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sábado, 10 de janeiro de 2026

A poderosa Religião dos Gatos

 

A poderosa Religião dos Gatos

Veja aqui alguma coisa traduzida pelo Livro dos Gatos:
A RELIGIÃO DE KEMET: Os antigos egípcios chamavam sua terra Kemet. É de lá que vem Bast. A palavra Egito, ou 'Aegyptos' é de origem grega. A religião de Kemet sempre foi considerada politeísta, mas pesquisas modernas questionam essa classificação e muitos egiptólogos consideram que, como a maioria das religiões indígenas e africanas, Kemet tinha


um só Deus que assumia múltiplas faces, chamadas Nomes pelos ortodoxos. Nesse texto a palavra Nomes é usada em vez da palavra Deuses, de acordo com esse ponto de vista. BAST, A DEUSA-GATA:Bast é um dos Nomes mais conhecidos e visíveis de Netjer, o Deus de Kemet. É um dos muitos Nomes que representam o Olho de Ra. Bast é um Nome da Segunda Dinastia (2890-2686 a.C.), tem cerca de 5OOO anos. É um dos Nomes mais antigos que se conhece. Sua missão primeira é proteger e vingar. 

Como Olho de Ra, sua ação é a de executora, sua missão é arrancar os corações dos transgressores e levá-los aos pés do faraó. Daí dá para ver como a imagem da Deusa Fofinha e Feliz do Amor vendida por esotéricos de hoje é falsa. Bast sempre aparece associada ao rei como protetora, traço característico de outros Nomes felinos como Mafdet, protetor dos aposentos do faraó, e Sekhmet, destruidora dos inimigos do rei. Seu papel inicial, proteger, se expande e suaviza mais tarde, à medida que sua imagem é associada aos deuses gregos Hathor e Isis e então ela passa a ser protetora de mulheres grávidas e crianças, invocada em rituais de fertilidade e associada à música e às artes em geral.

VERDADES E MENTIRAS: Bast e Sekhmet não são irmãs:Bast e Sekhmet têm sido associadas desde 1850 AC. Apesar de aparecerem juntas não existem evidências de laços consangüíneos entre elas, nem mesmo para a leitura de que sejam ambas uma só deusa com duas faces, meiga X raivosa. O papel de Bast como vingadora desencoraja essa interpretação. Mesmo nas eras mais recentes Bast ainda aparece carregando o Uadjet e vestindo o Wadjet, o que mostra seu papel de vingadora divina. Nem Sekhmet é o lado zangado de Bast nem Bast é o lado pacífico de Sekhmet. 

Bast era a Deusa do Norte e seu principal local de adoração eram as terras baixas, enquanto Sekhmet era a Deusa do Sul. As duas, Bast e Sekhmet, representavam o Norte e o Sul, e não a paz e o ódio. Bast não é a Deusa do Sexo: Por conta da associação moderna entre felinos e mulheres (mulher bonita=gata ou gatinha), Bast é vista como uma deusa da sexualidade feminina. Mas não se deve associar a visão que se tem dos gatos domésticos hoje com a existente no Egito antigo. Sensualidade não deve ser confundida com sexualidade e não existem evidências de que os antigos egípcios associavam gato com sexo. 

Isso desmente a crença de que Bast seria a Deusa das Lésbicas. Mesmo que essa seja uma idéia simpática não se devem transferir os tabus sexuais de hoje para o Egito Antigo. Se não pelo fato de que a alta taxa de mortalidade infantil naquela época estimulasse o sexo para a reprodução, não existiam motivos para que lá o sexo homossexual fosse tratado como diferente do sexo heterossexual. 

Isso também elimina a idéia de que os adoradores de Bast se envolviam em rituais de apelo sexual como prostituição religiosa, danças e orgias, divinação através de orgasmos ou strip-tease ritualístico. A prostituição religiosa nunca foi parte da cultura egípcia. As danças eram importantes e muitas sacerdotisas eram músicas e/ou dançarinas, mas sexo dentro do templo era heresia. Bast não é a Deusa do Prazer: Outra idéia falsa é a de ligar Bast à fruição hedonística geral, o consumo de drogas incluído nessa. 

Os egípcios usavam o cânhamo para fazer cordas, mas não existem registros que mostrem algum tipo de uso recreativo ou religioso da maconha. Bast não é a Deusa do Nascer do Sol: A crença em Bast como deusa do Nascer do Sol ou do próprio sol tem origem nos livros de Budge, que escreveu sobre ela sem base nenhuma. Outra idéia falsa difundida em seus livros é a de que Sekhmet seria a deusa do Por do Sol. Bast não é a Deusa dos Gatos: Essa se tornou uma crença geral moderna. Bast sempre foi associada aos felinos, mas não pode ser colocada na posição de defensora de gatos e donos de gatos: isso é ignorar muito do que ela realmente representa. 

É curioso notar como existe a conexão de Bast com gatos e nunca, ou quase nunca, as pessoas associam Heru (Horus em grego) como deus dos falcões, Khnum como deus dos carneiros ou Hethert (Hathor em grego) como deusa das vacas. 

Bast é uma protetora por excelência, não importa de que animal você esteja falando. Se no passado, assim como no presente, o gato foi à forma de melhor interpretá-la, reduzi-la ou limitá-la a ele é não compreender sua plenitude. Bast não é a Deusa da Lua: Bast nunca teve nada a ver com a Lua até sua associação com a grega Artemis. Antes da influência grega no Egito a lua era associada às divindades masculinas Heru (aparecendo como seu olho esquerdo, ou seu olho 'fraco'), Djehuty, lah, Khonsu e raramente com Wesir. Pode vir daí outra interpretação errada, de que Bast seria o Olho Esquerdo de Rá. 

Como filha do Criador, Bast é O Olho de Rá. Bast e Sekhmet não são Deusas Criadoras Existe a crença de que Bast e Sekhmet criaram juntas o mundo. Nenhuma das duas tem as características dos deuses criadores da religião de Kemet. Os deuses criadores são conceitos altamente abstratos (como Tem (ou Atum), Ptah, Geb, Ra e Nit) que dão origem a conceitos ainda mais abstratos (como Heka (ou Hike, na mitologia Grega), Ma'at, Tefnut e Shu. 

Não existe fonte satisfatória que sustente a versão sobre a criação das Deusas. Rituais e litanias de Bast: Assim como não existem nos dias de hoje templos erigidos a Bast , também não existem seus rituais ou litanias. Se isso à primeira vista parecer uma perda terrível, é só lembrar que a maior parte das litan não cultuava em templos. É impossível negar que todas as pessoas não tenham algum tipo de superstição. Algumas ou disfarçam ou tentam transforma-la em algum tipo de fé. No entanto a fé é na verdade irmã da superstição. 

Sua única diferença é que a fé se baseia na crença de uma coisa que achamos que seja real. Já a superstição se baseia em algo que nós achamos que possa ser real. Mas ambas caminham em estradas paralelas e que às vezes se cruzam e nos confundem. É inegável também não perceber que os gatos carregam em si uma forte misticidade. Principalmente as pessoas que tem uma forte mediunidade ira notar facilmente a força mística dos felinos e a sua ligação com a magia. O que notamos de mais perigoso na historia mágica dos gatos é a indução das pessoas a idolatria e na crença de que esses seres fossem fontes de poder. 

O que eu chego a aceitar, mas ainda relutante é que eles são animais com uma grande mediunidade e que realmente sejam capazes de operar efeitos magisticos os quais são dados a eles pelo Criador de todas as formas de vidas de nosso planeta. Na verdade só existe um único Deus Criador e toda e qualquer entidade tenha ela a forma que tiver ou use o poder que usar só poderá operá-lo com consentimento desse Deus Criador. 

Não descarto, no entanto a existência dos deuses, mas não tenho duvidas que estes tem o dever de obedecerem a Hierarquia Cósmica e que por causa de desobediências e estultícias é que muitos foram punidos. Tenhamos por certo que existe uma Lei operante e que todos os acontecimentos ao longo da historia foi necessário mesmo que parecendo horríveis aos nossos olhos. É claro que o massacre tanto de humanos quanto de gatos, foram causados por erros dos próprios homens. Mas Deus sempre esteve atento para corrigi-los com Justiça e Sabedoria.


Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador 


 

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Bruxos e magos: magia e bruxaria é tudo igual



O que as bruxas e bruxos fazem: - Plantam ervas em seu quintal para fins curativos e culinários.
- Conversam e se comunicam com as plantas e animais.
- Celebram a virada das estações do ano.
- Celebram as fases da Lua.
- Relacionam a sua menstruação às fases lunares.
- Honram todos os alimentos, de carnes a vegetais.
- Têm seu corpo como sagrado.
- Sexo por amor e por prazer, por ser algo natural.
- Bruxas acreditam em reencarnação.
- Bruxas honram deuses e deusas.
- Bruxas respeitam todos os seres vivos em igual importância.
- Bruxas repudiam o proselitismo.
- Bruxas servem à Terra.
- Bruxas repudiam qualquer forma de preconceito.
- Bruxas são cidadãs.


Bruxas: Esqueça aquela imagem distorcida que todo mundo aprendeu a ter medo das bruxas. Incentivado tanto pelos contos de fada, quanto pelo ataque das religiões intolerantes e opressoras. Não existe aquele arquétipo de bruxas com nariz grande, verruga e pessoas sem tomar banho ou que come insetos. Na verdade, geralmente as bruxas são em especial, mulheres lindas, sensuais e muito sexuais! Adoram o sexo o prazer e a Natureza! O arquétipo horripilante da bruxa espalhafatosa e má, é realmente no contexto astral, são aqueles que ao invés de dominar a magia, são dominados por ela. Tanto porque mexeram com o que não deviam, como pelo fato de terem se conectado a energias sincronizadas ao seu coração em trevas. Em todo seguimento tem os que pendem para as sombras, mas, a magia em especial é a contemplação do que transforma a natureza a vida e as coisas como um todo. Ser um bruxo não é fazer magia negra pra destruir, mas, pra contemplar com magia natural.

Muitas pessoas torturadas pelo Inquisição, retornaram em uma outra vida, mais elevada e conhecendo um verdadeiro poder, pois dons foram concedidos pra que seu espírito se libertasse da dor. Uma verdadeira bruxa é reconhecida em seu mapa natal, aquela que tem a missão de defender o Meio Ambiente, o amor e a procriação. As casas mágicas do mapa natal de uma pessoa, mostram isso claramente, como também pelos indicadores de magia configurados ao seu espírito, seu Orí e seus odús.

Tem muita menina nessas igrejas da moda, com a Bíblia na mão, porque os pais, deixaram elas bibliolatras, mas, que seu coração é puramente mágico, a mediunidade sensitiva é aflorada, e por isso vai se tornar uma pessoa frustrada, pois não conseguiu liberar sua verdadeira essência. E isso se dá em todas as classes, culturas e cantos do mundo! A magia tá na alma.

A religião Wicca ressurgiu com o bruxo inglês Gerald B. Gardner que impulsionou o renascimento do culto, com o nome de Wicca, juntamente com outros bruxos e bruxas, em meados dos anos 40 e 50. Após a revogação da última lei britânica sobre bruxaria, em 1954 ele lançou o livro “Bruxaria Hoje”, considerado um marco para o renascimento do paganismo mundial. Ele alegou que: a religião, na qual ele fora iniciado, era uma sobrevivente moderna de uma antiga religião da bruxaria, que tinha existido em segredo durante centenas de anos, originária do Paganismo pré-cristão da Europa. A Wicca é, assim, às vezes referida como a Velha Religião, ou a Nova Religião dos Velhos Deuses. 

 Embora tenha começado no fim da Idade Média , a caça às bruxas européia foi bem mais um fenômeno da Idade Moderna, período em que a taxa de mortalidade foi bem maior. Foi uma perseguição religiosa e social que começou no final da Idade Média e atingiu seu apogeu na Idade Moderna . Antigas religiões pagãs e matriarcais eram tidas como satânicas. Mulheres eram queimadas em fogueira sob o menor pretexto. Um tipo de paranóia social. O mais famoso manual de caça às bruxas é o Malleus Maleficarum, ou "martelo das feiticeiras", de 1486.

Nem velhas, nem feias e muito menos com verruga no nariz. “As bruxas nunca foram feias e representantes do mal, mas sim, grandes mulheres na sociedade que ameaçavam os homens necessitados de poder. Foi a mentalidade machista que reprimiu e distorceu a imagem delas, assim como, até hoje, são rotuladas as mulheres batalhadoras como feministas feias e mal-amadas”, comenta Isabel Vasconcellos, 62, escritora com mais de 11 obras publicadas, entre elas, o livro “Todas as Mulheres são Bruxas”, em sua segunda edição, pela Editora Barany. 

No livro, a autora explica que a figura milenar está por todas as partes, e, ao contrário do que se pensa, elas são belas, atraentes e bem-sucedidas. “Sempre fui feminista e então estudei a história das mulheres. O fato de elas terem sido queimadas pela Inquisição, sempre me incomodou muito. Fui, então, entender quem eram elas e percebi, pelos relatos da tradição e da história, que tudo que elas tinham nós também temos: a intuição, a sensibilidade”, diz Isabel, que durante 30 anos esteve à frente de programas voltados para a mulher nas TV’s Gazeta, de São Paulo, Record, Rede Mulher de Televisão e, por último, um programa sobre sexo, na TV Bandeirantes. As bruxas retomam no imaginário popular com a proximidade do Hallowenn, festa pagã, comemorada no próximo dia 31. “O que hoje é conhecido por Halloween, há muitos séculos, era uma festa religiosa comemorada sempre no último dia do verão, mais ou menos em 31 de outubro. Nesse dia, acreditava-se que uma porta entre o mundo espiritual e o material abria-se para saudar e guiar os espíritos dos mortos. Para que não ficassem presos e sem rumo no mundo dos vivos, geralmente eles eram orientados por abóboras iluminadas e outros objetos até hoje existentes nas festas em celebração à data”, comenta Isabel. Origem. A autora passeou pela história e concluiu que “as únicas mulheres que viveram em igualdade de direitos com os homens foram as da sociedade celta. A civilização celta, um dos povos classificados como bárbaros pelo Império Romano, floresceu por muitos séculos, desde cerca de 400 a.C. até a Baixa Idade Média. No mundo dos celtas não havia diferença entre os sexos. Tanto mulheres quanto homens exerciam as diversas funções sociais, da política à religião. O sexo não era um tabu, era livre e fazia parte, inclusive, das festividades promovidas em prol da fertilidade da terra”. Sendo assim, “essas mulheres sexualmente tão livres quanto os homens, que tinham poder político e sacerdotal e sabiam manipular ervas e criar medicamentos, não combinavam com a visão que os romanos cristãos tinham da mulher. O cristianismo (não como filosofia de vida, mas enquanto instituição) via e vê a mulher como a detentora do pecado, a que precisa ser domada na sua excessiva sensibilidade pela racionalidade do homem, seu amo e senhor. Enquanto a sociedade romana predominou sobre a celta, as mulheres livres foram sendo sistematicamente perseguidas amaldiçoadas e queimadas nas fogueiras da Inquisição. Os católicos passaram seis séculos queimando mulheres”, observa a autora. 

Com o tempo, a sabedoria das mulheres celtas foi sendo eliminada e esquecida. “Mulheres sábias, em nome da repressão dos antigos católicos, foram rotuladas como bruxas, feiticeiras, demoníacas. Muito da tradição, da sabedoria, do domínio da intuição, se perdeu, espalhou-se nas cinzas das fogueiras da matança. Hoje, as mulheres precisam resgatar a bruxa dentro delas. É preciso lembrar que podemos ter os mesmos direitos que os homens na sociedade, mas que somos diferentes deles”, propõe Isabel. - fonte: http://www.otempo.com.br/interessa/bruxas-s%C3%A3o-belas-e-modernas-1.738065




A bruxa sempre foi uma mulher moderna! Costumavam se estregar ao desconhecido e aprender a manusear o poder de ervas e toda a energia ao seu redor. A Wicca surgiu no período Neolítico, em várias regiões da Europa, onde hoje se localiza a Irlanda, Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britânia na França. Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias crenças, que, ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu nascimento à Wicca. Foi somente na Idade Média que a Bruxaria foi relegada às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças. 

O rabino Moisés de Viena gostava de contar aos amigos sobre o dia em que estivera na cidade de Rosenburg, na Áustria. Mal havia chegado e um mensageiro bateu à sua porta, dizendo: "Um homem está morrendo e quer um pouco de seu vinho". Ele achou o pedido um tanto estranho, mas atendeu sem fazer perguntas. Mais tarde, descobriu do que se tratava. Corria a lenda, na Idade Média, de que os judeus dominavam as artes ocultas, sendo capazes de invocar anjos e demônios. Também se acreditava que o vinho usado em cerimônias judaicas tinha poderes mágicos e era capaz de curar doenças. O moribundo, como deduziu o rabino, pedira a bebida na esperança de escapar da morte. Superstições como essas eram comuns no período medieval. Naquela época, o imaginário coletivo estava povoado por bruxas, magos e demônios. E, se alguma crença destoasse da religião dominante, o cristianismo, logo surgiam especulações, boatos e crendices. Era o caso da cabala ma’asit ou cabala prática, que muita gente via com medo e desconfiança. Segundo os estudiosos do misticismo judaico, essa corrente teria se desenvolvido paralelamente à cabala tradicional. Mas, em vez de estudar ou meditar sobre as forças divinas, seus adeptos propunham maneiras práticas de experimentá-las. "A mística judaica sempre incluiu rituais de magia", diz Michel Schlesinger, rabino da Congregação Israelista Paulista. "Encantamentos, exorcismos e outras práticas eram realizados por essas pessoas. Hoje, esses rituais são vistos pela comunidade judaica apenas como objeto de estudo e curiosidade." Apesar do caráter mágico, os praticantes da ma’asit rejeitavam a alcunha de magos. Eles eram chamados de ba’alem shem, do hebraico "mestres do Nome". Para entrar em contato com o mundo sobrenatural, esses cabalistas do truque usavam uma série de métodos secretos. O mais importante consistia na recitação dos chamados nomes divinos. Retiradas das escrituras sagradas, eram palavras utilizadas tradicionalmente para se referir a Deus e a seus atributos. Os cabalistas acreditavam que, se essas palavras fossem declamadas no momento certo e seguindo determinados rituais, podiam interferir no curso dos acontecimentos. 

A rotina dos adeptos da ma’asit incluía rituais que teriam o poder de alterar a matéria. Esses rituais eram transmitidos de mestre para aluno, geração após geração: estudiosos acreditam que sua origem está na Antiguidade, em regiões como o Egito e a Pérsia. "O que se tornou conhecido como cabala prática era, na verdade, um conjunto de todas as práticas mágicas encontradas no judaísmo desde o período talmúdico até a Idade Média", diz o historiador Gershom Scholem, no livro A Cabala e Seu Simbolismo. A maioria desses procedimentos se perdeu com o tempo: somente alguns deles foram registrados em livros e tratados de magia. Entre os poucos exemplares conhecidos do gênero está o Sefer ha-Razim ("Livro dos Segredos" ou "Livro dos Amuletos"), do século 4, que ensina como invocar anjos. O Harba de Moshe ("A Espada de Moisés"), organizado entre os séculos 1 e 4, apresenta uma lista de nomes de anjos que teria sido transmitida diretamente a Moisés, o patriarca bíblico. Seu autor ensina a utilizá-los em todo tipo de encantamento, desde poções para atrair o amor e curar doenças até fórmulas secretas para conseguir andar sobre a água. Os encantamentos, por sinal, eram muito populares entre os cabalistas mágicos. Acreditava-se que, fazendo uso de determinados comandos verbais, lidos em voz alta, seria possível conjurar entidades sobrenaturais. Essas práticas se baseavam na crença em uma dimensão invisível - chamada de mundo intermediário ou mundo do meio - habitada por milhares de anjos e demônios. Mas, para invocar tais entidades, era necessário usar os elementos certos e recitar as palavras adequadas no número de vezes indicado. Do contrário, o feitiço poderia dar errado e despertar forças incontroláveis. 

como vemos o que há é uma tremenda hipocrisia, naqueles que usam as Escrituras Judáicas para atacar os outros. Todos os conhecimentos rabinicos sobre magia, nada mais é que bruxaria como a de outras religiões e crenças, mas, eles não se intitulam magos ou bruxos, para não se enquadrarem nos preconceitos de sua religião. Como também por causa do ego inflamado e por se acharem mais especiais que os outros. Querem passar uma alusão de que os "milagres" ocorrem pelo poder de Deus, mesmo utilizando rituais mágicos, enquanto as práticas dos outros seriam feitos "pelo Diabo". Tudo hipocrisia profunda e descarada...

Wych em saxão e Wicce em inglês arcaico significam "girar, dobrar, moldar". Uma palavra radical indo-européia ainda mais antiga, Wic, ou Weik, também significa "dobrar ou moldar". A palavra "Witch" também pode ter a origem na antiga raiz germânica Wit – Saber. A palavra "Wicca", que tem a mesma raiz que "Witch" - vem do inglês antigo "wicce", proveniente da raiz saxônica "wic'" e hoje está relacionada com religião e magia. Assim: Wicca era uma palavra do Inglês Antigo (pronunciava-se 'witcha') que significava homem sábio ou xamã sendo ‘wicce’ a forma feminina. 

A crença em anjos e demônios tinha como base alguns trechos específicos do Zohar. Segundo o livro sagrado da cabala, haveria 3 classes de demônios: um grupo parecido com os seres humanos, outro que lembraria anjos e um terceiro em forma de animais. A mais temida, no lado das trevas, era Lilith, a rainha dos demônios, que teria sido a primeira mulher de Adão. Lilith, dizia-se, era casada com Asmodeu e gerenciava suas hordas de uma caverna no fundo do mar. Para identificar a presença de um deles, os praticantes sugeriam afastar as camas e, sobre o chão empoeirado, procurar pegadas semelhantes às de pássaros. A tradição contava que alguns desses seres tinham pés de aves e, mesmo quando disfarçados de humanos, esse aspecto permanecia inalterado. Durante séculos, essas lendas e rituais foram deixados de lado. Quando a cabala se popularizou e se tornou acessível a todos, no século 20, alguns deles voltaram a ganhar espaço, mas de maneira bastante simplificada. É o caso das recitações ou visualizações de letras e palavras hebraicas, com intuito de atrair equilíbrio e saúde para o praticante - o que não deixa de ser um tipo de magia. "No fim das contas, pouco importa se esses rituais, magias, superstições são reais ou não, se são fatos ou lendas", diz Schlesinger. "Se o real e a fantasia enriquecem a nossa vida de alguma maneira, se nos fazem pessoas melhores, isso é o mais importante". 

Para invocar anjos e demônios, a origem foi descrito na Chave de Salomão, famoso livro de magia produzido entre os séculos 14 e 15. A obra era muito popular na Itália durante o Renascimento, quando diversos pensadores passaram a ler e produzir tratados sobre cabala e ocultismo. Os ingredientes • Roupas brancas, de linho ou seda • Sapatos brancos • Uma coroa branca.   O ritual - É um ritual longo e complexo. Depois de vestir as roupas indicadas, escreva os nomes de Deus na coroa e coloque-a na cabeça. Trace no chão dois círculos, um dentro do outro. 

Os nomes de Deus devem ser novamente escritos entre um círculo e outro. O iniciado entra no círculo (no qual estará protegido) e profere uma série de orações e palavras mágicas para que a invocação ocorra. A entidade chamada realizará as tarefas que forem ordenadas. Para voar e levitar Origem - Não se sabe a origem ritual, mas dizem que era praticado pelos cabalistas desde a Antiguidade. Foi registrado no livro Grimório do Poder, atribuído a Aptolcater, um mestre dessa tradição que teria vivido na Turquia do século 17. Os ingredientes - • Madeira branca e vermelha • Óleo e neve • Vesícula de carneiro • Um livro - O ritual Acenda uma fogueira com a madeira branca e vermelha. Aqueça um punhado de neve com óleo e guarde a mistura em um saco feito com a vesícula de um carneiro. Em seguida, lance o saco nas chamas e deixe-o queimar. O material, por fim, deve ser triturado e transformado em pó. Quando desejar levitar ou voar, sente no chão e pense no local onde deseja estar naquele momento. Você será transportado para onde quiser, voando mais rápido do que um falcão. Para transformar metal em ouro - Origem - Este procedimento, também encontrado no livro de Aptolcater, lembra as práticas da alquimia. Os ingredientes - • Pedaço de madeira, pedra ou metal • Mercúrio, pó preto e pó vermelho • Recipiente de barro - O ritual: Desenhe, sobre um pedaço de madeira, pedra ou metal, uma sequência específica de números e letras, dispostos na forma de um quadrado. A figura funcionará como amuleto de proteção: use-a durante o procedimento. Misture o mercúrio, pó preto e pó vermelho ao chumbo durante 8 dias e noites. Depois, lance a mistura em um vaso de barro. No exterior do recipiente, desenhe as letras consideradas mágicas e espere mais algum tempo. Ao abri-lo, segundo a tradição, encontrará ouro puro. 

O golem de Praga - Criar a vida usando barro era uma das metas dos adeptos da cabala ma’asit. A tradição conta que vários rabinos teriam conseguido esse feito, usando seus poderes para criar um tipo de criatura chamada golem (a palavra vem do hebraico gelem, que significa "matéria crua"), que obedeceria às ordens de seu criador. Eles seriam semelhantes aos seres humanos, mas só na aparência, pois não teriam intelecto nem personalidade. O rabino Yehuda Leow, que viveu em Praga entre os séculos 16 e 17, ficou conhecido como o criador do mais famoso golem. Seu intuito, dizem, era usar a criatura para proteger os judeus que viviam na cidade. Mas, com o tempo, ela teria ficado violenta e se voltado contra o mestre. O golem de Praga virou estátua (foto acima) e foi tema de um filme rodado em 1936 (abaixo, à esquerda). A lenda cabalista também foi citada em um episódio da série de TV Arquivo X chamado Kaddish (abaixo, à direita). Fonte/http://super.abril.com.br/religiao/

O distante Olorum, isolado em sua condição de supremacia, acabou ficando a ver navios. Nas culturas tradicionais africanas, os meros mortais nunca se relacionaram diretamente com ele, mas com os orixás, como Xangô, Ogum, Iansã e Iemanjá. O mesmo aconteceu no Brasil, onde a mitologia ioruba desembarcou junto com os escravos trazidos do continente africano, a partir de 1559. Candomblé, pará, macumba, cambinda, batuque, umbanda, quimbanda, catimbó, babaçuê, tambor-de-mina... Em todas essas crenças, a primazia é deles. A ação dos orixás está sempre envolta numa aura fantástica. "São religiões mágicas, que pressupõem o uso de forças sobrenaturais para a intervenção neste mundo", diz o antropólogo Antônio Flávio Pierucci, professor da Universidade de São Paulo (USP). Os babalorixás e ialorixás - pais e mães-de-santo, respectivamente - são os responsáveis pelos cultos. A intervenção mágica dos orixás pode ser benévola ou malévola, e depende muito da troca de favores - ou das relações de amizade e inimizade - entre humanos e divindades. Vem daí a tradição de oferecer presentes às entidades, assim como banquetes de louvação e sacrifícios. Incluam-se nessa lista os feitiços do tipo "despacho", geralmente colocados no cruzamento de duas ruas. No início do século 20, o popular cronista carioca João do Rio escreveu: "Para matar um cavalheiro, basta torrar-lhe o nome, dá-lo com algum milho aos pombos e soltá-los numa encruzilhada". Os orixás, contudo, também são bondosos e oferecem proteção aos seus filhos. É o que explica o uso de amuletos e talismãs. Fonte/http://super.abril.com.br/religiao
 
 
 

domingo, 29 de julho de 2018

Magia e o Sagrado: culto aos deuses



Culto aos Deuses


O período neolítico não conhecia Deuses - vigorava o matriarcado, com a Deusa-Mãe. O conceito de paterno inexistia e a moral, a ciência e a religião ocupavam a mesma esfera. Com a instituição do patriarcado, o cálice foi derramado através da espada, relegando o elemento feminino. Com o fim da era de Peixes, tipicamente masculina, o reinado feminino retorna em Aquário para resgatar Sofia, o arquétipo da Sabedoria. Assim como o Taoísmo primitivo, todas as religiões ancestrais visualizavam o Universo como uma generosa Mãe. Nada mais natural: não é do ventre delas que saimos? De acordo com o mito universal da Criação, tudo teria saído dela. Entre os egípcios, era chamada de Nuit, a Noite. "Eu sou o que é, o que será e o que foi." Para os gregos era Gaia - Mãe de tudo, inclusive de Urano, o Céu. Entretanto, ela não era apenas fonte de vida, como também senhora da morte. O culto a Grande- Mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas. Descobertas arqueológicas realizadas em sítios neolíticos testificam a existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa era a religião.

Não há evidências de armas ou estruturas defensivas, onde se conclui que esta era uma sociedade pacífica. Também nã há representações, em sua arte, de guerreiros matando-se uns aos outros, mas pinturas representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino. Essas esculturas também foram encontradas em Creta, datadas de 2.000 a.C. Na sociedade cretense as mulheres exerciam as mais diversas profissões, sendo desde sacerdotisas até chefes de navio. Platão conta que nesta sociedade, a última matrifocal de que se tem notícia, toda a vida era permeada por uma ardente fé na natureza, fonte de toda a criação e harmonia.

Segundo historiadores, a passagem para o patriarcado deu-se em várias esferas. Na velha Europa, a sociedade que cultuava a Deusa foi vítima do ataque de poderosos guerreiros orientais - os kurgans. O Cálice foi derrubado pelo poder da Espada. Outro fator decisivo para tal transformação foi o crescimento da população, que levou as sociedades arcaicas à "domesticação da terra". Os homens tinham que dominar a natureza, para obrigá-la a produzir o que queriam. Com a descoberta de que o sêmen do homem é que fecunda a mulher(acreditava-se que esta gerasse filhos sozinha), estabeleceu-se o culto ao falo, sendo este difundido pela Europa, Egito, Grécia e Ásia, atingindo o seu ápice na Índia. Com o advento do monoteísmo, e patriarcado - e a consequente dominação da mulher -o culto ao falo estabeleceu-se em definitivo.

"O monoteísmo não é apenas uma religião, é uma relação de poder. A crença numa única divindade cria uma hierarquia - de um Deus acima dos outros, do mais forte sobre o mais fraco, do crente sobre o não-crente."

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Magia: Dia 17 de fevereiro, dedicado mundialmente aos gatos


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Dia 17 de fevereiro, dedicado mundialmente aos gatos, este animal, que é um dos preferidos de muita gente. No entanto, ele tem para alguns um caráter místico, que é na verdade dogma, estigmatizado e muito particular de cada um acreditar ou não. AS bruxas dizem que adoram ter um gato em sua companhia, já outras vertentes não querem graça com ele... Mas, esotericamente falando, ao que parece ele é sim um canalizador de energias, descarregando as energias ruins de ambientes. Por isso temos naqueles que veem o gato como um amuleto, uma proteção extra, que liga a força animal ao mundo sobrenatural. Mas, temos aqueles que apenas tem gatos ou caes apenas como amigos e companheiros estimados. De qualquer forma neste dia mundial de gatos, muitas egregoras se formam e muita gente ora por seus bichinhos... Peque seu gato no colo e olhe bem nos olhos deel e diga "você que tem o olho grande, inveja e ódio em cima de mim, eu te repreendo, libero-te do teus maus pensamentos e te perdoou, desde que me esqueças, não me desejes mais o mal e se arrependa, pois te vejo através deste portal, o sagrado e poderoso portal da Deusa Khen, a poderosa e dominadora dos gatos". AS pessoas que nasceram nos signos de fogo (solar ou Ascendente), estão mais sintonizadas e mais protegidas pelas energias felinas no dia de hoje...


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Mulheres especiais: "fio da navalha emocional"


A maioria das mulheres sensitivas


A maioria das mulheres sensitivas, médiuns, bruxas, cartomantes e astrólogas, são mais sensíveis e estão sempre no "fio da navalha emocional", e quando o assunto é a libido, mais baratinada ainda elas são... geralmente elas ou são inclinadas a desejos depravados e se deixam levar por eles, ou, desenvolvem um falso puritanismo... de qualquer forma, isso provocado por um Orí, não iluminado ou descontrolado, é pelo fato de estarem o tempo todo acessando o inconsciente coletivo, quase sempre sem primeiro se autoconhecer. Vai também do signo de cada uma, do ambiente onde cresceram, da influencia familiar, mas, geralmente são pessoas que vão passar a vida toda brigando com o amor, tanto externo, quanto externamente. Outro fator que mina todas as relações é que geralmente elas agem por impulso, em descontrole e passam a adotar fetichismos, tanto no âmbito sexual, quando no subconsciente... muitas vão promover eventos bizarros ao longo da vida e colocar seu carma e espiritualidade em risco constantemente. E ainda tem a escolha oculta que cada uma faz, tem as que decidem por um certo conhecimento mais científico ou psicológico, outras vão pelos caminhos da magia, da religiosidade, enfim, uma serie de caminhos. No entanto, vão quase sempre dá num mesmo tipo de comportamento, com conceitos distorcidos, fora dos padrões femininos vigentes, pois tendem a criar eventos e opções só suas. Começam também a admirar coisas, que elas acham que são mágicas, mesmo que não sejam, ou a criar fantasias sexuais.... tudo isso porque elas estarão muito mais num raio de ação de energias ocultas que as mulheres comuns. Por temer essa capacidade de devaneio das mulheres que acabam sendo perigosos, pois quando elas são místicas, podem desenvolver egrégoras, fortíssimas, foi que os representantes espirituais do patriarcado, decepou muitas linhagens - erroneamente, lógico, mas, não sabemos até que ponto foi errado, pois o astral superior sabe bem no que e o porque que certas coisas poderiam trazer frutos amargos pra raça humana. O certo é que muitas mulheres que se acham donas de seu livre-arbítrio, armadas de um baralho de tarô, incentivadas por cursistas idiotas, que nada entendem da verdadeira essência do tarô, são incentivadas a gastarem sua mediunidade, bagunçando seu subconsciente, e ligando-as ao inconciente coletivo de forma perigosa, bizarra e desastrada...


quinta-feira, 30 de maio de 2013

A essência da magia, das bruxas e dos sacerdotes


A essência da magia, das bruxas e dos sacerdotes
A essência da magia, das bruxas e dos sacerdotes

A magia astral e ancestral dos escolhidos


Magia em inglês é magic. Magic (mágica, magia), do latim magicus, pertinente a feitiçaria (magia; grego, mageia, a teologia dos magianos, mágica). A arte de produzir efeitos pelo aparente controle sobre-humano sobre os poderes ou forças da natureza; feitiçaria, encantamento; qualquer poder ou influência que se prova irresistível ou extraordinário; o uso do legerdemain para criar ilusões ou fazer truques. Daí se entende aquele provérbio no tantra hindu sobre um bom critério para julgar se um mestre (em sânscrito, guruh) é válido ou não no caminho mágico religioso. "Mestre é aquele que performa fenômenos físicos." 

A palavra feiticeiro em inglês, que é um idioma que tem raízes no gaélico e nórdico clássico, é witch. Witch, bruxo(a), no plural witches; wicca (masculino), wicce (feminino). Significa uma mulher que professa ou supõe que pratique magia; uma feiticeira; uma mulher velha feia e/ou maligna; uma megera; uma enfeitiçante ou fascinante mulher ou garota. Afetar ou ser afetado por witchcraft (bruxaria ou arte de bruxa); fascinar; encantar. 

Witch-craft (literalmente, arte de bruxo, ou seja, a arte do bruxo, traduzido usualmente como bruxaria). As práticas dos(as) bruxos(as), feitiçaria, black magic (magia negra); encantamento, fascinação. O dicionário, contudo, diz apenas o que é conhecimento acadêmico de domínio comum. O que ele não cita é que o termo latino magicus e o grego mageia são oriundos de uma raiz ainda mais antiga. A origem semântica de ambas as palavras vem do persa magi, que quer dizer, literalmente, sabedoria ou conhecimento. Portanto, o mago ou magista é aquele que sabe! Nos termos wizard, wicca, wicce e witan, vemos que nada mais é que conhecimento. Sábio é o provérbio que afirma: "Conhecimento é poder!" Portanto, a palavra magia pode até ser aplicada à matemática, física, química e à tecnologia de forma geral. Até para a palavra logia é intrinsecamente interligada. Mas, a magia ou fenomenologia e ritualística, precisa de iniciação e de força extra sensorial perception, que em português quer dizer percepção extra-sensorial. A visão? Psicometria, telemetria. Os fireballs (bolas de fogo)? Pirogenia associada a telecinesia. ESP é um termo específico da parapsicologia.

E existe também a magia sincrônica, que consiste basicamente de dois elementos: vontade e concentração, nos quais, seguindo certos princípios naturais e leis, se sincroniza ou coaduna a vontade do Universo à sua e vice-versa. Esses fenômenos nem precisam de treinamento especial para se manifestarem em algumas pessoas. Daí que a parapsicologia explica muitos (não todos, seguindo este princípio em si) dos fenômenos poltergeists.

O rótulo de bruxo não deveria ser aplicado aos que historicamente foram. E, aliás, o critério histórico da Igreja para classificar alguém de bruxo era: - Proferir preces e/ou ritos em idioma desconhecido (especialmente línguas mortas). Desconhecido é, claro, para o padre paranóico que colocavam para monitorar uma comunidade. - Exercer a medicina sem a autorização da Igreja, também era pecado e crime grave. Na Era das Trevas, era obrigação do médico exigir que o doente, antes de se tratar, se confessasse com um padre e estivesse pronto para eventuais penitências, ou devo dizer punições? Que, aliás, eram extremamente mais graves do que os meros doze Pai-nossos e 21 Ave-marias de hoje. Exercer a medicina seguindo metodologias proibidas pela Igreja.

A paranoia cristã era extremamente ativa quanto a mulheres sábias e curandeiros que exerciam a medicina seguindo métodos que hoje poderiam ser considerados como ancestrais da atual homeopatia. Eles entendiam como influência demoníaca o fato de que estes tinham mais sucesso na arte da cura do que os médicos, assim chamados, normais, usando como metodologia a cura, por exemplo, da afecção de um veneno com outro veneno.

E é preciso esclarecer que os conhecimentos gerais de métodos de diagnóstico e terapia dos médicos medievais nas regiões da Europa nórdica e central, incluindo as Ilhas Britânicas, eram de classificar a causa das doenças por certos tipos de humores (tipo de energia que influenciaria no estado de saúde do paciente, e que só existia na imaginação dos médicos contemporâneos desta época) e como método de terapia, emplastros, amputações e sanguessugas. Nossa medicina alopática é uma evolução dessa medicina.

Os reis e príncipes, que não eram idiotas, importavam a peso de ouro médicos judeus e árabes, que sabiam muito mais da arte da cura do que os médicos ditos normais daquela época. - Pessoas que não cultuassem o verdadeiro e único Deus. - Pessoas que demonstrassem uma influência fora do normal sobre outras pessoas. Traduzindo, pessoas que fossem especialmente belas, sedutoras, inteligentes e/ou queridas demais para a conveniência política da Igreja pela população local por um motivo ou outro... - Pessoas que demonstrassem conduta incompreensível ou ilógica para as pessoas comuns e principalmente os padres. Mas, não ser enganem e nem pensem que isso acabou! Apesar de maior liberdade hoje e de estarmos na era da internet, a intolerancia ainda é muito grande, especialmente dos "cristãos da moda".

Eventuais pobres coitados que sofrem de algum tipo de loucura ou esquizofrenia e que certamente pareceriam endemoniados aos olhos dos paranoicos padres ignorantes locais que, portanto, seriam punidos com a fogueira por este crime. Como podem ver, qualquer tipo de pessoa, independentemente do sexo, etnia ou até mesmo de credo religioso (especialmente os não cristãos) poderia ser acusado de fazer bruxaria e ser rotulado negativamente (óbvio ululante!) como bruxos e bruxas, e é claro, desmentindo certas pseudo-bruxas de tradições familiares de mais de dois mil anos (cuja credibilidade estaria extremamente fragilizada sob quaisquer análises históricas a nível acadêmico), escritoras de livros de simpatias que jamais poderiam, à luz dos fatos aqui expostos, serem classificados como magia, que alegam só existirem e terem existido bruxas, ou seja, mulheres que performam a assim chamada bruxaria.

Tais rótulos de bruxos e bruxas não ocorreram, após tais fatos, apenas nas comunidades nórdicas, mas com nossos também desafortunados primos celtas, cujas mulheres sábias, bandhia-draoi (druidesas) e draoi (druidas), religião e cultura foram vítimas das ações destrutivas do cristianismo. Para quem não sabe, draoi em gaélico quer dizer apenas professor ou sábios dos carvalhos. E não somente era uma denominação sacerdotal, mas acadêmica e docente. Todas usadas simultaneamente para se referir aos draois ou druidas. E, terrivelmente, mais tarde, no Novo Mundo, nas Américas, onde é de domínio comum as atrocidades cometidas pelos conquistadores na América Central e dos portugueses e jesuítas contra a legítima civilização que povoava estas terras tupiniquins.

A população original de índios no Brasil na época da ocupação militarística, denominada de descobrimento por nossos historiadores tendencionistas era de cerca de 9 milhões. Hoje não passa de poucos milhares. E suas respectivas culturas, linguagens e religião foram mais destruídos ainda por missionários kristãos tão desejosos de compartilhar o amor cristão que a história tão bem conhece. Mas felizmente a humanidade pôde evoluir e o kristianismo decair. Saímos da Idade das Trevas para a Renascença, e desta para a Idade Moderna, e, por conseguinte, a Idade Contemporânea em que estamos.

Não podíamos, é claro, deixar de citar uma religião moderna chamada wicca, que é um termo masculino do inglês arcaico significando, literalmente, bruxo. Diferente da crença popular no meio neo-pagão, o que os fatos históricos apontam é que a wicca original não é Antiga Religião. Esta foi criada por volta de 1940 de nossa Era Comum por dois monstros (no bom sentido) do mundo ocultista. Um é Alesteir Crowley (indiretamente) e o outro Gerald Brousseau Gardner (diretamente). A uma solicitação de Gardner, Crowley havia escrito a primeira versão do Book of Shadows (O Livro das Sombras), e, portanto, com isto, concedendo uma base fundamentada na Thelema, na Alta Magia Cerimonial e no raciocínio segundo a obra 777 do mesmo Crowley.

Concedendo à wicca, então, em fase de criação, um caráter esotérico e panteísta (do grego pan = tudo, todo; theos = Deus; ismos = idéia, escola, ideologia, ou seja, a crença de que todos os deuses, e em algumas vertentes, tudo da existência, não passe de meros aspectos de uma divindade ou Deus cuja natureza seria absoluta). O nome da divindade celta é Cernunnos; e os chifres, por exemplo, dentre outros atributos do Cernunnos wiccan, não representam a presença do mal, como representaria na visão deturpada do cristianismo, e sim a presença divina como é vista em várias religiões, inclusive no judaísmo, e além disto, esses chifres representam o poder viril masculino, a Semente Absoluta da Criação, Essência Absoluta de Todas as Coisas. Portanto, neste contexto, e considerando os elementos à disposição de Gardner, ele não podia ter representado melhor o Deus Uno ou Absoluto de forma melhor. E justamente neste contexto, Cernunnos seria o Deus primordial de toda criação e dos deuses. Aí, então, entra em cena Doris Valiente. Ela, juntamente com Gardner, reescreve o Book of Shadows para uma forma mais paganizada ainda, pois a aparência evocatória ainda era muito abraãmica, devido as bases serem da Alta Magia Cerimonial, e, seguindo o raciocínio da tabela de equivalência de deuses, eles deram ao segundo Book of Shadows uma cara mais céltica, colocando mitos e lendas populares, mas mantendo as mesmas estruturas ritualísticas, teológicas, dogmáticas e cosmogônicas. Após isto, Valiente age novamente, introduzindo o conceito da Deusa Mãe, criando algo de novo na wicca então emergente em passos tímidos.

Com isto, surge o primeiro panteísmo dualista no qual Cernunnos, não mais o Deus Absoluto, nem semente primordial, mas parceiro de igual importância da Deusa, que também foi tomado o nome de outra deidade céltica. Com isto, o Absoluto é representado através de duas metades, masculina e feminina. A wicca não é Antiga Religião celta, como muitos até aqui já poderiam prever. A religião celta, assim como a nórdica, tem origem histórica indo-européia, ou seja, gozamos das mesmas origens que o hinduísmo e o budismo. São, assim como politeístas e animistas. E da mesma forma a Umbanda, tem um pé ou parte de suas raizes também nas tradições indo-europeias, que certos reformadores, muito influenciados pelo Espiritismo e cristianismo, tentou ignorar e sufocar. Ou seja, tem vários deuses e deusas, e nenhum deles é aspecto de ninguém, mas sim possuem seu próprio anima, sua própria individualidade assim como eu e você, leitor. Mas, que sincretismos, reformas sensacionalistas e sufocantes, tentaram matar a verdadeira raiz ancestral da Umbanda Original.


A wicca não é, portanto, céltica, nem legítima representante da cultura e povo celta, incluindo aqui até mesmo a wicca dita céltica. Apesar de ela conter alguns elementos celtas, tem sua origem na Thelema, seus ritos são fundamentados na Alta Magia Cerimonial, portanto, com elementos da cabala, o panteísmo de origem greco-gnóstica e o pentagrama (a estrela de cinco pontas com um círculo em torno desta) da escola grega pitagórica, que era usado pela escola de Pitágoras para identificar os iniciados, que a tinham tatuada na palma de suas mãos.


Carlinhos Lima - Astrólogo, Tarólogo, Mago de Umbanda Astrológica, Pesquisador de religiões e Magia.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ìyáàmi Òsòròngà - Mãe das Bruxas



Iyyami Oshoronga - Poder Divino, que vive entre o Céu e a Terra no espaço, que é chamada oritameta aragbansala. Iyyami Oshoronga Adzhe - Mãe de bruxas, controles de pássaros eleye (classe de espíritos). Olodumare (Criador) deu esses poderes do mundo para controlar a natureza. Antes da chegada à Terra, essas forças têm vivido em Ikorita aragbansala - o espaço entre o Céu e a Terra. Quando essas forças chegaram à Terra, eles se estabeleceram na encruzilhada - oritameta ona-ara. Eles também se estabeleceram nas árvores, Iroko. (Da madeira Iroko (Cholorphora excelsa), fez opon (IFA) e ferramentas de outro ritual usado nos rituais de Ifa).

De acordo com os ensinamentos de Ifá, existem duas categorias de forças nos pássaros - eleye;. "Útil" e "prejudiciais". (A) «úteis", também conhecido como "pássaros brancos" trazer boa. Eles protegem contra a agressão externa, a fome, epidemias e infertilidade. (B) «prejudiciais» eleye podem ser divididos em dois grupos: o "pássaro preto" e "pássaro vermelho". 

(I) «negra» geralmente prejudiciais para os outros. Eles causam infertilidade, criar desordem, dão origem ao ódio e outras formas de destruição. (Ii) «Red" também é prejudicial para os outros, e não ouvir alguém que se volta para eles.

Muitos versos de Odu Ifa e Merindinlogun Ode (previsão com 16 búzios) pode indicar a existência de problemas com essas forças. Ou para resolver determinadas tarefas necessárias para manter um IPES cerimônia (pacificação forças Iyyami Oshoronga). Identificar a necessidade de a cerimônia pode, através de um oráculo, não só Babalavo, mas o sacerdote ou a sacerdotisa de orixá. IPES paz cerimónia tem diferentes maneiras e nenhuma cerimônia um. Existem centenas de opções, magias, técnicas, etc Além de IPES a essas forças favorecia o homem, o sacerdote pode usar outros métodos de apoio, tais como: sabonetes magia, pós, magias, etc

Verso da Ode à Osa Meji nos diz sobre como Orunmila assinou um contrato com as forças de aves - eleye.
Orunmila nikansoso lo b'eleye mula nigba Iwase

Tradução: No início Orunmila foi o primeiro que assinou um contrato com os pássaros (eleye) 
Nijo ti ganhou ntikole orun bo wa'le aye
Tradução: Quando as aves foram para o terreno do mundo espiritual. 
Orunmila Nibo ni ni ganhou eis
Transl Orunmila perguntou-lhes "Asian você está indo? " 
Won ni awon nlo sile aye
Tradução: Eles lhe disseram que foram enviados para a Terra 
Orunmila ni kinni ganhou nlo si
Tradução: Orunmila disse: "Para que propósito? " 
Awon eleye ni awon nlo ika si
Tradução: Eles disseram que sua missão era fazer uma bagunça 
Wipe, «Eni ti pneu ba ti daru»
Tradução: E para criar problemas 
Orunmila ni ki ganhou pada
Tradução: Orunmila disse-lhes para voltar 
Won ni ki Orunmila o jowo
Tradução: Eles pediu Orunmila para que ele não retornou a sua 
Orunmila ni awon omo oun po lode aye
Tradução: Orunmila lhes tinha dito que ele tinha muitas crianças na Terra 
Won ni yoo awon ba Orunmila mu'le
Tradução: Eles se ofereceram para entrar em um acordo ou contrato com Orunmila 
Orunmila ni oun ko mo ohun imule
Tradução: Orunmila lhes tinha dito que ele não sabe como selar um acordo 
Orunmila ni hun, oun «Gbo ohun ti e wi»
Tradução: Orunmila disse: "Eu ouvi a sua promessa, e está escrito" 
O ni, «Eni ti o ba ko, a l'ni oun o gbo nko»
Tradução: Ele perguntou-lhes - "... mas e se alguém se recusar a cumprir um de vocês é um acordo? " 
Won ni, «a Eni ko ba ni, eni de l'oun o ni ni gbo»
Tradução: Eles disseram - "se alguma bruxa (ou bruxo) irá se recusar a cumprir este juramento ..." 
Won ni, «Iyo um yoo lo s'orun» -
Tradução: Eles disseram - "... a força vai enviá-lo de volta, sem retorno ...." 
Won ni, «Eja Kii ja'gun werere ko da'le»
Tradução: Eles disseram - "... os peixes não podem sobreviver sem água ..." 
Won ni «Ni'jo igbin ba f'enu kan iyo, laruwe ekun nse'gbin» -
Tradução: Eles disseram - "... o caracol morrer instantaneamente, lamber o sal ..." 

Além disso, qualquer bruxa ou bruxo que se recusa a cumprir este juramento, imediatamente à mercê de Olodumare (Criador). Em Iyyami Oshoronga relatado em muitos versos de Odu Ifa, como este: Oyeku Meji, Irete Meji, Irete Olota, Ogbe Yonu, Odi Meji, Osa Ogbe, Osa Meji, Irete Ogbe, Ose Oyeku etc Ode Irete Meji nos diz sobre como essas forças chegaram à Terra. Ode Irete Owonrin - fala sobre como Orunmila passou a aprender os seus segredos. Este versículo contém os detalhes de como uma pessoa pode entrar em sonhos lúcidos (ala). Ode Ogbe Ogunda diz que os torna força de raiva. Descrito também como Orunmila explorar os segredos de apaziguar a ira das forças. Verso da Ode Irete Owonrin conta como Orunmila entendido os mistérios desta força.


Owuyewuye awo ile Orunmila.
A awo d'ifa divertido Orunmila ti ns 'lo ilu eleiye.

Orunmila ni ilu eleiye t 'na lo yii, em le r'idi nwon?

Em si le ko re bo Nibe?
Nwon ni k'Orunmila o RUBO.
Tradução: Owuyewuye - Babalavo cumpriu a predição de Ifa Orunmila para no dia em que Orunmila indo para ir para a Terra dos Pássaros. Perguntou Orunmila Ifa - Estou indo para a terra aves para aprender os seus segredos. Será a minha viagem um sucesso? Ifa Orunmila disse, recomendar ao trabalho espiritual. 

Nwon ni k'Orunmila para o lo r'idi bi ekeiye naa NSE s'aiye, nwon ni k'Orunmila o lo toju apo aso funfun. Tradução: Ele foi aconselhado a costurar um saco de pano branco. 

Nwon ni k'o ru ori oka. Nwon ni k'o ru eiyele funfun.
Tradução: Pegue a cabeça da serpente, uma pomba branca e outros componentes, em seguida, desligue o saco do teto. E então, Orunmila pegar a estrada. Orunmila chegou ao mercado. As bruxas Orunmila previu que vai até eles e decidiu alimentá-lo uma sopa envenenada. 

E s u l'o NSE Meji Meji, l'Onse meta meta. E s u ti ta parada, o di si ti enia. L'o ba lo kesi gbogbo awon aje t'o wa l'ode Ota. Tradução: Ash se tornou um homem e foi para a bruxa. Disse-lhes que Orunmila tem um pássaro que é mais poderoso do que aqueles que você tem. Ash disse-lhes: coletá-los e trazer as suas aves para Orunmila. As bruxas trouxeram seus pássaros Orunmila.
(Bruxas se revelam os seus segredos para Orunmila.). Quando Orunmila sentado entre os bruxos, eles foram informados de que com muito cuidado e não estar sendo observado após um olho nele. Eles disseram que lutaria com ele, que eles estão muito zangados, porque ele já sabe seu segredo. Eles disseram que só eles devem saber esses segredos, e assim eles querem matá-lo.

Um d'ifa divertido Orunmila n'ijo t'awon eleiye l'awon o pa a. Nwon n'iwo Orunmila, iwo l'awon eleiye o pa o, awon eleiye fe pa o. Nwon ni o RUBO ree ba. Nwon ni k'Orunmila o toju ekujebu n'ijo naa. Nwon ni ni k'o si Adie opipi. Nwon ni ni k'o eko kan. Nwon ni ni k'Orunmila o egbefa OWO. Orunmila sise e abelha.
Tradução: Orunmila Ifa consultado no dia em que as bruxas se reuniam para matá-lo. Ifa recomendado para Ebo. Ifa disse - para tirar a semente ekujebu, frango, etc. 
(Estes materiais são utilizados para apaziguar as forças de aves). Depois de um trabalho espiritual, Orunmila estava protegida. Bruxas não conseguia entender como Orunmila defesa. (Aves mistério Orunmila poctig, por isso foi protegido da exposição a eles e sabia como apaziguá-los). 

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