitado (Lemniscata) – símbolo do Infinito.
Cordão com Nó ou um Pano – símbolo das crianças.
Conchas do Mar – símbolo das crianças.
Águas Embaixo do Ponto – símbolo de Iemanjá (mar).
Pequenos Traços de água – símbolo de Oxum.
Traço ou Linha Curva com Círculo nas Pontas – símbolo de força, amarração e descarregos.
Rosa dos Ventos – chamamento de força ou descarrego.
Traço com Três Semicírculos nas Pontas – descarrego e força também.
Palmeiras ou Coqueiros – força dos Velhos.
magia de pemba - poder dos ancestrais, poder dos orixás e anjos
magia de pemba - poder dos ancestrais, poder dos orixás e anjos
Existem, outros Pontos que as Entidades riscam. Em caso de dúvida pergunte ao Comandante ou mesmo o Guia.



Leia mais sobre os pontos aqui

Carlos Lima (Carlinhos Lima) - Astrologo, Tarologo e Pesquisador.
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